sexta-feira, outubro 16, 2020

    Tag: discurso de ódio

    Maitreyi Ramakrishnan enfrentou ataques e abusos na internet após estrelar série da Netflix, e agora se tornou porta-voz pelos direitos das jovens mulheres (Getty Images)

    Dia Internacional da Menina: ‘Nada me preparou para o ódio que encontrei na internet’, diz estrela da série da Netflix Eu Nunca…

    A jovem canadense de 18 anos alcançou a fama ao conquistar o papel principal de Eu Nunca…, série de comédia da Netflix, depois de deixar para trás 15 mil concorrentes. Da noite para o dia, ela passou a ser exaltada como o destaque desta história de amadurecimento que retrata uma adolescente indo-americana de primeira geração. A série se tornou um grande sucesso de público, sendo um dos programas originais mais assistidos na plataforma de streaming em 2020. Mas se de um lado Ramakrishnan afirma à BBC que transita pela grande maioria dos comentários nas redes sociais sociais, de outro ela revela que foi pega totalmente de surpresa por um aspecto da súbita fama. "Eu me preparei para a série em si e para coisas como esta entrevista. A única coisa para a qual não pude me preparar foi para o ódio", diz. O ódio a que Ramakrishnan se refere são ...

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    foto: Divulgação

    “O que estamos vendo no Brasil é uma espécie de pinochetismo”, diz Silvio de Almeida

    O livro O ódio como política – A reinvenção das direitas no Brasil (Ed Boitempo), organizado pela  professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo, Esther Solano, e que acaba de ser lançado, tem como objetivo apresentar um panorama diversificado sobre a consolidação da direita pós-ditadura no Brasil. São múltiplas as análises de autores distintos, entre eles, a de Silvio Luiz de Almeida, pós-doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), professor, advogado e presidente do Instituto Luiz Gama (SP).  Almeida escreve um capítulo do livro sobre a distinção entre o conservadorismo clássico e o neoconservadorismo atual, para o qual a democracia não passa de um detalhe incômodo. Nesta entrevista à coluna Geledés no Debate, o autor de várias obras, entre elas Racismo Estrutural ressalta a condição em que chegamos de extremismo e a tentativa de se compreender ...

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    Manifestantes do #EleNão ocupam o Largo da Batata, no sábado à tarde, em São Paulo FOTO: EDUARDO ANIZELLI/FOLHAPRESS

    Um protesto histórico, menos na tevê

    Dezenas de milhares de mulheres saíram às ruas para bradar #EleNão neste sábado, em cidades de todas as regiões do Brasil. Juntas, produziram as maiores manifestações populares desta eleição presidencial, de longe. Não se sabem números exatos porque a polícia, sintomaticamente, não contou na maioria das cidades. Mas as manifestantes ocuparam densamente amplas áreas da Cinelândia, no Rio, e do Largo da Batata, em São Paulo, para citar só duas. Em uma campanha na qual rarearam os comícios, tamanha aglomeração de gente contra um candidato é notícia. E foi: em inglês, francês, árabe. Mas o brasileiro que passou o dia na frente da tevê não ficou sabendo. A menos que tivesse um celular na mão. O episódio sintetiza todas as principais marcas da eleição presidencial de 2018 no Brasil. Em lugar da propaganda eleitoral televisiva, quem mobilizou os eleitores contra e a favor de candidatos foram as mídias sociais, notadamente ...

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    (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

    Brasília: Manifestantes contra Bolsonaro tomam Eixo Monumental

    A concentração da manifestação das Mulheres Contra Bolsonaro em Brasília começou agitada na tarde deste sábado (29/9). Faixas e cartazes com a frase #ELENÃO marcam o protesto, que teve início por volta das 15h. A marcha é uma crítica às falas do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), consideradas machistas. O cortejo tem início na Rodoviária do Plano Piloto e deve ser encerrado na Torre de TV. Algumas mulheres e homens carregam bandeiras e ostentam adesivos de partidos políticos. As campanhas de Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (PSol),  Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) são algumas candidaturas destacadas pelos manifestantes. Segundo os organizadores, a estimativa é de 10 mil pessoas até o momento. A Polícia Militar estima 1 mil. O Movimento Sem Terra e a Juventude Socialista são alguns dos movimentos que também marcam presença no ato. O canto " A nossa luta é todo dia contra o machismo, ...

