quarta-feira, outubro 21, 2020

    Tag: Branquitude

    Laboratório da Faculdade de Medicina de Guarujá — Foto: Marketing Unoeste

    Enade: 80% dos formandos de medicina são bancados pela família, e 70% se declaram brancos

    De todos os alunos que estavam prestes a se formar em medicina em 2019, 80% afirmaram não ter renda própria - eram bancados pelos pais ou por pessoas próximas. Na maior parte dos casos, os salários do núcleo familiar somavam mais de R$ 5.700,00 mensais. Os dados foram obtidos a partir dos questionários socioeconômicos do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2019, divulgados nesta terça (20). A prova avalia o perfil e os conhecimentos de alunos concluintes da graduação. Abaixo, veja os principais destaques: Renda familiar superior a R$ 5.700 Apenas 6,8% dos estudantes de medicina afirmaram que a renda familiar era de até R$ 1.431,50. Na maior parte dos casos, a soma dos salários ultrapassava R$ 5.724,00. Veja o gráfico abaixo: Poucos alunos eram responsáveis pelo sustento da família (0,6%). A maior parte, como já dito no início da reportagem, não tinha renda própria e era financiada por ...

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    Fonte: Shaih Norway

    A Branca Benfeitora

    Muito falamos das Imagens de Controle das mulheres negras, criadas pela branquitude durante o período colonial e, como o nome já diz, para nos controlar e assim utilizar dos nossos corpos. Além disso, as imagens criadas sobre e para as mulheres negras tem também como função sustentar a imagem de si da branquitude e das classes privilegiadas, como por exemplo, aquela da superioridade. Lélia Gonzales  (brasileira) e  Patricia Hill Collins (estadunidense) são duas feministas negras que apontaram a construção dessas imagens e as identificaram, desnudando como elas operam. E são elas: a negra raivosa, a jezebel ou prostituta, a mammy, aquela que cuida de todos e está sempre a disposição, como a Anastácia, do sítio do pica-pau amarelo, a mula ou  burro que carga, igualada aos homens no trabalho e pouco feminina,  a mulata de exportação, no caso brasileiro e a serva ou doméstica.  Que mulher negra já não foi ...

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    Divulgação

    Instituto Ibirapitanga realiza chamado ao diálogo e ação sobre as relações raciais no Brasil

    Do ponto de vista das relações raciais no Brasil e no mundo, o ano de 2020 reservou episódios que deixaram transparecer as feridas abertas que as desigualdades raciais trazem para a população negra. Entretanto, a sociedade não é produzida por uma só nota e, ao passo que o racismo desumaniza e expõe pessoas negras a todo tipo de violências simbólicas e físicas, as mobilizações antirracistas ganharam força e visibilidade em diferentes partes do mundo. Esse momento evidenciou a importância da ampliação dos diálogos em torno da questão racial e suas particulares dimensões. Voltado desde 2017 à promoção da equidade racial, o Instituto Ibirapitanga tem como um de seus eixos centrais de atuação o fortalecimento de movimentos antirracistas. A partir dele, apoia uma série de iniciativas e organizações fundamentais para o enfrentamento ao racismo estrutural no Brasil, com o protagonismo negro necessário a esse trabalho. Em outubro de 2020, o Instituto ...

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    A primeira turma de medicina da federal do Recôncavo teve 12 alunos negros, cerca de 40% do total dos formandos - Arquivo pessoal/Imagem retirada do site Folha de São Paulo

    Homem branco com ensino médio privado e superior público tem renda maior

    Fazer ensino médio em escola privada e universidade pública, realidade de uma minoria de brasileiros, resulta em salários maiores no futuro. Mas a vantagem não é proporcional entre todos os formandos dessas modalidades de ensino mais valorizadas, aponta estudo do Insper. Mesmo entre aqueles que cursaram o ensino superior público, um homem branco chega a ganhar em média quase 160% a mais do que uma mulher negra (considerando a soma de autodeclaradas pretas e pardas). E esse diferencial não está ligado somente à escolha de cursos, já que mesmo dentro de uma mesma profissão a vantagem dos homens brancos se mantém. Entre médicos que se formaram em universidade pública, por exemplo, um homem branco ganha em média R$ 15,1 mil, um homem negro R$ 10,6 mil, uma mulher branca R$ 6,6 mil e uma mulher negra R$ 6,4 mil. “Há uma estratificação bem clara: quem mais ganha é o homem branco, ...

