Tag: violência racial

    Sobre “rolezinhos” nos shoppings e a intolerância - Por: Dennis de Oliveira

    Sobre “rolezinhos” nos shoppings e a intolerância – Por: Dennis de Oliveira

    Quando eu tinha 14 anos, eu e um amigo meu de escola fomos ao Shopping Center Ibirapuera para procurar emprego. Estávamos, para nossos padrões, com a nossa melhor roupa. Claro que a nossa ida ao shopping não era motivada apenas pela necessidade de emprego, mas também tínhamos intenção de passar por lá – fazer um "rolezinho". O Shopping Ibirapuera era, para nós, um lugar sofisticado, que a gente reservava para fazer os passeios mais "chiques" – não comprávamos absolutamente nada (até porque grana não havia), no limite íamos ao cinema quando dava ou comíamos um lanchinho. Era uma sexta feira, final da tarde, quando de repente um barulho denunciava que alguém tinha soltado alguma bombinha (destas de festas juninas) dentro do shopping. Uma mulher aparentando uns 30 anos nos viu e cochichou ao vigilante. Atônitos, eu e meu colega fomos agarrados – um em cada mão – pelo brutamontes que ...

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    Polícia notifica jovens em shopping por reconhecer o ‘naipe’

    Polícia notifica jovens em shopping por reconhecer o ‘naipe’

    por Gisele Brito, São Paulo – O grupo com oito rapazes só andava. Mas quando chegaram, por volta das 17h, todos sabiam que eram eles. Os seguranças, que já estavam descrentes na "ameaça" do rolê, começaram a fazer sinais. “Fica de olho”, disse um para o outro. Eu também sabia. Havia chegado uma hora antes e circulado pelo shopping Center Norte, cujo slogan é "Shopping da família". A maioria dos clientes e dos vendedores era branca, às 15h30. Nenhum dos que circulavam entre as lojas usava tênis colorido de corrida. Quando eles chegaram, todos sabiam que eram eles porque usavam esses tênis de cor berrante, camisetas com estampas coloridas, bonés e correntes de ouro. Um figurino de R$ 1.000. E tinham jeitão que avisava: era um rolezinho. Fora a indiscrição da indumentária do grupo, não faziam nada diferente de quem vai passear num shopping. O primeiro que veio me cumprimentar tinha ...

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    Ninguém perguntou sobre os corpos negros ensanguentados no chão – Por: Higor Faria

    Durante as férias de janeiro, Paulo nasceu numa fazenda de soja no interior de Goiás. A bolsa estourou e sua mãe não teve tempo de correr para o hospital fazer a cesária como o médico havia planejado. Quem fez seu parto foi a sogra do caseiro, uma mandigueira das fortes. "A parteira que trouxe o pretinho herdeiro da soja ao mundo", como diziam os racistas que cercavam aquele casal. E ainda emendavam num "onde já se viu?!". Paulo cresceu, mas não muito. Foi pra capital cursar agronomia, pois aprendeu que seria o mais certo para tocar bem os negócios da família. Na faculdade, percebeu que não havia outros negros na sua turma, alguns poucos em outros semestres do seu curso e um pouquinho mais se juntasse todos de toda a universidade. O ambiente era hostil, mas dava para superar. Já havia se acostumado a ser o único negro do lugar. ...

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    Os loucos, os normais e o Estado por ELIANE BRUM

    Rolezinhos: O que estes jovens estão “roubando” da classe média brasileira – por Eliane Brum

    Os novos “vândalos” do Brasil O rolezinho, a novidade deste Natal, mostra que, quando a juventude pobre e negra das periferias de São Paulo ocupa os shoppings anunciando que quer fazer parte da festa do consumo, a resposta é a de sempre: criminalização. Mas o que estes jovens estão, de fato, “roubando” da classe média brasileira? O Natal de 2013 ficará marcado como aquele em que o Brasil tratou garotos pobres, a maioria deles negros, como bandidos, por terem ousado se divertir nos shoppings onde a classe média faz as compras de fim de ano. Pelas redes sociais, centenas, às vezes milhares de jovens, combinavam o que chamam de “rolezinho”, em shopping próximos de suas comunidades, para “zoar, dar uns beijos, rolar umas paqueras” ou “tumultuar, pegar geral, se divertir, sem roubos”. No sábado, 14, dezenas entraram no Shopping Internacional de Guarulhos, cantando refrões de funk da ostentação. Não roubaram, ...

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    amarildo

    Onde está Amarildo? por Eliane Brum

    O fato de o ajudante de pedreiro ser visto como “boi” pode ter ajudado a fazer do seu desaparecimento um protesto. Os conhecidos chamavam Amarildo de “boi”. Porque fazia a proeza de carregar dois sacos de cimento nas costas, apesar de magro e quase baixo, em seu pouco mais de 1,70 metro de altura. Porque era também quem carregava os doentes nas costas, tirando-os de dentro da favela e vencendo as escadarias da Rocinha. De todas as descrições de Amarildo, é a do boi a mais marcante, a infinitamente repetida. É como boi que o enxergavam. Boi, não touro. E esta, talvez, seja parte da tragédia. A que começou muito antes do derradeiro crime. Passei quase duas semanas sem acesso à internet, telefone ou qualquer notícia, numa viagem de trabalho. Não vi o Papa. Quando voltei, descobri que precisava saber onde estava Amarildo. Que, para muitos, o Papa não tinha ...

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    Foto: André Neves Sampaio

    Imprensa e Racismo

    Maria Carolina Trevisan Foi em 1995, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu a existência de racismo e desigualdade racial no País, que políticas públicas específicas para a população negra passaram a ser discutidas mais fortemente pelo poder público, impulsionadas pela luta histórica do Movimento Negro e de setores progressistas da sociedade civil. O tema teve destaque em 2001, com a III Conferência Mundial contra o Racismo, Xenofobia e Intolerâncias Conexas, em Durban, África do Sul. Naquele momento, o governo brasileiro se comprometeu a adotar oficialmente medidas contra o racismo, além de oferecer oportunidades para a população negra. No início do governo Lula, em 2003, esse debate ganhou contornos polêmicos com o estabelecimento das primeiras reservas de vagas para negros em instituições de ensino superior, como na Universidade Esta­dual do Rio de Janeiro (Uerj), na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e na Universidade do Estado da Bahia (Uneb). ...

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    Morte aos escravos

    Morte aos escravos: sobre a pena capital

    No Império, a pena capital atingiu majoritariamente negros, pobres, descendentes de escravos e mestiços Por: João Luiz Ribeiro Compareceu ao tribunal do júri da corte imperial do Rio de Janeiro, em 18 de dezembro de 1851, o escravo José, crioulo (nascido no Brasil), cozinheiro de profissão. Era acusado do homicídio de seu senhor, o armador e capitão do mar José Augusto Cisneiros, em novembro do mesmo ano. Desconsolado, porque o juiz de direito não lhe permitia contar sua versão dos fatos, suspirou: "no meio das galinhas as baratas não têm razão". Condenado à morte, José foi enforcado em 13 de janeiro de 1852, segundo o modo habitual de execução, conforme descrito pelo missionário Daniel Kidder (1815-1891): "No Brasil não se adota o cadafalso de alçapão. A forca ergue-se sobre três moirões, em forma triangular. A ela se sobe por uma escada e, quando a corda já está ajustada ao pescoço ...

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    Crueldade e impunidade marcam crimes de policiais

    Crueldade e impunidade marcam crimes de policiais

    Perseguidas pelos matadores, famílias sofrem com falta de apoio do Estado e com desleixo nas investigações; casos já foram encaminhados para ONU e OEA. A Salvador que atrai milhares de brasileiros e estrangeiros para o Carnaval com seus ritmos afro vive um apartheid violento nas ruas, como se a imensa maioria negra não tivesse direitos. Enquanto o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do bairro mais rico da capital, Itaigara, com 17 mil habitantes, é semelhante ao da Noruega (IDH 0,971), os 45 mil moradores de Periperi (IDH 0,668), localizado no Subúrbio Ferroviário, que concentra mais de 50% dos homicídios da capital baiana, tem qualidade de vida pior do que a do Gabão. É esse caldo de cultura que favorece o descaso das autoridades baianas na investigação e no apoio aos familiares das vítimas de matadores , em sua maioria negros jovens – praticado por policiais militares e civis, seguranças particulares ...