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    Aurélio Alves/O POVO

    Ato contra Jair Bolsonaro leva multidão às ruas de Fortaleza

    Ato de protesto contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) ocupou cerca de dez quarteirões da orla de Fortaleza neste sábado, 29. Majoritariamente composto por mulheres, a manifestação ocorreu em frente ao Centro Cultural Belchior, na região conhecida como Praia dos Crush.  O grupo seguiu em caminhada até a praça Almirante Saldanha (ao lado do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura), onde ocorreram mobilizações políticas e culturais. Ao longo do trajeto, as duas faixas da avenida Almirante Barroso ficaram ocupadas. Organizado por meio de redes sociais, o evento convocou mulheres contrárias ao posicionamento do candidato para irem às ruas. “Não somos uma fraquejada! O Ceará não se curva!”, dizia na descrição do encontro no Facebook, em referência à fala do candidato sobre ter tido uma filha mulher após quatro homens. Segurança Na última sexta-feira, 28, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou a estrutura de ...

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    Mais de 50 mil pessoas participaram do ato em Curitiba / Lia Bianchini

    No Paraná, 65 mil pessoas dizem #elenão em mais de 20 cidades do estado

    Com muita música e gritos de #elenão, #elenunca, a mulherada não tem medo de você e palavras de ordem contra o fascismo e em defesa de direitos, mais de vinte cidades do Paraná fizeram manifestações contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) no sábado, 29 de setembro. Em Curitiba, ocorreu um dos maiores atos do país. Com início às 16h na Boca Maldita, no centro da cidade, mais de 50 mil pessoas marcharam até a Praça Santos Andrade. Entre as palavras de ordem mais repetidas, estavam “Nem recatada e nem do lar, a mulherada tá na rua pra lutar”. E “Curitiba não é fascista”. As manifestações também lembraram a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, vítima de um assassinato ainda não esclarecido. O ato foi encerrado com a música Maria, Maria, de Milton Nascimento depois de 3h de manifestação. Foto: Giorgia Prates A assistente social ...

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    Concentração começou às 14h. Em menos de uma hora, parque foi tomado por mais de 50 mil pessoas Foto: Igor Sperotto

    Multidão toma ruas de Porto Alegre contra Bolsonaro

    A uma semana das eleições para presidente, governador, senadores e deputados federais e estaduais, mulheres de todos os segmentos sociais, idades, gêneros, raças e posicionamentos políticos transformaram sua indignação virtual contra a candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República em um grande movimento de rua nas principais cidades do Brasil. Em Porto Alegre, neste sábado, 29, o Parque da Redenção abrigou milhares de pessoas que apresentavam os mais diversos motivos para afirmar “#ele não”. Manifestações foram realizadas também em mais de 40 cidades do interior do estado, dentre elas, Santa Cruz do Sul, Osório, Santo Ângelo, Cerro Largo, Santa Rosa e Passo Fundo. Convocado pela internet, por grupos de mulheres independentes, movimento social, sindical e de trabalhadores e partidos políticos de esquerda, protesto #elenão reuniu milhares de pessoas em 200 cidades do país e 60 de outros países, como Portugal, Espanha e Alemanha. A reação à candidatura ...

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    Ato teve início da Cinelândia, no Centro do Rio, e depois marchou até a Praça XV / Francisco Proner

    Mulheres levam 200 mil às ruas do Rio de Janeiro contra Bolsonaro

    O ato "Mulheres Contra Bolsonaro" reuniu mais de 200 mil pessoas no Rio de Janeiro, neste sábado (29). O público esperado - 40 mil confirmações no evento no Facebook - superou as expectativas dos coletivos de mulheres que organizaram o ato. Ao longo da marcha, que saiu da Cinelândia, no centro da capital fluminense, em direção à Praça XV, milhares de pessoas gritavam palavras de ordem contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. "#EleNão porque sou contra o fascismo, a favor que as mulheres adquiram seus direitos e que eles não sejam subtraídos. Acredito em um país com liberdade em que a gente não precise combater retrocessos", disse a Rosalina Barros, bibliotecária da Uerj. Luma Vitório, da coordenação nacional do Levante Popular da Juventude, lembrou que a esquerda precisa se unir em torno de Fernando Haddad. As pesquisas apontam uma disputa entre o candidato do PT ...

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    Largo da Batata foi tomado por manifestantes em apoio às mulheres: 250 mil pessoas, segundo organizadores (DANILO QUADROS / MÍDIA NINJA)

    Manifestantes tomam o Largo da Batata, em SP, para lutar contra o fascismo

    As manifestações contra a escalada do ódio e do fascismo convocadas por mulheres ganharam as ruas de mais de 30 cidades no Brasil e de 15 no exterior neste sábado (29). O rechaço ao candidato da direita nas eleições de outubro Jair Bolsonaro (PSL) também reuniu uma multidão por #EleNão em São Paulo, no Largo da Batata, zona oeste da cidade. Por volta de 18h30 a Polícia Militar estimava a concentração em 150 mil pessoas, enquanto os organizadores falaram em 250 mil pessoas, segundo a reportagem da Rádio Brasil Atual. Entre as razões dos atos, está o fato de Bolsonaro pregar a misoginia, a homofobia e ameaçar a democracia, não aceitando o resultado das eleições, caso ele não seja o vencedor. “Depois do golpe contra a Dilma Rousseff (PT), muitos valores estão indo por água abaixo. Precisamos nos posicionar sobre o que não queremos para o Brasil de jeito nenhum. Nenhuma ditadura ou coisas que separem ...

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    Reprodução/Facebook

    Brasileiras que moram na Noruega se juntam ao movimento #EleNão e vão às ruas

    No próximo dia 29 de setembro, pessoas de cidades brasileiras e do exterior pretendem se reunir em praças e ruas para se manifestar contra o fascismo, racismo, desigualdade de gênero e contra a candidatura da Presidência da República de Jair Bolsonaro. Brasileiras e Noruegueses irão se reunir para dizer #EleNão (#NotHim, #IkkeHam) enfrente ao Parlamento Norueguês (Stortinget) Eidsvolls plass, Oslo às 12:00 (Horário Local). Na página do evento que está sendo organizado via Facebook Brasileiras destacam o porque se juntam à esta campanha: “Foi acordado com as líderes das outras manifestações que essas  deveriam ser politicamente imparciais. O movimento consiste em mulheres de todas as camadas da sociedade, com diferentes origens e diferentes dimensões da vida, e que, em muitos aspectos, são politicamente desagradáveis. Queremos aumentar a conscientização sobre Bolsonaro e por que ele é um candidato completamente desatualizado e inaceitável.” A manifestação contará com a participação de Benedicte Bull, ...

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    Áudios foram encaminhados para a fotógrafa na terça-feira (1º) (Foto: Facebook/Reprodução)

    Fotógrafa é alvo de ataque racista e faz denúncia em Cuiabá: ‘Mucama, saco de lixo, preto não é gente, crioula maldita’

    Alvo de ataque racista, a fotógrafa Mirian Rosa, de 32 anos, registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira (2) após receber áudios em que é chamada de 'mucama', 'saco de lixo', 'crioula maldita' entre outros xingamentos. Os áudios, segundo a fotógrafa, foram enviados pelo WhatsApp, na terça-feira (1º). O autor do racismo teria usado o telefone celular de uma antiga amiga dela para gravar os áudios. A partir da denúncia da vítima, o crime deve ser investigado pela Polícia Civil. Nas mensagens dirigidas à ela, o homem é agressivo e ofensivo. Entre os inúmeros xingamentos, a chama de crioula maldita. “Desde quando preto é gente? Vou falar uma melhor: quem é você na fila do açougue? Eu vou responder para você: pobre não come carne. Então, nem na fila do açougue você entra, crioula maldita”, diz o homem num dos áudios. Ao G1, Mirian afirmou que conheceu o autor das mensagens ...

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    De Hannah Arendt a Paul Gilroy, cinco livros que buscam as raízes do ódio contemporâneo

    A Declaração Universal dos Direitos Humanos é clara: todos têm direitos iguais, independentemente de classe social, gênero, raça, etnia ou religião. Não é o que acontece, no entanto. No Brasil e no mundo, as taxas relacionadas a crimes de ódio são altas, e têm crescido com a escalada de discursos racistas, machistas, homofóbicos e xenófobos, que ganham propulsão nas redes sociais e nas ruas num contexto de avanço do conservadorismo de governos de extrema-direita. Por dia, no Brasil, ao menos uma pessoa LGBT é morta, oito casos de feminicídio são registrados pelo Ministério Público e 63 jovens negros são assassinados. Dados da Secretaria de Direitos Humanos mostram que denúncias contra casos de intolerância religiosa aumentaram 3.600% no país, entre 2011 e 2016. Apenas a cidade de São Paulo registra um crime de ódio por hora, a maior parte deles relacionada ao racismo, segundo a Secretaria da Segurança Pública. Em outros países o quadro é semelhante. No último ...

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    Especialistas apontam influência da mídia no discurso de ódio contra mulheres

    Para Juliana de Faria, foi um erro a divulgação sem contexto da carta do autor da chacina. 'A carta tem um cunho de manifesto. É terrorismo misógino' Por Luciano Velleda, para Carta Maior São Paulo – As justificativas do assassino Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, autor da chacina ocorrida na festa de ano novo em Campinas, interior de São Paulo, matando a ex-mulher Isamara Filier, de 41 anos, e o próprio filho João Victor, 8 anos, e mais 10 pessoas, ganhou eco nas redes sociais e em sites de notícias – as alegadas razões do homicida para cometer o crime premeditado encontrou quem "compreendesse seus motivos". Em sua carta, divulgada na imprensa, o assassino esbravejou discurso de ódio contra as mulheres em geral e especificamente contra a ex, a quem culpava por ter perdido a guarda do filho. A repercussão na internet brasileira não surpreendeu Juliana de Faria, fundadora ...

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    Homem ameaça pelo Facebook fazer “o mesmo que o cara de Campinas” e é preso

    Rodrigo Nomura Guerreiro fez uma série de ameaças contra uma juíza, promotores, além de dizer que repetiria a chacina ocorrida no réveillon em Campinas. Acabou preso antes de efetuar ação. no Revista Fórum Um morador de Jaboticabal (SP) foi preso nesta quarta-feira (4) por suspeita de ter feito uma série de ameaças de morte contra uma juíza e duas promotoras. O homem de 43 anos está em disputa judicial contra a ex-mulher pela guarda do filho e escreveu em seu perfil em uma rede social que repetiria a chacina ocorrida em Campinas durante o réveillon. Rodrigo Nomura Guerreiro, de 43 anos, fez as ameaças por meio do Facebook. Nas postagens, ele cita nomes de quem pretendia assassinar e disse que iria invadir o Fórum da cidade para matar o maior número possível de pessoas, antes de cometer suicídio.  De acordo com as postagens no Facebook, a ideia do suspeito era de ...

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    Quando o discurso de ódio se torna prática de ódio

    A chacina de Campinas promovida pelo assassino misógino Sidnei Ramis de Araújo não é apenas um crime "cometido por um louco". Corriqueiramente, ao feminicídio é atribuído o nome de crime passional, relativizando e invisibilizando o machismo e o ódio às mulheres construídos cotidianamente em nossa sociedade. A carta divulgada em que Sidnei revela o planejamento de suas ações deixa claro que trata-se de mais um crime resultado de um país construído sobre alicerces machistas e misóginos. Fonte: Huffpost Brasil por Luiza Coppieters, A violência contra as mulheres é estrutural no Brasil e antecede os debates entre esquerda ou direita. É fruto de uma colonização que traz em seu bojo uma ideologia religiosista de países europeus que mais queimaram mulheres durante a Inquisição. É fruto de instituições que excluem as mulheres dos cargos de poder e representatividade. É fruto de uma sociedade que reduz a mulher ao espaço privado, afetivo e ausente ...

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    A atualidade brutal de Hannah Arendt

    O filme causa impacto. Trata-se, tema central do pensamento de Hannah Arendt, de refletir sobre a natureza do mal. O pano de fundo é o nazismo, e o julgamento de um dos grandes mal-feitores da época, Adolf Eichmann. Hannah acompanhou o julgamento para o jornal New Yorker, esperando ver o monstro, a besta assassina. O que viu, e só ela viu, foi a banalidade do mal. Viu um burocrata preocupado em cumprir as ordens, para quem as ordens substituíam a reflexão, qualquer pensamento que não fosse o de bem cumprir as ordens. Pensamento técnico, descasado da ética, banalidade que tanto facilita a vida, a facilidade de cumprir ordens. A análise do julgamento, publicada pelo New Yorker, causou escândalo, em particular entre a comunidade judaica, como se ela estivesse absolvendo o réu, desculpando a monstruosidade. A banalidade do mal, no entanto, é central. O meu pai foi torturado durante a II ...

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    O sul não é meu país

    O respeito à democracia é fundamental, principalmente no momento de polaridade política que enfrentamos no país. Apesar de sempre respeitar opiniões de conhecidos e amigos nas publicações que fazia no Facebook, parei de publicar alguns posicionamentos na rede social pelo simples fato de perceber que as pessoas não estão preparadas para respeitar o próximo, muito menos realizar debates com bons argumentos, sem ofensas, sem partir para a apelação, para os xingamentos, reduzindo problemas políticos, econômicos e sociais a ataques pessoais. Recentemente, a notícia da morte de um imigrante haitiano a facadas, em Navegantes, chocou boa parte dos catarinenses. A notícia teve destaque nacional. Também pudera. Dez pessoas assassinaram uma. Quem observou e analisou todas as movimentações feitas com a chegada dos imigrantes em terras tupiniquins não ficou tão surpreso com a notícia, pois está alertando, constantemente, sobre o agravamento desse problema, enquanto o Estado assiste tudo e se mantém omisso. ...

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    A semente do ódio

    Atualmente, vivemos uma verdadeira enxurrada de propaganda fascista, a propaganda do ódio, que prega a intolerância e que se afirma estarrecedoramente com muita facilidade e velocidade, através das tecnologias digitais. É o ódio justificado dentro de uma certa ideologia irracional. Trata-se de verdadeiro aliciamento, um sequestro do pensamento, uma reprodução de uma atitude passional de intolerância e de agressividade relativamente às pessoas que não comungam do mesmo ideal. Refiro-me ao “fascista em potencial”, chamado assim por Theodor Adorno, em um estudo psicossociológico publicado em 1950, feito com a intenção de abordar o surgimento, naquela época, de um novo tipo de indivíduos, com ideias conservadoras, reacionárias e antidemocráticas. Hoje, esse tipo de indivíduo é cada vez mais comum. Conforme comenta Tiburi (2012), para Adorno, “a característica fundamental do que se chamou de ‘personalidade autoritária’ era a combinação contraditória, num mesmo indivíduo, entre uma postura racional e idiossincrasias irracionais”. E, o que ...

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    A terrível e implacável “gente de bem”

    Não existe como categoria sociológica, filosófica ou antropológica. Não é parte do arcabouço legal do país e nem das encíclicas papais; não é parte do vernáculo acadêmico e não integra o vocabulário de qualquer instituição política minimamente séria. A muito usada "gente de bem" é a perversa expressão da própria apartação social. Quando ouço de um indivíduo a terminologia "gente de bem" estou seguro de que estou diante de totem humano recheado de conservadorismo e muito preconceito. É que o useiro dessa "pérola" parte do princípio sumamente equivocado de que se existe "gente de bem" é que existe "gente do mal". É de um binarismo tosco, perverso e acéfalo. Para o adepto desta perspectiva não existe história, historicidade, condicionantes sociais e tampouco relações de classe. Pois bem... Se o mundo pode ser compreendido por meio de dualidades e simplismos do tipo: bem/mal; forte/fraco; certo/errado e verdade/mentira, então... A história perde ...

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