Tag: #vidasnegrasimportam

Foto: Agência Brasil

Letalidade policial é recorde no país; negros são 78% dos mortos

Mesmo com a pandemia de covid-19 restringindo a movimentação de pessoas, nunca as forças policiais brasileiras mataram tanto quanto em 2020, segundo dados do Anuário de Segurança Pública. A publicação, organizada pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), destaca que os negros foram as maiores vítimas de policiais — correspondem a 78,9% das 6.416 pessoas mortas por policiais no ano passado. O número de mortos por agentes de segurança aumentou em 18 das 27 unidades da federação, revelando um espraiamento da violência policial em todas as regiões do país. Desde 2013, quando a publicação foi lançada, o aumento no número de mortes decorrentes de intervenção policial foi de 190%. Imagem: Editoria de Arte A pesquisadora Samira Bueno, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e uma das responsáveis pela elaboração do Anuário, atribui o recorde de letalidade policial a uma escalada da violência na sociedade brasileira. Para ela, o ...

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Alta comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, em 21 de junho de 2021, em Genebra - AFP

ONU defende justiça restaurativa para legado da escravidão

A ONU defendeu nesta segunda-feira (12) a ideia de uma “justiça restaurativa” para lidar com o legado da escravidão e do colonialismo, enquanto os países africanos apresentaram uma resolução para criar um grupo de especialistas em racismo e violência policial. Falando perante o Conselho de Direitos Humanos (CDH) em Genebra (Suíça), a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu o estabelecimento de um mecanismo, com prazo determinado, para fazer avançar a “justiça e igualdade racial”. Seu pedido foi ouvido pelos países africanos, que apresentaram nesta segunda-feira um projeto de resolução sobre a proteção dos direitos e liberdades fundamentais dos afrodescendentes diante da violência policial. O texto será discutido nesta segunda, ou terça-feira. Nele, propõe-se a criação de “um mecanismo de especialistas independentes que possam se concentrar mais claramente no problema do racismo sistêmico dentro da polícia e do sistema de justiça criminal”, explicou o representante camaronês ...

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Geledés

Promotoria deve pedir júri popular para PMs por 9 mortes em Paraisópolis, em SP

Para evitar que fiquem impunes as nove mortes ocorridas em Paraisópolis, em dezembro de 2019, o Ministério Público de São Paulo deve divergir do entendimento da Polícia Civil e tentar mandar a júri popular o grupo de policiais militares envolvidos na ação em um baile funk na favela. Integrantes da Promotoria responsáveis pelo caso, segundo a Folha apurou, não concordam com o entendimento do delegado do DHPP (departamento de homicídios) Manoel Fernandes Soares, que indiciou nove policiais por homicídio culposo –ou quando não há a intenção de matar. Para o delegado, conforme o despacho de indiciamento obtido pela Folha, as mortes no baile funk só ocorreram porque os policiais militares “não observaram o necessário cuidado objetivo que lhes era exigível, sendo previsível, no contexto da ação, a ocorrência de resultado letal”. Os nove mortos em Paraisópolis eram adolescentes e jovens de entre 14 e 23 anos, em sua maioria negros, de outros bairros periféricos de São Paulo, que ...

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João Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)

Carrefour quer censurar livro que analisa casos de racismo na rede

O livro “Caso Carrefour, Segurança Privada e Racismo: Lições e Aprendizados” corre o risco de ser censurado antes mesmo de ser lançado, o que acontece nesta terça-feira (29), pois, o grupo Carrefour ameaça processar os autores da obra. A obra, que foi escrita pelos pesquisadores Susana Durão e Josué Correira, usa o assassinato de João Alberto Silveira Freitas em novembro de 2020 por seguranças de uma loja da rede em Porto Alegre. Cabe lembrar, que o crime ocorreu um dia antes do Dia Nacional da Consciência Negra. Danilo Bonadio Bonfim, gerente jurídico do Carrefour, enviou e-mail à reitoria da universidade e afirmou que a pesquisa “contém graves imprecisões e equívocos”. Entre os equívocos, o representante jurídico do Carrefour afirma que o título da obra associa o nome da rede ao racismo e que o livro se utiliza da dados internos que foram disponibilizados “apenas à Fenavist (Federaçãço Nacional das Empresas ...

