terça-feira, novembro 24, 2020

    Tag: racismo estrutural

    Foto: Adobe Stock

    Preta de alma embranquecida

    Ando pesquisando sobre a negritude e a resistência é a máxima possível, estou à dias lendo artigos, vendo vídeos, trabalhos, teses, dissertações, recolhendo material, mas à medida em que vou lendo vou me confrontando com a Europa que habita em mim. Quarentena, em casa, lugar onde eu sou eu. As discussões com minha mãe aumentaram, confrontos com quem sou para o outro, o mais próximo de mim possível. Como em um espelho a minha mãe me confronta sobre convivência, o quanto que não sei viver com o outro, o quanto que em um mesmo espaço quero ser eu somente. No mesmo momento em que leio sobre filosofia africana, onde relata que o eu só existe a partir do outro, viver em comunhão, no sócio de fato, escuto de cientistas pretas falando sobre a individualidade trazida da Europa para a nossa sociedade. Em uma tentativa de reconexão comigo, com África me ...

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    Adobe

    Racismo não é desculpável, é crime

    Recentemente eu estava divagando por uma dessas redes sociais e recebi um meme que fazia a seguinte provocação "Se uma pessoa do século XVIII viajasse no tempo e chegasse na sua casa hoje, o que seria mais difícil de explicar para ela?". Rapidamente comecei a fazer conexões, mas não cheguei a pensar em nada específico até que ao olhar as respostas alheias reconheci uma que seria igualmente difícil para mim, vamos a resposta "Seria difícil explicar que temos todo o conhecimento das sociedades em um dispositivo que cabe na palma das mãos e o utilizamos para discutir com as pessoas e assistir vídeo de gatinhos fofos". Embora eu não seja muito fã dos felinos, me reconheci na segunda parte da resposta, afinal, se alguém saiu ileso das brigas nos últimos dois caóticos anos políticos, por favor se apresente. Enfim, o meme cumpriu sua função e foi bem divertido, mas não ...

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    'Eu não estava no ato', escreve a modelo Bárbara Querino, que diz ter sido condenada injustamente por um crime que não cometeu — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

    Modelo Babiy Querino faz campanha para ajudar favelas e presos durante pandemia de coronavírus em São Paulo

    Babiy usa máscara para angariar mantimentos para população carente e para presos em São Paulo durante pandemia — Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Absolvida recentemente de um roubo que nega ter cometido, a modelo e dançarina Babiy Querino, de 22 anos, está usando máscara atualmente para sair de casa e ajudar pessoas carentes da comunidade onde mora e também presos e presas durante a pandemia de coronavírus em São Paulo. “A mobilização em torno de mim ajudou na minha absolvição”, diz Babiy ao G1 sobre coletivos negros e artistas que acreditaram na inocência dela e pediram sua liberdade nas redes sociais. “Agora estou retribuindo isso participando de uma arrecadação de mantimentos para quem está passando por dificuldades na favela e dentro das prisões por causa dessa doença”, fala a jovem sobre os projetos que participa: o do Bloco do Beco, no Jardim Ibirapuera, Zona Sul, e o Vidas ...

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    Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida, em Manaus. Foto: Alex Pazuello/Semcom

    O racismo estrutural na crise do Coronavírus é visível quando ser negro(a) é o suficiente para estar dentro do grupo de risco

    Nossa defesa histórica da importância da construção de políticas públicas afirmativas (mulheres, negros e negras, indígenas, idosos, juventude, entre outros), a partir da compreensão de que as desigualdades sociais afetam distintamente cada grupo social, comprova-se, nesta conjuntura, ser fundamental. Isso porque, apesar do Coronavírus ser uma ameaça humanitária global, a possibilidade de sua propagação afeta mais suscetivelmente uns do que outros. Portanto, se “em tempos normais” as políticas públicas específicas são ferramentas necessárias contra as desigualdades sociais, em época de pandemia, é dever do Estado construir ações governamentais conforme as necessidades impostas por uma sociedade diversificada e plural pelas quais as nossas são formadas. A população negra é um dos grupos mais vulneráveis com a pandemia do coronavirus. Dados do jornal americano The New York Time, nos EUA, informam que as taxas de contaminações e mortes pelo COVID-19 são muito maiores em afro-americanos. Na Espanha, em Madri, coletivos de imigrantes ...

