quinta-feira, setembro 17, 2020

    Tag: Lélia Gonzalez

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    Preconceito e o Feminismo

    A questão racial precisa ser levada em conta se o feminismo quiser cumprir sua proposta de mudança dos valores antigos por Lélia Gonzalez No meio do movimento das mulheres brancas, eu sou a criadora de caso, porque elas não conseguiram me cooptar. No interior do movimento havia um discurso estabelecido com relação às mulheres negras, um estereótipo. As mulheres negras são agressivas, são criadoras de caso, não dá pra gente dialogar com elas etc. Eu me enquadrei legal nessa perspectiva aí. Porque, para elas, a mulher negra tinha que ser, antes de tudo, uma feminista de quatro costados. Preocupada com as questões que elas estavam colocando. Isso a gente já discutiu muito e a experiência mais positiva que eu tive foi no encontro na Bolívia promovido pelo MUDAR (Mulheres por um Desenvolvimento Alternativo) – uma entidade internacional que foi criada um pouco antes do encerramento da década. Foi ali que, ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Prêmio Lélia Gonzalez estimula ação de entidades de mulheres negras

    Organizações de todo o país poderão desenvolver projetos de combate ao racismo que estavam comprometidos por falta de verbas.  O prêmio Lélia Gonzalez, que distribuiu na última semana R$ 2 milhões, será o incentivo para que 13 entidades brasileiras, que trabalham com a autoestima e a autonomia de mulheres negras, possam iniciar ou continuar executando seus projetos. Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia Por: Aline Leal O projeto Bahia Street, que há 18 anos cuida de meninas entre 6 e 17 anos em situação de vulnerabilidade social em Salvador, busca quebrar o ciclo da pobreza com educação e cidadania. Iniciado e desenvolvido com verba de entidades norte-americanas e há dois anos sem financiamento, a entidade vai usar o prêmio para ajudar a manter o centro de acolhimento, que recebe anualmente 75 meninas no turno contrário ao da escola. As meninas têm reforço escolar, aulas de artes, alimentação, orientações ...

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    Reprodução/Instagram

    A beleza de Lupita Nyong’o e as bananas do Neymar: deslizamentos ou deslocamentos discursivos em torno do racismo?

    “Nenhuma raça possui o monopólio da beleza, da inteligência, da força”. Aimé Césaire A irrupção dos fatos por Rosane da Silva Borges Reprodução/Instagram Decididamente, as notícias sobre o racismo no Brasil e no mundo vêm inflacionando o menu temático que orienta a cobertura da imprensa e os posts das redes sociais. Desde a infausta notícia da venda de crianças negras no Mercado Livre, em janeiro, uma mostra expressiva do racismo não para de nos interpelar. Enumeremos brevemente parte dela: jovens negros agrilhoados a postes, sistemáticas ofensas racistas nos estádios de futebol, o trágico assassinato de Cláudia da Silva Ferreira e do dançarino do programa “Esquenta”, Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG. O espraiamento desses fatos vem impressionando de tal modo, que há quem enxergue na reiteração um forte indicativo de que o racismo vem se agudizando no tecido social brasileiro. Nesse curso de “achacáveis” notícias, fomos ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Projeto Memória Lélia Gonzalez homenageia a luta antirracista

    A ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), conheceu nesta quarta-feira (30) o Projeto Memória Lélia Gonzalez. A iniciativa apresentada pelo filho da homenageada, Rubens Luiz Rufino de Lima, consiste na produção de um kit audiovisual sobre a vida da antropóloga e ativista afro-brasileira, cuja trajetória é referência de luta e fonte permanente de inspiração para diversas ações de enfrentamento ao racismo e ao sexismo. Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia O projeto é uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh), que tem como missão a promoção do desenvolvimento humano contemplando a igualdade entre os gêneros, raças/etnias, o desenvolvimento justo e sustentável, a proteção e conservação do meio ambiente e a promoção da diversidade cultural. Sobre Lélia Gonzalez O Projeto presta justa homenagem a Lélia Gonzalez (1935-1994), além de disseminar sua luta ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Veja lista de organizações habilitadas no Prêmio Lélia Gonzalez

