terça-feira, abril 20, 2021

Tag: Joel Rufino

Heloisa_Pires_Lima_SeObamaFosseBrasileiro

O protagonista invisível

possibilidade de atualização. Com isso, o autor reforça também a sua maneira pessoal, autoral, distinta de narrar a tradição. Por tudo isso, volto (e voltarei) muitas vezes às obras de Joel Rufino dos Santos! Sempre me impressionou a posição do escritor Joel Rufino no cenário literário nacional. Sobretudo, o voltado para o leitor infantil e juvenil. Sua biografia editorial instiga por expor a exceção num país onde a cor do sujeito se relaciona com os impedimentos aos acessos à produção de livros. Revisitada, ele já aparece com destaque na coleção Recreio nos idos dos anos 1970. Os semanais com atividades interativas eram avançados para a época e tinham a coordenação de Ruth Rocha que o convidou. Ele também tomou parte da célebre e muito bem avaliada coleção Taba, publicada a partir de 1982 pela mesma editora, a Abril Cultural. Os fascículos ilustrados reuniam textos selecionados para par com o disco ...

Leia mais

Mil faces de um Racismo “Inexistente”

A negação da tensão racial no Brasil é sistemática a despeito de suas diferentes formas de opressão Por Vinicius Martins Do Alma Preta O racismo no Brasil permeia o espaço social e atinge o povo preto de forma inquestionável. Está em todo lugar, e mesmo que disfarçado pela inexistente democracia racial brasileira, é capaz de distorcer a visão objetiva da realidade tanto de negros quanto de brancos, ainda que de formas distintas. Oprimido e opressor são afetados de diversas maneiras pelo mesmo problema. Mas, afinal, o que é racismo? Trata-­se de um sistema de opressão contra um povo ou etnia apoiado em um aspecto biológico, capaz de estabelecer uma hierarquia social. É a partir dessa definição que o livro “O que é Racismo?”, de Joel Rufino dos Santos, aborda didaticamente a temática do racismo. Longe da linguagem extremamente científica, e de forma coloquial em alguns momentos, o texto contém exemplos simples ...

Leia mais
(Foto: Divulgação/TJRJ)

Morre historiador Joel Rufino dos Santos

Detentor de três prêmios Jabuti e autor de mais de 50 livros, o escritor e historiador Joel Rufino dos Santos era um nome de referência em cultura afro-brasileira. O pensador enveredou também pela dramaturgia ao longo de sua prolífica carreira. Levam sua assinatura três peças teatrais e duas minisséries para a TV. O Tribunal de Justiça de Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) comunicou, nesta sexta-feira, o falecimento de Rufino dos Santos, que era também diretor-geral de Comunicação e de Difusão do Conhecimento (DGCOM). O historiador morreu, aos 73 anos, em decorrência das complicações de uma cirurgia cardíaca realizada no dia 1º de setembro. O corpo de Joel Rufino será cremado ainda nesta sexta-feira em cerimônia reservada a parentes. Rufino dos Santos deixa a esposa Teresa Garbayo dos Santos, os filhos Nelson e Juliana e os netos Eduardo, Raphael, Isabel e Victoria. O presidente do TJRJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro ...

Leia mais

Linchamento em Copacabana: policial assiste e historiador salva ladrão de morte iminente

Li hoje na Coluna do Ancelmo. Por marcos romão, do Mamapress  Linchamento em Copa Um ladrão estava encurralado na Rainha Elizabeth com Nossa Senhora de Copacabana, sábado, 18h30m. Ensanguentado, levava porrada de saradões, mulheres, velhos. De passagem, o historiador Joel Rufino, 74 anos, exibiu a carteira de diretor de comunicação do TJ e impediu o massacre. Um policial civil armado assistia sem se meter. Nota da Mamapress: É tudo uma questão de olhar e cidadania. Nosso amigo, o historiador Joel Rufino dos Santos não poderia fazer por menos, ao se ver diante de uma cena de barbárie perpetrada por uma corja de rufiões saradões e senhoras “de classe”, que sob o olhar complacente e incentivador de um policial civil, linchavam um ladrão em plena Princesinha do Mar,  como o bairro de Copabacana é chamada pelos poetas: Joel Rufino reagiu. Interferiu, se meteu no meio do banho de sangue e salvou a vida ...

