sexta-feira, março 5, 2021

Tag: mulheres cientistas

Pesquisadores negros enfrentam mais dificuldade para fazer divulgação científica, apontam especialistas

Como iniciativas buscam dar visibilidade a cientistas negros

A revista científica americana Cell trouxe recentemente um alerta, assinado por reitores, catedráticos e professores acadêmicos dos EUA, sobre as disparidades de apoio a projetos de pesquisas coordenados por cientistas negros. De acordo com o artigo, publicado na edição de 26 de janeiro, pesquisadores negros ganham 55% do que seus colegas brancos com desempenho semelhante. No Brasil, apesar de políticas afirmativas que, principalmente de 20 anos para cá, contribuíram para que negros tivessem acessos ao ensino universitário, o pesquisador negro também enfrenta disparidades e invisibilidade. Algumas iniciativas buscam enfrentar o problema. A cada dois anos ocorre, por exemplo, o Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros – a próxima edição, em 2022, será no Recife. "São espaços de sociabilidade científica e de luta antirracista de cientistas negras negros", esclarece o historiador Cleber Santos Vieira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). Fundada ...

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Pesquisadoras também produziram livreto em homenagem às profissionais que atuam no combate ao coronavírus - Ilustrações: Marcelo Jean Machado

Projeto dá visibilidade ao trabalho de cientistas negras brasileiras de forma lúdica

A ciência também é coisa de menina Quantas mulheres pesquisadoras que atuam no mundo das ciências você conhece? E quantas delas são negras? Embora o racismo e o machismo enraizados na sociedade brasileira as invisibilizem e tornem difícil elencar um número considerável desses nomes, as pesquisadoras são muitas e ocupam cada vez mais espaço na produção científica de diversas áreas do conhecimento. Com o objetivo de ecoar o trabalho dessas profissionais, o grupo de extensão Meninas e Mulheres nas Ciências, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) produz uma série de materiais didáticos e lúdicos que nos permitem entrar em contato com trajetória e conquistas dessas mulheres. Acessando o livro de passatempos online Cientistas Negras: Brasileiras, por exemplo, é possível conhecer a história de Sônia Guimarães, primeira mulher negra brasileira a ser doutora em Física e primeira professora negra do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), por meio de um caça-palavras. É também procurando ...

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Vencidas as adversidades, as pesquisas de mulheres produzem impactos na sociedade. Na foto, a pesquisadora da USP Jaqueline de Jesus que, em parceria com Ester Sabino, foi responsável pelo sequenciamento genético do COVID19 em apenas 48 horas. (Foto: Imagem retirada do site Outras Palavras)

Por que a pandemia afasta mulheres da ciência

A pandemia da covid-19 intensificou questões sociais já latentes na sociedade. O prolongamento do isolamento social e da exposição ao vírus sofridas por algumas profissões coloca em evidência as funções que mulheres e homens desempenham na sociedade, destacando a posição de maior vulnerabilidade enfrentada pelas primeiras. O home office aprofundou a diferença e expôs o peso que o trabalho reprodutivo exerce sobre as mulheres. Na produção do conhecimento científico, não foi diferente. A diminuição de publicações encabeçadas por mulheres evidencia a disparidade estrutural de condições de trabalho entre os sexos e cria uma defasagem na carreira de pesquisadoras que infelizmente persistirá durante um longo tempo, mesmo após a descoberta da vacina. Pesquisas recentes vêm demonstrando empiricamente os efeitos nefastos da pandemia sobre as mulheres. O relatório “Gênero e COVID-19 na América Latina e No Caribe: Dimensões de Gênero na Resposta”, publicado pela ONU Mulheres, apontou as áreas em que os ...

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Jaqueline Goes de Jesus, uma das cientistas brasileiras que integra a equipe que fez o sequenciamento do genoma do novo coronavírus (Foto: Reprodução Currículo Lattes)

Conheça a cientista, negra e nordestina, que coordena a luta contra o Covid-19 no Brasil

No Brasil, conhecemos o primeiro caso de Covid-19 confirmado no país e o nome de Jaqueline Goes de Jesus praticamente ao mesmo tempo. Isso porque a biomédica soteropolitana de 30 anos coordenou a equipe que sequenciou o genoma do vírus em 48 horas, tempo recorde em relação a outros países. A precisão e a agilidade foram essenciais para o estudo ganhar aplausos da comunidade científica – e além. Mas o fato de ter sido liderado por uma mulher negra e nordestina fez com que as luzes dos holofotes ficassem ainda mais fortes. Jaqueline foi manchete em vários jornais, destaque no Fantástico, viu seus seguidores no Instagram se multiplicarem e até ganhou cartum do Mauricio de Sousa, desenhada ao lado da professora Ester Sabino. As duas dividem a coordenação do projeto Cadde (Centro de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus), uma parceria do Brasil com o Reino Unido, e que aqui foi desenvolvido no Instituto ...

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Ingra, Erika, Ester, Flávia e Jaqueline formam o time que sequenciou o gene do coronavírus. Dedicação que comprova a excelência da ciência brasileira (foto: Almir R. Ferreira /SCAPI IMT )

Ciência é assunto de mulher

Pesquisadoras brasileiras se destacam ao desenvolver ciência e mostram ao mundo o poder feminino Por Hélio Euclides, no Maré Online Grupo coordenado pela professora Ester Sabino (Imagens: SCAPI IMT/Almir R Ferreira)   O assunto do momento é o novo coronavírus. O primeiro passo numa luta é conhecer o adversário: sequenciar o genoma do vírus, que permite monitorar as diferentes entradas no Brasil, entender de onde ele veio e algumas características do crescimento, mutação e medidas a serem tomadas. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a decifrar a sequência da amostra do primeiro caso de infecção da Covid-19 no país, em apenas 48 horas, por meio de cinco pesquisadoras. As biomédicas Jaqueline Goes de Jesus, Ingra Morales, Flávia Salles e a farmacêutica Erika Manuli são as pesquisadoras do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP), dentro do Instituto Adolfo Lutz (IAL). ...

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4 perfis no Instagram sobre mulheres na ciência para seguir já

Conheça o trabalho de pesquisadoras do Brasil e do mundo no seu próprio feed. Por Luiza Monteiro, Do Super Interessante  (Foto: Imagem retirada do site Jornalismo Colaborativo) Quando você ouve a palavra “cientista”, o que vem à sua mente? Arriscamos dizer que é um homem, provavelmente branco, com jaleco, óculos e algum equipamento de laboratório. Dá para entender por quê. Um estudo divulgado em agosto de 2018 aponta que apenas 14% dos membros da Academia Brasileira de Ciências são mulheres. No resto do mundo, a realidade não é tão diferente: menos de 30% dos pesquisadores de STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática, na sigla em inglês) ao redor do globo são do sexo feminino, segundo a Unesco. Bom, apesar de ainda serem minoria, as mulheres cientistas precisam ser reconhecidas. Por isso, selecionamos alguns perfis no Instagram que divulgam o trabalho de estudiosas brasileiras e gringas. 1. ...

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professora ensinando alunas negras e brancas

Mulheres são maioria nas universidades, mas não coordenam estudos científicos

Mulheres se afastam mais do trabalho para cuidar da saúde da família, são menos convidadas para pesquisas internacionais e não participam da gestão de financiamentos por Renato Grandelle no O Globo Já fazia parte da rotina. A bióloga Rafaela Falaschi conversava com outras mulheres sobre as dificuldades que enfrentavam no mundo acadêmico e era interrompida pelos homens, que a chamavam de “amarga” e asseguravam que não havia machismo nos laboratórios. Após ouvir relatos parecidos, decidiu criar o site “Mulheres na Ciência”, onde artigos poderiam ser compartilhados e comentados sob o ponto de vista feminino. Em apenas um mês, a iniciativa atraiu mil pessoas. E tornou-se um exemplo da tomada de espaços antes monopolizados por homens em diversas áreas de pesquisa. Hoje, quando se comemora o Dia Internacional das Mulheres na Ciência, levantamentos mostram como elas assinam cada vez mais artigos, ampliaram seu registro de patentes e parcerias internacionais. Brasil e Portugal ...

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Pesquisadora escreve 270 artigos sobre mulheres cientistas na Wikipédia

"Quanto mais você lê sobre essas mulheres sensacionais, maiores as chances de se sentir motivada e inspirada pela história pessoal delas”, contou Jess Wade POR DANIELA SIMÕES, do Época  JESS WADE, A PESQUISADORA BRITÂNICA QUE ESCREVEU 270 ARTIGOS SOBRE MULHERES CIENTISTAS NA WIKIPÉDIA PARA QUE ELAS NÃO FOSSEM ESQUECIDAS (FOTO: INSTAGRAM / JESSJESS1988) Jess Wade, tem uma missão: mostrar ao mundo quem são as mulheres que conseguiram grandes feitos nas ciências. Para dar o devido reconhecimento a elas, a pesquisadora e pós-doutoranda em eletrônica plástica no Imperial College London começou pela Wikipédia. Foram cerca de 270 artigos escritos no período de um ano. “Eu tinha a meta de escrever um texto por dia, mas às vezes me empolgava e escrevia três”, disse em entrevista ao jornal britânico The Guardian. Existem grandes nomes de cientistas do sexo feminino ao redor do mundo, como a britânica Rosalind Franklin, pioneira no campo da biologia molecular, ou a primatologista e ...

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