sexta-feira, agosto 14, 2020

    Tag: nazismo

    Imagem: Geledes

    Casal que usou máscara nazista em Walmart dos EUA ficará proibido de entrar no mercado por um ano

    A CNN estadunidense repercutiu, ao longo desta última semana, o caso de um casal que circulou por um supermercado Walmart, na cidade de Marshall, em Minnesota, utilizando máscaras faciais com suásticas, no último dia 25. Apesar da legislação dos EUA proibir apologia ao nazismo, o casal não foi autuado pela polícia, mas foi confrontado por uma mulher que presenciou a cena e que é bisneta de um combatente alemão que lutou na resistência contra o nazismo nas décadas de 1930 e 1940. “Eu disse a mim mesma que se eu não dissesse nada agora, o que a minha bisavó fez ao arriscar a vida dela todos aqueles anos lutando contra a primeira onda de nazistas?”, relatou Raphaela Mueller à CNN. “Você não pode usar essa máscara. Não pode. Nós tivemos literalmente uma guerra a respeito disso”, teria dito a mulher ao casal. O homem e a mulher com a suástica, ...

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    Pôster de Menino 23 - Infâncias Perdidas no Brasil (Divulgação)

    Menino 23

    Menino 23 é um documentário que retrata a investigação do historiador Sidney Aguilar, após descobrir que em uma fazenda, no interior de São Paulo, havia tijolos com a suástica encravada, os quais não eram muito antigos e, por isso, evidenciavam a existência de um local explícitamente nazista em um período recente da história do Brasil. No desenrolar do filme, descobre-se que, nos anos 1930, o dono dessa fazenda levou 50 órfãos negros para prestar serviços à família Rocha Miranda, sob o falso pretexto de que os jovens seriam levados para um local onde estudariam, brincariam, e aprenderiam sobre a importância do labor. Contudo, o sonho de um lugar que educa e permite o lazer dos jovens não durou mais do que um ano. Depois disso, as crianças foram apenas escravizadas para prestar trabalhos à família nazista. Falar sobre a história do Brasil e o desenvolvimento da sociedade brasileira sem falar ...

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    Foto de 1943 mostra soldados alemães nazistas interrogando judeus após a Revolta do Gueto de Varsóvia - AFP

    Resistir ao extermínio

    Os guetos concebidos pelo nazismo foram territórios dentro dos quais a anomia e a demolição de corpos foram a regra, e a regra, a anomalia Por Roberto Bueno, do Brasil 247 Foto de 1943 mostra soldados alemães nazistas interrogando judeus após a Revolta do Gueto de Varsóvia - AFP Há exatos 77 anos, no dia 19 de abril de 1943, foi empreendida ofensiva pelos oficiais nacional-socialistas contra o gueto de Varsóvia, espaço de confinamento da comunidade judia na capital polonesa. A política nacional-socialista era de reunir os judeus em guetos, e no caso de Varsóvia era crescente o número dos indivíduos que iam sendo aprisionados naquele minúsculo espaço urbano da cidade ocupada pelas forças armadas de Hitler. Naquelas condições materiais as quais estavam expostos os indivíduos apenas uma única certeza estava em seu horizonte próximo, a morte. Tratava-se de um espaço de cultivo da destituição da ...

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    Jurista Silvio Luiz de Almeida explica a gênese do racismo.

    O nazismo no governo Bolsonaro e a escalada do racismo no Brasil

    Teoricamente há uma distinção entre as ideologias de “supremacia branca” e de “superioridade branca”. Essa distinção, aliás, é essencial para distinguir a história das relações raciais no Brasil e países como a Alemanha, EUA e África do Sul. Por Silvio Almeida, do Mídia 4P Silvio  de Almeida  (DIVULGAÇÃO/CHRISTIAN PARENTE) No Brasil, a ideia de “superioridade branca” converteu-se no final do sec. XIX no assimilacionismo. Foi uma saída genial dos intelectuais da época porque dava conta do problema das elites do pós-abolição, que era lidar com a massa de negros livres. Diante da impossibilidade de fazer como nos EUA e defender a “supremacia branca”, o Brasil – um país de negros, indígenas e mestiços – apostou na “superioridade branca”. Daí a aposta no branqueamento como forma de “civilizar” o país. A ideia de superioridade branca teve diferentes versões que vão do “assimilacionismo” (mestiçagem para eliminar o negro) ...