Leia mais
Um goleiro entrou para a História

Um goleiro entrou para a História, por Joel Rufino dos Santos

Quando, meses atrás, ocorreu com o Tinga, achamos que não se repetiria, era imitação das torcidas europeias. Dado novo é que o racismo brasileiro parece ter perdido a vergonha. Anos 70. Um amigo meu assistia a um Flamengo x Grêmio. Toda vez que Cláudio Adão perdia um gol — e foram vários —, um sujeitinho se levantava para berrar: “Crioulo burro! Sai daí, ô macaco!” Meu amigo engolia em seco. Até que Carpegiani perdeu uma chance “debaixo dos paus”. Meu amigo se desforrou: “Aí, branco burro! Branco tapado!” Instalou-se um denso mal-estar naquele setor das cadeiras — o único preto ali era o meu amigo. Passado um instante, o sujeitinho não se conteve: “Olha aqui, garotão, você levou a mal aquilo. Não sou racista, sou oficial do Exército.” Meu amigo, aparentando naturalidade, encerrou a conversa: “E eu não sou.” Jogo correndo, toda vez que Paulo César Caju perdia uma bola, ...

Leia mais
Luciana Whitaker/Folhapress

Coleção BBB de Darcy Ribeiro: O Brasil apresentado aos brasileiros

O projeto da Coleção Biblioteca Básica Brasileira, idealizado por Darcy Ribeiro, está lançando, este ano, 49 novos títulos em 100 mil volumes. Retomado com uma nova configuração, o projeto da Coleção Biblioteca Básica Brasileira - BBB, conjunto de livros de leitura fundamental idealizado pelo antropólogo, professor, escritor e político mineiro Darcy Ribeiro, em 1962, na época (primeiro) Reitor da Universidade de Brasília, está lançando, este ano, 49 novos títulos em 100 mil volumes distribuídos gratuitamente pelas bibliotecas públicas do país a partir de um seminário realizado em Belo Horizonte, este mês, no Museu Abílio Barreto.Seu objetivo, como o antropólogo definia, é o de “apresentar o Brasil aos brasileiros.” Aprofundar o conhecimento da nossa cultura e da história desta nação mestiça que, segundo ele “é lavada com sangue índio, negro e tropical”, e cuja vocação é dirigida à alegria, tolerância e solidariedade: valores que, mais do que nunca, precisam ser cultivados ...

Leia mais

“Fifa nunca tomou medidas drásticas contra o racismo”

O historiador Joel Rufino conta suas impressões sobre os recentes crimes raciais no futebo Por André Vieira No ano em que o Brasil recebe a Copa do Mundo da Fifa, novos casos de racismo no futebol continuam surgindo. Episódios que muitas vezes não recebem a atenção necessária por parte de governos e entidades esportivas. O Brasil de Fato entrevistou o professor e escritor Joel Rufino, um dos maiores especialistas no debate sobre os direitos da população negra. Confira suas análises sobre o racismo no mundo da bola. Brasil de Fato - Como o senhor avalia o racismo no futebol? Joel Rufino - O futebol se tornou um dos negócios mais rentáveis do mundo. Os clubes europeus disputam aqueles campeonatos a ferro e fogo, como se fossem batalhas, e nesses momentos de grande competição o racismo aparece, é colocado pra fora. Em épocas de paz, sem competitividade, o racismo existe, mas ...

