quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: Mauricio Pestana

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    Diretor executivo da Raça Brasil faz palestra gratuita na Livraria do Comendador

    No dia 20 de novembro – data que homenageia Zumbi dos Palmares, o principal líder do maior quilombo do Brasil, a Livraria do Comendador traz o escritor e diretor executivo da Revista Raça Brasil – pioneira e mais antiga publicação dedicada à população negra do país, Maurício Pestana, para o bate papo gratuito “Construção de narrativas: onde negros encontram espaço para disseminar suas ideias”. O objetivo é fazer uma reflexão sobre a importância do povo e da cultura africana no Brasil. O convidado também vai analisar o impacto que os negros tiveram no desenvolvimento da identidade cultural brasileira. Para participar, é necessário fazer uma inscrição prévia pelo e-mail [email protected] Na semana do dia 18 a 24 de novembro, haverá uma vitrine temática na loja em que o público poderá adquirir títulos da obra literária de Pestana, além de outras publicações relacionados ao tema, como: Quem tem medo do feminismo negro, ...

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    Rafael Braga e o desafio de ser jovem e morador da periferia no Brasil

    Quando chegamos a uma determinada fase da vida, a memória fica mais forte em lembranças antigas do que fatos recentes. Não sei se é a repercussão do caso de Rafael Braga ou por lembrar dos números sobre a morte de jovens negros no Brasil, mas ultimamente sempre me vem à mente o período de 12, 14 ,16 e 17 anos de idade. Na época que eu vivia em São Mateus, bairro periférico da capital paulistana, região de altos índices de violência em números que persistem por lá até hoje. Por Mauricio Pestana, da Revista Raça O famoso, “mão na cabeça aí vagabundo!” da primeira batida policial não dá para esquecer, assim como os minutos (poucos ou muitos) em que se tem uma arma mirada para a cabeça com 11 ou 12 anos de idade. Esses minutos te marcarão para sempre, principalmente quando cruzar com uma viatura da polícia no seu caminho. ...

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    O negro no espaço corporativo

    Há pouco tempo fui procurado por um CEO de uma grande companhia disposto a iniciar seu programa de Ação Afirmativa, mas com muitas dúvidas de como abordar o assunto. Haviam questões das mais complexas, como tratar do assunto dentro da empresa, até coisas mais simples, como qual palavreado usar ao se direcionar aos seus colaboradores. Por  Mauricio Pestana para o Portal Geledés  As perguntas eram as mais diversas: “Eu os chamo de negros, pretos, afrodescendentes ou pardos? Como me expressar para não reproduzir preconceitos? Como não parecer paternalista e nem segregador? Como lidar com o restante dos não-negros dentro da empresa para que não pareça que estou protegendo os negros?” A primeira coisa que lhe disse é que ele já estava no caminho certo, pois enfrentar o problema da diversidade no ambiente corporativo deve ser precedido de três preocupações fundamentais.  Não achar ou induzir seus subordinados a acreditam que Ação ...

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    Ai de mim e de ti Haiti

    Existem fatos que, por maior que sejam os nossos esforços para não ter um olhar racial, as imagens falam por si. Assistindo recentemente a um documentário sobre o terremoto do Haiti nos veio à mente como a história do negro na diáspora africana é a mesma, não importando se somos ou não a maioria da população. A história haitiana tem mais a ver com a luta de libertação dos negros em nosso país e nas Américas do que possamos imaginar ou nos foi contado nos livros escolares. Basta lembrar que alguns anos após o Haiti se tornar o segundo país livre das Américas, aqui no Brasil, mais precisamente em Salvador, ocorria a Revolta dos Búzios, conhecida também como Revolta dos Alfaiates, inspirada nos ventos vindos do Caribe e na Revolução Francesa. O pequeno país caribenho, desde aquela época, vivencia o drama de ser o vizinho indesejado, aquele que ninguém gostaria ...

