Tag: cinema negro

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    Ruth de Souza completa hoje 90 anos

    Por: Rubens Ewald Filho   Sempre tive uma especial admiração por Ruth de Souza, desde garoto quando a vi em Sinhá Moça, o famoso filme da Vera Cruz, e fiquei impressionado com sua interpretação. Que reza a lenda comoveu o Festival de Veneza, onde por pouco ela não levou o prêmio de atriz (no seu lugar levou Lilli Palmer por Leito Nupcial, onde era a protagonista num filme de dois únicos atores. Enquanto Ruth, ainda que notável, era coadjuvante). Desde então sempre a segui fiel, admirando que ela falasse inglês (e por isso de vez em quando aparecia em fitas estrangeiras rodadas no Brasil) e que tivesse uma carreira tão longa na Rede Globo (onde é contratada até hoje e fez inúmeros trabalhos, o último foi a série Na Forma da Lei). Quando começamos a Coleção Aplauso na Imprensa Oficial, hoje interrompida, fizemos uma primeira seleção de nomes famosos para ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Lélia Gonzalez: As Divas Negras do Cinema Brasileiro

    Entrevista concebida a Mali Garcia para o documentário "As Divas Negras do Cinema Brasileiro". Lélia Gonzalez nasceu em Belo Horizonte no dia 1 de fevereiro de 1935 e faleceu no Rio de Janeiro no 10 de julho de 1994. Foi uma intelectual, política, professora e antropóloga brasileira. Seus escritos, simultaneamente permeados pelos cenários da ditadura política e da emergência dos movimentos sociais, são reveladores das múltiplas inserções e identificam sua constante preocupação em articular as lutas mais amplas da sociedade com a demanda específica dos negros e, em especial das mulheres negras. Os livros produzidos foram "Lugar de Negro", Editora Marco Zero, 1982 (com Carlos Hasenbalg), "Festas Populares no Brasil", premiado na Feira de Frankfurt. As demais referências da produção de Lélia Gonzalez são papers, comunicações, seminários, panfletos político-sociais, partidários, engajados, sempre de muita reflexão. A preocupação com os excluídos das condições de vida dígna - nos planos social, político, ...

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    A criação do universo à luz dos africanos

    O grupo Afaia Bambaré – Arte e Cultura Negra apresenta o espetáculo teatral "Èmí – A concepção yorubana do universo", que estreou em 1990 e agora ganha remontagem. A volta aos palcos foi possível com recursos do I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, uma iniciativa do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Fundação Palmares e o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon), com patrocínio da Petrobras. "Èmí", na linguagem yorubá, significa "vida" e o grupo pretende mostrar justamente como todo o cosmos foi criado, a partir dos preceitos do povo Yorubá, que crê nas trocas que ocorrem entre os seres vivos e a natureza ao redor. A nova versão do espetáculo foi reescrita, com textos do babalorixá e compositor Edson Catendê, e algumas adaptações contextuais também foram reformatadas. O objetivo é mostrar a concepção do universo tal como acredita o povo yorubá, natural ...

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    Lázaro Ramos escolhe os melhores filmes do cinema brasileiro

    Por: Luisa Girão Um dos mais importantes atores do cinema nacional na atualidade lista os seus filmes favoritos Com mais de 17 filmes em seu currículo, Lázaro Ramos é um dos principais atores do cinema nacional atualmente. Com papéis marcantes como "Madame Satã" e o Roque de "Ó, Pai, ó", Lázaro afirma que não sabe ao certo quantos filmes já gravou. "Eu não conto porque acho que dá azar. Quando você começa a contar, parece que surgem menos convites", disse. O ator, que prestigiou o Festival do Rio na noite de quarta-feira (29), listou a pedido do iG o seu "top 5" dos melhores filmes brasileiros. 1. "Central do Brasil" (1998), de Walter Salles. É um road-movie sentimental, a partir da amizade entre uma mulher que busca uma segunda chance e um garoto que quer encontrar suas raízes. "É um filme em que todos – atores e equipes – estavam ...

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    ESPELHO ATLÂNTICO na Revista RAÇA deste mês!

    PanoramaCine Negra Diáspora De Almada Conduzindo Miss Daise (1989), A cor púrpura (1985) e Faça a coisa certa (1998) são filmes colocados no imaginário dos cinéfilos do mundo todo e considerados clássicos da Sétima Arte nos quais foi marcante a presença negra. Atualmente já existe quem aponte para a existência de um "cinema da diáspora negra", expressão sob a qual se abrigam as produções de cineastas de diferentes nacionalidades - negros e brancos - inspirados por questões ou personagens negras. Mas onde este tipo de obra estaria sendo produzida? Quem são os artistas que assinam roteiros, dirigem equipes e que atuam nos sets de filmagens? É um cinema crescido e forte o suficiente para buscar seu lugar no disputado mercado cinematográfico? A cineasta paulista Lilian Solá Santiago, que há três anos vem assinando a organização, produção e curadoria de um dos mais bem sucedidos festivais de cinema negro internacional realizado ...

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    Josephine Baker

    Josephine Baker (03 de junho de 1906 – 12 de abril de 1975), foi uma atriz e artista de teatro de variedades americana que mudou-se para a França, onde tornou-se cidadã francesa em 1937.  Destacou-se sobretudo como cantora, mas também se distinguiu como dançarina no início de sua carreira.  Ficou sendo conhecida como a “Vênus de Bronze” ou a “Pérola Negra”, bem como a “Deusa Crioula” nas nações de língua inglesa.  Na França sempre foi conhecida como “La Baker”. Josephine Baker foi a primeira afro-americana a desempenhar o principal papel numa grande produção cinematográfica, a primeira a apresentar-se perante uma platéia de brancos e negros numa sala de concertos americana, a primeira artista negra de teatro de variedades a se tornar  mundialmente famosa.  Notabilizou-se também por sua contribuição ao Movimento pelos Direitos Civis, nos Estados Unidos (foi-lhe oferecida a liderança do movimento por Coretta Scott King, em 1968, após o ...

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    Ruth de Souza – A nossa estrela maior

    Rio de janeiro, 8 de maio de 1945. No mesmo momento em que a população festejava pelas ruas o fim da II Guerra Mundial, o elenco da peça o Imperador Jones subia pela primeira vez ao palco do teatro Municipal.  Rio de janeiro, 8 de maio de 1945. No mesmo momento em que a população festejava pelas ruas o fim da II Guerra Mundial, o elenco da peça o Imperador Jones subia pela primeira vez ao palco do teatro Municipal. Dentro da casa de espetáculos mais imponente da cidade, podia se escutar os tiros em festejo à vitória dos Aliados. O espocar das balas se confundia com os tiros de festim que os atores do teatro experimental do negro (ten) reproduziam numa das cenas da peça do dramaturgo afro-americano eugène o´neil. Era uma noite atípica! Assim como conflitos bélicos mundiais não acontecem e terminam todos os dias, artistas negros subindo ...

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    O Cineasta Spike Lee (Foto: AFP/Getty Images)

    Spike Lee: “Estou apenas a quatro gerações da escravatura”

    Nova-iorquino volta a abordar as questões raciais,recordando em "O milagre em Sant'Anna", que estreia hoje, quinta-feira, o papel dos soldados negros na II Guerra Mundial. Spike Lee assina, em "O milagre em Sant'Anna", o seu primeiro filme de guerra, homenageando os negros que participaram na Segunda Guerra Mundial, ao seguir quatro soldados da 92ª Divisão de Infantaria norte-americana que ficaram encurralados nos arredores da aldeia que dá o nome ao filme, depois de um deles ter arriscado a vida para salvar um miúdo. A história fictícia ancora-se no episódio verídico do massacre de Sant'Anna di Stazzema, cometido em Agosto de 1944 pelas SS, como retaliação pelas actividades da resistência italiana. Por que razão colocou uma criança no centro da história fictícia? Se olharmos para os filmes italianos da época, como "Roma, cidade aberta" ou "Libertação", o tema central é o efeito da guerra numa criança. Quisemos fazer justiça a esses ...

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    Encontro de Cinema Negro terá documentário de Lázaro Ramos e presença de Danny Glover

      RIO - Com direito a presença do astro internacional Danny Glover e documentário de Lázaro Ramos, começa nesta terça-feira (10.11), no Rio, a maior - e mais pop - edição do Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Américas. No terceiro ano consecutivo, a mostra reúne 49 filmes, que serão exibidos por R$ 3 até o dia 18 de novembro no Odeon, no Centro Cultural Justiça Federal, no Espaço Tom Jobim, no Centro Afro Carioca de Cinema e numa tenda montada ao ar livre na Lapa, onde a entrada é franca. Assista ao trailer de 'Em quadro - A história de 4 negros nas telas' O encontro, idealizado pelo cineasta carioca Zózimo Bulbul, de 73 anos, vai receber 15 convidados internacionais. Danny Glover representa o filme "Hacer arte, hacer justicia", do cubano Rigoberto Lopez. As exibições de domingo no Odeon e segunda no Espaço Tom Jobim, ambas às 18h, ...

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    Ruth de Souza

    Ruth Pinto de Souza (Rio de Janeiro RJ 1930). Atriz. Funda e integra o Teatro Experimental do Negro e participa dos elencos de Os Comediantes. {gallery}artes/ruth{/gallery} Ainda adolescente, entra para o Teatro Experimental do Negro, TEN, companhia de Abdias do Nascimento, onde atua no espetáculo de estréia, O Imperador Jones, de Eugene O'Neill, 1945. No ano seguinte, se apresenta em Todos os Filhos de Deus Têm Asas, novamente de O'Neill, e do Festival do Segundo Aniversário do TEN, que apresenta, entre outras peças, O Moleque Sonhador, de O'Neill. Em 1947, Ruth de Souza é convidada a participar de Terras do Sem Fim, de Jorge Amado, realizada por Os Comediantes, com direção de Zigmunt Turkov. A atriz interpreta a personagem Joana, a quem ela retorna anos depois na versão cinematográfica do romance. Permanece no TEN enquanto duram suas atividades, sempre interpretando as principais personagens femininas. Em 1947, recebe o prêmio revelação ...

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    Grande Otelo

    Sebastião Bernardes de Souza Prata (Uberlândia MG 1915 1 - Paris, França 1993). Ator, compositor e cantor. Ícone do teatro de revista e das chanchadas de cinema, carrega de comicidade e histrionismo a composição de tipos, baseados na ginga do sambista e na esperteza do malandro. Seu trabalho no palco contribui decisivamente para a criação de uma linguagem brasileira de teatro musical. Inicia a carreira ainda criança, na Companhia de Comédia e Variedades Sarah Bernhardt, que está de passagem por Uberlândia, Minas Gerais. Isabel e Abigail Parecis, responsáveis pela companhia, convidam-no a integrar o elenco de uma das peças do repertório que é apresentada na cidade e, em razão de seu desempenho, pedem à mãe para adotá-lo e o levam para São Paulo. Em 1926, o menino ingressa na Companhia Negra de Revistas, que estréia em São Paulo e excursiona por seis Estados brasileiros, entre eles o Rio de Janeiro. ...

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