quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: solidão

    Ilustração de Larissa Rebouças

    “Estar sozinha não é estar infeliz”, defende Rebouças

    #NãoEstouSó é o título do projeto de criação da artista visual Larissa Rebouças. O objetivo é criar peças que dialoguem com a comunidade e chamar a atenção para a questão do tabu envolvendo a solidão da mulher negra no cenário artístico Por GIOVANNA HEMERLY*, do  Ciência e Cultura Larissa Rebouças (Arquivo Pessoal) Foi com o objetivo de levantar a discussão sobre a solidão da mulher negra no cenário artístico e musical soteropolitano que a artista visual e formanda no Bacharelado Interdisciplinar de Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Larissa Rebouças, decidiu criar o projeto #NãoEstouSó, que envolve o lançamento de um Extended play (EP) com músicas de Hip Hop/Trap, com influências no samba e outros gêneros regionais, além de ilustrações temáticas e diálogos com a comunidade, tanto na internet, quanto em rodas de conversa. O projeto, que ganhou força a partir de uma campanha de financiamento coletivo na ...

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    De Moonlight e da solidão do homem escuro

    Dos silêncios que gritam e das lágrimas que não descem   Por Fábio Kabral Do Medium (Isto não é uma resenha, então não há spoilers) Ele não fala. Porque eu também não falo. Ele apanha. Porque eu também apanhei. Havia o mar. As águas abraçam tudo. Está ouvindo este som? É a chuva. Havia a água, que lava tudo. Exceto o que você carrega no fundo da sua alma. O que você oculta aí dentro? O que está enterrado aí? Nós nos reunimos. Amigos escuros. E aí, meu mano, beleza? Como é que tá essa força? Tô suave. Só. Nós nos cumprimentamos. Nós nos abraçamos. Sorrimos e gargalhamos. Só não falamos. Porque ele não fala. Porque eu não falo. Nós não falamos. O pequeno é um pequeno como os outros. Só que percebe cedo que não é que nem os demais. Havia um corredor, sabe? As crianças correndo. Havia um corredor, ...

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    Uma mulher, tantos preterimentos

    Fonte: Enviado para o Portal Geledés Quem viu o último vídeo que postei no Preta Expressa, sabe que eu tenho me esforçado para lidar com a questão do preterimento afetivo sobre outro prisma, um que dê conta de superar as consequências subjetivas desse fenômeno ao mesmo tempo que abarque uma análise coletiva que proponha uma superação desse cenário para as mulheres negras. Contudo, uma situação recente fez com que eu mais uma vez sentisse a necessidade de abordar essa temática pelo mesmo viés. Esse texto não tem nada de inédito, é um mais do mesmo do que tantas teóricas tem escrito. Dessa vez, vou tentar escrever para além da seara afetiva, através de uma abordagem que dê conta de outros preterimentos que também nos atingem no coração embora não tenham conexão direta com relacionamentos. Eu tenho um seguidor no meu perfil do Facebook que sempre refuta minhas considerações sobre a ...

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    “A mulher negra não é vista como um sujeito para ser amado”

    Para a ativista do Feminismo Negro, Stephanie Ribeiro, 52,52% da população feminina negra vive, hoje no Brasil, em "celibato definitivo". Por Débora Stevaux Do Claudia No dia 20 de novembro é celebrado o Dia da Consciência Negra. Para reforçar a importância dessa data, neste mês, CLAUDIA procurou mulheres negras formadoras de opinião e militantes da causa para discutir temas como apropriação cultural, racismo e representatividade. Como resultado, lançamos uma série de entrevistas sobre a importância de se debater cada vez mais as questões raciais no Brasil. “Clara, reta e completamente preta, rara, sem você/Solto quase morto/Corpo, o meu corpo/Caminha, na minha sombra“, os versos integram a música “Solto” entoada por Elza Soares, uma mulher, negra e periférica. A 10ª faixa do disco A Mulher do Fim do Mundo, laureado com o Grammy Latino, como melhor álbum de MPB, é o plano perfeito para a discussão de um tema crucial. A solidão ...

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    O amor que liberta nasce de uma mulher

    Se recebi algum amor, foi do universo feminino, da minha mãe, minhas avós, minhas tias e amigas; aprendi que amor recebido não se agradece, se retribui Por Juliana Gonçalves Do Calle2 Muitas mulheres negras sentem que em suas vidas existe pouco ou nenhum amor. Essa é uma de nossas verdades privadas que raramente é discutida em público…” Esse é o segundo parágrafo do texto Vivendo de Amor da escritora afro americana, teórica feminista e crítica cultural, bell hooks (o nome é grafado em letras minúsculas porque bell acredita que a sua escrita é maior do que ela mesma). Essa falta de amor relatada pela escritora seria o resultado final para as mulheres de um processo histórico fincado à época da escravidão. Em 2013, refleti sobre isso e produzi o texto “Afetividade negra – por que beijar sua preta em praça pública é um ato de resistência’’. Ali escrevi essencialmente sobre o amor romântico e heteronormativo. ...

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    Shouldn't have painted the town red last night

    O abandono e suas heranças

    A HERANÇA DO ABANDONO PARA AS MULHERES ABANDONADAS Para quem acompanha os debates gerais relacionados a gênero e raça no Brasil sabe que a solidão da mulher negra é um dos componentes centrais da formação e funcionamento da nossa sociedade. Infelizmente não tem o destaque ou tratamento merecido porque se fala em "mães solteiras" (ou mães sozinhas, já que mãe não é estado civil) sem dizer que são negras ou em mulheres negras sem dizer que são/estão sozinhas. por Maurício Gabriel dos Santos no Mauricio em Movimento enviado para o Portal Geledés Minha mãe, Iris, infelizmente não fugiu à regra e ainda não conheceu o amor do começo ao fim. Companheiros, familiares e um sem número de circunstâncias socialmente legitimadas a açoitaram em seus desejos e escolhas, interrompendo o seu amar. Assim como o dela, conheço vários casos dentro e fora da família e é gritante como o ciclo de abandono se repete: a mulher - ...

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    “Nunca Foi Tão Dramática A Nossa Solidão” – Uma Linda Reflexão De Mia Couto

    Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitamos tão pouco. Por Portal Raizes Vivemos hoje uma atabalhoada preocupação em exibirmos falsos sinais de riqueza. Criou-se a ideia de que o estatuto do cidadão nasce dos sinais que o diferenciam dos mais pobres. Existem várias formas de pobreza. E há, entre todas, uma que escapa às estatísticas e aos indicadores numéricos: é a penúria da nossa reflexão sobre nós mesmos. Falo da dificuldade de nos pensarmos como sujeitos históricos, como lugar de partida e como destino de um sonho. A modernidade não é uma porta apenas feita pelos outros. Nós somos também carpinteiros dessa construção e só nos interessa entrar numa modernidade de que sejamos também construtores. No início, viajávamos porque líamos e escutávamos, deambulando em barcos de papel, em asas feitas de ...

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    Sobre amor e cor

    "Ó praí meu olho como já fica". Carla Akotirene, 36, não é mulher de passar despercebida. Só de estar ali sentadinha esperando, depois de comer uma fatia de bolo e tomar uma Coca-Cola, já se mostra deslumbrante. A conversa começa em meio a uma música melosa que toca no rádio e a primeira frase que ela diz, essa que chama a atenção para seus olhos marejados,  soa como uma nota dissonante. "Sou alguém que nunca foi escolhida para viver uma relação de amor". De todas as razões possíveis para ancorar um dizer tão duro, Carla acredita que uma pesa mais que as outras. É uma mulher negra. Por Tatiana Mendonça Do Uol Ela se envolveu afetivamente pela primeira vez aos 18 anos, quando deu o primeiro beijo. "Morria de medo, porque achava minha boca grande e pensava que ninguém ia querer me beijar".  Depois, vieram outras histórias, mas, olhando em retrospectiva, ...

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    Mães negras não adoecem

    “Quem aqui de vocês quando doente, conseguiu ficar mais de três dias de cama, sem ter que se recuperar antes do tempo previsto, para retomar seus compromissos ?”. Essa foi a provocação inicial feita durante o primeiro encontro do Iyá Maternância grupo de mulheres que discute maternidade negra, até onde sei, a primeira iniciativa nesse sentindo em São Paulo. O evento foi nesse último sábado, dia 23 de abril. Por Silvia Nascimento Do Mundo Negro E é isso. Se mulher negra tem que ser forte, mães negras não podem ser dar “ao luxo” de adoecer. A imagem da escrava negra sempre disponível e pronta para servir, ainda existe, mesmo em lares afro-centrados. São as feridas da escravidão ainda abertas e cutucadas diariamente, e que se traduzem em muito dor, baixa autoestima e a sensação de que não merecemos ser amadas. Quem já participou de encontros de mulheres negras, sabe o quanto ...

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    Eu mereço ser amada

    A experiência do desamor é uma queixa comum entre mulheres negras. A cultura racista e sexista não nos criou como seres dignos de dedicação amorosa e nós, muitas vezes, não conseguimos nos compreender como sujeitos dignos de amor. Por Lívia Natália Do Favela Potente A palavra amor parece apontar para uma imaterialidade, uma interpretação. Mas nós, pelo contrário, sentimos o peso da sua materialidade cotidianamente, nós diuturnamente imaginamos que não merecemos ser amadas. A experiência do amor romântico nos foi roubada pelo processo de escravização, quando era impossível constituir ligações afetivo-familiares ou a vivência do romance, no entanto, percebemos os seus efeitos ainda hoje, nos aprisionando num lugar extemporâneo: enquanto muitas mulheres brancas querem a emancipação absoluta, inclusive do envolvimento amoroso, nós ainda precisamos do exercício do afeto, nós não aprendemos a amar. O nó górdio da questão passa pelo gesto de auto-amor. Ouvimos todo o tempo nos dizerem que precisamos ...

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    Enfim, só! Os que preferem viver sozinhos agora são legião

    Nos países mais desenvolvidos, diminuem os casamentos e aumenta o número de pessoas que preferem viver sozinhas. Esse novo grupo social dos celibatários constitui hoje um importante nicho de mercado, mobilizando produtos e serviços criados especialmente para ele. Estaremos, finalmente, perdendo o medo da solidão? Por: Luis Pellegrini, no  Brasil 247 Você sabe o que é um “celibertário”? Trata-se de alguém que, “embora cheio de interesse pela vida e desejoso de amor, reivindica e defende a opção de viver sozinho enquanto não encontrar alguém com quem estará melhor do que consigo mesmo”. O termo foi cunhado na França, mas a definição é de autoria de Natalia Aspesi, jornalista italiana que assina no jornal Repubblica a única coluna realmente séria do país dedicada aos “corações solitários” – leitores que escrevem pedindo conselhos. Os “celibertários”, hoje, constituem legiões na maior parte dos países desenvolvidos e até mesmo naqueles em via de desenvolvimento, como ...

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    Por que as mentes mais brilhantes necessitam da solidão

    Segundo o professor Robert Lang, da Universidade de Nevada (Las Vegas), especialista em dinâmicas sociais, muitos de nós acabarão vivendo sozinhos em algum momento, porque a cada dia nos casamos mais tarde, a taxa de divórcio aumenta, e as pessoas vivem mais. A prosperidade também incentiva esse estilo de vida, escolhido na maioria dos casos voluntariamente, pelo luxo que representa. A jornalista Maruja Torres, em sua autobiografia, Mujer en Guerra (da editora Planeta España, não publicada em português), já se vangloriava do prazer que lhe dava cair na cama e dormir sozinha, com pernas e braços em X. A isso se soma a comodidade de dispor do sofá, poder trocar de canal sem ter que negociar, improvisar planos sem avisar nem dar explicações, andar pela casa de qualquer jeito, comer a qualquer hora… por Silvia Díez no Revista Pazes Como se fosse pouco, o sociólogo Eric Klinenberg, da Universidade de ...

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    afro

    Aquela mulher negra bela

    Aquela mulher negra bela A vista uma estrela amarela Enviado por Eloá Kátia Coelho via Guest Post para o Portal Geledés  A solidão da mulher negra. Na emoção dolorida emigra... E paulatinamente a alma deflagra. Esta situação que é a solidão... Não tem compaixão! De dia seu coração desintegra; De noite seu peito sangra. Instaura-se como uma regra. Como se fosse uma guerra. Esta mulher apaixonada... Fica sozinha na madrugada. Deveras queria ser alegra! Pouco acompanhada e silenciosamente amada... Na solidão não encontra nada. Antes de seu corpo ser tocado... Quer afeto antecipado! Ela deseja... Que lhe veja! Esta solidão quando nasce... Viva como escarlate cresce... E a alma convalesce... A dor floresce! E a mulher que está dentro dela decresce... E nada mais aparece, pois ela emudece... E tudo ao seu redor ladeira desce... Acha que não tem mais amor no mundo para ela; E pela janela dela aquela mulher ...

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    Sobre estar sozinho – Flávio Gikovate

    Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. Por Flávio Gikovate Do Thesecret O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa ...

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    Sobre a solidão da mulher negra

    Esse texto é sobre a solidão da mulher negra. Por Albertina Camara Ribeiro via Guest Post para o Portal Geledés Mas não como vc pode estar pensando... Não é sobre mulher sem ‘’homem’’, sem capacidade pra conquistar seu ‘’homem’’... É sobre desistir...sobre a pior desistência de todas: a dos sonhos. Ao entrar na adolescência, e pensar sobre como seria transar pela primeira vez eu tinha sonhos...não eram nada demais, eram sobre, simplesmente, ser com alguém especial, que gostasse e cuidasse de mim...bom...chegaram meus dezoitos anos e nem um beijo amoroso eu tinha ganho...só uma coisa nojenta e escondida de todos uma única vez... Eu já me sentia pronta para minha primeira relação, então mudei de estratégia: não esperava mais por alguém que gostasse de mim, me respeitasse e amasse...se fosse alguém que eu confiasse que não iria sair falando pra todo mundo o que fez comigo na cama já era bom....e eu consegui .Só agora percebo quanto o meu desejo ...

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    Precisamos reconhecer nossa palmitagem

    Muito se tem discutido sobre a solidão da mulher negra e o termo Por Caio Cesar dos Santos  via Guest Post para o Portal Geledés "palmiteiro". Muitas mulheres tiveram, enfim, a coragem de expor seus sentimentos após anos e anos de preterimento e desvalorização. Eu particularmente acho isso ótimo, o que me incomoda mesmo é o mau caratismo de nós, homens, ao tratar do assunto. Somos palmiteiros. Todos nós. Alguns em desconstrução, outros não. Acredito que reconhecer isso é o primeiro passo que podemos dar. No mundo afetivo dos homens reina a ideia de que, quanto mais mulheres você tem, melhor você é, mais respeitado entre os amigos, mais popular. E nessa matemática básica, a mulher preta não tem valor. Num país onde o padrão de beleza feminino é tão forçado e reforçado em todos os veículos de mídia, se relacionar com mulheres negras não era a primeira opção dos homens. Basta olhar ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Íntegra da entrevista concedida por Cidinha da Silva à Revista Fórum para matéria sobre a solidão da “mulher negra”

    1) O texto de Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas partiu de experiências pessoais suas ou você conversou com outras mulheres negras para escrevê-lo? Como se deu o processo de produção e por que este nome foi escolhido? Enviado por Cidinha da Silva para o Portal Geledés O texto foi escrito para a Cia de Teatro Negro Os Crespos. A demanda foi de um texto sobre afetividade das mulheres negras tendo por base 55 entrevistas realizadas durante a pesquisa do espetáculo a mulheres negras de diferentes perfis: presidiárias, universitárias, catadoras de material reciclável, trabalhadoras de salões de beleza, sambistas, estrangeiras, moradoras de rua, ente outras. A solidão não era um tema. O tema era afetividade entre mulheres negras. A solidão emergiu com força das entrevistas e acabou por compor boa parte dos arquétipos construídos para as personagens, como aconteceu também com a lesbianidade. . Quanto ao título ...

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    A solidão tem cor

    As trajetórias das mulheres negras brasileiras são permeadas pela solidão, conforme denunciam ativistas e intelectuais entrevistadas pela Fórum. Esse fato está intimamente relacionado ao processo de escravidão e às suas consequências, sobretudo aos estereótipos associados a elas no imaginário social Por Anna Beatriz Anjos e Jarid Arraes, da Revista Fórum No último Censo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, dados sobre a mulher negra brasileira chamaram a atenção. O levantamento apontava que, à época, mais da metade delas – 52,52% – não vivia em união, independentemente do estado civil (veja os dados aqui). O quadro pincelado pelas estatísticas tem cores extremamente vivas para as mulheres negras brasileiras, que, de acordo com inúmeros relatos, sentem na pele os efeitos da solidão e do preterimento durante toda a vida. Há anos o movimento feminista negro aborda essa pauta, mas ultimamente, com a força das redes sociais, o debate ...

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    É preciso ter coragem de estar sozinha

    Reproduzo aqui um texto que pra mim é e foi muito importante. Perdi a conta de quantas vezes procurei e reprocurei esse texto no Facebook, de quantas vezes printei a tela e enviei esse texto pra amigas minhas. Por Maria Gabriela Saldanha, do Negra Solidão  É preciso ter coragem de estar sozinha também. E sobre isso ninguém nos ensinou. Ninguém vai nos ensinar. Há uma normatividade rígida se impondo sobre a afetividade feminina, mas dessa vez não fala de castração. Simula liberação. Para que ela se efetive, é preciso produzir em massa uma ansiedade quanto ao sexo, um desespero por parceiros, uma incompletude que nos rouba de nosso protagonismo e nos aprisiona – sendo esse o mesmo mecanismo da sensação de insuficiência física produzida pela ditadura estética e da sensação de insuficiência emocional produzida pela cultura romântica. A quem a insuficiência sexual está servindo? A quem o patriarcado serve. Falar disso, ...

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    Minha solidão me ensinou o autoamor

    Imagem: Zine Bloco das Pretas Quando eu tinha entre 3/4 anos de idade eu me apaixonei pela primeira vez. Ivan era branco, tinha o cabelo liso cortado igual o de um indiozinho e tinha orelha de abano. Eu gostava de Ivan e Ivan também gostava de brincar comigo, embora eu percebesse que Ivan me tratava diferente na frente dos outros coleguinhas, às vezes fingia que não gostava mais de mim, ou não brincava mais comigo, eu relevava porque eu gostava de Ivan e achava que Ivan gostava de mim. por Laura Elisa no Negra Solidão Um dia voltei pra casa chorando e contei pra minha mãe que Ivan tinha me chamado de “sua preta!” e não queria mais brincar comigo. Minha mãe mandou eu responder pra Ivan que eu era “marrom bombom”, música que fazia sucesso na época. Então foi isso que eu fiz, voltei o outro dia pra escola e ...

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