Tag: literatura negra

    Foto: Bob Wolfenson/Divulgação

    Lázaro Ramos lança livro em que aborda o racismo

    Autor de três livros dirigidos ao público infantil (Paparutas, A Velha Sentada e Caderno de Rimas do João), o ator, diretor, roteirista, escritor e dramaturgo Lázaro Ramos, lança nesta sábado, 1º, em Salvador o seu primeiro livro que é dirigido ao público adulto. por Eduarda Uzêda no A Tarde Lázaro Ramos, autor: “Todo mundo conhece alguém que foi discriminado, mas numa roda ninguém levanta a mão para se dizer racista” Foto: Bob Wolfenson/Divulgação Trata-se de Na Minha Pele (selo Objetiva, da Companhia das Letras) que reflete sobre racismo e compartilha experiências pessoais do ator premiado, 38 anos, destaque no teatro, cinema e televisão, inclusive com reconhecimento em vários países A publicação, que ganhou destaque na imprensa do país, terá lançamento às 15 horas, na Livraria Saraiva do Shopping Barra, com algumas regras para a participação no evento. Dez anos de maturação Mas falemos da atual publicação. ...

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    (Foto: Reprodução/ Google)

    Doogle do Google faz homenagem a Machado de Assis

    Nesta quarta-feira (21), o doodle do Google homenageia um dos maiores escritores brasileiro: Machado de Assis, em seu 178º aniversário. Machado de Assis é o grande homenageado do Google nesta quarta-feira, dia 21 de junho. A data comemora o 178º aniversário do artista, que é considerado, por muitos especialistas, o maior escritor brasileiro de todos os tempos. A página inicial tem alcance apenas no Brasil e o doodle pode ser conferida pelos internautas até as 23h59 deste dia. Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro. Era filho de Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis, neto de escravos alforriados. Apesar de não ter frequentado regularmente à escola, em 1854, aos 15 anos, foi trabalhar em uma tipografia, estabelecimento onde imprimiam-se livros e folhetos; e, assim, começou a fazer poemas e escrever histórias. Sua extensa obra é formada ...

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    Dossiê: Presença negra na literatura brasileira

    A décima edição da Opiniães: revista dos alunos de literatura brasileira convida o leitor a refletir sobre as relações estéticas, sociais e políticas que envolvem a literatura negra e/ou afro-brasileira. Da Revista USP  Imagem: Reprodução/Revista USP Os sete artigos acadêmicos que compõem o dossiê temático – assinados por Luciana Marquesini Mongim, Luciana Alves  Santos, Fernanda Rodrigues Miranda, Fabiana Carneiro da Silva, Luciana Martins Diogo e Ana Paula Simioni, Francys Lindoso Cavalcanti e Fabiane Cristine Rodrigues – abordam, de maneira plural e instigante, aspectos variados da presença negra na literatura brasileira, desde a produção oitocentista de Maria Firmina dos Reis, passando pela prosa de Monteiro Lobato, as interlocuções entre a literatura e as artes visuais afro-americanas, o desdobrar-se sobre a produção literária de vozes negras contemporâneas como Cuti, Paulo Lins e Ana Maria Gonçalves, até os questionamentos sobre o lugar dos escritores negros no mercado editorial brasileiro. ...

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    Dani Costa Russo/Divulgação

    Quando uma escritora negra independente é recorde de lançamento

    Já passava das 23h. Quase todas as luzes do shopping Frei Caneca estavam apagadas. Lojas fechadas. Com exceção de uma, no último andar. A Livraria Blooks. A fila que se formou no começo da noite para receber autógrafos permanecia firme e forte. Os últimos leitores só arredaram pé depois de terem seus livros assinados. Por Ana Squilanti, do Fale Com Elas Gabriela Pires e Jarid Arraes. Foto: Divulgação. Exaustas e realizadas, a escritora Jarid Arraes, a ilustradora Gabriela Pires, e a editora Lizandra Magon, da editora Pólen Livros, puderam então comemorar o sucesso que foi o lançamento de “Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis”, nesta última quinta-feira, 01 de junho. O livro foi o maior lançamento da editora. Foi também recorde de venda da Blooks neste ano, e um dos maiores em sua história. Duzentos e trinta livros foram vendidos, segundo Paulo Costa, supervisor da Livraria. No Brasil, onde os 72%* dos ...