    A Secretaria de Políticas de Promoção da Igual dade Racial - SEPPIR/PR, torna público a seleção de HABILITAÇÂO do Concurso nº 1/2013 - Premio Lélia Gonzalez - Protagonismo de Organizações de Mulheres Negras: 1. Fala Nega!, do Instituto deMulheres Negras do Amapá, CNPJ: 04.236.993/0001-56; 2. N'Zinga Coletivo de Mulheres Negras de Belorizonte/BH, CNPJ: 03.929.855/000190; 3. BabimdelêOrganização de Mulheres Negras na Paraíba, CNPJ04.604.046/0001-70; 4. Mulheres Negras da Rede de Mulheres Negras do Paraná, CNPJ: 08.373.398/0001-13; 5. Centro de Documentação e Informação Coisade Mulher, CNPJ: 01.213.019/0001-89; 6. Maria Mulher - Inserção das Mulheres Negras nos diferentes espaços da Sociedade do Rio Grande do Sul, CNPJ: 03.409.288/0001-40; 7. Percepção das Mulheres Negras Brasileiras, CNPJ: 00.544.763/0001-01; 8. Casa Laudelina Campos Melo - Organização da Mulher Negra, CNPJ: 04.841.005/0001-85; 9. União Popular de Mulheres de Campo Limpo e Adjacências, CNPJ: 57.395.741/0001-36, 10. Associação de Mulheres ODUN, CNPJ: 11.848.506/0001-71; 11. Mulheres em Preto e Branco, CNPJ: ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Prorrogadas inscrições para o ‘Prêmio Lélia Gonzalez’

    O prazo para postagem de propostas para o 'Prêmio Lélia Gonzalez - Protagonismo de Organizações de Mulheres Negras' foi prorrogado em função da greve da Empresa Brasileira de Correios, deflagrada em cerca de 13 Estados do país. A nova data de encerramento das inscrições será divulgada até quarta-feira (19/02), mas as entidades podem continuar enviando seus projetos, de acordo com orientações do Edital. Lançado em 18 de dezembro, pelas secretarias de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e de Políticas para as Mulheres (SPM), ambas da Presidência da República, o Prêmio tem o objetivo de promover o reconhecimento das afro-brasileiras como protagonistas do enfrentamento ao racismo e ao sexismo. Visa também à articulação entre ações destinadas a esse público específico na sociedade civil e no âmbito governamental, bem como a disseminação de experiências inovadoras realizadas por organizações de mulheres negras. A nomenclatura é uma homenagem a Lélia Gonzalez (1935-1994), ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Tornar-se negra, intelectual e ativista: percursos de Lélia Gonzalez – Por: Flavia Rios e Alex Ratts

    No último dia 1º de Fevereiro comemoramos 78º aniversário de Lélia Gonzales, ícone da luta antirracista e feminista no Brasil. Lembrar a memória e a história de luta desta destemida mulher negra é necessário sobretudo para que sua imagem e exemplo sirvam de inspiração para a juventude brasileira. Minha querida amiga Flavia Rios e seu parceiro de trabalho, Alex Ratts, autores da biografia de Lélia Gonzalez, publicada pela  Selo Negro/Summus, em 2010, nos trazem essa importante contribuição no artigo abaixo. Tornar-se negra, intelectual e ativista: percursos de Lélia Gonzalez Em tempos de intensos protestos e mobilização por todo o país, é necessário trazer à tona a referência de uma grande personagem, que esteve no furacão das lutas pela democratização do Brasil. Intelectual, feminista e militante do movimento negro brasileiro, Lélia Gonzalez (1935-1994) nos legou vários dos temas que ainda agitam as reivindicações políticas brasileiras e levam milhares de pessoas às ruas. Lélia ...

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    Os privilégios de ser uma mulher branca

    Foto: Ana Clara Marques Nestes dois anos de muita pesquisa, nunca tivemos tanta dificuldade em achar artigos que fundamentassem nossos textos. Não pela ausência de material sobre a condição da mulher negra, mas pela inexistência de textos representativos capazes de sentenciar os privilégios sociais de ser uma mulher branca. Toda via, a partir das sementes plantadas por Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Ângela Davis e Eldridge Claever, e muitas outras, além de uma entrevista da escritora CONCEIÇÃO EVARISTO, nós Maçãs Podres conseguirmos construir uma dialética que nos forneceu as primeiras respostas sobre este tema ainda tão pouco explorado dentro do feminismo. no Maçã Podre Foto: Rafael Arbex/FolhaPress "Ser uma mulher negra não é simplesmente ser uma mulher" Muito lúcida, a escritora CONCEIÇÃO EVARISTO explica que há diferentes implicações feministas entre ser mulher negra e ser simplesmente uma mulher: “É muito diferente (ser mulher negra e simplesmente mulher). ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Lélia Gonzalez sobre o feminismo

    Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia "Nós não podemos reproduzir mecanicamente as propostas de um movimento feminista judaico-cristão." Lélia Gonzalez Hoje é dia de lembrar Lélia Gonzalez, intelectual, feminista, negra, antropóloga, política, professora, militante que morreu no dia 10 de julho de 1994. Para nos lembrarmos de sua luta e do seu exemplo, como uma das feministas negras mais importantes de seu século, reproduzimos um trecho de uma entrevista concedida ao Jornal do Movimento Negro em 1991. Assertiva, tece críticas ao movimento de mulheres brancas e discorre sobre o relacionamento entre homens e mulheres negras. No meio do movimento das mulheres brancas, eu sou a criadora de caso, porque elas não conseguiram me cooptar. No interior do movimento havia um discurso estabelecido com relação às mulheres negras, um estereótipo. As mulheres negras são agressivas, são criadoras de caso, não dá pra gente dialogar com elas, etc. Eu ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Happy Birthday, Lélia Gonzalez – English version

    Today, February 1st, I dedicate this post to what would have been the 77th birthday of Lélia Gonzalez, an important militant of women's rights and the Movimento Negro in Brazil. Any black women that adores and appreciates the work and dedication of women such as Angela Davis, Assata Shakur, bell hooks, Kathleen Cleaver or Frances Cress-Welsing should also be familiar with the story of Gonzalez, who was their Afro-Brazilian equivalent. One of my first memories of Lelia Gonzalez was the realization of how Afro-Brazilian militants and leaders are often ignored or under appreciated in Brazil. I remember walking into a restaurant in the historic Pelourinho area of Salvador, Bahia, to eat lunch with two Bahian friends. When I entered the restaurant, I saw a large photo of Gonzalez on the wall above a table. Because of her importance to black Brazilian history, I was excited to see the poster as ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Hoje na História, 1935, nascia Lélia Gonzalez

    Lélia Gonzalez nasceu em 1º de fevereiro de 1935, em Minas Gerais, filha do negro ferroviário Accacio Serafim d' Almeida e de Orcinda Serafim d' Almeida Lélia de Almeida González. Era a penúltima de 18 irmãos. Com a mãe indígena, que era doméstica, recebeu as primeiras lições de independência. Mudou-se com a família em 1942 para o Rio de Janeiro, acompanhando o irmão Jaime, jogador de futebol do Flamengo. No Rio de Janeiro, cidade que amava, seu primeiro emprego foi de babá. Não raro se identificava como carioca, foi torcedora incondicional do Flamengo. Graduou-se em história e filosofia, exercendo a função de professora da rede pública. Posteriormente, concluiu o mestrado em comunicação social. Doutorou-se em antropologia política /social, em São Paulo (SP), e dedicou-se às pesquisas sobre a temática de gênero e etnia. Professora universitária, lecionava Cultura Brasileira na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio). Seu ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Lélia Gonzalez: Mulher Negra na História do Brasil