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    Foi a partir de uma fotografia que a cineasta britânica se interessou em contar a história dos negros na Alemanha (Foto: Biblioteca do Congresso Americano)

    A vida dos negros na Alemanha nazista

    A cineasta britânica-ganense Amma Asante se deparou, por acaso, com uma fotografia antiga, tirada na Alemanha nazista, de uma garota negra vestindo uniforme escolar. Diferentemente das colegas brancas que encaram a câmera, ela desvia o olhar. A foto despertou a curiosidade de Asante, que quis saber mais sobre a garota. A imagem a levou a escrever e dirigir o longa Where Hands Touch (Onde Mãos Tocam, em tradução livre), estrelado por Amandla Stenberg (Mentes Sombrias) e George MacKay (Capitão Fantástico), que está chegando aos cinemas na Europa. O filme é um relato imaginário do relacionamento secreto de uma adolescente mestiça com um membro da Juventude Hitlerista, mas é baseado em registros históricos. Durante o regime nazista, de 1933 a 1945, o número de alemães com origem africana vivendo no país chegou à casa dos milhares. Ao longo do tempo, eles foram proibidos de se relacionar com pessoas brancas e impedidos de ter ...

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    Um nazismo fashionista

    O aspecto teórico que distingue o nazismo de todas as outras ideologias políticas é o racismo. Em razão dele, o pertencimento ou a exclusão da comunidade nacional não ocorre por causa de um critério político ou religioso e sim em virtude da biologia. Por  Fábio de Oliveira Ribeiro, Do GGN Foto: Imagem retirada do site GGN   A definição da comunidade com base em características raciais (ou genéticas) não permite qualquer tolerância. Quem não pertence a ela nada pode fazer para contornar a natureza. Quem faz parte dela não a escolheu seu destino pessoal. Não há política entre formigas lavapés. Tampouco existe algo semelhante entre as abelhas da mesma colmeia. O pertencimento biológico é absoluto. Ele liga os iguais e os desliga dos demais. A formiga será tão hostilizada dentro de uma colmeia de abelhas quanto a abelha não deixará de ser repelida se entrar no ninho ...

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    As origens ideológicas do nazismo

    Cinco especialistas alemães explicam as bases ideológicas da ditadura nazista, que era centrada no racismo, no antissemitismo e no nacionalismo e contrária ao comunismo e aos sindicatos. Basta uma rápida olhada nas origens do movimento nazista para descartar completamente a ideia de que o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) fosse de esquerda, afirma o historiador Jürgen Zarusky, do Instituto para História Contemporânea Munique-Berlim. " era profundamente enraizado em tendências extremistas de direita que já existiam ao fim da Primeira Guerra Mundial", explica. Do Terra Nazistas ocupam um sindicato em Berlim, em 2 de maio de 1933 (Foto: DW / Deutsche Welle) E essa é uma posição há muito consolidada entre especialistas. "Nenhum historiador profissional classificaria a ditadura nazista como de esquerda. O Nacional-Socialismo e o conceito de volksgemeinschaft (comunidade nacional) eram antiliberais, racistas e nacionalistas", diz o historiador André Postert, do Instituto Hannah Arendt, ...

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    A neta negra de um líder nazista: “Luto contra um segredo tóxico”

    Jennifer Teege relata como descobriu sua relação com o comandante de 'A Lista de Schindler' Por ELSA FERNÁNDEZ-SANTOS, do El Pais ÁLVARO GARCÍA Qualquer árvore genealógica pode proporcionar surpresas desagradáveis. No caso de Jennifer Teege (Munique, 1970) a surpresa, descoberta por acaso em 2008 numa biblioteca pública de Hamburgo, se transformou em um duro trauma. Seu avô, aquele que não teria tolerado sua pele negra, era Amon Göth, o comandante nazista do campo de concentração de Plaszow, em Cracóvia, conhecido graças ao filme A Lista de Schindler, de Steven Spielberg, em que esse personagem era vivido por Ralph Fiennes. Göth é lembrado também por costumes sádicos, como atirar de sua sacada nos prisioneiros do campo e chicotear suas faxineiras judias. A história é contada no livro "Amon: Meu Avô Teria Me Executado", lançado no Brasil em 2013 pela editora Agir. "É uma crônica familiar", diz Teege, que pretende amplificar o que ...

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    Como São Francisco fechou as portas ao fascismo

    Dias depois de projetarem-se em Charlostesville, supremacistas brancos tentaram provocar o berço da cultura hippie. Veja a reação, praticamente ignorada pela mídia Por Maurício Ayer Do Outras Palavras Milhares de pessoas foram às ruas de São Francisco no sábado, 26 de agosto, dizer não ao ódio, ao racismo e ao ultranacionalismo. Após uma semana tensa, sob a ameaça de que um comício convocado por grupos de extrema direita terminasse em confrontos violentos, à imagem do ocorrido dias antes em Charlottesville, a população e as instituições da cidade californiana conseguiram derrotar os “supremacistas brancos”, a ponto de fazê-los cancelar o ato. A chamada ao comício, cujo mote seria a defesa da “liberdade de expressão”, inspirou-se por um macabro oportunismo. O grupo de extrema direita Patriot Prayer, sediado no estado de Oregon, pareceu ver na “publicidade” que tiveram os acontecimentos de Virginia uma chance de alavancar sua plataforma política, ignorando o saldo da ...

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    ‘Eu era neonazista até ser presa e me apaixonar por uma negra’

    Angela King lembra quando foi a um bar já esperando problemas. A neonazista chegou no estabelecimento no sul da Flórida, nos Estados Unidos, acompanhada de uma gangue de violentos skinheads. Por Claire Bates, da BBC  Angela King escondia a sexualidade para participar de grupos de extrema-direita | Foto: Mark Seliger King, então com 23 anos, passeou com uma pistola de 9mm pendurada na calça. Ela e seus amigos vestiam botas militares e suspensórios coloridos, e sua pele trazia uma série de sinais da iconografia racista. "Eu tinha tatuagens por todo o corpo. Vikings tatuados no peito, uma suástica no dedo médio e um "sieg heil", que era a saudação de Hitler, na parte de dentro do lábio inferior", conta. Eles odiavam negros, judeus e eram extremamente homofóbicos. Um deles era seu namorado - naquela época, King não ousava admitir que era secretamente gay. À medida que o grupo bebia, ia se ...

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    (Foto: © Reuters)

    54 anos depois, mais de mil líderes religiosos desfilaram em Washington na Marcha de Martin Luther King

    Em 28 de agosto de 1963, Martin Luther King proferiu o famoso discurso "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"), perante cerca de 250 mil pessoas. Durante o desfile de segunda-feira, os participantes recordaram, junto ao imponente monumento a Luther King, que a justiça pela qual lutou este reverendo está longe de se ter concretizado e alertaram para a gravidade do momento atual. "Por que estamos aqui? Estamos aqui para que o país saiba que não toleramos o racismo. Estamos aqui para que o país saiba que não toleramos o fanatismo", disse um dos oradores, sob fortes aplausos. Com este mote, religiosos de todos os EUA e várias confissões uniram-se na "Marcha dos Mil Ministros pela Justiça", promovida pela organização não-governamental de direitos civis National Action Network (Rede de Ação Nacional). O seu presidente, o influente reverendo Al Sharpton, tinha dito antes da marcha que a violência racista, em ...

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    Cidade da Alemanha encontra maneira genial para lidar com os neonazistas

    Cidade alemã para onde neonazistas peregrinam todos os anos para visitar túmulo de braço-direito de Hitler encontrou uma forma genial para lidar com eles. Ideia tem inspirado outras cidades e países a lutar contra o nazismo de um jeito criativo Foto: Mike Pearl, Vice Do Pragmatismo Politico Nos últimos 25 anos, as ruas de Wunsiedel, uma cidade pacata do nordeste da Alemanha, têm sido palco de marchas em homenagem ao vice-führer Rudolf Hess. Até 2011, a figura tinha um túmulo na área. Depois, seu corpo foi exumado e cremado. Mas os fascistas alemães modernos ainda têm uma quedinha pelo Hess; então, a falta de um monumento não impediu esse pessoal de aparecer na cidade nos últimos três anos, para consternação dos moradores não nazistas. Quando a mais recente marcha aconteceu, no final de semana passado, os cidadãos bolaram um tipo de caminhada beneficente: para cada metro percorrido pelos neonazistas, as ...

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    Ela escapou dos nazistas uma vez. Agora está combatendo o nazismo de novo.

    Marianne Rubin escapou dos horrores do Holocausto quando era criança. O que está acontecendo hoje a assusta. Por Antonia Blumberg, do HuffPost US Marianne Rubin's granddaughter, Lena Schnall, captured a photo of her grandmother at Sunday's rally. Depois de grupos supremacistas brancos terem semeado a violência letal em Charlottesville, Virginia, no domingo (14), centenas de pessoas se reuniram em cidades de todos os EUA para protestarem contra o ódio organizado. Em Nova York, uma senhora carregou um cartaz comovente que dizia: "Escapei dos nazistas uma vez. Vocês não vão me derrotar agora." Fotos de Marianne Rubin, 89, e seu cartaz contundente viralizaram em pouco tempo, lembrando aos americanos que a ameaça da supremacia branca não é algo que se deva levar na brincadeira. "Foi um dia difícil ontem, mas eu estava com amigos", disse Rubin ao HuffPost na segunda-feira, falando ao telefone de sua casa em Westchester, Nova York. "Fiquei pensando depois: por que é ...

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    “Conheci o nazismo. Não há dois lados para o ódio”, diz Schwarzenegger

    O "governator" Arnold Schwarzenegger mandou um recado duro e incisivo na noite desta quinta-feira (18) para grupos americanos que pregam o ódio e a supremacia branca. "Vamos exterminar o ódio", disse o ator. Do Uol "Não há dois lados no fanatismo. O ódio não tem dois lados. Se você escolhe marchar com uma bandeira que simboliza a morte de milhões de pessoas, não existe dois lados. A única maneira de vencer os gritos de ódio é combatê-los com a voz mais alta da razão. E isso inclui você, presidente Trump. Você tem uma obrigação moral em dizer que não vamos apoiar o ódio e o racismo". Vale lembrar que esta não é a primeira vez que o ator e 38º governador da Califórnia (entre 2003 e 2011) cutuca o presidente dos Estados Unidos, que é do mesmo partido de Arnold. Em outras ocasiões, o ator já havia se posicionado veementemente contra manifestações racistas e xenofóbicas. ...

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    Stephanie Ribeiro: Nossa apatia também colocou o nazismo nas ruas

    Colunista de Marie Claire, Stephanie Ribeiro compara os ataques racistas e o apoio nazista que mostrou sua face nos protestos de Charlottesville, nos Estados Unidos, com o racismo e os movimentos anti-imigração no Brasil Ódio em Charlottesville: Manifestante segura cartaz que diz "Pare o Ódio", durante manifestação em Minnesotta, nos Estados Unidos (Foto: Getty Image) Em Charlottesville, no Estado norte-americano de Virginia, se concretizou o que já vinha sendo professado nos Estados Unidos desde a ascensão de Trump nas eleições e a concretização desse fato. Grupos de supremacistas brancos foram às ruas em prol da união da direita, entoando palavras de ordem contra negros, latinos, LGBTQ e judeus. Insatisfeitos e se sentindo de alguma forma vítimas de um contexto socioeconômico que inclusive os favorece mais que os demais estruturalmente, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra os imigrantes, que eles temem que roubem seus empregos, quando na verdade estes, em sua ...

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    Foto: esquerda.net

    UFRJ investiga apologia ao nazismo dentro da universidade

    De acordo com Diretório Central Estudantil, casal tentou colocar na parede quadro com imagem de uma mulher negra, com sinais de mutilação e suásticas. A reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apura denúncia do Diretório Central Estudantil (DCE) Mário Prata de que manifestações de apologia ao nazismo teriam sido feitas na sede da entidade estudantil por pessoas que não integram o diretório.  Na última sexta-feira (26), a universidade informou, em sua página na internet, que pretende acionar a polícia para investigar o caso. "A reitoria abrirá procedimento interno para averiguar o caso e registros de pichações de cunho nazista no campus. Também acionará as polícias Civil e Federal para apuração da apologia ao nazismo que, destacamos, configura crime. Trata-se de uma ação isolada, de ultradireita, que se manifesta de forma apócrifa justamente por não encontrar qualquer respaldo no corpo social da universidade", diz nota da instituição. A ...

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    Norbert Siegl

    Septuagenária usa grafiti para combater o racismo e o nazismo

    Irmela Schramm é uma professora reformada de 70 anos, que se dedica, há mais de 30 anos, a eliminar as mensagens que promovem o nazismo e o racismo nas ruas de Berlim, na Alemanha, mas não só. Fonte: MSN Notícias Tudo começou quando a alemã viu um folheto que apoiava Rudolf Hess, um político da Alemanha nazi, numa paragem de autocarro. De acordo com a CNN, quando Schramm voltou do trabalho viu que o panfleto ainda lá estava e rasgou-o com as chaves de casa. Desde então, Schramm autointitula-se de "empregada de limpeza política" e emprega cerca de 17 horas semanais a combater o ódio, com uma bolsa de tecido que contém a frase "anti-nazis", latas de "spray" vermelho, removedores de tinta e uma espátula para raspar os autocolantes e cartazes que considera ofensivos. A septuagenária já viajou por toda a Alemanha e por mais seis países e, segundo a ...

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    WASHINGTON, DC - NOVEMBER 20: at an Alt Right ( alternative right) conference hosted by the National Policy Institute in Washington, DC on November 18, 2016. The think tank promotes white nationalism and critics accuse them of being racist and anti-semitic. The chairman of the National Policy Institute, Richard Spencer, has been permanently banned from entering the UK, and was deemed a "national security threat" after his arrest in Hungary in 2014. He was recently banned from Twitter in a prominent purge by the company this week. (Photo by Linda Davidson/The Washington Post via Getty Images)

    A ‘direita alternativa’ é um movimento de ódio e é mais assustador do que você pensa

    Se você quer saber por que o movimento de “alt-right”, ou direita alternativa, declaradamente racista e simpatizante do nazismo, está ganhando destaque na administração Trump e mais além, basta olhar para Tila Tequila e seu amigo nacionalista branco Richard Spencer. Por Eliot Nelson, do Huffington Post Em uma das coisas mais bizarras e assustadoras a acontecer em uma temporada política já bizarra e assustadora o suficiente, a figura na mídia social, ex-apresentadora de TV e atual atriz pornô Tequila compareceu a uma conferência de nacionalistas brancos no fim de semana passado. À primeira vista, sua participação pareceu estranha: Tequila é americana de origem vietnamita, e seu nome de nascimento é Thien Thanh Thi Nguyen. Mas sua presença se encaixou perfeitamente com a estratégia política e de mensagem de Richard Spencer e seu National Policy Institute, que organizou o evento. “A direita alternativa está disposta a trabalhar com aliados de cor”, disse Spencer ...

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    Degredados e racismo, por Fernando Molica

    Essa história de atribuir nossas mazelas ao fato de que havia degredados entre os primeiros colonizadores resvala pesado no racismo. Mais, evoca uma espécie de determinismo genético ("Pau que nasce torto cresce torto") que justifica ataques a determinados grupos e, no limite, colabora para fenômenos como tentativas de extermínio daqueles apontados como degenerados ou impuros. Por Fernando Molica Do GGN Falar em degredados é relatar apenas uma parte do preconceito tantas vezes cochichado. A justificativa para o nosso atraso tantas vezes apontada pelos arautos da simplificação e da eugenia costuma também citar a presença de negros e índios entre nossos antepassados. Quantas vezes não ouvimos que estávamos destinados ao fracasso por conta do cruzamento - a palavra usada é essa, que remete ao sexo entre animais - entre portugueses/degredados, negros e índios? Esse tipo de estupidez costuma ganhar corpo principalmente entre aqueles que, por razões genéticas e/ou culturais, não se consideram ...

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    Sonho Olímpico

    Nesta semana, começam as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Diversos atletas de todas as partes do mundo estarão no Brasil em busca do sonhado ouro olímpico. Um evento midiático que no Brasil, em meio à crise política que vivemos, segue marcado por polêmicas, problemas relacionados à infraestrutura, segurança e questionamentos sobre o legado que os investimentos deixarão na cidade. Por Mauricio Pestana Enviado para o Portal Geledés Ainda assim, o simbolismo dos Jogos Olímpicos sempre foi muito além do esporte e também é uma demonstração de poder, seja do ponto de vista do individuo ou de uma nação. As Olimpíadas já foram usadas para medir forças em um tempo que o mundo estava divido por uma Guerra Fria. Em 1936, Hitler com seu discurso de “superioridade ariana”, viu o atleta negro norte-americano, Jesse Owens, ser aplaudido em Berlim, ao levar quatro medalhas de ouro no atletismo. Em 1986, na Cidade do México, negros norte-americanos ergueram seus punhos após receberem suas medalhas no pódio, uma saudação Black ...

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