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    Coronavírus — Foto: Getty Images/BBC

    CPFs negros importam? Racismo estrutural e políticas públicas no contexto da COVID-19

    ALEXSANDRO SANTOS, pós-doutorando em Administração Pública e Governo (FGV EAESP), Diretor-Presidente da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e Coordenador do curso de Pedagogia da FEDUC. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) ANA CAROLINA NUNES, doutoranda em Administração Pública e Governo (FGV EAESP). Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) EDNEIA GONÇALVES, socióloga (FESP-SP), e coordenadora executiva da Ação Educativa MORGANA G. Martins Krieger. Doutora em Administração Pública e Governo (FGV EAESP) Os dados do boletim epidemiológico quinzenal sobre a Pandemia de COVID-19, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, publicado em 30 de abril, apontam que as taxas de mortalidade associadas ao diagnóstico de COVID-19 na capital apresentam uma distribuição racial desigual na população. Na população branca, essa taxa é de 9,67%; na população parda, a taxa sobe para 11,88% e, na população preta, a taxa alcança escandalosos 15,64%. Traduzindo de modo ...

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    (GETTY IMAGES)

    Racismo estrutural: a banalização da expressão nas redes sociais

    A ideia de liberdade é inspiradora. Mas o que isso significa? Se você é livre em um sentido político, mas não tem comida, o que é isso? A liberdade de morrer de fome?                                                                               − Angela Davis Os debates nas redes sociais sobre política, esportes, músicas, reality shows, entre outros assuntos, têm sido bastante calorosos e um campo abundante para o envolvimento das questões raciais. Em partes é muito interessante, já que nos deparamos com inúmeros pontos de vista que podem ajudar a formar nossas próprias opiniões.  Nesses últimos tempos, o racismo tem ganhado maior dimensão, escancarando a influência no modo de vida social. Por exemplo, a visibilidade das ocorrências de manifestações racistas nos estádios de futebol. Na música e no cinema observamos artistas negros sendo objetificados e hipersexualizados. Em programas de TV, estigmas e estereótipos continuam nos atingindo. Nos espaços de poder, a ausência de pessoas negras segue demonstrando a ...

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    (Créditos da imagem: Jornal A Imprensa, 19/08/1913)

    Onde estão nossos médicos negros? A história de um filho e neto de escravizados que se tornou médico

    Quantos vezes você já se consultou com um médico negro? Uma visita as fotos de formatura nas paredes dos cursos de Medicina no Brasil é mais uma evidência do racismo estrutural, um dos legados da escravidão por aqui.  Por Alexandra Lima da Silva, enviado para o Portal Geledés  (Créditos da imagem: Jornal A Imprensa, 19/08/1913) Num país em que a maioria da população se autodeclara negra, é violento e doloroso constatar que o direito a uma formação para salvar vidas é também um privilégio, assim como o direito de viver.  Neste país de maioria negra, a existência de médicos negros acaba se tornando uma exceção, quando deveria ser a regra. Por isso, é importante dar visibilidade a experiência de médicos negros no Brasil, e compreender as estratégias de enfrentamento do racismo empreendidas por tais sujeitos.  Israel Antônio Soares Junior tinha acabado de se formar médico, quando, faleceu aos ...

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    Foto: Marcello Casal Jr/Arq/Ag Brasil/Ilust)

    Pandemia: racismo estrutural e o silêncio na imprensa

    Chega um momento em que o silêncio é traição. (Martin Luther King Jr.) Por Ricardo Alexandre Correa, do Carta Campinas Foto: Marcello Casal Jr/Arq/Ag Brasil/Ilust) Nestes tempos de pandemia, a preocupação com a propagação da Covid-19 tem feito com que vários especialistas, governantes e jornalistas discutam, diariamente, na imprensa, medidas para não colapsar o sistema de saúde brasileiro, visando à diminuição da propagação do vírus, e políticas para amparar as famílias atingidas com o isolamento social. No caso desta demanda, não me lembro de ter presenciado tamanha preocupação com a pobreza como está sendo agora. Isto é ótimo, contudo, tenho ressalvas com a maneira que estão conduzindo a discussão. Não há abordagem das questões raciais como elemento fundamental na pobreza da população, sendo que a premissa do debate deveria ser o reconhecimento de que os mais desfavorecidos, economicamente, têm a pele negra.1 O racismo estrutural atinge ...

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    Divulgação/OAB

    O necessário combate ao racismo estrutural é tema do Jornal da Advocacia

    A luta fundamental em prol da participação democrática na busca do reconhecimento, justiça social e desenvolvimento está na edição especial do Jornal da Advocacia. A publicação apresenta realizações e esforços empreendidos pela diretoria da gestão da Ordem paulista e de suas Comissões temáticas no combate ao racismo estrutural. No OAB Divulgação/OAB O cenário de desigualdades foi destaque de recente estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). De acordo com o panorama levantado, a população Negra, que corresponde a quase 60% dos brasileiros, tem níveis bem inferiores de conquistas quando se trata de distribuição de renda, ingresso no mercado de trabalho e educação. Na mesma linha, pretos e pardos são as principais vítimas da violência e ocupam apenas 24,4% da representação na atual formação da Câmara Federal. Na entrevista sobre o tema, a pesquisadora e especialista Ísis Aparecida Conceição aponta políticas necessárias para o combate ...

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    Babu Santana interpretou Tim Maia Imagem: Reprodução/Instagram

    Assaltante, capanga: personagens de Babu mostram racismo na TV e no cinema

    Assaltante, bêbado, arrombador, capanga. Esses são alguns dos personagens atribuídos ao ator e cantor Alexandre da Silva Santana, o Babu, em novelas, filmes e séries em que ele trabalhou. Babu, que está no "Big Brother Brasil", ganhou duas vezes o Prêmio Grande Otelo (melhor ator coadjuvante e melhor ator), um dos mais prestigiados do cinema brasileiro. Por Kelly Ribeiro, do UOL Babu Santana interpretou Tim MaiaImagem: Reprodução/Instagram A forma como ele foi creditado em grande parte de seus papéis chamou a atenção da internet e levantou o debate sobre como atores negros ainda são postos dentro de estereótipos raciais, mesmo que já tenham alçado certo prestígio na carreira, como é o caso de Babu. O ator de 40 anos cresceu no Morro do Vidigal, na zona sul carioca, onde deu início à carreira, no Grupo de Teatro Nós do Morro, em 1997. Antes disso, já tinha ...

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    Silvio de Almeida / Divulgação

    Série sobre Marielle: professor Silvio Almeida dá aula de racismo estrutural para Antonia Pellegrino

    "Ao tomar consciência da dimensão estrutural do racismo, a responsabilidade dos indivíduos e das instituições aumenta e não diminui", aponta o autor do livro Racismo Estrutural Na Revista Fórum Silvio de Almeida / Divulgação O professor Silvio Almeida, doutor em direito pela USP e presidente do Instituto Luiz Gama, fez uma sequência de tuítes na noite deste domingo (8) apontando que a polêmica declaração da roteirista Antonia Pellegrino, autora de série sobre Marielle Franco, perpetua racismo estrutural. Pellegrino causou polêmica por escolher o diretor José Padilha para trabalhar na série e pela justificativa que apresentou: de que não escolheu um negro porque não existe um Spike Lee brasileiro devido ao racismo estrutural. Almeida, autor do livro Racismo Estrutural (Editora Polen) da coleção Feminismos Plurais de Djamila Ribeiro, rebateu a justificativa da roteirista. “Ao tomar consciência da dimensão estrutural do racismo, a responsabilidade dos indivíduos e das ...

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    As considerações aqui tecidas buscam estreitar as trocas com as forças negras da sociedade brasileira e abrir interlocuções com organizações pan-africanas - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Racismo Estrutural: Onde fica o Direito?

    A ausência negra na prática da advocacia diz muito sobre a institucionalidade branca Por Vera Lúcia Santana Araújo, do Brasil de Fato  As considerações aqui tecidas buscam estreitar as trocas com as forças negras da sociedade brasileira e abrir interlocuções com organizações pan-africanas - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil “Uma história de vozes torturadas, línguas rompidas, idiomas impostos, discursos impedidos e dos muitos lugares que não podíamos entrar, tampouco permanecer para falar com nossas vozes”. A provocação trazida é da Introdução de Grada Kilomba, psicanalista, escritora, artista interdisciplinar portuguesa, em sua obra Memórias da Plantação – episódios de racismo cotidiano, e, em curtíssima síntese, podemos asseverar que bem expressa a sólida base do racismo estrutural, processo sistêmico, construído e retroalimentado para conferir privilégios a certos e determinados estratos das gentes, promovendo artificial divisão humana. É histórica a construção de hierarquias sociais através da instituição de critérios que ...

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    Reprodução/SporTV

    Comentarista do SporTV dá uma aula do que é racismo: “a gente olha aqui pra nossa redação e é um mar branco”

    Júlio de Oliveira criticou a falta de espaço de negros na imprensa brasileira Da Revista Fórum  Reprodução/SporTV Diante de um final de semana marcado por diferentes casos de racismo no futebol ao redor do mundo, o narrador do canal SporTV, Júlio de Oliveira, comentou os episódios, nos quais jogadores e trabalhadores foram xingados por torcedores devido à cor de pele. O jornalista também fez uma análise da imprensa esportiva brasileira e da própria empresa que trabalha. “Incomoda porque você vê brancos discutindo assuntos de negros. Exatamente pela falta de representatividade de números de negros participando. Se olha para nossa redação é um mar branco”, comentou Oliveira. Neste final de semana, o atacante Taison, que joga no Shaktar Donestk, da Ucrânia, foi ofendido por torcedores adversários em jogo válido pelo campeonato ucraniano. No Brasil, torcedores do Atlético-MG cuspiram e atacaram verbalmente com insultos raciais um segurança que ...

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    Alberto Lima.

    Artigo: Abuso de autoridade o autoridades abusiva

    Processos que vitimizam negros têm alto grau de conivência do Ministério Público Por David Santos e Hélio Santos, do O Globo  Hélio Santos (Foto: Alberto Lima/Reprodução/Facebook) O projeto 7956/2017 — aprovado por unanimidade na Câmara e no Senado — nada mais é do que retomar princípios constitucionais que historicamente foram e são negados aos pretos, pobres e prostitutas. Ter medo dele é dizer que não quer valorizar este importante pedaço da Constituição Cidadã. Poucas vezes vimos no Congresso um projeto que tão bem se encaixa na demanda e no clamor históricos dos que desejam uma sociedade justa e autoridades sujeitas ao princípio da legalidade. Tivemos a escravidão mais longa do Hemisfério Ocidental, cerca de 350 anos — o que vem a ser a matriz da profunda desigualdade brasileira. Portanto, quando procuradores, juízes e policiais clamam pelo veto da lei que pune o abuso de autoridades que ...

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    Racismo na era digital é um dos temas da Conferência Ethos 360º

    O que ou quem controlará os algoritmos: o racismo estrutural e institucional na era digital? Esse é um dos temas em debate na Conferência Ethos 360°, que acontecerá dias 3 e 4 de setembro, em São Paulo. I O objetivo do painel é  entender como os algoritmos, as plataformas digitais, mídias sociais, aplicativos e inteligência artificial reproduzem e intensificam o racismo e discriminações nas sociedades, à medida em que são usados por empresas privadas e instituições públicas para a tomada de decisões relevantes e podem propagar distorções em larga escala e em ritmo acelerado. Essa é uma das pautas de Direitos Humanos que a Conferência Ethos 360º vai discutir com especialistas, buscando detectar riscos reais e solucionar erros discriminatórios. O mundo é digital. Segundo o relatório We are social 2019, do Hootsuite, no Brasil há 140 milhões de usuários ativos sociais, 66% da população, de que ...

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    “Pensar como um negro significa defender uma forma específica de interpretar a Constituição” diz Adilson José Moreira

    Quando era menino, o advogado e professor doutor em Direito Constitucional Comparado pela Universidade de Harvard, Adilson José Moreira, gostava de ouvir os casos contados pelo pai mineiro, um homem que estudou apenas por quatro anos. Ao crescer, percebeu que era filho de uma pessoa com imenso poder analítico e que se não fossem as experiências discriminatórias, ele teria ido muito mais longe. A figura paterna foi relevante para Moreira abordar em seus trabalhos a discussão sobre a exclusão racial. Em mais uma obra que trata com afinco a desconstrução de práticas racistas no país, Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica, (editora ContraCorrente). O livro articula histórias pessoais e análises teóricas para propor uma perspectiva específica de interpretação da igualdade de status entre grupos sociais. Neste livro, como conta à coluna Geledés no debate, o jurista defende que para uma verdadeira transformação do país, é necessário conhecer como ...

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    Foto- Pablo Jacob : Agência O Globo

    Racismo estrutural: Desemprego entre negros é maior que a média nacional

    A taxa de desemprego entre os que se declararam brancos (10,2%) ficou abaixo da média nacional (12,7%) no primeiro trimestre deste ano. Enquanto isso, entre as taxas entre pretos (16%) e pardos (14,5%) – categorias usadas pelo IBGE que dizem respeito à população negra – ficaram acima. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua, divulgados nesta quinta (16). por Leonardo Sakamoto no Blog do Sakamoto Foto- Pablo Jacob : Agência O Globo }[po9ytrewa Isso lembra o óbvio, mas que deve ser recuperado sempre que possível: a crise econômica é especialmente dura contra a população negra por esse grupo ser o mais vulnerável, fruto de uma inclusão socioeconômica que nunca se concretizou desde a abolição. Por conta disso, negros contam com uma grande participação de trabalhadores em atividades com baixa qualificação profissional e sentiram especialmente o fechamento de vagas para operários da construção civil e em indústrias. De acordo com ...

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    Entenda o que é RACISMO ESTRUTURAL!

    O racismo no Brasil não é à toa. É estrutural. O Brasil foi o último país do continente americano a abolir a escravidão. Até 130 anos, os negros traficados eram mantidos em condições subumanas de trabalho, sem remuneração e debaixo de açoite. Do Canal Preto  Quando, no papel, a escravidão foi abolida, em 1888, nenhum direito foi garantido aos negros. Sem acesso à terra e a qualquer tipo de indenização ou reparo por tanto tempo de trabalho forçado, muitos permaneciam nas fazendas em que trabalhavam ou tinham como destino o trabalho pesado e informal. As condições subumanas não se extinguiram. Maria Sylvia, presidente do portal Geledés, e Helena Teodoro, voluntária Instituto de Filosofia e Ciência Sociais - IFCS, explicam como o racismo se estruturou no Brasil, durante e após a escravidão, e como a imagem do negro foi associada à vadiagem, ao subalterno, ao sujo. Não à toa, as tarefas ...

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    Coletivos convocam atos de apoio à advogada Valéria Santos neste domingo em SP

    No próximo domingo, 23/9, os coletivos As Pretas e Four P. Engagement promovem o “Ato por Valéria Santos” na Avenida Paulista. O ponto de encontro da manifestação será em frente ao prédio do MASP, próximo à estação de metrô Trianon, a partir das 13h. Por Douglas Belchior no Negro Belchior Durante uma audiência no 3º Juizado Especial Cível, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, a advogada Valéria Santos solicitou um recurso de defesa à sua cliente, que é garantido por lei, mas foi desatendida pela juíza Ethel Vasconcelos. Arbitrariamente, a advogada foi algemada a e retirada da sala à força por policiais. A situação, não por coincidência vivida por uma mulher negra, gerou revolta na população que também pede uma reparação judicial rápida e assertiva à Valéria. Segundo Janaína Sampaio, integrante do coletivo As Pretas, fazer um ato, a favor ou contra algo, é mostrar sua opinião de forma ...

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    Adilson J. Moreira explica porque discutir gênero e raça no caso da advogada detida durante audiência

    Na última segunda-feira (11), Valéria dos Santos, advogada negra e carioca realizava a uma audiência no 3º Juizado Especial Cível de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, quando foi detida após exigir a leitura da contestação do processo que atuava. Por Gabriel Prado Do Justificando Andre Zanardo/Justificando Sob a ordem da juíza leiga e a passividade dos demais colegas de profissão, Valéria foi algemada e arrastada para fora da sala de audiência sem que a defesa de sua cliente fosse apreciada. O professor Adilson José Moreira, doutor em Direito Constitucional Comparado pela Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, explicou ao Justificando que “a atuação dessa juíza ao chamar um policial para tratar da mulher negra é o tipo específico e comum de como pessoas brancas tratam pessoas negras, ou seja, o tratamento que a pessoa negra deve ter sempre é um caso de polícia.” Em meio à ...

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