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    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    A escrita machadiana e a literatura negra

    Resumo Este artigo tem como objetivo a reflexão sobre a relação entre literatura e sociedade, tendo-se em vista que é impossível pensar na literatura como um fenômeno isolado. Visa-se também analisar os elementos que permitem considerar o conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis, literatura negra. Para estreitar a relação entre a situação da população afrobrasileira na sociedade e a escrita machadiana, pretendemos informar ao leitor que o conto que será analisado foi publicado no ano de 1906, poucos anos após o fim do período da escravidão no Brasil, abolida formalmente no ano de 1888. Do Periodicos Refletindo sobre a relação entre literatura e sociedade, Antonio Candido afirma que o “externo (no caso o social) importa não como causa, nem como significado, mas como elemento que desempenha certo papel na constituição da estrutura, torna-se, portanto, interno.” (CANDIDO, 1976, p. 4). Na mesma linha de raciocínio, Todorov (2009) aponta que é ...

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    ‘A maior parte das livrarias não tem livros que nos representam’, diz criadora de espaço dedicado a autores negros

    "Não vou mais lavar os pratos, nem vou limpar a poeira dos móveis. Sinto muito. Comecei a ler", diz a poesia da escritora Cristiane Sobral, presente nas prateleiras da loja Bantu localizada em um prédio a poucos metros da Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte. “É triste a gente ter que abrir uma livraria com essa temática”, disse a jornalista Etiene Martins, criadora do espaço dedicado a títulos de autores negros que tratam de questões raciais. “A maior parte da população é negra e, mesmo assim, a maior parte das livrarias não tem livros que nos representam. Daí a importância desta iniciativa”, defendeu. no G1 A Bantu foi inaugurada há cinco meses e tem cerca de 500 títulos. Um dos objetivos da livraria é promover obras que vão além do que é ensinado nas escolas. “A África, de uma forma geral, é tratada como um país. É um ...

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    Espelho das iabás

    A literatura de Conceição Evaristo como defesa e processo de autorreconhecimento da mulher negra Por Bianca Santana Enviado para o Portal Geledes Um dia, agora ela já sabia qual seria a sua ferramenta, a escrita. Um dia, ela haveria de narrar, de fazer soar, de soltar as vozes, os murmúrios, os silêncios, o grito abafado que existia, que era de cada um e de todos. Maria-Nova um dia escreveria a fala de seu povo. Conceição Evaristo, em Becos da Memória “Oiá descobriu sua beleza nos espelhos de Oxum” Reginaldo Prandi, em Mitologia dos Orixás Iabás, na tradição iorubá, são as orixás femininas. As mais conhecidas no Brasil são Iemanjá, Oxum, Oiá-Iansã, Nanã. Cada uma delas representa uma força da natureza; tem poderes, características e instrumentos próprios. Duas possuem espelhos: Oxum, senhora das águas doces, dona da vaidade, da fertilidade e do ouro, e Iemanjá, dos mares e oceanos, mãe dos orixás e ...

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    O escritor Oswaldo de Camargo e a artista Mariana de Matos debatem o negro na literatura no Diálogos Ausentes

    Com mediação de Diane Lima, idealizadora do projeto AfroTranscendence, o segundo encontro da série sobre o tema conta, ainda, com dois artistas selecionados pela chamada aberta; o terceiro e último debate do período sobre esta área de expressão acontece no mês de junho Enviado para o Portal Geledés  Com o objetivo de discutir a presença afro-brasileira na produção artística nacional, o próximo encontro da série Diálogos Ausentes, com o tema O Negro na Literatura, acontece no dia 9 de maio (terça-feira), às 20h. Com mediação de Diane Lima, idealizadora do projeto AfroTranscendence, e consultoria da escritora e ativista Cidinha da Silva, a conversa conta com o jornalista e escritor Oswaldo de Camargo e a artista plástica e escritora Mariana de Matos. Toda a programação tem interpretação em Libras. Pela chamada aberta, que neste período alcançou o maior número de interessados em participar da atividade, com inscrições de autores de todas ...