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    Podres Poderes

    Ainda me lembro na infância, nas aulas de educação moral e cívica, matéria obrigatória nos primeiros anos escolares, das lições sobre o papel dos três poderes - Legislativo, Executivo e Judiciário – um aprendizado que ocorria durante nos anos de chumbo da ditadura militar, que, a bem da verdade, se lixava para o papel desses poderes. Por Mauricio Pestana Enviado para o Portal Geledés De lá pra cá muitas coisas mudaram. Poderes paralelos emergiram-se em nossa sociedade, e em alguns momentos, foram determinantes até para a queda de presidentes como Collor de Melo e Dilma Rousseff. Me refiro ao papel da imprensa, o quarto poder, decisivo para a concretização dos fatos. Há algum tempo, um outro poder, o do crime organizado contaminou outros poderes em nosso país. A tal ponto que Paulo Sergio Pinheiro, diplomata especializado em direitos humanos chefe da comissão da ONU que investiga a guerra da Síria, afirmou recentemente ...

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    Fidel

    “Passei no vestibular, mas a faculdade é particular. Particular, ela é particular. Livros tão caros, tantas taxas para pagar...”. O trecho citado, cantado em verso e prosa por Martinho da Vila na música “O Pequeno Burguês”, de 1969, mostra a realidade nua e crua do sistema educacional daquele período, em que o negro possuía pouco acesso à educação não só no Brasil, mas em toda a América Latina. No caso brasileiro, vale lembrar que permanecemos até hoje ingressando majoritariamente em faculdades particulares, devido à exclusão histórica que sofremos e que começou a ser reparada somente com as cotas e outras medidas inclusivas. Por Maurício Pestana enviado para o Portal Geledés  Porém, na mesma época da canção, havia um local no Caribe onde negros tinham acesso gratuito à educação em todos os níveis. Era a ilha de Fidel, a Ilha de Cuba. Chegavam-nos notícias de que os negros cubanos se destacavam no esporte, na saúde, na educação e também na solidariedade, uma vez que ...

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    20 de Novembro – Dia da Consciência Negra

    No próximo domingo será 20 de novembro – Dia da Consciência Negra. E, como sempre desde que a comemoração foi instituída no calendário oficial brasileiro, principalmente este ano dado o quadro político brasileiro, surgirão questionamentos como: por que comemorar a consciência negra, e não a branca ou a humana? Por Maurício Pestana para o Portal Geledés  Comemoramos a consciência negra porque os negros foram oprimidos por mais de 300 anos nesse país e ainda hoje somos a população que mais sofre em todos os sentidos. Somos 76% dos mais pobres, ou seja, três em cada quatro pessoas que estão no grupo dos 10% mais pobres são negras. Somos a população com renda média 2,5 vezes menor que a população branca. Somos mais de 60% da população penitenciária do país. Nossos jovens são 77% dos jovens assassinados todo ano, o que significa que um jovem negro é morto a cada 23 minutos. ...

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    Mauricio Pestana fala dos desafios de promover a igualdade racial no mundo corporativo

    Ativista das questões raciais há mais de três décadas, Maurício Pestana é o titular da Secretaria Municipal de Promoção de Igualdade Social de São Paulo (SMPIR), cargo que ocupa desde junho de 2015. Por Marcos Sacramento Do DCM Em entrevista ao DCM, Pestana fala dos desafios de promover a igualdade racial no mundo corporativo, defende a ampliação de ações afirmativas em diversos segmentos da sociedade e comenta a respeito do recrudescimento pensamento conservador no Brasil e no mundo. “O que estamos assistindo é um retrocesso na política de inclusão no mundo, seja ela racial ou social”, disse Pestana, que falou também do fenômeno político Fernando Holiday – rapaz negro que luta pelo fim das poucas conquistas obtidas pelo movimento negro até agora. Qual o maior desafio para promover a inclusão de negros em cargos de liderança no mercado de trabalho? O maior desafio é dar o primeiro passo. O entendimento de ...

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    Haiti – Por Maurício Pestana

    O Haiti é mais uma vez vítima da natureza. Se em 2010 um terremoto destruiu grande parte da capital Porto Príncipe e deixou mais de 200 mil mortos, na última quarta-feira o furacão Matthew passou pelo país e o resultado é um cenário de devastação: casas destruídas e sem teto, árvores derrubadas, cidades ilhadas por alagamentos e lama dos rios tomando as ruas. O número de mortos já ultrapassa mil pessoas e a ONU (Organização das Nações Unidas) estima que existem mais 1,4 milhão com necessidade de ajuda humanitária. Com os efeitos do desastre cada vez mais evidentes, vários países do mundo estão enviando ajuda aos afetados, inclusive a Venezuela, que doou cargas de alimentos mesmo enfrentando uma crise interna de desabastecimento. O Brasil atua no Haiti desde 2004, comandando a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti – MINUSTAH, e deslocou mais de 600 militares para o sul do país, a zona mais afetada pelo furacão. Apesar das ...

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    A cor do PIB brasileiro

    Um recente trabalho realizado pela BBC Brasil traçou o perfil do seleto grupo pertencente ao 1% dos mais ricos em nosso país, que absorvem a maior parte do PIB brasileiro. O resultado não surpreendeu em nada os analistas dos indicadores sociais e raciais brasileiros. Neste seleto clube, a presença de negros é de 17.4%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Muito aquém de sua representatividade na sociedade, de 53.6% Por Mauricio Pestana enviado para o Portal Geledés As estatísticas seriam normais e esperadas - e até veríamos isso como um dado positivo analisando o histórico de vida, oportunidades e condição social na sociedade brasileira. Mas quando o estudo considera as trajetórias destes negros para chegarem ao restrito grupo, vemos que sua ascensão econômica está ligada essencialmente ao mercado de trabalho, e não a heranças ou qualquer outro mecanismo que boa parte dos milionários brasileiros tem à sua disposição. A entrada e permanência de negros no branco, rico e ...

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    Sonho Olímpico

    Nesta semana, começam as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Diversos atletas de todas as partes do mundo estarão no Brasil em busca do sonhado ouro olímpico. Um evento midiático que no Brasil, em meio à crise política que vivemos, segue marcado por polêmicas, problemas relacionados à infraestrutura, segurança e questionamentos sobre o legado que os investimentos deixarão na cidade. Por Mauricio Pestana Enviado para o Portal Geledés Ainda assim, o simbolismo dos Jogos Olímpicos sempre foi muito além do esporte e também é uma demonstração de poder, seja do ponto de vista do individuo ou de uma nação. As Olimpíadas já foram usadas para medir forças em um tempo que o mundo estava divido por uma Guerra Fria. Em 1936, Hitler com seu discurso de “superioridade ariana”, viu o atleta negro norte-americano, Jesse Owens, ser aplaudido em Berlim, ao levar quatro medalhas de ouro no atletismo. Em 1986, na Cidade do México, negros norte-americanos ergueram seus punhos após receberem suas medalhas no pódio, uma saudação Black ...

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    Maurício Pestana

    Escola e Direitos Humanos

    A prefeitura de São Paulo sancionou, na última semana, a Lei 16.493/2016 que inclui o tema de Direitos Humanos em disciplinas para alunos do ensino fundamental nas escolas do município. A iniciativa, proposta pelo vereador Jamil Murad, acontece justamente no momento em que ganha força a discussão sobre o Projeto Escola Sem Partido, um movimento, defendido pela ala política conservadora, que restringe a atuação do professor em sala de aula em nome de uma suposta neutralidade ideológica. Enviado por Maurício Pestana via Guest Post para o Portal Geledés  Muito mais do que ferir o direito à liberdade de expressão do professor, garantido a todos os cidadãos brasileiros pela Constituição Federal, o programa coíbe a discussão de valores que devem fazer parte do ambiente escolar como diversidade, igualdade e inclusão. Escola sem pensamento crítico é um retrocesso que não combina com a democracia. Em um ambiente tão importante para a formação de cidadãos, é necessário justamente o contrário: combater posições excludentes e retrógradas por meio do debate ...

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    Maurício Pestana

    Vidas que importam

    As recentes mortes envolvendo negros e policiais brancos norte-americanos trouxeram à tona, mais uma vez, a discussão sobre o racismo nos Estados Unidos. As manifestações que reuniram milhares de afro-americanos em diversas cidades e o tiroteio ocorrido que matou cinco policiais evidenciam o perigo do ódio racial para qualquer nação. Enviado por Mauricio Pestana  via Guest Post para o Portal Geledés  Impossível falar desta tragédia sem traçar um paralelo com a brutalidade que acontece todos os dias em nosso país, onde a chance de um jovem negro ser morto por homicídio é 147% maior do que um jovem de qualquer outro grupo étnico e a cada 23 minutos, um deles é assassinado. Impossível também não lembrar de casos abafados pela nossa mídia, não comparar com o tratamento desigual entre negros e brancos nas abordagens policiais ou com as injustiças cometidas pelo sistema judiciário brasileiro. Os episódios ocorridos nos EUA chocaram o ...

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    Trazendo à luz

    Campanha realizada pela ONG Criola, em parceria com uma agência de publicidade, correu a internet ao expor os responsáveis por ofensas raciais da internet em outdoors espalhados pela cidade onde residem os ofensores. A iniciativa foi motivada pelo caso ocorrido com a jornalista Maria Julio Coutinho, vítima de diversos comentários racistas por ser negra e causar incômodo ao ocupar uma posição de destaque no Jornal Nacional. Por Mauricio Pestana, do Vermelho A campanha, que recentemente foi premiada internacionalmente, também conta com o depoimento de diversas mulheres negras sobre racismo e traz à tona um grave e recorrente problema no país: o racismo virtual. Diariamente, negros e negros, famosos ou anônimos, são atacados na internet. A notoriedade da vítima só faz com que algum episódio tenha mais repercussão do que outros na mídia, mas não são casos isolados. A falsa sensação de anonimato proporcionada pelo universo virtual é justamente o que deixa ...

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    “Este é o momento ideal para falar da questão racial no setor privado”

    Entrevista com Judith Morrison, assessora principal da Divisão de Gênero e Diversidade do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) Por Mauricio Pestana, do Istoé Nesta semana tive a oportunidade de entrevistar a assessora principal da Divisão de Gênero e Diversidade do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington, Judith Morrison, que discorreu sobre a inclusão do Brasil no século 21 do ponto de vista da gestão da diversidade nas empresas. Para a assessora, as empresas não só devem valorizar a diversidade por uma questão de justiça e equidade, mas com o objetivo de serem competitivas e com resultados de alta performance. Judith comenta também o significado de recente estudo "Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 maiores empresas do Brasil e suas ações afirmativas”, lançado em parceria com o Instituto Ethos e Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR), com patrocínio do BID -, que foca sua análise em quatro grupos ...

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    Violência de Raça e Gênero

    Nesses 500 anos de descobrimento do Brasil, 350 foram sob o regime escravocrata. Regime no qual se permitia tudo com os negros, inclusive o estupro. Aliás, esta era uma prática muito comum e talvez a maior das violências que se cometia neste país contra os escravizados. Por Mauricio Pestana Enviado para o Portal Geledés Com o término da escravização, mulheres negras passaram a ser empregadas domésticas nas casas das classes médias brasileiras, inclusive nas dos ex-senhores e, até hoje, infelizmente ainda há registros de casos de estupros de muitos patrões com suas empregadas. O crime do estupro está intrinsecamente ligado à base cultural brasileira. Aqui há uma forte cultura de exploração do corpo das mulheres que advêm também dessa exploração histórica das mulheres negras. Tanto o é, que no século passado, um dos produtos de exportação “mais vendidos” no exterior como uma de nossas marcas, além do carnaval e do futebol, era a “mulata”. Episódios assustadores como as denúncias de ...

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    Prince

    De tempos em tempos, somos presenteados com algumas figuras que parecem escolhidas a dedo pelos deuses para chocar e encantar o mundo. Seja por desafiarem paradigmas ou padrões, seja por inovarem a trajetória da humanidade ou simplesmente por serem brilhantes. Por  Maurício Pestana Enviado para o Portal Geledés Elas despontam em lugares diversos, como nas artes e até na política. Seja na figura de um pastor nos Estados Unidos lutando por igualdade entre negros e brancos, de um carpinteiro na Judeia à espera de um messias ou no corpo franzino de um homem na Índia que pregava uma guerra contra o imperialismo inglês sem violência. Em 1958 nasceram duas estrelas pops que definitivamente fazem parte desta constelação de pessoas que sempre pareceram estar muito a frente do seu tempo: Michael Jackson e Prince. Este último nos deixou no 21 de abril, aos 57 anos, e entrou para a galeria de imortais junto com o rei do pop. Cantor, compositor, produtor, dançarino e multi-instrumentista. Prince foi um artista completo, ...

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    Maurício Pestana

    África – por Maurício Pestana

    Na culinária, o vatapá, o acarajé, a feijoada, o mugunzá, o caruru, o quiabo, a pimenta, o leite de coco e o azeite de dendê. Na religião, o candomblé, a umbanda e a quimbanda. Nos instrumentos, o tambor, o atabaque, a cuíca, a marimba e o berimbau. Na música, o samba, o afoxé, o maracatu, a congada, o jongo, a umbigada e a capoeira. Enviado por Maurício Pestana vai Guest Post para o Portal Geledés  Celebrar o Dia da África, comemorado em 25 de maio, é mais do que relembrar nossas raízes africanas e a história de nossos ancestrais, que vieram escravizados para o país na chamada diáspora africana, e trouxeram com eles toda a influência histórica e cultural que conhecemos hoje. É impossível pensar como seria o Brasil sem essa contribuição. A África, terceiro maior continente do planeta, também chamado de berço da humanidade com seus inúmeros povos, línguas, dialetos, recursos naturais, conhecimentos e beleza, carrega consigo uma riqueza histórica ...

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    Maurício Pestana

    Mais que mil palavras

    Em um mundo no qual lutamos diariamente para combater a discriminação racial e nos cansamos por ter que debater, discutir e argumentar contra pessoas que parecem não ouvir, alimentadas por um discurso cego e de ódio, uma imagem, muitas vezes, fala por si, e por nós. Por Mauricio Pestana , do Vermelho  Na semana passada, uma foto percorreu o mundo quando uma mulher, de punho em riste, se posicionou em frente a uma passeata de militantes neonazistas na Suécia. Aquela figura feminina e negra, sozinha em meio a centenas de homens brancos, diz muito sem precisar falar nada. Diz muito sobre o crescimento da xenofobia em países europeus, sobre o emponderamento feminino que vem fortalecendo a figura da mulher em meio a um universo machista e conservador, sobre a violência que assombra jovens negros todos os dias e sobre a necessidade de se impor e lutar, seja com palavras, com denúncias ...

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    Livre e do universo

    Houve um tempo em que Tradição, Família e Propriedade eram defendidos até na bala se preciso fosse. Organizações como a TFP e Liga das Senhoras Católicas impunham seu estilo de vida, onde o padrão idealizado de mulher era ser bela , recatada , do lar e burguesa. Por Maurício Pestana via Guest Post para o Portal Geledés Estes modelos reproduzem ideologias de dominação de gênero, raça e classe. Remonta, por exemplo, aquela mulher do século 19 que não era a negra escravizada, nem era a trabalhadora. Era a mulher do Senhor . No século 20 pós- escravidão, a mulher negra trabalhadora continuou servindo como posse nas casas para serviços domésticos e, não muito raro, para iniciação ou realização de fetiches sexuais, em um novo modelo de escravização. Esse padrão de família colonial ultrapassou o século 20 e estendeu-se por lei até bem pouco tempo atrás. É só lembrar que as últimas leis que mantinham empregadas domésticas quase como propriedades ...

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