Leia mais
joel_rufino34

Alfabetização: memórias de um escritor leitor…

As crianças que são deixadas no analfabetismo, na falta de livro, falta de educação formal, essas crianças não estão excluídas da sociedade. Elas estão excluídas da escola. Mas elas estão incluídas, por exemplo, pela linguagem televisiva. E embora isso não seja uma conspiração, não seja um maquiavelismo, o fato é que a televisão comercial, a televisão de massa no Brasil, se beneficia do analfabetismo, da baixa escolaridade das crianças. Então você vê: a escola deixa de fora, mas a televisão põe para dentro. É nesse sentido que é perigoso falar em exclusão. As crianças não estão excluídas; só que elas estão incluídas de uma maneira que nós, do nosso ponto de vista de educadores, achamos ruim. Mas elas estão incluídas. Salto - Joel, do que você se lembra, de quando você aprendeu a ler e a escrever? Joel Rufino - Bom, como foi para todo o mundo, foi uma experiência forte. Não ...

Leia mais

Wania Sant’Anna, Joel Rufino dos Santos, Marcelo Paixão e Elza Soares falam da Lei Afonso Arinos

A primeira lei contra a discriminação racial no Brasil foi aprovada em 1951, por iniciativa do jurista e Deputado Federal Afonso Arinos de Melo Franco. Ela ficou conhecida com Lei Afonso Arinos, uma justa homenagem a seu relator, e foi proposta depois de um incidente, em São Paulo, envolvendo bailarina norte-americana, Katherine Dunhan, impedida de se hospedar num hotel luxuoso por ser negra. Mas essa lei, apesar de defender a igualdade de tratamento e direitos independente da diferença da cor da pele, não considerava o racismo como crime. Apenas caracterizava como contravenção penal qualquer prática de preconceito, ficando o infrator sujeito a penas muito brandas, como o pagamento de multas, mas não de prisão. Talvez por isso, em seus trinta e oito anos de existência, a Lei Afonso Arinos, não tenha tido a eficacia desejada. E precisou ser aperfeiçoada durante a Assembleia Constituinte de 1988. Mas assim mesmo, a Lei ...

Leia mais
Foto: Ângelo Duarte

Perturbadores do sono do mundo

Pra que serve mesmo a literatura? Vivemos num tempo repleto de relativismo, falsas verdades. De ideias fora do lugar. Ideias desafiadas pelo romance O PROFESSOR JOEL RUFINO dos Santos, autor de "Quem ama literatura não estuda literatura - Ensaios indisciplinados" A filosofia se debruçou sobre conceitos complexos como a verdade, a realidade, a felicidade, a vida e a morte. O Iluminismo prometeu liberdade, igualdade e fraternidade. Com a revolução industrial, os positivistas nutriam a felicidade. Receita: o desenvolvimento da ciência. A ciência e a técnica levariam o homem a uma nova dimensão. Bem, o que tem tudo isso a ver com literatura? Ou a arte do romance? Pra que serve mesmo a literatura? Para entreter a morte, postergá-la por "Mil e uma noites", isto é, por noites infinitas. Como estudar, afinal, a literatura? Essas questões e muitas outras são colocadas com propriedade no livro "Quem ama literatura não estuda literatura ...

Leia mais

Joel Rufino fala da literatura nas escolas

Joel Rufino dos Santos é um dos nossos mais importantes escritores para crianças e adolescentes. Não por acaso, representa o Brasil no prêmio de 2006 do IBBY - HANS Christian Andersen, o Nobel da Literatura Infantil. Entrevista: Joel Rufino Mais Joel é muito mais do que isso, que já é muito. Atua como intelectual e professor incasável na discussão dos problemas sociais, educacionais e culturais brasileiro - se é que essas questões podem ser separadas. Com historiador, teve sua história nova no Brasil, escrito por Nelson Werneck Sodré, recolhida pela ditadura militar. Ele mesmo foi recolhido à prisão de 1973 a 1974, além de se ter exilado certo tempo no Chile. Arquivo em PDF Entrevista com Joel Rufino   Fonte: PresencaPedagogica

Leia mais
Foto: Ângelo Duarte

“Quatro Dias de Rebelião”: Entrevista com Joel Rufino

Joel Rufino dos Santos é referência quando o assunto é literatura infanto-juvenil. Historiador e escritor, ele também é sempre mencionado quando os temas perpassam o universo da cultura popular, da luta social e da igualdade de direitos para os afro-descendentes, embora faça questão de não se nomear militante do movimento negro "para não ser injusto com aqueles que vestem a camisa, fazem passeata, saem em protesto", explica. Mas é na literatura que Joel deixa claro suas posturas políticas e filosóficas. Doutor em comunicação e cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, na qual também é professor, ele conversou com o Magazine sobre a reedição de "Quatro Dias de Rebelião", livro voltado para o público jovem, no qual o escritor une ficção e realidade para narrar os fatos que cercaram a Revolta da Vacina Obrigatória, como ficou conhecido o levante popular ocorrido em 1904. Durante quatro dias de rebelião, os ...

Leia mais
joel_rufino33

Culturas Negras, Civilização Brasileira

Gilberto Freire escreveu em algum lugar que o brasileiro é negro nas suas expressões sinceras. Para demarcar o patrimônio afro-brasileiro, bastaria, portanto, excluir o que em nós é pose ou imitação. É o que também parece sugerir o senso comum ao dar o negro como o brasileiro mais brasileiro de todos, o legítimo.1 Não se é negro só quando se ri, se ama, se xinga, se fala com Deus - nas expressões sinceras - mas em qualquer situação desde que não se possa ser senão brasileiro. Brasileiros no exterior costumam confessar que só então descobriram não ser brancos. Negro seria, pois, um dos nomes da nossa diferença; e patrimônio afro-brasileiro o conjunto de bens físicos e simbólicos que nos individualiza, digamos, diante dos argentinos Leia artigo completo em anexo PDF Joel Rufino Culturas Negras civilizações brasileiras  

Leia mais
joel_rufino33

Joel Rufino – Memórias do cárcere

Por Viviane Cohen O escritor e historiador Joel Rufino dos Santos lança livro que reproduz as cartas que trocou com o filho no período em que esteve preso  O quarto do escritor e historiador Joel Rufino dos Santos ficava a três andares do chão. Não era decorado com quadros, embora a tinta preta se destacasse da parede de tijolos largos. As fotografias e os livros ficavam acondicionados num canto. Em 12 de agosto de 1973, Rufino escreveria a primeira das 32 cartas enviadas ao filho Nélson, na época com 8 anos. "Moramos em quartos. O meu é o número 31", dizia um dos trechos. O menino sorria com o que pensava ser o diário de viagem do pai, quando na realidade as palavras enviadas por Rufino eram escritas de uma cela do Presídio do Hipódromo, em São Paulo, onde o escritor estava, junto com outros sete presos políticos. Quando descobriu ...

Leia mais
Joel Rufino dos Santos foi indicado três vezes para o Hans Christian Andersen, o Nobel da literatura infantojuvenil (Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO)

Joel Rufino dos Santos

Biografia Joel Rufino dos Santos (Rio de Janeiro) é um historiador, professor e escritor brasileiro. É um dos nomes de referência sobre cultura africana no país, escritor desde criança embora seu primeiro livro publicado seja de 1963. Nascido no bairro de Cascadura, cresceu apreciando a leitura de histórias em quadrinhos. É carioca, filho de pernambucanos. Graduo-se em História e leciona, atualmente, nas faculdades de Letras e de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre 1964 e 1965, perseguido como tantos jovens intelectuais pela ditadura militar, esteve exilado na Bolívia, Chile e Argentina. Regressando, viveu em São Paulo por dez anos. Tem escrito romances, histórias para crianças e jovens, ensaios históricos e livros didáticos. Acabou, por exemplo, de publicar por esta editora uma coleção de História do Brasil e Geral, de 5ª a 8ª séries. Dedica-se a coisas simples: família, livros, futebol, escola de samba... Aprecia cinema e televisão ...

Leia mais

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist