quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: Manifestações Culturais

    Ilú Obá De Min: a diversidade cultural no carnaval de São Paulo

    Composto exclusivamente por mulheres e desde 2005 desfilando pelas ruas de São Paulo, bloco afro-brasileiro homenageia o centenário da escritora Maria Carolina de Jesus   Por Guilherme Franco  Do  Spresso Sp Desde 2004 um grupo de arte e cultura negra vem se estabelecendo no meio cultural paulistano. Sob a coordenação de Beth Beli, pesquisadora de manifestações das culturas de matrizes africanas e afro-brasileiras, o Ilú Obá De Min é um coletivo de tambores e corpo de baile com a participação exclusiva de mulheres, que hoje já conta com várias participantes. O coletivo não nasceu dentro de um terreiro (como os afoxés) porém trabalha com fundamento nas questões do povo de santo e no culto aos orixás, deuses africanos. São trazidos para região urbana a dança e os cantos dos terreiros do candomblé e de diversas manifestações da cultura negra como o maracatu, batuque, coco, jongo, entre outras. Todos esses elementos ...

    Leia mais

    África pop da Imperatriz quer exaltar o negro e combater o preconceito

    Carros coloridos têm inspiração em trabalho de artista e ONG sul-africanas. Negros que fizeram a diferença no país são destaque em alegoria high tech. por Alba Valéria Mendonça no G1 Mandela é pop. E a Imperatriz Leopoldinense, que este ano faz uma exaltação à negritude, também. É com a representação de uma África moderna, supercolorida, com tons vibrantes, inspirada nos trabalhos da artista sul-africana Esther Mahlangu, da etnia Ndbele, que o carnavalesco Cahê Rodrigues quer mostrar a força e a nobreza da cultura negra e combater o preconceito na avenida. O gesto do jogador de futebol Daniel Alves - que zombou de um torcedor preconceituoso, ao comer a banana que ele lhe atirara em campo - foi a inspiração para a exaltação à negritude, que aproveita para homenagear o líder negro Nelson Mandela, no enredo “Axé, Nkenda! Um ritual de liberdade e que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz”. ...

    Leia mais

    Bloco Rolezinho das Crioulas leva cultura negra para as ruas da Vila Madalena no próximo domingo

    No próximo domingo dia 08 de fevereiro acontece a segunda edição do Bloco Rolezinho das Crioulas, na Vila Madalena, em São Paulo. A concentração será a partir das 15h e saída prevista às 17h na Rua Inácio Pereira da Rocha, 170, esquina com a Rua Fradique Coutinho, na frente do Jongo Reverendo. O bloco surgiu no ano passado com o objetivo de ocupar espaços públicos a partir da cultura negra e é organizado por diversas frentes representativas da produção cultural em São Paulo, como produtores, artistas, músicos, empreendedores, entre outros profissionais. “O Rolezinho nasceu dentro do contexto da coletividade e o questionamento da ocupação de diferentes territórios da cidade de São Paulo, inclusive a Vila Madalena”, explica Adriana Barbosa, uma das idealizadoras do Bloco, que será puxado por diversos músicos e percussionistas, inclusive de grupos consagrados como sambistas do Samba da Vela e do grupo Samba D’Elas. Enviado por Lau Francisco via Guest Post para o Portal Geledés Neste ano o Bloco ...

    Leia mais

    Passistas femininas: resistência e autoestima da mulher negra

    Tenho pensado muito sobre o significado de ser passista. Por algum motivo extraordinário as pessoas ficam extremamente surpresas quando descobrem que sou passista de escola de samba. Mas apenas as pessoas que me conhecem nos espaços acadêmicos, de trabalho ou de militância, ou seja, as pessoas que me vêem expressar minhas opiniões e posicionamentos políticos. Para essas pessoas, por mais que elas não digam, ser passista contraria todos esses posicionamentos. Para essas pessoas ser passista é muito pouco ou é inapropriado para quem “tem consciência”. por Monique Britto Eleotério via Guest Post  para o Portal Geledés Ser passista no pensamento dessas pessoas é corresponder a um estereótipo sexualizado da mulher negra, é incentivar o pensamento sexual dos turistas estrangeiros, é se exibir e se vender. E isso é um grande e grave equívoco. As passistas surgem dentro da cultura das escolas de samba como o reconhecimento das mulheres da comunidade que melhor representam a ...

