sexta-feira, setembro 25, 2020

    Tag: Fake News

    Andréa Pachá (Foto: Fábio Seixo)

    Direito à memória

    Eunice Farah, 77 anos, era uma foliã apaixonada e pulou o último carnaval no Clube Ipiranga com filhos e netos. Erika Regina viveu 39 anos e se transformava na melhor amiga de infância de qualquer um, em cinco minutos. Ricardo Maeda, 44, ia ser um pai completo, mas não teve tempo. Fernanda Caiuby, aos 64 anos, pintava na aquarela a imaginação dos seus filhos. Manoel Chaves era o Belo. Tinha 86 anos e assim era conhecido porque lá na Bahia, dizem, era o mais bonito da sua vila. Todos morreram vítimas da Covid-19. Todos foram sepultados sem ritos ou despedidas. O olhar sensível do artista Edson Pavoni, inconformado em ver pessoas transformadas em números, deu voz e alma aos que partiram. Em uma obra coletiva, com participação de voluntários, o memorial virtual “Inumeráveis” ( https://inumeraveis.com.br) entrou no ar na quinta-feira passada. Nas lápides intangíveis, que não param de crescer, nomes ...

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    Foto- Marcelo Bertani | Agência ALRS

    E se fosse você?

    Foto- Marcelo Bertani | Agência ALRS por Manuela D'Avila no Facebook Eu estava grávida quando fui vítima de minha primeira experiência de grande rede de distribuição de notícias falsas/fake news (certamente financiada). Inventaram uma viagem pra Miami e um enxoval. Nem conheço Miami, nem fiz enxoval para Laura. À época achei graça. Mentiras sem sentido. Como alguém acreditaria numa viagem que não fiz para compras que não fiz? Fui ingênua e quando percebi o debate já era sobre meu direito ou não de viajar e fazer compras, ou seja, já era sobre a mentira. Quando Laura fez 45 dias viajamos juntos: eu, duca e ela. Estávamos muito felizes pois era a primeira viagem dela para um hotel para assistir a um show do Pai. Quando Duca estava no palco uma mulher se aproximou e deu dois tapas em laura (que estava presa pelo Sling) porque disse ...

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    JACQUES d'ADESKY foto de Rosanea Santos

    “A intolerância pode se tornar nos próximos anos um inimigo comum” , diz Jacques d’Adesky

    O mais novo livro de Jacques d’Adesky, Percursos para o Reconhecimento – Igualdade e Respeito –se torna urgente com seu resgate histórico e consistente do período da escravatura ao início do século XXI, com uma série de provocações que nos apontam novas alternativas para as questões étnico - raciais brasileiras. Com linguagem clara e simples, o doutor em Antropologia Social pela USP e licenciado em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, retoma o pensamento de ícones como por Léopold Sédar Senghor, Aimé Césaire e Frantz Fanon, dialogando com a atualidade sobre racismo e as práticas coloniais. Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, Jacques d’Adesky discute o poder de emancipação da população negra e a possível “via libertadora das mentalidades de subserviência geradas pela escravidão e colonização”. O intelectual aponta ainda que mesmo diante da vigente intolerância no Brasil, não há motivos para desanimar. [caption id="attachment_138708" align="aligncenter" ...

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    Manifestantes do #EleNão ocupam o Largo da Batata, no sábado à tarde, em São Paulo FOTO: EDUARDO ANIZELLI/FOLHAPRESS

    Um protesto histórico, menos na tevê

    Dezenas de milhares de mulheres saíram às ruas para bradar #EleNão neste sábado, em cidades de todas as regiões do Brasil. Juntas, produziram as maiores manifestações populares desta eleição presidencial, de longe. Não se sabem números exatos porque a polícia, sintomaticamente, não contou na maioria das cidades. Mas as manifestantes ocuparam densamente amplas áreas da Cinelândia, no Rio, e do Largo da Batata, em São Paulo, para citar só duas. Em uma campanha na qual rarearam os comícios, tamanha aglomeração de gente contra um candidato é notícia. E foi: em inglês, francês, árabe. Mas o brasileiro que passou o dia na frente da tevê não ficou sabendo. A menos que tivesse um celular na mão. O episódio sintetiza todas as principais marcas da eleição presidencial de 2018 no Brasil. Em lugar da propaganda eleitoral televisiva, quem mobilizou os eleitores contra e a favor de candidatos foram as mídias sociais, notadamente ...

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    (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

    Brasília: Manifestantes contra Bolsonaro tomam Eixo Monumental

    A concentração da manifestação das Mulheres Contra Bolsonaro em Brasília começou agitada na tarde deste sábado (29/9). Faixas e cartazes com a frase #ELENÃO marcam o protesto, que teve início por volta das 15h. A marcha é uma crítica às falas do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), consideradas machistas. O cortejo tem início na Rodoviária do Plano Piloto e deve ser encerrado na Torre de TV. Algumas mulheres e homens carregam bandeiras e ostentam adesivos de partidos políticos. As campanhas de Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (PSol),  Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) são algumas candidaturas destacadas pelos manifestantes. Segundo os organizadores, a estimativa é de 10 mil pessoas até o momento. A Polícia Militar estima 1 mil. O Movimento Sem Terra e a Juventude Socialista são alguns dos movimentos que também marcam presença no ato. O canto " A nossa luta é todo dia contra o machismo, ...

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    Aurélio Alves/O POVO

    Ato contra Jair Bolsonaro leva multidão às ruas de Fortaleza

    Ato de protesto contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) ocupou cerca de dez quarteirões da orla de Fortaleza neste sábado, 29. Majoritariamente composto por mulheres, a manifestação ocorreu em frente ao Centro Cultural Belchior, na região conhecida como Praia dos Crush.  O grupo seguiu em caminhada até a praça Almirante Saldanha (ao lado do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura), onde ocorreram mobilizações políticas e culturais. Ao longo do trajeto, as duas faixas da avenida Almirante Barroso ficaram ocupadas. Organizado por meio de redes sociais, o evento convocou mulheres contrárias ao posicionamento do candidato para irem às ruas. “Não somos uma fraquejada! O Ceará não se curva!”, dizia na descrição do encontro no Facebook, em referência à fala do candidato sobre ter tido uma filha mulher após quatro homens. Segurança Na última sexta-feira, 28, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou a estrutura de ...

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    Evandro Veiga

    Ato contra o candidato Jair Bolsonaro reuniu cerca de 8 mil em Salvador

    Flores nas mãos, camisas brancas para lembrar a paz e roxas para homenagear as mulheres. Durante o ato ‘Ele Não’, em Salvador, contra o candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, crianças brincavam pelas ruas ou assistiam a tudo nos ombros dos pais, enquanto os mais velhos sorriam e desfilavam seus cabelos brancos. “Esse encontro traz a leveza da paz, do desejo por dias melhores, independentemente de partido político”, definiu a administradora Driele Reis, 30 anos, enquanto carregava a filha Maria Elisa, 2 anos, no ato que aconteceu neste sábado (29) e não teve registro de ocorrências de violência, segundo a Polícia Militar. “Ela é mulher e tem que aprender o que é respeito desde cedo”, completou sorridente. Também acompanhado dos dois filhos, o analista Max Carvalho, 48, defendeu que era importante a participação dos pequenos Tom, 7, e Xan, 11. “Eles devem começar a entender o movimento ...

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    Mais de 50 mil pessoas participaram do ato em Curitiba / Lia Bianchini

    No Paraná, 65 mil pessoas dizem #elenão em mais de 20 cidades do estado

    Com muita música e gritos de #elenão, #elenunca, a mulherada não tem medo de você e palavras de ordem contra o fascismo e em defesa de direitos, mais de vinte cidades do Paraná fizeram manifestações contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) no sábado, 29 de setembro. Em Curitiba, ocorreu um dos maiores atos do país. Com início às 16h na Boca Maldita, no centro da cidade, mais de 50 mil pessoas marcharam até a Praça Santos Andrade. Entre as palavras de ordem mais repetidas, estavam “Nem recatada e nem do lar, a mulherada tá na rua pra lutar”. E “Curitiba não é fascista”. As manifestações também lembraram a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, vítima de um assassinato ainda não esclarecido. O ato foi encerrado com a música Maria, Maria, de Milton Nascimento depois de 3h de manifestação. Foto: Giorgia Prates A assistente social ...

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    Ato teve início da Cinelândia, no Centro do Rio, e depois marchou até a Praça XV / Francisco Proner

    Mulheres levam 200 mil às ruas do Rio de Janeiro contra Bolsonaro

    O ato "Mulheres Contra Bolsonaro" reuniu mais de 200 mil pessoas no Rio de Janeiro, neste sábado (29). O público esperado - 40 mil confirmações no evento no Facebook - superou as expectativas dos coletivos de mulheres que organizaram o ato. Ao longo da marcha, que saiu da Cinelândia, no centro da capital fluminense, em direção à Praça XV, milhares de pessoas gritavam palavras de ordem contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. "#EleNão porque sou contra o fascismo, a favor que as mulheres adquiram seus direitos e que eles não sejam subtraídos. Acredito em um país com liberdade em que a gente não precise combater retrocessos", disse a Rosalina Barros, bibliotecária da Uerj. Luma Vitório, da coordenação nacional do Levante Popular da Juventude, lembrou que a esquerda precisa se unir em torno de Fernando Haddad. As pesquisas apontam uma disputa entre o candidato do PT ...

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    Largo da Batata foi tomado por manifestantes em apoio às mulheres: 250 mil pessoas, segundo organizadores (DANILO QUADROS / MÍDIA NINJA)

    Manifestantes tomam o Largo da Batata, em SP, para lutar contra o fascismo

    As manifestações contra a escalada do ódio e do fascismo convocadas por mulheres ganharam as ruas de mais de 30 cidades no Brasil e de 15 no exterior neste sábado (29). O rechaço ao candidato da direita nas eleições de outubro Jair Bolsonaro (PSL) também reuniu uma multidão por #EleNão em São Paulo, no Largo da Batata, zona oeste da cidade. Por volta de 18h30 a Polícia Militar estimava a concentração em 150 mil pessoas, enquanto os organizadores falaram em 250 mil pessoas, segundo a reportagem da Rádio Brasil Atual. Entre as razões dos atos, está o fato de Bolsonaro pregar a misoginia, a homofobia e ameaçar a democracia, não aceitando o resultado das eleições, caso ele não seja o vencedor. “Depois do golpe contra a Dilma Rousseff (PT), muitos valores estão indo por água abaixo. Precisamos nos posicionar sobre o que não queremos para o Brasil de jeito nenhum. Nenhuma ditadura ou coisas que separem ...

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    Reprodução/Facebook

    Brasileiras que moram na Noruega se juntam ao movimento #EleNão e vão às ruas

    No próximo dia 29 de setembro, pessoas de cidades brasileiras e do exterior pretendem se reunir em praças e ruas para se manifestar contra o fascismo, racismo, desigualdade de gênero e contra a candidatura da Presidência da República de Jair Bolsonaro. Brasileiras e Noruegueses irão se reunir para dizer #EleNão (#NotHim, #IkkeHam) enfrente ao Parlamento Norueguês (Stortinget) Eidsvolls plass, Oslo às 12:00 (Horário Local). Na página do evento que está sendo organizado via Facebook Brasileiras destacam o porque se juntam à esta campanha: “Foi acordado com as líderes das outras manifestações que essas  deveriam ser politicamente imparciais. O movimento consiste em mulheres de todas as camadas da sociedade, com diferentes origens e diferentes dimensões da vida, e que, em muitos aspectos, são politicamente desagradáveis. Queremos aumentar a conscientização sobre Bolsonaro e por que ele é um candidato completamente desatualizado e inaceitável.” A manifestação contará com a participação de Benedicte Bull, ...

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    Reprodução/Facebook

    Manifesto de espíritas progressistas por justiça, paz e democracia

      “No novo tempo, apesar dos perigos. Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta, pra sobreviver” Ivan Lins Espíritas que somos, abaixo-assinados, pertencentes a diferentes ideologias políticas e apoiadores de diversas candidaturas do campo democrático, tornamos pública a nossa posição por eleições livres, democracia plena, Estado de Direito, justiça imparcial, direitos humanos, não-violência, respeito, fraternidade, tolerância e paz entre todos/as. Por esse motivo, nos juntamos a outros/as religiosos/as, mulheres, negros/as, LGBT+, jovens, educadores, intelectuais, artistas e ao povo brasileiro, para dizermos em alto e bom tom: #EleNão, #EleNunca, #EleJamais. #EleNāo porque seu discurso carregado de ódio, intolerância, misoginia, homofobia, racismo, vai em direção diametralmente oposta à mensagem do Cristo contida em seu Evangelho de amor, educação de nossos sentimentos à luz do amor incondicional por todos, sem discriminação, com respeito, sempre. #EleNão porque não se trata apenas de uma disputa entre direita e esquerda, de partidos políticos diferentes, ...

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