terça-feira, julho 7, 2020

    Tag: Fatima Oliveira

    (Foto: João Godinho)

    Deises e Leilanes: abandonadas sem vale-táxi e SAMU-cegonha, por Fátima Oliveira

    É cruel a assistência ao parto em muitos recantos do país. Não me calo para não ser cúmplice. Registrei em “O parto roubado é um conceito político de resistência: assistir ao parto exige competência técnica, humanística e ética. Vale para obstetras, obstetrizes e parteiras tradicionais, igualmente” – sobre a cesárea por ordem judicial de Adelir Carmen Lemos de Góes, de Torres (RS), marco inaugural da judicialização da atenção obstétrica e neonatal, sobre a qual o Ministério da Saúde (MS) tem feito solene silêncio. “E La Nave Va...”, um filme de Fellini. Se a judicialização da atenção obstétrica e neonatal é coisa nova, as velhas estão firmes em tempo de Rede Cegonha – lembram? Escrevi em 12.4.2011: “Em 28 de março passado, a presidente Dilma Rousseff lançou, em BH, o Rede Cegonha, uma customização, sem os devidos créditos, de ações bem-sucedidas e em curso, como o Pacto Nacional de Redução da ...

    Leia mais
    Foto: João Godinho

    Deises e Leilanes: abandonadas sem vale-táxi e SAMU-cegonha, por Fátima Oliveira

    É cruel a assistência ao parto em muitos recantos do país. Não me calo para não ser cúmplice. Registrei em “O parto roubado é um conceito político de resistência: assistir ao parto exige competência técnica, humanística e ética. Vale para obstetras, obstetrizes e parteiras tradicionais, igualmente” – sobre a cesárea por ordem judicial de Adelir Carmen Lemos de Góes, de Torres (RS), marco inaugural da judicialização da atenção obstétrica e neonatal, sobre a qual o Ministério da Saúde (MS) tem feito solene silêncio. “E La Nave Va...”, um filme de Fellini. Se a judicialização da atenção obstétrica e neonatal é coisa nova, as velhas estão firmes em tempo de Rede Cegonha – lembram? Escrevi em 12.4.2011: “Em 28 de março passado, a presidente Dilma Rousseff lançou, em BH, o Rede Cegonha, uma customização, sem os devidos créditos, de ações bem-sucedidas e em curso, como o Pacto Nacional de Redução da ...

    Leia mais
    blank

    Santana do Riachão, o cenário imaginário de “Vidas Trocadas” – Por: Fátima Oliveira

    Escrevi três romances: "A Hora do Angelus" (2005), "Reencontros na Travessia: A Tradição das Carpideiras" (2008) e "Então, Deixa Chover" (2013), publicados pela Mazza Edições. Não é incomum receber e-mails que indagam como escrevo meus romances. Não deixo sem resposta e-mails de quem me lê, seja em crônica, artigo ou livros, estes num total de seis, além dos romances; e sou coautora de, pelo menos, oito livros coletivos dos quais escrevi um capítulo, em geral reflexões filosóficas e políticas sobre bioética, na interface com engenharia genética e/ou direitos reprodutivos. Recebo algumas cartas sobre os livros, daquelas antigas, escritas à mão, que acho pura ternura. Na semana passada, uma leitora comentou, por e-mail, a crônica "A imanência e a transcendência das coisas e da vida no sertão" (O TEMPO, 6.4.2010): "Como em Nova York e à beira do lago Michigan, em Chicago, pode ficar pensando no torrão natal no meio do ...

    Leia mais
    blank

    O parto roubado é um conceito político de resistência – Por: Fatima Oliveira

    O parto é um evento e uma construção social. Parir é ato fisiológico que pertence à mulher. Não é um ato médico ou de obstetriz. O parto é cercado de ritos, rituais e crendices, conforme a cultura. "Assistir ao parto" é respeitar a sua natureza biológica, social, cultural e espiritual. As parteiras tradicionais, sabiamente, não dizem que "fazem parto", mas que "assistem a parto"! Notaram a diferença? Por: Fátima Oliveira A assistência ao parto tem recebido influências culturais diversas e incorporado procedimentos tecnológicos invasivos ou não, aspectos patentes de medicalização, e uma gama de intervenções/controles externos. Não esquecendo que a medicalização é um poder político, há: 1) parto sem tecnologias invasivas; e 2) parto medicalizado: com ou sem hospitalização e com ou sem uso de tecnologias invasivas (drogas e outros procedimentos). Parto normal não é sinônimo de parto desmedicalizado. Parto domiciliar nem sempre é sinônimo de parto normal. É senso ...

    Leia mais
    blank

    O sucesso atemporal de um livro, “O Pequeno Príncipe”, aos 71 anos – Por: Fátima Oliveira

    Publicado em abril de 1943, traduzido para mais de 200 línguas, só perde para a Bíblia em traduções e vendas, até hoje! No Brasil vende cerca de 300 mil exemplares anuais! Falo de "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), piloto da Segunda Guerra Mundial, escritor e ilustrador francês, que, aos 44 anos, pilotando um avião militar, foi abatido pelos alemães num voo de reconhecimento entre Grenoble e Annecy, na França. Era julho de 1944. Em 2004, foram encontrados os destroços de seu avião na costa de Marselha. Por: Fátima Oliveira O sucesso atemporal de "O Pequeno Príncipe" é inexplicável e não é! Simples assim. Complexo assim. Em "Do tempo em que ler 'O Pequeno Príncipe' era obrigação", iniciei dizendo que, "quando eu era adolescente, a resposta clássica a qualquer entrevista de uma candidata a miss que se prezasse – o concurso de Miss Brasil arrastava multidões e tinha ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    Fátima Oliveira: Bandidos da paternidade acobertados pela Justiça

    Foto - arquivo pessoal Silene Nogueira Araújo e Rosemary de Moraes supostas filhas de José Sarney e José Alencar Por: Fátima Oliveira Bandidos da paternidade que são acobertados pelas Varas de Família Nunca foi e não é fácil engaiolar um trapaceiro de tal tipo Escolhi para celebrar o Dia Internacional da Mulher a maranhense Izaura Nogueira Araújo e a mineira Francisca Nicolina de Moraes, ambas falecidas, que tiveram suas filhas renegadas pelos pais. Izaura Nogueira Araújo é mãe de Silene Nogueira Araújo, que tem como alegado pai o senador José Sarney; segundo diz a mídia, o teste de DNA deu positivo. Francisca Nicolina de Moraes, mãe de Rosemary de Moraes, tem como pai, confirmado pela Justiça pela recusa ao teste de DNA, o ex-vice-presidente da República José Alencar, já falecido. Diante da negativa dos ditos cujos em assumir a paternidade, as mães optaram pelo silêncio durante décadas, inclusive para as ...

    Leia mais
    blank

    Sem misericórdia para com as Santas Casas brasileiras – Por: Fátima Oliveira

    Defendi, no Twitter, o #PelaEstatizaçãodasSantasCasas, por conta dos prováveis roubos na Santa Casa do Rio de Janeiro. Para o desembargador Gama Malcher, "Foi um rombo monstruoso": o provedor Dahas Zarur vendeu 248 imóveis da instituição, inclusive túmulos nos cemitérios que controla, e ficou com a grana ("O Globo", 5.3.2014). Por: Fátima Oliveira Dahas Zarur foi para a Santa Casa do Rio de Janeiro em 1953; lá virou advogado e administrador de empresa; em 1967, chegou a diretor geral; e, em 2004, a provedor. Disse o desembargador: "É inacreditável... Nos contam histórias de arrepiar. O dinheiro saía da Santa Casa em sacolas de supermercado". Os fatos colocam sob suspeição a administração das Misericórdias do Brasil, que merecem uma devassa, pela importância que elas têm para o SUS. Há indícios de falcatruas em demasia, desde que algumas são propriedades familiares às eternas declarações de contas no vermelho: "passam o pires", desde o ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    As cervejas transgênicas e as incertezas da ciência – Por: Fátima Oliveira

    Um alerta o artigo “Cerveja: o transgênico que você bebe”, de Flávio Siqueira Júnior e Ana Paula Bartoletto. Está lá que Ambev, Antarctica, Bohemia, Brahma, Itaipava, Kaiser e Skol trocam a cevada pelo milho, acarretando ingestão inconsciente de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados). São cervejas sem padrão de pureza “como as da Baviera, mas estão de acordo com a legislação brasileira, que permite a substituição de até 45% do malte de cevada por outra fonte de carboidratos mais barata” (“Carta Capital”, 1.3.2014). É, não são ilegais, são inseguras, logo, imorais! Por: Fátima Oliveira Cerveja é a bebida alcoólica mais consumida no mundo e a terceira bebida mais popular, depois da água e do chá. OGM é qualquer ser vivo criado por manipulação genética do que se convencionou denominar de engenharia genética. Todo transgênico é um OGM, mas nem todo OGM é transgênico! A transgenia, técnica singular de engenharia genética que rompe ...

    Leia mais
    blank

    Brasil tem compromisso muito baixo em dar fim ao racismo – por Fátima Oliveira

    Brasil tem compromisso muito baixo com erradicação do racismo Herança da cultura escravista que urge ser erradicada Fátima Oliveira, em OTEMPO Estou a matutar com meus botões, após ler duas matérias sobre o racismo nosso de cada dia: “‘Não vou sujar minha mão com uma raça ruim’, disse australiana presa por racismo em Brasília” – fato ocorrido em um salão de beleza, local que tem aparecido de vez em quando na mídia como feudo de racismo, da clientela ou de trabalhadores; e “Racismo explica 80% das causas de morte de negros no país”, que é um saber público, denunciado inúmeras vezes. Eu mesma já disse em “O racismo mata, às escancaras, todo dia”, minha segunda crônica neste jornal, em 10 de abril de 2001! Então, disse: “Na Conferência das Américas, em Santiago do Chile (2000), preparatória da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, fui à tribuna dizer que, em meu ...

    Leia mais
    blank

    O que pensa o ministro Arthur Chioro sobre a saúde da mulher – por: Fátima Oliveira

    Preocupada com o silêncio sepulcral do novo ministro da Saúde, Arthur Chioro, que assumiu dia 3 passado, sobre a saúde da mulher, e também porque não ouvi nenhum sussurro nos becos de que há alguma conversa da militância pela saúde da mulher agendada com o novo ministro, já que com seu antecessor nada foi fácil e muito menos civilizado no tocante à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (2003, governo Lula, ministro Humberto Costa), resolvi fazer uma busca em meus guardados. Encontrei um arquivo datado de 2003, uma "fala" que fiz no 2º Fórum Mundial de Saúde (3° Fórum Social Mundial), realizado em Porto Alegre, em 21 de janeiro de 2003, denominada "Saúde e políticas de gênero: o papel do movimento social". Por: Fátima Oliveira Escrevi que "Lutar pela saúde da mulher é a arte de fazer inimigos. Parece, e é um paradoxo. Mas por que será ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    A ‘síndrome de Estocolmo’ na política e o clã dos Sarney – Por: Fátima Oliveira

    Por que o clã Sarney ganha eleições? Sabe-se que quem vota no opressor não o vê como tal; ou vê e o prefere! É a "síndrome de Estocolmo" na política – em si, a síndrome é um transtorno psicológico em vítimas de diferentes processos de dominação, decorrente da falta de visão correta da realidade, cujo mecanismo de proteção é a defesa do opressor. Por: Fátima Oliveira Na prática, uma prisão emocional, como no conto "A Bela e a Fera", de Gabrielle-Suzanne, dama de Villeneuve (1740), que na política é perpetuada com o apoio de um marketing político embotador de consciências. Vide a campanha publicitária em curso com poder extraordinário de vincar no imaginário as bodas de ouro do "amor" dos Sarney pelo Maranhão! Diante do que urge ampliar a percepção popular de quão nefasto tem sido para o Maranhão e seu povo o domínio político do clã Sarney desde janeiro ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    O encanto das lamparinas de Nossa Senhora das Candeias – Por: Fátima Oliveira

    Vovó acendia uma lamparina de lata na porta da casa todo 2 de fevereiro, Dia de Nossa Senhora das Candeias. Por volta das "seis horinhas", começava o espetáculo: candeias acesas nas portas das casas. E, de picardia, o Lequer, o doido oficial da cidade, deixava uma na porta da Igreja Batista, naquela época o único templo evangélico da cidade, até que um "protestante" aparecia e a retirava. A cena fazia parte da data! Por: Fátima Oliveira As lamparinas iluminavam as ruas até o querosene acabar. Sem energia elétrica, imagine como era uma cena de rara beleza! Curiosa, eu indagava o significado das lamparinas acesas no Dia de Nossa Senhora das Candeias – a mesma Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Purificação, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Boa Viagem, Nossa Senhora da Boa Esperança e Nossa Senhora da Esperança. Só recebia como resposta que ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    Fátima Oliveira: Compartilhando meu novo livro: “Então, Deixa Chover”

