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Nilo tinha 82 anos Foto: Luiz Armando Vaz / DG

Morre Nilo Feijó, ícone da cultura negra no Rio Grande do Sul

O samba, o Carnaval e a cultura negra do Rio Grande do Sul perderam uma de suas referências. Morreu nesta terça-feira, aos 82 anos, Nilo Alberto Feijó, vítima de três infartos do miocárdio. No Carnaval de Porto Alegre, Nilo Feijó, entre outros funções, foi compositor de sambas e marchas. Entre as entidades que desfilaram com suas composições estão a Acadêmicos da Orgia, Imperadores do Samba e, principalmente, Trevo de Ouro. Como dirigente, Nilo Feijó por mais de duas décadas fez parte da diretoria da Associação Satélite Prontidão, entidade centenária criada em 1902 por ex-escravos, da qual era o atual presidente. Nilo Feijó presidiu, também, o Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Rio Grande do Sul (Codene) entre 2008 e 2010, e fez parte do  Conselho Municipal dos Direitos do Povo Negro, da Capital, no biênio 2011-2013. O velório será realizado nesta quarta-feira, entre 8h e 11h, na ...

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Antônio Pompêo viveu João Congo na minissérie “A casa das sete mulheres”, em 2002 (Foto: Gianne Carvalho)

Morre aos 62 anos o ator Antônio Pompêo

O ator Antônio Pompêo foi encontrado morto nesta terça-feira (5) em sua casa, em Guaratiba, em Zona Oeste do Rio. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que estava no local por volta das 17h para a ocorrência. O ator e artista plástico tinha 62 anos e as causas da morte ainda não foram divulgadas. Nascido na cidade de São José do Rio Pardo, em São Paulo, Antônio participou de vários filmes, como "Xica da Silva" e "O cortiço". Atuou também em novelas da Globo como "O Rei do Gado", "A viagem", "Pecado capital", "Mulheres de areia", "A casa das sete mulheres", "Pedra sobre pedra" e "Fera ferida". Seu início na TV foi em "A Moreninha", em 1975. Pompeo intepretou Servilho em 'Mulheres de areia' (1993) (Foto: Reprodução/ TV Globo) Pompêo também atuou em novelas da extinta TV Manchete, como "Kananga do Japão" e "A história de Ana ...

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(Foto: Divulgação/TJRJ)

Morre historiador Joel Rufino dos Santos

Detentor de três prêmios Jabuti e autor de mais de 50 livros, o escritor e historiador Joel Rufino dos Santos era um nome de referência em cultura afro-brasileira. O pensador enveredou também pela dramaturgia ao longo de sua prolífica carreira. Levam sua assinatura três peças teatrais e duas minisséries para a TV. O Tribunal de Justiça de Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) comunicou, nesta sexta-feira, o falecimento de Rufino dos Santos, que era também diretor-geral de Comunicação e de Difusão do Conhecimento (DGCOM). O historiador morreu, aos 73 anos, em decorrência das complicações de uma cirurgia cardíaca realizada no dia 1º de setembro. O corpo de Joel Rufino será cremado ainda nesta sexta-feira em cerimônia reservada a parentes. Rufino dos Santos deixa a esposa Teresa Garbayo dos Santos, os filhos Nelson e Juliana e os netos Eduardo, Raphael, Isabel e Victoria. O presidente do TJRJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro ...

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Euclides como personagem da exposição “Zeladores de Voduns e outras Entidades do Benin ao Maranhão” (Foto: Márcio Vasconcelos / Reprodução)

Morre aos 78 anos Pai Euclides, fundador da Casa Fanti Ashanti

Euclides Menezes Ferreira ou Pai Euclides Talabyan, como é mais conhecido, morreu na tarde desta segunda-feira (17), em São Luís, após complicações decorrentes de um infarto que sofreu na sexta-feira (14). Desde a data, ele ficou internado no Hospital Carlos Macieira, até quando veio a óbito, por volta das 15h, aos 78 anos, deixando nove filhos. Segundo o atestado de óbito, o babalorixá sofreu um infarto agudo do miocárdio e, durante o período de internação, teve pneumonia e choque cardiogênico. Ainda abalado com a notícia da morte, Alex Corrêa, filho de Pai Euclides, disse que o pai foi um maiores babalorixás do país, sendo fundador e responsável pela Casa Fanti Ashanti, uma casa de candomblé da nação Jeje-Nagô fundada em 1954. A casa está localizada no bairro do Cruzeiro do Anil, em São Luís, que recebe visitantes de vários países. Para Márcio Vasconcelos, amigo e admirador de Pai Euclides, a ...

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(Foto: Fábio Vicentini/ Arquivo A Gazeta)

Legados de um Beato evangélico: por Magali Cunha

O cristianismo brasileiro perdeu, na semana passada, o pastor e teólogo da Igreja Presbiteriana Joaquim Beato, aos 91 anos. Ele declarava: “A minha formação básica é a Bíblia, mas numa visão de que o pensamento bíblico não é um pensamento nascido nas alturas dos céus, mas nas lutas de cada dia”. Foi nessas bases que Beato se tornou mestre em Antropologia e doutor em Sociologia. Deixou marcas como cristão defensor da igualdade racial, da superação da intolerância e do diálogo ecumênico. Sua voz e suas ações ecoaram durante a ditadura militar. Rompendo os arraiais religiosos, foi professor universitário, senador suplente de oposição e secretário estadual e municipal no Espírito Santo. Numa grata coincidência, eu havia citado o Beato nesta coluna, no mês passado. Listei, simbolicamente, alguns nomes de negros, pastores, pastoras e outras lideranças, que representam evangélicos que atuam pela unidade, pela justiça e pela paz. Beato foi o primeiro ...

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(Foto: Facebook/Luena Pereira/Samory Sundjata)

Morreu no sábado, aos 78 anos, o sociólogo José Maria Nunes Pereira

Um dos maiores expoentes no Brasil dos estudos sobre a África e os africanos, Zé Maria marcou gerações, sobretudo na Universidade Cândido Mendes. Conheci-o na apuração da biografia “Marighella'', da qual o professor é entrevistado e personagem. Na rua das Laranjeiras, grudado ao largo do Machado, ele vivia então entre milhares de livros, que cobriam as paredes e faziam do apartamento um paraíso. Depois do golpe de Estado de 1964, havia sido preso pela polícia política da Guanabara. Em sua casa gravitava na época a representação, no Rio, do Movimento Popular de Libertação de Angola. Encarceraram-no no Dops, na rua da Relação. O coletivo de presos políticos elegeu-o “vice-xerife'', isto é, um dos coordenadores do núcleo dos militantes detidos pela ditadura nascente. Na penúria do lugar, faltavam colchões para todos. O moço de 27 anos acabou dividindo o seu com um companheiro cinquentão, Carlos Marighella, que havia sido baleado semanas ...

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(Foto: Arquivo pessoal)

Nazareth, PRESENTE!

Comunicamos o falecimento da nossa companheira Eliane Nazareth Oliveira, a Naza. Naza chegou à Geledés no ano de 1994, no Programa de Saúde, onde realizou a formação de grupos de auto ajuda, e introduziu discussões e rodas de conversas sobre doenças e estigmas sociais, como o vitiligo. Mestre em Assistência Social, ao integrar o projeto Geração XXI, ofereceu todo seu conhecimento profissional e desenvolveu uma linha de ação do projeto voltada para o atendimento das famílias dos/das jovens integrantes do projeto - o Família XXI, que realizava formação sobre direitos humanos, rodas de conversas sobre ações afirmativas, mercado de trabalho e oficinas sobre relações de gênero e familiares, tendo por finalidade aproximar os familiares do projeto e seus desafios, mas principalmente possibilitar o empoderamento das mães dos/as jovens. No período 2003 a 2011 Naza foi assessora da diretoria de meio ambiente e ação social da Sanepar Cia de Saneamento Ambiental do Paraná, onde ficou até o ano de 2011. Contudo ...

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(Foto: Secretaria de Política para as Mulheres / Divulgação)

Nota de Pesar

Foi com extrema tristeza que recebi a notícia na madrugada de hoje (15) do falecimento, em um trágico acidente de carro, no interior da Bahia, de três mulheres que viajavam para o carnaval, sendo que duas delas integravam nossa equipe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR): a Secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas (SAIAT), Rosangela Rigo, e a Coordenadora-Geral da Diversidade, Lurdinha Rodrigues. Duas feministas históricas, elas farão muita falta na luta pelo combate à discriminação de gênero e na construção de políticas públicas pelos direitos das mulheres. Acima de tudo perdemos duas grandes amigas e companheiras de militância feminista.  Ambas deixam um legado excepcional de coragem, determinação e alegria para a transformação dos sonhos e utopias na luta pelo avanço das conquistas dos direitos das mulheres. Rosangela Rigo esteve à frente da Secretaria de Enfrentamento a Violência como Secretária Adjunta e havia assumido ...

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Geledés Instituto da Mulher Negra com pesar noticia o falecimento do fotógrafo Mário Espinosa

Mário Espinosa nasceu em Montevidéu - Uruguai em 1943. Estava radicado no Brasil desde 1974, dedicando-se à profissão de fotógrafo especialista em imagens afro-diaspóricas. Foi professor de fotografia em nível superior e pesquisador de comunidades quilombolas. Seu trabalho de vida foi retratar a Comunidade dos Arturos além de participar da Militância negra e na luta contra o racismo no Brasil. No Geledés participou e colaborou com projetos como a Revista Pode Crê! e registrou manifestações e passeatas nos anos 80 e 90, deixando para a história um legado de belas imagens e de seu grande talento e compromisso com a luta anti-racista. Descanse em paz! Fotos  Mário Espinosa

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Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

Hoje na História, 10 de Julho de 1994, a 20 anos, Lélia Gonzalez entrava no Orun

Ana Maria Felippe* Texto postado no Portal Geledés em 14.09.11 A guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de "ancestral". A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo. Lélia Gonzalez nasceu "de Almeida", em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme admiração e nos passos de quem seguiu torcendo pelo Flamengo e gostando muito de ...

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Chester Higgins

Poetisa e defensora dos direitos humanos, Maya Angelou morre aos 86 anos de idade

A escritora e líder do movimento pelo direitos civis, Maya Angelou, morreu na manhã de hoje nos Estados Unidos. Ela estaria lutando contra problemas de saúde e cancelou recentemente uma aparência programada em um evento especial a ser realizado em sua homenagem. Angelou é considerada a principal escritora da comunidade afroamericana e ainda jovem tornou-se a primeira mulher negra a ser roterista e diretora em Hollywood. Nos anos 60 ela foi amiga de Martin Luther King Jr. e Malcolm X e serviu no SCLC com Dr. King, trabalhando durante anos para o movimento de direitos civis. Também nos anos 60, ela trabalhou e viajou pela África, como jornalista e professora, ajudando vários movimentos de independência africanos. Ela tinha 86 anos e nasceu em St. Louis, Missouri. ESCRITORA MAYA ANGELOU FOI HOMENAGEADA COM A MEDALHA PRESIDENDIAL DA LIBERDADE PELO PRESIDENTE BARACK OBAMA (FOTO: GETTY IMAGES) A poetisa ...

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stuart

Descanse em paz, caro Stuart! – Por: Sandra Machado

Há alguma esperança... O professor e pesquisador do multiculturalismo, Stuart Hall, morreu na semana passada, aos 82 anos. Ele formulou a teoria da codificação e decodificação – que analisa como aqueles que estão no poder (midiático, político e/ou econômico ) propagam mensagens por meio da cultura de massa/pop e como quem recebe tais mensagens as i nterpretam. Foi também um dos principais fundadores da chamada Escola de Birmingham (Comunicação e Estudos Culturais)   Não sei se Stuart Hall algum dia perdeu seu precioso tempo para repassar alguns vídeos ou cenas das “famosas” novelas brasileiras. Ou em boa parte dos filmes nacionais. Acredito que não. Nem precisaria. Bastaria um breve relato e já daria para saber o que vai aqui e ali, em todas essas produções. (Veja o artigo do Blog da Igualdade) Ou seja, as equivocadas representações sociais, os estereótipos perversos que sempre funcionam contra as diversidades (principalmente, os que desqualificam e relegam as mulheres ao assujeitamento), e a manutenção do status quo , a ...

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MESTRE DIDI

Mestre Didi morre em Salvador

Sepultamento foi realizado neste domingo, no Cemitério Jardim da Saudade. Artista plástico é um dos principais representantes da cultura afro no país. Morreu aos 95 anos em Salvador o artista plástico e escritor baiano, representante da cultura afro, Deoscóredes Maximiliano dos Santos, conhecido como "Mestre Didi". O corpo do artista nascido em 2 de dezembro de 1917 foi sepultado na tarde deste domingo (6), no Cemitério Jardim da Saudade, na capital baiana. Um amigo da família informou que a morte foi provocada por um câncer de próstata. Mestre Didi criou esculturas focadas na representação de deuses e orixás do Candomblé e, com sua obra sacra singular, ganhou expressão internacional. Ele é considerado um dos principais artistas brasileiros e se utilizava da estética e de elementos da cultura afro-brasileira. Mestre Didi é filho de sangue de Mãe Senhora, umas das ialorixás mais importantes da história da Bahia. O artista é também ...

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Imagem: Arquivo Nacional

João Cândido: Ex-marinheiro morreu pobre aos 89 anos

Em 22 de novembro de 1910, inconformados com os castigos corporais ainda impostos pelos oficiais da Marinha, João Cândido e cerca de 2.300 marinheiros se sublevaram, tomaram à força quatro navios de guerra na baía da Guanabara e bombardearam o Rio, então capital federal, como advertência. No episódio, morreram quatro oficiais nos navios e duas crianças em terra. A rebelião foi planejada, e seu estopim foi o castigo de 250 chibatadas imposto ao marinheiro Marcelino Rodrigues diante da tripulação do encouraçado Minas Gerais. Os revoltosos tomaram também o encouraçado São Paulo, o cruzador Bahia e o navio de patrulha Deodoro.  João Cândido foi guindado a chefe da insurreição, "o primeiro marinheiro no mundo a comandar uma esquadra", observou Edmar Morel. Uma semana antes da rebelião, o marechal Hermes da Fonseca assumira a Presidência. Pressionado pelo poderio nas mãos da marujada, o Congresso aprovou o fim dos castigos e a anistia. ...

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