Tag: #BlackLivesMatter

    iStockphoto

    Pele alva e pele alvo: porque jovens negros continuam sendo vítimas preferenciais da violência

    Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicados em 2019, mostram que houve um aumento de 19% de mortes por agentes policiais, em relação ao ano anterior da pesquisa, sendo que desse montante 99% são homens. O viés racial é evidente: 75% são negros e, entre eles, 78% são jovens e filhos. Esta reportagem é uma reflexão sobre a alta letalidade de jovens negros por causas violentas – justamente, um dos temas priorizados pelo Fundo Baobá no eixo Viver com Dignidade. “Com a experiência escravista, naturalizamos o controle físico sobre os negros e negras em nossa sociedade, de modo que é trivial que um jovem negro seja enquadrado na esquina de sua casa ou mesmo que seja morto barbaramente sem que haja qualquer tipo de consequência política ou social”, destaca Felipe Freitas, doutor em Direito e Sociedade, Conflito e Movimentos Sociais, pela Universidade de Brasília (UnB), e membro do Conselho Deliberativo do ...

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    Rprodução/Marcha da Negritude Unificada da Paraíba

    Miguel Otávio: não foi acidente, não foi tragédia. racismo mata!

    É 2020. Estamos na primeira semana de Junho, em meio a uma pandemia! Nossas mentes e corações estão bombardeados de incertezas e inseguranças. Sem contar as consequências da Covid-19 que nos tira o fôlego temos um desafio maior. Se manter vivas e vivos! Eis aqui o nosso desafio existencial escancarado para toda humanidade. Porquê falar sobre isso? Porque somos negras e negros! O debate sobre as relações raciais no Brasil se aqueceu ainda mais por conta das ações racistas e desumanas das polícias no Brasil e no mundo. Um legado de privilégios tem sido enumerados ao redor das fogueiras que foram acesas nos Estados Unidos da América do Norte. Em meio a pandemia somos nós que enfrentamos as consequências do racismo: estamos nas periferias em habitações precárias, enfrentando desemprego, falta de alimentos e violência. Estamos encarando as desigualdades raciais enraizadas em nossa história, com a potente chama do debate sobre ...

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    Adobe

    E se fosse o inverso?

    Noite de ontem. Eu já havia sintonizado a TV nos canais que transmitem ao vivo o movimento nos EUA, programação preferida, quando recebi mensagem de uma amiga. Vale dizer que nossas noites não têm sido noites quaisquer, né? Estamos no meio de uma pandemia, a orientação oficial dos órgãos de saúde preconiza o distanciamento social como principal estratégia para contenção de um vírus que para muitos se notabiliza por sua capacidade letal (de modo especial, para aqueles muitos de sempre) e o mundo lá fora bradando: vidas negras importam! A pandemia, afinal, tem se apresentado como um momento singular para a agudização de nossas mazelas sociais e para a exposição de nossos pactos quebradiços. A mensagem que recebi me informava de um "incidente" envolvendo uma criança negra de 5 anos, que estava ali em Recife, sob os cuidados de uma patroa branca, no alto do quinto andar dum luxuoso condomínio, ...

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    EDUARDO MUNOZ ALVAREZ/AFP/Getty Images

    Doze dias que abalaram os Estados Unidos

    Deflagrados pelo assassinato de George Floyd pela polícia e alimentados pela relutância das autoridades de Minneapolis em prender e processar os três cúmplices do assassino, os protestos de multidões varreram os estados Unidos como intensidade inédita desde os anos 1960. Em mais de 150 cidades, os afro-americanos e seus aliados encheram as ruas, enfrentando a pandemia de covid-19 e a violência da polícia. Desafiaram séculos de desigualdades de raça e classe, exigindo liberdade de justiça para todos e colocando em xeque uma estrutura de poder racista e corrupta, baseada em repressão violenta. 1. Brechas nas defesas do sistema: Depois de dez dias seguidos na ruas, a indignação popular contra a injustiça sistemática abriu diversas brechas no muro de defesa do sistema. As autoridades legais do estado de Minnesota, onde Floyd foi morto, foram forçadas a prender e indiciar todos os policiais envolvidos, por homicídio de segundo e terceiro graus. Surgiu ...

