sexta-feira, agosto 14, 2020

    Tag: Abdias Nascimento

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    “Muitos jovens negros da luta não sabem que suas pautas são as mesmas de Abdias há 40 anos”, diz André Rodrigues

    A escolha de um dos maiores ativistas negros da história do Brasil, Abdias do Nascimento, para ser tema do enredo da Mocidade Unida da Mooca (MuM) está ajudando a transformar o papel da escola de samba no Brasil. O samba-enredo A Ópera Negra de Abdias Nascimento faz ecoar a voz de um dos maiores ativistas dos direitos humanos no país, ressaltando seu importantíssimo legado como poeta, escritor, dramaturgo e defensor das populações afrodescendentes. Foto: Guilherme Otero A coluna Geledés no debate entrevistou o carnavalesco carioca André Rodrigues, criador do samba-enredo, que destacou a relevância de se falar sobre Abdias Nascimento no atual momento do país. Geledés - Como se tornou um carnavalesco e qual a sua relação com as causas do movimento negro? Sou filho de empregada doméstica e desde os 15 anos de idade trabalho com escolas de sambas do Rio, prestando assistência na Grande ...

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    Abdias Nascimento é homenageado em encontro da Cevenb e Ipeafro, ONG fundada pelo artista

    Escritor, artista plástico, teatrólogo, político, poeta e baluarte da luta antirracista no Brasil, Abdias Nascimento serviu como ponto de partida para uma ampla reflexão sobre a dívida histórica que o país tem com o povo negro num evento realizado pela Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra no Brasil (Cevenb) da OABRJ na quinta-feira, dia 12, na Seccional. O evento foi proposto pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (Ipeafro), ONG fundada pela companheira de Abdias e guardiã de sua obra, Elisa Larkin Nascimento, que participou dos debates. Por Clara Passi, Da OAB/RJ Abdias Nascimento (Foto: Luiz Paulo Lima) A jornada, que atravessou a tarde até as 20h, teve exibição dos documentários O tradição dos Orixás, de Edlaine de Campos Gomes e Luís Cláudio de Oliveira, cujo livro derivado foi relançado no evento; e Abdias Nascimento memória negra, de Antônio Olavo. Uma nova edição do ...

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    ACERVO ABDIAS NASCIMENTO/ IPEAFRO Abdias Nascimento em Nova York, 1997.

    Quando um herói nacional é negro: Abdias do Nascimento e a História que não aprendemos

    Você sabe o que aconteceu com os escravos a partir de 13 de maio de 1888? Ou o seu livro de História pulou esse capítulo do pós-abolição? A liberdade foi assinada. Mas era só um papel a lei da princesa Isabel. Centenas de milhares de negros foram direto da senzala no campo para as senzalas do esquecimento. Formaram a massa de pobres e miseráveis do Brasil no fim do século 19. Fosse áurea mesmo aquela canetada, teria vindo com políticas públicas de integração e emancipação. Fosse áurea mesmo, eu não estaria agora prestando minha homenagem aos 100 anos de um dos maiores heróis negros do século 20, Abdias do Nascimento. A lacuna no nosso livro de História Não, o negro não era mais propriedade do senhor de engenho após a abolição. Porém, o Império nada fez para garantir as mínimas condições da pretensa liberdade. Não houve incentivos à alfabetização e ...

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    Abdias Nascimento , 1997 , Luiz Paulo Lima

    Ufba sedia terceira edição do Fórum Negro de Arte e Cultura

    Programação homenageia o Teatro Experimental do Negro, de Abdias Nascimento Por Marília Moreira, do Correio 24 Horas Abdias Nascimento (Foto:  Luiz Paulo Lima) Explorar a multiplicidade de saberes dos povos negros em diversas perspectivas, tanto nas artes, quanto na filosofia e outras linguagens. É esse o propósito do Fórum Negro de Artes e Cultura (FNAC), que acontece de segunda a sexta (18 a 22 de março), na Ufba. Em sua terceira edição, o evento segue ampliando as conexões e o diálogo entre universidade e sociedade com a participação de representantes da cultura popular, acadêmicos, quilombolas e artistas das mais variadas áreas (dança, teatro, belas artes e música). “Nossa primeira edição foi restrita à Escola de Teatro, atendendo a uma reivindicação que começou lá. No segundo ano, já incluímos a dança. Hoje, o “A” e o “C” do FNAC integra arte e cultura, e não só mais as ...

