Tag: Machado de Assis

    Machado de Assis (Imagem: Campanha #MachadodeAssisReal/Faculdade Zumbis dos Palmares)

    Como Machado de Assis está sendo redescoberto pelo mundo

    Na carta ao leitor que abre "Memórias Póstumas de Brás Cubas", o narrador defunto arrisca que, quando muito, a obra teria cinco leitores. Enganou-se. Publicado pela primeira vez há quase 140 anos, o romance de Machado de Assis (1839-1908) segue conquistando leitores — dos que encararam como obrigação pré-vestibular a críticos literários de todo o mundo. No início de junho, a revista New Yorker publicou um ensaio chamando o clássico de um dos livros mais inteligentes já escritos. "É uma obra-prima brilhante e uma leitura de absoluta alegria, mas, sem nenhuma boa razão, quase nenhum falante de inglês no século 21 o leu (eu o li apenas recentemente, em 2019)", escreve Dave Eggers, que assina o texto. Uma versão do mesmo texto faz as vezes de introdução de "The Posthumous Memoirs of Brás Cubas", a novíssima tradução lançada pela Penguin Classics no mercado norte-americano com retumbante sucesso — esgotou-se no ...

    Leia mais
    Nos últimos anos, campanhas que se destacaram na internet resgataram a origem negra de Machado de Assis — Foto: Reprodução/ TV Globo

    ‘Memórias póstumas de Brás Cubas’ é relançado nos Estados Unidos, e livros esgotam em um dia

    "Memórias póstumas de Brás Cubas", uma das obras-primas de Machado de Assis, teve sua nova tradução para o inglês esgotada em um dia nos Estados Unidos em duas das maiores cadeias de livros no país: a Amazon e a livraria Barnes and Noble. O clássico romance do autor brasileiro foi relançado pelo selo Penguin Classics na terça-feira (2). A versão física do livro segue esgotada nas duas redes até esta sexta-feira (5), mas está disponível em livrarias menores e independentes, segundo a tradutora Flora Thomson-DeVeaux, responsável pelo lançamento. A nova tradução foi recebida com elogios pela crítica norte-americana. Em crítica publicada na terça e assinada pelo escritor Dave Eggers, a revista "The New Yorker" classificou a obra de Machado como "uma das mais espirituosas, divertidas e, portanto, mais vivas e atemporais de todos os tempos". O livro, que narra os amores e fracassos do protagonista, se tornou o mais vendido ...

    Leia mais
    Machado de Assis (Imagem: Campanha #MachadodeAssisReal/Faculdade Zumbis dos Palmares)

    Da estratégia de caramujo de Machado de Assis ao racismo estrutural: black money e a imprensa de resistência

    A técnica jornalística, a atitude e a escrita de Machado de Assis são reconhecidas por todos da área, mas poucos sabem de sua “estratégia de caramujo” enquanto homem negro em uma sociedade sem democracia racial. O trabalho de tipógrafo, revisor, crítico teatral e cronista nos jornais do século XIX deram a Joaquim Maria Machado de Assis segurança e tempo para exercer o que mais gostava: escrever com criticidade. No entanto, tudo isso não apaga sua origem negra (pai e avós paternos), sua negritude e sua luta antirracismo. Sendo o modo como escreve, o lugar de onde fotografa com palavras a realidade (realismo machadiano) e a escolha estratégica de vida as fontes de toda sua genialidade. Tal genialidade não é a que devemos cobrar dos nossos jornalistas atuais, porém não podemos tolerar deles, ainda mais de homens brancos, atitudes racistas como a do âncora do Bom Dia São Paulo, Rodrigo Bocardi, ...

    Leia mais
    Joel Zito (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

    Casa de Machado de Assis, a ABL abre suas portas pra Joel Zito Araújo

    Casa de Machado de Assis (1839-1908), a Academia Brasileira de Letras (ABL) vai se tornar nesta quinta-feira palco para uma inflamada reflexão sobre racismo, colorismo e todas as demais matizes da aquarela da exclusão, numa visita do diretor Joel Zito Araújo, diretor de “A negação do Brasil” (2000) para falar sobre representação e identidade do legado africano em nossa população. Com 31 anos de estrada nas telas, o realizador do premiado “Filhas do vento” (2004) foi convidado pela ABL para ministrar, hoje (27/6), às 17h30, o colóquio “O Negro no Cinema Brasileiro”. A palestra dele encerra o ciclo “Vozes d’África na cultura brasileira”. A ABL, casa fundada por Machado de Assis, fica Av. Presidente Wilson, 203, Castelo. Em janeiro, o mineiro, nascido na cidade de Nanuque e reconhecido como um dos mais combativos documentaristas em atividade hoje no país, integrou a mostra Soul in the Eye, do Festival de Roterdã, ...