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    Cornel West (Getty)

    Caso George Floyd: ‘Os EUA são um experimento social falido’, critica filósofo

    Ele foi professor em Yale, Princeton e na Universidade de Paris. Atualmente leciona em Harvard. Escreveu mais de 20 livros sobre questões de raça, herança africana e democracia. West fala de forma provocadora e, nesta entrevista à BBC, compartilha sua visão do que chama de "experimento social falido" nos Estados Unidos, o "legado da supremacia branca" e sua posição enfática em relação ao presidente Donald Trump e à linguagem que o presidente usou para se referir aos manifestantes que saíram às ruas após a morte de George Floyd. Floyd, um homem negro de 46 anos, morreu em 25 de maio em Minneapolis depois que um policial branco pressionou o joelho sobre o pescoço dele por mais de 8 minutos. O evento provocou protestos em dezenas de cidades dos EUA e reviveu o debate sobre o racismo no país. A seguir, veja um resumo de uma entrevista que West deu à ...

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    “Eu não consigo respirar”: a retórica antirracista da branquitude no Brasil e o mito de ninguém solta a mão de ninguém.

    Estou transformando a minha tristeza em um breve texto que não dimensiona tudo, mas para falar que, por mais que ame pessoas brancas, não há condições de lidar com atitudes hipócritas enquanto os meus morrem a cada 23 minutos. Fazia parte de um grupo de WhatsApp formada por pessoas de esquerda, intelectuais, pesquisadores, economistas, artistas... sendo provavelmente uma das únicas negras do grupo, senão a única. Já tinham compartilhado no grupo uma transmissão de vídeo de mulheres negras se batendo como se fosse engraçado. Não parecia nem de longe um pensamento da maioria, mas o silêncio é tudo, menos antirracista.  Pontuei e pensei em sair - e deveria tê-lo feito - mas permaneci, sei lá o porquê. Talvez fazer parte de um grupo de pessoas interessantes mexa com a nossa vaidade, não é mesmo? Preciso elaborar melhor, pensar e sentir... Ontem à noite li um grande absurdo nesse grupo de ...

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    As três fundadoras do movimento em protesto recente © Pixabay

    ‘Black Lives Matter’: As três mulheres negras por trás do movimento contra o racismo

    Foi chorando lágrimas de indignação por conta da absolvição de George Zimmerman, assassino do jovem negro Trayvon Martin, morto a tiros aos 17 anos, em 2013, que a escritora, professora e ativista Alicia Garza escreveu uma postagem nas redes sociais da qual nasceria um dos mais importantes movimentos sociais e políticos no combate ao racismo da atualidade. “Pessoas negras. Eu amo vocês. Eu nos amo. Nossas vidas importam. Vidas negras importam”, dizia. A artista e ativista Patrisse Khan-Cullors compartilhou a postagem, cunhando a hashtag #BlackLivesMatter; quando viu a hashtag, a escritora Opal Tometi procurou pelas duas mulheres negras e ativistas que começavam a dar voz à indignação de um povo: e nascia o movimento Black Lives Matter, que atualmente em todo o mundo grita em protesto pelo valor das vidas negras contra a violência e o racismo. Desde o brutal assassinato de George Floyd por um policial nos EUA e ...

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    (Jonathan Alcorn/AFP/)

    Nike anuncia doação de US$ 40 milhões a organizações que combatem racismo

    A Nike anunciou hoje que vai doar um montante de US$ 40 milhões (quase R$ 200 milhões na cotação de hoje) para apoiar iniciativas que combatem o racismo racial. Em um comunicado, a empresa afirmou que o valor será repassado ao longo de quatro anos a organizações que têm como foco a justiça social, a educação e a igualdade social nos Estados Unidos. "O racismo sistêmico e os eventos que têm se desdobrado nos Estados Unidos ao longo das últimas semanas servem com um lembrete urgente da mudança contínua que nossa sociedade precisa. Nós sabemos que vidas negras importam. Nós temos que nos educar mais profundamente sobre os problemas enfrentados pela comunidade negra e entender o enorme sofrimento e a tragédia racial sem sentido que o preconceito cria", disse o presidente da Nike, John Donahoe, no comunicado. A iniciativa vem em meio aos protestos contra o racismo que vêm acontecendo ...