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    Mistura ou Massacre? – Do Ponto de Vista de Abdias

    Osmundo Pinho via Guest Post    “Duvido que haja biologista que depois de estudar, digamos, um micróbio,  tenha visto esse micróbio tomar da pena e vir a públicoescrever sandices a respeito do estudo do qual ele participou como material de laboratório”. Luís Aguiar de Costa Pinto, “O Jornal”, 1954.   “E o risco que assumimos aqui é o do ato de falar com todas as implicações. Exatamente porque temos sido falados, infantilizados (...) que neste trabalho assumimos nossa própria fala. Ou seja, o lixo vai falar, e numa boa” Lélia Gonzales, “Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira”, 1980.   divulgação Abdias e sua Situação A situação em que se encontrava Abdias do Nascimento em 1977 na Nigéria faz uma síntese solar das contradições que estruturam as condições de articulação para um sujeito negro na modernidade “morena” brasileira.  Sabemos muito bem que justamente é essa impossibilidade que ...

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    Há 40 anos, livro de Abdias Nascimento denunciava violência contra população negra do Brasil

    Quarenta anos depois, o livro de Abdias Nascimento – uma obra de referência no debate étnico-racial – é relançado para denunciar a violência contra a população negra no Brasil. Da ONU Reprodução/ Facebook Falecido em 2011, aos 97 anos, Abdias deixou um legado de luta contra o racismo na literatura, na política e em muitos aspectos da sociedade brasileira. O ativista – que viveu exilado entre 68 e 81, durante a ditadura militar – foi senador, deputado, escultor, ator e fundador do Teatro Experimental do Negro. Confira nesse vídeo especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). Em 2018, ‘O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado’, de Abdias Nascimento, completa 40 anos. Para denunciar a violência contra a população negra, uma marca persistente da sociedade brasileira, Elisa Larkin Nascimento – viúva de Abdias – relança o livro, escrito a partir de pesquisa apresentada ...

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    No mês da Consciência Negra, performance homenageia Abdias Nascimento

    Poucos nomes são tão representativos para a história afro-brasileira contemporânea como Abdias Nascimento. Para homenageá-lo, o Projeto Libertador, monólogo interpretado pelo ator Thiago Viana fará quatro apresentações gratuitas durante o mês de novembro, no Rio de Janeiro. A iniciativa é patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de janeiro e pela Secretaria Municipal de Cultura. Entrada franca. Por Tássia Di Carvalho, do SolidáRio Imagem: Reprodução/SolidáRio Com direção de Gatto Larsen, música de Marcello Amaro e criação, produção,  pesquisa e interpretação de Thiago Viana, Libertador é uma performance-ritual inspirada nos gêneros dança afro e percussão, a partir da interpretação do ator do poema “Padê de Exu, libertador” um encontro sagrado de um sacerdote ao seu orixá de prestígio, em que narra as políticas decorrente a militância do autor nos movimentos negros. A inspiração de Thiago veio do poema de Abdias “Padê de Exu, libertador”, com signos precisos entre o ...

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    Ricardo Stuckert/Agência Brasil

    O farol Abdias Nascimento

    Mestre da luta contra o racismo, Abdias Nascimento (1914-2011) foi um abre-alas da consciência negra. Depois de uma vida inteira, ele deixou atrás de si muitos caminhos desenhados com a cumplicidade dos orixás. O nome Abdias Nascimento está ligado a uma das maiores ousadias político-culturais do século 20 no Brasil: a criação, no ano de 1944, do Teatro Experimental do Negro, o TEN. A chama deflagradora surgiu, anos antes, em Lima, capital do Peru. Foi lá que o jovem Abdias assistiu à peça O Imperador Jones, do dramaturgo americano Eugene O’ Neill. Apesar de Jones ser negro, o ator que o interpretava era branco com mãos e rosto pintados de preto. Abdias se lembrou imediatamente da situação dos atores negros no Brasil. Os poucos que conseguiam a chance de sair dos bastidores encarnavam personagens secundários, quando não figurantes. Aqueles que entram em cena, mas não falam. Quanto às atrizes negras, ...

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    Ricardo Stuckert/Agência Brasil

    Abdias Nascimento, o Leão Africano!

    Nos ensina o Griot Abdias Nascimento: "Poucos brasileiros sabem (...) que pelo lado africano, o lado da senzala, somos os herdeiros de uma civilização que deu à luz o chamado mundo ocidental. Poucos sabem porque o fato foi escamoteado, distorcido e falsificado durante séculos, que a tão decantada civilização greco romana tem suas origens no Egito Antigo, um país africano, e que a civilização egípcia, por sua vez nasceu no coração da África" Conversando com Bida Nascimento, filho de Abdias, perguntamos por uma citação. “Eu sou o Leão Africano!”. Abdias costumava exaltar essa frase enquanto jogava cartas. A figura do leão é emblemática por si só e não deve ser reduzida como um animal da savana africana. À essa mitologia guerreira se demanda a Tribo de Judá que fez a cabeça do mais famoso ‘Dread Lion’ de todos os tempos, Bob Marley. Ser “Dread Lion” ou usar ‘DreadLocks’ consiste numa ...

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    (Foto: Reprodução/ Editora PERSPECTIVA)

    Livro de Abdias Nascimento que confrontou teoria da democracia racial é relançado

    Em 1977, Abdias Nascimento estava em Lagos, Nigéria, pronto para apresentar, no Colóquio do Segundo Festival Mundial de Arte e Cultura Negras, um ensaio combativo, que buscava desmontar uma teoria amplamente difundida na cultura brasileira e que vinha sendo propagada mundo afora pela ditadura militar da época: a de que a nação vivia em tranquila harmonia racial, e que os negros eram menos excluídos por aqui do que no apartheid da África do Sul ou em certos estados do Sul dos Estados Unidos. Mas o governo brasileiro impediu o dramaturgo e ativista de representar o país no evento, substituindo-o pelo professor Fernando A. A. Mourão, que defendia teorias opostas. O texto, porém, foi publicado em mimeógrafo pela Universidade de Ife, na Nigéria, onde Nascimento lecionava como professor visitante, e depois distribuído pelo próprio autor aos participantes do colóquio, que foram apresentados a uma visão até então desconhecida do país. A ...

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    Ricardo Stuckert/Agência Brasil

    500 no Sem Fronteiras e só 4 negros? Fraude oficial no Programa Abdias Nascimento para negros e índios

    Em 2013 foi criado o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento Seu objetivos são: Incrementar o intercâmbio acadêmico entre instituições de pesquisa e ensino superior (IES) no Brasil e no exterior, de modo a proporcionar a realização de atividades conjuntas de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico e de inovação com parceiros estrangeiros, especialmente na área de tecnologia assistiva (TA), bem como atender, preferencialmente, a candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com necessidades especiais, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e superdotação, conforme dispõe a Portaria do MEC Nº 1.129, de 17 de novembro de 2013. Por Marcos Romão, no Mamapress Recebemos informações na Mamapress, que brancos responsáveis pelo programa, solicitaram e conseguiram junto ao MEC, a inclusão de brancos neste Programa destinado a negros e índios. O que era uma política oficiosa de só mandarem brancos para estudarem no estrangeiro, virou política oficial excludente de negros e índios por parte ...

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    Jorge Bispo

    Ator Lázaro Ramos recusa homenagem do Senado “em virtude da situação do País”

    O ator Lázaro Ramos disse ao presidente da Comissão da Comenda Abdias Nascimento, senador Paulo Paim (PT), que respeita "a memória de Abdias Nascimento" e tem "grande admiração pelo seu trabalho", mas que decidiu "por não receber a Comenda em virtude da atual situação do país"; em nota enviada à comissão, ele afirmou que "neste momento não me sinto confortável e nem desejoso de nenhuma homenagem"; leia a íntegra no Brasil 247 O ator Lázaro Ramos disse por telefone na noite de sexta-feira (4) ao presidente da Comissão da Comenda Abdias Nascimento, senador Paulo Paim (PT), que "respeito a memória de Abdias Nascimento e tenho grande admiração pelo seu trabalho, senador Paim, mas decidi por não receber a Comenda em virtude da atual situação do país". Em nota enviada à comissão, ele afirmou que "neste momento não me sinto confortável e nem desejoso de nenhuma homenagem". Lázaro foi um dos ...

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    Abdias Nascimento em Nova York, 1997. (Foto: Cheste Higgins Jr/ ACERVO ABDIAS NASCIMENTO/ IPEAFRO)

    Ocupação Abdias Nascimento: Programação de 17/11 até 15/01/2017

    O escritor, artista visual, teatrólogo, político e poeta Abdias Nascimento,que deixou um legado de lutas pelo povo afrodescendente no Brasil, é o homenageado da 32ª edição da série Ocupação do Itaú Cultural; como nas anteriores, a exposição é acompanhada de programação em sinergia com os temas que ela propõe, e também de um site e de uma publicação disponibilizada aos visitantes. Depois de intensa pesquisa a partir do acervo do Ipeafro, a curadoria reúne exposição de pinturas, documentos históricos, correspondências, discursos, entrevistas, depoimentos, manuscritos e fotografias. Uma extensa programação começa no dia 17/11 com a Conferência Performática do Dia Nacional da Consciência Negra, em que o DJ e pesquisador Eugênio Lima convida o público a fazer uma reflexão sobre o pensamento de Abdias do Nascimento a partir do momento atual, com participação do professor e ativista Douglas Belchior e da atriz Roberta Estrela D’Alva. A programação segue de novembro a ...

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    Ricardo Stuckert/Agência Brasil

    Quilombismo, una filosofía de vida

    En el marco del Día Internacional de la Eliminación de la Discriminación Racial, que se conmemora el 21 de marzo, la literatura afrobrasileña ofrece un gran aporte que busca  incentivar un mundo sin racismo. Por  Omer Freixa Do Afribuku Durante la época de la conquista, en vastos espacios de la América colonial se constituyeron centros de acogida de esclavos africanos huidos que hicieron causa común y se defendieron de la invasión y reconquista del amo y sus secuaces. Algunos alcanzaron dimensiones impresionantes, como elQuilombo (o República) de Palmares, una verdadera “República negra” en el Brasil del siglo XVII, que resistió el embate de los portugueses más de medio siglo. Fueron miles los esclavos convertidos en cimarrones en la colonia, y se los denominó de diferente forma de acuerdo a la región: en Brasil se los llamó quilombolas, en áreas del caribe español cimarrones, en Colombia palenqueros, mientras en Venezuela a ...

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    Ricardo Stuckert/Agência Brasil

    Hoje na História, 23 de maio, a 5 anos morria Abdias Nascimento

    “No decorrer de toda a minha vida, por quase um século, foi assim: praticando (a luta pelos direitos humanos). Eu não sou escritor e nem teórico dos direitos humanos. Não se elaborar teorias; eu sei fazer”, falou Abdias do Nascimento, na comemoração de seu 92º aniversário. Ícone da luta contra o racismo no Brasil, Abdias dedicou a maior parte de sua vida em prol da igualdade racial. Nascido em 14 de março de 1914, em Franca (SP), sua militância começou cedo quando, em 1930, ingressou na Frente Negra Brasileira, considerada o primeiro movimento brasileiro pelos direitos civis. “Há um fato da infância que até hoje permanece vivo na minha memória. Havia um garoto preto e órfão, meu colega de escola, mais pobre do que nós éramos. Certa feita, uma vizinha branca se encontrava dando uma surra no menino (nem me lembro por que); isto se passava na rua, defronte de ...

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    Abdias Nascimento em Nova York, 1997. (Foto: Cheste Higgins Jr/ ACERVO ABDIAS NASCIMENTO/ IPEAFRO)

    Hoje na Historia, 14 de março de 1914, nascia Abdias Nascimento

    (Franca, 14 de março de 1914 — Rio de Janeiro, 24 de maio de 2011) Abdias Nascimento foi poeta, ator, escritor, dramaturgo, artista plástico, professor universitário, político e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras. Abdias Nascimento foi professor emérito na Universidade do Estado de Nova York, em Buffalo, NY e professor titular de 1971 a 1981, fundando a cadeira de Cultura Africana no Novo Mundo no Centro de Estudos Porto Riquenhos; atuou como conferencista visitante na Escola de Artes Dramáticas da Universidade Yale; foi professor convidado do departamento de Línguas e Literaturas Africanas da Universidade de Ife, em Ile Ife, Nigéria. Considerado um dos maiores expoentes da cultura negra no Brasil e no mundo, fundou entidades pioneiras como o Teatro Experimental do Negro (TEN), o Museu da Arte Negra (MAN) e o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO). Foi um idealizador do Memorial Zumbi e do Movimento Negro Unificado (MNU) e atuou em movimentos nacionais e internacionais como a Frente Negra Brasileira, a Negritude e o Pan-Africanismo. Trajetória Abdias Nascimento foi um dos maiores defensores da defesa da cultura e igualdade para ...

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    Ricardo Stuckert/Agência Brasil

    Abdias Nascimento é homenagiado em universidade dos Estados Unidos

    O ativista Abdias Nascimento será homenageado, hoje, na Universidade Brown, em Providence,  Estados Unidos. A universidade vai realizar um Simpósio em tributo ao militante trabalhista . O encontro visa debater a sua vida e obra e colocar Abdias no centro das discussões sobre a importância da luta contra a exclusão racial. Elisa Larkin Nascimento, companheira e autora da biografia de Abdias estará presente no tributo." Abdias Nascimento (1914-2011) foi poeta, escritor, teatrólogo, artista plástico, parlamentar e professor universitário. Sobretudo, ele foi ativista dos direitos humanos. Foi indicado em 2009 ao Prêmio Nobel da Paz em função de sua defesa pelos direitos civis e humanos dos afrodescendentes no Brasil e na diáspora africana. Falecido em 2011 aos 97 anos, é referência quando o assunto é igualdade racial. Sua vida e obra iluminam os meandros do racismo e a riqueza da cultura negra no Brasil e no mundo. ** Este artigo é ...

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    Abdias Nascimento em Nova York, 1997. (Foto: Cheste Higgins Jr/ ACERVO ABDIAS NASCIMENTO/ IPEAFRO)

    Abdias sempre

    O centenário de nascimento foi em 2014, mas o tempo de reverenciar Abdias é sempre. Amanhã, o mais importante líder negro nacional do século XX (crianças, anotem!) será homenageado em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos de uma das casas que ajudou a dignificar, o Senado Federal. Na cerimônia, estarão o nigeriano Wole Soyinka, primeiro africano a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1986, e o historiador ganês Anani Dzidzienyo, professor da Brown University (EUA) e velho estudioso das relações raciais no Brasil. Participam também representantes da Marcha das Mulheres Negras, da Comissão da Verdade da Escravidão e do Educafro. Lembrar Abdias Nascimento é revisitar a luta, ainda em curso, do povo negro contra o racismo, pela igualdade. Salve ele! Escritor, artista plástico, teatrólogo, professor, político e, sobretudo, ativista da causa negra, Abdias partiu do aiyê (mundo físico, em iorubá) para o orun (espiritual), em maio de 2011. ...

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    Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal e lançamento do livro

    Wole Soyinka vem para a Audiência Pública em Brasília! Quem não estiver presente assiste pela TV Senado. No Rio, teremos a voz dos poetas no CCJF!  Enviado para o Portal Geledés Segunda-feira, 24 de agosto, 9h Plenário nº2, Ala Senador Nilo Coelho, Anexo II, Senado Federal, Brasília Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal e Lançamento do Livro Grandes Vultos: o Legado Vivo de Abdias Nascimento Vamos ouvir: Wole Soyinka, primeiro Prêmio Nobel Africano da Literatura Anani Dzidzienyo, professor da Brown University (EUA), pioneiro estudioso africano das relações raciais no Brasil Comitê Impulsor Nacional da Marcha das Mulheres Negras Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Violência contra Jovens Negros e Pobres Comissão de Combate à Intolerância Religiosa Iniciativa legislativa popular pela criação do Fundo da Igualdade Racial Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes) Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil da OAB SEPPIR Fundação Cultural Palmares Ministério ...

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    Sueli Carneiro (Foto: Caroline Lima)

    Intelectuais negros estão fora da bibliografia, criticam especialistas

    Abdias Nascimento, Clóvis Moura, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Jurema Werneck e Sueli Carneiro são apenas alguns nomes da extensa lista de intelectuais negros brasileiros. Não é incomum, entretanto, que um estudante deixe o ensino superior sem conhecer e sem ter lido nada desses pensadores. Para pesquisadores, falta à academia e à educação de forma geral um conhecimento maior sobre a intelectualidade negra, não apenas brasileira. É preciso também ter acesso a obras de pensadores negros traduzidas. A busca pelo protagonismo negro foi o que motivou a pesquisa do professor de história Carlos Machado. No livro Ciência, Tecnologia e Inovação Africana e Afrodescendente, ele compilou algumas histórias e legados de pesquisadores negros para a humanidade. Ele explica que essas pessoas são responsáveis por invenções que fazem parte do nosso cotidiano. "Mas o eurocentrismo escondeu ou apagou essa história como se ela não existisse e aí essas informações, uma parcela delas, ficou ...

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