segunda-feira, novembro 23, 2020

    Tag: Novembro Negro

    A pesquisadora Ana Flávia Magalhães Pinto no Instituto Central de Ciências (ICC), da Universidade de Brasília (Foto: Arquivo Pessoal)

    20 de Novembro e a defesa de nossos melhores sonhos de liberdade

    Em algum momento entre 1962 e 1976, o poeta afro-gaúcho Oliveira Silveira encarou suas angústias acerca da gravidade dos vazios históricos produzidos pelo racismo brasileiro e deu ao mundo o poema “Pobre Menino Preto”. Os versos publicados no livro "Praça da Palavra" reconstroem as tentativas frustradas de uma criança negra para associar sua imagem às dos heróis disponíveis à época: “brincando com a turma: / se imagina mocinho / não cola / os mocinhos são brancos / como os outros”. Ao querer se inventar Tarzan, é logo derrubado do galho por quem o vê apenas como “chita / macaco / chimpanzé / orangotango”. Não fosse tudo isso cruel o bastante, faltava a ele repertório para defender seu íntimo desejo de ser: “não pode brincar de Zumbi / ou Toussaint-Louverture / porque são heróis de verdade / que ninguém conhece / nem ele mesmo nunca ouviu falar”. O menino com o qual Oliveira ...

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    Membros do Movimento Negro em marcha em comemoração aos 300 anos de morte de Zumbi dos Palmares, em 1995, em Brasília (Foto: Jefferson Rudy/ Folhapress)

    20 de Novembro e a defesa de nossos melhores sonhos de liberdade

    Em algum momento entre 1962 e 1976, o poeta afro-gaúcho Oliveira Silveira encarou suas angústias acerca da gravidade dos vazios históricos produzidos pelo racismo brasileiro e deu ao mundo o poema “Pobre Menino Preto”. Os versos publicados no livro "Praça da Palavra" reconstroem as tentativas frustradas de uma criança negra para associar sua imagem às dos heróis disponíveis à época: “brincando com a turma: / se imagina mocinho / não cola / os mocinhos são brancos / como os outros”. Ao querer se inventar Tarzan, é logo derrubado do galho por quem o vê apenas como “chita / macaco / chimpanzé / orangotango”. Não fosse tudo isso cruel o bastante, faltava a ele repertório para defender seu íntimo desejo de ser: “não pode brincar de Zumbi / ou Toussaint-Louverture / porque são heróis de verdade / que ninguém conhece / nem ele mesmo nunca ouviu falar”. O menino com o ...

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    Divulgação

    Intolerável e criminoso: O racismo mata e precisa ser punido e combatido

    No país da desigualdade e do racismo genocida, o Dia da Consciência Negra começa assim: abrindo os jornais, tomamos conhecimento de que João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, morreu espancado por seguranças terceirizados de um supermercado multinacional – o Carrefour. Trata-se, sem dúvida, de um assassinato criminoso, que deixa um rastro de dor e trauma para quem fica e luta. Mas devemos ter a responsabilidade de olhar além. No caso em questão, o que grita é um padrão: o padrão racista de uma sociedade que dirige violência moral, física e simbólica contra a sua população negra cotidianamente. Não se trata de um “caso isolado”, há um histórico de violência racista – e, portanto, criminosa - dentro da mesma cadeia de supermercados Carrefour. As redes, organizações e movimentos abaixo assinados solidarizam-se com a família de João Alberto e com todas as pessoas negras de nosso país, sujeitas diariamente à violência ...

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    20 de novembro: Três motivos para o dia da consciência negra

    Vinte de novembro é o dia da consciência negra no Brasil, instituída pela lei nº. 12.519 de 10 de novembro de 2011, mas a pergunta que fica é: como e por que surgiu o dia da consciência negra? É realmente necessário um dia como esse?  Outras indagações e polêmicas que surgem é: “se existe o dia da consciência negra, então por que não existe o dia da consciência branca?” Ou, outros argumentos como, “ isso é racismo dos próprios negros!” A fim de responder todas essas indagações, este artigo se propõe a demonstrar três razões suficientes quanto à necessidade de ter um dia especifico para a consciência negra no Brasil.  A primeira razão será o argumento filosófico e conceitual, o segundo, o argumento histórico e o terceiro, o argumento contemporâneo. A primeira palavra que chama a atenção é o termo CONSCIÊNCIA, pois, para o dicionário de filosofia Nicola Abbagnano, em ...

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    Arte: Romulo Arruda

    Dia da Consciência Negra e luta antirracista

    “O racismo não é um ato ou um conjunto de atos e tampouco se resume a um fenômeno restrito às práticas institucionais; é, sobretudo, um processo histórico e político em que as condições de subalternidade ou de privilégio de sujeitos racializados é estruturalmente reproduzida²”. Impera no Brasil uma normalidade na forma subalternizada como o negro ocupa lugar na sociedade. Assim, ver “pessoas de cor” em estratos sociais inferiores é percebido como algo dentro da ordem das coisas, seja pedindo esmola na rua, limpando espaços públicos e privados ou residindo em lugares sem o mínimo de infraestrutura e dignidade humana. Isto se deve a uma ideologia arraigada pelos séculos de escravidão que o país viveu a maior parte de sua História. Características de uma sociedade escravocrata são muito mais comuns em nosso cotidiano do que se supõe, elas se manifestam e se reproduzem no discurso dominante, na mídia, nos espaços de ...

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    A nossa única opção é mudar o mundo e não faremos isso sozinhas ou mal acompanhadas - Marcello Casal Jr. / Fotos Públicas

    No dia da consciência negra, precisamos falar sobre eleições municipais

    Nós, mulheres negras, ainda somos minoria na política. Este quadro reflete a desigualdade e o racismo que nos coloca em uma maioria de pessoas sem acesso a direitos. No Rio de Janeiro, elegemos duas mulheres negras de esquerda, Tainá de Paula (PT), a mais votada neste campo político, e Thais Ferreira (Psol). Homens brancos seguem confirmando e protegendo os seus privilégios também no processo eleitoral. Em âmbito nacional, o perfil médio do eleito é homem, branco, casado, com ensino médio completo e média de idade de 44 anos, segundo levantamento do portal G1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dentre os mais de 58 mil eleitos para as Câmaras municipais, 84% são homens e 16% mulheres. Um resultado vergonhoso em termos de paridade que deveria preocupar seriamente os partidos políticos comprometidos com a democracia para além da retórica. Esses dados não informam outros padrões que sabemos que existem, como ...

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    Resistência e Memória: Dia Nacional da Consciência Negra

    O “Dia Nacional da Consciência Negra” 20 de novembro, foi instituído em homenagem a Zumbi dos Palmares, preto escravizado, que liderou a resistência no Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga-AL, assassinado 1695. Lutou até a morte contra a opressão dos escravocratas e as mãos sujas de sangue de carne preta em nome do poderio econômico, da soberba e do racismo estrutural! A Serra da Barriga, hoje, Parque Memorial Quilombo dos Palmares, espaço de memória coletiva, dolorosas e sensíveis. O Dia, infelizmente, ainda não é festivo, não há muito o que comemorar, os confetes e aplausos para as migalhas gotejadas em nome da igualdade, no país da necropolítica e do mito da democracia racial. Não será mais um “feriado” paradoxal, para celebrações e cortejar autoridades religiosas ou bajular figurões políticos caricatos com status de estadistas, não passando de figuras patéticas, negacionistas e racistas. A histórica e árdua trajetória de um ...

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    No mês da consciência negra o Justificando lança coluna ‘Vozes Negras’

    No mês da consciência negra, oito juízas e juízes e oito defensoras e defensores públicos negros aterrissam no Justificando com uma coluna que pretende iluminar temas e discussões nem sempre presentes nas publicações dos sites jurídicos: o direito e as relações étnico-raciais. A coluna, veiculada às terças, é coordenada por Eduardo Pereira da Silva, Isadora Brandão e Kenarik Boujikian. É inegável que a inauguração de um espaço que possibilite a reverberação de vozes negras do campo jurídico constitui, por si só, uma iniciativa arrojada. Isso se levarmos em consideração a subrepresentação de negros(as) nos quadros das instituições que compõem o sistema de justiça e o longo caminho que ainda precisamos precorrer para que estas reflitam o mosaico plurirracial e pluriétnico que define a sociedade brasileira e é, sem sombra de dúvidas, o seu maior patrimônio. Contudo, a coluna pretende ir além. Assumimos também o desafio de provocar, todas às terças-feiras, ...

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    Agência Iyabá reposiciona o imaginário da mulher preta através da cultura em curso online gratuito

    São Paulo, novembro de 2020 – A agência Iyabá promove em novembro RE(ORÍ)ENTAR – Novas imaginários. O projeto propõe reposicionar o imaginário da mulher negra, das mulheres não-brancas, e das relações sociais que as perpassam através de um trabalho de repolitização da mulher não-branca através da cultura. A primeira ação acontece dias 19 e 20 de novembro, das 19h às 00h, e consiste em projetar no centro de São Paulo textos, poemas e pensamentos de escritoras negras brasileiras como forma de resgate do protagonismo das mulheres negras em própria história, contada sempre por outras pessoas e por outras óticas. A ação busca disseminar a ideia de que resgatar, entender e contar nossa própria história é um devir revolucionário. Nos dias 25, 26 e 27 de novembro, das 19h às 20h, acontece a segunda etapa do projeto. Um curso voltado para profissionais não-brancas do setor cultural e da economia criativa, ou ...

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    Foto: Divulgação/ Festival Ori

    Festival Ori comemora Dia da Consciência Negra com edição digital

    Como celebração à cultura negra e em decorrência do Dia da Consciência Negra ocorrerá, em 20 de novembro, o Festival Ori. Esta edição, intitulada De cabeça na consciência, será em modelo de revista eletrônica e será transmitida ao público a partir das 15h, por meio do canal do YouTube do Cultne, maior acervo de material negro do país. A apresentação do Festival Ori ficará por conta de Lica Oliveira, Rafael Mike, Aza Njeri e Carlos Alberto Medeiros. A programação em 20 de novembro contemplará entrevistas, shows, narrativas negras, humor, poesia e matérias. “A proposta é aproximar e integrar a audiência de todas as idades e classes sociais ao mundo digital, de inovação e cultura”, explica a organização do evento on-line em nota. A proposta do evento é unir iniciativas de cultura, artes, música, moda, estética, educação, empreendedorismo, finanças e projetos sociais, dando mais significado à data. Convidados A competição de ...

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    Foto: Divulgação/ Museu Afro Brasil

    Semana da Consciência Negra: Museu Afro Brasil tem programação especial

    No mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra, o Museu Afro Brasil preparou um conjunto de atividades que atravessarão a Semana de ponta a ponta. Entre o aniversário de Emanoel Araújo, dia 15, e o sábado, 21 de novembro, a instituição promoverá lives, oficinas, visitas online mediadas e a abertura da exposição Melvin Edwards – o escultor da resistência, que traz ao Brasil obras de um dos principais nomes da arte contemporânea. O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Museu Afro Brasil, promoverá, entre os dias 15 e 21 de novembro de 2020, a Semana da Consciência Negra do Museu Afro Brasil, conjunto de eventos online que buscam refletir, difundir e valorizar temas relacionados à cultura afro-brasileira. Com uma programação elaborada para o ambiente virtual, a Semana será aberta no domingo, 15, com a ...

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    Arquivo Pessoal

    Quilombo: A Arte da Memória Negra sobre Palmares

    Uma das máximas do pensamento de Beatriz Nascimento é a de que os quilombos exerceram um papel fundamental na construção da consciência histórica da população africana e seus descendentes no Brasil. Assim, as memórias sobre as experiências quilombolas foram constantes durante e após o período da escravidão. Advindos de tradicionais culturas orais, os povos africanos e seus descendentes encontraram possibilidades de memorização corporal. Suas expressões e formas de ser, viver e relacionar-se foram reatualizadas e incorporadas em diversas práticas culturais. Essas expressões de comunicação são locais privilegiados para o entendimento do processo de transformação histórico-social das culturas africanas no Brasil e em outras regiões da América e do Caribe. A manifestação de temática quilombola surgida nas Alagoas de fins do século XVIII, o quilombo, é uma delas. Realizada em cidades e zonas rurais em tempos de festas natalinas e nas celebrações de irmandades como a de Nossa Senhora do Rosário, ...

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    Imagens: divulgação. Na foto: Ebomi Cici.

    Oficinas Culturais propõem atividades dedicadas ao mês da Consciência Negra

    As Oficinas Culturais, uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciadas pela Poiesis, possuem diversas atividades on-line e gratuitas em homenagem ao dia da Consciência Negra, que faz referência à morte de Zumbi dos Palmares no dia 20 de novembro de 1695. A programação convida o público a refletir sobre a data com bate-papos, oficinas e workshop. A live Arte em Diáspora: Experiências Guinée Connakry, Tunisia e Brasil tem como objetivo discutir sobre as estratégias que os artistas convidados encontram para dialogar com as imagens e visões de África, seja para questionar significados já consolidados, ou mesmo, para analisar velhos estereótipos advindos do racismo epistemológico que hierarquiza saberes, pessoas e países. O encontro será com a cantora, bailarina e compositora da Guinée Conacri, Fanta Kanotê e com o poeta, pintor, ator-dançarino e diretor Benjamin Abras, brasileiro que reside em Tunes (TUN). A live ...

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    “Eu nasci e me criei aqui”: o processo de reconhecimento do território quilombola do Vale do Iguape

    “Organizem-se, é em legítima defesa, porque não há mais limite para a violência racista”. Inicio esta abordagem sobre o processo de reconhecimento do território quilombola do Vale do Iguape, trazendo à baila a convocação feita por Sueli Carneiro no FestiPoa Literária-2019, momento no qual a filósofa chamou atenção para a importância das organizações negras no combate ao racismo, que estrutura a sociedade brasileira.  Mapa das Comunidades do Vale Iguape. Acervo particular de Ivan Faria. O Vale do Iguape é uma microrregião pertencente ao município de Cachoeira no Recôncavo da Bahia, composta por 18 comunidades quilombolas que se constituíram em espaços de antigos engenhos de açúcar da Freguesia de São Thiago do Iguape. Defendo, a partir das premissas lançadas pelo historiador Walter Fraga Filho, que as comunidades dessa região são frutos de um dos sentidos de liberdade acionados pela população egressa do cativeiro – a permanência! Continuar ...

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    Novembro, mês da Consciência Negra, e a rede dos Historiadorxs Negrxs promove jornada para pensar os 18 anos da Lei 10639/03

    Em janeiro de 2003, foi promulgada a Lei Federal n. 10.639, instituindo a obrigatoriedade do ensino de História da África e da Cultura Afro-Brasileira e Africana nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio. Em janeiro de 2021, a legislação completará 18 anos. Atingirá a maioridade. E também já nos deixa um legado de experiências e perspectivas para sua defesa e ampliação. Temos diante de nós um debate profícuo. Fato marcante e desafiador na história da educação e na luta antirracista no Brasil, a implementação da lei será objeto de reflexão da Jornada do Novembro Negro: legados e perspectivas da lei 10.639/03, que ocorrerá nos 4, 5 e 6 de novembro de 2020, antecipando a celebração do aniversário. Organizado pela Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros (HistoriadorXs NegrXs), o evento promoverá reflexões sobre os desafios epistemológicos relacionados ao ensino de História da África e Cultura Afro Brasileira, além de relatos ...

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    1° Novembro Negro da OAB SP: Identidade, Memória e Resistência

    O primeiro Novembro Negro da OAB-SP se inicia em 03/11/2020, às 19:00, discutindo as epistemologias negras e pautando conhecimento e identidade negra na Advocacia e na Academia em geral, tratando o pensamento crítico nas perspectivas de racialidades, e mergulhando nas origens institucionais da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP. Não perca! DESCRIÇÃO DO EVENTO Programação: Eixo 1 - Conhecimento e Identidade Painel 1 - Epistemologias Negras: Intelectualidade e Pensamento Crítico Data: 03/11 - horário: 19:00 às 21:00 Abertura: Dr. Caio Augusto Silva dos Santos Presidente da OAB SP Expositoras: Dra. Amarílis Costa Advogada. Mestra em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo – USP. Presidente da Comissão de Graduação, Pós Graduação e Pesquisa da OAB-SP. Presidente da Comissão de Igualdade Racial da Subseção do Tatuapé da OAB-SP. Integrante do Conselho Municipal de Políticas para Mulheres de São Paulo. Membra da Rede Feminista de Juristas. Membra da Secretaria Executiva das Comissões ...

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    Líderes negras abalam as estruturas do racismo

    No Dia da Consciência Negra, conheça 10 profissionais que, contra as estatísticas, furaram a bolha do preconceito e se destacaram em suas áreas Por Nayara Fernandes e Deborah Bresser, Do R7 (Foto: reprodução Instagram @nichollekobi ) Elas são médicas, educadoras, empreendedoras sociais, advogadas, empresárias e negras que, para concretizar suas maiores ambições, tiveram de driblar as estruturas de gênero e raça que mostram um Brasil que nem todos querem ver. Um país onde 56% da população é autodeclarada preta e parda e constitui a maior parcela da força de trabalho. Desse contingente, mais de 60% é composto de trabalhadores desocupados ou subutilizados. Quando se trata das mulheres negras, o cenário é ainda mais desfavorável. Elas têm 50% mais chances de ficarem desempregadas (Ipea) e ganham 58 centavos para cada real que entra no bolso de mulheres brancas. Mesmo contra todas as estatísticas, a população negra movimenta, ...

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    Fonte: José Thomaz da Porciuncula, Relatório com que o Exmo Im. Dr. Thomaz da Porciuncula passou à Administração do Estado em 7 de Julho de 1890, 1890, p. 6.

    O massacre de 17 de novembro: Sobre raça e a república no Brasil

    Uma história política marcada pelo imaginário da raça é, antes de mais nada, uma história feita de silêncios, datas rasuradas, registros incompletos, apagamentos e cesuras que constituem a luta simbólica pelas formas de imaginar uma comunidade e estabelecer a sua memória coletiva. A narrativa oficial acerca da Proclamação da República no Brasil em 15 de novembro de 1889, em particular, a forma como a participação ou não da gente comum é retratada, e a insistência em tomar cidades como Rio de Janeiro e São Paulo qual metonímias explicativas sobre o que se passou em todo país muito nos têm ensinado a esquecer. Uma das imagens mais recorrentes acerca da instauração do regime republicano entre nós é aquela do povo bestializado, apático, sem tomar posição alguma frente ao golpe de Estado que encerrou o longo reinado de d. Pedro II. Se por um lado tal imagem denuncia o teor palaciano, antidemocrático, ...

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    O ‘novembrismo’ da mídia

    Cobertura do mês da Consciência Negra mostra quão racista somos e precisa ser ampliada Por Flavia Lima, Da Folha de S.Paulo Carvall Na grande imprensa, o mês da Consciência Negra se consolidou como o período de se divulgarem dados sobre desigualdade entre negros e brancos. O "novembrismo" não é necessariamente ruim, mas a concentração dos temas na ocasião traz frustração para quem gostaria de se ver representado e de ter seus problemas discutidos o ano todo. Ao mesmo tempo, é um período em que se dá grande visibilidade aos mecanismos de exclusão da sociedade brasileira. Com a ajuda de órgãos oficiais de pesquisa e universidades, dados sobre a inserção dos negros em diferentes áreas mostram de forma eloquente quão racista somos. Num histórico rápido da relação entre a população negra e a imprensa, é possível dizer que os negros passaram a maior parte do século 20 ...

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    Novembro Negro na UFMG para aquilombar-se nas lutas

    Unegro Minas participa das atividades do Novembro negro na UFMG. Confira detalhes e programação Por Renata Valentim, do Vermelho  Divulgação Na edição de 2019, o Novembro Negro da UFMG convida todas (os) para construção de uma sociedade antirracista, justa e equânime, principalmente para mobilizar-se contra o conjunto de desvalorização das políticas públicas do governo Bolsonaro. Com o tema “Aquilombar-se em tempos de luta” a proposta da juventude negra da UFMG é resgatar o saberes e a força de nossos antepassados para que possamos resistir aos tempos difíceis. Nesse sentido, “Aquilombar-se” representa uma postura ativa de cada indivíduo que se posiciona política e socialmente buscando o rompimento de uma estrutura opressora, racista, patriarcal. Além do que, é um convite para descolonizar o pensamento, reconhecer as mazelas de um passado escravocrata e, sobretudo, mirar em uma postura efetiva de combate ao racismo e à opressão capitalista. Neste sentido, ...

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