terça-feira, janeiro 26, 2021

Tag: #BlackLivesMatter

violencia policial contra adolescentes

Eles seguraram aqui ó (aponta pra garganta).Violência policial contra adolescentes

por Cecília Oliveira "Eles seguraram aqui ó (aponta pra garganta), apertando, e perguntando coisa pra mim, aí segurando aqui que não tinha nem como falar... fiquei com falta de ar, chega fiquei mole e caí no chão lá... E eu 'oxe' como é que eu vou falar? Sendo que não tem nem como. Nós ainda fomos tudo pro IML eu tava com umas marcas aqui assim, até na boca, que também tava machucada, só que não aconteceu nada, fizeram perícia e tudo, mas...". Este é o relato de um adolescente vítima de violência policial ouvido na pesquisa "A violência policial na voz dos adolescentes em conflito com a lei", desenvolvido pela Seção de Medidas Socioeducativas da 1ª Vara da Infância e da Juventude (SEMSE/1ª VIJ) de Brasília. Com o objetivo de contribuir para que o tema sobre a violência policial no segmento juvenil ocupe espaço de discussão crítica e constante ...

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genocidio do jovem negro

Violência Racial e Genocídio do Negro ( Afrodescendente ) no Brasil

A cidade de São Paulo, tem ficado cada dia mais violenta e, esta violência incide em maior proporção sobre os negros, em conseqüência das raízes históricas deste país, que foi estruturado no trabalho escravo da época colonial e na exploração racial pós abolição da escravatura. O racismo que ganhou nova roupagem nos dias atuais é o principal fator pela condição de miséria do negro e da violência por ele sofrida, como demonstra os estudos realizados para verificar as condições de vida da população brasileira. Baseados no IDH ( Índice de Desenvolvimento Humano ) da ONU, Organização das Nações Unidas, onde o Brasil se encontra em 63º lugar, colocação de países de médio desenvolvimento humano. Os pesquisadores Wânia Sant'Ana e Marcelo Paixão fizeram o mesmo estudo para negros e seus descendentes isoladamente e a colocação é 120º, colocação que denota as péssimas condições de vida do negro brasileiro. Quanto à Educação, ...

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Combate à violência contra a juventude negra e de redução da letalidade nas operações realizadas pelos profissionais de segurança pública e privada

- Dados extraídos do Mapa da Violência 2011, Os Jovens do Brasil (Julio Jacobo Waiselfisz, mapa da violência) revelam que, no total da população, o número de vítimas de homicídios de cor ou raça branca diminuiu em 22,3%, entre 2002 e 2008. Entre os negros (pretos e pardos), o percentual de vítimas de homicídio cresceu em 20,2%, no mesmo período. - Em 2002, foram vítimas de homicídios, proporcionalmente, 45,6% mais negros do que brancos. Em 2005, pelo mesmo motivo, morreram 80,7% mais negros que brancos e, em 2008, morreram 111,2% mais negros que brancos. O Estado do Paraná foi a única unidade da Federação em que houve mais homicídios contra brancos do que contra negros. - Entre os jovens (de 15 a 25 anos), os números revelam que a vitimização negra é ainda mais intensa do que no total da população. Entre 2002 e 2008, os homicídios contra os jovens ...

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Mapa da Violência 2011: Ministro da Justiça defende retomada da política de desarmamento

Para Cardozo, desarmamento ajuda a derrubar índice de homicídio   O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quarta-feira (24) que o governo federal irá retomar políticas de desarmamento da população. A declaração foi dada após divulgação dos números do Mapa da Violência 2011 - Os Jovens do Brasil, que reúne dados de 1998 a 2008. Em 2003 foi instituído o Estatuto do Desarmamento e a campanha para a entrega voluntária de armas. A taxa de homicídios nacional, medida em mortes a cada 100 mil habitantes, caiu de 28,9 para 25,8 entre 2003 e 2005. Já Entre 2007 e 2008 voltou a subir, passando de 25,2 para 26,4 homicídios a cada 100 mil pessoas. - Se alguém tinha alguma dúvida de que a política de desarmamento tinha resultados, os números mostram isso de forma clara. Isso quebra os argumentos daqueles que acham que o armamento da população é uma ...

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Detalhamento dos óbitos

Detalhamento dos óbitos

Por: Edson Lopes Cardoso O que fizeram os jovens negros para merecerem um castigo tão extremo - a pena de morte? A pergunta tem que ser formulada desta maneira, porque numa sociedade sem racismo os culpados são os assassinados e sua conduta delituosa.   Por que temos tanta dificuldade para reagir diante dessa desumanidade? Séries estatísticas divulgadas com regularidade impressionante pela mídia, com base em fontes as mais diversas, são a expressão de uma tendência social que não deixa margem a dúvidas. Como disse Nélson Rodrigues numa crônica famosa: "nós não gostamos de negros". Demonstramos nossa verdade existencial mais profunda quando torturamos e matamos adolescentes criminalizados.   De outra forma, morre-se também nos baixos desvãos do poder. Após quase vinte anos de diálogo institucional, preferimos a adulação, a anulação do caráter, o oportunismo individualista. Preferimos o auto-elogio, as referências hipócritas ao "massacre de Sharpeville" em ritos e cerimônias cujo caráter ...

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O mapa da violência racial

Por Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa O Estado de S.Paulo é o único dos grandes jornais brasileiros a dar atenção ao Mapa da Violência 2010 em sua edição de papel, na quarta-feira (31/3), embora outros órgãos da imprensa tenham publicado reportagens sobre o assunto em suas edições online de terça (30). O estudo, elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, informa que o Brasil teve, em dez anos, mais de 512 mil assassinatos. A situação melhorou nas grandes cidades nos últimos anos, mas vem piorando no interior do país. Os últimos dados compilados, referentes ao ano de 2007, dizem que 117 brasileiros são assassinados todos os dias. O trabalho realizado pelo Estadão em cima das estatísticas tem maior importância do que as reportagens mais ou menos apressadas publicadas na internet pelos concorrentes porque trata de esquadrinhar os números para mostrar certas características perversas da distribuição da violência na sociedade ...

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Mapa da violência 2010 – Anatomia de Homicídios no Brasil

Criada no início do processo preparatório da III Conferência Mundial contra o Racismo, essa lista tem como objetivo estabelecer um canal de informação entre as mulheres negras organizadas e a comunidade negra em geral. Serão discutidas questões relacionadas às discriminações de gênero, raça e classe, bem como outros temas de interesse desse comunidade. Utilizando recursos disponíveis na internet, esperamos propiciar um ambiente de trocas de opiniões, planejamento de ações e discussão de políticas públicas para a população negra. Fazem parte dessa lista as organizações de mulheres negras e pessoas interessadas na discussão dos temas dentro de perspectiva feminista negra. Pedimos a compreensão de [email protected] no sentido de nos ajudar a manter essa importante ferramenta de comunicação dentro de seus propósitos originais {rsfiles path="Mapa-da-Violencia2010.pdf" template="default"}

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genocidio da juventude negra

Ata da primeira reunião ordinária da comissão de direitos humanos da segunda sessão legislativa da décima quinta legislatura

Aos doze dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e quatro, às quatorze horas e trinta minutos, no Plenário José Bonifácio da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, realizou-se a Primeira Reunião Ordinária da Comissão de Direitos Humanos, da Segunda Sessão Legislativa da Décima Quinta Legislatura, presidida pelo senhor deputado Renato Simões. Presentes os senhores deputados Maria Lúcia Prandi, Rosmary Corrêa, Edson Aparecido (efetivos), Ana do Carmo e Marcelo Cândido (substitutos). Presentes ainda os senhores deputados Conte Lopes, Edson Ferrarini, Nivaldo Santana, Ubiratan Guimarães e Vaz de Lima, acompanhando os trabalhos da Comissão. Ausentes os senhores deputados Ítalo Cardoso, Roberto Alves, Havanir Nimtz, Giba Marson e Jorge Caruso. Os deputados Roberto Alves e Havanir Nimtz enviaram ofícios justificando as suas ausências. Havendo número regimental, o senhor presidente declarou aberta a reunião. Após, comunicou o objetivo da reunião: ouvir o depoimento de familiares e discutir os fatos que ...

