Tag: intelectuais negros

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A perspectiva negra decolonial brasileira: insurgências e afirmações intelectuais

Em um momento de emergência da decolonialidade enquanto projeto teórico-prático que apresenta para o Brasil e toda América Latina e Caribe novas condições de poder, saber e ser, a perspectiva negra decolonial brasileira deve ser posicionada como uma agenda epistêmica que tem descolonizado nossas teorias e práticas educacionais. Aeducação e o currículo são territórios de disputas contínuas. Projetos como o Escola Sem Partido e os discursos em torno da “ideologia de gênero” nos mostram como tem sido articulada uma resistência colonial a um currículo decolonial, como pontuou Nilma Lino Gomes. Projetos antagonistas têm disputado as representações, os sentidos e os saberes que permeiam o fazer educativo nas escolas e universidades brasileiras. Do lado de cá, as disputas realizadas pelo movimento negro tensionam há décadas por uma educação que rompa com o epistemicídio. Sueli Carneiro, nossa mestra, afirmou que as trajetórias de educadoras/es e educandas/os negras/os nas salas de aula são ...

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The Libraries Are Aprecciated, Jacob Lawrence, 1960 (Foto: Reprodução/Philadelphia Musem of Art)

Nós, os brancos, e a nova partilha discursiva

Mesmo tendo que ser muito cuidadosos com a “cultura do linchamento” e do “cancelamento”, há questões muito importantes no debate suscitado por uma figura respeitada como Lilia Schwarcz em relação ao direito de qualquer um de nós analisarmos criticamente a produção cultural contemporânea para além e independentemente do nosso “lugar de fala”. No caso, a produção é o álbum visual Black is king, de Beyoncé. Hoje, as controvérsias em torno da noção de “lugar de fala” e das “pautas identitárias” atualizam e repetem as reações hostis contra as cotas raciais reproduzidas por intelectuais brancos, utilizando argumentações muito semelhantes. O célebre e criticado “Manifesto contra as cotas raciais”, publicado em maio de 2006, tinha como título: “Todos têm direitos iguais na República Democrática”. Endossado por artistas e intelectuais reconhecidos como Lilia Schwarcz – que, em 2019 publicou em seu Facebook um pedido de desculpas pela adesão ao documento -, o abaixo-assinado invocava o “direito universal” para ...

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Manifestação anti-racista no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro (Foto: ROBERTO MOREYRA/Agência O Globo)

Conheça 7 intelectuais que nos ajudam a entender o racismo no Brasil

Nos últimos dias atos contra o racismo e a violência policial estouraram nos Estados Unidos e no Brasil, em plena pandemia do coronavírus, chamando a atenção para a centralidade da luta anti-racista nesses países. Além dos atos organizados por movimentos como o "Black lives matter" e o "Vidas negras importam", a questão racial vem sendo pautada diariamente por diversos intelectuais que veem a questão do racismo como central nessas sociedades. Para isso, muitos pensadores vêm produzindo conteúdo de forma gratuita em seus perfis em redes sociais. O GLOBO selecionou alguns destes intelectuais que podem ajudar quem quer entender melhor os problemas estruturais causados pelo histórico escravocrata do Brasil e como o racismo segue produzindo desigualdades no país. Silvio Almeida Silvio Luiz de Almeida é jurista, professor da FGV, da Mackenzie, e da Universidade de Duke, nos EUA. Em seus livros, artigos e publicações nas redes, ele discute como o racismo ...

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Divulgação/Sipad

De quarentena em casa? Videoteca da UFPR permite conhecer intelectuais negros e temáticas raciais

Conhecer as temáticas étnico-racionais do Brasil está no alcance das mãos com a videoteca virtual indicada pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) e da Superintendência de Inclusão, Políticas Afirmativas e Diversidade (Sipad) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A programação com dez vídeos foi elaborada para ajudar em uma campanha da superintendência em defesa da quarentena durante a pandemia do novo coronavírus. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR) Imagem: Divulgação/Sipad A lista pode ser acessada neste link. A programação conta com entrevistas de personalidades negras ao programa Persona, da UFPR TV, entre as quais estão intelectuais da área de educação, como Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, e Nilma Lino Gomes; e escritores, como Oswaldo de Camargo. Pesquisa Também foram selecionados edições do programa Em Tese, no qual são entrevistados pesquisadores. São abordados temas como educação infantil, literatura infanto-juvenil e interseccionalidade com questões de gênero. Há ainda vídeos ...

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ENTREVISTA : “Nenhuma mulher negra sabe o que é viver uma vida livre do racismo, só conseguimos imaginar”, diz pesquisadora

Cientista política Ana Claudia Jaquetto Pereira compila em livro o pensamento de intelectuais negras brasileiras e mostra heterogeneidade da luta dos grupos  Por Vitória Régia da Silva, Do Gn Foto: Marcelo Rocha / Mídia NINJA A intelectualidade não se restringe mais ao pensamento masculino e branco, e as mulheres negras disputam este lugar dentro e fora da Academia. Na literatura, Grada Kilomba, escritora e intelectual negra portuguesa, liderou a lista dos livros mais vendidos na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano com “Memórias da Plantação”. Ano passado, a filósofa brasileira Djamila Ribeiro emplacou o segundo lugar da lista da Flip com a obra “O que é Lugar de Fala”. No livro “Intelectuais Negras: Horizontes Políticos”, baseado na tese de doutorado de Ana Claudia Jaquetto Pereira, em ciência política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ela ...

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Nome e sobrenome: a importância das intelectuais negras para a pesquisa acadêmica

Na coluna de estreia, Midiã Noelle sugere que o leitor conheça melhor o trabalho de Ana Flávia Magalhães Pinto, Ana Luiza Flauzina e Carla Akotirene por Midiã Noelle no Correio 24h Olá carx leitxr. Me chamo Midiã Noelle Santana e estarei todas as quintas-feiras aqui contigo. De início, já explico: geralmente me apresento assim, com nome e sobrenome. Internalizei essa prática após orientação da socióloga Vilma Reis inspirada em citação da antropóloga Lélia Gonzales (in memorian), e compreendi que se a gente - população negra - não afirma nossa própria existência, o racismo chega sorrateiro e nos nomeia como lhe convir. Aproveito ainda para convidar pessoas não negras a lerem os conteúdos, tomarem um chá de empatia e se aliarem na luta antirracista. Não à toa iniciamos a coluna neste mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, em 25 de julho, e que ...

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Arquivo Pessoal (Reprodução Facebook)

Pretos em Harvard

Nós, Anderson, Daiane e Sharah, jovens negros, tivemos nosso trabalho “Políticas Afirmativas e Produção de Conhecimento de Intelectuais Negros” aceito para o Primeiro Encontro Continental sobre Estudos Afro-Latino-Americanos, que acontecerá em HARVARD, Cambridge - EUA, em DEZ/2019. Infelizmente, não temos o valor necessário para o custo da viagem. Doe, nos ajude nessa empreitada!!!! NOS AJUDE A IR PRA HARVARD!!!! Nós, Anderson Alves, Daiane Medeiros e Sharah Elisa, jovens negros estudantes recém formados em Pedagogia, pela Febf-Uerj, e oriundos da Baixada Fluminense e Zona Oeste do Rio de Janeiro, tivemos nosso trabalho acadêmico intitulado “Políticas Afirmativas e Produção de Conhecimento de Intelectuais Negros” selecionado para o Primeiro Encontro Continental sobre Estudos Afro-Latino-Americanos, que acontecerá na Universidade de HARVARD, em Cambridge - EUA, entre os dias 11 a 13 de Dezembro/2019. Essa grande oportunidade de apresentar nosso trabalho em HARVARD, nos possibilita através da educação pública e da pesquisa, novas possibilidades de ...

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Escritora Ana Paula Lisboa é um dos expoentes da geração de intelectuais negros brasileiros que tiveram acesso ao ensino superior através das políticas afirmativas. Foto: Divulgação/FLUP

A geração de intelectuais negros que as políticas afirmativas ajudaram a formar

Eles ingressaram no ensino superior graças às cotas, ao Prouni e ao FIES; e agora apresentam rica produção acadêmica e cultural Por Helena Borges, do O Globo  Escritora Ana Paula Lisboa é um dos expoentes da geração de intelectuais negros brasileiros que tiveram acesso ao ensino superior através das políticas afirmativas. Foto: Divulgação/FLUP Uma nova geração de intelectuais negros, que vem apresentando diferentes produções acadêmicas e culturais, está no centro de debates em eventos culturais este mês. Na Feira Literária das Periferias (Flup), a mesa “Primeira pessoa” vai reunir, neste domingo, dia 11 de novembro, autores que são os primeiros de suas famílias e até mesmo de seus bairros, a entrarem para a universidade. Na livraria Blooks, o ciclo de debates “Outras Histórias do Brasil: Resistências e Reparações” vai discutir, no dia 26 de novembro, “Restituição, Ações Afirmativas e Políticas Públicas”. A escritora Ana Paula Lisboa ...

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Desatando nós: Intelectuais Negras

Olho pro meu corpo sinto a lava escorrer Vejo o próprio fogo não há força pra deter Me derreto tonta, toda pele vai arder O meu peito em chamas solta a fera pra correr (trecho de Pra fuder, do álbum A mulher do fim do mundo, de Elza Soares) Do FeminAGEM Tendo Elza Soares como trilha sonora de um processo que ainda não sei ao certo se foi de libertação ou transição (talvez um seja caminho para o outro), encaramos esse projeto que não poderia ter sido menos intenso. Cantarolado pela Mulher do Fim do Mundo, um semestre acadêmico que para todo estudante universitário é motivo de tensão, para nós trouxe plenitude e autoconhecimento. “Intelectuais Negras: saberes transgressores, escritas de si e práticas educativas de mulheres negras” é uma disciplina que emerge em um ambiente acadêmico ainda sedento por perspectivas latinas, afro-brasileiras e femininas. Giovana Xavier é a intelectual que ministra o ...

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Onde estão os intelectuais negros do Brasil?

Conheça dois projetos que querem combater a invisibilidade do negro na mídia e no mercado de trabalho. Por Amauri Terto, do HuffPost Brasil Historiadoras, engenheiras, antropólogas, empresárias, professoras, advogadas, cineastas, jornalistas. 181 mulheres. Todas negras. É disso que trata o catálogo Intelectuais Negras Visíveis, desenvolvido pelo grupo de estudos Intelectuais Negras UFRJ e organizado pela historiadora e ativista Giovana Xavier. Como o nome faz suspeitar, a obra se propõe a combater a invisibilidade da mulher negra no Brasil apresentando a produção de profissionais das cinco regiões do País em 12 campos de atuação que vão muito além da produção acadêmica. "A academia é um lugar fundamental, estratégico e importante, mas ele não é o único em que a gente pratica nossa intelectualidade. Nós trabalhamos com a perspectiva de que todas as mulheres negras são intelectuais nos saberes comuns que produzem", conta Giovana HuffPost Brasil. A organizadora explica que as mulheres foram elencadas ...

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Alberto Guerreiro Ramos (Foto: Imagem retirada do site Irradiando)

Guerreiro Ramos: o personalismo negro

A recuperação do pensamento e da trajetória do sociólogo Alberto Guerrei-ro Ramos tem sido alvo de uma série de trabalhos recentes, sobretudo de-pois da republicação de seus livros mais conhecidos: Introdução crítica à sociologia brasileira (* 1995a) e A redução sociológica ( 1995b). Neste artigo, tratar-se-á de retomar essa preocupação geral desde um enfoque específico: a compreensão da práxis negra humanista de Guerreiro Ramos. É uma interpretação que busca compreender a originalidade de seu pensamento, a partir de duas tradições filosóficas marcantes de sua trajetória: a) a negritude francófona, em especial sartriana, conforme caracterizada em Orpheu negro (1948), que Guerreiro conheceu por intermédio de Ironides Rodrigues – intelectual do Teatro Experimental do Negro (TEN), do qual Guerreiro foi integrante entre 1948-1950 (cf. Barbosa, 2004); e b) sua heran- ça filosófica personalista e existencialista. Uma formação intelectual marcante de sua juventude, na década de 1930, que se manteve enraizada em sua ...

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Amarras das letras: das críticas ao academicismo da militância

Ou: porque a crítica ao academicismo de negros e negras precisa ser olhada com cuidado. Por Tulio Custódio, do  HuffPost Brasil Como alguém que estudou academicamente intelectuais negros, acredito na dificuldade que há, para negros, de se colocarem no debate científico e acadêmico como protagonistas e legítimos no discurso e produção. Nesse sentido, tem algo a mais: valorizar a produção teórica e ideológica de negros , como Abdias do Nascimento, Carolina de Jesus, Guerreiro Ramos, entre outros, passa não só por reconhecer a reflexão e contribuição destes como intelectuais, bem como entender que não é com título ou lugar na academia -- mesmo que alguns [email protected] tenham logrado, com dificuldade, essa posição -- que podemos "legimitar" quem eles foram e a importância de seu legado. Aliás, uma das coisas mais valorosas que aprendi estudando intelectuais negros é:não é analisando apenas cátedras ou títulos que se dá valor ao pensamento produzido ou se dá espaço e ...

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Sueli Carneiro (Foto: Caroline Lima)

Intelectuais negros estão fora da bibliografia, criticam especialistas

Abdias Nascimento, Clóvis Moura, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Jurema Werneck e Sueli Carneiro são apenas alguns nomes da extensa lista de intelectuais negros brasileiros. Não é incomum, entretanto, que um estudante deixe o ensino superior sem conhecer e sem ter lido nada desses pensadores. Para pesquisadores, falta à academia e à educação de forma geral um conhecimento maior sobre a intelectualidade negra, não apenas brasileira. É preciso também ter acesso a obras de pensadores negros traduzidas. A busca pelo protagonismo negro foi o que motivou a pesquisa do professor de história Carlos Machado. No livro Ciência, Tecnologia e Inovação Africana e Afrodescendente, ele compilou algumas histórias e legados de pesquisadores negros para a humanidade. Ele explica que essas pessoas são responsáveis por invenções que fazem parte do nosso cotidiano. "Mas o eurocentrismo escondeu ou apagou essa história como se ela não existisse e aí essas informações, uma parcela delas, ficou ...

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