terça-feira, agosto 4, 2020

    Tag: cinema nacional

    blank

    Se Bacurau é um elogio à resistência, de que tipo de resistência estamos falando? Por Nathalí

    Ontem ouvi no metrô três amigos falando sobre “Bacurau” – filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelas, premiado em Cannes e sucesso instantâneo no Brasil. Por Nathalí Macedo, Do DCM Cena de Bacurau, de Kléber Mendonça Não ouço pessoas falando sobre audiovisual no transporte público desde o último capítulo da novela Avenida Brasil. Neste momento de trevas, ataques à cultura e elogios convictos à burrice, lotar os cinemas exibindo um filme nacional e fazer com que as pessoas conversem sobre isso é, por si só, um grande serviço que esse filme nos presta, e que está longe de ser o único. Quando, numa tela de cinema, um sudestino pergunta em uma bodega nordestina “quem nasce em Bacurau é o quê?”, e uma criança bacurauense (?) lhe responde “é gente”, a gente compreende que é a sutileza que move o espectador, e move com uma eficiência ...

    Leia mais
    blank

    “Se Deus vier que venha armado”: entre a arte e a realidade

    Primeiro longa-metragem do diretor Luis Dantas retrata violência que atingiu o Estado de São Paulo, em 2012 Por Karla Dunder Do Ponte Se Deus vier que venha armado é o título do filme de estreia do diretor Luis Dantas, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (12/11). Premiado no 23º Festival Iberoamericano CineCeará e no FestAruanda 2013, em João Pessoa (PB), o longa tem um roteiro bem elaborado, impactante e consegue ser acessível sem cair no didatismo. O enredo tem como pano de fundo a segunda onda de ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Paulo, em 2012, que deixou um saldo de mais de uma centena de policiais mortos. Do outro lado, com o revide da Polícia Militar, os números não são claros e é possível supor que muitos inocentes estejam nessa conta. A ideia do filme surgiu em 2006, após os primeiros ataques do PCC e Dantas escreveu ...

    Leia mais
    blank

    Curta em stop motion traz mito da criação do universo contado por Orixás

    Produtora baiana reuniu artistas e técnicos especializados para a produção do filme de 12 minutos por Òrun Àiyé Filme via Guest Post para o Portal Geledés Com mais de 25 mil clicks, o mito da criação do universo será contado pela técnica do stop motion no curta ÒRUN ÀIYÉ, uma realização da Estandarte Produções, produtora baiana que reuniu um time de renomados profissionais para dar vida à animação inédita, que está sendo produzida em Salvador/Camaçari. O curta traz a trajetória do pai de todos os deuses, Oxalá, para cumprir sua missão junto a outras divindades, em uma envolvente narração de 12 minutos, carregada de simbolismos da cultura afrobrasileira. A animação é inclusiva e, por meio de recursos como audiodescrição, subtitulação e janela de Libras, estará disponível para o público surdo e cego, além de estar em mais cinco línguas – português, inglês, francês, espanhol e yorubá. Para as diretoras da obra, as cineastas Jamile Coelho e Cintia Maria, a animação será um instrumento ...

    Leia mais
    blank

    Existe princesa negra? Conheça Fábula de Vó Ita, um filme sobre racismo e representatividade na infância

    Quando Gisele chegou do colégio, sua avó Ita percebeu que havia algo errado. Um desenho feito pela menina revelou o que estava acontecendo: Gisele era vítima de racismo. A ilustração mostrava colegas zombando de seu cabelo crespo. Para ajudar a neta a superar o problema, Ita cria uma história fantástica. Nasce assim Fábula de Vó Ita, curta-metragem que precisa arrecadar R$ 10 mil até dia 10 de agosto para ser finalizado (colabore!). por Caio Costa no Catarse Na história criada por Ita, Gisa, uma menina negra, sente-se isolada em um reino onde ninguém se parece com ela. Cansada de sofrer discriminação, ela procura uma bruxa para modificar seu visual, mas é justamente por causa de seus cabelos – que se alteram conforme suas emoções – que ela é reconhecida por sua mãe, a rainha Andrea, que há anos procurava a filha perdida. Apesar de ficcional, o enredo do filme de Joyce Prado ...