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    (Foto: INSTYLE.COM/BONNIN STUDIO / STOCKSY)

    Como falar com sua família branca sobre racismo – Black Lives Matter

    Como falar com sua família branca sobre racismo. Ser aliado significa ter conversas desconfortáveis. Aqui está como começar. Eventos recentes nos Estados Unidos me deixaram refletindo sobre as inúmeras maneiras pelas quais posso me sair melhor como aliado quando se trata de apoiar a comunidade negra e derrubar os sistemas inerentemente racistas em nosso país. Uma grande parte de ser um aliado não é apenas assumir a responsabilidade por si mesmo e não ser racista, mas trabalhar ativamente para desmantelar o racismo quando você o vê - em outras palavras, conversando com as pessoas em sua vida que ainda fazem comentários ignorantes em resposta ao notícias ou que possuem crenças prejudiciais. 13º O documentário de Ava DuVernay de 2016 explora a criminalização de afro-americanos e o boom da prisão nos EUA. Disponível para transmitir na Netflix. Ou seja, pessoas como meu pai, um homem branco conservador em uma cidade rica que ...

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    Como de costume, Michael Jordan acompanhou o jogo dos Hornets da primeira fila (Foto: Getty Images)

    Michael Jordan doará R$ 497 milhões a organizações engajadas na causa antirracista

    Maior jogador de basquete de todos os tempos e seis vezes campeão da NBA com o Chicago Bulls, Michael Jordan anunciou na tarde dessa sexta-feira, que doará, através de sua marca Jordan Brand, US$ 100 milhões (cerca de R$ 497 milhões) a organizações engajadas na causa antirracista. O auxílio será concedido ao longo dos próximos 10 anos com a intenção de garantir igualdade racial, justiça social e maior acesso à educação.   Ver essa foto no Instagram   Black lives matter. This isn't a controversial statement. We are you. We are a family. We are a community. Michael Jordan and Jordan Brand are committing $100 million over the next 10 years to protecting and improving the lives of Black people through actions dedicated towards racial equality, social justice and education. #JUMPMAN Uma publicação compartilhada por Jordan (@jumpman23) em 5 de Jun, 2020 às 1:37 PDT A doação acontece cinco dias ...

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    Profissionais da saúde participam do ato 'Black Lives Matter' em frente a um hospital Bellevue, em Nova York (Foto: Johannes Elisele/ AFP)

    Primavera americana

    Os edifícios da democracia liberal norte-americana, assim como de nossa incompleta República, foram construídos sobre o holocausto indígena e da população negra, arrastada em grilhões a este continente. O fim da escravidão não foi capaz de colocar termo ao racismo e à discriminação, assegurar a igualdade formal, criar condições mínimas de igualdade no plano político e econômico entre os que compõem essas nações, muito menos de reparar todo o mal que lhes foi infligido ao longo dos séculos. Os avanços promovidos pela democracia têm se mostrado lentos e insuficientes, como apontam os mais diversos indicadores sociais e econômicos. Lá e cá, negros recebem menos educação, têm menos acesso a serviços e bens públicos. Consequentemente, suas oportunidades, remuneração, expectativa de vida e bem-estar ficam abaixo da dos brancos. A manutenção dessa subordinação econômica e social não são acidentais, mas sim constitutivas do “bom” funcionamento de sociedades hierárquicas e injustas e o ...

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    Pessoa segura um cartaz com os dizeres 'Black lives matter' ("vidas negras importam", em português) durante um protesto na sexta-feira (29) em Detroit, no Michigan, pela morte de George Floyd. (Foto: Seth Herald/AFP)

    Vidas negras importam! Mas por que precisamos afirmar o óbvio?

    Quando um homem branco, a serviço do Estado, assassina brutalmente um homem negro, sob os olhos do mundo inteiro; quando, mais uma vez, incontáveis tiros da polícia terminam com a vida de uma pessoa negra em uma favela; não é mais possível silenciar as vozes que gritam, no Brasil e no mundo: Vidas Negras Importam! Mas, por que é necessário afirmar que vidas negras importam, já que isso é óbvio? Porque, assustadoramente, não é tão óbvio para muitos brancos, nem para as estruturas racistas da nossa sociedade. A vida – e a morte – de pessoas negras é banalizada na sociedade ocidental, há mais de 500 anos. “A carne mais barata do mercado é a carne negra”, lembra-nos a artista brasileira Elza Soares. Vidas negras são banalizadas quando um agente do Estado mata uma pessoa negra, sem que ela esteja apresentando nenhuma ameaça. A isso chamamos Genocídio da População Negra ...