    Em dezembro passado, “desencroei” meu livro “Então, Deixa Chover”, pela Mazza Edições. Entreguei os originais à editora em abril de 2010 e fui deixando lá... Fiquei “lambendo a cria” por três anos e tanto, até que a Mazza disse algo do tipo: “Chega, nunca mais mexeu no livro, então está finalizado! Vou publicar!”. E colocou ponto final no egoísmo da autora, como disse um amigo psiquiatra: “Escreveu, tem que publicar! Não seja egoísta, o romance não lhe pertence mais!”. Até que sou rápida para escrever, mas deixo meus romances mofando um tempão... Por  Fátima Oliveira O dentista Francisco Martins, meu amigo, “encantado rosiano” no ano passado, quando leu “A Hora do Ângelus” (Mazza Edições, 2005), bradou: “A mulher do livro é a Fátima! É por isso que nem nome ela tem”. Eureka! Só aí descobri que não dei um nome à personagem principal de meu primeiro romance! Ao ler “Reencontros na ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    “Tá caindo fulô…” – memórias de Valdete e das Meninas de Sinhá – Por: Fátima Oliveira

    Levei um tempão para assimilar o falecimento de Valdete da Silva Cordeiro, criadora das Meninas de Sinhá (1989), aos 75 anos, em 14.1.2014. Tinha aura de eterna a mineira de Barra, na Bahia (1938). Veio para BH, com sua madrinha, aos 5 anos. Estudo? Até o 2º ano do antigo primário! Trabalhou como doméstica e no Ciame. Era aposentada do Estado. "Deixou marido, 4 filhos, 16 netos e 4 bisnetos". Por Fátima Oliveira De plantão, não fui ao enterro. Viajei na memória para "mulherar" uma negra, comunista (PCdoB), feminista e antirracista. Foi liderança comunista destacada nas lutas comunitárias. Juntas, percorremos o Alto Vera Cruz coletando assinaturas para a Emenda Popular Saúde da Mulher na Constituinte Mineira: garantia de serviços de aborto previsto em lei (gravidez pós-estupro e risco de vida da gestante). Valdete foi minha vice quando presidi o Movimento Popular da Mulher (MPM), de 1989 a 1991. Numa reunião do ...

    Leia mais
    blank

    Fátima Oliveira: A capitania hereditária do Maranhão já deu até o que não teria de dar

    Ana Clara Santos Sousa, 6, morreu sem acessar cuidados especializados; no Maranhão, não há unidade de queimados Quando o verniz de socióloga é apenas um adereço ordinário Por Fátima Oliveira, em OTEMPO [email protected] @oliveirafatima_ Teoricamente, sociólogos dariam governantes comprometidos com a cidadania. A vida diz que não! É só relembrar os oito anos de governo de FHC e os 20 de Roseana Sarney no Maranhão. Ambos sociólogos. A mídia e o governo Dilma tipificam de "crise" as cenas de banditismo que amedrontam o povo e acuam o governo no Maranhão. Discordo. Não há crise. Há exibição pública do gerenciamento habitual de um Estado à la clã Sarney – como propriedade privada da família! O desmantelo não é de hoje e confirma a célebre frase que "Não há vazios na política". Quando um governo não comparece, outros assumem o poder de mando. Quem detém o poder de mando no momento é ...

    Leia mais
    blank

    “Ai, não fala em Cecília Meireles, não, que nem durmo!” – Por: Fátima Oliveira

    Hoje é aniversário de minha filha Lívia, mãe de Clarinha – que fez 4 anos em 30 de dezembro passado. Por aniversariar em janeiro, mês de férias, passamos pouquíssimos aniversários dela juntas; hoje é um deles. Por Fátima Oliveira É dia de dizer versos de Cecília Meireles, que tanto alumbravam Lívia quando criança, "a quem, certa noite, quando pedimos que lesse uma poesia de seu livro 'Ou Isto ou Aquilo', que ganhou de sua professora Márlia, no segundo ano do Pandiá Calógeras, disse: 'Ai, não fala em Cecília Meireles, não, que nem durmo!'. Mas emendou: 'Quem me compra um jardim/com flores?/ Borboletas de muitas/cores,/lavadeiras e passarinhos,/ovos verdes e azuis/ nos ninhos?'... ("Leilão de Jardim", Cecília Meireles)". ("Cuidando dos encantadores 'peu-peus' da Clarinha...", O TEMPO, 6.3.2012). Ela ainda guarda o livro "Ou Isto ou Aquilo"! Durante anos, visitava regularmente a "tia Márlia", quase nossa vizinha, que morava na avenida Prudente de Moraes ...

    Leia mais
    (Foto: João Godinho)

    A beleza da chuva perdeu a poesia e virou infelicidade – Por: Fátima Oliveira

    Cismando sobre o ano que finda e o que entra, descobri que eu, que sempre achei a chuva um dos mais belos fenômenos da natureza e não dispensava um banho de chuva até há bem pouco tempo, passei a ter medo dela! Não sem razão. Estou impressionada como a cada ano ficamos mais reféns das chuvas, em diferentes partes do Brasil – problema que não é de hoje, mas foi tão olvidado que chuva virou infelicidade anunciada. Há responsáveis por tal estado de coisas e não atendem pelo nome de natureza, mas de governos, estaduais e/ou municipais. Até a última segunda-feira, Minas tinha 59 cidades em emergência e uma em estado de calamidade. Eram 9.205 desalojados, 3.015 desabrigados, 150 feridos e 22 mortes confirmadas oficialmente, segundo dados da Defesa Civil. Pense morar em uma cidade em que basta o tempo nublar para a gente ter medo de sair de casa! ...

    Leia mais
    blank

    Recadim: “Eu, entre esquerda e direita, continuo sendo preta” – por Fátima Oliveira

    O título é uma frase da filósofa Sueli Carneiro, em resposta a considerações de José Arbex sobre Celso Pitta (1946-2009), à época prefeito de São Paulo, que, acusado de corrupção, “saiu de casa com um cartaz dizendo que era perseguido por ser negro”. Sueli Carneiro: “Não me consta que o Pitta não tenha consciência de sua condição de negro. Não se tem notícia dele como ativista. (...) Somos seres humanos como os demais, com diversas visões políticas e ideológicas. Eu, por exemplo, entre esquerda e direita, continuo sendo preta” (“Caros Amigos” n° 35, fevereiro de 2000). Dia 20 passado, no “Conexão 1.180”, da Rádio Capital, o vereador negro Fábio Câmara (PMDB), líder da oposição, declarou que foi vítima de racismo por parte do comandante da Guarda Municipal de São Luís (MA), George Bezerra: “George me chamou de ‘preto’ (eu: chamar um preto de preto não é ofensa!), ‘macaco’ (eu: chamar ...

    Leia mais
    blank

    Um almoço sertanejo de Natal para Maria Clara e Inácio – Por: Fátima Oliveira

    Quando minha filha Débora disse que só viria dia 25 de dezembro, emendou algo assim como sugestão: "Ô mãe, vamos fazer um almoço de Natal como o da bisavó Maria no sertão, onde não havia ceia, mas almoço de Natal". Respondi: "Gosto mais de almoço do que de ceia de Natal!". Lá na Palestina, hoje Graça Aranha (MA), não dizíamos dia de Natal, mas dia do Nascimento, mas falávamos almoço de Natal... Fiquei a matutar com meus botões que almoço de Natal é leitoa e peru (pena não ser peru caipira, engordado no chiqueiro uns dois meses antes); e no dia seguinte "quiabada do peru de Natal" – ossada do peru com quiabo, que vovó servia numa sopeira de porcelana tão linda que eu me perguntei por que nunca tive uma. Anotei mentalmente: eu mereço uma! Como não ter uma sopeira até hoje? Taí uma louça que é a cara ...

    Leia mais
    blank

    Racismo explícito: negras (in)confidências & rainha de Sabá – Por: Fátima Oliveira

    "Negras (in)confidências – Bullying, não. Isto é racismo", livro organizado por Benilda Brito e Valdecir Nascimento (Mazza Edições), é uma coletânea de depoimentos de mulheres negras sobreviventes do racismo nosso de cada dia na escola. Dói. Deveria ser lido por quem dá aulas porque é uma panorâmica de como as escolas permitem e reproduzem o racismo. São memórias dolorosas da meninice de mulheres negras sob a batuta do racismo. Por: Fátima Oliveira É uma leitura imperdível e faz a gente evocar fatos que julgava perdidos ou inexistentes. Num papão animado com a Mazza e a Kia Lilly, peguei um gancho da Kia que indagou qual era a profissão da mamãe. Disse-lhe que era costureira e que fazia vestidos de fadas. E eu pude usar belos vestidos de organdi, pele de ovo, seda pura, broderie, chiffon e musseline, de algodão e de seda – tudo com muito frufru: rendas, fitas e ...

    Leia mais
    Página 7 de 18 1 6 7 8 18

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Instagram

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist