quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: Simone de Beauvoir

    Quem tem medo de Simone de Beauvoir?

    |O segundo sexo | Clássico da literatura que abriu frentes para discussões e avanços sociais relativos às mulheres celebra 70 anos Por Camila Holanda, Do O Povo (Foto: Imagem retirada do site O Povo) Você já parou para pensar sobre o que é ser mulher? Em 1949, uma francesa impactou a sociedade quando resolveu escrever sobre isto. Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir - ou apenas Simone de Beauvoir - publicou capítulos de seu Le Deuxième Sexe (traduzido como O Segundo Sexo) na revista Tempos Modernos (fundada por ela e seu companheiro Jean Paul-Sartre) e logo os textos foram compilados em um livro. No Brasil, a obra ganhou dois volumes: Fatos e Mitos e A Experiência Vivida. Neles, a escritora desconstrói muito do que se pensava (e ainda se pensa) sobre a mulher - da biologia, passando pela psicanálise de Sigmund Freud e chegando ao materialismo histórico. Simone é ...

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    A jornalista Isabela Reis Foto- Arte de Ana Luiza Costa sobre foto divulgação

    Isabela Reis: É impossível construir um futuro sem conhecer o passado, sem reverenciar a ancestralidade

    A convite do projeto Celina, jornalista escreve carta à filósofa francesa, refletindo sobre a atualidade de "O segundo Sexo" 70 anos depois de seu lançamento Isabela Reis no O Globo A jornalista Isabela Reis Foto- Arte de Ana Luiza Costa sobre foto divulgação Oi, Simone. Não é qualquer livro que faz 70 anos e continua sendo reeditado, com edições especiais em capa dura. Muito menos se escrito por uma mulher. Li seu livro para fazer meu trabalho de conclusão do curso de jornalismo: "Oxum e o mito da fragilidade feminina". Precisava provar que essa história de mulher como sexo frágil era falácia, e você foi essencial. Principalmente quando desconstrói, citando o teórico inglês Friedrich Engels, a história de que homens e mulheres são diferentes geneticamente, e isso seria determinante para ele seja visto como o provedor e ela, cuidadora. Eu preciso confessar que resisti a ler ...

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    Giovana Xavier, historiadora e professora da Faculdade de Educação da UFRJ Foto: Arte de Ana Luiza Costa sobre foto de arquivo

    Giovana Xavier: ‘Se quero definir-me, sou obrigada inicialmente a declarar: Sou uma mulher NEGRA’

    A convite do projeto Celina, historiadora escreve carta à filósofa francesa, refletindo sobre a atualidade de"O segundo Sexo" 70 anos depois de seu lançamento Giovana Xavier no O Globo Giovana Xavier, historiadora e professora da Faculdade de Educação da UFRJ - Foto: Arte de Ana Luiza Costa sobre foto de arquivo Simoníssima; Quatro da manhã. Programei o despertador para esse horário. Explicação simples. Quero te escrever embalada pelo vazio de vozes. O tal silêncio, que só é permitido ao "eterno feminino" quando todo mundo se recolhe. Nesse tempo em que a noite cala a palavra "dona de casa" parece fazer mais sentido, pois é quando a maioria das mulheres agarra com unhas e dentes o direito de se tornarem donas da sua própria história. Enquanto velo o sono de meu filhote, abro o computador. Diante da página em branco, penso: escrita e silêncio. Conjugados, esses dois ...

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    Nesta rara entrevista, Simone de Beauvoir fala sobre existencialismo, religião, casamento, amor livre

    “Penso que amar, de fato, não é querer possuir, mas que amar seja querer criar elos com o outro ser que não são de possessão, no mesmo sentido de possuir uma roupa ou o que comemos.” – Simone Beauvoir Do Revista Prosa Verso e Arte (Foto: AFP) A escritora e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908-1986), consagrada por um livro fundamental para o movimento feminista, “O segundo sexo”, um marco teórico do feminismo no século XX, publicado em 1949. Formada em filosofia pela Universidade de Sorbonne, onde conheceu outros jovens intelectuais, como Maurice Merleau-Ponty, René Maheu e Jean-Paul Sartre – com quem manteve um relacionamento por toda a vida -, De Beauvoir escreveu romances, ensaios, biografias, (e até uma autobiografia!) sobre filosofia, política e questões sociais. Uma mulher atual, pensadora essencial de nosso tempo em suas mais diversas facetas: o existencialismo, a relação com Jean-Paul Sartre, o ativismo político, o feminismo, ...

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    André Zanardo/Justificando.

    Simone de Beauvoir e a imbecilidade sem limites de Feliciano e Gentili

    A filósofa francesa realizou um estudo sério; se for pra criticar, ao menos façam comentários sérios e embasados, sem impedir ou rebaixar a reflexão por Djamila Ribeiro, do Carta Capital    André Zanardo/Justificando. Na última semana assistimos a um grande show de horror no Brasil. Uma questão na prova do Enem que trazia uma frase da filósofa francesa Simone de Beauvoir e o tema da redação que versava sobre a persistência da violência contra a mulher, causou falsa indignação e respostas tenebrosas por parte de alguns membros da intelligentsia (muita ironia, por favor) brasileira. Marco Feliciano, em sua página de Facebook, desaprovou a questão. Disse se tratar de tentativa de doutrinamento e completou: “A primeira pergunta apresentado na prova do Enen (sic) deste sábado versa sobre um assunto em que em todas as esferas legislativas de nosso país foi vencida e jogada no lixo, a teoria de gênero, ...

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    O poder de “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, hoje

    Estou nas asas do feminismo desde que fui à Boca Chica, na República Dominicana, para o 12º Encontro Internacional Mulher e Saúde (20 a 23.10), que reuniu 175 mulheres de 40 países da América Latina e do Norte, África, Ásia, Caribe e Europa. Esses encontros são realizados há exatos 40 anos (1975), dos quais compareci a quatro. Por Fátima Oliveira Do O Tempo Os grandes debates focaram no fundamentalismo religioso como inimigo das mulheres no mundo, cujos tentáculos com ares laicos se encontram, inclusive, na esquerda patriarcal – bem explicitada pelo governo brasileiro sob o comando do PT desde 2003 que, apesar de grandes avanços na moldagem de políticas públicas de saúde, retrocedeu ao famigerado ideário da concepção de mulher-mala: programa materno-infantil, numa inolvidável submissão ao “leilão de ovários” do Vaticano/Santa Sé e do neopentecostalismo vulgar! Há muita luta a ser “lutada” no mundo para que a saúde da mulher seja ...

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    French existentialist writer and feminist Simone de Beauvoir. (Photo by Hulton Archive/Getty Images)

    As 9 pessoas que você provavelmente vai namorar, de acordo com Simone De Beauvoir

    Quando você tenta encaixar os seus "casos" recentes em seus respectivos arquétipos -- “Claramente ela é como a fulana” ou “Ele é tão babaca” – é bem improvável que o nome de Simone de Beauvoir entre nessa conversa. Por  Colton Valentine, do Brasil Post  Aclamada por sua teoria feminista e filosofia existencialista, Beauvoir foi uma das primeiras mulheres a receber um diploma da prestigiada Universidade Sorbonne de Paris e a pessoa mais jovem a passar no infame exame da agrégation em filosofia. A maioria a conhece por suas contribuições para a vibrante cena intelectual parisiense e pelo seu relacionamento com Jean-Paul Sartre*. O que poucas pessoas sabem é que Beauvoir fez uma vez uma análise sucinta, sarcástica e brilhante dos nove tipos de pessoas que você certamente vai namorar um dia. Na parte II de Por uma Moral da Ambiguidade, Beauvoir detalha uma série de reações comuns que as pessoas ...

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    Piketty recusa condecoração do governo francês

    O economista que ganhou projeção internacional com o livro “Capital no século XXI” aconselha Hollande a relançar o crescimento em vez de distribuir medalhas No Portal Fórum  Thomas Piketty afirmou à Agência France Presse que não irá receber a condecoração de Cavaleiro da Legião de Honra com que o governo francês o distinguiu no início de dezembro. “Não creio que seja o papel de um governo decidir quem é honorável”, afirmou o economista, que viu o seu livro “Capital no Século XXI” vender mais de 1,5 milhões de exemplares. Para o autor, que em tempos foi próximo do Partido Socialista francês e se tornou um crítico do rumo da presidência de François Hollande, o Estado “faria melhor em dedicar-se a relançar o crescimento na França e na Europa”, em vez de passar a distribuir medalhas. Piketty junta-se assim a uma extensa lista de nomeados para condecorações em França que as ...

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    Simone de Beauvoir e o professor de literatura

    A responsabilidade do autor diante da literatura não se limita a escrever, mas a fazer com que outros escrevam, publiquem, se encontrem Por Matheus Pichonelli No início de 2001, eu era um jovem estudante de cursinho que, como todo jovem incapaz de entrar no vestibular na primeira tacada, andava de cabeça baixa até para ir à cozinha. Crescia e emagrecia em velocidade proporcional ao acúmulo de espinhas que começavam a pipocar no meu rosto. E acabava de descobrir que era míope, o que me obrigava a andar nas ruas de Araraquara com uns óculos de aro fino tão caretas quanto desconfortáveis. Confuso em um universo que me parecia cada vez menos meu, passei quase um ano trancado em casa. Não saía para festas, não queria ver ninguém – na verdade, não queria ser visto. Minhas distrações eram os livros alugados na biblioteca do cursinho para os finais de semana e ...

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    O Existencialismo de Sartre em O Ser e o Nada

    por AILA ALMEIDA MENDES Comprei o Ser e o Nada de Sartre quando entrei na faculdade de filosofia queria me inteirar do que se tratava e finalmente entender o que era existencialismo. O livro foi lançado em 1943 em plena Segunda Guerra Mundial, é volumoso, e sua leitura, pelo menos para mim, é densa e difícil, mas, ao final é fundamental para entendimento desse posicionamento filosófico. O existencialismo parte do principio de que a liberdade humana é a essência de todas as coisas, o homem seria capaz de se fazer a si mesmo a partir de suas escolhas. O livro se inicia tratando sobre a consciência humana afirmando que esta é relacionada a algo exterior a ela própria. O homem é o grande elemento central de sua obra, e para ele, é esse homem que é capaz de modificar as coisas, já que a existência precede a essência, e é aí que reside a ...

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    colunista-biacardoso-blogueirasfeministas

    Simone de Beauvoir: o que é ser mulher?

    Justamente por ter uma lógica própria de se colocar no mundo, Simone decidiu escrever "O Segundo Sexo" ao perceber que nunca havia se perguntado: o que é ser mulher? Essa continua sendo uma pergunta atual, que deve ser feita por todas nós em algum momento da vida. Por Bia Cardoso Do Blog BlogueirasFeministas Hoje é o aniversário de Simone de Beauvoir. Se estivesse viva, ela faria 104 anos. É dela uma das principais frases do movimento feminista: "Não se nasce mulher, torna-se mulher." A mulher não tem um destino biológico, ela é formada dentro de uma cultura que define qual o seu papel no seio da sociedade. As mulheres, durante muito tempo, ficaram aprisionadas ao papel de mãe e esposa, sendo a outra opção o convento. Porém, a própria Simone rompe com esse destino feminino e faz de sua vida algo completamente diferente do esperado para uma mulher. Nascida em ...

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    simone de beauvoir cartier-bresson

    Parabéns, querida Simone! Sempre!

    Simone de Beauvoir nasceu em Paris, no dia 9 de janeiro de 1908. "Nasci, às quatro horas da manhã, a 9 de janeiro de 1908, num quarto de móveis laqueados de branco e que dava para o Bulevar Raspail. Nas fotografias de família, tiradas no verão seguinte, vêem-se senhoras de vestidos compridos e chapéus empenados de plumas de avestruz, senhores de palhetas de panamás sorrindo para o bebê: são meus pais, meu avô, meus tios, minhas tias, e sou eu. Meu pai tinha trinta anos, minha mãe vinte e um, e eu era a primeira filha". Com esse trecho Simone de Beauvoir começa o livro "Memórias de uma moça bem-comportada (ed. Nova Fronteira, 1983), um auto-retrato denso e realista. Simone era também uma memorialista contundente, verdadeira, que não poupava nem a si mesma. O livro faz uma crítica aos valores da burguesia e é também um importante registro do movimento ...

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    Thereza Ferraz: Simone de Beauvoir em Doses Homeopáticas – Drop 5

    O mundo apresenta-se, a principio, ao recém nascido sob a figura de sensações imanentes; ele ainda se acha mergulhado no seio do Todo como no tempo em que habitava as trevas do ventre: seja criado no seio ou na mamadeira, é envolto pelo calor da carne materna. Pouco a pouco, aprende a perceber os objetos como distintos de si: dintingue-se deles; ao mesmo tempo, de modo mais ou menos brutal, desprende-se do corpo nutriz: por vezes reage a essa separação com uma crise violenta. Em todo caso, é no momento em que ela se consuma - lá pela idade de seis meses mais ou menos - que a criança começa a manifestar em suas mímicas, que se tornam mais tarde verdadeiras exibições, o desejo de seduzir a outrem. Por certo, essa atitude não é definida por uma escolha refletida; mas não é preciso pensar uma situação para existi-la. De maneira ...

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    preto_e_branco

    Thereza Ferraz : Simone de Beauvoir – Drop4

    Até os doze anos a menina é tão robusta quanto os irmãos e manifesta as mesmas capacidades intelectuais; não há terreno em que lhe seja proibido rivalizar com eles. Se, bem antes da puberdade e, as v ezes, mesmo desde a primeira infância, ela já se apresenta como sexualmente especificada, não é porque misteriosos instintos a destinem imediatamente à passividade, ao coquetismo, à maternidade: é porque a intervenção de outrem na vida da criança é quase original e desde seus primeiros anos sua vocação lhe é imperiosamente insuflada. - Beauvoir, Simone de.- O Segundo Sexo - - capitulo I - pag. 9 e 10

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    12_anos

    Tereza Ferraz: Simone de Beauvoir – Drop 3

    Até os doze anos a menina é tão robusta quanto os irmãos e manifesta as mesmas capacidades intelectuais; não há terreno em que lhe seja proibido rivalizar com eles. Se, bem antes da puberdade e, as vezes, mesmo desde a primeira infância, ela já se apresenta como sexualmente especificada, não é porque misteriosos instintos a destinem imediatamente à passividade, ao coquetismo, à maternidade: é porque a intervenção de outrem na vida da criança é quase original e desde seus primeiros anos sua vocação lhe é imperiosamente insuflada. - Beauvoir, Simone de.- O Segundo Sexo - - capitulo I - pag. 9 e 10   Nota: a) -  recomendamos que arquivem estes textos em uma pasta especifica para Simone de Beauvoir em Doses Homeopáticas e repassem a seus contatos. b) - solicitamos que nos informem sobre a ampliação desta comunicação para seus contatos (blog, facebook, portal) c) - se algum texto for ...

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    black-baby

    Tereza Ferraz: Simone de Beauvoir – Drop 2

    Capitulo I   -   INFÂNCIA   NINGUÉM nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psiquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino. Somente a mediação de outrem pode constituir um individuo como um Outro. Enquanto existe para si, a criança não pode apreender-se como sexualmente diferenciada. Entre meninas e meninos, o corpo é, principalmente, a irradiação de uma subjetividade, o instrumento que efetua a compreensão do mundo: é através dos olhos, das mãos e não das partes sexuais que aprendem o universo. O drama do nascimento, o da desmama desenvolve-se da mesma maneira para as crianças dos dois sexos; têm elas os mesmos interesses, os mesmos prazeres; a sucção é inicialmente, a fonte de suas sensações mais agradáveis; passam depois por uma fase anal em ...

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    Tereza Ferraz: Simone de Beauvoir – Drop 1

    As mulheres de hoje estão destronando o mito da feminilidade; começam a afirmar concretamente sua independência; mas não é sem dificuldade que conseguem viver integralmente sua condição de ser humano. Educadas por mulheres, no seio de um mundo feminino, seu destino normal é o casamento que ainda as subordina praticamente ao homem; o prestigio viril está longe de ser apagado: assenta ainda em sólidas bases econômicas e sociais. É pois necessário estudar com cuidado o destino tradicional da mulher. Como a mulher faz o aprendizado de sua condição,  como a sente, em que universo se acha encerrada, que evasões lhe são permitidas, eis o que procurarei descrever. Só então poderemos compreender que problemas se apresentam às mulheres que herdeiras de um pesado passado, se esforçam por forjar um futuro novo. Quando emprego as palavras "mulher" ou "feminino não me refiro evidentemente a nenhum arquétipo, a nenhum essência imutável; após a maior parte de minhas afirmações cabe subentender: " no estado atual da educação e ...

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    Tereza Ferraz e Simone de Beauvoir

    Queridas amigas Ha algum tempo me afastei da militancia feminista, dedicando-me apenas a trabalhar Auto Estima com Mulheres em Situação de Violência  em alguns grupos e em particular às Promotoras Legais Populares de Geledés -  Instituto da Mulher Negra. Porém, por ocasião deste 8 de março,conversando com diversas mulheres, percebi que em geral,  o entendimento sobre as questões de genero tem sofrido uma deturpação  o que enfraquece a luta das mulheres por seus direitos. Acho isso muito grave! Portanto, decidi fazer um pequeno projeto, onde semanalmente transcrevo pequenos trechos do livro O Segundo Sexo de Simone de Beauvoir. Assim,  quem não gosta de ler ou quem não tem muito tempo ou quem não leu O Segundo Sexo, vai lendo aos pouquinhos e refazendo seus conceitos. Peço-lhes que envie estas gotas homeopaticas às suas listas. Peço-lhes ainda sugestões. Talvez assim, possamos juntas contribuir para uma sociedade melhor com  avanço e fortalecimento da luta feminista. Tereza Ferraz é psicóloga

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    “Mulheres não são chimpanzés”, diz Elisabeth Badinter

    A filósofa francesa Elisabeth Badinter entrou para o movimento de liberação feminina nos anos 70. Numa entrevista à Spiegel, ela discutiu seus temores de que um novo movimento de volta à natureza esteja persuadindo muitas mulheres ocidentais a abandonarem as conquistas da emancipação e em vez disso abraçarem os valores de suas avós. Spiegel: Você tem três filhos já crescidos. Foi uma boa mãe? Elisabeth Badinter: Que a verdade seja dita, como a maioria das outras mães, eu fui uma bem medíocre. Sempre tentei fazer o máximo que eu podia para meus filhos. Mas, a partir de uma perspectiva mais atual, também fiz muitas coisas erradas. Então, eu descreveria a mim mesma como uma mãe totalmente comum. Spiegel: Você é uma seguidora da escritora feminista francesa Simone de Beauvoir, que rejeitou categoricamente a maternidade. Você nunca achou que havia nenhuma contradição entre ser uma feminista e uma mãe? Badinter: Não. Eu quis ...

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