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Mauro Pimentel/Expresso

Inquérito da ONU por Floyd denuncia racismo sistêmico na polícia no Brasil

O Brasil é arrastado para o centro do debate sobre a violência policial. Num informe apresentado nesta segunda-feira pela ONU e realizado a partir da morte de George Floyd, nos EUA, a violência da polícia brasileira é citada como um dos casos no qual existe racismo sistêmico nas forças de ordem diante das ações e morte de afrodescendentes. A ONU fez um apelo para que governos não deixem os responsáveis pelos crimes sem punição e alertou que a atual situação, no Brasil e no mundo, é insustentável. Nas semanas que seguiram ao caso do assassinato do americano, em 2020, uma resolução foi aprovada no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, dando um mandato para que a entidade realizasse uma investigação sobre a violência policial e racismo. Ainda que o trabalho se concentre principalmente nos EUA, a opção da ONU foi a de ampliar as investigações e avaliar o comportamento ...

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Kathlen de Oliveira Romeo (Reprodução/Instagram)

E eu não sou um negro?

“Os miseráveis, os rotos / São as flores dos esgotos” (“Litania dos Pobres”; Cruz e Sousa) Eles combinaram de nos matar, e nós combinamos o quê, para ontem, para já? A vida de Kathlen Romeu era apenas um cisco no olho do policial que a matou. Incomodou sua visão; era preciso eliminar o incômodo. Sob o tsunami das mesmas (in)justificativas, do Estado e do atirador, nenhuma lágrima rolou, nenhum pedido de desculpas: o patrono das maldades é mesmo o Estado de Direito. O detalhe é que o incômodo tinha vida e nome: uma jovem mulher negra, de 24 anos, e grávida de quatro meses. O policial, qualquer um deles, não tem filhos, irmãos, mãe, parentes? É preciso ter cautela ao sair de casa sendo negro ou negra no Brasil. Há um ódio curtido em fogo brando, herança de tempos coloniais e da maldita escravidão, atípica e longeva. Esse ódio atravessa séculos, com sua fúria e gosto de ...

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Flávia Martins de Carvalho (Arquivo Pessoal)

Flávia Martins de Carvalho: “Canção de ninar para Kathlen”

No último dia 8, perdemos Kathlen, uma jovem de 24 anos, grávida, morta por um tiro de fuzil que atingiu seu corpo e aniquilou seus sonhos. Os dois corações que batiam em Kathlen foram silenciados. E nesse silêncio, ouvimos o grito de sua mãe dizendo que não teria mais a filha no Dia das Mães; ouvimos o grito da sociedade clamando por justiça; ouvimos o grito do povo preto denunciando a necropolítica que opera nas comunidades.  E apesar de tantos gritos, eu só pude ouvir o silêncio de Kathlen.  Tentei evitar seu silêncio para não entrar em contato com essa dor dilacerante, uma dor que me toca profundamente, a mim e a todos e todas que ainda resistem na luta pela defesa dos direitos humanos.  Mas, nos últimos dias, a imagem doce de Kathlen habitou minha mente embalada por uma canção de ninar, talvez por sua expressão de menina, talvez ...

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Geledés

Família de jovem morto dentro de casa na Penha acusa a polícia de ter efetuado disparo

Foi enterrado neste domingo (20) o corpo de Thiago da Conceição, de 16 anos, que morreu ao ser atingido por um tiro dentro de casa, no Morro da Fé, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Durante a cerimônia, o tio do jovem acusou policiais civis pelo disparo que matou o adolescente. “Tomou um tiro. Tiro disparado por um policial civil, que eram as únicas pessoas que estavam na comunidade no momento, fazendo operação”, afirmou Jeovane dos Santos, tio de Thiago. “Entraram na comunidade às 6h, não teve um disparo. Às 10h15, 10h20, houve um disparo. Foi um disparo fatal na cabeça do meu sobrinho. Eu espero que seja feita justiça, que o verdadeiro atirador seja punido. Até quando vai ser isso?”, indagou. O sepultamento aconteceu no Cemitério de Irajá. A mãe e a avó passaram mal. Elas foram as primeiras a ver o corpo de Thiago após ser atingido na cabeça. Ele ...

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Arte: Beatriz Lago

Caso Kathlen e a produção de mortes pelas polícias brasileiras

Ainda que Kathlen de Oliveira Romeu, 24 anos, e o bebê, que gerava em seu ventre, definitivamente não estivessem em confronto com a polícia, a tese comumente usada nestes casos de “bala perdida” tende a ser a mesma que tem garantido aos policiais brasileiros o chamado excludente de ilicitude, ou seja, a legalidade da ação e desresponsabilização do autor do disparo. “É super comum usarem o argumento do confronto, na verdade é uma narrativa única para todas as mortes praticadas pelas polícias”, afirma Dennis Pacheco, pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2019, as polícias brasileiras bateram o recorde de registro de mortes desde que o estudo foi iniciado em 2013, foram 6.357 pessoas, 80% delas negras, 99% do sexo masculino. Ao todo, 74,3% das vítimas de intervenções policiais eram jovens de no máximo 29 anos, percentual bastante superior à média das ...

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Geledés

Homem negro avisou esposa antes de ser morto pela PM: ‘Vão matar a gente’

Familiares de dois jovens negros assassinados com dezenas de tiros por policiais militares de São Paulo prestaram depoimento nesta semana à Ouvidoria das Polícias. As mortes aconteceram no último dia 9, em Santo Amaro, na zona sul da capital. Segundo relatado à Ouvidoria pela esposa de Felipe Barbosa da Silva, 23, uma das vítimas dos policiais, o rapaz ligou para ela dando sua localização e afirmando que seria morto pelos PMs. Finalizou dizendo que amava sua filha, de apenas um ano de idade. Eram 19h20 do dia 9. Em 50 segundos de ligação, ele informou sua localização e disse: Moiô, moiô, eles vão matar a gente. Antes de desligar, ainda pediu que ela avisasse a família de Vinícius Alves Procópio, 19, jovem que estava com ele no carro. Os policiais dizem que perseguiram o veículo pelas ruas do bairro após eles terem cometido um roubo e fugido. Foi dentro do carro ...

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Kathlen Romeu foi morta pela polícia do Rio (Foto: Reprodução/Instagram_rogeriojorgeph)

Missa de 7º dia de Kathlen Romeu vai acontecer no Santuário do Cristo Redentor

A missa de 7º dia de Kathlen Romeu, grávida de quatro meses que morreu atingida por um disparo de fuzil durante um tiroteio no Complexo do Lins, vai acontecer nesta segunda-feira (14), às 19h, no Santuário do Cristo Redentor. A celebração será comandada por Padre Omar, reitor do santuário. Na sexta (11), ele esteve na Delegacia de Homicídios da capital, na Barra da Tijuca, onde a família de Kathlen prestava depoimento sobre a morte, e entregou um terço e fez uma prece. A celebração seguirá as normas internacionais contra o coronavírus e as regras da Arquidiocese do Rio de Janeiro e da Vigilância Sanitária. No domingo (13), artistas e amigos da jovem começaram a construir um memorial em homenagem a ela. O local fica ao lado da escola de samba Unidos do Cabuçu. Assista o vídeo da matéria clicando aqui Vários grafites serão feitos no Complexo do Lins em homenagem a Kathlen — Foto: Ben-Hur ...

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Flávia Oliveira  (Foto: Arquivo/ O Globo)

No luto há luta

Não quero ser a comentarista que chora e se desespera e brada contra a necropolítica de segurança nossa de cada dia. Os assassinatos de Kathlen Romeu, oitava grávida abatida a tiros no Grande Rio em cinco anos, e do bebê que ela nem teve a chance de descobrir se era Maya ou Zayon me alcançaram intimamente. Sou filha da mãe negra, como a jovem gestante cuja vida foi interrompida no quarto mês de gestação. Como Jaqueline Lopes, sou mãe da filha negra nascida em 1996. Como dona Sayonara de Oliveira, sou avó de uma criança negra. Cresci num conjunto habitacional do subúrbio, conheço o medo da violência cometida por criminosos e policiais. Experimentei a mobilidade social pela educação e festejei o diploma de minha cria, tal como os parentes da moça recém-formada em design de interiores, agora silenciada. Das coincidências que atravessam a vida das famílias negras brasileiras, brotaram as ...

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Kathlen de Oliveira Romeo (Reprodução/Instagram)

Violência no RJ vitimou 15 grávidas desde 2017, afirma plataforma Fogo Cruzado

A morte de Kathlen Romeu, grávida de quatro meses, na última terça-feira (8) é a 8ª morte de gestante na Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde 2017. Segundo a plataforma Fogo Cruzado, 15 mulheres grávidas foram baleadas no Grande Rio, sete delas morreram. Desses 15 casos, nove bebês não resistiram. Segundo a Fogo Cruzado, apesar de todas terem sido vítimas da violência armada, as 15 grávidas baleadas no Grande Rio foram vitimadas de diferentes formas: 6 delas foram vítimas de balas perdidas, 4 foram vítimas de execução/homicídio, 3 foram baleadas durante roubo ou tentativa de roubo, 1 foi baleada com indícios de tortura e 1 não teve motivação identificada. Até março de 2021, a plataforma, que compila dados de segurança pública no estado do Rio, registrou 681 mulheres baleadas na Região Metropolitana do Rio: 258 delas não resistiram e morreram. Os motivos dos tiroteios que mais deixaram mulheres baleadas foram operação ou ação policial, que fez 194 ...

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Kathlen Romeu foi morta pela polícia do Rio (Foto: Reprodução/Instagram_@rogeriojorgeph)

Passar pano para o genocídio negro: não em meu nome

"Grávida morre após ser baleada durante troca de tiros em comunidade no RJ". A manchete do UOL foi a gota que faltava para eu encerrar minha contribuição com a publicação Ecoa UOL. Há semanas não tenho conseguido manter ritmo de escrita semanal, já havia anunciado para minha editora a possibilidade de interromper a coluna, mas avaliamos que dava para esperar um pouco antes de decidir. Com a cobertura perversa da execução de uma mulher negra grávida em uma favela do Rio de Janeiro, mais um alvo do genocídio negro, fica evidente que a exaustão de repetir semanalmente a mesma coisa, em palavras diferentes, na tentativa de contribuir com o debate público sobre o genocídio tem sido pouco efetiva. Nem o próprio veículo se constrange em noticiar uma mentira como mais um fato isolado. Há um mês, logo depois da chacina de Jacarezinho, a home noticiava: "Ação da polícia deixa 25 ...

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Kathleen Romeu, baleada durante operação policial no Rio. (Foto: Reprodução/ INSTAGRAM)

Kathlen e seu bebê, mais duas vidas negras interrompidas no Brasil

“Bom dia, neném”. Este foi o último post da Kathlen Romeu em seu perfil no Instagram, na manhã desta terça-feira, 8 de junho. Quem vê as fotos, se depara com uma jovem feliz com a recente descoberta da gravidez, relatando um misto de surpresa, alegria e medo. Kathlen tinha medo dos desafios da maternidade, das coisas que uma mãe de primeira viagem ia descobrir pelo caminho. Mas não deu tempo. Ela foi morta aos 24 anos em meio a uma ação policial em Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro. Curiosamente, o bairro é um dos poucos onde ainda há Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP, que foi estrela da política de segurança na última década e faliu. Moradores foram às ruas protestar contra a morte da jovem designer de interiores. E na capa de um dos maiores portais de notícias do país era possível ler a manchete “Protesto fecha autoestrada Grajaú-Jacarepaguá”. A ...

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Perifa Connection/Divulgação

Um ano depois do assassinato de Floyd, negros ainda sofrem com violência policial

Há um ano, em Minneapolis (EUA), George Floyd, homem negro, pai, segurança e conhecido por seu jeito afetuoso e por gostar de basquete e de futebol, foi assassinado pelo policial militar branco Derek Chauvin. O crime foi cometido sem nenhum pudor diante da câmera do celular da adolescente negra Darnella Frazier. Caso a garota de 17 anos não tivesse publicado o vídeo em uma rede social, possivelmente o crime não teria tido a grande repercussão em nível global, causando revolta e indignação, da população mais humilde a empresários, artistas, organizações sociais e sociedade civil. Em tempos de pandemia, a frase “eu não consigo respirar”, dita pela vítima, virou reivindicação em várias partes do mundo pelo combate ao racismo estrutural. Derek Chauvin foi condenado e espera sua sentença final que pode chegar a 40 anos de reclusão. Nos Estados Unidos, aumentou-se a vigilância ao trabalho de profissionais de segurança pública e ...

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(Foto: REUTERS - RICARDO MORAES)

Polícia do Rio impõe sigilo de 5 anos a documentos de operações, inclusive a do Jacarezinho

A Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro impôs sigilo de cinco anos a todos os documentos de operações desde junho de 2020, inclusive a do Jacarezinho. A operação mais letal da história do Rio de Janeiro deixou 28 mortos e muitos questionamentos sobre a ação policial. Moradores relataram invasão de casas, celulares confiscados, cenas de crime desfeitas e o mais grave: denúncias de execuções. Policiais foram acusados de matar suspeitos que já tinham sido rendidos. Mas as informações sobre o que aconteceu na favela do Jacarezinho, no dia 6 de maio, não vão ser conhecidas pela população tão cedo se depender da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Secretaria de Polícia Civil impôs sigilo reservado de cinco anos a qualquer informação sobre a operação na favela e a todas as outras operações policiais feitas nos últimos 12 meses. Foi a resposta a pedidos de acesso às informações ...

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Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

Um ano da morte de Floyd: antirracismo precisa avançar também no Brasil

Desde que George Floyd foi morto, sufocado pelo joelho do policial branco Derek Chauvin, há um ano, nos Estados Unidos, o movimento antirracista não só se consolidou como também se ampliou. De imediato, tomou as ruas e se tornou uma grande mobilização social em diversos estados americanos, mesmo durante a grave pandemia de coronavírus que acometia o país. Os protestos foram uma das forças mais importantes para a troca de liderança na presidência dos Estados Unidos. O então presidente Donald Trump, que negava a existência do racismo e sua influência como motor da violência policial, foi derrubado. Em maio de 2021, outro fato histórico: o ex-policial Derek Chauvin foi considerado culpado pelo júri, por unanimidade, em três categorias de homicídio. Pela primeira vez, o estado de Minnesota responsabilizou um policial pela morte de uma pessoa negra. O reconhecimento da culpa do ex-agente abriu também a possibilidade de revisão de outros ...

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Sasha Johnson, ativista do movimento Black Lives Matter, durante manifestação em Londres
Foto: Thabo Jaiyesimi/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Ativista do Black Lives Matter está em estado crítico após ser baleada na cabeça

A ativista britânica do movimento Black Lives Matter, Sasha Johnson, está em estado crítico depois de ser baleada na cabeça em Londres, disse seu partido político neste domingo (23). "É com grande tristeza que informamos que nossa Sasha Johnson foi brutalmente atacada e recebeu um tiro na cabeça", disse o Taking the Initiative Party (TTIP) em um comunicado. "Ela está atualmente em tratamento intensivo e em estado crítico." O comunicado diz que o ataque aconteceu "após inúmeras ameaças de morte como resultado de seu ativismo". A Polícia Metropolitana de Londres respondeu a relatos de tiros no sudeste de Londres por volta das 3 da manhã, horário local, neste domingo, segundo um comunicado. A polícia disse que os paramédicos transportaram uma mulher de 27 anos com ferimentos à bala para um hospital no sul de Londres e que o incidente parece ter acontecido perto de uma festa em uma casa em ...

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Manifestação marca o primeiro aniversário da morte de George Floyd em Minneapolis, nos EUA
Imagem: REUTERS / Nicholas Pfosi

Passeata marca um ano da morte de George Floyd em Minneapolis, nos EUA

Familiares de George Floyd e cidadãos de Minneapolis organizaram uma passeata no domingo para marcar o primeiro aniversário da morte do afro-americano por um policial branco, um fato que desencadeou protestos históricos contra a injustiça racial nos Estados Unidos. Quase 1.500 manifestantes ouviram discursos e se uniram aos integrantes da família Floyd e de outras pessoas que morreram em ações da polícia. Floyd, 46 anos, foi assassinado em 25 de maio 2020 pelo agente Derek Chauvin, que se ajoelhou sobre o pescoço da vítima por mais de nove minutos. O agora ex-policial, condenado por um júri por assassinato e homicídio culposo, receberá a sentença em 25 de junho. A passeata começou com discursos nas proximidades do Hannepin County Government Center, no centro de Minneapolis, onde Chauvin foi julgado. "Foi um longo ano, um ano doloroso. Tem sido muito frustrante para mim e para minha família", disse a irmã de George, ...

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