quinta-feira, outubro 15, 2020

    Tag: indios

    Paulo Paulino “Lobo Mau” Guajajara morreu após uma troca de tiros próximo a Terra Indígena Arariboia, no Maranhão — Foto: Sarah Shenker/Survival International

    MPF devolve à PF inquérito sobre morte do indígena Paulino Guajajara no MA

    Ministério diz que o inquérito estava incompleto. PF concluiu que a causa foi um furto realizado pelos indígenas, enquanto a DPU alega 'equívoco' na conclusão das investigações. Por Rafael Cardoso, do G1 Paulo Paulino “Lobo Mau” Guajajara morreu após uma troca de tiros próximo a Terra Indígena Arariboia, no Maranhão — Foto: Sarah Shenker/Survival International O Ministério Público Federal (MPF) devolveu à Polícia Federal (PF) o inquérito que investiga a morte do indígena Paulo Paulino Guajajara e do não indígena Márcio Gleik Moreira Pereira, em 1º de novembro de 2019, durante uma troca de tiros na região da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. Segundo o MPF, a devolução do inquérito aconteceu na última sexta (10), assim que foi recebido da Justiça Federal. O motivo é que o inquérito estava incompleto e faltando alguns itens, mas não foi informado quais eram. Desta forma, o MPF reiterou que ...

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    Cinco dos 35 indígenas assassinados no Maranhão entre 2009 e 2019 — Foto: CIMI

    Em 10 anos, 35 indígenas foram mortos no Maranhão, aponta Conselho Indigenista Missionário

    Número de mortes teve 'boom' entre 2015 e 2016, caiu entre 2017 e 2018, mas voltou a subir em 2019. No último sábado, dois indígenas foram mortos após serem alvo de tiros. Por Rafael Cardoso, do G1 Cinco dos 35 indígenas assassinados no Maranhão entre 2009 e 2019 — Foto: CIMI Em 10 anos, 35 casos de assassinatos de indígenas foram registrados no Maranhão. Os dados são do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e somam os casos que ocorreram dentro e fora das terras indígenas. Entre novembro e dezembro deste ano, no intervalo de um mês e sete dias, três índios morreram em confrontos no estado. Ninguém foi preso até a última atualização desta reportagem. No sábado (7), um grupo foi alvo de tiros na BR-226 e dois índios morreram (leia mais ao final da reportagem). De acordo com os dados do Cimi, há períodos de calmaria ...

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    © Antonio Bonsorte/Amazon Watch

    Raoni: “Nós estamos com muito medo. Logo, vocês também estarão”

    © Antonio Bonsorte/Amazon Watch O The Guardian publicou um artigo do cacique Kayapó Raoni que está peregrinando pela Europa em busca de apoio para seu Povo e sua floresta. “Uma geração atrás, muitas das nossas tribos estavam lutando entre si, mas agora estamos juntos, lutando juntos contra nosso inimigo comum. E este inimigo comum é você, os povos não indígenas que invadiram nossas terras e que, agora, estão queimando até mesmo essas pequenas partes das florestas onde vivemos e que vocês deixaram para nós. O presidente Bolsonaro do Brasil está encorajando fazendeiros próximos a nossas terras a cortar a floresta – e ele não está fazendo nada para preveni-los de invadir nosso território.” Por Dal Marcondes, do Envolverde O artigo tem como título “Nós, Povos da Amazônia, estamos com muito medo. Logo, vocês também estarão. Você destrói nossas terras, envenenam o planeta, semeiam morte porque estão perdidos. ...

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    Povo Tupinambá de Olivença retoma pedaço de seu território

    Famílias do povo Tupinambá de Olivença retomaram a área conhecida como Morada dos Pássaros, que fica dentro da terra indígena já identificada e delimitada pela Funai, na Bahia POR CIMI REGIONAL LESTE, DE ITABUNA Cerca de quinze famílias indígenas retomaram área localizada dentro da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, conhecida como Morada dos Pássaros. Foto: Cimi Regional Leste Cerca de 15 famílias do povo Tupinambá de Olivença ocuparam, na manhã desta terça (13), mais um pedaço do seu território tradicional, de aproximadamente 20 hectares. A área conhecida como Morada dos Pássaros há muito tempo vem sendo reivindicada pela comunidade e já foi ocupada uma outra vez. A área em questão está dentro dos limites dos 47.376 hectares identificados e delimitados pela Fundação Nacional do Índio em relatório publicado no Diário Oficial da União em 20 de abril de 2009. Um dos principais motivos que levaram a ...

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    Os índios Wajãpi. VICTOR MORIYAMA

    Amapá, Urgente! Garimpeiros invadem aldeia Waiãpi e matam indígena

     Conflito pode levar a um banho de sangue Do  Xapuri Os índios Wajãpi. Foto: VICTOR MORIYAMA/El País “Eles estão armados com metralhadoras e estamos em perigo. Precisamos que o Exército e a Polícia Federal nos ajudem, senador. Se não chegar apoio nós vamos agir logo. Estamos com medo“ Conflito na região das terras wajãpi, em Pedra Branca do Amaparí, já tem a confirmação da morte de uma liderança indígena. Conforme relatos iniciais do jornalista Elden Carlos, em matéria publicada no Diário do Amapá, cerca de 50 garimpeiros invadiram terras indígenas da aldeia Mariry, do povo indígena Waiãpi, em Pedra Branca do Amapari, a 200 km de Macapá.  Segundo Elden Carlos, o clima na região é de confronto com ameaças de banho de sangue, uma vez que a invasão acirra o clima de confronto que tomou conta da comunidade nos últimos meses. A Polícia Federal foi ...

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    As memórias de indígenas do Brasil eternizadas para as futuras gerações… na Noruega

    Num país em que o extermínio do seu povo e da sua história já foi naturalizado, o Museu da Pessoa leva para um arquivo mundial digital a história de algumas lideranças dos povos originais. Por que não aprendemos nada com nossas tragédias? Por KAREN WORCMAN, Do El País Povo Krenak. ACERVO PLINIO AYROSA /USP PIB SOCIOAMBIENTAL)   2019 é, segundo a ONU, o ano internacional das línguas indígenas. A justificativa é de que as línguas importam para o desenvolvimento, a construção da paz e a reconciliação. Por incrível que pareça, começamos, no Brasil, esse mesmo ano com um governo eleito que nega a legitimidade das demarcações das terras indígenas no Brasil e com a tragédia de Brumadinho, que repetiu Mariana, ao descarregar resíduos de minério sobre cidades, rios e campos, matando pessoas e todo tipo de vida aquática e terrestre. 2019 pode também ser chamado, no Brasil, de Ano do Esquecimento, pois, ironicamente, ...

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    APIB COMUNICAÇÃO

    Bebê morto com tiro na cabeça é um cruel símbolo da situação dos povos indígenas no Brasil

    Relatório do Conselho Indigenista Missionário critica "sucateamento" da Funai, comandada por interesses "anti-indígenas" Por GIL ALESSI, do El Pais  APIB COMUNICAÇÃO O pequeno Cirleudo Cabral Monteza Manchineri, de um ano de idade, dormia no colo da mãe confortavelmente apesar do balanço da pequena embarcação a motor. A viagem já durava horas. A família da etnia Manchineri havia partido da aldeia São Paolino, localizada na Boca do Acre, Amazonas, descido o rio Purus e entrado em um dos seus braços, o Iaco. Por volta das 22h eles se aproximavam do pequeno porto de Feira dos Colonos, na cidade acreana de Sena Madureira. O pai do bebê apontava uma lanterna para a barranca quando recebeu ordens para apagar a luz. Sem ter como atracar na escuridão, ele ignorou o comando. O barco foi recebido à bala. Uma delas acertou a cabeça de Cirleudo, que foi socorrido, mas chegou morto ao hospital. ...

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    A emergência da esquerda indígena contra o fascismo

    Candidatos do movimento indígena enfrentam a crescente onda reacionária Por Felipe Milanez Do Carta Capital Foto: Anne Vilela/Divulgação Estamos vivendo o período eleitoral mais turbulento na democracia. Pela primeira vez na história do Brasil, um candidato com propostas características do fascismo - como a militarização, autoritarismo, ideologia oficial, nacionalismo, culto da personalidade, e falas escancaradas de ódio às “minorias” - tem chances de chegar ao poder pelo voto democrático. É uma contradição assustadora: a democracia que prega o seu próprio fim. Ao se autodestruírem, quererem, sobretudo, destruir o “outro”: negros, quilombolas, indígenas, LGBTTQI, comunistas, qualquer pessoa que possa ganhar o rotulo de “vagabundo”, “malandro”, “indolente”, e vir a ser executado pela polícia impunemente. É assustador como o futuro pode ser sombrio. Resultado de um processo complexo de erosão do contrato social marcado pela hegemonia do neoliberalismo, do sacrifício da democracia em favor do capitalismo, o novo “fascismo social”, como ...

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    Por que as mães Guarani rejeitam a creche?

    Essa e outras questões constam na dissertação de mestrado em antropologia “Viver na língua guarani: mulher falando”, defendida nesta quarta (28) no Museu Nacional (UFRJ) por Ara Reté, nome de batismo de Sandra Benites, que encontrou uma via original para redigi-la: caminha com um pé na aldeia, outro na academia. Assim, vai narrando sua própria vida e, através dela, tece reflexões num vai-e-vem contínuo pela ponte que liga os dois mundos. Relatos orais da avó parteira e as histórias de Nhandesy Eté – figura feminina da cosmologia guarani - dialogam com ensaios de antropólogos não indígenas. Por José Ribamar Bessa Freire, do Taqui Pra Ti Foto: Reprodução/ Taqui Pra Ti O nascimento e a infância na aldeia é a ocasião para discutir o parto e o corpo da mulher como lugar de conhecimento e como território. Sua alfabetização em português, língua estranha, e sua atuação já como professora suscitam observações sobre escola, letramento, oralidade, língua, bilinguismo ...

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    Governo Temer desrespeita indígenas em audiência pública internacional de Direitos Humanos

    Na audiência da CIDH, na Argentina, não compareceram representantes do Ministério da Justiça e nem da Funai. Por Caio Mota Do Amazonia Real A audiência pública da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) realizada, na quarta-feira (24), em Buenos Aires,  na Argentina, para tratar das violações de direitos sofridas pelos povos indígenas do Brasil foi marcada pela falta de respeito dos representantes do governo do presidente Michel Temer. Eles se limitaram na leitura de documentos burocráticos e “responder” aos indígenas presentes na audiência em espanhol. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e a Rede de Cooperação Amazônica (RCA), em conjunto com outras 28 entidades indígenas, indigenistas e de defesa de direitos humanos, solicitaram audiência à CIDH, que integra a Organização dos Estados Americanos (OEA). O tema da audiência era “Mudanças em políticas públicas e leis sobre povos indígenas e quilombolas no Brasil” Na ocasião da audiência, a comitiva denunciou o ...

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    MPF disponibiliza material digital de combate ao racismo e a discriminação contra indígenas

    Material didático publicado nesta segunda-feira (15) busca contribuir para a redução do preconceito e da violência contra indígenas em Santarém. Do G1 A versão digital do material didático que traz informações que combatem o preconceito contra povos indígenas foi publicado nesta segunda-feira (15), pelo Ministério Público Federal (MPF), com o objetivo de reduzir o número de ocorrências de racismo e discriminação, que segundo denúncias registradas pelo órgão, têm sido frequentes em ambientes escolares ou em meio a disputas de terras em Santarém. A produção do material começou a partir de um acordo assinado em outubro do ano passado em Santarém, por representantes do MPF, União, Estado e município, motivado por um processo judicial aberto em 2014, após uma ação do MPF que pediu à Justiça que obrigasse a União, o estado do Pará e o município a promoverem com urgência medidas educativas para combater o racismo contra indígenas em Santarém. ...

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    Watu Morreu: A transformação da vida às margens do rio Doce após a tragédia de Mariana

    Para os índios Krenak, a lama proveniente da mina da Samarco trouxe o fim da pesca e da caça e o ocaso de um estilo de vida. Por Luísa Torre e Patrik Camporez Do Huffpost Brasil "Não fale a palavra Samarco. É amaldiçoada, assim como o rio está amaldiçoado." O recado veio de um agente da Funai, pouco antes de a reportagem pisar nas aldeias indígenas Krenak, localizadas às margens do rio Doce, no município de Resplendor, em Minas Gerais. Um ano e meio após um mar de lama e rejeitos de minério vazar das barragens de Fundão, em Mariana, a vida às margens do rio Doce se transformou completamente. Se antes caçar, pescar, beber água do rio e irrigar as plantações era parte do dia a dia, as 126 famílias indígenas que viviam da agricultura nas sete aldeias Krenak agora se acostumam a buscar as compras nos supermercados da cidade ...

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    Guarani-Kaiowá: à margem dos direitos

    Não se passa um mês sem que a Anistia Internacional receba novas denúncias de violações contra as comunidades Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul. Ao longo da última década, nossa organização registrou assassinatos, ameaças de morte contra líderes indígenas, trabalho escravo, desnutrição, remoções violentas e a destruição de plantações e propriedades. Com processos judiciais emperrados, mais de mil famílias vivem à margem das rodovias. Têm sido ameaçadas por seguranças contratados para impedi-las de tentar reocupar suas terras, e sofrem com problemas de saúde por causa da vida em abrigos temporários, sem assistência médica. Além disso, muitos foram mortos e feridos em acidentes de trânsito. Por Patrick Wilcken, da Anistia Internacional  A situação é crítica, e ainda assim as autoridades continuam a adiar a demarcação das terras dos Guarani-Kaiowá. Pouco foi feito até agora, apesar de em abril de 2010 a Funai e o Ministério Público Federal terem assinado um Termo de ...

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    “É no trato com os índios que o Brasil se revela”, diz cineasta

    Em entrevista a Maria Rita Kehl, diretor do documentário 'Martírio', Vincent Carelli, fala sobre a resistência dos Guarani-Kayowá Por Felipe Milanez Do Carta Capital No dia 13 de abril, estreia em São Paulo o documentário longa-metragem Martírio, dirigido por Vincent Carelli e co-dirigido por Ernesto de Carvalho e Tita. Trata-se de um filme extraordinário, que o Brasil precisa ver e um filme para indignar Brasília. O filme também será projetado em Brasília, em 25 de abril, durante o Acampamento Terra Livre, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). O acampamento deve reunir ao menos 1500 indígenas de todo o Brasil, em uma luta conjunta e unificada contra as medidas anti-indígenas que tem sido conduzidas pelo governo de Michel Temer. Entre elas, o desmonte da Funai, a paralisação das demarcações e uma série de ações classificadas pelos indígenas como “genocidas”. Segundo as palavras de Dinamam Tuxa, liderança da APIB: “uma ...

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    O que o velho Araweté pensa dos brancos enquanto seu mundo é destruído?

    O Brasil etnocida avança na Amazônia paraense: primeiro Belo Monte, agora Belo Sun Por ELIANE BRUM, do El Pais  Indígena Araweté, em reunião no centro de convenções de Altamira, no Pará. LILO CLARETO Ele era um ancião. Seu povo, Araweté. Tinha o corpo vermelho de urucum. O cabelo num corte arredondado. E estava sentado ereto, as mãos abraçando o arco e as flechas à sua frente. Ficou assim por quase 12 horas. Não comeu. Não vergou. Eu o olhava, mas ele jamais estabeleceu um contato visual comigo. Diante dele, lideranças indígenas dos vários povos atingidos por Belo Monte se revezavam no microfone exigindo o cumprimento dos acordos pela Norte Energia, a empresa concessionária da hidrelétrica, e o fortalecimento da Funai. Ele, como outros, não entendia o português. Estava ali, sentado numa cadeira de plástico vermelho, no centro de convenções de Altamira, no Pará. O que ele via? Há 40 anos, ele ...

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    Ricardo Stuckert/Agência Brasil

    500 no Sem Fronteiras e só 4 negros? Fraude oficial no Programa Abdias Nascimento para negros e índios

    Em 2013 foi criado o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento Seu objetivos são: Incrementar o intercâmbio acadêmico entre instituições de pesquisa e ensino superior (IES) no Brasil e no exterior, de modo a proporcionar a realização de atividades conjuntas de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico e de inovação com parceiros estrangeiros, especialmente na área de tecnologia assistiva (TA), bem como atender, preferencialmente, a candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com necessidades especiais, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e superdotação, conforme dispõe a Portaria do MEC Nº 1.129, de 17 de novembro de 2013. Por Marcos Romão, no Mamapress Recebemos informações na Mamapress, que brancos responsáveis pelo programa, solicitaram e conseguiram junto ao MEC, a inclusão de brancos neste Programa destinado a negros e índios. O que era uma política oficiosa de só mandarem brancos para estudarem no estrangeiro, virou política oficial excludente de negros e índios por parte ...

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    Cerimônia de formatura em MT reúne 43 índios de 32 etnias diferentes

    Formandos do curso de Pedagogia Intercultural que reúne 32 etnias indígenas "Quando cheguei aqui a primeira vez, não me comportei bem. A gente não conversava. A gente só ficava olhando um para o outro. Depois fui conhecendo as pessoas e fazendo amizades." Fonte: UOL por, Asdrúbal Figueiredo O relato é de Nawaki Ikpeng, da etnia ikpeng, e se refere aos primeiros contatos dele com seus colegas de outras etnias no curso de pedagogia intercultural da Faculdade Indígena Intercultural da Unemat (Universidade do Estado do Mato Grosso). Ele e mais 42 colegas no final de novembro. Nawaki mora na aldeia Rawo, dentro do Parque Indígena do Xingu, no norte de Mato Grosso. Para chegar ao campus no município de Barra do Bugres, a cerca de 160 km de Cuiabá, são quase dois dias de viagem, juntando os deslocamentos e a espera pelos transportes. Ele vai a pé da aldeia até uma ...

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    Índios pataxó se formam médicos, vestidos a caráter

    Dois jovens da etnia pataxó se formaram médicos pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amaynara Silva Souza e Vazigton Guedes Oliveira, ambos de 27 anos, foram receber os diplomas a caráter neste sábado, 24: rostos pintados, cocar com grandes penas e muitos adereços coloridos. Fonte: Só Notícia Boa As pinturas nos rostos são comuns entre as tribos em datas festivas. E na colação de grau não poderia ser diferente: “Esperei por esse dia minha vida toda”, diz Amaynara. Ela veio das terras indígenas de Carmésia, no Vale do Rio de Doce mineiro, e ele de Cumuruxatiba, no Sul da Bahia, para se juntarem à turma com 130 alunos. O desejo por um dos cursos mais concorridos nasceu da necessidade de melhorar a qualidade de vida das tribos. A intenção dos novos médicos é se especializar em medicina de família e comunidade e retornar os conhecimentos ...

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    Sons indígenas além da aldeia

    Índios de várias etnias mesclam seus ritos com gêneros, como heavy metal, reggae e congo, em defesa de suas histórias Por Lucas Simões, Fonte: Racismo Ambiental O cronista português Pêro de Magalhães Gândavo (1540-1580) foi um dos muitos servos da colonização europeia a enraizar uma visão demoníaca e preconceituosa sobre indígenas, deixando anotado o seguinte: “A língua desse gentio toda pela costa é uma: carece de três letras – não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei”. Os idiomas são apenas um recorte da vasta cultura indígena minada até hoje – agora, sob a desonestidade de fazendeiros do agronegócio e dos interesses latifundiários entranhados no Congresso Nacional. Em um país que assistiu passivamente às línguas indígenas serem reduzidas de 1.500 para apenas 181, das quais 115 são faladas por menos de mil pessoas, segundo dados da ...

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    PALMAS (TO)- Índios acompanham as competições no segundo dia dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

    O silêncio dos inocentes: a cada 100 índios que morrem no Brasil, 40 são crianças

    Cerca de 40% de todas as mortes entre índios brasileiros registradas desde 2007 foram de crianças com até 4 anos. O índice é quase nove vezes maior que o percentual de mortes de crianças da mesma idade (4,5%) em relação ao total de óbitos no Brasil no mesmo período. Por João Fellet, da BBC Saúde oferecida aos índios está em patamar muito inferior à do resto da população (Foto: BBC) Um levantamento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) obtido pela BBC Brasil por meio da Lei de Acesso à Informação revela que indicadores da qualidade do serviço de saúde prestado aos índios estão em patamar muito inferior aos do resto da população. Os dados detalham todas as mortes de índios registradas desde 2007 em cada um dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que englobam uma população de cerca de 700 mil índios. As informações de 2013 estão incompletas. O ...

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