    Leia mais

    Funk, Racismo e Periferia: Fica ligado que contagiante não é só a batida, mas também o instrumento de luta

    Vez ou outra vemos ressurgir, sobretudo nos espaços de militância, a eterna discussão classista e elitista: “Mas, o Funk é cultura?” e ficamos sempre atordoado com a quantidade de indagações que são criadas como alternativas de resposta para a deslegitmação de algo que vai bem além do “tchugudchugudá” e dos “ding dins”. no Coletivo Enegrecer Então, “cola” aqui que vamos fazer uma viagem no tempo e trocar uma ideia da importância do Funk pra negritude e o quanto é um instrumento imprescindível na luta contra o racismo. A partir dos anos 70, os tradicionais bailes blacks chegaram ao Brasil, em especial no Rio de Janeiro, como uma das culturas mais difundidas pelos artistas norte-americanos, embalados pela “soul music” e influenciados pelas experiências de organização de espaços, em que negros e negras se reuniam, colocavam em dia seus assuntos, vivências e perspectivas de vida. Passamos a enxergar então que tais bailes ...

    Leia mais

    “A cultura negra é popular, pessoas negras não são” As festas “neotropicalistas” e a apropriação cultural indevida

    "A cultura negra é popular, pessoas negras não são". O poeta negro B. Easy publicou isso em sua conta no Twitter, denunciando o que a música popular estadunidense tem feito com a música afro-americana. Essa frase introduz muito bem a problematização que farei das festas auto-intituladas "neotropicalistas" que têm se tornado muito populares entre jovens de São Paulo.  por Andrei Nonato  no Festival Marginal Cultura negra é popular, pessoas negras não são.   No Facebook, semanalmente surgem eventos em que abundam palavras referentes às religiões de matriz africana como "mironga", "saravá", "gira", nomes de orixás e até mesmo palavras do yorubá (língua matriz no culto da Nação Ketu, do Candomblé, entre outros) como "obá" e "ilú". As divulgações costumam explorar a estética "étnica", "afro", mostrando mulheres com turbantes, colares de contas (aludindo às guias e ilekês), cores quentes, padronagens. São festas alternativas às baladas de música bate-estaca, voltadas para o ...

    Leia mais
    Termina neste domingo exposição saberes tradicionais do Brasil e Cuba

    Termina neste domingo exposição saberes tradicionais do Brasil e Cuba

    Fica em cartaz até este domingo (11), na Galeria Mário Schenberg, no Complexo Cultural Funarte São Paulo, o projeto Artes e Ofícios: Saberes e Fazeres Ancestrais e Civilizatórios, exposição saberes tradicionais do Brasil e Cuba. O projeto Artes e Ofícios recebeu apoio do Programa Mais Cultura, dos ministérios brasileiros da Cultura e da Educação e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). A intenção era incentivar o encontro entre as experiências culturais e artísticas de comunidades locais com projetos pedagógicos de escolas públicas, promover o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana e ressaltar a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira. Os artistas Eloísa Marques e Pedro João Cury, idealizadores da iniciativa, também expõem uma série especial sobre os Baobás. Serviço: Artes e Ofícios: Saberes e Fazeres Ancestrais e Civilizatórios Quando: até 11 de janeiro, de segunda a sexta das 10h às 18h ...

    Leia mais

    Bíblia católica apresenta o “Jesus negro”

    Objetivo seria tornar a Palavra de Deus mais acessível aos jovens negros Por  Jarbas AragãoGospelprime Provar que Jesus era negro é uma especulação antiga, tema de vários encontros teológicos e livros sobre o assunto. Representações artísticas do tema não faltam. Na ficção televisiva, já deu origem a muita controvérsia. Embora a Bíblia não o descreva fisicamente, existem centenas de congregações norte-americanas que usam a imagem de um Jesus negro para contrastar com a figura loira de olhos claros que ganhou popularidade em quase todo o ocidente. Talvez como sinal dos tempos em que o politicamente correto está na ordem do dia, uma nova Bíblia para jovens apresenta ilustrações que retratam vários personagens bíblicos como homens e mulheres de origem africana (inclusive os anjos). A Bíblia da Juventude Afro-americana foi lançada após quatro anos de debate, apresentando “comentários, notas de rodapé e obras de arte destinadas a informar os jovens afro-americanos sobre ...