    A guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de "ancestral". A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo. Lélia Gonzalez nasceu "de Almeida", em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme admiração e nos passos de quem seguiu torcendo pelo Flamengo e gostando muito de futebol. Logo depois, a família mudou-se para o subúrbio, ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Lélia Gonzales: As Divas Negras do Cinema Brasileiro

    Entrevista concebida a Mali Garcia para o documentário "As Divas Negras do Cinema Brasileiro" . Lélia Gonzalez nasceu em Belo Horizonte no dia 1 de fevereiro de 1935 e faleceu no Rio de Janeiro no 10 de julho de 1994. Foi uma intelectual, política, professora e antropóloga brasileira. Seus escritos, simultaneamente permeados pelos cenários da ditadura política e da emergência dos movimentos sociais, são reveladores das múltiplas inserções e identificam sua constante preocupação em articular as lutas mais amplas da sociedade com a demanda específica dos negros e, em especial das mulheres negras. Os livros produzidos foram "Lugar de Negro", Editora Marco Zero, 1982 (com Carlos Hasenbalg), "Festas Populares no Brasil", premiado na Feira de Frankfurt. As demais referências da produção de Lélia Gonzalez são papers, comunicações, seminários, panfletos político-sociais, partidários, engajados, sempre de muita reflexão. A preocupação com os excluídos das condições de vida dígna - nos planos social, ...

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    Lélia Gonzalez (Foto: Cezar Louceiro / Reprodução)

    Lélia Gonzalez: Mulher Negra na História do Brasil

    Neste ano de 2009, já contamos 15 anos que a guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de "ancestral". A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo. Lélia Gonzalez nasceu "de Almeida", em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme admiração e nos passos de quem seguiu torcendo pelo Flamengo e gostando muito de ...

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    Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia

    Lélia Gonzalez

    Fato da maior importância (comumente “esquecido” pelo próprio Movimento Negro), era justamente o da atuação das mulheres negras que, ao que parece, antes mesmo da existência de organizações do Movimento de Mulheres, reuniam-se para discutir o seu cotidiano marcado, por um lado, pela discriminação racial e, por outro, pelo machismo não só dos homens brancos, mas dos próprios negros.... Nesse sentido, o feminismo negro possui sua diferença específica em face do ocidental: a da solidariedade, fundada numa experiência histórica comum. (1984) Lélia Gonzalez (Belo Horizonte, 1 de fevereiro de 1935 — Rio de Janeiro, 10 de julho de 1994) foi uma intelectual, política, professora e antropóloga brasileira. Seus escritos, simultaneamente permeados pelos cenários da ditadura política e da emergência dos movimentos sociais, são reveladores das múltiplas inserções e identificam sua constante preocupação em articular as lutas mais amplas da sociedade com a demanda específica dos negros e, em especial das mulheres negras. Os livros ...

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    Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

    Lembrando Lélia Gonzalez, por Luiza Bairros

    ∗ Militante do movimento negro e do movimento de mulheres, mestre em sociologia, atual secretária da Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi), órgão do governo do estado da Bahia. Havia uma aldeia. Um dia chegou a essa aldeia uma amazona de torço estampado de esperança, montada num cavalo negro como nossa ancestralidade. E ela, como um antigo “griot”, contava e contava histórias. Histórias das mulheres guerreiras, histórias dos Núbios, de civilizações egípcias cor da noite que construíram a base da humanidade. Contava história de Nani, no centro da América defendendo seu povo. O que ela queria, todo tempo, era passar para o povo da aldeia o entendimento daquilo que eles viam a seu redor. O tempo todo ela contava a perspicácia dos caminhos que outras tribos percorreram. Ela transmitia CONHECIMENTO. A idéia de liberdade passada por essa amazona, de torço estampado de esperança, montada em seu cavalo negro como nossa ...

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