Tag: Carolina Maria de Jesus

    “A cor púrpura” e “Quarto de Despejo”

    Uma nota sobre a arte de arranhar a vida entre os dentes

    “A noite está tépida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exotica gostaria de recortar um pedaço do céu para fazer um vestido.” (Quarto de Despejo, pg. 32). Há muito o que se dizer e muito que até aqui já foi dito sobre a solidão de Carolina Maria de Jesus, conquistada ao seu posto de escritora, mãe de três filhos e que denominava-se despejada do mundo, herdeira do amarelo da fome. Da mesma forma, há muito o que se traduzir nas linhas do livro de Alice Walker que conta a história de Celie, violentada durante a infância, apartada dos seus filhos (frutos de tais abusos) e confinada a uma vida em que chama o próprio marido de Sinhô, esquecendo-lhe o nome. “A Cor Púrpura”, de Alice Walker foi publicado originalmente em 1982 e conta a história de uma mulher negra a partir de cartas que ela escreve ...

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    Colagem by Domitila de Paulo

    Carta à Carolina Maria de Jesus

    No ano de 2020 a obra "Quarto de Despejo", da intelectual e escritora negra Carolina Maria de Jesus completa 60 anos, o livro auto biográfico é um chamado ancestral que ecoa a partir de uma voz feminina e negra que têm muito a dizer sobre o nosso presente. Parar e se permitir ouvir essa voz nos possibilita entender que o nosso mundo não seria tão catastrófico se abraçássemos a concepção de mundo dessas mulheres, que há muito tempo têm criado epistemologias, ciências e suas filosofias na tentativa de reconfigurar o nosso presente para estabelecer um afro-futuro. "Uma revolução chamada Carolina" é o tema da FLUP (Festa Literária das Periferias) desse ano, e eu junto a outras "Carolinas" fui selecionada pelo propósito de construir esse amanhã, e é com muita coragem e bravura que compartilho esse amanhã com vocês: Carta a Carolina Maria de Jesus Há muito tempo venho afirmando o compromisso íntimo e ancestral de encontrar você em mim, desde nossos ...

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    Carolina Maria de Jesus autografa seu sucesso "Quarto de Despejo", durante participação no I Festival do Rio Foto: Agência O Globo

    Nos 60 anos de ‘Quarto de despejo’, autoras da Flup escrevem à Carolina de Jesus

    Quando a escritora Conceição Evaristo leu pela primeira vez “Quarto de despejo” (1960), livro de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), sentiu o impacto de uma novidade que mudaria sua vida: “Era como ler o cotidiano de minha família”. Se pudesse escrever hoje para a autora, talvez contasse que sua mãe, após também ser tocada pela obra sobre a rotina na favela, escreveu um diário, semelhante ao de Carolina, que a escritora mineira guarda em casa. — Nós conhecíamos os lixos de Belo Horizonte, e ele significava sobrevivência, assim como o lixo de São Paulo para Carolina — conta Conceição. — Ela inaugurou uma nova vertente na literatura brasileira em que o ato literário se dá como inscrição de vida, não somente uma vida particular, mas uma vida coletiva. No caso dela, trata-se de vivência de uma mulher negra e pobre que entende que sua vida merece e precisa ser escrita ...

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    É só uma mulher negra

    Poema de Júlio Ribeiro Xavier, em co-produção com a acadêmica Maiara Sheila Freitas Santos, para homenagear a escritora Carolina Maria de Jesus, autora do livro "Quarto de Despejo". Enviado para o Portal Geledés  Carolina Maria de Jesus / Acervo IMS É só uma mulher negra Uma mulher negra da favela Onde já se viu uma mulher negra fazer novela? É só uma mulher negra Uma mulher negra sem eira nem beira Onde já se viu uma mulher negra  querendo fazer feira? É só uma mulher negra Uma mulher negra que mora perto do lixo Onde já se viu  uma mulher negra querer ter direito ao seu próprio luxo? É só uma mulher negra Uma mulher negra semialfabetizada Onde já se viu  uma mulher negra querer ser elitizada? É só uma mulher negra Uma mulher negra resiliente Onde já se viu uma mulher negra sapiente? É só ...

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    Oficina de leitura sobre Carolina de Jesus aproxima Maré (RJ), Moçambique e Angola

    Exposição "Da Maré ao Canindé, inspiração para as periferias" chega em maio ao Festival Feminista de Lisboa Por Clívia Mesquita, do Brasil de Fato Montagem que faz diálogo entre obra de Carolina Maria de Jesus e realidade na Maré passou por países africanos de língua portuguesa em 2018 / Pablo Marcelino O primeiro contato com a obra da escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977) no mestrado em Literatura Brasileira na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi o pontapé para Miriane Peregrino, 38, iniciar um projeto de incentivo à leitura no Museu da Maré em 2013, o “Literatura Comunica!”. Desde então, jovens de diversas comunidades do Conjunto de Favelas na zona norte do Rio de Janeiro passaram a conhecer a figura de uma mulher negra, pobre, favelada, com três filhos pequenos e catadora de papel que ficou famosa por seus escritos sobre a dura ...

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    “Trabalhar a literatura de Carolina Maria de Jesus foi imprescindível para descolonizar olhares”

    Silene Barbosa mergulhou na história da escritora negra Carolina Maria de Jesus para trazer aos quadrinhos a vida de uma catadora de papel da periferia de São Paulo que realizou uma das mais importantes obras literárias brasileiras, “Quarto de Despejo”, livro traduzido em 13 idiomas e distribuído em 49 países. O HQ “Carolina” foi indicado, em 2017, ao Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, e Sirlene foi a primeira quadrinista negra indicada à premiação. Os diálogos nos quadrinhos ganham ainda mais força com os traços do artista visual João Pinheiro. Mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP, a professora de língua portuguesa revela nesta entrevista à coluna Geledés no debate que sua inspiração para escrever o livro veio de um momento em sala de aula, em que meninas negras não se identificaram com as princesas da literatura. Sirlene não está sozinha como inspiração para as ...

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    A Literariedade da Obra de Carolina de Jesus: um reconhecimento necessário

    O artigo tem como objetivo constatar se a obra de Carolina Maria de Jesus pode ser reconhecida como Literatura Afro-brasileira e integrar o rol dos autores considerados expoentes no Brasil. A autora amplamente conhecida nos Estados Unidos, na França e outros países, ainda hoje alguns intelectuais sequer a consideram relevante para tornar-se parte do cânone da Literatura Brasileira. Discute-se seu valor literário como uma obra extremamente proeminente que também se configura como documento histórico evidenciando a História dos negros no Brasil. Essa reflexão foi elaborada a partir da análise da Literariedade da obra de Carolina Maria de Jesus. por Fernanda de Moura Cavalcante via Guest Post para o Portal Geledés A Literariedade da Obra de Carolina de Jesus: um reconhecimento necessário Fernanda de Moura Cavalcante RA00147861 Artigo apresentado como trabalho de conclusão de curso, visando a titulação em licenciatura em História, na PUCSP.   Prof. Orientador: Vera Lucia Vieira   2º ...

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    O livro “Quarto de Despejo” e suas questões jurídicas

    Em uma conjuntura tão conturbada em nosso país, em que as instituições e seus representantes protagonizam os noticiários e dominam os debates na esfera pública, é necessário que voltemos à realidade, que voltemos a nos chocar com a vida que está nas ruas dos bairros de nossas cidades, que observemos os problemas e injustiças sociais em seu caráter humano. Por Ricardo Juozepavicius Do Justificando Foto: Audálio Dantas É sempre valioso ouvir e amplificar a voz de quem nos oferece a lucidez de que há seres e problemas humanos demais, concretos demais, apesar das instituições. O livro Quarto de Despejo (1960), escrito por Carolina Maria de Jesus (1914 –1977) entre 1955 e 1960, é um retrato literário que cumpre perfeitamente essa função. Trata-se de uma escrita testemunhal sobre o cotidiano da autora e dos moradores da Favela do Canindé, em meio a explosão urbana que São Paulo ...

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    Escritor Benjamin Moser é acusado de racismo por trecho em biografia de Clarice Lispector

    Benjamin Moser escreveu que, ao lado de Lispector, ‘Carolina parece tensa e fora de lugar, como se alguém tivesse arrastado a empregada doméstica de Clarice para dentro do quadro’ no Cult O escritor e historiador Benjamin Moser, autor da mais recente biografia de Clarice Lispector, vem sendo acusado de racismo desde que um trecho do livro, publicado no Brasil em 2011, foi resgatado nas redes sociais. A lembrança veio da autora mineira Ana Maria Gonçalves. No último sábado (14), ela republicou uma passagem de Clarice em que Moser descreve uma imagem na qual Lispector aparece conversando com Carolina Maria de Jesus durante o lançamento de um livro. As escritoras Clarice Lispector e Carolina de Jesus durante o lançamento de um livro (Foto: Acervo de divulgação/ Editora Rocco) “Numa foto, ela aparece em pé, ao lado de Carolina Maria de Jesus, negra que escreveu um angustiante livro de memórias ...

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    Como transformar Carolina Maria de Jesus em quadrinhos

    Entrevista com os autores conta a história do projeto que pretende levar a escritora negra, Carolina Maria de Jesus, ainda mais longe no Brasil Por Solon Neto Do Alma Preta Sirlene Barbosa e João Pinheiro formam um casal de São Paulo-SP que resolveu dar contornos novos para a vida de Carolina Maria de Jesus ao transformá-la em quadrinhos. João é cartunista, tem 35 anos. Sirlene é mestra e doutoranda, além de professora e moradora no bairro paulistano de Itaquera. Ela tem a mesma idade de João. O livro "Carolina em HQ" conta em formato de quadrinhos a biografia de uma das maiores escritoras brasileiras de todos os tempos. Nascida em Minas Gerais, em 1914, Carolina Maria de Jesus tornou-se uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira e mundial. Sua obra mais famosa, "Quarto de Despejo", reúne diversos diários de sua vida na favela do Canindé, zona norte de São Paulo, e ...

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    Mulher e linguagem em Carolina Maria de Jesus

    A escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977) vem sendo redescoberta pelo público há algum tempo, mas o grande marco de sua retomada foram as comemorações de seu centenário, em 2014. Com uma história de vida que chama a atenção por associar uma existência material oprimida - mulher negra e pobre, moradora de favela e catadora de lixo - a um impulso que a levava a escrever quando tinha fome, Carolina impressiona por sua lucidez crítica. Por  Eliane Conceição da Silva e Elzira Divina Perpétua, do Suplemento Cultural do Diário Oficial do Estado de Pernambuco Abaixo reproduzimos dois trechos do livro Memorialismo e resistência: estudos sobre Carolina Maria de Jesus (Paco Editorial). A obra reúne estudos sobre diversos aspectos da produção artística da escritora feitas por 14 pesquisadoras e 3 pesquisadores. O livro será lançado no dia 22 de outubro, em Belo Horizonte (mais informações AQUI) Separamos dois trechos que nos ajudam a entender ...

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    Negra, ex-catadora e “favelada”: Você conhece a escritora mineira lida em 14 línguas?

    Carolina Maria de Jesus foi cozinheira, empregada doméstica e passou fome. Com dois anos de estudo, escreveu sobre o cotidiano das favelas em contos, poesias e romances Do Brasileiros Não é todo dia que uma escritora vende 1 milhão de exemplares só no Brasil e é traduzida para 14 línguas. Também não é sempre que se é lido nos Estados Unidos meio século depois. Mesmo assim, não é todo mundo que conhece esse fenômeno literário, a brasileiríssima Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada”. O termo, de dar arrepios, fez sucesso na década de 1960, quando uma moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, ganhou os holofotes. Carolina já tinha sido doméstica e auxiliar de cozinha no interior paulista quando passou a catar lixo. Era do lixão que recolhia cadernos velhos em que registrava o cotidiano da comunidade em que vivia. Nascida em Sacramento (MG) em 1914, ela se ...

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    Carolina Maria de Jesus é homenageada no Museu Afro Brasil

    A escritora, poetisa e sambista brasileira Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977) ganha homenagem em exposição no Museu Afro Brasil. Ela já dá nome à biblioteca do museu e agora é tema do projeto “Carolina em Nós”, idealizado pelo grupo Ilú Obá de Min, que há dez anos ocupa as ruas de São Paulo com atividades para promover a cultura afro-brasileira. Com curadoria de Roberto Okinaka, a exposição é gratuita, vai até o dia 31 de janeiro de 2016 e conta com extensa programação. no SISEMSP “Nossa intenção é reconhecer e dar a devida importância à figura de Carolina como escritora, não apenas por ela ser negra e catadora de material reciclável, mas por sua preciosa contribuição para a literatura brasileira”, destaca a produtora Tâmara David que coordena a exposição lado de Ester Dias. O projeto foi selecionado por meio do Programa CAIXA de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro ...

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    "Aqua Girl" - Brian ORiordan

    A neguinha metida

    Se tem uma coisa a que sempre vou ser forçadamente encaixada é ao famigerado rótulo de “neguinha metida”. Um rótulo que para a sociedade sempre cabe a alguém como eu. E por que? Enviado por Anna Cláudia Magalhães via Guest Post para o Portal Geledés Simples, estou fora do lugar que me cabe. Pense, onde estão a maioria das mulheres da sociedade? Ou melhor, onde estão a maioria das mulheres negras? Quais são seus cargos? Quais são suas formações? Quais são seus lugares em ambientes políticos? Qual a voz e atuação das mulheres negras na nossa pátria amada? Sem hipocrisia, podemos dizer, quando pensamos na figura da mulher negra em nossas mentes, qual é a primeira representação? A de uma mulher independente, letrada, atuando em algum cargo de poder ou a de uma mulher com poucas condições financeiras, mãe, ocupando cargos subalternos e que viveu com pouco ou nenhum acesso à ...

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    Memórias de uma negra e uma peça em busca de apoio

    Bora mudar um pouquinho o rumo da prosa e de estética: por Sulamita Esteliam Do A Tal Mineira Pense em uma mulher preta e favelada ser escritora em 1960. Pense nessa mulher sendo mãe solteira de três filhos, um de cada pai. Pense na revolução que foi essa vida. Quarto de Despejo é o título do livro escrito por Carolina Maria de Jesus. Um livro de memórias de uma favelada, negra, mineira, e sua perspectiva a partir da vida em seu quartinho de madeira, lata e papelão. Um livro sobre as pessoas, os princípios e/ou sua traição, sobre a luta pela sobrevivência. Toda a vida de Carolina é um questionamento. Uma plataforma de resistência. Espelho de outras vidas de centenas de milhares de mulheres negras dos sete cantos deste nosso Brasil. Mulheres que desafiam a ordem vigente. Sobreviventes. É uma história que precisa ser contada, e recontada – centenas, dezenas, milhares de ...

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    Homenagem a escritora Carolina Maria de Jesus traz reflexão sobre racismo

    Ricos momentos de reflexão acerca da pobreza e racismo marcaram o Sarau Poético "Centenário Carolina Maria de Jesus", na manhã desta última terça-feira (16), no auditório da Casa do Cidadão, em Itararé. Estiveram presentes ao encontro profissionais ligados aos movimentos e políticas de gênero e raça, além, é claro, de apreciadores da literatura e adoradores da força das linhas de Carolina. No Vitória.es "Carolina soube expressar em sua obra questões sociais de discriminação no âmbito de raça, gênero e posição social. Infelizmente, assim como a escritora, outros autores negros de literatura não tiveram visibilidade em nosso país. A sua obra fez mais sucesso no exterior do que no próprio país. Quando a escritora teve uma posição financeira melhor, a sua comunidade a rejeitou. Quando não sabemos lidar com aquilo que está em nosso interior, não conseguimos aceitar o sucesso do outro", disse a subsecretária de Movimentos Sociais do Governo do ...

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    Carta para Carolina Maria de Jesus

    A carta para Carolina Maria de Jesus e que faz parte da versão ebook "Onde estaes felicidade" organizado por Me Parió Revolução enviado por Hildalia Fernandes Cunha Cordeiro via Guest Post para o Portal Geledés Venerada Carolina Maria de Jesus,     Bom dia, amada senhora! Escrevo-lhe esta carta neste dia tão importante, para parabenizá-la pelo seu centenário e retribuir um pouco do muito oferecido por você. Ficou um tanto longa, eu sei, mas faça a leitura da mesma quando puder, sem pressa para finalizar. Realize a seu tempo e da forma mais confortável e tranquila possível. Como tem passado, amiga tão querida? Sei que, apesar do lugar muito aprazível onde está (pelo menos são as poucas informações que chegam até aqui sobre o mesmo), você, permita-me tratá-la assim, não anda satisfeita com o que pode ter conhecimento nesse outro plano. Sou portadora, nesta comunicação, de boas e más notícias. Quais as que prefere receber ...

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    UFMG recebe acervo com cópias completas de escritos de Carolina Maria de Jesus

    Material será doado pelo o historiador José Carlos Sebe Bom Meihy, que pesquisou a obra da autora de ‘Quarto de despejo’ Estado de Minas A mineira Carolina Maria de Jesus (1914-1977) tinha tudo para ter uma existência infeliz. Era pobre, foi mãe solteira, morava numa favela miserável de São Paulo e sustentava a família como catadora de detritos na capital paulista. No entanto, registrava sua experiência em cadernos que recolhia nos lixos e, com o tempo, deu a seus escritos a forma de livro, ‘Quarto de despejo’. Assim que foi publicado, o volume teve excelente recepção entre leitores e críticos, tendo sido elogiado por Clarice Lispector e pelo escritor italiano Alberto Moravia. A partir daí, seu caso se tornou conhecido e gerou vário estudos, que destacavam sua condição de mulher, negra e marginalizada. Um dos maiores pesquisadores da obra de Carolina Maria de Jesus, o historiador José Carlos Sebe Bom ...

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