sexta-feira, outubro 16, 2020

    Tag: #BlackLivesMatter

    “As pessoas querem ser escutadas” , diz Cherizar Crippen, líder do Black Lives Matter

    Cherizar Crippen é uma das jovens negras líderes do movimento Black Lives Matter (BLM) que está fazendo ferver os Estados Unidos em protestos antirracistas em 50 Estados do país, espalhando a pólvora da indignação pelo mundo, após o assassinato de George Floyd, em Minneapolis. Cherizar é ativista em sua cidade Greensboro, na Carolina do Norte, e o afro-americano Marcos Deon Smith, foi morto pela polícia em 2018. Cherizar, que veio ao Brasil representando o BLM em duas ocasiões, com uma delegação em 2017, e no Fórum Social Mundial, em 2018, conversou com a coluna Geledés no debate após participar de protestos em Greensboro. A jovem estudou no Centro de Pesquisa e Educação Highlander, uma escola de treinamento em liderança em justiça social, e hoje trabalha em cinco organizações diferentes, todas ligadas ao Black Lives Matter. “Meu trabalho inclui advocacia juvenil, comunicação, logística, educação popular, facilitação de estratégias emergentes, coordenação”, conta ela. Nesta ...

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    The Obama Foundation

    George Floyd, Barack Obama e a Segurança pública no Brasil

    Na última quarta-feira, 03 de junho, Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, fez um pronunciamento sobre o assassinato brutal de George Floyd por um policial branco de Minneapolis. Na ocasião, Obama expressou suas condolências, e da ex primeira-dama, Michelle Obama, à família de Floyd e seguiu sua análise sobre o momento crítico pelo qual passa o país. Entre as similaridades das injustiças enfrentadas pela população negra nos Estados Unidos e aqui no Brasil, destaco a inercia e resistência em discutir e implementar reformas na política de segurança pública. É preciso lembrar, sempre, o papel do racismo em estruturar e produzir injustiças em uma sociedade. Tal fenômeno foi registrado por Obama que categorizou como um problema estrutural dos EUA e classificou como uma praga as suas consequências, a exemplo de Jim Crow (leis de segregação racial), redlining (negação sistemática de serviços a determinado bairro) e o racismo institucional. [caption id="attachment_153160" align="aligncenter" ...

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    O que significa afirmar que as vidas dos negros e das negras importam?

    Logo após o dia 25 de maio, marcado pelo brutal assassinato de George Floyd, homem negro de 46 anos, em Minneapolis, no sudeste do Estado de Minnesota, nos Estados Unidos, as ruas de dezenas de cidades norte-americanas têm sido ocupadas por manifestantes que denunciam o que esse crime efetivamente revela: o racismo institucionalizado que estrutura um amplo espectro de relações sociais naquele país. Mas, então, levanto a questão: por que apenas quando algumas de nossas mortes são filmadas é que a branquitude faz coro ao “black lives matter”? O racismo, como hoje o entendemos, não é sinônimo de “preconceito”. O racismo é uma estrutura que combina o preconceito ao poder, isto é, trata-se de uma opinião formada sem embasamento que conta, para a sua perpetuação, com diversos dispositivos que ordenam a vida, os corpos, as ideias e os espaços ocupados por pessoas, queiram elas ou não. Isso implica reconhecer a ...

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    © REUTERS/Brendan McDermid

    Apoio a movimento antirracismo cresce após morte de George Floyd, diz pesquisa

    O apoio dos americanos ao movimento contra o racismo "Black Lives Matter" (vidas negras importam) aumentou desde o início dos protestos pela morte de George Floyd e superou 50% nas últimas duas semanas, revela uma pesquisa. Floyd, um ex-segurança de 46 anos, morreu no dia 25 de maio depois de ter o pescoço prensado contra o chão pelo joelho de um policial em Minnesota. As imagens e a voz estremecida de Floyd foram compartilhadas na internet e causaram comoção e revolta, com uma onda de protestos que se espalhou por dezenas de cidades dos EUA e outras partes do mundo. Segundo levantamento da agência de pesquisas online Civiqs com mais de 106 mil pessoas, a maioria (53%) é favorável ao "Black Lives Matter", uma diferença de 28 pontos percentuais para os que são contrários. Em 24 de maio, antes da morte de Floyd, a margem era de 17 pontos percentuais ...

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    Ricardo Moraes/Reuters

    Manifesto de negras e negros evangélicos

    “Ai dos que promulgam leis iníquas, os que elaboram escritos de opressão, para suprimir os direitos dos fracos, e privar de justiça os pobres do meu povo.” Isaías 10:1-2. Nós, negras e negros evangélicos brasileiros, nos manifestamos para clamar a urgência de a igreja se posicionar a denunciar o racismo como pecado, e pecado estrutural. Quantas irmãs de nossas igrejas já perderam os filhos assassinados? Quantos jovens de nossas igrejas já foram mortos? Quantas irmãs oram por seus filhos presos? Queremos vida, mas as oportunidades são negadas, as portas de empregos cada vez mais são fechadas, o acesso à educação e ao sonho da universidade ainda não é para todos. Na maioria das vezes, nos falta o básico, nos faltam casa, alimento e água. Quantos irmãos e irmãs estão morrendo nas filas dos hospitais e tantos outros nem conseguiram ter atendimento quando foram buscar a cura? É hora de reconhecer ...

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    Tasos Katopodis / Getty Images

    Posicione-se!

    Desde o assassinato de George Floyd, temos visto toda uma movimentação nas redes sociais em defesa das vidas negras, onde as pessoas estão postando imagens, usando hashtags, escrito textos, etc e tudo isso é muito legal e importante. Mas é necessário que essa atitude vá além das redes sociais e não estou falando sobre confrontos físicos, mas sobre mudança de comportamento. Aliás, se fôssemos expressar em palavras os confrontos que têm ocorrido nos EUA, seria exatamente assim: CHEGA! ESTAMOS CANSADOS! "NÃO CONSEGUIMOS MAIS RESPIRAR (adaptado)." Cansados de sorrisos amarelos, de pedidos de desculpas, de "não era essa minha intenção", "eu não fiz por mal", "somos todos iguais", "tenho até amigos negros", "a moça que trabalha lá em casa…", de pessoas falando da NOSSA vivência, de pessoas querendo dizer onde é o nosso lugar e todas as outras justificativas para esconder e fazer perpetuar o preconceito e o racismo. Se você ...

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    Reprodução/Facebook

    Nota da Coalizão Negra por Direitos por justiça para Miguel Otávio!

    A Coalizão Negra por Direitos se solidariza com a dor profunda de Mirtes Renata Souza e sua família pela perda irreparável do pequeno *Miguel Otávio*. Estamos, todas/os nós ao lado de sua família por justiça e apuração isenta dos fatos desencadeados pela postura criminosa de Sari Gaspar Corte Real, que ceifaram a infância, a adolescência e a vida adulta de Miguel Otávio. Impunidade nunca, esquecimento jamais! A Coalizão Negra por Direitos é uma articulação nacional de organizações, entidades e coletivos de movimento negro, de todo o país, criada em 2019 e que vem atuando em âmbito nacional e internacional com ações de denúncia e incidência política para o combate ao racismo no Brasil. Sobre o caso do pequeno Miguel, vimos que todas as imagens que registram os últimos minutos da criança não deixam qualquer dúvida sobre a responsabilidade de uma mulher adulta, “empregadora” e membro da elite política local na ...

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    Pessoas brancas aderem às manifestações sobre racismo (Foto: Loic VENANCE / AFP)

    Norte-americanos brancos se unem aos protestos contra o racismo

    Cada dia mais americanos brancos se unem aos protestos em favor do movimento "Black Lives Matter" após a morte de George Floyd, conscientes de que a discriminação contra os negros vai além da violência policial. "É a primeira vez que participo destas manifestações", disse à "AFP" Krista Knight, uma dramaturga de 36 anos, durante um protesto no fim de semana em Manhattan. "Não participar é como enviar a mensagem de que eu não me importo. O silêncio sugere cumplicidade. Senti que eu tinha que sair de casa hoje", disse. Ela escolheu a palavra "cumplicidade" para seu cartaz. Um termo muito utilizado por manifestantes brancos, que também denunciam o "silêncio branco". O debate sobre a atitude dos americanos brancos ante o racismo sistêmico e as injustiças sofridas pela minoria negra nos Estados Unidos ao longo da história, que ganhou força pela morte de George Floyd, é intenso. A designer gráfica Tatjana ...

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    iStockphoto

    Pele alva e pele alvo: porque jovens negros continuam sendo vítimas preferenciais da violência

    Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicados em 2019, mostram que houve um aumento de 19% de mortes por agentes policiais, em relação ao ano anterior da pesquisa, sendo que desse montante 99% são homens. O viés racial é evidente: 75% são negros e, entre eles, 78% são jovens e filhos. Esta reportagem é uma reflexão sobre a alta letalidade de jovens negros por causas violentas – justamente, um dos temas priorizados pelo Fundo Baobá no eixo Viver com Dignidade. “Com a experiência escravista, naturalizamos o controle físico sobre os negros e negras em nossa sociedade, de modo que é trivial que um jovem negro seja enquadrado na esquina de sua casa ou mesmo que seja morto barbaramente sem que haja qualquer tipo de consequência política ou social”, destaca Felipe Freitas, doutor em Direito e Sociedade, Conflito e Movimentos Sociais, pela Universidade de Brasília (UnB), e membro do Conselho Deliberativo do ...

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    Rprodução/Marcha da Negritude Unificada da Paraíba

    Miguel Otávio: não foi acidente, não foi tragédia. racismo mata!

    É 2020. Estamos na primeira semana de Junho, em meio a uma pandemia! Nossas mentes e corações estão bombardeados de incertezas e inseguranças. Sem contar as consequências da Covid-19 que nos tira o fôlego temos um desafio maior. Se manter vivas e vivos! Eis aqui o nosso desafio existencial escancarado para toda humanidade. Porquê falar sobre isso? Porque somos negras e negros! O debate sobre as relações raciais no Brasil se aqueceu ainda mais por conta das ações racistas e desumanas das polícias no Brasil e no mundo. Um legado de privilégios tem sido enumerados ao redor das fogueiras que foram acesas nos Estados Unidos da América do Norte. Em meio a pandemia somos nós que enfrentamos as consequências do racismo: estamos nas periferias em habitações precárias, enfrentando desemprego, falta de alimentos e violência. Estamos encarando as desigualdades raciais enraizadas em nossa história, com a potente chama do debate sobre ...

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    Adobe

    E se fosse o inverso?

    Noite de ontem. Eu já havia sintonizado a TV nos canais que transmitem ao vivo o movimento nos EUA, programação preferida, quando recebi mensagem de uma amiga. Vale dizer que nossas noites não têm sido noites quaisquer, né? Estamos no meio de uma pandemia, a orientação oficial dos órgãos de saúde preconiza o distanciamento social como principal estratégia para contenção de um vírus que para muitos se notabiliza por sua capacidade letal (de modo especial, para aqueles muitos de sempre) e o mundo lá fora bradando: vidas negras importam! A pandemia, afinal, tem se apresentado como um momento singular para a agudização de nossas mazelas sociais e para a exposição de nossos pactos quebradiços. A mensagem que recebi me informava de um "incidente" envolvendo uma criança negra de 5 anos, que estava ali em Recife, sob os cuidados de uma patroa branca, no alto do quinto andar dum luxuoso condomínio, ...

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    EDUARDO MUNOZ ALVAREZ/AFP/Getty Images

    Doze dias que abalaram os Estados Unidos

    Deflagrados pelo assassinato de George Floyd pela polícia e alimentados pela relutância das autoridades de Minneapolis em prender e processar os três cúmplices do assassino, os protestos de multidões varreram os estados Unidos como intensidade inédita desde os anos 1960. Em mais de 150 cidades, os afro-americanos e seus aliados encheram as ruas, enfrentando a pandemia de covid-19 e a violência da polícia. Desafiaram séculos de desigualdades de raça e classe, exigindo liberdade de justiça para todos e colocando em xeque uma estrutura de poder racista e corrupta, baseada em repressão violenta. 1. Brechas nas defesas do sistema: Depois de dez dias seguidos na ruas, a indignação popular contra a injustiça sistemática abriu diversas brechas no muro de defesa do sistema. As autoridades legais do estado de Minnesota, onde Floyd foi morto, foram forçadas a prender e indiciar todos os policiais envolvidos, por homicídio de segundo e terceiro graus. Surgiu ...

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    Cornel West (Getty)

    Caso George Floyd: ‘Os EUA são um experimento social falido’, critica filósofo

    Ele foi professor em Yale, Princeton e na Universidade de Paris. Atualmente leciona em Harvard. Escreveu mais de 20 livros sobre questões de raça, herança africana e democracia. West fala de forma provocadora e, nesta entrevista à BBC, compartilha sua visão do que chama de "experimento social falido" nos Estados Unidos, o "legado da supremacia branca" e sua posição enfática em relação ao presidente Donald Trump e à linguagem que o presidente usou para se referir aos manifestantes que saíram às ruas após a morte de George Floyd. Floyd, um homem negro de 46 anos, morreu em 25 de maio em Minneapolis depois que um policial branco pressionou o joelho sobre o pescoço dele por mais de 8 minutos. O evento provocou protestos em dezenas de cidades dos EUA e reviveu o debate sobre o racismo no país. A seguir, veja um resumo de uma entrevista que West deu à ...

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    “Eu não consigo respirar”: a retórica antirracista da branquitude no Brasil e o mito de ninguém solta a mão de ninguém.

    Estou transformando a minha tristeza em um breve texto que não dimensiona tudo, mas para falar que, por mais que ame pessoas brancas, não há condições de lidar com atitudes hipócritas enquanto os meus morrem a cada 23 minutos. Fazia parte de um grupo de WhatsApp formada por pessoas de esquerda, intelectuais, pesquisadores, economistas, artistas... sendo provavelmente uma das únicas negras do grupo, senão a única. Já tinham compartilhado no grupo uma transmissão de vídeo de mulheres negras se batendo como se fosse engraçado. Não parecia nem de longe um pensamento da maioria, mas o silêncio é tudo, menos antirracista.  Pontuei e pensei em sair - e deveria tê-lo feito - mas permaneci, sei lá o porquê. Talvez fazer parte de um grupo de pessoas interessantes mexa com a nossa vaidade, não é mesmo? Preciso elaborar melhor, pensar e sentir... Ontem à noite li um grande absurdo nesse grupo de ...

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    As três fundadoras do movimento em protesto recente © Pixabay

    ‘Black Lives Matter’: As três mulheres negras por trás do movimento contra o racismo

    Foi chorando lágrimas de indignação por conta da absolvição de George Zimmerman, assassino do jovem negro Trayvon Martin, morto a tiros aos 17 anos, em 2013, que a escritora, professora e ativista Alicia Garza escreveu uma postagem nas redes sociais da qual nasceria um dos mais importantes movimentos sociais e políticos no combate ao racismo da atualidade. “Pessoas negras. Eu amo vocês. Eu nos amo. Nossas vidas importam. Vidas negras importam”, dizia. A artista e ativista Patrisse Khan-Cullors compartilhou a postagem, cunhando a hashtag #BlackLivesMatter; quando viu a hashtag, a escritora Opal Tometi procurou pelas duas mulheres negras e ativistas que começavam a dar voz à indignação de um povo: e nascia o movimento Black Lives Matter, que atualmente em todo o mundo grita em protesto pelo valor das vidas negras contra a violência e o racismo. Desde o brutal assassinato de George Floyd por um policial nos EUA e ...

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    (Jonathan Alcorn/AFP/)

    Nike anuncia doação de US$ 40 milhões a organizações que combatem racismo

    A Nike anunciou hoje que vai doar um montante de US$ 40 milhões (quase R$ 200 milhões na cotação de hoje) para apoiar iniciativas que combatem o racismo racial. Em um comunicado, a empresa afirmou que o valor será repassado ao longo de quatro anos a organizações que têm como foco a justiça social, a educação e a igualdade social nos Estados Unidos. "O racismo sistêmico e os eventos que têm se desdobrado nos Estados Unidos ao longo das últimas semanas servem com um lembrete urgente da mudança contínua que nossa sociedade precisa. Nós sabemos que vidas negras importam. Nós temos que nos educar mais profundamente sobre os problemas enfrentados pela comunidade negra e entender o enorme sofrimento e a tragédia racial sem sentido que o preconceito cria", disse o presidente da Nike, John Donahoe, no comunicado. A iniciativa vem em meio aos protestos contra o racismo que vêm acontecendo ...

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    (Foto: INSTYLE.COM/BONNIN STUDIO / STOCKSY)

    Como falar com sua família branca sobre racismo – Black Lives Matter

    Como falar com sua família branca sobre racismo. Ser aliado significa ter conversas desconfortáveis. Aqui está como começar. Eventos recentes nos Estados Unidos me deixaram refletindo sobre as inúmeras maneiras pelas quais posso me sair melhor como aliado quando se trata de apoiar a comunidade negra e derrubar os sistemas inerentemente racistas em nosso país. Uma grande parte de ser um aliado não é apenas assumir a responsabilidade por si mesmo e não ser racista, mas trabalhar ativamente para desmantelar o racismo quando você o vê - em outras palavras, conversando com as pessoas em sua vida que ainda fazem comentários ignorantes em resposta ao notícias ou que possuem crenças prejudiciais. 13º O documentário de Ava DuVernay de 2016 explora a criminalização de afro-americanos e o boom da prisão nos EUA. Disponível para transmitir na Netflix. Ou seja, pessoas como meu pai, um homem branco conservador em uma cidade rica que ...

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    Como de costume, Michael Jordan acompanhou o jogo dos Hornets da primeira fila (Foto: Getty Images)

    Michael Jordan doará R$ 497 milhões a organizações engajadas na causa antirracista

    Maior jogador de basquete de todos os tempos e seis vezes campeão da NBA com o Chicago Bulls, Michael Jordan anunciou na tarde dessa sexta-feira, que doará, através de sua marca Jordan Brand, US$ 100 milhões (cerca de R$ 497 milhões) a organizações engajadas na causa antirracista. O auxílio será concedido ao longo dos próximos 10 anos com a intenção de garantir igualdade racial, justiça social e maior acesso à educação.   Ver essa foto no Instagram   Black lives matter. This isn't a controversial statement. We are you. We are a family. We are a community. Michael Jordan and Jordan Brand are committing $100 million over the next 10 years to protecting and improving the lives of Black people through actions dedicated towards racial equality, social justice and education. #JUMPMAN Uma publicação compartilhada por Jordan (@jumpman23) em 5 de Jun, 2020 às 1:37 PDT A doação acontece cinco dias ...

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    Profissionais da saúde participam do ato 'Black Lives Matter' em frente a um hospital Bellevue, em Nova York (Foto: Johannes Elisele/ AFP)

    Primavera americana

    Os edifícios da democracia liberal norte-americana, assim como de nossa incompleta República, foram construídos sobre o holocausto indígena e da população negra, arrastada em grilhões a este continente. O fim da escravidão não foi capaz de colocar termo ao racismo e à discriminação, assegurar a igualdade formal, criar condições mínimas de igualdade no plano político e econômico entre os que compõem essas nações, muito menos de reparar todo o mal que lhes foi infligido ao longo dos séculos. Os avanços promovidos pela democracia têm se mostrado lentos e insuficientes, como apontam os mais diversos indicadores sociais e econômicos. Lá e cá, negros recebem menos educação, têm menos acesso a serviços e bens públicos. Consequentemente, suas oportunidades, remuneração, expectativa de vida e bem-estar ficam abaixo da dos brancos. A manutenção dessa subordinação econômica e social não são acidentais, mas sim constitutivas do “bom” funcionamento de sociedades hierárquicas e injustas e o ...

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    Pessoa segura um cartaz com os dizeres 'Black lives matter' ("vidas negras importam", em português) durante um protesto na sexta-feira (29) em Detroit, no Michigan, pela morte de George Floyd. (Foto: Seth Herald/AFP)

    Vidas negras importam! Mas por que precisamos afirmar o óbvio?

    Quando um homem branco, a serviço do Estado, assassina brutalmente um homem negro, sob os olhos do mundo inteiro; quando, mais uma vez, incontáveis tiros da polícia terminam com a vida de uma pessoa negra em uma favela; não é mais possível silenciar as vozes que gritam, no Brasil e no mundo: Vidas Negras Importam! Mas, por que é necessário afirmar que vidas negras importam, já que isso é óbvio? Porque, assustadoramente, não é tão óbvio para muitos brancos, nem para as estruturas racistas da nossa sociedade. A vida – e a morte – de pessoas negras é banalizada na sociedade ocidental, há mais de 500 anos. “A carne mais barata do mercado é a carne negra”, lembra-nos a artista brasileira Elza Soares. Vidas negras são banalizadas quando um agente do Estado mata uma pessoa negra, sem que ela esteja apresentando nenhuma ameaça. A isso chamamos Genocídio da População Negra ...

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