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    mare

    Desmilitarização da polícia, a pauta urgente – Por Sylvia Moretzsohn

    A truculência na repressão indiscriminada e gratuita a manifestantes que participaram de várias das passeatas nos últimos dias, desde a quinta-feira sangrenta (13/6) na Avenida Paulista, impôs a urgência de uma velha demanda: a desmilitarização das polícias e a discussão sobre o papel dessa instituição num Estado democrático. A indignação contra a violência policial se espalhou imediatamente nas redes sociais, muitas vezes acompanhada de vídeos incontestáveis: soldados lançando bombas de gás e disparando balas de borracha contra pessoas que esperavam a abertura dos portões do metrô para voltar para casa, ou estavam em bares, ou observavam o movimento e levantavam as mãos, encurraladas pela polícia. A avalanche de denúncias, entretanto, animou muita gente a lembrar um detalhe essencial, que teve o poder de síntese de um slogan: na favela, as balas não são de borracha. Noutras palavras: os que sentiram agora o peso das forças da ordem precisam acordar para ...

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    Fotógrafo vítima de racismo procura OAB/RJ e tem caso revertido

    Fotógrafo vítima de racismo procura OAB/RJ e tem caso revertido

    Em 8 de dezembro de 2010, o fotógrafo Izaqueu Alves saiu de casa para mais um dia de trabalho. Com uma mochila nas costas, aguardava uma amiga na estação do metrô de Vicente de Carvalho. Essa atitude foi considerada suspeita por dois policiais, que abordaram Izaqueu e exigiram que mostrasse seu registro profissional. Como se recusou, o fotógrafo foi algemado e levado à força para a 27ª Delegacia de Polícia (27ª DP), acusado de desobediência e desacato. Izaqueu procurou então a Comissão de Igualdade Racial (CIR) da OAB/RJ, cuja ação foi determinante para que o fotógrafo passasse da condição de réu à de vítima – no início do mês passado, os policiais foram requisitados pela juíza da 19ª Vara Criminal, acusados de abuso de autoridade e injúria grave. No dia da abordagem, o fotógrafo estranhou a conduta dos agentes e disse que não era obrigado a mostrar nenhum documento comprobatório de sua atividade ...

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    DJ Lah, do grupo Conexão do Morro, morre em chacina na periferia de São Paulo

    DJ Lah, do grupo Conexão do Morro, morre em chacina na periferia de São Paulo

    Nove pessoas foram baleadas e, dessas, seis morreram em uma chacina na periferia de São Paulo. Um dos mortos é Laercio de Souza Grimas, o DJ Lah, do grupo Conexão do Morro. Ele é parceiro de mixagens do rapper Mano Brown. A notícia do crime foi publicada no início da madrugada em um site especializado. O DJ é tratado como "um irmão" que fez história no Rap. A chacina aconteceu por volta da meia-noite no bairro Campo LImpo, na zona sul de São Paulo. Segundo testemunhas, homens armados desceram de dois carros e uma moto e dispararam contra um grupo que estava em um bar. Cinco pessoas morreram no local e outra no pronto-socorro. Um dos mortos é o DJ Lah, do Grupo Conexão do Morro, criado no Capão Redondo, região periférica e violenta da capital paulista. Segundo o site, os tiros também acertaram o rapper 2Pac, do grupo Sintônia ...

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    PM me escolheu porque eu era o único negro

    PM me escolheu porque eu era o único negro

    por Alceu Luís Castilho, Órfão de pai desde os 15 anos, Nicolas Menezes Barreto sabe bem o que é trabalhar. Ele é músico e professor da rede municipal de ensino, na zona leste – em condição provisória, pois ainda não é formado. Ele prestou Música, mas entrou na segunda opção no vestibular da Fuvest. Cursa Ciências da Natureza na EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), na USP-Leste. Nicolas foi agredido por um sargento da PM, nesta segunda-feira, durante a desocupação da antiga sede do DCE Livre, o DCE ocupado – a alguns metros da sede da reitoria da USP. "Eu era o único negro lá, com dread", disse ele ao blog Outro Brasil, por telefone, no fim da tarde. A palavra dread remete ao estilo de cabelo rastafari. "Sem dúvida foi racismo. Ele foi falar comigo porque pensou que eu não era um estudante, e sim um traficante, algo ...

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    Reginaldo Bispo - Rio Dos Macacos: Mais um crime da Marinha brasileira contra os negros pobres desarmados

    Reginaldo Bispo – Rio Dos Macacos: Mais um crime da Marinha brasileira contra os negros pobres desarmados

    A tentativa de expulsão dos quilombolas do Rio dos Macacos-BA, é mais um ato de covardia e um crime das Forças Armadas e da marinha brasileira dentre tantos outros, cujo estado e governo brasileiro tem responsabilidade? ONTEM DIA 04 DE MARÇO, ficará na historia como o dia que mais uma vez, o Brasil declara guerra, através de seus militares contra uma população de brasileiros desarmados; 50 famílias da Comunidade Rio dos Macacos-BA. As famílias e cerca de 150 militantes do MN baiano e de todo o Brasil, compuseram a barreira de resistência, frente a tentativa de repressão e invasão por 500 fuzileiros e da policia baiana. A gloriosa marinha brasileira parece ter escolhido a sua guerra e os seus inimigos, armados até os dentes, portando carros de combate, fuzis, metralhadoras e tratores pretendiam, desalojar, expulsar e demolir as moradias desses brasileiros inimigos da pátria, "os subversivos", pretos, pobres e suas ...

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    Assassinato de Isabel Machado: Movimento negro solicita intervenção da secretaria de segurança na apuração da morte da presidente da OAB-RJ Seção Cabo Frio.

    Assassinato da Drª Isabel Machado, Advogada Criminalista e Presidente da OAB-RJ seção Cabo Frio

    Assassinato de Isabel Machado: Movimento negro solicita intervenção da secretaria de segurança na apuração da morte da presidente da OAB-RJ Seção Cabo Frio. Às vésperas do carnaval, o assassinato da Drª Isabel Machado, Advogada Criminalista e Presidente da OAB-RJ seção Cabo Frio, em sua residência na última sexta-feira, causou revolta nos meios jurídicos, sociais, movimento negro e de mulheres, no Brasil e no Exterior. Morta a tiros, dentro de casa e ao lado de seu namorado que escapou ileso, por dois pistoleiros que a executara friamente, depois de ordenarem que sentassem no sofá da sala. O crime que está com a investigação a cargo da 161ª Delegacia de Cabo Frio, não tem até o momento nenhum esclarecimento ou motivo aparente. Marcelo Dias, Superintendente da SUPIR - Superintendência de Igualdade Racial, Órgão da Secretaria de Assistência Social do RJ, irá amanhã para dar as condolência pessoais à família e encontrar-se com ...

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    Vídeo mostra últimos momentos de vida do dançarino de Gualter Rocha o Rei dos Passinho

    Vídeo mostra últimos momentos de vida do dançarino de Gualter Rocha o Rei dos Passinhos

    Dois suspeitos de terem matado o dançarino Gualter Rocha, o Gambá, conhecido também como "rei dos passinhos", foram presos na manhã desta sexta-feira (10), na rua Pesqueiras, em Bonsucesso, na zona norte do Rio de Janeiro. Eles foram detidos no mesmo local onde a polícia encontrou o corpo da vítima no dia 1º de janeiro deste ano. Os homens serão apresentados às 10h, na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, na zona oeste. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos, identificado como Carlos Emílio Cerqueira, 45 anos, é vigia da rua onde ocorreu o crime, e José Antonio Ferreira Dias, 57 anos, é morador do local. A polícia informou que a dupla teria espancado e asfixiado o dançarino e, em seguida, arrastado o corpo da vítima até a rua onde foi encontrado pela polícia. O juízo do 2º Tribunal do Júri decretou a prisão temporária por 30 dias dos ...

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    'Ela só queria nos humilhar' conta estudantes africanos sobre racismo da polícia em Porto Alegre

    ‘Ela só queria nos humilhar’ conta estudantes africanos sobre racismo da polícia em Porto Alegre

    Samir Oliveira Africanos ainda tentam entender racismo da polícia em Porto Alegre Quando vieram ao Brasil em busca de aperfeiçoamento profissional, Sagesse Ilunga Kalala, de 21 anos, e Tibule Aymar Sedjro, de 22 anos, pensavam que estavam desembarcando no país do futebol e das belas praias. Mal sabiam os dois africanos que, além de encontrar pessoas e aprender um novo idioma, iriam conhecer um pouco do que há de mais negativo no ser humano. Palavras como racismo, discriminação e preconceito passariam a integrar o vocabulário e o cotidiano dos dois jovens. Sagesse, da República Democrática do Congo, e Tibule, do Benin, estão em Porto Alegre desde o início do ano passado para estudar português – etapa obrigatória de um convênio entre o governo brasileiro e países africanos, que em seguida deslocará os dois para a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), onde cursarão, respectivamente, Biologia e Oceanologia. Com quase um ...

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    Racismo na USP - Desembargadora Kenarik Boujikian afirma que a polícia paulista comete abusos graves contra negros e pobres

    Desembargadora Kenarik Boujikian afirma que a polícia paulista comete abusos graves contra negros e pobres

    Polícia cometeu abusos graves na USP, afirma desembargadora Kenarik Boujikian Felippe A desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian Felippe, co-fundadora e ex-presidente da Associação Juízes para Democracia, critica a ação da PM na USP. Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, a desembargadora comenta a truculência dos policiais contra o estudante Nicolas Menezes, que foi agredido e teve a arma apontada para a cabeça na Universidade. Kenarik afirma que a polícia paulista comete abusos graves contra negros e pobres.   Fonte: Brasil Atual

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    Ao ser levado para a viatura, um policial disse para o advogado: ‘Negão, o pau vai cantar pra ti'

    Ao ser levado para a viatura, um policial disse para o advogado: ‘Negão, o pau vai cantar pra ti’

    Advogado agredido durante protesto acusa PMs de racismo A Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí oficializou nesta quarta-feira (04) o pedido de afastamento dos policiais militares envolvidos na agressão ao advogado Enzo Samuel Alencar Silva. O documento foi entregue ao coronel Rubens Pereira, comandante da PM, pelo presidente da OAB-PI, Sigifroi Moreno. Enzo Samuel foi detido ontem (03), durante manifestação contra o aumento da passagem de ônibus em Teresina. Advogado do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), ele acompanhava a manifestação quando foi dominado por PMs e preso no bagageiro de uma viatura do Grupamento Ronda Cidadão. Sangrando e com falta de ar, Enzo chegou a passar mal. "Eu estava algemado e pedi pro rapaz que também estava na viatura e que estava sem algema pra pegar meu celular e entrar em contato com a Tenente Coronel Júlia. Por telefone, ela demonstrou surpresa com ...

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    Ecos da escravidão

    Por: Cynara Menezes No anúncio de tevê feito para atrair turistas pelo governo da Bahia, o menino dizia que, quando crescesse, queria ser capoeirista como o pai. Por volta das 10 da noite de 21 de novembro do ano passado, Mestre Ninha, pai de Joel da Conceição Castro, chamou os filhos para dentro de casa, no instante em que a polícia fazia uma incursão pelo bairro onde mora a família, Nordeste de Amaralina, um dos mais violentos de Salvador. Segundos depois, o garoto foi atingido por uma bala perdida e morreu. Tinha 10 anos de idade. A história do menino que não realizou seu sonho por não ter crescido, infelizmente, não é exceção. Como ele, cerca de outras 50 mil crianças, jovens e adultos, morrem vítimas de assassinato todos os anos no País, brancos e negros. Mas negros, como Joel, morrem em proporção muito maior. E o pior: a diferença ...

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