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    Manifestantes carregam faixa 'Vidas negras importam' em protesto (Foto: Reprodução/GloboNews)

    Pretos e pardos são 78% dos mortos em ações policiais no RJ em 2019: ‘É o negro que sofre essa insegurança’, diz mãe de Ágatha

    Pretos e pardos representam 78% dos mortos por intervenção policial no Rio de Janeiro em 2019. A informação consta em um levantamento do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), obtido pelo G1 através da Lei de Acesso a Informação (LAI). Das 1.814 pessoas mortas em ações da polícia no último ano, 1.423 foram pretas ou pardas. Entre elas, 43% tinham entre 14 e 30 anos de idade. O número de mortes por intervenção legal foi o maior número registrado desde 1998. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54% da população do estado se declara preta ou parda. Para especialistas ouvidos pelo G1, os números mostram traços de racismo estrutural na política de segurança pública do estado. A mãe da menina Ágatha Félix, morta aos 8 anos baleada durante operação no Complexo do Alemão, lamentou as vítimas deste tipo de ação e o preconceito com ...

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    Lewis Hamilton no GP da Malásia de 2017 (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

    Pilotos reagem à crítica de Hamilton e protestam contra racismo

    Foi preciso uma cobrança pública de Lewis Hamilton, mas o mundo da Fórmula 1 rompeu o silêncio e começou a protestar contra o racismo. Após o piloto da Mercedes criticar a falta de posicionamento de seus colegas em relação à morte de George Floyd, Charles Leclerc, Daniel Ricciardo, Sergio Pérez e Lando Norris usaram as redes sociais para se unirem ao movimento antirracista. No último dia 25, Floyd foi preso, acusado de tentar pagar compras com uma nota falsa de US$ 20. Apesar de algemado, George foi colocado no chão e o policial Derek Chauvin permaneceu ajoelhado no pescoço do homem de 46 anos por mais de 8 minutos. Floyd morreu e o policial foi demitido e preso na última sexta-feira. Desde então, enormes protestos tomaram várias cidades dos Estados Unidos, mas também ganharam o mundo. Tão logo o caso foi divulgado, Hamilton foi às redes sociais criticar a atuação ...

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    Imagem retirada do site Universa

    Como colaborar com o ‘Vidas Negras Importam’ sem silenciar o movimento

    Os protestos que se espalharam pelos Estados Unidos por causa da morte de George Floyd –segurança de 46 anos, negro, asfixiado publicamente por um policial na cidade de Minneapolis em 25 de maio– ganharam o mundo. Para além da imensa atenção midiática que o movimento #BlackLivesMatter (#VidasNegrasImportam, no Brasil) recebeu a nível global, temos, na mesma proporção, uma onda de adesão a esses discursos nas redes sociais. A princípio, o apoio massivo a essas iniciativas pode parecer uma excelente notícia para o movimento –que precisa muito mesmo de visibilidade. O problema é quando a adesão não passa de ostentação vazia de virtudes e acaba atrapalhando quem, de fato, está se articulando para denunciar atos de racismo. Bom exemplo disso foi a viralização de fotos pretas acompanhadas pela hashtag #blackouttuesday. O objetivo era promover, nas redes sociais, uma espécie de apagão como pausa para reflexão em respeito e solidariedade às vidas ...

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    Foto: Gabriel Castro Herrera

    A gota d’água pelo simples direito de respirar aqui e lá

    "Vidas negras importam". A onda de protestos  que se espraia pelas cidades estadunidenses confirma a complexidade do racismo, pois ter melhorias individuais das  condições materiais de existência, típicas de uma sociedade de consumo, mostra que mesmo sendo popstars na música, nos esportes,  na literatura, na mídia,  intelectuais e até Presidente, mantém os homens negros e mulheres negras, como 'negros", em sociedades racistas e classistas.  O projeto neoliberal não inclui o de emancipação do povo negro. Nesse sentido, é importante citar um trecho da entrevista de Bakari Sellers, autor do livro de memórias “ No meu país de fuga”, ao site democracynow.org /: Esse é o país em que vivemos. E o que você está vendo hoje não é apenas sobre George Floyd. Não quero que ninguém pense isso. O que estamos vendo hoje é sobre injustiça sistêmica e racismo sistêmico que atormentam este país há 400 anos. ( tradução livre)   ...

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    Bianca Santana (Foto: Caroline Lima)

    Racismo, colonialismo e falta de ar

    “Quando eu ouço o que George Floyd morreu dizendo, é lógico que eu lembro do dia em que um policial apertou meu pescoço até eu desmaiar. Enquanto eu sufocava, falava a mesma coisa: ‘eu não consigo respirar’”, compartilhou Wellington Lopes em uma reunião de que participei esta semana. O cientista social negro, jovem brilhante, é um dos coordenadores de núcleo da UNEafro Brasil e tem dedicado seus dias à entrega de cestas básicas e materiais de higiene em Poá, região metropolitana de São Paulo, além do apoio comunitário a pessoas com sintomas de COVID-19. Dentre muitos momentos compartilhados com Wellington, registro aqui o ato em fevereiro de 2019, em protesto ao assassinato de Pedro Henrique Gonzaga, aos 19 anos de idade. Um segurança do supermercado Extra, no Rio de Janeiro, sufocou o jovem com um golpe de gravata até a morte. Embora me sinta um disco riscado ao perguntar, repito: ...

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    Arte: Anderson de Souza

    Os pretos dos EUA são demais!

    “Cristina, o Uber tá chegando”, avisa Marta, sem desgrudar os olhos da televisão. Na sequência, emenda: “Os pretos dos EUA são demais!” Sem tecer comentário sobre as imagens da tv, Cristina, dirigindo-se à porta de saída, informa: “Coloquei as marmitas do final de semana no congelador. Até segunda, Dona Marta.” No elevador, Cristina sente um aperto no peito. O joelho que sufoca o pescoço até a morte. O policial branco com as mãos no bolso. O rapaz negro no chão sem poder respirar. “Tem que colocar fogo em tudo mesmo!”, Cristina diz para si mesma. O Uber chega. A viagem é longa e silenciosa. A cabeça de Cristina não descansa. Medo e raiva se alternam como companheiros de viagem. O temor vem pela lembrança do filho Joaquim, naquele momento, deve estar fazendo entrega para o Ifood pela cidade. O coração de Cristina acelera. Moto sem manutenção. Avanço da pandemia. No ...

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    REUTERS

    Protestos por George Floyd: em seis áreas, a desigualdade racial no Brasil e nos EUA

    A eclosão de manifestações nos Estados Unidos e no Brasil contra a violência que atinge os negros volta a lançar luz sobre a desigualdade e a representatividade racial nos dois países. A BBC News Brasil selecionou abaixo dezenas de indicadores oficiais em seis tópicos acerca da disparidade racial. Em resumo, em relação aos brancos, os negros brasileiros e americanos têm menos escolaridade, acesso à saúde e emprego. Morrem mais de covid-19 e em intervenções policiais. São sub-representados no sistema político e na indústria cultural. Os negros somam 55% da população brasileira e 12% da americana. Cada país adota sua própria metodologia para classificação racial ou étnica. No Brasil, ela é mais flexível e em torno da autodeclaração, sendo ligada a aspectos físicos e socioculturais, por exemplo. Negros é a soma de pretos e pardos. Nos EUA, a regra é mais rígida — baseada na ascendência — para se definir como ...

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    É sempre o mesmo racismo!

    Não é uma fatalidade, não acontece "por acaso", não é "por engano", não foi "sem querer", não é "por pressão", não foi "legítima defesa", não foi "um erro" é ASSASSINATO! É o mesmo racismo que assassina com 111 tiros jovens pretos que comemoravam uma vaga de emprego. É o mesmo racismo que assassina um homem preto com 80 tiros. É o mesmo racismo que assassina a Marielle. É o mesmo racismo que assissina o João Pedro. É o mesmo racismo que assassina inúmeros de jovens pretos o tempo todo. Que assassina o George Floyd. É o mesmo racismo. É o mesmo racismo que encarcera um homem preto porque roubou um pinho sol. É o mesmo racismo que encarcera uma mulher preta porque foi reconhecida pelo cabelo crespo. É o mesmo racismo da piadinha com preto, é o racismo que pretere, que diz que é vitimismo, que demoniza um homem preto ...

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