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    Joyce Fonseca

    Ocupação Conceição Evaristo

    Entre os dias 4 de maio e 18 de junho, o Itaú Cultural apresenta uma exposição dedicada a uma das vozes mais relevantes e necessárias da literatura brasileira contemporânea: a escritora mineira Conceição Evaristo. A mostra marca a 34ª edição do programa Ocupação – que, em 2017, tem como foco apenas a produção de mulheres representativas da arte e da cultura nacionais.   Do Itau Cultural Nascida em 1946, em Belo Horizonte, Conceição compõe sua obra com base no que chama de “escrevivência”, ou a escrita que nasce do cotidiano e das experiências vividas. Em seus romances, contos e poemas, a autora explora sobretudo o universo – a realidade, a complexidade, a humanidade – da mulher negra. Apesar de escrever desde a juventude, Conceição só se tornou um nome reconhecido no meio literário recentemente. Exemplo disso é o romance Becos da Memória, que a autora produziu a partir de situações ...

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    Joyce Fonseca

    Ocupação Conceição Evaristo (2017) – teaser

    Em um ano no qual apenas mulheres serão tema do programa Ocupação Itaú Cultural, chegou a vez de Conceição Evaristo. Trigésimo quarto nome nessa galeria de homenageados, a escritora mineira, nascida em 1946 em Belo Horizonte/MG, vem tecendo a sua “escrevivência” – a escrita que nasce das vivências e do cotidiano. O espaço expositivo convida o público a entrar, de forma sensorial, no campo afetivo de criação da escritora. Com a curadoria do Itaú Cultural, a exposição fica em cartaz de 3 de maio a 18 de junho de 2017, na sede do instituto, em São Paulo/SP. Gravações realizadas em março de 2017 em Belo Horizonte e Maricá/RJ. Do Youtube

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    OLHAR AZEVICHE: Livro que reúne textos de 10 autoras negras é lançado em Salvador nesta terça (28)

    Nesta terça-feira (28), às 19 horas, na livraria LDM do Espaço Itaú de Cinemas Glauber Rocha, ocorre o lançamento do livro “Olhos de azeviche: dez escritoras que estão renovando a literatura brasileira”. Por Donminique Azevedo Do Correio Nago O evento contará com uma roda de conversa com as escritoras Cristiane Sobral e Fátima Trinchão, sobre os contos que compõem a coletânea, seguida de sessão de autógrafos.  O Espaço Itaú de Cinemas Glauber Rocha fica localizado na Praça Casto Alves, s/n. O livro custa R$40. A obra reúne vinte contos e crônicas das escritoras Ana Paula Lisboa, Cidinha da Silva, Conceição Evaristo, Cristiane Sobral, Esmeralda Ribeiro, Fátima Trinchão, Geni Guimarães, Lia Vieira, Miriam Alves e Taís Espírito Santo. “A coletânea tem a importância de dar visibilidade para a quantidade de escritoras negras brasileiras atuantes e para a diversidade de estilos e projetos literários desenvolvido por cada uma delas.  Ainda encontramos circulando o discurso ...

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    Luz Ribeiro irá para a França representar o Brasil no campeonato mundial de poesias autorais

    A paulistana Luz Ribeiro irá para a França em maio representar o Brasil no campeonato mundial de Slam, que faz batalha de poesias autorais por Fernanda Miranda no Catraca Livre A poeta Luz Ribeiro, 29 anos, não faz parte das estatísticas que lhe foram esperadas. Mulher, negra e criada na periferia de São Paulo, ela abriu mão de sua formação como profissional de educação física para lutar e se firmar como escritora e atriz neste que é um dos países mais machistas e racistas do mundo. Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), coordenada pela professora Regina Dalcastagnè, revela que, entre os romances publicados por algumas das principais editoras brasileiras, os autores são, na maioria, brancos (93,9%) e homens (72,7%). Em paralelo a esse fato, um relatório da CPI mostra que, a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. Diante do descaso generalizado com o que esses números representam, Luz ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Conheça Cidinha da Silva, em seu novo livro a escritora mostra o genocídio dos negros

    A escritora Cidinha da Silva era adolescente quando deu os primeiros passos no mundo da escrita. Hoje, ela encanta os leitores com os seus livros que trazem personagens carregados de realidade.   Do Acidade On Este mês, ela vem a Ribeirão Preto, a convite do Sesc e do Leia Mulheres para lançar o seu livro #Parem de nos matar. Através de crônicas ela narra o genocídio físico e cultural dos negros.Ela também dará uma oficina no Sesc, para propagar o afeto pela literatura. Ela conversou com o blog Livro sem frescura sobre a sua infância e o papel da mulher negra no mundo literário brasileiro. Descoberta A leitura foi a maior descoberta do meu mundo infantil. Fiz então como toda criança faz com aquilo que produz encantamento, me joguei. Primeiros passos na escrita O primeiríssimo passo foi a leitura que me despertava vontade de criar minhas próprias histórias. De alguma ...

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    ENSAIO: Da universidade brasileira como parte do mundo bagunçado e sujo no qual raça importa: reflexões sobre a literatura negra nos espaços formais de pensamentos

    RESUMO O presente ensaio visa traçar algumas considerações a respeito da Literatura Negra nos espaços formais do pensar crítico-literário e social brasileiro a partir das observações traçadas por Miriam Alves em seu texto para o Cadernos Negro, de 2002. Em especial, o não reconhecimento desta literatura como legítima por parte de alguns grupos acadêmicos. Debruçando-se sobre a fala de Zilá Bernd, Miriam Alves fala a respeito da planificação que a crítica gaúcha faz das produções literárias dos grupos discriminados: mulheres e pretos. Na mesma linha buscamos problematizar este discurso das tradicionais teoria e crítica da literatura, dentro dos espaços formais do pensar, buscando evidenciar como nossa área de interesse, os estudos literários, não se aparta da sociedade brasileira quando se trata de minorar a emancipação dos pretos. A análise aqui proposta é norteada pelos pensamentos de Stuart Hall, sobre raça como “significante flutuante”, e as considerações de John H. Stanfield II, ...

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    Convite: O Pensamento Africano no Século XX

    Convite lançamento do livro O Pensamento Africano no Século XX no dia 9 de fevereiro às 19h na livraria da Editora Expressão Popular Divulgação Enviado para o Portal Geledés  Autor : José Rivair Macedo (org.); autores africanos e brasileiros. Prefácio de Severino E. Ngoenha. Introdução de José Rivair Macedo. ISBN: 978-85- 9482-000- 6 Páginas: 370 Peso: 433 g Formato: 14 x 21 cm 1ª edição: julho de 2016 Preço: R$ 35,00   SINOPSE “Durante os períodos da colonização europeia, descolonização e reorganização das sociedades africanas, ao longo dos séculos XIX/XX, diversos intelectuais nascidos na África apropriaram-se de um vasto conjunto de referenciais teóricos, conceituais e metodológicos, empregando-os para expressar a posição de seus coetâneos em relação ao mundo. Paralelamente aos saberes orais tradicionais, e à experiência vivida que orientavam as formas de organização sociocultural dos povos anteriores ao período de predomínio europeu, ganhou corpo um novo tipo de saberes, eruditos, fundados em pressupostos acadêmicos, científicos, ...

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    Ajude uma preta a ser escritora – escritora faz vaquinha na internet para lançar livro

    Priscila sempre gostou de escrever, mas foi aos 14 anos de idade que descobriu na poesia aconchego e redenção. Atravessou a avenida barulhenta e perigosa da adolescência e hoje, aos 21 anos, se entrega aos inúmeros sabores que a literatura possui. Encontrou na escrita um refúgio da hostilidade do ambiente escolar. As violências verbais sofridas por colegas de classe e professores ecoa em sua memória como um impulso para continuar acreditando no amor pela poesia. Sua maior motivação no aprofundamento dos estudos e persistência na escrita foi a humilhação que recebeu de uma professora na 3ª série que disse que filha de pedreiro jamais faria faculdade. "Pode sonhar, sonhar não paga! Mas, filha de pedreiro nunca vai fazer faculdade!" disse a professora chamada Marisa. E este nome jamais saiu-lhe da memória. Hoje, Priscila consegue driblar a mágoa das palavras e transformá-las em arte. Enviado para o Portal Geledés  Nasceu em São ...

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    Marlon James escreve “a Guerra dos Tronos africana”

    O vencedor do Man Booker Prize 2015 lança o primeiro volume de "The Dark Star Trilogy" em 2018 O seu primeiro livro, John Crow"s Devil, foi rejeitado por 78 editoras. Marlon James acabaria por vê-lo publicado em 2005 e, ao terceiro livro, A Brief History of Seven Killings (Breve História de Sete Assassinatos, publicado em português pela Relógio d'Água), vencia o Man Booker Prize 2015, tornando-se assim no primeiro jamaicano a receber aquele que é um dos mais importantes galardões literários. Fonte: DN Agora, o escritor que chegou ao Minnesota, Estados Unidos, com 200 dólares no bolso na altura em que escrevia o seu segundo romance, está mergulhado num projeto que começara antes ainda de receber o prémio: a trilogia de fantasia épica The Dark Star Trilogy, referida pela editora, a Riverhead Books, como "a Guerra dos Tronos africana". E, de facto, James é um fiel leitor da saga de George ...

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    Andrevruas [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

    A luta de Lima Barreto contra o racismo “científico”

    William Brown, linchado por uma multidão em 1919, acusado de molestar sexualmente uma branca. Estudo recente aponta: entre 1887 e 1950, cerca de 4 mil negros foram linchados nos EUA — um por semana, em média Coletânea recém-lançada destaca atualidade das crônicas do escritor. Aqui, ele descreve com horror o linchamento de negros nos EUA e a tentativa de defendê-lo com argumentos “racionais” Por Lima Barreto, no Outras Palavras  Considerações Oportunas (Publicado no A.B.C., em 16/08/1919) No seu excelente, lúcido e irrefutável livro – Le préjugé des races –, J. Finot logo nas primeiras linhas diz com evidente comiseração: “La conception jadis innocente des races a jeté comme un linceul tragique sur la surface de notre sol”. Que diria ele, se ainda vivo fosse, ao ler os telegramas que, nestes últimos dias, nos chegam de Washington e de Chicago? Chegam-nos secos, amputados, graduados; mas nós sabemos, ...

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    A primeira mulher negra a escrever um romance no Brasil

    No âmbito das comemorações do Mês da Consciência Negra, a Série Documentos Literários, contribuição da Divisão de Manuscritos da Fundação Biblioteca Nacional, homenageia Maria Firmina dos Reis, a primeira mulher negra a escrever um romance no Brasil Por MÁRCIA PINNA RASPANTI, do História Hoje  Nascida em São Luís (MA), em 1825, Maria Firmina não pertencia a uma família abastada, mas foi viver na casa de uma tia cuja situação lhe permitiu ter acesso aos estudos. Em 1847, foi aprovada num concurso para professora de primeiras letras, profissão que exerceu até 1881. Em 1859, publicou o romance “Úrsula”, de temática abolicionista, que narra uma história de amor entre dois jovens, Úrsula e Tancredo. Seu nome foi omitido na primeira edição; a autora apareceu apenas como “Uma Maranhense”, seguindo uma tradição de anonimato bastante comum entre as poucas mulheres que publicaram livros na época. A própria escritora afirma que “pouco vale este romance, porque ...

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    O livro dos negros, Lawrence Hill

    Obra de Lawrence Hill, vencedora do Prêmio Commonwealth Writers’ Prize, que deu origem à minissérie “The Book of Negroes”, ganha tradução em português pela Primavera Editorial Do Portal Africas Escrito por Lawrence Hill, O livro dos negros conta a história de Aminata Diallo, uma das personagens femininas mais fortes e marcantes da ficção contemporânea. Aminata foi sequestrada, ainda criança, na África, e vendida como escrava na Carolina do Sul. Após a Revolução Americana, ela foge para o Canadá e escapa da vida de escrava para tentar uma nova vida em liberdade. O livro traz uma história que nenhum ouvinte e nenhum leitor esquecerão. O nome “O livro dos negros” se deu devido ao documento histórico, mantido por oficiais navais britânicos, ao fim da Revolução Americana. O documento oficializou os negros que serviram ao rei na Guerra e fugiram para Manhattan, no Canadá, em 1783. Apenas os negros que estivessem no Livro ...

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