    Leia mais
    Grafite em homenagem ao escritor brasileiro Machado de Assis, perto da casa em que teria nascido (Foto: Gabriel Monteiro/Agência O Globo)

    Machado de Assis chega aos 180 anos, e jovens o descobrem negro e do morro

    A aula acontece nas ladeiras do Morro do Livramento , ao pé da Providência, no Centro do Rio. É ali, diante de uma casa parcialmente demolida, que Pedro Guilherme Freire explica: antes de virar o Bruxo do Cosme Velho, celebrado na Academia e nos salões, Joaquim Maria Machado de Assis foi um garoto pobre do Livramento. Exatamente como muitos de seus alunos. A iniciativa de Freire, professor do Colégio Estadual Caic Tiradentes, na Zona Portuária , reflete um esforço para reconfigurar a imagem do maior escritor do Brasil. No mês passado, a campanha “ Machado de Assis Real” lançou a “primeira errata feita para corrigir o racismo na literatura brasileira”. E recriou a foto clássica do autor, ressaltando suas feições negras . Também criou um movimento para que as editoras deixem de comercializar livros em que o escritor apareça embranquecido. E saiu a campo para encorajar novos escritores negros . Nascido há 180 anos (a ...

    Leia mais
    Machado de Assis em imagem clássica divulgada nos livros e em foto recriada pela campanha "Machado de Assis Real" — Imagem retirada do site G1

    Campanha recria foto clássica de Machado de Assis e mostra escritor negro: ‘Racismo escondeu quem ele era’

    Ação 'Machado de Assis Real' foi criada pela Faculdade Zumbi dos Palmares e pede para que nova imagem seja inserida em cima da antiga nos livros 'para que todas as gerações reconheçam a pessoa genial e negra que ele foi'. Do G1 Machado de Assis em imagem clássica divulgada nos livros e em foto recriada pela campanha "Machado de Assis Real" — Foto: Imagem retirada do site G1    Uma campanha da Faculdade Zumbi dos Palmares recriou a foto clássica do escritor Machado de Assis e pede para que a nova imagem seja inserida no lugar da antiga. O movimento “Machado de Assis Real” explica que a ação é “a primeira errata feita para corrigir o racismo na literatura brasileira”, como cita a página oficial. O site da campanha disponibiliza a nova imagem em diversos formatos para que ela seja inserida em cima da antiga em ...

    Leia mais
    Machado de Assis (Imagem: Dominio Publico/Reprodução)

    A Literatura Desconcertante De Machado De Assis

    Após 110 anos de sua morte, obra do escritor que reúne contos, romances e peças de teatro ainda é reverenciada No Brasil de Fato Machado de Assis (Imagem: Dominio Publico/Reprodução) “O ponto mais alto e mais equilibrado da prosa realista brasileira acha-se na ficção de Machado de Assis”. A definição é de Alfredo Bosi, crítico literário e professor emérito da Universidade de São Paulo, no livro História Concisa da Literatura Brasileira. No ano em que completa 110 anos de sua morte, Joaquim Maria Machado de Assis é celebrado entre admiradores diversos: desde leitores que ainda não conhecem a ironia fina e não convencional que chocou a população carioca do século XIX, até escritores e pesquisadores, que seguem descobrindo novos focos de discussão sobre a obra machadiana. A recepção complicada de Machado de Assis explica-se pelo contexto literário da época. Enquanto José de Alencar se dedicava ao romance ...

    Leia mais
    (Foto: Imagem retirada do site Época)

    ‘Memórias póstumas de Brás Cubas’: A obra que foi nosso cometa

    Obra de Machado de Assis é o tema do terceiro texto da série que aborda os principais livros pedidos nos maiores vestibulares. Imagine uma noite em que você consiga ver um monte de estrelas. É um céu lindo. Agora imagine um cometa iluminando o céu lindo. É de perder o fôlego. O céu sem o cometa é a literatura brasileira até 1881: belas obras no firmamento. O cometa que tira o fôlego é o romance “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. Nunca mais nossa cultura foi a mesma. Muitos países passaram pela experiência de ver a publicação de uma obra revolucionária. Pense na Espanha na época da publicação de “Dom Quixote”. Pense na Rússia na época da publicação de “Anna Kariênina”. Não é o caso de dizermos que esses romances revolucionários são melhores que os que vinham sendo publicados até então: gosto literário é subjetivo. Mas é ...

    Leia mais
    Machado em dois momentos: em foto de 1893 atribuída a Juan Gutierrez (esquerda) e em foto encontrada em uma edição da revista argentina "Caras y Caretas" de 1908 Foto: Reproduções / Agência O GLOBO

    Foto inédita de Machado de Assis reaquece polêmica sobre embranquecimento do autor

    Há tempos a cor da pele de Machado de Assis é tema controverso entre pesquisadores e biógrafos. Em seu atestado de óbito, o escrivão marcou que o autor, morto em 1908, seria de “cor branca” — uma prova, segundo muitos, de que o neto de escravos teria sofrido um processo de embranquecimento durante a vida, e mesmo após a morte. A querela ganhou um novo capítulo na semana passada, com o surgimento de uma foto até então desconhecida. Encontrada pelo pesquisador Felipe Rissato em um exemplar da revista argentina “Caras y Caretas” de janeiro de 1908, a imagem mostra Machado de pé em um jardim, com a mão na cintura, num raro momento de informalidade. ‘Não há texto ou registro algum de Machado em que ele diz ser branco. Ainda assim, por causa do nosso racismo institucional, a elite sempre fez de tudo para apresentá-lo como tal. Esse é um ...

    Leia mais
    blank

    Machado de Assis: pesquisador diz ter encontrado possível última foto do escritor em vida

    Retrato do autor de 'Dom Casmurro' foi publicado por revista argentina em janeiro de 1908, oito meses antes de ele morrer. ' Por  Cauê Muraro, G1 Machado de Assis em imagem publicada na revista argentina 'Caras y Caretas', em seu nº 486, de 25 de janeiro de 1908; a foto pode ser considerada o último retrato do autor (Foto: Caras y Caretas/Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional de España)   De traje formal, casaca inclusive, o senhor de barba e cabelos brancos coloca a mão esquerda na cintura e olha meio de lado para a câmera através dos óculos pincenê. É Machado de Assis aos 68 anos. Publicada originalmente em 25 de janeiro de 1908 na revista semanal argentina "Caras y Caretas", a foto do escritor acaba de ser redescoberta pelo pesquisador independente Felipe Pereira Rissato. De acordo com o Rissato, o retrato era desconhecido – e trata-se, possivelmente, do último do ...

    Leia mais
    (Foto: Reprodução/ Google)

    Doogle do Google faz homenagem a Machado de Assis

    Nesta quarta-feira (21), o doodle do Google homenageia um dos maiores escritores brasileiro: Machado de Assis, em seu 178º aniversário. Machado de Assis é o grande homenageado do Google nesta quarta-feira, dia 21 de junho. A data comemora o 178º aniversário do artista, que é considerado, por muitos especialistas, o maior escritor brasileiro de todos os tempos. A página inicial tem alcance apenas no Brasil e o doodle pode ser conferida pelos internautas até as 23h59 deste dia. Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro. Era filho de Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis, neto de escravos alforriados. Apesar de não ter frequentado regularmente à escola, em 1854, aos 15 anos, foi trabalhar em uma tipografia, estabelecimento onde imprimiam-se livros e folhetos; e, assim, começou a fazer poemas e escrever histórias. Sua extensa obra é formada ...

    Leia mais
    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    A escrita machadiana e a literatura negra

    Resumo Este artigo tem como objetivo a reflexão sobre a relação entre literatura e sociedade, tendo-se em vista que é impossível pensar na literatura como um fenômeno isolado. Visa-se também analisar os elementos que permitem considerar o conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis, literatura negra. Para estreitar a relação entre a situação da população afrobrasileira na sociedade e a escrita machadiana, pretendemos informar ao leitor que o conto que será analisado foi publicado no ano de 1906, poucos anos após o fim do período da escravidão no Brasil, abolida formalmente no ano de 1888. Do Periodicos Refletindo sobre a relação entre literatura e sociedade, Antonio Candido afirma que o “externo (no caso o social) importa não como causa, nem como significado, mas como elemento que desempenha certo papel na constituição da estrutura, torna-se, portanto, interno.” (CANDIDO, 1976, p. 4). Na mesma linha de raciocínio, Todorov (2009) aponta que é ...

    Leia mais
    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    Machado de Assis é maior que Dickens, Balzac e Eça de Queiroz, diz crítico e escritor espanhol

    Antonio Maura fará conferência no Egito para falar do brasileiro. Sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras, ele diz que o autor ainda é ‘um grande desconhecido’.   No Revista Prosa Verso e Arte Escritor e crítico espanhol, Antonio Maura acredita que Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), o grande gênio da literatura brasileira, não foi devidamente valorizado pela crítica e mereceria ser reconhecido como um dos melhores escritores do século XIX. “Acho que Machado é um dos grandes nomes do século XIX. Não acredito que se compare nem a Dickens, Balzac, Eça de Queiroz ou ao nosso Galdós. São grandes escritores, mas estão abaixo nos quesitos riqueza, crítica e análise da sociedade e versatilidade. Não chegam aos pés”, diz. Sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras, Maura está no Cairo para a conferência “El autor y sus máscaras: Una aproximación a Cervantes y Machado ...

    Leia mais
    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    Meu amigo Machado de Assis

    Obra de Silviano Santiago segue as pegadas do mestre do cosme velho Por  Jotabê Medeiros, da Carta Capital  Maturidade literária de Silviano Santiago, de 80 anos, permite a ele colocar-se na narrativa ao lado de Machado Assis A melhor forma de medir o tamanho de um gigante é olhando para ele a partir de suas vulnerabilidades. Foi isso que deve ter pensado o escritor Silviano Santiago ao escrever Machado (Companhia das Letras, 496 págs., R$ 69,90), o romance mais impressionante dos últimos anos em língua portuguesa. Santiago deu protagonismo à doença, às inseguranças e até ao provincianismo de Machado de Assis para construir seu romance, inovador também na forma. Ele se inicia em 2015, quando o autor recebe o quinto volume da correspondência de Machado publicado pela Academia Brasileira de Letras – o autor fica tão eufórico que a narrativa sai do pacote dos Correios e volta para 1905 sem escalas, ...

    Leia mais
    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    Manuscritos de Machado de Assis são disponibilizados pela ABL

    Ao observar o manuscrito original do romance Memorial de aires (1908), o último publicado em vida por Machado de Assis, percebe-se que o autor carioca trocou diversas vezes o nome das personagens Dona Carmo e Fidélia ao longo de sua composição. Tais trocas podem sugerir, como indica o crítico Silviano Santiago, que ambas as personagens eram a mesma pessoa na cabeça de Machado – possivelmente sua recém-falecida esposa, Carolina Augusta. Na interpretação de Santiago, o autor de Dom casmurro (1899) estaria, em seu momento de velhice derradeira, pintando a saudade da esposa em seu último romance. Enigmas como estes agora podem ser analisados por qualquer leitor que se interessar. Isso porque, desde a última segunda (9), três manuscritos originais de Machado foram disponibilizados pela Academia Brasileira de Letras (ABL) em seu site oficial: o poema heroico cômico O almada (1910), e seus dois últimos romances, Esaú e Jacó (1904) e Memorial de aires. Antes de serem disponibilizados online, os escritos só podiam ...

    Leia mais
    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    Pesquisador encontra fotos raras de Machado de Assis

    Claudio Soares fez descoberta durante processo de escrita do livro Encantados! Do Jornal do Brasil  O escritor Machado de Assis em destaque, à direita, no registro de agosto de 1906 Escritor, editor e CEO da Biblioteca Digital Cidade Livro, Claudio de Souza Soares fazia, no início de outubro, pesquisas na hemeroteca da Biblioteca Nacional para seu livro Encantados!, que trata de aspectos curiosos da vida e da morte de dez autores clássicos brasileiros, quando se deparou com uma foto rara de Machado de Assis. O pesquisador vai além: "Inédita para a nossa geração. É bem possível, aliás, que ela seja inédita para várias gerações anteriores à nossa". Claudio Soares, que assina como C.S. Soares, lembra que recentemente duas outras fotos "inéditas" foram descobertas com Machado de Assis. Na primeira, o escritor preside uma sessão da Academia Brasileira de Letras. Na segunda imagem, que faz parte da Brasiliana Fotográfica, parceria da Biblioteca Nacional com ...

    Leia mais
    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    Pesquisador descobre livro de Machado de Assis ignorado por um século e meio e nunca publicado

    Wilton Marques, da UFScar, encontrou menções a 'Livro dos Vinte Anos' enquanto pesquisava a relação de literatos com periódicos; não se sabe, porém, por que Machado de Assis desistiu da obra Por Maria Fernanda Rodrigues, do Estadão  Crisálidas (1864) foi o primeiro livro de poemas de Machado de Assis (1839-1908) – mas quase não foi. Duas notas publicadas no Correio Mercantil em 1858 e em 1860 e um anúncio veiculado no Correio da Tarde também em 1860 mostram que ele se preparava para lançar o Livro dos Vinte Anos. Essa informação, descoberta agora pelo professor Wilton Marques, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e divulgada com exclusividade para o Estado, nunca foi incluída em suas biografias, e especialistas contemporâneos dizem nunca ter ouvido falar no tal livro de poemas. Tudo começou com uma outra descoberta - a do poema O Grito do Ipiranga que Machado de Assis publicou no Correio Mercantil em ...

    Leia mais
    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    As melhores frases de Machado de Assis. Por Camila Nogueira

    Na opinião dessa humilde estudante de letras — e da vasta maioria dos intelectuais e leitores brasileiros ou estrangeiros que se debruçaram sobre a nossa literatura –, Machado de Assis é o maior dos escritores nascidos em nosso país. É em homenagem à sua grandeza literária que selecionamos algumas de suas melhores frases, tendo como base vários de seus romances, contos e peças de teatro. “Todos os homens devem ter uma lira no coração – ou não sejam homens. Que a lira ressoe a toda hora, nem por qualquer motivo, não digo eu; mas de longe em longe, e por algumas reminiscências particulares”. A Desejada das Gentes “Que é a saudade senão uma ironia do tempo e da fortuna?” A Desejada das Gentes “Escuta, nem divinizar o dinheiro, nem também baní-lo; não vamos crer que ele dá tudo, mas reconheçamos que dá alguma coisa e até muita coisa”. A Desejada ...

    Leia mais
    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    A história como hiper-ficção

    Itaguahy é aqui e agora, diria talvez Machado de Assis, ao observar o ponto ao qual chegamos. Ao inventar Simão Bacamarte, o protagonista de "O alienista", Machado mobilizou sem dúvida referências diversas, tanto literárias quanto políticas. Parece certo que se inspirou também em personagens históricas concretas, ou em situações de sua época que produziam tais personagens. Na década de 1880, habitante da Corte imperial, ele assistia havia décadas à ciranda infindável de epidemias de febre amarela, varíola, cólera, etc. e a luta inglória dos governos contra tais flagelos. O pior da experiência era que o fracasso contínuo das políticas de saúde pública, ou da higiene pública, como se dizia com mais frequência, provocava, paradoxalmente, o aumento do poder de médicos higienistas e engenheiros. Esses profissionais se encastelavam no poder público munidos da "ciência" e da técnica que poderiam renovar o espaço urbano de modo radical e "sanear" a sociedade. Demoliam-se ...

    Leia mais
    blank

    Jovem cria canal no Youtube para contar histórias de heróis negros brasileiros

    Pedro Henrique tem 13 anos e vive na Zona Leste de São Paulo Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação Machado de Assis, Zumbi dos Palmares, Besouro do Mangangá. Cada dia de pesquisa sobre heróis negros do passado representa uma nova descoberta para o estudante Pedro Henrique Côrtes, de 13 anos. Morador da Zona Leste de São Paulo, o rapaz, negro, decidiu criar um canal no Youtube para compartilhar com outras pessoas a história e as lutas desses homens - que, para ele, não têm tanto destaque quanto deveriam. por Júlia Zaremba no Extra A ideia do projeto “Meus heróis negros brasileiros” surgiu após Pedro Henrique assistir à peça “O topo da montanha”, com Lázaro Ramos e Taís Araújo, em outubro. — Ele me pediu de Dia das Crianças um ingresso para a peça. Era o mais jovem da plateia. Foi muito emocionante. Saiu de lá transformado, e me pediu no dia ...

    Leia mais
    Página 1 de 3 1 2 3

    Últimas Postagens

    blank

    Artigos mais vistos (7dias)

    Instagram

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist