quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: desigualdade

    Projeto D. Helder Câmara busca reduzir os níveis de pobreza e de desigualdades no Semiárido, promovendo a articulação de políticas públicas federais, estaduais e municipais. (Foto: ANATER)

    Projeto financiado pela ONU beneficia produtores rurais do Semiárido brasileiro

    O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas realizou no início de agosto uma missão online de supervisão ao Projeto Dom Helder Câmara, cujo objetivo é reduzir os níveis de pobreza e de desigualdades no Semiárido. A iniciativa promove a articulação de políticas públicas federais, estaduais e municipais, e qualifica os produtores para desenvolver uma produção sustentável, estimulando a replicação de boas práticas. Normalmente, as visitas às famílias beneficiadas são realizadas in loco, mas, em razão da pandemia de COVID-19, este ano atividade foi feita de forma remota. O projeto é executado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio de um acordo de empréstimo firmado entre o governo brasileiro e o FIDA, e passa por missões periódicas de monitoramento para avaliação dos resultados alcançados. A série de encontros contou a participação de representantes do FIDA, da unidade gestora do projeto, da Agência Nacional de Assistência ...

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    Maria Alice Setubal, presidente do conselho da Fundação Tide Setubal e do Gife (Grupo de Institutos, Fundações e empresas) (Foto: Reinaldo Canato - 22.nov.16/Folhapress)

    Desigualdades no cenário pós-pandemia

    A crise da pandemia de Covid-19 descortinou os grandes desafios relativos à concentração de riqueza e suas consequências nas desigualdades sociais, territoriais, tecnológicas e de gênero e raça ao redor do mundo. A busca por um patamar social de bem-estar com espaço seguro e justo para a humanidade, assim como as questões das mudanças climáticas, coloca em xeque o desenvolvimento econômico no qual as pessoas e o cuidado com o planeta não sejam prioridade. Amartya Sen, Nobel de Economia em 1998, enfatiza, no conceito de desenvolvimento, a ampliação das aptidões das pessoas para que, saudáveis, empoderadas e criativas, escolham seus projetos de vida. Diante de tantos desafios, a economia do século 21 precisa atuar sobre as concepções distributivas e de regeneração do planeta. No Brasil, a crise sanitária já deixou milhões de famílias sem nenhum sustento, e as previsões de queda do PIB tornarão esse quadro ainda mais grave. Enfrentar ...

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    (Foto: Marta Azevedo)

    Um freio à precarização

    Se escancarou mazelas socioeconômicas tão antigas quanto toleradas no Brasil, a pandemia da Covid-19 tem igualmente precipitado reações à série de abusos. É dessa lavra a articulação que, diante da escalada de homicídios decorrentes de operações policiais no Rio de Janeiro, arrancou do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a liminar proibindo intervenções enquanto durar a calamidade na saúde. Também emergiu com vigor o enfrentamento ao racismo pela cobrança de ações objetivas de construção de equidade. Da mobilização virtual de estudantes brotou o adiamento do Enem. Esta semana, foi a vez de motofretistas e entregadores se insurgirem contra as más condições de trabalho e remuneração a que são submetidos por empresas de aplicativos. Inédita, a paralisação alcançou as principais capitais do país (São Paulo à frente) e, se teve apoio de organizações sindicais e políticas, não foi delas monopólio. Os números sobre a categoria variam. O Centro de ...

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    (Foto: Wasawat Lukharang / BBC Thai)

    Por que sua classe social está a te proteger da Covid-19

    Nossa saúde não é determinada apenas por aspectos biológicos. Se assim fosse, não estaríamos acompanhando a escalada da letalidade do vírus nas comunidades mais pobres do país inteiro. São números que escancaram a desigualdade e que deveriam nos chamar para uma reflexão séria, se é que pretendemos viver em uma democracia real no futuro. O que intriga a tantos, mas que para os estudiosos dos Determinantes Sociais da Saúde é claro como água (a água dos bairros ricos, diga-se de passagem), é uma constatação incômoda: se biológica e anatomicamente somos tão semelhantes, por que os números são tão desiguais quando informam quem morre e quem sobrevive? Observando as comparações por territórios realizadas pela prefeitura de São Paulo e como elas mostram sem rodeios a diferença do impacto da COVID-19 entre bairros de classe média alta e comunidades pobres, lembrei-me de uma aula que tive durante minha formação como médica de ...

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    Ilustração: Cezar Berje

    Uberizados: prelúdio da Era dos Bicos

    Há quase duas semanas, no dia 17 de abril, entregadores de aplicativo de delivery de São Paulo protestaram contra pagamentos baixos e falta de equipamento de proteção individual. Com suas motos, bicicletas e patinetes, fecharam a avenida Paulista. Desesperados, buzinavam, apitavam e vociferavam com a exploração do trabalho promovida pelas empresas-aplicativos – intensificada em plena pandemia. Máscaras, luvas e álcool gel são distribuídos em poucos postos de atendimento. A maioria tira dinheiro do próprio bolso para minimizar os riscos de contaminação; quem não tem o dinheiro, trabalha sem proteção. Afinal, quem não trabalho, ou mesmo quem fica na rua e não recebe nenhuma chamada, não recebe nada ao final do dia. Hoje, esses trabalhadores são os mais degradados e precarizados do mercado: trabalham mais de 14 horas por dia. Não têm direitos trabalhistas, são vilipendiados pela sociedade e esquecidos pelo Estado – para, ao final, ganhar pouquíssimo. Mas uma coisa ...

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    FOTO TIAGO QUEIROZ/AE

    Drauzio Varella prevê ‘tragédia nacional’ por coronavírus: ‘Brasil vai pagar o preço da desigualdade’

    Prestes a completar 77 anos em maio, o médico cancerologista Drauzio Varella diz que se arrepende de já ter sido otimista a respeito do novo coronavírus. Na época em que começaram a surgir as primeiras informações sobre o vírus na China, em dezembro do ano passado, ele diz que, como muitos, considerou que se tratava de uma doença de baixa letalidade, como pareciam indicar os dados disponíveis. "Eu participei desse otimismo e me recrimino por isso hoje." Por Ligia Guimarães , da BBC Drauzio Varella  /FOTO: TIAGO QUEIROZ/AE Considerado parte do grupo de risco para a covid-19 pela faixa etária, o médico, escritor e comunicador tem vivido uma rotina profissional intensa nas últimas semanas, mesmo sem sair de casa. Concilia as reuniões matinais diárias do recém-criado grupo "Todos pela Saúde", que ele integra como sete técnicos que trabalham para direcionar uma doação de R$ 1 bilhão ...

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    Racismo é maior em regiões de São Paulo com menos pretos e pardos

    Numa tarefa rotineira, João* se dirigiu para o prédio de uma “grande marca”** à qual sua empresa presta serviços, para entregar uma pequena caixa. Por Caique Lima, do DCM Ao chegar lá, foi revistado, interrogado e barrado por um segurança recém-contratado, que o mandou usar o elevador de serviços. Ele foi ao local indicado, o que o levou à saída dos fundos, enquanto seu cliente aguardava na entrada principal, por onde sempre entrou. “Ficou bem claro que isso só aconteceu por causa da minha cor. Eu já havia ido outras vezes com uma caixa muito semelhante e nunca aconteceu nada”. Ofender a honra de alguém baseando-se em critérios de raça, cor ou etnia configura o crime de injúria racial. Ele está tipificado na Lei do Racismo, que também qualifica o crime de racismo: atingir uma coletividade de indivíduos por meio da discriminação de toda a integralidade de uma raça. “Eu ...

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    Cortes no Bolsa Família impulsionam aumento da extrema pobreza no Brasil

    Em cinco anos, o Bolsa Família —programa de transferência de renda criado em 2003 e que se consolidou como importante ferramenta de combate à extrema pobreza e à desigualdade— sofreu com desajustes e excluiu milhares de beneficiários. Por Alex Tajra, Do UOL (Foto: AGÊNCIA SENADO) Os reflexos desses cortes foram constatados por um estudo da Fundação Getúlio Vargas, divulgado nesta semana, que aponta a queda na renda dos brasileiros mais pobres como principal consequência. Entre 2014 e 2018, a renda dos 5% mais pobres no Brasil caiu 39%. Nesse mesmo período, o país registrou um aumento de 67% na população que vive na extrema pobreza. A FGV utilizou como base a linha mais baixa de pobreza das metas do milênio da ONU (Organização das Nações Unidas), que corresponde a U$S 1,25 (cerca de R$ 5,45) per capita por dia. A pesquisa também utilizou microdados da Pnad ...

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    Casas de Paraisópolis e prédio de luxo no Morumbi: separados por um muro, com estatísticas bem diferentes (Foto: TUCA VIEIRA/BBC)

    Por que a América Latina é a ‘região mais desigual do planeta’

    A América Latina é tão desigual que uma mulher em um bairro pobre de Santiago, capital do Chile, nasce com uma expectativa de vida 18 anos menor que outra de uma área rica da mesma cidade, segundo um estudo. Por Gerardo Lissardy, da BBC Casas de Paraisópolis e prédio de luxo no Morumbi: separados por um muro, com estatísticas bem diferentes (Foto: TUCA VIEIRA/BBC) Em São Paulo, essa lógica também ocorre. Quem mora em Paraisópolis, uma das maiores favelas da cidade, vive em média 10 anos menos do que os moradores do Morumbi, bairro rico ao lado da comunidade, de acordo com o Mapa da Desigualdade, da ONG Rede Nossa São Paulo, que compila dados públicos. A grande disparidade latino-americana também envolve a cor da pele ou a etnia: em comparação com os brancos, os negros e indígenas têm mais possibilidades de ser pobres e menos ...

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    (foto: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press)

    Oxfam faz alerta sobre aumento da desigualdade global

    Conforme dados da entidade britânica, concentração de renda no mundo praticamente dobrou na última década e, atualmente, 2.153 pessoas detém mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas Por Rosana Hessel, do Correio Braziliense  (foto: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press) A Oxfam International, confederação britânica que atua globalmente no combate à pobreza, divulga, em paralelo ao encontro anual do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), em Davos, na Suíça, estudo que chama a atenção para o aumento da concentração de riqueza no mundo. O relatório da Oxfam “Tempo de Cuidar”, que trata de trabalhos mal remunerados e revela que 2.153 bilionários têm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas. “O volume de riqueza de mais da metade (60%) dos habitantes do planeta está nas mãos de poucas pessoas e esse número dobrou na última década. Isso mostra que o atual sistema está falido e ...

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    iStock

    Brasil é apenas 130º em ranking que analisa igualdade salarial entre homens e mulheres com trabalho semelhante

    Dados integram o relatório do Fórum Econômico Mundial divulgado nesta terça-feira e que analisa a desigualdade de gênero em 153 países. No G1 iStock Numa classificação de 153 países, o Brasil ocupa apenas no 130º lugar no quesito que analisa a igualdade salarial entre homens e mulheres que desempenham trabalho semelhante. Os dados integram o relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira (17) e que analisa a desigualdade de gênero. O estudo mostrou ainda que o Brasil tem apenas 20% das empresas com mulheres em cargos elevados de gestão. A baixa presença feminina ocorre mesmo com boa parte da força de trabalho brasileira composta por mulheres – elas somam 45,09 milhões, enquanto os homens são 55,08 milhões. No relatório do WEF, o Brasil apareceu na 92ª posição no ranking global que analisa a desigualdade de gênero. Pelo levantamento, o país ...

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    MULHERES COMO ADRIANA E PAULA SOBREVIVEM COM MENOS DE US$ 5,5 POR DIA E CONVIVEM COM FALTA DE SANEAMENTO E SERVIÇOS BÁSICOS PRECÁRIOS | FOTO: LOLA FERREIRA / GÊNERO E NÚMERO

    No Brasil, 63% das casas chefiadas por mulheres negras estão abaixo da linha da pobreza

    Indicadores do IBGE mostram que índice para residências comandadas por mulheres brancas e com filhos é de 39,6% Por Lola Ferreira, Maria Martha Bruno e Flávia Bozza Martins, do Carta Capital Mulheres como Adriana e Paula sobrevivem com menos de US$5,5 por dia e convivem com falta de saneamento e serviços básicos precários (Foto: Lola Ferreira/Gênero e Número) Fígado ou ovo pro almoço, quando é possível comprar alguma proteína, casa enlamaçada no período de chuvas, falta de remédio no posto de saúde e aproximadamente R$ 500 reais por mês para sustentar três filhos em dois cômodos pequenos às margens de um manguezal. Esta é a realidade da casa de Paula Roberta, 37, moradora de Guia de Pacobaíba, bairro-distrito do município de Magé, na Baixada Fluminense. De acordo com a última Síntese dos Indicadores Sociais, ela está abaixo da linha da miséria, com US$ 1,90 per capita ...

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    (foto: Kleber Sales/CB/D.A Press)

    Desigualdade faz país ficar para trás quando se trata de qualidade de vida

    Brasil cresce ligeiramente no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU em relação a 2017, mas perde posições porque outras nações avançam mais rápido. Disparidades socioeconômicas, quando são computadas no indicador, traçam um retrato bem mais preocupante Por Maria Eduarda Cardim, do Correio Brasiliense (foto: Kleber Sales/CB/D.A Press) Quarto colocado da América do Sul e 79º no ranking de 189 países, o Brasil teve um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,761 em 2018. Em relação a 2017, o país, considerado uma nação de alto desenvolvimento humano, teve um crescimento discreto, de 0,001 ponto, no IDH, o menor desde 2015. Mesmo com o aumento, o Brasil decresceu uma posição no ranking, passando do 78º para o 79º lugar, uma vez que outros países avançaram mais rápido. No entanto, o que preocupa especialistas é a desigualdade existente no país. Os dados, que serão divulgados hoje pelo Programa das ...

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    Sem racismo, país teria PIB maior

    Salário dos negros é 58% dos brancos; se rendimento fosse igual, mais dinheiro circularia no país Por Queila Ariadne, Do O Tempo (Ilustração: Ares/Cuba, 2012) O Brasil tem 209,6 milhões de habitantes. Juntos, eles têm uma massa de rendimentos de R$ 210,4 bilhões. Sem o racismo, esse número seria muito maior. É que os negros ganham, em média, o equivalente a 58% do que os brancos recebem. E, como os primeiros são mais da metade da população, se não houvesse a desigualdade salarial, a diferença seria significativa. “Não é uma conta simples de se fazer, porque, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) coleta os dados, ele considera médias. Além disso, existem vários outros fatores, como questões culturais e de acesso à educação. De toda forma, é possível afirmar que, sem essa diferença histórica entre os dois grupos, o Produto Interno Bruto (PIB) teria ...

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    Carteira de trabalho e previdência social - Gabriel Cabral/Folhapress

    Desemprego aumenta só entre os negros no 3º trimestre, aponta IBGE

    Para cada R$ 1.000 que brancos recebem de salário, pretos e pardos ganham de R$ 550 a R$ 560 Por Diego Garcia, da Folha de S.Paulo Carteira de trabalho e previdência social (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress) A população que se declara da cor preta foi a única que teve aumento na taxa de desemprego, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (19). Entre eles, a taxa de desemprego cresceu de 14,5% para 14,9% na comparação entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano. A taxa caiu de 9,5% para 9,2% no período entre os que se declaram brancos, e de 14% para 13,6% entre os pardos. Em números absolutos, havia 1,587 milhão de pessoas que se consideram pretas entre os desempregados de julho a setembro deste ano, cerca de 23 mil a mais que no trimestre anterior (1,564 milhão). Já entre os ...

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    Jadson Oliveira de Jesus, 21, estuda engenharia do Insper; bolsista, ele afirma que a ênfase de sua mãe em sua educação desde a primeira infância o ajudou a superar barreiras impostas a meninos pretos, mas que além disso precisou de sorte - Bruno Santos/Folhapress

    Desigualdade racial transparece em notas de meninos negros, mostra pesquisa

    Aumento da renda tem impacto menor no desempenho do grupo, diz estudo Por Érica Fraga, da Folha da S.Paulo A enorme desvantagem educacional de meninos pretos que vivem em São Paulo em relação a garotos brancos da mesma faixa etária é ainda maior se ambos pertencerem a famílias de nível socioeconômico mais elevado. Isso significa que, embora a renda dos pais tenha grande impacto sobre o desempenho escolar das crianças no Brasil, parte desse poder de alavanca é perdida dependendo da combinação entre gênero e cor da pele do aluno. A conclusão —reforçada por outros dados— é de um estudo inédito da Fundação Tide Setubal, com foco nas notas de alunos do 5º ano do ensino fundamental em língua portuguesa, na rede pública da capital paulistana, que será divulgado nesta semana. A análise da intersecção entre renda, cor e sexo dos alunos mostra que há um padrão de desempenho escolar ...

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    Membros da CNDH (Comissão Nacional de Direitos Humanos) visitam e e conversam com moradores do conjunto de favelas da Maré, na zona norte do Rio - Douglas Lopes - 04.set.19/Redes da Maré

    As periferias em luta pelo direito à vida

    União e troca de experiências podem conter violência Por Edna Jatobá, Eliana Sousa Silva, Jaime Crowe, da Folha de S.Paulo   Membros da CNDH (Comissão Nacional de Direitos Humanos) visitam e e conversam com moradores do conjunto de favelas da Maré, na zona norte do Rio - Douglas Lopes - 04.set.19/Redes da Maré O conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, tem o tamanho de uma cidade média, com 139 mil habitantes espalhados em 16 comunidades. Historicamente, a região tem sido vista pelos governos e por parte da população apenas como um local perigoso, onde o que se sobressai é a atuação de integrantes de redes ilícitas e criminosas envolvidas em confrontos armados entre si e com agentes da segurança pública. O resultado dessa visão distorcida é que, na Maré, como em outras periferias brasileiras, os moradores sempre precisaram lutar em defesa da própria ...

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    Concentração no campo bate recorde e 1% das propriedades rurais tem quase metade da área no Brasil

    Pequenos proprietários detêm só 2,3% da terra e Índice de Gini do setor vai a 0,867 Por Pedro Capetti, Do O Globo O Índice de Gini das propriedades, que mede a desigualdade do tamanho dos estabelecimentos, é o maior da série história: 0,867 (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo) A desigualdade no Brasil não aparece apenas na distribuição de renda, mas também em questões fundiárias. No país, 1% das propriedades agrícolas do país ocupa quase metade da área rural brasileira. Os dados são do Censo Agropecuário, divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, e se referem ao ano de 2017. O Brasil tem 51.203 estabelecimentos com mais de mil hectares, que representavam 1% das 5.073.324 propriedades. Juntos, eles concentram 47,6% da área ocupada por todas as fazendas.Em 2006, último ano da pesquisa, essa participação era de 45%. Já os 50% com estabelecimentos menores, com até 10 hectares, ...

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    Foto: Marta Azevedo

    Um Brasil desigual, violento e triste

    Proporção de domicílios com acesso ao Bolsa Família caiu de 15,9% para 13,7% Por Flávia Oliveira, Do O Globo Foto: Marta Azevedo Um Brasil (ainda) mais desigual emergiu da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios que se debruçou sobre os rendimentos da população. Régua que mede a concentração de renda, o Índice de Gini subiu no triênio 2016-2018 o suficiente para devolver a desigualdade de renda ao nível de 2012, 0,545. Expresso em resultado que varia de zero a um, o indicador piora quando cresce; é o avesso do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Tornou-se público na mesma semana em que o Nobel de Economia foi concedido a um trio de pesquisadores dedicados a modelos de redução da pobreza, que por aqui também cresceu na recessão e não arrefeceu com os soluços de 1% ao ano do Produto Interno Bruto de 2017 para cá. Além de ...

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    Foto: Freepik

    As bibliotecas e a redução das desigualdades

    O que tem sido feito para a população negra? Como avançar? Por Vagner Amaro, do Biblioo Foto: Freepik “Eu quero o sol que é de todos Ou alcanço tudo o que eu quero ou gritarei a noite inteira como gritam os vulcões como gritam os vendavais como grita o mar E nem a morte terá força Para me fazer calar.” (Trecho do poema “Protesto”, de Carlos Assumpção) Para iniciar, complementaria esta pergunta com outra pergunta: O que tem sido feito pela população negra para a redução das desigualdades? Esta alteração da pergunta se dá, pois a maior parte das iniciativas, dentro ou fora da biblioteconomia, voltadas para a equidade racial, é fruto dos movimentos negros, ou de pessoas negras, que individualmente lutam para pôr um fim na disparidade racial das condições de vida e de oportunidades entre negros e brancos no Brasil. A ousadia de propor ...

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