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Racial Violence: A reading on homicide data in Brazil

In Observance of Human Rights Day 2009 "Embrace diversity end discrimination" Global Rights and the Institute of Black Woman - Geledes, from Brazil,  invite you  to share the findings of a two year project on racial profiling and police brutality against Afro Brazilian Youth. Racial Violence: A reading on homicide data in Brazil With Rodnei Jerico Da Silva, Director of the S.O.S project of Geledes and Suelaine Carneiro, Coordinator of the Research Department We hope that you will join us! This presentation will be in Portuguese, with simultaneous interpretation into English A light lunch will be provided Rodnei Jerico Da Silva is a lawyer,  He is the current coordinator of the S.O.S. racism project, a program that offers legal assistance to victims of racial discrimination. He has a graduate degree on human rights  from the University of Sao Paulo and he has a specialization of International Law from Columbia University. Suelaine ...

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genocidio da juventude negra

A violência racial no Brasil – Todo camburão tem um pouco de navio negreiro

Marcelo Yuka "Todo camburão tem um pouco de navio negreiro" O que há de comum entre um guerrilheiro vietcong em combate contra o exército norte-americano - o mais poderoso da Terra - na guerra do Vietnã, na década de 1960, e um jovem negro do Capão Redondo, periferia de São Paulo, hoje? Ambos morrem cedo, muito cedo, com vantagem para o guerrilheiro vietcong. Enquanto um combatente no Vietnã, enfrentando a maior potência militar do planeta, tinha uma expectativa média de vida de oito anos, o jovem negro do Capão Redondo não deve esperar viver mais do que cinco, a partir do momento em que passa a pertencer aos quadros dos soldados do tráfico. Os dados do antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, podem assustar ou soar alarmistas, mas o que fazem mesmo é dar uma idéia mais aproximada da realidade de que, apesar das aparências de paz, ...

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Relatório Violência Racial é entregue ao ministro da Justiça Tarso Genro

  Suelaine Carneiro co-autora do Relatório Violência Racial - Uma leitura dos dados de Homicídio no Brasil, produzido pelo Programa de Direitos Humanos/SOS Racismo do Geledés entregou a publicação ao ministro na abertura da Etapa Estadual - São Paulo da 1ª. Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) realizada em 17 de julho último. Clique para saber mais sobre esse Relatório.    

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Lançado relatório sobre Violência Racial

  Geledés Instituto da Mulher Negra e Global Rights Partner for Justice lançaram no último dia 30/6 o relatório Violência Racial: uma leitura sobre os dados de homicídios no Brasil. O estudo reúne e articula um conjunto de dados estatísticos, análises e pesquisas produzidas por diferentes fontes sobre mortes violentas no Brasil. Segundo Rodnei Jericó, autor do estudo e coordenador do Programa SOS Racismo, "diferentes fatores interagem na produção da violência letal mas a a cor é a única variável que está presente em todos os campos de análise. O racismo coloca negros no topo do ranking de vítimas de mortes violentas mas o perfil racial das mortes violentas no país continua silenciado nas reflexões e discussões sobre o tema. Com o relatório, procuramos fomentar ações de enfrentamento ao racismo que contribuam para a promoção do direito à vida dos negros brasileiros." O evento contou com a participação da Comissão ...

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Convite: Violência Racial – Uma Leitura dos dados de Homicídio no Brasil

O Geledés Instituto da Mulher Negra lança no próximo dia 30 o relatório: Violência Racial - Uma leitura sobre os dados de homicídio no Brasil. Uma realização: Geledés Instituto da Mulher Negra Programa de Direitos Humanos/SOS Racismo& Global Rights Partners for JusticePrograma América Latina Local: Hotel Boulevard São Luis, sala Macedo SoaresAv. São Luiz, 234 - República - São Paulo - SP data: 30/06/09horário: 14 às 18 hs. apoio: Fundação Ford

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Violência Policial e Impunidade no Rio de Janeiro – O Caso Wallace de Almeida

  Em 13 de setembro de 2007 fez nove anos que Wallace de Almeida, um jovem negro de 18 anos, foi assassinado por policiais militares do estado do Rio de Janeiro e que sua família aguarda por justiça. São anos de frustração, expectativa e medo, mas sobretudo de esperança de que o Estado possa responder pelos atos arbitrários de seus agentes. 1. A execução de Wallace Almeida por Policiais Militares do Rio de Janeiro No dia 13 de setembro de 1998, há nove anos atrás, Wallace de Almeida, 18 anos, negro, recruta no quartel do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, morador do Morro da Babilônia (o mesmo em que foi filmado Tropa de Elite), passou a tarde de domingo, na casa da sua tia Rosilda. No fim do dia, pouco antes das 21 horas, Wallace decidiu voltar para sua casa descansar, pois precisava acordar muito cedo para se ...

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A Banalidade do Mal: Racismo Institucional e Execução Sumária de Adolescentes Negros no Brasil – por Ana Paula Maravalho

- Ana Paula Maravalho - Carlos Rodrigues Junior, 15 anos, Denis Henrique Francisco dos Santos, 13 anos e Djair Santana de Jesus, 16 anos, não se conheciam. As circunstâncias de suas mortes, no entanto, uniram estes adolescentes pelos laços de um parentesco que remonta à origem do Brasil, país que, em décadas nem tão remotas assim, orgulhava-se em se autodenominar "o país do futuro". Os adolescentes, respectivamente residentes em Bauru (SP), Recife (PE) e Salvador (BA) foram assassinados pela Policia Militar de seus Estados, nos meses de dezembro de 2007 e janeiro de 2008. Tinham em comum, além dos sonhos característicos desta faixa etária, o fato de serem negros e pobres, de estarem desarmados e de não oferecerem nenhum risco à policia no momento em que foram abordados. Carlos Rodrigues Junior estava em sua residência, na madrugada do dia 15 de dezembro de 2007, quando seis policiais militares (o tenente ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Não matem nossos jovens, por Sueli Carneiro

Fonte: Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Há poucos meses divulgou-se estudo, realizado pela Uniemp (Fórum Permanente Universidade-Empresa), fundação ligada à Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo, que pela primeira vez estabeleceu relações entre aumento da criminalidade (em especial de roubos) e o desemprego. A preocupação dos pesquisadores foi identificar que modalidade de crime é afetada pelo desemprego e que tipo de desemprego afeta a criminalidade. A pesquisa buscou desvelar a relação entre aumento de criminalidade e estagnação econômica, desemprego e queda de renda; o nível de violência dos delitos versus o desespero econômico de quem os pratica. E concluiu que, em algumas das modalidades de crimes estudadas, como no caso de ataques a carros, o percentual de correspondência com o desemprego atinge 85%. Outros estudos apontam as ligações entre o desemprego de jovens e de pessoas de ...

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O negro errado por Sueli Carneiro

Somos, geralmente, um único ponto preto numa turma de formandos de ensino superior. Uma vitória que encerra, em cada caso, o resgate de gerações de seres humanos humilhados, condenados ao exercício de tarefas socialmente consideradas degradantes: cozinhar, lavar, passar, limpar a sujeira da casa grande. Capinar de sol a sol em troca da bóia-fria. Alguém escapa ao controle, vence o abandono social, as humilhações cotidianas, a profecia auto-realizadora do fracasso inevitável e, enfim, alcança o sonhado diploma, o suposto passaporte para a inclusão e mobilidade social. Por Sueli Carneiro Porém, o mesmo Estado do abandono encarrega-se de executar os sonhos. Negro morre na praia. Morre de morte matada pelas mãos do mesmo Estado que trata como uma condenação a priori o nascer negro. Assim se deu com Flávio Ferreira Santana, o jovem dentista negro recém-formado que recusou, que ironia, o pedido de sua ex-noiva para ir trabalhar nos EUA, por ...

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