sexta-feira, setembro 18, 2020

    Tag: Educação

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    Funk, reprimido na rua e ignorado na escola

    Tese demonstra que professores — como a maioria da população — desconhecem e têm preconceito pelo ritmo, apreciado por quase 70% dos alunos. Não exploram a rica possibilidade de usar essa referência musical na educação Por Rogério Pelizzari, do Outras Palavras Imagem: Guilherme Rolfsen Após a tragédia na madrugada de 1 de dezembro, que deixou nove mortos na favela de Paraisópolis, multiplicaram-se manifestações em apoio à atuação da polícia entre autoridades e populares. O Governador de São Paulo tratou de esclarecer, antes de qualquer apuração sobre o episódio, que as ações ostensivas seriam mantidas. Nas redes sociais, pipocaram mensagens que tratavam de responsabilizar as próprias vítimas, sob o argumento de que aqueles não eram nem lugar, nem horário e nem trilha sonora para pessoas de bem. Parece óbvio que não podemos ignorar os problemas decorrentes da realização de eventos que atraem multidões, especialmente em espaços públicos ...

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    Ministro do STF, Barroso derruba lei que proibia discussões de gênero nas escolas

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, suspendeu nesta sexta-feira (13) a lei municipal de Londrina, no Paraná, que proibia debates e abordagens sobre gênero das salas de aula da cidade. Por Adriana Barreto, DA BN Justiça (Foto: Carlos Humberto/STF/Divulgação) Aprovada em 2018, a regulamento estabelecia que ficassem vedadas "adoção, divulgação, realização ou organização de políticas de ensino, currículo escolar, disciplina obrigatória, complementar ou facultativa, ou ainda atividades culturais que tendam a aplicar a ideologia de gênero e/ou o conceito de gênero". De acordo com o Globo, leis parecidas em Foz do Iguaçu e Paranaguá, também no Paraná, já haviam sido suspensas por decisão do STF. A liminar de Barroso foi após pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e determinou que o caso fosse remetido para decisão do plenário da Corte. O tema só deve ser julgado pelos onze ministros ...

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    Michelle Obama: ‘Muitos dos homens que estão em posições de liderança não merecem estar’

    Ex-primeira dama americana faz tour pela Ásia para defender a educação como ferramenta de transformação para meninas e jovens mulheres Do O Globo (Foto: Getty Images) Depois dos anos na Casa Branca, a ex- primeira dama americana Michelle Obama tem se dedicado a inspirar meninas e jovens mulheres para que elas invistam em educação e tracem caminhos rumo às posições de liderança. Nesta quinta (21), durante um encontro com estudantes em Kuala Lumpur, ela pediu que as meninas resistam à síndrome do impostor, que ela mesma afirma ter sofrido em sua trajetória. Michelle Obama também pediu que as mulheres lutem para assumir as posições de poder que, hoje, estão com os homens. "Muitos dos que estão lá não merecem estar", afirmou. Em viagem à Asia para promover a educação de meninas, Michelle comparou sua trajetória de mulher negra com a simples presunção feita por muitos homens ...

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    Imagem: iStock

    Apenas 2% das instituições de ensino superior têm nota máxima em avaliação do MEC

    MEC divulgou os resultados do Conceito Preliminar dos Cursos (CPC) e o Índice Geral dos Cursos (IGC). Por Por Marcelo Valadares e Elida Oliveira, do G1 Imagem: iStock Apenas 2% das instituições de ensino superior e 1,7% dos cursos avaliados obtiveram a nota máxima nos índices que medem a qualidade da educação no país, tanto em instituições públicas quanto privadas. Os dados são do Índice Geral dos Cursos (IGC) e do Conceito Preliminar dos Cursos (CPC), que integram o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes). Eles foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os dois índices classificam as instituições e cursos em uma escala de 1 a 5, onde 1 e 2 são insuficientes e 5 é nota máxima. Veja abaixo:   Infográfico mostra a ...

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    27.03.15 - CPFL Cultura - Cafe Filosofico - Yara Frateschi Tatiana Ferro Fotografia

    Disciplina da Filosofia sobre “Feminismo negro” aborda exclusivamente autoras negras

    Para a professora Yara Frateschi não basta mudar as formas de ingresso, é preciso democratizar também as bibliografias de curso e o ambiente da sala de aula Por Nádia Junqueira Ribeiro, especial para o Jornal da Unicamp Yara Frateschi  (Foto: Tatiana Ferro Fotografia) Professora da Unicamp há 15 anos, a livre-docente Yara Frateschi lecionou, pela primeira vez no departamento de Filosofia da Universidade, uma disciplina com bibliografias compostas exclusivamente por autoras negras, filósofas e sociólogas. “Feminismo Negro” foi lecionada no primeiro semestre deste ano para pós-graduação e, no segundo, para graduação. Segundo Yara, foi um genuíno exercício de alargamento da mentalidade: “a melhor experiência que eu tive até hoje em sala de aula”, confessa a professora. No ano passado, a professora Monique Houlshof abriu caminho ao ministrar uma disciplina na graduação do mesmo departamento sobre perspectivas feministas sobre a democracia e incorporado em sua bibliografia textos ...

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    Em 2018, após decisão judicial que determinou retirada de faixa com dizeres 'Direito UFF Antifascista', ela foi substituída por outra, denunciando: 'Censurado'; episódio é mencionado no relatório Free to Think 2019

    Relatório denuncia perseguição a acadêmicos e universidades no mundo, com destaque inédito ao Brasil

    Com cinco edições publicadas, o relatório anual Free to Think, que monitora a perseguição a acadêmicos e a universidades em todo o mundo, já teve estampadas em sua capa fotos do Irã, da Turquia, do Paquistão e Egito. Na edição de 2019, quem ocupa a primeira página do relatório é o Brasil. Por Mariana Alvim, da BBC Em 2018, após decisão judicial que determinou retirada de faixa com dizeres 'Direito UFF Antifascista', ela foi substituída por outra, denunciando: 'Censurado'; episódio é mencionado no relatório Free to Think 2019 (Foto: MARCELO SAYAO/EPA) A capa traz uma imagem de estudantes protestando no Rio de Janeiro em maio contra cortes de orçamento e bolsas anunciados pelo governo federal, capturada por Ricardo Moraes, da agência Reuters. Pela primeira vez, o Free to Think ("Livre para pensar", em tradução livre) traz também um capítulo dedicado ao Brasil, afirmando que "pressões significativas ...

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    Foto: (99Jobs/Divulgação)

    Curso de inglês gratuito para negros está com as inscrições abertas

    Para se inscrever, os candidatos devem estar cursando qualquer graduação e poder vir para São Paulo entre janeiro e fevereiro. As vagas são limitadas! Por Luísa Granato, do Exame Foto: 99Jobs/Divulgação Com a missão de aumentar a diversidade dentro das empresas a partir dos processo seletivos, a 99Jobs criou a primeira escola de inglês exclusiva para negros e focada no mercado de trabalho. De acordo com levantamento feito pela empresa de recrutamento com 55 empresas e envolvendo cerca de 400 mil candidaturas, a maior parte dos candidatos declarados negros são eliminados de processos de vagas por causa da nota no teste de inglês. Até nos programas de estágio e trainee da empresa, menos de 3% dos candidatos negros afirmaram ter inglês avançado ou fluente. Para melhorar a inclusão e aumentar a competitividade desse público, a empresa criou um curso gratuito com 35 vagas. E eles também ...

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    Demorou 99 anos, mas UFRJ cria pós-graduação sobre autores negros

    Finalmente! Segundo a coluna de Lauro Jardim, de O Globo, a partir de março de 2020 a cadeira de literatura brasileira da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai, pela primeira vez em quase cem anos, oferecer um curso de pós-graduação stricto sensu exclusivamente sobre autores e autoras negros brasileiros Por Karol Gomes, Do Hypeness (Foto: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo) Os estudantes poderão estudar obras clássicas de Lima Barreto (foto), Cruz e Sousa, Conceição Evaristo, Ana Maria Gonçalves e muitos outros. A UFRJ é a maior universidade federal do país e, com frequência, configura entre as 15 melhores universidades da América Latina nos rankings especializados. Logo, é um avanço ver uma instituição tão importante colaborando para valorizar e preservar a cultura afro brasileira. A literatura negra apresenta o outro lado da história do Brasil, ou mesmo de brasileiros de maneira individual, que costuma ser distorcida pelos ...

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    Sharah Luciano, 23, de rosa, e Daiane de Medeiros, 28, que apresentarão estudo em Harvard - Ricardo Borges/Folhapress

    Trabalho sobre ações afirmativas leva estudantes da UERJ a Harvard

    Três alunos da faculdade de pedagogia do campus Baixada da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) terminarão o ano letivo em terras americanas. Eles tiveram um estudo selecionado para a 1ª Conferência do Centro de Estudos Afrolatinoamericanos (Alari, na sigla em inglês) de Harvard. O trabalho de Sharah Luciano, 23, Daiane de Medeiros, 28, e Anderson Alves, 24, aborda a contribuição das ações afirmativas para a academia. O evento do Alari ocorre entre 11 e 13 de dezembro e busca promover o campo de estudos fomentando um diálogo entre atores envolvidos na implementação de justiça acadêmica e racial na América Latina. Formados em pedagogia pela UERJ, os três são moradores da Baixada Fluminense e da zona oeste do Rio. A trajetória das duas jovens, que conversaram com a Folha no pátio do que antes fora um brizolão (como ficaram conhecidos os Cieps, Centros Integrados de Educação Pública, criados no ...

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    foto- Ana Rayssa:CB:D.A Press

    Única docente negra do Departamento de História da UnB luta por igualdade

    Ana Flávia Magalhães Pinto busca inspirações no passado para lutar por um futuro mais igualitário por Deborah Fortuna no Correio Brasiliense foto- Ana Rayssa:CB:D.A Press “Toda a pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas.” É assim que Ana Flávia Magalhães Pinto começa a contar sua história: com a música Caminhos do coração, de Gonzaguinha. Aos 40 anos, a professora da Universidade Brasília (UnB) entrelaça a própria trajetória com a de outras pessoas negras, como se a luta e a resistência delas, no passado, fizessem com que ela chegasse onde chegou. “Estar aqui, a despeito de todos os desafios, é honrar um esforço coletivo, o que faz com que, apesar de ser a única professora negra deste departamento (de História), eu não sinta que estou aqui sozinha”, resume a doutora. Ana dedicou a carreira profissional a estudar as narrativas de pessoas negras no ...

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    Imagem: iStock

    Pisa: Alunos da elite do Brasil compreendem menos textos do que pobres de outros países

    Quando consideradas as notas dos alunos no mesmo nível socioeconômico, a elite brasileira coloca o país em uma situação ainda pior do que a geral, caindo do 42º para o 54º lugar Da Revista Fórum Imagem: iSotck Um dado interessante sobre o Pisa, principal avaliação internacional de educação básica, divulgado nesta terça-feira aponta que estudantes brasileiros considerados da elite social – de perfil socioeconômico mais elevado – têm uma capacidade de compreensão de texto e leitura inferior a alunos mais pobres de outros países. Neste recorte, a média do grupo dos estudantes mais ricos chega a 470 pontos, sendo superada pela dos mais pobres de dez países ou regiões: Beijing, Xangai, Jiangsu e Zhejiang (China); Macau (China); Estônia; Hong Kong (China); Cingapura; Canadá; Finlândia; Irlanda; Coreia do Sul e Reino Unido, nessa ordem. Quando consideradas as notas dos alunos no mesmo nível socioeconômico, a elite brasileira ...

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    Imagem: Getty Images

    Entenda o Pisa, que apresenta dados da avaliação mundial de educação

    Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) é divulgado a cada três anos pela OCDE. Entenda o que é a prova e para que servem os dados. No G1 Imagem: Getty Images A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulga, a cada três anos, os resultados da prova do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). Ele é realizadodesde 2000 – o Brasil é um dos países que participaram de todas as edições do programa (veja mais no vídeo acima). O Pisa tem o objetivo de ser um exame que qualquer estudante do mundo pode fazer. Ele não foca apenas em saber ou não se um estudante aprendeu um conteúdo na escola, mas também tenta ver se o jovem consegue aplicar esse conhecimento na vida real. Por isso, é possível comparar os níveis de aprendizagem de estudantes ...

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    Sala de aula. Foto: Freeimages

    Em Ribeirão Preto, abismo racial no ensino é profundo

    A pesquisa de Cristiano Pavini com dados do Ministério da Educação mostra que, na rede pública, a maioria dos alunos se declara negra; já a rede particular chega a ter apenas crianças brancas No Jornal da USP Sala de aula. Foto: Freeimages O que se observa na prática foi confirmado por um levantamento que considerou os dados do Censo Escolar 2018, disponibilizados pelo Ministério da Educação. O abismo racial no ensino público e privado em Ribeirão Preto existe e é profundo. Na rede particular, os colégios chegam a ter apenas crianças declaradas brancas em todas as salas de aula. Na rede pública de ensino, a situação se inverte: a maioria dos alunos se declara negra, que é a soma dos alunos pardos e pretos. Essa realidade se verifica tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio. O autor do estudo é o jornalista Cristiano ...

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    Por uma educação Antirracista

    Com o objetivo de promover a cidadania e igualdade racial, alcançáveis por meio de uma educação antirracista, escola estimula atividades culturais e reflexão Por Natália Sena Foto: Priscilla Carneiro Alunos do ensino médio, da Escola Estadual Vinícius de Moraes, do município de Cotia, na Grande São Paulo, promoveram reflexões sobre a luta  das mulheres negras e do movimento negro para celebrar o mês da consciência negra. Diante da importância da data, a equipe gestora da escola que é composta pela coordenação pedagógica e professores desenvolveu uma agenda de trabalho durante  o ano letivo para abordar temas como racismo, cultura, igualdade racial, cidadania e educação antirracista. Foto: Priscilla Carneiro De acordo com a professora Priscilla Carneiro, a evolução  dos projetos feitos pelos alunos se dá pelo trabalho desenvolvido pela escola durante todo o ano “cada turma fica livre para abordar a questão racial ...

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    Imagem: fizkes/iStock

    Filho chamou colega de ‘macaco’? Falar que é bullying camufla racismo

    Ser uma criança negra em ambientes em que as interações são feitas diretamente com outras crianças brancas, como festinhas de aniversário, brincadeiras no prédio e na escola, é viver cercado por um conceito nem sempre fácil de explicar, especialmente para os pequenos: o racismo estrutural. Por Nathália Geraldo, do Univesa Ele ganha voz quando um amiguinho chama o outro de "macaco", quando impede de brincar com outras crianças ou puxa o cabelo crespo do outro. Acontece que esses comportamentos, de acordo com especialistas, quase sempre são disfarçados e amenizados sob o nome de bullying — uma prática tão preocupante quanto os comentários racistas, mas que tem origem discriminatória diferente. Como identificar cada situação e o que fazer com as crianças envolvidas em episódios assim? Conversamos com mães e psicólogas para entender a diferença de racismo e bullying e como enfrentar o primeiro. "Não é bullying, é racismo" [caption id="attachment_148236" align="aligncenter" ...

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    15 anos de cotas na Ufba: onde eles estão e como estão vivendo?

    Como é a vida dos ex-cotistas da Ufba e quais os desafios do sistema Por Alexandre Lyrio, Do Correio  Pró-reitora de Ações Afirmativas da Ufba, Cássia Maciel: ex-manicure e garçonete mudou seu destino ao ingressar na instituição no curso de Psicologia pelas cotas (Marina Silva/CORREIO) “Onde estão essas pessoas? Como elas transformaram suas vidas? O que elas têm a dizer”. Os questionamentos partiam da pró-reitora de Ações Afirmativas da Ufba, Cássia Maciel, 15 anos após o início da política de acesso por cotas sociais e raciais na instituição. Em um evento do Novembro Negro, na quarta-feira (20), ela parecia apenas incentivar a pesquisa sobre a vida dos ex-cotistas para confirmar o sucesso do sistema, mas na verdade queria falar também de sua própria história. Não imaginávamos, mas Cássia se revelaria ali a personagem perfeita para esta reportagem, que se propunha a mostrar como está a vida ...

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    ‘Tinder dos livros’ conecta leitores negros a doadores e mobiliza mais de mil títulos

    ‘Gerações de leitores criam gerações de escritores’, diz Winnie Bueno, idealizadora do projeto que completou 1 ano em novembro Por Giovanna Galvani, Da CartaCapital (Foto: Reprodução/ Twitter) “Tá todo mundo preocupado com o racismo, mas são poucas pessoas que têm ações para combatê-lo”. A fala é pesquisadora Winnie Bueno, e resume bem o que ela, em novembro de 2018, quis expressar ao criar o chamado Tinder dos Livros – que, nesta terça-feira 19, se concretizou como “Winnieteca” após uma parceria feita com o Twitter e com o Instituto Gelédes da Mulher Negra. A ideia do projeto é conectar pessoas negras que queiram um livro com quem está disposto à doá-lo. Segundo Winnie, a primeira provocação surgiu no intuito de cobrar mais prática e menos discurso quando se trata de antirracismo. “Você não doa o livro que está parado na sua casa, você doa o livro que ...

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    MICHAEL MELO/METRÓPOLES

    Alunas da UnB desenvolvem estudos sobre questão racial no país

    As pesquisas têm foco na produção de conhecimento e reparação de lacunas históricas Por Devana Babu e Vinícius Veloso, do Correio Braziliense Ser uma mulher negra na sociedade contemporânea é um desafio enorme. Enfrentar a academia pode ser mais difícil. Nas universidades brasilienses, estudantes negras de diversas áreas produzem conhecimento de alto nível, sem deixar de lado as origens, a identidade e o engajamento. Ciência com consciência é o que quatro jovens negras, entrevistadas pelo Correio, produzem. Isis Higino estudou conflitos de raça e gênero na região da Nigéria e a situação de trabalhadoras domésticas no contexto internacional(foto: Instagram/Reprodução) A estudante de mestrado Ísis Higino, de 26 anos, começou a se interessar por pesquisa logo no começo da graduação em relações internacionais, na Universidade de Brasília (UnB). A militância no Centro Acadêmico a levou à busca científica por entender seu lugar no mundo. Ainda na graduação, ...

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    Do desejo de ser cientista à ‘fuga’ da mão de obra

    Insistir no Brasil pode ser o fim de uma carreira Por Alex S. Lima, Da Folha de S.Paulo O químico e pesquisador Alex S. Lima (Foto: Imagem retirada do site Folha de S.Paulo) Estamos acompanhando um desmanche na nossa principal agência de fomento de pesquisa do Brasil, o CNPq, a mesma que possibilitou o início da realização do meu sonho e de muitos outros jovens de se tornar um cientista. Os cortes de verbas das universidades federais, e a escassez de concursos para a contratação de docentes e pesquisadores, estão deixando toda a comunidade científica indignada. A formação de um cientista envolve aproximadamente 15 anos de investimento do Estado. Esse cenário de devastação limita as perspectivas de jovens cientistas. A não absorção deles pelo mercado de trabalho brasileiro, seja em empresas ou universidades, dificulta a sua contribuição e o retorno desse investimento estatal para a sociedade ...

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    Carolina Oms/Believe.Earth

    Reivindicações do movimento negro beneficiam outros segmentos na educação

    Política é revolucionária por reivindicar equidade num sistema alimentado por desigualdades Por Cida Bento, da Folha de São Paulo Cida Bento (Foto: Carolina Oms/Believe.Earth) “Eu não quero ser tratado como alguém que usurpou a vaga de um estudante branco, como costuma ocorrer aqui na universidade. Por isso não disputei uma oportunidade pelo sistema de cotas.” Essa foi a resposta de um dos estudantes negros pesquisados por Oliveira, em 2017, em São Paulo, na sua dissertação de mestrado, em que buscava entender por que alguns jovens que poderiam concorrer pelas cotas não o fizeram. Assim, neste novembro, Mês da Consciência Negra, quero destacar o desconhecimento sobre o efeito “democratizante” das ações afirmativas no ensino superior. Não é comum as pessoas se atentarem ao fato de que os programas de ações afirmativas no ensino superior implementados no Brasil a partir da ação do movimento negro vêm beneficiando outros ...

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