    Leia mais
    blank

    Longa-metragem resgata a arte e a loucura de Arthur Bispo do Rosário

    'O Senhor do Labirinto' conta a história do artista negro, pobre e nordestino que viveu durante 50 anos em uma colônia psiquiátrica e cuja obra é amplamente conhecida no Brasil e no mundo por Xandra Stefanel, do Rede Brasil Atual  São Paulo – Nascido em 1909 na cidade Japaratuba, em Sergipe, Arthur Bispo do Rosário se mudou em 1926 para o Rio de Janeiro, onde se alistou na Escola de Aprendizes da Marinha. Além de marinheiro, era pugilista e acabou sendo contratado pela Light para ser lavador de bonde e borracheiro. Depois de sofrer um acidente de trabalho, processou a empresa e foi defendido pelo advogado Humberto Magalhães Leoni, na casa de quem passou a trabalhar fazendo todo tipo de afazeres domésticos. Até que na noite de 22 de dezembro de 1938, Bispo passou a ser assombrado por misticismos e alucinações. Leia Também: A divina loucura de Arthur Bispo do Rosário ...

    Leia mais
    blank

    A mulher negra no cinema brasileiro: uma análise de Filhas do Vento

    RESUMO  O artigo apresenta uma reflexão sobre a mulher negra na comunicação. Realiza, para isso, uma análise do filme Filhas do Vento, lançado em 2003, sob a direção de Joel Zito Araújo. Recorre ao conceito e às implicações de identidade cultural. Debate o mito da convivência cordial das três raças que dão origem ao brasileiro. Lembra a situação de negras e negros na sociedade e na comunicação, que ainda é marcada pela discriminação. Tanto, que, ao avaliar de forma específica a televisão, Muniz Sodré afirma que esta faz um "controle de rostos" na sua programação, ocultando a realidade estética do nosso país. Este artigo tem também como base os estudos sobre a mulher na comunicação que apontam, por exemplo, o tripé moda-casa-coração como sustento da imprensa feminina. Após tal caminho teórico, o artigo analisa cenas do filme, que são representativas do tema. Palavras-chave: Comunicação. Cinema. Identidade Cultural. por * Cláudia ...

    Leia mais
    blank

    Cadê o negro no cinema nacional?

    Cena de Cidade de Deus: "negro como bandido"  - Foto: Divulgação   O prestígio do filme O Dia de Jerusa (2014) apenas no exterior – ao menos por enquanto –  indica que os diretores e produtores brasileiros (em sua maioria brancos) ainda têm receio de bancar histórias negras protagonizados por atores negros de maneira não estigmatizada e estigmatizante. Por  Mariana Queen Nwabasili Especial para o R7* A restrição ao filme no Brasil é só exemplo de um paradoxo muito nítido, ao menos para nós, negras e negros brasileiros: somos 53% da população do País, mas, se não for de maneira estereotipada (negro como bandido, negra extremamente sexualizada), não nos vemos nas produções cinematográficas e teledramáticas nacionais. Exemplo dos EUA É preciso que façamos um movimento já feito nos Estados Unidos, onde tantos seriados de sucesso se basearam na realidade dos negros periféricos e em ascensão, e que já foi atentado pelos países europeus: ...

    Leia mais
    blank

    Número 6 – “A Cara do Cinema Nacional”: gênero e cor dos atores, diretores e roteiristas dos filmes brasileiros (2002-2012)

    O sexto texto para discussão questiona a diversidade na produção cinematográfica brasileira. Para termos uma compreensão da distância entre estatuto legal e realidade, primeiro apresentamos um levantamento da legislação existente no tocante à inclusão dos negros na produção audiovisual. Em seguida, a partir de uma análise quantitativa dos filmes nacionais de maior bilheteria entre 2002 e 2012, estabelecemos a distribuição das funções de direção, roteirização e atuação, de acordo com as variáveis cor e gênero. O objetivo principal é constatar quais são os agentes construtores da representação e como ela é construída. Clique para ler o PDF Fonte: Gemaa

    Leia mais
    linha_de_passe

    Passe racista do Linha de passe

    Chegamos ao cinema cedo. Tivemos tempo para aquele docinho que após o almoço ninguém rejeita. Água para rebater e refrescar a consciência e aliviar seu peso. Bom lugar no centro da sala. Enquanto aguardávamos, cometendo nosso delitozinho açucarado, comentamos um penteado em cabelo crespo de uma mulher que entrara e fora sentar mais à frente. Era um penteado simples, porém realçava o rosto feminino. Umas tranças presas à frente e o restante do cabelo bem lua cheia, o que se chamou na década de 70 de "black-power", que de power teve pouca duração, pois logo retornou a febre dos alisantes e surgiu essa mania de raspar que, no Brasil, teve início com alguns jogadores de futebol complexados e se alastrou. O penteado da moça era mesmo uma obra de arte que fez minha parceira - uma das muitas (ainda poucas) que ousa não alisar nem fritar seu cabelo -, ficar ...

    Leia mais

    Últimas Postagens

    blank

    Artigos mais vistos (7dias)

    Instagram

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist