terça-feira, janeiro 26, 2021

Tag: feminismo negro

Feminismo negro e votar em negros é mais urgente para pobres do que ricos, diz pesquisa

No topo da lista de prioridade para pretos e pardos está a inclusão no mercado de trabalho Por Thaiza Pauluze, da Folha de São Paulo Arte: @designativista Em uma hipotética lista de prioridades, votar em candidatos negros, discutir o feminismo negro e exaltar o dia da Consciência Negra, neste 20 de novembro, têm mais força entre as classes pobres do que entre os abastados e escolarizados. É o que mostra uma pesquisa do Google, realizada pela consultoria Mindset e pelo Instituto Datafolha, que ouviu 1.200 pessoas negras ao longo do último mês de outubro —uma amostra representativa de 58% da população que se autodeclarada preta ou parda. No caso da representatividade na eleição, 26 pontos percentuais separam os que têm menos e mais renda. Votar em candidatos negros foi considerado importante por 73% das pessoas das classes D e E, e por 47% das classes A ...

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Não dá para falar de feminismo sem a mulher negra, diz Sueli Carneiro

No podcast, a intelectual e ativista fala sobre a asfixia social que sofrem as negras no Brasil Por Walter Porto, Da Folha de S.Paulo Sueli Carneiro, doutora em filosofia da educação e ativista, na Redação da Folha - Zé Carlos Barretta/Folhapress Doutora em filosofia da educação pela USP, Sueli Carneiro é uma das principais intelectuais brasileiras, com estudo robusto e pioneiro sobre a articulação das questões de raça e gênero no Brasil. Sueli é a convidada desta quinzena do podcast Ilustríssima Conversa. Ela teve alguns de seus principais textos reunidos pela primeira vez de forma ampla em “Escritos de uma Vida”, livro organizado por Djamila Ribeiro e editado neste ano pela Pólen. Sueli falou ao podcast sobre a asfixia social que estrangula as mulheres negras no país, discutiu o que mudou ao longo das últimas décadas (e o que permanece igual) e comentou as ...

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Feminismo precisa ser cuidadoso para não ‘perder sentido’, diz Patricia Hill Collins

Socióloga e influente autora feminista está no Brasil para o lançamento de "Pensamento Feminista Negro", sua primeira obra, lançada originalmente em 1990. Por Andréa Martinelli, do Huffpost Brasil Patricia Hill Collins (Foto: Julia Dolce) Durante boa parte do século 20, o movimento feminista não abraçou questões enfrentadas por grande parte das mulheres no mundo. “O feminismo tem sido muito sobre ‘feminismo branco’ e hoje existe uma luta para que ele não seja só isso”, afirma Patricia Hill Collins, 71, socióloga e professora da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, em entrevista ao HuffPost Brasil. Collins está no Brasil para lançar o livro Pensamento Feminista Negro - conhecimento, consciência e a política do empoderamento — que só em 2019, três décadas depois de sua primeira publicação, em 1990, ganhou tradução para o português, pela editora Boitempo. Ela recebeu a reportagem na semana passada, em São Paulo, durante ...

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Conferência Patricia Hill Collins – 29 10 2019 às 17h na FFLCH/USP

O Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo tem o prazer de convidar a todas/os para a conferência a ser proferida por Patricia Hill Collins sobre o tema  "Pensamento feminista negro. Desafios contemporâneos e novas perspectivas",  no dia 29 de outubro de 2019, às 17h, no Auditório Nicolau Sevcenko da Universidade de São Paulo – Cidade Universitária - Prédio da História e Geografia, na rua Prof. Lineu Prestes, 338, Butantã. Patricia Hill Collins é professora emérita de Sociologia da Universidade de Maryland, USA, e ex-Presidente da ASA - American Sociological Association. A conferência será seguida, às 19h, do lançamento do livro Pensamento feminista negro, editado pela Boitempo, com sessão de autógrafos no saguão do Auditório Nicolau Sevcenko. O evento é gratuito, não requer inscrição prévia e haverá tradução simultânea. enviado por Nadya Araujo Guimaraes para o Portal Geledés

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“Nunca alcançamos a democracia”, diz autora referência do feminismo negro

O ativismo negro tem como um de seus representantes mais importantes a socióloga americana Patricia Hill Collins. Para ela, há duas dimensões que caracterizam o pensamento feminista negro: a luta pela sobrevivência do grupo, que cria esferas de influência nas estruturas sociais; e a luta pela transformação institucional, capaz de mudar políticas e procedimentos discriminatórios. Por Maria Carolina Trevisan, Da Universa Patricia Hill Collins (Foto: Julia Dolce/ Agência Pública) Professora emérita do Departamento de Sociologia da Universidade de Maryland, Patricia foi a primeira mulher negra a presidir a Associação Americana de Sociologia. Autora de "Pensamento Feminista Negro" (Editora Boitempo), uma das obras de maior referência para pesquisadores dessa área, ela está no Brasil para participar do seminário Democracia em Colapso?, que também terá a presença da filósofa e ativista Angela Davis. Nesta entrevista, Patricia fala sobre racismo, resistência e organização. E alerta: nem chegamos a conquistar ...

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Reprodução/Facebook

8ª edição da FLUP destaca o feminismo negro e celebra a poesia falada

Realizado pela primeira vez no Museu de Arte do Rio – MAR, na Zona Portuária, festival literário homenageia o poeta pernambucano Solano Trindade Enviado para o Portal Geledés  Reprodução/Facebook Símbolo da herança africana no Rio de Janeiro, a Zona Portuária da cidade recebe a 8ª edição da Festa Literária das Periferias (FLUP). De 16 a 20 de outubro, o festival desembarca no Museu de Arte do Rio – MAR, parceiro estratégico da FLUP, e lança luz sobre o feminismo negro e a poesia falada, dois movimentos que redesenharam a produção cultural do país neste século. As mesas abertas ao público contarão com grandes nomes da literatura e de movimentos mundiais, como Funmilola Fagbamila (uma das criadoras do Black Lives Matter) e a francesa Audrey Pulvar, uma das maiores referências no tema do momento: conflitos socioambientais. Em 2019, o homenageado da FLUP será o poeta pernambucano Solano ...

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Mover-se para além da dor

Para sermos livres, devemos escolher além de só sobreviver à adversidade Por Djamila Ribeiro, Da Folha de S.Paulo (Foto: Lucas Lima/UOL) Sempre me fascinou a maneira pela qual muitas feministas negras escreveram de modo a nos inspirar a viver além da dor, de não permitirmos que nossa existência seja somente marcada por violências. Por mais que seja assim, posto que a sociedade é estruturada por racismo, machismo e capitalismo, muitas trazem a importância de encontrarmos nossas próprias definições. A autora bell hooks —assim em minúsculo, a pedido dela—, é uma importante feminista negra americana, dessas que nos fazem refletir nesse sentido. Em um texto, ela questiona o álbum “Lemonade”, de Beyoncé. Segundo a autora, por mais que o disco use narrativas de mulheres negras, ele seria mais um produto que confina essa mulher a um lugar de submissão. Diz hooks: “Para sermos verdadeiramente livres, devemos escolher ...

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Pesquisadoras da UFBA e ativistas participam de debate sobre Feminismo Negro

Evento acontece na quarta-feira (24), no Museu de Arte da Bahia, e faz parte do projeto Reflexões de Feminismos Negros Combativos, promovido pelo coletivo Coletivo Criôla Criô Do G1 BA Museu de Arte da Bahia MAB Bahia (Foto: Imagem retirada do site G1 BA) Com objetivo reunir pesquisadoras da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e ativistas do feminismo negro, para refletir estratégias para enfrentamento do racismo na sociedade brasileira, o Coletivo Criôla Criô promove o projeto Feminismo Negro Combativo. A mesa, 'Reflexões Feminismos Negros' será realizada no Museu de Arte da Bahia (MAB), nesta quarta-feira (24). A proposta é discutir temáticas como: Saúde Mental da Mulher Negra, Encarceramento Feminino, Violência Obstétrica, Violência Doméstica e Assédios. O projeto, que celebra o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha – o 25 de Julho - continuará no Mês da Consciência Negra (novembro), com formações em escolas, comunidades, centros ...

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Chimamanda: a voz do feminismo critica o racismo e defende homens feministas

Chimamanda Ngozi Adichie é protagonista de dois TEDs com mais de 20 milhões de views, virou música da Beyoncé e tema de coleção da Dior. Trajetória para lá de incomum para uma escritora de ficção que jamais pensou em ser ícone feminista. A nigeriana de 41 anos, autora de seis livros e mãe de uma menininha de 3, encontrou-se com Marie Claire Brasil em Washington para uma conversa franca e exclusiva sobre liberdade, gênero, racismo e amor. Polêmica, cravou que os homens são essenciais na luta das mulheres e que podem (e devem) ser feministas Quando Chimamanda Ngozi Adichieentrou no estúdio em Washington D.C. onde foram realizadas as fotos e a entrevista desta edição de aniversário, chegava ao fim uma epopeia marcada por intensas emoções e muitos altos e baixos (por vezes, desanimadores), que começou há pouco mais de um ano e envolveu a dedicação e a energia de uma ...

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Coletividades negras se reúnem em manifestação no 8 de março, em São Paulo|Foto: Tuane Fernandez/Mídia Ninja

Negras e negros estão mais próximos do feminismo do que brancos no Brasil, aponta pesquisa

Datafolha também mostra que quase metade dos homens evangélicos apoiam o movimento Por Vitória Régia da Silva* no Gênero e Números Coletividades negras se reúnem em manifestação no 8 de março, em São Paulo|Foto: Tuane Fernandez/Mídia Ninja As pretas são as brasileiras que mais se consideram feministas, entre as mulheres que declararam adesão à causa política. Entre os homens, quase metade dos praticantes de religiões evangélicas declaram apoio ao movimento. Esses são alguns resultados da primeira pesquisa do Datafolha direcionada para o tema, divulgada neste domingo (14/04). As mulheres que se autodeclararam feministas representam 47% das pretas, 37% das pardas e 36% das brancas ouvidas no levantamento. No geral, 38% das brasileras se consideram feministas, enquanto 52% dos homens dizem apoiar o feminismo. “Se por um lado vivemos um momento mais conservador e reacionário, a pesquisa mostra que tivemos transformações na percepção e identificação com o feminismo. O ...

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Giovana Xavier, historiadora e professora da Faculdade de Educação da UFRJ Foto: Arte de Ana Luiza Costa sobre foto de arquivo

Giovana Xavier: ‘Se quero definir-me, sou obrigada inicialmente a declarar: Sou uma mulher NEGRA’

A convite do projeto Celina, historiadora escreve carta à filósofa francesa, refletindo sobre a atualidade de"O segundo Sexo" 70 anos depois de seu lançamento Giovana Xavier no O Globo Giovana Xavier, historiadora e professora da Faculdade de Educação da UFRJ - Foto: Arte de Ana Luiza Costa sobre foto de arquivo Simoníssima; Quatro da manhã. Programei o despertador para esse horário. Explicação simples. Quero te escrever embalada pelo vazio de vozes. O tal silêncio, que só é permitido ao "eterno feminino" quando todo mundo se recolhe. Nesse tempo em que a noite cala a palavra "dona de casa" parece fazer mais sentido, pois é quando a maioria das mulheres agarra com unhas e dentes o direito de se tornarem donas da sua própria história. Enquanto velo o sono de meu filhote, abro o computador. Diante da página em branco, penso: escrita e silêncio. Conjugados, esses dois ...

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A filósofa e ativista brasileira Djamila Ribeiro participou do programa da chancelaria francesa Personalidades do Amanhã.

“Feminismo negro não exclui, amplia”: Djamila Ribeiro debate ativismos a convite da França

Em entrevista exclusiva à RFI, em Paris, Djamila Ribeiro recupera momentos dessa trajetória que a transformaram em um dos principais nomes do feminismo e do ativismo brasileiro e comenta as descobertas feitas na França, país que ela ainda não conhecia. Por Márcia Bechara no RFI A filósofa e ativista brasileira Djamila Ribeiro participou do programa da chancelaria francesa Personalidades do Amanhã. RFI:Márcia Bechara   A última vez que a escritora, pesquisadora e ativista Djamila Ribeiro conversou com a RFI Brasil foi no Dia Internacional dos Direitos da Mulher do ano passado, 8 de março de 2018. Menos de uma semana depois, a vereadora carioca Marielle Franco seria assassinada a tiros junto com seu motorista no Rio de Janeiro. O baque marcou a trajetória de Djamila Ribeiro, que foi recebida esta semana em Paris pela diplomacia francesa, um convite que partiu do governo de Emmanuel Macron para que ela ...

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A pedagogia negra e feminista de bell hooks

Roda de Conversa que acontece em 21 de março no marco do lançamento de Olhares Negros pela Editora Elefante, pretende refletir sobre a importância da obra de bell hooks para a compreensão de questões raciais e de gênero Da Fundação Rosa Luxemburgo Divulgação/ Fundação Rosa Luxemburgo Para ela, nada tem mais importância do que as ideias e o conhecimento: “o mais importante em meus livros é a substância e não quem sou eu”. Por isso, bell hooks escreve seu nome desta forma: somente com letras minúsculas. Com uma vasta produção ( possui mais de 30 livros, o que inclui obras infantis), a feminista, escritora, crítica cultural e ativista estadunidense é pouco conhecida (e traduzida) no Brasil para além dos círculos de organizações acadêmicas e de movimentos de mulheres negras. Porém, há um crescente interesse pela obra de hooks que fornece elementos fundamentais para a compreensão de questões conectadas ao debate ...

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Camila Pitanga sobre sua mãe: ‘Entendi a história dela estudando o feminismo negro’

Artista falou sobre a trajetória de Vera Manhães, que também foi atriz até os anos 1980: 'Passou por coisas muito difíceis' Do Gshow Camila Pitanga participou do Altas Horas e comentou a história de vida de sua mãe, Vera Manhães, que foi atriz até os anos 80. Ela revelou que atualmente Vera está fazendo musicoterapia e cantando. Camila falou sobre a trajetória de Vera e as dificuldades que ela enfrentou: “Minha mãe passou por coisas muito difíceis. Mamãe também era atriz e, na época dela, uma mulher negra ficava invisível, à margem.” “Quando fui estudar o feminismo negro, entendi muito mais a história da minha mãe.” Camila Pitanga participa do 'Altas Horas' — Foto: TV Globo Vera fez tratamento por muitos anos, e Camila diz que hoje em dia compreende melhor o que ela passou: “Entendi muito mais essa questão de ela fazer tratamento psiquiátrico. Parecia que era um problema ...

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Marcha de Mulheres em La Plata

Não é feminista nem anti-capitalista e anti-patriarcal se é racista, xenofóbica, transfóbica e não questiona seus privilégios

O evento Encontro Latino Americano de Feminismos foi marcado por inúmeros episódios racistas, xenofóbicos e transfóbicos *Por Denise Braz do Revista Amazonas para o Portal Geledés Foto: Arquivo da Comissão Organizadora do Dia 8 de Novembro Foi realizada de 7 a 10 de dezembro de 2018 em La Plata, Argentina, a 4ª edição do Encontro Latino Americano de Feminismos (ELLA). O evento contou com a participação de muitas mulheres do meio político, artistas e ativistas de várias partes de América Latina e Caribe. Foram, aproximadamente, mais de 21 países participantes e mais de 150 atividades. O encontro teve tudo para fechar o ano com “chave de ouro”, depois de tantas conquistas do feminismo argentino. As companheiras de outros países estavam ansiosas para saber mais sobre a luta a favor da descriminalização do aborto, que em breve esperamos que seja lei, e compartir suas vivências. Porém, o evento ...

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Grafite de Marielle Franco feito por Malala Yousafzai, na comunidade Tavares Bastos, em Santa Teresa, Rio de Janeiro, em julho de 2018. (Foto: Ana Luíza Marques)

A coragem de Marielle e a importância do feminismo negro

No dia 14 de março de 2018, acompanhamos a notícia do assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL do Rio de Janeiro e de seu motorista, Anderson Gomes. Mais de 10 meses se passaram e até agora nenhuma resposta foi dada sobre o ocorrido.Quem matou Marielle? Na visita de Ângela Davis à Bahia, em julho de 2017, afirmou que “quando a vida das mulheres negras importar, teremos a certeza de que todas as vidas importam”. A nossa realidade pré- capitalista, sua economia escravista e todo o ambiente político desde o período colonial legitimava uma cultura de racismo. Tratando dessas condições estruturais, Fernandes(p.218) indica que “a cada passo este se reapresenta na cena histórica e cobra seu preço”. O atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apresenta na pratica essa realidade, naúltima década,a taxa de homicídios de mulheres negras ...

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30 livros para ler mais escritoras negras em 2019

Há um mundo de literatura negra e feminismo negro a ser desbravado, de poesia e ficção, passando por livros para jovens adultos e autora vencedora do Nobel Por RENATA ARRUDA, da Revista O Grito Imagem retirada da Revista OGrito   Em março de 2015, quando publiquei aqui a lista “55 obras imperdíveis de autoras incríveis”, inspirada pelos projetos #ReadWomen, de Joanna Walsh, e o #KDMulheres, promovido pela Casa de Lua, a discussão sobre maior visibilidade de obras escritas por mulheres ainda estava no início. Várias daquelas obras e autoras essenciais, como Margaret Atwood e seu O Conto da Aia, por exemplo, ainda eram pouco conhecidas do grande público, fazendo com que a lista se tornasse um sucesso de público. De lá pra cá, muita coisa mudou para melhor: clubes dedicados à leitura de escritoras se espalharam pelo país, autoras ganharam mais visibilidade na mídia, nos eventos e nas premiações e diversas iniciativas dedicadas a promover ...

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Feminismo negro em Portugal: falta contar-nos

A actual geração de activistas, que já nasceu em Portugal ou cá cresceu, coloca novas questões na agenda do movimento negro feminino em Portugal. Recuamos no tempo... recuamos séculos... falta contar esta história. Por Cristina Roldão Do Publico Sabendo que qualquer levantamento visibiliza ao mesmo tempo que invisibiliza é preciso sinalizar que, na última década, mas sobretudo nos últimos cinco anos, assistiu-se à emergência de vários colectivos de feministas negras, como a Queering Style (2015) e o Coletivo Zanele Muholi de Lésbicas e Bissexuais Negras (2016), que colocam na agenda do feminismo negro as questões LGBT; a FEMAFRO — Associação de Mulheres Negras, Africanas e Afrodescendentes (2016) e a INMUNE — Instituto da Mulher Negra (2018), duas associações que romperam o silêncio mediático sobre a mulher negra, e conquistaram espaço no centro da “cidade”; mas também grupos com maior informalidade, caso das Crespas e Cacheadas (2013), We Love Carapinha (2015), Nêga ...

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Sueli Carneiro (Foto- Caroline Lima)

Sueli Carneiro revê trajetória feminista e de luta contra o racismo em livro – Hoje

Com um sorriso nos lábios, Sueli Carneiro segura com carinho no braço desta que lhes escreve e deixa claro que o objetivo de nosso encontro, uma longa conversa sobre sua vida, naufragara. “Não considero minha vida pessoal interessante e criativa, mas sou uma ativista e, desse lugar, fico confortável em falar”, diz ela, que dá raras entrevistas, e aceitou receber Marie Claire a pedido de nossa colunista, a filósofa Djamila Ribeiro. “Prefiro focar no meu livro e na proposta de Djamila”, diz Sueli, sobre Escritos de Uma Vida (Letramento, 238 págs., R$ 42). A obra que inaugura o selo Sueli Carneiro, criado por Djamila, é a primeira a reunir artigos escritos pela mais importante feminista negra do país. Com prefácio de Conceição Evaristo, compõe um panorama da jornada dessa filósofa de 68 anos que, ao contrário do que afirma, tem, sim, uma trajetória excepcional. Nascida na Lapa, região oeste de ...

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Joacine Katar Moreira e Neusa Trovoada, duas das fundadoras do novo instituto NUNO FERREIRA SANTOS

“Não se pode defender apenas algumas igualdades”, pedem as feministas negras

Ainda “estamos na fase da infância” do feminismo negro em Portugal, mas há um novo contributo de peso. O Inmune, o Instituto da Mulher Negra, nasce da vontade de várias mulheres de tomar a palavra na produção de conhecimento, sem deixar de fora a acção comunitária. por ALINE FLOR no Publico.PT Joacine Katar Moreira e Neusa Trovoada, duas das fundadoras do novo instituto (Foto: NUNO FERREIRA SANTOS) “Somos uma entidade feminista interseccional e somos uma entidade anti-racista. Isto é o que nos une e o que nos caracteriza”, descreve Joacine Katar Moreira, presidente — ou “presidenta”, como pede para ser tratada — do recém-criado Inmune, o Instituto da Mulher Negra em Portugal. “O facto de sermos o instituto da mulher negra não significa que todas as nossas preocupações tenham que ver especificamente com questões do racismo e do sexismo. Não se pode defender apenas algumas igualdades”, defende a ...

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