quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: Congo

    Imagem retirada do site DW

    Kimpa Vita: A profetisa da unidade

    Nascimento: Kimpa Vita nasceu por volta de 1684, no Monte Kibangu, no reino do Congo, hoje parte do território angolano. Diz-se que Kimpa Vita se voltou para a vida espiritual após dois casamentos fracassados. No entanto, há também quem diga que ela começou a ter visões desde muito cedo. Descendente de uma família nobre, Kimpa Vita foi treinada como "naganga marinda", ou seja, uma pessoa capaz de se comunicar com os antepassados. Era uma espécie de intermediária entre a vida e a morte. Reconhecida por: ter mostrado o seu potencial para unificar o reino do Congo, embora por pouco tempo. Também é lembrada por ter sido a fundadora do movimento Antonianista. Em que consistia o movimento criado por Kimpa Vita?  O Antonianismo era um movimento religioso de natureza sincrética: misturava elementos do cristianismo com práticas religiosas africanas. Kimpa Vita dizia ser uma reencarnação de Santo António de Pádua e que tinha sido ...

    Leia mais
    Descendente da dinastia alemã Saxe-Coburgo-Gota, Leopoldo II foi rei dos belgas de 1865 a 1909 e é especialmente lembrado pela colonização do Congo Belga (Foto: Jonas Roosens/Belga/AFP)

    Estátua de Leopoldo II, rei que causou genocídio no Congo, é derrubada na Bélgica

    A cidade de Antuérpia, localizada no norte da Bélgica, derrubou a estátua incendiada do rei Leopoldo II para colocá-la em um museu. O monarca causou a morte de 10 milhões de africanos, a maioria da República Democrática do Congo. Em meio aos protestos antirracista no domingo (7) no país, estátuas do monarca foram alvo dos manifestantes em diversas cidades. Em Bristol, na Inglaterra, manifestantes derrubaram a estátua em homenagem ao traficante de escravos Edward Colston e a jogaram no rio da cidade. Segundo historiadores, Leopoldo II fez um reinado de 44 anos, a maior parte no final do século 19. Os monumentos em sua homenagem trazem à tona o passado colonial belga, marcado por exploração, violência e crueldade com povos africanos. Em Ghent, o monarca em bronze foi pintado de vermelho e recebeu um capuz no rosto, com as palavras “não consigo respirar” — a frase dita por George Floyd ...

    Leia mais
    blank

    Governos africanos “precisam de soluções locais”, defende Nobel da Paz

      “A África, no seu conjunto, tomou consciência da gravidade da doença. E não devemos assistir à repetição de uma situação, como a que aconteceu no caso da sida (aids), em que alguns governos africanos estavam em negação. Agora, tomaram as medidas adequadas” afirmou Mukwege, numa videoconferência organizada pela Positive Planet Foundation. Porém, sublinhou, “até agora, a África tem tido muita sorte” porque “se tivesse sido atingida com a mesma dureza que a China, a Europa ou os Estados Unidos” a situação seria “um desastre”, acrescentou o Prémio Nobel da Paz, a partir de Bukavu, na República Democrática do Congo (RDC). Com 1.158 mortes e cerca de 23 mil infeções, a África, juntamente com a Oceânia, é um dos continentes menos afectados pela pandemia, ainda que estes números sejam indubitavelmente subestimados, devido à falta de testes. Mas muitos governos do continente tomaram rapidamente medidas de contenção, apesar das mesmas serem ...

    Leia mais
    Conflito aconteceu entre grupos de pastores Pixabay

    Ao menos 161 morrem em supostos conflitos étnicos no nordeste do Congo

    Ao menos 161 pessoas foram mortas em uma província do nordeste da República Democrática do Congo na última semana, disseram autoridades locais nesta segunda-feira, uma aparente ressurgência de conflitos étnicos entre comunidades agrícolas e pastoris. Por Fiston Mahamba, do Extra    Conflito aconteceu entre grupos de pastores (Foto: Pixabay) Uma série de ataques na província de Ituri teve como alvo principalmente pastores hemas, que estão em conflito há tempos com agricultores lendus a propósito do direito de pastagem e da representação política, mas a identidade exata dos agressores não está clara. Um conflito aberto entre hemas e lendus entre 1999 e 2007 resultou em estimadas 50 mil mortes, um dos capítulos mais sangrentos de uma guerra civil no leste do Congo que deixou milhões de mortes causadas pelo confronto, pela fome e por doenças. Ataques retaliatórios entre os dois grupos no final de 2017 e no ...

    Leia mais
    (Foto: RYAN PIERSE / GETTY IMAGES)

    REPORTAGEM: Ex-menino soldado trocou armas pela capoeira na RD Congo

    "A capoeira me faz esquecer do que passei no grupo armado", disse o adolescente de 16 anos, um ex-menino soldado de uma pequena vila em Bashali ao norte na província de Kivu do Norte, área conflagrada por grupos armados. Há três meses, desde que chegou ao centro de transição para ex-meninos soldado na cidade de Goma, F. R. aprendeu a praticar a arte marcial de origem afro-brasileira. Desde então, esta é uma das atividades em que o rapaz é mais assíduo. As aulas de capoeira acontecem duas vezes por semana no centro de ação para crianças desfavorecidas (CAJED, por sua sigla em francês), no subúrbio de Goma. Em 2014, a capoeira foi reconhecida pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A partir deste mesmo ano, esta manifestação cultural brasileira de descendentes de africanos escravizados no período colonial ...

    Leia mais
    blank

    Congolinária – Descobrindo os sabores do congo

    Eu sou Pitchou Luambo, refugiado da república democrática do congo. Estou aqui no Brasil há 7 anos, sou formado em Direito. Pela dificuldade de validar o meu diploma desenvolvi inicialmente um o trabalho em prol dos refugiados em São Paulo, nele debatia as dificuldades dos refugiados africanos em se estabilizarem economicamente no Brasil, o antigo GRIST. por Pitchou Luambo, do Catarse Mas eu precisava garantir alguma renda para a minha sobrevivência e da minha filha que está comigo no Brasil há 3 anos. Por isso participei de muitos eventos e feiras servindo alguns itens do cotidiano congolês para criar aproximação entre o Congo e o Brasil. Em 2016, com o apoio de duas amigas veganas, comecei a servir oficialmente pratos e bebidas típicas do meu país em um food park no Itaim Bibi. Nascia então o Congolinária – Descobrindo os Sabores do Congo. O Congolinária nasceu com o intuito de dar ...

    Leia mais
    blank

    São Paulo ganha espaço de comida vegana típica do Congo inaugurado por um refugiado africano

    Uma viagem gastronômica e cultural. Do Vista-se Há algumas semanas o público paulistano tem uma nova opção de estabelecimento vegano para conhecer. Refugiado político, o congolês Pitchou Luambo mora há 6 anos do Brasil, lugar que escolheu para fugir dos conflitos armados que há 20 anos assolam seu país natal. Pitchou é formado em direito, mas não pode exercer sua profissão no Brasil por questões burocráticas. Na República Democrática do Congo (antigo Zaire), terceiro maior país da África em extensão territorial, Pitchou atuava como ativista de causas sociais. Ele denunciava estupros cometidos por integrantes de forças armadas que tentam tomar o seu país e também defendia as vítimas de violência. Em São Paulo, Pitchou fundou o Grist (Grupo de Refugiados e Imigrantes Sem Teto) para promover a integração e organização de refugiados de diversas nacionalidades. Ele também atua como produtor cultural, organizando eventos. Como amante da gastronomia de seu país, ...

    Leia mais
    blank

    Os judocas do Congo que eram presos em jaulas após derrotas e hoje sonham com medalha no Rio

    No Brasil desde 2013, os judocas congoleses Yolande Bukasa e Popole Misenga estarão na equipe de atletas refugiados que vão competir sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional nos Jogos do Rio 2016. Por Rodrigo Pinto, da BBC  No entanto, mais do que brigar por medalhas, Yolande e Popole esperam aparecer na TV durante a competição e, assim, serem vistos por suas famílias, de quem estão distantes há quase 20 anos. "Não sei se estão vivos", diz Yolande, que vive de favor na Cidade Alta, favela na Zona Norte do Rio. "Em uma competição no Brasil, todas as pessoas na África vão querer ver, vão assistir na televisão", emenda Popole, que mora com a esposa brasileira e filho em um quarto e sala na favela Cinco Bocas, em Brás de Pina. Os congoleses vieram ao Brasil disputar uma competição internacional três anos atrás. Mas contam que o chefe da delegação congolesa ...

    Leia mais
    (Foto: Rperodução/Facebook)

    Morre cantor congolês Papa Wemba, rei da rumba africana

    O cantor congolês Papa Wemba, de 66 anos, morreu na madrugada de sábado para o domingo devido a um mal-estar que sofreu no palco quando participava de um festival na Costa do Marfim, anunciou a organização do festival. Sua morte ocorreu 20 minutos depois do início de seu show, após ter cantado três canções de seu rico repertório. A organização do festival expressou sua "profunda tristeza" e apresentou "suas condolências à família do artista e ao mundo da cultura", em um comunicado. O pai da rumba congolesa vinha sofrendo nos últimos anos problemas de saúde, segundo fontes próximas aos organizadores.