    Leia mais
    Erika Januza (Foto: Divulgação/Nadya Jakobs)

    Erika Januza faz ensaio inspirada em Oxum

    Erika Januza fez um ensaio inspirada em Oxum. No carnaval, a atriz virá representando a entidade no desfile da Império da Tijuca, que se apresentará na Marquês de Sapucaí, no Rio, no Grupo de Acesso. Para as fotos, Erika Januza vestiu um figurino de Sandro Carvalho feito especialmente para o ensaio que aconteceu em uma cachoeira do Rio. Para fazer sua estreia na avenida, a mineira vem se dedicando à boa forma. "Tenho feito pilates, corridas na praia, e também estou iniciando um trabalho coreográfico com o Carlinhos Salgueiro. Quero que exista uma interpretação da Orixá na Avenida. Estou pesquisando bastante sobre sobre sua história para que eu consiga passar a força e a energia de Oxum na Sapucaí através da minha dança. A confiança e o carinho que o Marcelo Martins, o presidente  e toda a equipe da escola, além do carinho da comunidade têm sido fundamentais para me incentivar. ...

    Leia mais

    Farm representa Iemanjá com modelo branca e causa polêmica na web

    O que era para ser uma homenagem se tornou uma enorme polêmica religiosa. Em comemoração ao dia de Nossa Senhora da Conceição, comemorado na segunda-feira, que no sincretismo religioso corresponde a Iemanjá, a loja Farm postou uma foto, em sua conta do Instagram, de uma modelo branca representando o orixá. Os usuários criticaram a escolha da modelo e colocaram em pauta a ausência de meninas negras nos catálogos de moda. Júlia Amin e Thais Carreiro (estagiárias)* no Extra  “Querem usar estampa africana usando cultura preta e tem nem coragem de colocar alguém que realmente represente isso...”, questionou uma jovem. Uma outra complementa: “verdade Farm, faltou minas negras na coleção de vocês”. Outra seguidora vai além: “O problema é que todos amam a cultura negra, mas nem todos amam os negros. Uma modelo negra seria pedir demais pra representar a cultura negra, sentido não precisa mais né?”. leia também: Erika Januza faz ...

    Leia mais

    JONGO: MEMÓRIA VIVA DOS ANTEPASSADOS NEGROS DO BRASIL

    Conhecido também como caxambu e corimá, o jongo é uma dança de origem africana e dançada ao som de tambores. Integrante da cultura afro-brasileira, o ritmo foi trazido ao Brasil por negros bantos, sequestrados para serem vendidos como escravos nos antigos reinos de Ndongo e do Kongo, região compreendida hoje por boa parte do território da República de Angola. A dança teve forte influência na formação do samba carioca e também na cultura popular do Brasil como um todo. Para o desenvolvimento da dança os pés são sempre descalços e as roupas são as comuns do cotidiano. Assim, um casal de cada vez vai ao centro da roda girando em sentido contrário ao do relógio, se aproximando de quando em quando e fazendo a menção de uma umbigada. Por:  Kauê Vieira  Do: Afreaka  Com o fim da escravidão, os negros não receberam nada além da carta de alforria e com ...

    Leia mais
    Desfile da Escola de Samba Império Serrano no Rio de Janeiro (Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil)

    Colorida, leve e luxuosa! Imperatriz levará ‘África moderna’ e combate ao racismo para a Sapucaí

    A Imperatriz Leopoldinense deu mais um passo importante para o Carnaval de 2015 na noite deste domingo. A Verde e Branca realizou, com portões abertos, a apresentação de seus protótipos para o desfile do ano que vem, com o enredo “AXÉ-NKENDA – Um ritual de liberdade”, desenvolvido por Cahê Rodrigues. Com uma grande mistura de luxo e cores, a escola segue compactuando com a proposta do carnavalesco de levar uma “África pop” para a Sapucaí. Para revelar os figurinos que levará para o Sambódromo no próximo carnaval, uma grande festa marcou a quadra da Imperatriz. Mesmo ainda em recuperação após o incidente da última semana, o carnavalesco Cahê Rodrigues marcou presença, mas não apresentou a cerimônia. A rainha de bateria Cris Vianna foi a responsável por liderar o evento. Uma temática afro foi responsável por decorar e embalar toda a festa. Com fantasias ricas e bastante coloridas, o desejo de ...

    Leia mais
    Primeiro curso de formação em Comunicação Alternativa e Produção de Conteúdo de África Contemporânea

    Primeiro curso de formação em Comunicação Alternativa e Produção de Conteúdo de África Contemporânea

    Jornalistas, escritores e aspirantes apaixonados por África: O Afreaka abre vagas para o Primeiro curso de formação em Comunicação Alternativa  e Produção de Conteúdo de África Contemporânea. Serão quatro encontros, sempre às segundas, realizados entre o dia 17 de Novembro e 08 de Dezembro. O curso é gratuito e serão selecionados 20 participantes. O objetivo é, ao trazer exemplos de uma África pouco conhecida no Brasil, fora dos clichês da mídia, discutir não apenas o continente africano, mas, sobretudo, a sua produção cultural e intelectual, o enxergando como um espaço ativo, protagonista. Ao desconstruir a imagem estereótipo do continente, rompe-se um fluxo de informação negativa que permeia o conteúdo hoje disposto em parte das redes de ensino e das grandes mídias brasileiras. Além disso, o curso também terá foco na produção de conteúdo para comunicação alternativa, construindo novas formas de abordagens de pautas, temas e pesquisa para discutir África e ...

    Leia mais

    Publicação mapeia práticas africanas na Mangueira

    Levantamento feito pela ONG Arte de Educar será lançado no próximo dia 16, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Mapeamento foi realizado por estudantes de 7 a 16 anos, que entrevistaram moradores que ajudaram a contar a história das influências africanas na favela da zona norte carioca Será lançado no próximo dia 16, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), a publicação "Cartografia das Práticas Culturais Africanas na Mangueira", que reúne relatos, entrevistas e fotos contando o surgimento da comunidade da zona norte do Rio, além de resgatar a cultura afro-brasileira da região. Iniciativa da ONG Arte de Educar, o levantamento foi feito por estudantes de 7 a 16 anos, que mapearam e entrevistaram personagens que ajudam a contar a história das influências africanas na Mangueira. Os pesquisadores-mirins também participaram de rodas de conversas com representantes de religiões africanas. “É uma forma de promover diversidade religiosa ...

    Leia mais

    Afirmação da cultura negra na capital

    Por: Tássia Martins Turbante e outros acessórios resgatam tradições africanas em Brasília A Afrikanus é uma marca brasiliense de acessórios artesanais inspirados na cultura africana que incentiva mulheres negras a afirmarem sua ancestralidade. Nascida no Sudão e residente no Brasil há três anos, a criadora da marca Romisa ElKarim, de 23 anos, sempre se interessou pelo comportamento da mulher negra. Ela conta que a Afrikanus surgiu do desejo antigo de mostrar a cultura do continente africano a partir das perspectivas de beleza e moda. “Tem vários jeitos de as pessoas aprenderem sobre a África. Eu escolhi apresentar de uma maneira mais leve”, explica.  A ideia se desenvolveu de maneira espontânea. No começo, apenas os tecidos africanos eram vendidos. Só depois a produção incluiu faixas, colares, brincos e outros acessórios. A maior parte dos tecidos usados nas criações de Romisa vem da Nigéria, Angola e Camarões. Segundo ela, cada um, por meio ...

    Leia mais

    A última geração de africanos escarificados

    Por IdeaFixa Na Costa do Marfim, mais precisamente na cidade de Abidjan, era comum ver Hââbré, um culto antigo de escarificação. Hoje em dia, apenas as pessoas mais velhas usam as cicatrizes propositais nos rostos. Joana Choumali decidiu fotografar esta população marcada na série “Haabre, A Última Geração 2013-2014” e teve dificuldades em encontrar gente disposta a posar. Escarificação é a prática de performar incisões superficiais na pela humana. Esta prática está desaparecendo em função da pressão religiosa, atuação das autoridades, da vida urbana e introdução de roupas nas tribos. O fundo verde das fotos serviu para proporcionar neutralidade. O objetivo é poupar as pessoas de julgamento ou qualquer estigma. As fotos foram feitas com as pessoas de costas e depois de frente para mostrar que as cicatrizes servem como identidade dos que foram marcados. O tema é complexo porque no passado, os indivíduos escarificados tinham status e reconhecimento. Hoje ...

    Leia mais

    Oficina de Caixa do Divino com Kabeca

    A Festa do Divino Espírito Santo no Espaço Cachuera!, que ocorre anualmente desde 2000, tem uma ligação estreita com a Festa do Divino Espírito Santo da Casa Fanti-Ashanti, um dos terreiros mais antigos de São Luís do Maranhão que mantém diversas tradições religiosas afro-brasileiras, como o Tambor de Mina e o Candomblé. A Casa Fanti-Ashanti é dirigida pelo babalorixá Pai Euclides; Kabeca é a iyakekerê ou mãe pequena da casa, que assume o comando na ausência do babalorixá.Kabeca ministra pela primeira vez em São Paulo uma oficina de caixas do Divino, onde ela ensina para mulheres toques e cântigos ligados à Festa do Divino Espírito Santo da Casa Fanti-Ashanti. Quando: 23/09/14 (terça-feira), das 20h às 22h 30 Onde: Espaço Cachuera! - Rua Monte Alegre, 1.094 . Perdizes . São Paulo Valor da oficina: R$ 40,00 . Inscrições no dia da oficina . Pede-se que as mulheres venham com saias longas e claras; quem ...

    Leia mais
    “Não haverá filosofia africana a partir de um livro da Europa”

    “Não haverá filosofia africana a partir de um livro da Europa”

    Paulina Chiziane Autora dos livros, Balada de Amor ao Vento (1990), Ventos de Apocalipse(1995), Sétimo Juramento (2000), Niketche (2002), O Alegre Canto da Perdiz (2008), todos escritos no género romanesco, a conceituada escritora moçambicana, Paulina Chiziane, entrou numa crise mental que a levou a passar pelo Hospital Psiquiátrico de Infulene. Depois dessa experiência, publicou, em 2013, dois livros (Na Mão de Deus e Por Quem Vibram os Tambores do Além, o primeiro a reflectir em torno de situações dramáticas pelas quais passam os doentes mentais internados naquele domicílio, que se vêem abandonados pelas próprias família, o segundo a reflectir sobre a desvalorização do curandeirismo e espiritismo africano. O texto que se segue, transcrito e editado pelo Debate, enquadra-se nessa discussão e resulta de uma intervenção sua, quando convidada pela Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, no âmbito de uma série de debates designadas “Anfiteatro 1502, Ideias em Movimento” que aquela instituição de ensino tem vindo a promover ...

    Leia mais
    Exposição projeta imagens que reflete nuances e crenças afro-brasileiras

    Exposição projeta imagens que reflete nuances e crenças afro-brasileiras

    Vanessa Aquino A mostra tem um eixo dedicado a Pierre Verger, Mario Cravo Neto e José Medeiros, além de obras de artistas de todo o país O universo simbólico, os valores e as tradições africanos estão no cerne da exposição fotográfica Corpo-imagem dos terreiros. Em cartaz na Caixa Cultural, as imagens fazem parte de uma coletânea que procura recordar a dinâmica do tempo e do espaço e as condições encontradas que fizeram com que os negros recriassem tradições com novas cores, ritos e sabores, dando origem às religiões afro-brasileiras.Com curadoria da fotógrafa e pesquisadora Denise Camargo, a mostra tem um eixo dedicado a Pierre Verger, Mario Cravo Neto e José Medeiros, além de obras de artistas de todo o país. “Corpo-imagem dos terreiros fala para aqueles que estão abertos ao conhecimento e ao belo”, sugere.As fotografias da mostra são apresentadas por meio de projeções em diferentes suportes, combinadas a releituras ...

    Leia mais
    Aláfia, para além da “África teórica”

    Aláfia, para além da “África teórica”

    Por Igor Carvalho, Uma banda que carrega em sua música influências e referências políticas, sociais e religiosas, fazendo um enfrentamento ao racismo e trazendo um continente ancestral ao palco Eles poderiam ser personagens centrais da profecia do poeta Walner Danziger, no ótimo e importante poema “Eles não usam black power”, que usa de ironia ao apresentar a figura estigmatizada do negro como “macaco” para narrar a tomada de poder pelo povo de Zumbi. Quando pisam no palco e principiam a bater uma palma da mão na outra, ritmando o início de sua revolução particular, a banda Aláfia “borra de sangue a toalha de linho em desalinho”, como escreveu Danziger. No palco, o grupo está acompanhado pelos seus ancestrais, que ajudam a formar o ideal “alafiano”, sempre se esquivando do que chamam de “África teórica”, ou o folclore que torna a cultura africana um produto exótico, a ser consumido. “É uma ...

    Leia mais
    Página 2 de 12 1 2 3 12

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist