Médico de Michael Jackson é condenado à pena máxima de quatro anos de prisão

Juiz disse que Conrad Murray não tem sentimento de remorso sobre o caso

Um juiz condenou nesta terça-feira (29) Conrad Murray, médico do cantor Michael Jackson, à pena máxima de quatro anos de prisão, três semanas após ele ser considerado culpado da morte do artista em 2009.

“Ele absolutamente não tem sentimento de remorso”, afirmou o juiz Michael Pastor, depois de fazer um resumo do caso contra o médico de 58 anos, acusado de homicídio culposo. Murray ainda poderá recorrer da sentença.

Da morte de Michael Jackson à condenação de Conrad Murray

O cantor Michael Jackson teve uma parada cardíaca no dia 25 de junho de 2009, após receber uma dose altíssima do anestésico Propofol. O serviço de emergência foi acionado, mas, quando chegaram à casa do artista, em Los Angeles, os paramédicos já o encontraram sem vida.

Michael pretendia voltar aos palcos, em julho de 2009, com uma série de 50 shows, em parceria com a empresa AEG Live, na O2 Arena, em Londres.

O corpo do Rei do Pop foi velado no estádio Staples Center, em Los Angeles, com transmissão ao vivo para todo o mundo. Ele demorou quase dois meses e meio para ser enterrado no cemitério Forest Lawn, em Los Angeles.

Em 22 de julho de 2009, agentes federais realizaram uma batida no consultório do doutor Conrad Murray, no Texas. Em 28 de agosto, os legistas consideraram o caso de Michael homicício e afirmaram que uma “aguda intoxicação” de Propofol foi a causa principal da morte.

Em junho de 2010, o pai do cantor, Joe Jackson, afirmou que o médico pessoal do cantor, Conrad Murray, foi imprudente e que estava bebendo em um clube de striptease horas antes de atender Michael, em 25 de junho de 2009.

Em janeiro de 2011, surgiram evidências de que Murray ordenou a um assistente que retirasse equipamentos médicos do quarto do cantor antes da chegada dos paramédicos. O médico se declarou inocente da acusação de homicídio involuntário.

Em 27 de setembro, começou o julgamento de Conrad Murray por homicídio culposo. No dia 29, o chefe de segurança do cantor, Faheem Muhammad, disse em depoimento que os filhos de Michael, Paris e Prince, viram o pai morrer e estavam no quarto enquanto Murray, suando e muito nervoso, tentava ressucitar o Rei do Pop.

Em 7 de outubro, durante o depoimento do detetive Scott Smith, da polícia de Los Angeles, foi apresentada uma gravação do médico anterior de Michael, na qual ele falava para Murray que o cantor “ama essa droga”, sobre o remédio Propofol, que o popstar tomava para poder dormir.

Em 26 de outubro, Conrad Murray se negou a testemunhar em sua própria defesa. Ex-pacientes do doutor falaram sobre o quão atencioso e cuidadoso ele foi ao tratá-los. O médico se emocionou com os depoimentos. Contudo, ao encerrar seu discurso de acusação, o promotor público David Walgren argumentou que o réu havia sido “negligente de forma criminosa”.

Já a defesa alegou que o caso deveria ser julgado pelo conselho médico do estado da Califórnia. “Se a vítima fosse qualquer pessoa que não Michael Jackson, Murray estaria aqui hoje?”, questionou o advogado Ed Chernoff, fechando sua fala para o júri e o juiz.

Após ouvir os dois lados e as 49 testemunhas (incluindo a namorada e pacientes de Murray, antigos funcionários do cantor, médicos e investigadores), o júri, composto de sete homens e cinco mulheres, levou nove horas para chegar ao veredicto.

Na dia 7 de novembro, Conrad Murray foi considerado culpado pelo assassinato involuntário do Rei do Pop. Sua sentença foi de quatro anos de prisão. Como ainda cabia recurso, o veredicto definitivo foi divulgado nesta terça-feira (29).

Já no dia 7, o réu – que havia ouvido o resultado de seu julgamento sem demonstrar emoção – saiu algemado do tribunal.

 

 

Fonte: R7

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