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    Bianca Santana - Foto: João Benz

    Magazine Luiza e um passo de ruptura com o pacto da branquitude

    As desigualdades raciais no mundo do trabalho são vistas a olhos nus. Quem conhece o Brasil sabe a cor de pele e a textura dos cabelos de quem ocupa o topo e de quem ocupa a base da pirâmide social. E o abismo com o qual convivemos está mensurado: a diferença na taxa de desemprego entre brancos e negros é de 71,2%; brancos recebem, em média, 56,6% a mais que a população negra; dentre profissionais contratados para cargos de liderança em São Paulo no ano de 2019, apenas 3,69% eram pretos ou pardos; mulheres negras são apenas 0,5% do quadro executivo das 500 maiores empresas brasileiras. Tais dados costumam ser ignorados por quem comanda as organizações e, ano após ano, contratações e promoções atualizam seus quadros reproduzindo os mesmos critérios racializados. Mas a escolha que privilegia um grupo racial e exclui outro não está nomeada, é evidente. O silenciamento e ...

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    Reprodução/Facebook/Fatos Desconhecidos

    A negligência intelectual dos racistas brancos esclarecidos

    Mesmo ciente do debate sobre “cultura do cancelamento” meio vinculada à ideia de punição, e corrente, sobretudo, nas redes sociais, o mesmo não tem centralidade nesse texto. Seja para “corte ou costura”, prefiro uma elasticidade pedagógica, que pode, ou não, abrir diálogo, mas não pressupõe seu fechamento. Mas digo, de antemão, que como mulher negra me vejo na legítima e justa posição de rejeitar racistas como referências intelectuais, o que não quer dizer que eu possa fazê-lo integralmente, ou que tenha essa radicalidade como método, coisas que, dadas as circunstâncias históricas, não são nem técnica nem politicamente possíveis. Contudo, não deixa de ser notável que o racismo dos brancos esclarecidos costumar ir da arrogância preliminar à uma autofragilização mediante um antiguíssimo recurso à “animalização” de quem reage ao seu racismo explícito, porém negado. Nesse percurso, os discursos reativos à reação vão tornando-se minguados e vazios e, à semelhança do reacionarismo ...

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    Tiganá Santana (Foto: José de Holanda / Divulgação)

    ‘Branquitude não se compromete com luta antirracista’, diz Tiganá Santana

    O compositor Tiganá Santana, 38 anos, seria diplomata se não fosse a paixão pela música. Sua mãe, Arany Santana, sonhava que o filho pudesse entrar para o Itamaraty. Negro, ele desconstruiria ali o racismo enraizado na história do país que é "o grande paraíso do segregacionismo", como afirma o cantor. Na família de fundadores do Movimento Negro da Bahia e dirigentes do bloco afro Ilê Aiyê, Tiganá encontrou, aos 14 anos, outra trincheira na luta antirracista: a musicalidade. Considerado o primeiro compositor brasileiro a gravar um disco nos idiomas africanos quicongo, quimbundo, wolof e mandinka ("Maçalê", de 2009). Tiganá conecta música e filosofia em suas canções. Com dois novos álbuns recém-lançados - "Vida-Código", em fevereiro, e "Milagres", de julho — em que faz uma revisita a "Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, censurado pela ditadura militar em 1973 —, o compositor também se debruça sobre os escritos do congolês Bunseki ...

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    Pixabay

    A branquitude, a negritude e o jornalismo investigativo – narrativas controversa

    Recentemente, muitos casos envolvendo a prática de crime em tese por membros do Poder Judiciário, da Advocacia e do Ministério Público têm invadido as redes sociais e as manchetes dos telejornais. Uma característica comum às notícias chama a atenção: os/as investigados/as ou acusados/as são todos/as brancos/as e, invariavelmente, da (proto)elite hegemônica instalada no país desde há muito, destacada pela cútis, pelo cargo e pelo patronímico que ostenta. Trata-se de mais uma evidência da racialização da sociedade brasileira, que reserva os melhores postos e condições de vida à mesma parcela de indivíduos. Evidencia, também, que o cometimento de delitos não é exclusivo da parcela mais vulnerável da sociedade, como desejado pela criminologia da reação social, mas um ato passível a qualquer ser humano, por sua própria essência. Outro dado desperta curiosidade. As notícias de supostos crimes praticados por representantes da (pseudo)elite branca brasileira têm o cuidado de tratá-los como presumidamente inocentes, ...

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    Reprodução/ Insecure

    A resposta pro cinismo branco é o deboche preto

    O bom humor é uma das características mais marcantes do famoso jeitinho brasileiro, parece que gerações e gerações inconscientemente aprenderam a serem bem humoradas, mesmo com toda a dificuldade que é viver no Brasil.  Indo além da superfície, essa suposta cordialidade mascara diversos traumas sociais brasileiros, um deles é o jeito “bem humorado” que lidamos com nossas relações raciais. Sandra Dahia, professora da UFPB, pesquisa como o riso aparece como solução “bem humorada” para lidar com a nossa tensa relação racial. Segundo a pesquisadora, para a branquitude, lidar de forma bem humorada com a questão racial seria uma das maneiras de evitar o desgaste nessa complicada relação. Através de piadas e brincadeiras duvidosas o brasil conseguiria velar ainda mais o racial em sua democracia harmoniosa, evitando conflitos desnecessários. Não é à toa que em uma certa data do ano um trecho editado tendenciosamente fora de contexto de uma entrevista de ...

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    Reprodução/Twitter

    Inveja do quê, meu “fi”? Sobre as coisas que nos atribuem

    Matheus foi fazer uma entrega de comida em um condomínio classe média em Valinhos, interior de São Paulo, antro da ostentação da descendência italiana. Tem condomínios fechados que são como casas populares, todas iguais e da mesma cor, construídas com material de baixa qualidade, superfaturado,  e que custa 1 milhão de reais, como um que visitei em Campinas, perto do Shopping Center Dom Pedro. Mas quando cercado e altamente vigiado, com porteiro e zelador,  com  áreas separadas para domésticas e babás, vira chique para os padrões da classe média brasileira cafona e retrógrada.  Ali pertinho de Valinhos, na cidade de Jundiai, também tem um, ao lado do Jundiai Shopping , que tem até praça de empregada. Ué,  a empregada passa o dia inteiro dentro da mesma casa com a patroa e na hora de usar a pracinha, tem que ser separado? Quanto mal gosto! Quanta falta de noção! Mas aí ...

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    Reprodução/Black is King/Disney

    O que o ‘medo branco’ tem a dizer sobre lugar de fala, raça, Beyoncé e cancelamento

     Para autora, onda de insatisfação com o tratamento da antropóloga Lilia Schwarcz pelo significante "branca" ensina que a posição de vantagem estrutural dos brancos em sociedades racistas pode aprisionar o grupo que a criou. No debate sobre lugar de fala, mercado epistemológico de raça e cancelamento que tomou a polêmica em torno do texto de Lilia Schwarcz sobre Beyoncé, um aspecto pouco elaborado é o do medo branco. Pude observar reações e sentimentos opostos (que também me acometem) por parte dos brancos com quem eu converso. A primeira e mais comum é um sentimento de solidariedade com Lilia Schwarcz, medo de ser o próximo a ser questionado. A outra reação é uma tentativa de se distanciar para afirmar uma branquitude mais crítica, ou seja: o medo de ser "igual". As duas reações fazem parte de um sentimento novo para nós brancos brasileiros. Significa que nossa racialidade está sendo marcada, algo ...

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    (Getty Images / Lucas S.Paiva/Guia do Estudante)

    Psicologia de 1,99 para nos controlar

    Caiu no linguajar comum o uso da psicologia. Houve, com o advento da modernidade, uma difusão da ciência e de uma certa racionalidade na vida quotidiana e isso inclui frases feitas tiradas da psicanálise ou de grandes nomes como Freud. Por exemplo, “Freud explica”, é usado para se referir às questões que deveriam ser analisadas sob a luz do conhecimento dito científico e reforçando que ele, como autoridade, é o único capaz de fazer isso. Acontece que há pouco tempo, as figuras que produziam conhecimento e se colocavam como “universais” nunca foram questionadas, tampouco os sujeitos que produzem ciência e que exercem a profissão baseados em saberes científicos.   Mas os tempos são outros, e ainda bem. Quando li o estudo da filósofa francesa Lucy Irigaray, no seu livro “Speculum, l’altra Donna” (Speculum, a outra mulher), foi como se meus olhos se abrissem para ver coisas que, até então, eram ...

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    Reprodução/Black is King/Disney

    Historiadora que criticou Beyoncé se desculpa e culpa Folha por título

    A historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, especialista em ‘escravidão’ pediu desculpa pelo artigo “Beyoncé erra ao glamorizar negritude com estampa de oncinha” sobre o filme de Beyoncé , ‘Black is King‘ e culpou a Folha de S. Paulo pelo título após repercussão negativa do caso. O artigo também falava que “diva pop precisa entender que a luta antirracista não se faz só com pompa, artifício hollywoodiano, brilho e cristal”. Entretanto, nesta terça-feira (04), ela publicou um texto no Instagram, reconhecendo seu erro. “Passei as última 48 horas praticando a escuta. Conversei com pessoas amigas e críticas, e rascunhei essa mensagem inúmeras vezes. Não deveria ter aceito o convite da Folha, a despeito de apreciar muito o trabalho de Beyoncé; seria melhor uma analista ou um analista negro estudiosos dos temas e questões que a cantora e o filme abordam. Ao aceitar, não deveria ter concordado com o prazo curto ...

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    Foto Fabiane Albuquerque e Michele Carlino (Arquivo Pessoal)

    Diálogo entre uma sociόloga brasileira negra e um jornalista italiano branco

    Michele Carlino, jornalista italiano da Euronews, concedeu-me uma entrevista sobre a televisão pública italiana para minha tese de doutorado sobre o “corpo do imigrante na mídia italiana”. Desde então, temos tido conversas calorosas, visto minha militância no Feminismo Negro. Em um dos nossos encontros ele encheu-me de questionamentos sobre minhas posições, falas, posturas e, como suas perguntas não são novidade para mim, pois  ouço a mesma coisa há anos, lhe pedi a permissão para registrar e transformar nosso diálogo em um texto. Ele autorizou e lhe sou grata por isso, pois acho que pode ajudar muitas pessoas, brancas sobretudo, a entenderam alguns pontos e a nό, mulheres negras, a economizar saliva. (Fabiane Albuquerque, Lyon, França, julho de 2020)  Michele Carlino: Porque temos sempre que colocar as coisas nesses termos de "raça"? Porque não podemos estar no espaço do universal onde somos livres de sermos o que queremos ser  sem etiquetas, ...

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    Daniela Caetano/ Arquivo Pessoal

    Entre o pacto narcísico da branquitude e eu não sou seu (sua) negro (negra): considerações acerca do silenciamento e da não legitimidade de pessoas negras como sujeitos capazes de opinar

    Há tempos venho ensaiando falar de algo que muito me incomoda, uma das estratégias mais recorrentes do racismo em suas variadas dimensões, o silenciamento de pessoas negras como meio de deslegitimar e massacrar subjetivamente aqueles (as) que ousam ter opiniões e práticas divergentes do micro poder hegemônico estabelecido em dado espaço (leia- se também, poder da branquitude). Quantos (as) de nós em seus ambientes de trabalho, de estudo, de lazer, tivemos ideias insistemente rejeitadas e recepcionadas pelo grupo marcadamente dominante com descaso, desprezo ou repulsa? Para exemplificar, imaginemos que o grupo precise tomar uma decisão acerca da cor azul ou da cor roxa, sem implicações posteriores sobre uma escolha totalmente casual e você, pessoa negra, divergindo de uma pessoa branca opta pela cor roxa. Percebam que é algo extremamente simples, mas que as atitudes e os argumentos do grupo podem revelar muito acerca do poder circundante e do sistema de ...

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    Branquitude: reconhecer-se enquanto pessoa branca e os privilégios atrelados a isso é passo importante na luta antirracista (Foto: Gabe Pierce/Unsplash)

    Precisamos falar sobre branquitude e seu papel na luta antirracista

    “Por que você gostaria de me entrevistar?”, perguntou o historiador Lourenço Cardoso, professor do Instituto de Humanidades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), no Ceará, quando fiz o pedido de entrevista para escrever este texto. “Há tendência de reportagens sobre branquitude invisibilizarem pesquisadores negros. Escutam pesquisadores brancos e negros, e dão protagonismo ao pesquisador branco; o negro está lá somente para dizer que o repórter também entrevistou o negro. Portanto, sou reticente.” Do alto da minha branquitude, fiquei irritada. Um dos principais pesquisadores do país sobre o tema, Cardoso é autor da tese de doutorado O branco ante a rebeldia do desejo: um estudo sobre a branquitude no Brasil, publicada em 2014 pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) em Araraquara, no interior paulista. Sua reação ao pedido de entrevista deu um nó na minha cabeça: “ué, mas nós ...

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    Douglas Belchior, cofundador da Uneafro Brasil e da Coalizão Negra por Direitos, que lançou o manifesto "Com Racismo, Não Haverá Democracia" - Marlene Bargamo/Folhapress

    Comoção antirracista da branquitude ou vira prática ou hipocrisia, diz articulador de manifesto

    "É incoerente manifestar repúdio ao racismo e apoiar políticas econômicas, de saúde e de segurança pública que matam pessoas negras todos os dias", afirma Douglas Belchior, 41, cofundador da Uneafro Brasil, uma das 150 entidades que conformam a Coalizão Negra por Direitos, autora do manifesto "Enquanto houver racismo não haverá democracia", lançado na semana passada. O texto, subscrito por artistas, empresários e intelectuais negros e brancos, afirma que "qualquer projeto ou articulação por democracia no país exige o firme e real compromisso de enfrentamento ao racismo" e pede coerência àqueles que agora se autodeclaram antirracistas. Para Belchior, a questão racial, quando deixou de ser tabu, foi tratada como "mais um assunto" na agenda democrática brasileira quando é fator determinante, como reivindica o manifesto. "O movimento negro denuncia o racismo e suas injustiças desde sempre", afirma ele, cuja organização foi gestada no vitorioso movimento de cotas raciais nas universidades. "Hoje está ...

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    Reprodução/Twitter

    Sorriso amarelo e a luta antirracista OU os tamagotchis da branquitude

    No dia 25 de maio de 2020, Derek Chauvin assassinou George Floyd após asfixiá-lo com o seu joelho. O primeiro estava armado, o segundo, desarmado. O primeiro era um policial com um contingente de 3 policiais para apoiá-lo, enquanto o segundo, um cidadão comum que estava sozinho. O primeiro é um homem branco, o segundo, um homem negro. Ambos, estadunidenses. Durante os 8:46 minutos, havia um policial que os observava calado. Floyd agonizando sob o joelho de Chauvin. Calado porque era o seu trabalho. Calado porque não tinha nada a ver com ele. Calado porque era mais um dado para a estatística. Este policial é Tou Thao, da etnia Hmong, imigrante oriundo do Laos, no Sudeste Asiático.  Um imigrante que trabalhou duro em busca de uma vida melhor, sem reclamar. Esta história não te parece familiar?  Tou Thao é um de nós. Não porque ele tenha as mesmas feições, mas ...

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    Ministério da Cultura

    Teorias críticas e estudos pós e decoloniais à brasileira: Quando a branquitude acadêmica silencia raça e gênero

    Coluna Empório Descolonial / Coordenador Marcio Berclaz Este é um texto escrito, sentido, partilhado, vivido por duas mulheres negras, cujas trajetórias de vida, embora diferentes, aproximam-se e rearticulam-se em torno de algo em comum: trata-se de uma composição que une em ‘dororidade’ (PIEDADE, 2017) as experiências pessoais e acadêmicas de duas professoras universitárias negras. E neste campo acadêmico, predominantemente masculino e branco, nos deslocamos de lugar e irrompemos o imaginário social forjado no racismo e no sexismo. Aprendemos com a irreverência da escrita e criticidade de Lélia Gonzalez, também uma intelectual negra, que este lugar (a academia) nos pertence e aqui vamos ficar. Nestes muros não nos moldamos à estética da brancura e lutamos contra o branqueamento que insistem, às vezes, nos impor. E, assim, seguimos insubmissas e aqui tomamos a liberdade de promover algumas desobediências sobre a branquitude acadêmica e o esvaziamento do potencial emancipatório das teorias críticas e ...

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    Crédito: @_umramon/Instagram

    #VIDASNEGRASIMPORTAM: e a branquitude depois da hashtag?

    Em tempos em que antirracismo vira hashtag, observamos a necessidade de contribuir nas discussões sobre #VidasNegrasImportam a partir do desafio de desarticular a ligação direta entre racismo e negro, como se a vida negra se resumisse ao genocídio. O objetivo deste texto não é julgar os valores das estratégias e políticas negras nesse momento de pandemia, como algumas análises têm se debruçado. Nossa intenção é chamar a branquitude à responsabilidade no que tange ao racismo e à tecnologia, com destaque para a Internet. A colaboração entre pesquisadores do LAPIN (Laboratório de Políticas Públicas e Internet) e integrantes da Plataforma Conexão Malunga faz o exercício de deslocar a branquitude do centro de visibilidade para o centro da crítica por meio da análise do ativismo através de hashtags. Não é sobre culpa, mas sobre demandar o posicionamento crítico e ação contundente dos beneficiários do racismo antes da morte sistemática de pessoas ...

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