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Hoje na História, 30 de abril de 1988, Geledés completa 29 anos

Hoje na História, 30 de abril de 1988, Geledés completa 29 anos

GELEDÉS Instituto da Mulher Negra fundada em 30 de abril de 1988. É uma organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e negros por entender que esses dois segmentos sociais padecem de desvantagens e discriminações no acesso às oportunidades sociais em função do racismo e do sexismo vigentes na sociedade brasileira.

Posiciona-se também contra todas as demais formas de discriminação que limitam a realização da plena cidadania, tais como: a lesbofobia, a homofobia, os preconceitos regionais, de credo, opinião e de classe social.

Dessa perspectiva, as áreas prioritárias da ação política e social de Geledés são a questão racial, as questões de gênero, as implicações desses temas com os direitos humanos, a educação, a saúde, a comunicação, o mercado de trabalho, a pesquisa acadêmica e as políticas públicas.

Em todos esses temas, Geledés desenvolve projetos próprios ou em parceria com outras organizações de defesa dos direitos de cidadania, além de monitorar no Portal Geledés o debate público que ocorre sobre cada um deles no Brasil e no mundo.

Na questão racial, Geledés soma-se às lutas dos movimentos negros pela criminalização efetiva do racismo e da discriminação racial em suas múltiplas manifestações na sociedade brasileira, e defende políticas de ação afirmativa nos diferentes campos das políticas públicas como forma de eliminação das desigualdades raciais e promoção e valorização social da população negra.

Nas questões de gênero, Geledés alinha-se à agenda feminista, atuando contra a violência doméstica e sexual contra a mulher, pela realização da igualdade no mercado de trabalho, em defesa dos direitos reprodutivos e direitos sexuais das mulheres, pela descriminalização do aborto, contra os estereótipos e estigmas que se reproduzem sobre as mulheres nos meios de comunicação. No tema da violência contra a mulher, desenvolveu o Aplicativo PLP 2.0, para socorrer mulheres em situação de violência.

Direitos Humanos

Em relação aos direitos humanos, o Programa Direitos Humanos de Geledés historicamente se constitui em instrumento de visibilização da dimensão racial que a problemática dos direitos humanos tem na sociedade brasileira. As violações dos direitos humanos no Brasil articulam a exclusão social e a racial para configurar os padrões de violação de direitos, de dignidade humana que afetam de maneira desproporcional a população negra. A partir dessa perspectiva, desenvolvemos estratégias de enfrentamento utilizando instrumentos jurídicos disponíveis no atendimento à vítimas de racismo, capacitando lideranças comunitárias para o exercício dos direitos de cidadania, sistematizando e produzindo conhecimento que permitam a incidência política de mulheres negras na sociedade brasileira por meio de uma estratégia educativa que enfatiza a interdependência e indivisibilidade dos direitos humanos, civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais.

Educação

Na área da educação, ela é concebida como um direito humano, e o Programa de Educação de Geledés pauta sua ação para proteger, assegurar e expandir os direitos educativos de negras e negros. Compreender a educação como um direito humano é identificar que cabe ao Estado brasileiro garantir e efetivar o direito à educação, e que os sistemas de ensino desenvolvam uma educação adequada à todas as pessoas, cumprindo assim as obrigações determinadas em legislação nacional e internacional.

Para assegurar a efetivação dessas normas, atua em rede, com diversos setores da sociedade civil, em nível nacional, pela defesa da educação pública de qualidade e por mais investimentos para a área da educação.

Desenvolvemos projetos para a implementação da Lei 10639/03 que alterou a LDB; de formação de profissionais de educação e de publicação de materiais didáticos voltados para o combate ao racismo e sexismo.

Comunicação

A comunicação é um direito humano, e a partir dessa perspectiva o Programa de Comunicação de Geledés compreende o tema como uma questão vital  para os movimentos sociais em geral e para as mulheres negras em particular, pois além de instrumento de visibilidade, a Comunicação é tratada como um nexo de empoderamento. Neste sentido, investe na capacitação de mulheres negras em comunicação, mídia e advocacy, e na atuação em rede através das Comunicadoras Negras, uma estratégia para a formação em educomunicação e empoderamento de ativistas e instituições dos movimentos sociais.

Saúde

Em relação ao tema da saúde, o Programa de Saúde de Geledés realiza articulação política com outras organizações não governamentais e movimento social, para interferir na elaboração e implementação de políticas públicas na área da saúde e dos direitos sexuais e direitos reprodutivos, que atendam às necessidades e interesses das mulheres negras em particular e da população negra em geral. Desenvolve projetos de prevenção e promoção da saúde e atua pela implementação do Plano Nacional de Saúde da População Negra, como forma de reduzir os padrões superiores de morbidade e mortalidade encontrados na população negra quando comparada à população branca.

Monitoramento e Incidência em Políticas Públicas

Geledés participa de diversas iniciativas da sociedade civil de Monitoramento e Incidência em Políticas Públicas, nos âmbitos municipal, estadual e federal, atuando em diversas instâncias de controle social, que visam a promoção da igualdade de gênero e raça. Na espera internacional, atua nas iniciativas da ONU e acompanha os trabalhos da Comissão Interamericana de Direitos Humanos; participa dos esforços de diversas organizações da sociedade civil das Américas pela aprovação da Convenção Interamericana de Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Geledés possui status consultivo na Organização dos Estados Americanos-OEA.

Portal Geledés

O Portal Geledés é o espaço de expressão pública das ações realizadas pela organização no passado e no presente, e de seus compromissos políticos com a defesa intransigente da cidadania e dos direitos humanos,  a denúncia permanente dos entraves que persistem para a concretização da justiça social, a igualdade de direitos e oportunidades em nossa sociedade. É também um espaço onde  celebramos a contribuição de africanos/as, negros/as e/ou afrodescendentes, nas mais variadas modalidades de expressões culturais, entendendo que as culturas africanas e afrodescendentes compõe o patrimônio cultural de africanos/as e afrodescendentes de qualquer lugar do mundo. No Portal expressamos o orgulho que temos de nosso pertencimento, às lutas empreendidas por homens e mulheres africanas e afrodescendentes, do passado e do presente, em incansável  busca pela realização de seus sonhos de liberdade e igualdade.

Para saber mais leia Projeto em Andamento

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