Redes sociais expõem racismo contra religiões de matriz africana

Mais um carnaval e os casos de racismo e intolerância religiosa voltam à pauta com a festa mais popular do país. Os blocos e as escolas de samba, por exemplo, são marcados pela representação das tradições afro-brasileiras. 

No maior desfile do país, as tradicionais escolas cariocas retrataram na avenida “As Áfricas que a Bahia Canta”, no caso da Mangueira; a pioneira “Rosa Maria Egipcíaca”, da Viradouro; e “Nessa Festa Eu Levo Fé”, da Vila Isabel. Esculturas mostravam os orixás, seus santos sincréticos com a religião católica, a vivência de Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho nas ruas e nos terreiros.

As imagens do carnaval inundaram as redes sociais com comentários e ataques violentos às religiões de matrizes africanas, representadas nos sambas enredos.

Para Danielle de Santo Sanchez, integrante do coletivo Yaa Asentawa, o carnaval é o momento de expressão da diversidade cultural brasileira. Mas Danielle reforça que o preconceito passa por um projeto de racismo de grupos religiosos extremistas.

A delegada-chefe adjunta da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial do Distrito Federal, Cyntia de Carvalho e Silva, explica que a legislação prevê tipificações diferentes entre crimes de injúria e racismo.

A policial orienta a população a apresentar queixa na delegacia em casos como esses. O governo federal também tem um canal para denuncias de racismo e discriminação. É o Disque Direitos Humanos, o Disque 100.

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