    Leia mais
    blank

    Quando você mata dez milhões de africanos, você não é chamado de “Hitler”

    O seguinte texto foi escrito por Liam O’Ceallaigh para a página Diary of a Walking Butterfly, em dezembro de 2010. O original pode ser acessado aqui.  O texto foi retirado e traduzido por http://muitoalemdoceu.wordpress.com/. Leopoldo II foi Rei da Bélgica de 1865 a 1909, data de sua morte. Ele comandou o Congo de 1885 a 1908, quando cedeu o controle do país ao parlamento belga, após pressões internas e internacionais. Olhe para essa foto. Você sabe quem é? A maioria das pessoas não ouviu falar dele. Mas você deveria. Quando você vê seu rosto ou ouve seu nome, você deveria sentir um enjoo no estômago assim como quando você lê sobre Mussolini ou Hitler, ou vê uma de suas fotos. Sabe, ele matou mais de 10 milhões de pessoas no Congo. Seu nome é Rei Leopoldo II da Bélgica. Ele foi “dono” do Congo durante seu reinado como monarca constitucional da Bélgica. ...

    Leia mais
    Pixabay

    Plano de aula: Viajando pela África através de Brincadeiras Infanto-Juvenis

    Este é um plano de aula vencedor do I Concurso de Planos de Aula do Portal Geledés, aplicando a Lei 10.639/03   Plano de aula: Viajando pela África através de Brincadeiras Infanto-Juvenis Pixabay Professora: Carmem Dolores Alves Escola:  Municipal Educador Paulo Freire Disciplinas: Língua Portuguesa, Geografia e Artes     Turma: 5º ano C Cidade: Recife          Estado: Pernambuco Componente Curricular: A LEI 10.639/2003 OBJETIVO: Promover uma reflexão acerca da África através de intercâmbio literário entre os estudantes da Escola Municipal Educador Paulo Freire (Brasil) e a Escola Tutune, da República Democrática de São Tomé e Príncipe (África). CONTEÚDOS: Continente Africano; Aspectos socioeconômicos e culturais da República Democrática de São Tomé e Príncipe; Leitura do texto narrativo africano NDULE NDULE Noções básicas dos conceitos de Inferência e Intertextualidade; Produção textual a partir da releitura do referido texto narrativo africano. METODOLOGIA:  Aplicação de atividades dentro de uma perspectiva transdisciplinar, que contempla vivências ...

    Leia mais
    tpm141-colaborativo-9

    Cabelo, cabeleira, cabeluda

    Em um centro comercial no Centro do Rio, esconde-se um maravilhoso mundo do cabelo afro Texto: Karla Monteiro O reduto é o Saara, um emaranhado de vielas no centro da cidade, onde o Rio de Janeiro se traveste de mercado persa. No zigue-zague, entre vendedores ambulantes e lojas que vendem de tudo, esconde-se o maravilhoso mundo do cabelão afro. Nele reinam congolesas e angolanas, mulheres que trouxeram lá do berço, da mãe África, a arte de domar as cabeleiras. Um penteado pode levar até 6 horas – e vai das tranças que formam desenhos geométricos no couro cabeludo ao livre, leve e solto black power. "Num dia dá para fazer no máximo quatro cabeças", diz Nathalie, congolesa de 28 anos, alta, curvas fartas, sorriso grande, cabeluda. Ela atende no Shopping do Cabelo, uma galeria de dois amplos pisos onde cada baia é uma experiência capilar, com apliques e perucas para ...

    Leia mais
    Foto: Bob Gomel/Time & Life Pictures/Getty Images

    Patrice Lumumba

    Faz agora meio século. Foi a 17 de Janeiro de 1961 que agentes do colonialismo belga e do imperialismo norte-americano, com a conivência de traidores congoleses, assassinaram de forma bárbara Patrice Lumumba, combatente da independência da sua terra e primeiro chefe do governo da República do Congo. Apesar de ter desaparecido há 50 anos, ainda muito jovem, a sua figura emerge hoje como a de um patriota íntegro e corajoso, de um lutador anticolonialista e anti-imperialista. Em África, na Ásia e na América Latina, diferentes gerações de revolucionários admiram-no, a par de Kwame Nkrumah, Amílcar Cabral, Agostinho Neto ou Samora Machel, como um herói da libertação africana cujo legado se mantém actual e inspira novas lutas pela emancipação social dos povos do continente e de todo Mundo. A biografia de Patrice Lumumba pode ser resumida em poucas linhas. Nasceu em 2 de Julho de 1925, filho de camponeses pobres, na ...

    Leia mais

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist