Tag: Luiz Gama

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    Luiz Gama foi o 1º jornalista brasileiro negro, mas ainda é desconhecido

    “A escravidão é uma espécie de lepra social: tem sido muitas vezes abolida pelos legisladores e restaurada pela educação sob aspectos diversos”. A frase é de Luiz Gama, primeiro jornalista negro do Brasil e foi escrita em 1876, mas permanece atual. O baiano Luiz Gama nasceu em 21 de junho de 1830. Aos 10 anos de idade, filho de uma mulher brasileira negra e de um português branco, ele foi escravizado, condição que permaneceu até os 18 anos, quando conseguiu provar que nasceu livre. Ele conseguiu aprender a ler e a escrever, serviu o Exército e descobriu o ofício da taquigrafia. Ele foi dono de pelo menos três jornais paulistas no século 19: “O Cabrião” (1866), “Diabo Coxo” (1864) e “O Radical Paulistano” (1869), com temáticas abolicionista. Por Karina Berardo, do UniCEB Luiz Gama (1880) Imagem: Wikipédia Commons Há raros registros sobre a infância dele, conforme ...

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    Lei proposta por Orlando Silva reconhece Luiz Gama como herói nacional

    Luiz Gama é a partir desta quarta-feira (17) Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil. A Presidência da República sancionou nesta data dois Projetos de Lei (PL) do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) que têm por objetivo reconhecer a história do advogado e ex-escravo Luiz Gama. O título de patrono está previsto no PL 1927/2015 enquanto o de número 1926/2015 incluirá Luiz Gama no Livro dos Heróis da Pátria. Por Railídia Carvalho, do Portal Vermelho  foto montagem: Vermelho Para o deputado do PCdoB a homenagem é mais do que justa. “Luíz Gama foi fundamental para a libertação dos escravos no Brasil e tem uma história belíssima: nasceu liberto, foi escravizado, conquistou a sua liberdade e fez da sua vida uma missão para libertar outros irmãos negros. Reconhecer a sua trajetória é reafirmar a sua importância e mostrar para as novas gerações esse símbolo do combate à escravidão”, completou. A poesia ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    USP homenageia Luiz Gama 167 anos após impedi-lo de frequentar aulas de direito

    A partir do dia 1º de dezembro deste ano, o nome de Luiz Gama vai batizar uma das salas de aula da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo. A homenagem será marcada por uma celebração dentro da universidade à partir das 11 horas da manhã, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP. Silvio Almeida, advogado, filósofo e presidente do Instituto Luiz Gama considera que a homenagem é repleta de simbolismos, já que a USP historicamente representou o poder dos escravocratas por fornecer, do ponto de vista técnico e jurídico, todos os instrumentos para a manutenção da escravidão. "A celebração na USP ocorre contra o que ela representa, aquilo e a quem a USP representa. É um espécie de refundação do significado da Faculdade do Largo São Francisco", diz. Em 1850, Luiz Gama, que foi um dos maiores líderes abolicionistas do Brasil, tentou frequentar ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Estreia do Espetáculo “Luiz Gama – Uma Voz pela liberdade “ no Rio de Janeiro

    A Revista Raça marcou presença na estreia de  "Luiz Gama -  Uma voz pela liberdade", no Rio de Janeiro. Pode-se dizer que foi mais que espetacular! Por  Emanuele Sanuto, da Revista Raça    Com texto e interpretação do ator Déo Garcez e direção de Ricardo Torres, a obra dramatizada do advogado negro, um dos maiores percussores na luta contra a escravidão, foi conduzida de forma respeitosa pelo ator em sua parceria com a atriz Nivia Hellen. A atriz que interpreta de forma honrosa, os vários personagens das pessoas que passaram pela vida de Luiz Gama, traz o espectador para dentro dos anos 1830 a 1882. Déo Garcez, que interpreta o advogado no palco, torna-o vivo durante todo o roteiro, faz o publico conhecer um ícone muito importante da nossa história. Um homem que mesmo sem diploma conseguiu libertar mais de 500 escravos depois de tornar advogado, após ter frequentado como ouvinte ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Evento exalta trajetória de Luiz Gama

    Atividade apresenta os princípios de Luiz Gama, tido como o maior abolicionista da história do país. O diálogo conta com a presença de Lígia Ferreira, uma das principais referências no Brasil sobre a vida do advogado.   Por Pedro Borges Do Alma Preta A União dos Coletivos Pan Africanistas (UCPA) organiza no dia 17 de março, das 18h às 21h40, o evento “Cartas de Luiz Gama”. Os integrantes da entidade compõem com a Dra. Ligia Ferreira, especialista na história do abolicionista e idealizadora do evento “Com a Palavra Luiz Gama”. O abolicionista, filho de Luiza Mahin, líder da Revolta dos Malês, foi feito escravo aos 10 anos de idade e permaneceu analfabeto até os 17 anos. O maior abolicionista da história do país aprendeu a ler e escrever de maneira autodidata. Foi então que Luiz Gama começou a atuar na advocacia em prol dos escravizados. O evento conta também com a ...

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    Paula Brito: frequentadores dos círculos intelectuais do Império (Foto: acervo do real gabinete de leitura)

    A intelectualidade negra do Império

    Em novembro de 1831, o tipógrafo negro Francisco de Paula Brito (1809-1861) comprou a livraria de seu primo, o mulato Silvino José de Almeida, e a transformou em uma das maiores editoras do Segundo Reinado. Entre seus acionistas figurou o próprio d. Pedro II, que em 1851 lhe concedeu o título de impressor da Casa Imperial. A importância de Paula Brito não se limitou a seu êxito empresarial: ele imprimiu um dos primeiros periódicos em defesa dos direitos dos negros e, mais tarde, publicou as primeiras obras dos escritores Teixeira e Sousa e Machado de Assis. Como explica Rodrigo Camargo de Godoi em sua tese Um editor no Império: Francisco de Paula Brito (1809-1861), defendida no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp) em 2014 e agora publicada em livro pela Edusp, a trajetória do editor não é um caso isolado: “Há toda uma intelectualidade ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Luiz Gama: Quanto vale um homem?

    No tempo da escravidão, o valor era medido pela capacidade de produção do trabalhador escravizado. No capitalismo, pela força de trabalho, do assalariado. Para a história, o valor de cada ser humano, tem medida no legado que se deixa para as gerações vindouras. Luiz Gama foi imprescindível na luta travada contra a escravidão no Brasil no período imperial. Sua obra, sua história e sua devoção à causa libertária estão relatadas em duas biografias recém-lançadas. A professora de antropologia Lilia Schwarcz faz uma comparação entre as trajetórias de Luiz Gama e do escritor Lima Barreto, que também superou adversidades que pareciam intransponíveis, para se transformar num dos maiores escritores brasileiros. “É duro não ser branco no Brasil. A capacidade mental dos negros é discutida a priori e a dos brancos a posteriori”, disse Lima Barreto dando uma definição clara do racismo brasileiro. Como explica Schwarcz Gama “escancarou faces da discriminação” e ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Prisioneiro da Liberdade retrata vida de Luiz Gama

    Filme dirigido por Jeferson De vai retratar a vida de Luiz Gama que, apesar de ter nascido livre foi vendido pelo pai e sentiu na pele todas as agruras da escravidão no Meio Norte Dirigido por Jeferson De, “Prisioneiro da Liberdade” retrata a vida de Luiz Gama, homem negro que, apesar de nascer livre, é vendido pelo próprio pai e sofre na pele todas as dores de um escravo. O filme, que tem o apoio do Instituto Luiz Gama e distribuição garantida da Europa Filmes, retrata uma jornada cheia de drama e aventura, que retrata um herói pouco conhecido dos brasileiros. Mesmo com os preconceitos e as dificuldades que lhes são impostas, Luís Gama consegue se alfabetizar, estudar e se tornar não só seu próprio advogado, mas também um dos melhores profissionais da época. Foi um intelectual que libertou mais de mil pessoas nos tribunais usando as leis e se ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Luiz Gama: o nosso Solomon Northup

    Na História do Brasil, quando estudamos a abolição, geralmente são citados os abolicionistas brancos: Joaquim, Ruy Barbosa, Castro Alves entre outros. Raramente é citado os abolicionistas negros. Dentre eles um dos maiores: Luiz Gama. Lendo um pouco sobre a superprodução norte-americana lançada em 2013 intitulado “12 anos de escravidão” percebi algumas semelhanças da História de Solomon Northup, o protagonista do filme com Luiz Gama. Os dois nasceram livres, Solomon, no entanto é vendido como escravo aos 33 anos e fica 12 anos vivendo como escravo. Luiz Gama é vendido aos 10 anos como escravo pelo próprio pai para sanar uma divida de jogo. Fica trabalhando como escravo até os 18 anos desempenhando todos os tipos de trabalhos como ele mesmo diz em sua famosa carta: “Aí aprendi a copeiro, a sapateiro, a lavar e a engomar roupa e a costurar.” (Carta de 25 de julho de 1880). Solomon depois de ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    “Luiz Gama deixa de ser um homem para se tornar uma ideia, o que é muito mais perigoso”

    133 anos após sua morte, OAB concede ao ex-escravo e defensor dos direitos da população negra o reconhecimento como “maior advogado da história do país”. Em entrevista, Silvio de Almeida explica a importância, para o Direito e para a sociedade, da homenagem feita em um momento de retrocessos Por Ivan Longo, da Revista Fórum “Há 133 anos, faleceu Luiz Gama e, após esse período, temos a oportunidade de reescrever a história. Ao apóstolo negro da Abolição, pelos seus relevantes serviços prestados junto aos tribunais na libertação dos escravos, a OAB Nacional e a OAB de São Paulo concedem o título de advogado.” Este trecho é parte do discurso do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho, feito em cerimônia na Universidade Presbiteriana Macknzie, em São Paulo, na noite da última terça-feira (3). Pela primeira vez na história do Brasil um homem já falecido recebe o título ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Abolicionista negro será reconhecido pela OAB

    Luiz Gonzaga Pinto da Gama, abolicionista negro que libertou mais de 500 escravos no Brasil pela via judicial – será reconhecido como advogado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) após 133 anos de sua morte. A cerimônia ocorrerá nesta terça-feira (3) na Universidade Presbiteriana Mackenzie, às 19h. Gama, que apesar de ter nascido livre foi vendido como escravo pelo pai aos 10 anos para pagamento de dívida de jogo, atuava como rábula, exercendo a advocacia ser ter o título, o que era permitido naquela época. De acordo com o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho é a primeira vez, no atual modelo da advocacia brasileira que este tipo de homenagem é conferida. Logo após a fundação da entidade, em 1931, o regulamento permitiu a incorporação de rábulas – pessoas que já atuavam na advocacia – na instituição. “Embora não fosse advogado, Luiz Gama era um grande defensor ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Um evento histórico: homenagem a Luiz Gama

    Nos próximos dias 03 e 04 de novembro, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, será realizada cerimônia em que O CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL INSCREVERÁ OFICIALMENTE LUIZ GAMA NOS QUADROS DA ADVOCACIA NACIONAL! Por Dennis Oliveira, no Quilombo Finalmente, após 133 anos de sua morte, nosso maior advogado receberá o justo reconhecimento da instituição que representa advogados e advogadas de todo o País. Luiz Gama, negro nascido em 1830, chegou a ser escravizado. Chegando à São Paulo, conseguiu a liberdade, tornando-se depois importante jornalista, poeta e militante político de posições republicanas e abolicionistas. Tentou formar-se advogado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, mas apesar de formalmente livre, o racismo não permitiu. Ainda assim, Luiz Gama tornou-se advogado provisionado, com autorização para atuar nos tribunais em defesa de escravos que lutavam por liberdade. Com teses brilhantes e atuação combativa libertou centenas de escravos, tornado-se exemplo ímpar do ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Diálogos – Evento de enaltecimento e empoderamento à juventude negra realizado pelo Coletivo Justiça Negra-Luiz Gama

    Diálogos foi o primeiro encontro público, do Coletivo Justiça Negra – Luiz Gama, que ocorreu na noite do dia 21 de Julho de 2015,às 18:00, no auditório da Caixa de Assistência ao Advogado do Rio de Janeiro (CAARJ), trazendo assuntos sociais, históricos e jurídicos decorrentes e ocorrentes da atualidade. Enviado por Amanda Martins Cruz de Mattos via Guest Post para o Portal Geledés O evento que contou com palestrantes ilustres, no calibre do Professor Jorge da Silva, doutor em Ciências Sociais e professor-adjunto pela UERJ, ex- secretário de Estado de Direitos Humanos / RJ; a doutora Giovana Mariano de Jesus advogada ativista do Movimento Negro e Coordenadora do Curso Preparatório para Carreiras Jurídicas do CJNLG; e o Professor Carlos Alberto Medeiros, jornalista, militante e estudioso da questão racial, graduado em Comunicação e Editoração pela UFRJ, com mestrado em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFF. Nomes que já se tornaram ilustres devido ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Um (singelo) tributo a Luiz Gama

    Não sou eu graduado em jurisprudência, e jamais frequentei academias. Ouso, porém, pensar que, para saber alguma coisa de direito não é preciso ser ou ter sido acadêmico. Além do que sou escrupuloso e não costumo intrometer-me de abelhudo em questões jurídicas, sem que haja feito prévio estudo de seus fundamentos. Do pouco que li relativamente a esta matéria, colijo que as enérgicas negações opostas às petições que apresentei, em meu nome e no próprio detido, são inteiramente contrárias aos princípios de legislação criminal e penal aceitos e pregados pelos mestres da ciência. (Luiz Gama, 1869). Neste 21 de junho, dia do aniversário de Luiz Gama (mesmo dia do aniversário de Machado de Assis), apresentamos algumas reflexões que o tomam como inquestionável parâmetro para pensarmos no universo dos possíveis como forma de construção de uma episteme efetivamente plural – tema caro à educação e, particularmente, aos debates em torno da Lei 10.639/03. O fio ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Luiz Gama, o abolicionista

    Ele está ali no Largo do Arouche, no canto que confronta o encontro das ruas Jaguaribe, Vitória e do Arouche. O semblante é sisudo, a barba farta, o peito aparece envolvido num pesado jaquetão. A expressão, calcada numa foto de Militão Augusto de Azevedo, o primeiro fotógrafo a registrar cenas e gentes de São Paulo, não corresponde ao que se sabe dele. Era alegre e sem cerimônia. Segundo Raul Pompéia, o autor de ‘O Ateneu’, que foi seu grande admirador, ele tinha “um modo franco e descuidoso, com pretensões à brutalidade, e desmaiando em doçura insinuante, paternal”. O busto naquele ângulo do Largo do Arouche é do poeta, jornalista, advogado, republicano e abolicionista Luís Gama (1830-1882), o primeiro grande — enorme — líder negro de São Paulo. Luís Gama nasceu em Salvador, filho de um português e da ex-escrava Luiza Mahin, nascida na Costa da Mina, e antes de chegar ...

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    Ilustração de Luísa Mahin. (Ilustração: Thiago Krening/TVE/RS)

    Luíza Mahin: um mito libertário no Feminismo Negro

    Programa Luíza Mahin, mãe do poeta, advogado e abolicionista Luiz Gama - figura entre os grandes nomes celebrados pelo movimento negro brasileiro. Teria sido uma das líderes da maior revolta escrava ocorrida no Brasil - o Levante dos Malês - bem como participado de inúmeras revoltas de escravos ocorridas em Salvador nos anos de 1830. Entre as feministas negras, Mahin tem sido exaltada como referencial de luta e recebido diversas homenagens. Data 28/03/2015 a 28/03/2015 Dias e Horários Sábado, 16h às 18h. Local Rua Dr. Plínio Barreto, 285 4º andar do prédio da FecomércioSP Bela Vista - São Paulo/SP Valores Grátis. Inscreva-se ** Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do PORTAL GELEDÉS e não representa ideias ou opiniões do veículo. Portal Geledés oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade. Saiba mais sobre Luiza Mahin

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    Hoje na História, em 25 de Janeiro de 1835, a 179 anos acontecia a Revolta dos Malês

    Os 179 anos da Revolta dos Malês por Dicá "Em 25 de janeiro de 1835, explodiu uma das mais importantes rebeliões de negros e negras da história do país: a Revolta dos Malês. raticamente omitida pela historiografia oficial, a Revolta é uma lição de garra e luta pela liberdade. Mas também da perversidade das elites dominantes". Uma explosão pela liberdade e contra a intolerância. A Revolta foi planejada por um grupo de africanos muçulmanos, negros de origem haussa e nagô, chamados de malês, devido ao fato de que, em ioruba, muçulmano é imale. Formado, dentre outros, por Ahuma, Pacífico Licutan, Luiza Mahin, Aprício, Pai Inácio, Luís Sandim, Manuel Calafate, Elesbão do Carmo, Nicoti e Dissalu. A data escolhida, o amanhecer de 25 de janeiro, coincidia com um dia importante do ponto de vista religioso: o fim do mês sagrado muçulmano, o Ramadã, e dos tradicionais festejos religiosos dedicados a Nossa Senhora ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    13 de maio: viva 20 de novembro!

    Foto de capa: retrato de Luiz Gama por Raul Pompéia (Domínio Público) Este ano, com o filme Doze anos de escravidão, começou-se a lembrar de um lutador exemplar contra o escravismo no Brasil, Luiz Gama, que até recentemente era lembrado por poucos. Ele não foi escravo por doze anos, foram “apenas” oito. Mas sua história é exemplar Por Mouzar Benedito “O escravo que mata o senhor, seja em que circunstância for, mata sempre em legítima defesa” 13 de maio é data boa para se lembrar de outra, 20 de novembro. A primeira representa a história oficial, a libertação dos escravos como se fosse uma simples canetada da Princesa Isabel, sem mais nem menos. A história oficial do Brasil é cheia dessas coisas. A independência aconteceu com um mero grito, e assim por diante. Os lutadores preferem, no caso da libertação dos escravos, ter como data símbolo dessa luta antiescravista, o dia do ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Com marcha, coletivo lembra 131 anos da morte de Luiz Gama

    Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu no dia 21 de junho de 1830, no estado da Bahia. Era filho de um fidalgo português e de Luíza Mahin, negra livre que participou de diversas insurreições de escravos. Em 1840 foi vendido como escravo pelo pai para pagar uma dívida de jogo. Transportado para o Rio de Janeiro, foi comprado pelo alferes Antônio Pereira Cardoso e passou por diversas cidades de São Paulo até ser levado ao município de Lorena. Em 1847, quando tinha dezessete anos, Luiz Gama foi alfabetizado pelo estudante Antônio Rodrigues de Araújo, que havia se hospedado na fazenda de Antônio Pereira Cardoso. Aos dezoito anos fugiu para São Paulo. Em 1848 alistou-se na Força Pública da Província ou Corpo de Força da Linha de São Paulo, entidade na qual se graduou cabo e permaneceu até o ano de 1854 quando deu baixa por um incidente que ele classificou ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Com a Palavra, Luiz Gama. Poemas, Artigos, Cartas, Máximas

    Com a Palavra, Luiz Gama. Poemas, Artigos, Cartas, Máximas Organização, apresentações, notas : Ligia Fonseca Ferreira Prefácio : Fábio Konder Comparato Lançamento : 22 de agosto | segunda-feira, a partir das 19 horas Local : Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura - Avenida Paulista, 37 Com a Palavra Luiz Gama – Poemas, Artigos, Cartas, Máximas. O livro reúne, pela primeira vez, cerca de 40 textos integrais de Gama, muitos deles inéditos. O volume traz também por um conjunto de artigos e ensaios a ele dedicados por seus contemporâneos. Divide-se em 6 capítulos, cada um deles introduzido por um texto explicativo da autora. Nos três primeiros estão reunidos os poemas, os artigos e cinco cartas endereçadas ao filho e a amigos de Gama. O quarto capítulo traz uma seleção de artigos veiculados na imprensa paulista com a repercussão da sua morte, ocorrida em 24 de ...

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