quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: Zumbi dos Palmares

    Sérgio São Bernardo (Foto: Amanda Oliveira/GOVBA)

    Zumbi, Gardel e Ban Ki-Moon

    O Tango conhecido na voz romântica e triste de Carlos Gardel, ao expressar uma das facetas do povo argentino e do mundo europeu, tem recebido substanciais pesquisas que atestam as influências da musicalidade afro-americana em sua formação. O reconhecimento de que as danças e as canções africanas nas Américas moldaram aquilo que denominou-se de Tango é um dado irrecusável. O Tango é negro! Esta é mais uma justiça histórica a favor das civilizações que formaram o mundo como o conhecemos. A dança corporal que comunica entrelaçamentos e desejos, é a dança da aproximação, do toque e do convívio. A música e a poesia navegam melancolicamente na dança da sedução e do compartilhamento. È isso que significava o Tango para os africanos na América. No baile dos negros dançava-se Milonga como se fosse Tango, como nos diz Roberto Selles no livro "A história do Tango – La Milonga. Muito se festejava ...

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    Zumbi dos Palmares (Foto: Wikimedia Commons)

    Lista de municípios que decretaram feriado no dia 20 de novembro

    O Dia da Consciência Negra é comemorado no Brasil no dia 20 de novembro e em 1.260 cidades foram aprovadas leis decretando feriado nesta data que lembra a morte de Zumbi dos Palmares, escravo que virou símbolo da luta do povo negro contra a escravidão ao liderar o Quilombo dos Palmares, em Pernambuco. Confira no final da matéria onde é feriado em 20 de novembro. Zumbi morreu enquanto defendia a sua comunidade e lutava pelos direitos do seu povo. O dia 20 de Novembro foi incluído em 2003 no calendário escolar nacional. Mas, somente em 2011, a então presidenta Dilma Rousseff (PT) sancionou a Lei 12.519 que instituiu oficialmente a data como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Cada estado ou cidade brasileira tem de aprovar uma lei regulamentando o feriado cujo objetivo é fazer uma reflexão sobre a luta do povo negro, em especial neste momento ...

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    Representação de Dandara (Foto: Jarid Arraes/Divulgação)

    Dandara: A Face Feminina de Palmares

    "Eu quero uma história nova Não este conto de fadas brancas e ordinárias Donas de nossas façanhas Eu quero um direito antigo Engavetado em discursos Contidos, paliativos (Cheios de maçãs e pêras) Bordados de culpas e crimes Eu quero de volta, de pronto As chaves dessa gaveta Por arquivos trancafiados Onde jazem meus heróis Uma "nova" história velha Cheia de fadas beiçudas Fazendo auê, algazarras Com argolas nas orelhas, De cabelos pixaim Engasgando príncipes brancos Com talos de abacaxi". Durante os quase quatro séculos de escravidão negra no Brasil, a luta do povo negro e sua resistência sofreu tentativas sucessivas de serem apagadas das páginas da história oficial das elites. Renomados intelectuais como o Pernambucano Gilberto Freyre, em sua famosa obra "Casa Grande & Senzala" que ressalta a importância da miscigenação no Brasil, porém criou mitos como a "democracia racial", ou seja, a errônea idéia de que no Brasil não ...

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    Representação de Dandara (Foto: Jarid Arraes/Divulgação)

    Dandara: esposa, mãe e guerreira

    Herói negro conhecido pela luta contra a opressão negra no Brasil, Zumbi dos Palmares é lembrado por sua luta e sua coragem no Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo sábado. Diz a sabedoria popular que por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher. Prefiro dizer "ao lado", mas o fato é que com Zumbi não foi diferente. Esposa de Zumbi e mãe de seus três filhos, Dandara foi muito além do papel de esposa, se tornando uma verdadeira guerreira. Conforme informações do professor de história Kleber Henrique, no blog Cuca Livre, Dandara, como todos no quilombo, plantava, trabalhava na produção de farinha de mandioca, aprendeu a caçar, e, além disso, aprendeu a lutar capoeira, empunhar armas e liderou as falanges femininas do exército palmarino. Dandara participou de todos os ataques e defesas da resistência de Palmares e não tinha limites para defender a liberdade e a segurança ...

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    dandara

    Plano de aula: O Diário de Dandara

    Plano de aula: O Diário de Dandara. Obra de Cláudia Lins e Elis Lopes leva crianças e adolescentes a conhecer - e se envolver - com as raízes africanas e a diversidade cultural. “Quando completa 13 anos, Dandara ganha da mãe um diário. O presente chega ao mesmo tempo que uma porção de novidades em sua vida. Uma delas é a mudança da bisavó Ayodele, que veio do Quilombo para morar uns tempos na cidade de Maceió. Junto com a bisa veio também a arca da família, um baú de estimação, recheado de segredos. Nele a adolescente vai descobrir incríveis histórias sobre o passado de seus ancestrais dos povos Banto e Iorubá, e lendas africanas, como a da árvore mágica que espalhou suas sementes pelo mundo, até vir parar em solo alagoano”. É com esse enredo criativo e cheio de conexões africanas, que as autoras Claudia Lins e Elis Lopes revelam ...

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    Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

    Semana da Consciência Negra da Carris

    No próximo dia 5, o Núcleo Povo Negro Carris fará o lançamento da 20ª Semana da Consciência Negra de Porto Alegre (Secon 2010), na sede social da Companhia, localizada na rua Albion, bairro Partenon. O evento contará com a presença do diretor-presidente da companhia, João Pancinha, e de líderes do movimento negro. O tema deste ano homenageia o líder da revolta da Chibata, João Cândido, e leva o nome de “João Cândido Felisberto, 100 anos de luta por justiça”. As oficinas e palestras serão realizadas nos dias 5, 8, 9, 10, 11 e 12 de novembro. Confira a seguir as atrações programadas para a USECarris: 05/11 (sexta-feira) 9h – Apresentação do filme Kiriku e a Feiticeira   15h – Solenidade de abertura com Babalorixás e Yalorixás / Apresentação do Núcleo Povo Negro Carris / Lançamento do ônibus Territórios Negros   08/11 (segunda-feira) 9h – Oficina de bonecos Orixás 13h – ...

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    Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

    Educação para as relações étnicorraciais: Seminário afro-brasileiro recebe resumos até dia 30 de outubro

    O 3º Seminário Nacional de Estudos de Histórias e Culturas Afro-brasileiras prorrogou o prazo para o recebimento de resumos. Agora, os interessados poderão enviar seus trabalhos até o próximo dia 30, segundo informou o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEAB-Í) da UEPB, que realiza o evento. A atividade ocorrerá de 16 a 19 de novembro, no Centro de Educação (CEDUC), em Campina Grande, sob a temática “Educação para as relações étnicorraciais”. O Seminário reunirá professores, pesquisadores, estudantes de graduação, militantes negros, pós-graduados, comunidades quilombolas, indígenas e de terreiros, a fim de debater estratégias educacionais para a implementação das leis federais que permeiam essa área cultural, a saber: Lei 10639/2003, que traz a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira em todos os estabelecimentos educacionais do país; e Lei 11/645/2008, que complementa a anterior, trazendo também a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Indígena no Brasil. Os interessados ...

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    QUILOMBO DOS PALMARES

    13 de Maio – A Resistência

    Os africanos escravizados no Brasil não demoraram muito para dar início aos movimentos resistência,  fuga e formação de acampamentos armados que, além de servirem de moradias, eram principalmente centros de resistência e contribuíram para o fim do trabalho escravo no país. Ainda no século 16, por volta de 1575, o Império já recebia notícias da movimentação de escravos fugitivos na Bahia. Inicialmente eles se reuniram no que se chamou de mocambo, espécie de acampamento militar e moradia dos negros de língua bantu da África Central e Centro-Ocidental.  Em 1588 foi publicado regimento que estabelecia “punição exemplar” para os fugitivos. Nos quase quatro séculos de escravidão no Brasil, houve grande enfrentamento de tropas do governo e perseguições determinadas pelos senhores dos escravos, que contavam com o trabalho dos capitães-do-mato.  As capitanias de Sergipe e da Bahia foram tomadas por mocambos no início do século 17. Na Paraíba, em 1691, se formou o Quilombo ...

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    Zumbi dos Palmares (Foto: Wikimedia Commons)

    Zumbi dos Palmares

    A palavra Zumbi, ou Zambi, vem do africano zumbi. Em quimbundo "nzumbi", significa, grosso modo, "duende". No Brasil, Zumbi significa fantasma que, segundo a crença popular afro-brasileira, vagueia pelas casas a altas horas da noite. • Mais ou menos em 1600: negros fugidos do trabalho escravo nos engenhos de açúcar, onde hoje são os estados de Pernambuco e Alagoas no Brasil, fundam na serra da Barriga o Quilombo dos Palmares. Os quilombos, eram povoados de resistência, seguiam os moldes organizacionais da república e recebiam escravos fugidos da opressão e tirania. Para muitos era a terra prometida, um lugar para fugir da escravidão. A população de Palmares em pouco tempo já contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções dos quilombos eram a subsistência e a proteção dos seus habitantes, e eram constantemente atacados por exércitos e milícias. • 1630: Começam as invasões holandesas no nordeste brasileiro, o que ...

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    Zumbi dos Palmares (Foto: Wikimedia Commons)

    Zumbi: historiografia e imagens

    Resumo A historiografia recente sobre o Quilombo dos Palmares apresenta duas vertentes principais. A primeira é composta por historiadores marxistas e vinculados aos movimentos de militância negra. O principal historiador desta corrente foi Décio Freitas, que publicou sua obra Palmares, em 1971 no Uruguai, traduzindo-a depois, em 1973, para o português. A outra vertente provêm das universidades. Estes estudos não possuem a pretensão de narrar a história total do Quilombo, mas de investigá-lo através de recortes temáticos e cronológicos sob as mais diversas linhas interpretativas e metodológicas, numa tentativa de transpor o silêncio e a limitação impostos pela documentação. Os trabalhos mais citados por esta vertente foram o artigo do brasilianista Stuart B. Schwartz e a coletânea Liberdade por um fio, organizada por João José Reis e Flavio dos Santos Gomes. Nestas obras estão os pressupostos que influenciaram a historiografia em fins do século XX e colaboraram para a formação ...

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    Zumbi dos Palmares (Foto: Wikimedia Commons)

    20 de Novembro: III Marcha Estadual Zumbi dos Palmares

    Porto Alegre, 28 de setembro de 2009. Ilmo (a) Senhor (a). Desde 2007, várias Entidades das Organizações Civis do Movimento Negro do Estado do RS, buscam visibilizar as lutas centenárias da Comunidade Negra Brasileira, através da Marcha Estadual Zumbi dos Palmares, a qual ocorrerá, Nacionalmente no dia 20 de novembro, data comemorativa da Consciência Negra. Entendendo o comprometimento Republicano desta Organização, no trato das demandas ligadas ao sentimento das organizações civis negras, vimos, pelo presente, convidá-lo a participar do Seminário de Lançamento da IIIª Marcha Estadual Zumbi dos Palmares, o qual será realizado no próximo dia 08 de outubro de 2009, às 14h, na Sala Maurício Cardoso, no 4° andar, da Assembléia Legislativa do Estado do RS. Ciente de podermos contar com apoio dessa Organização no engrandecimento desta data tão significativa, para o conjunto da sociedade Gaúcha e Brasileira, respeitosamente reiteramos nossos protestos de estima e consideração. Atenciosamente, Coordenação Estadual ...

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    Zumbi dos Palmares (Foto: Wikimedia Commons)

    Zumbi dos Palmares

    Cronologia • Mais ou menos em 1600: negros fugidos do trabalho escravo nos engenhos de açúcar, onde hoje são os estados de Pernambuco e Alagoas no Brasil, fundam na serra da Barriga o Quilombo dos Palmares. Os quilombos, eram povoados de resistência, seguiam os moldes organizacionais da república e recebiam escravos fugidos da opressão e tirania. Para muitos era a terra prometida, um lugar para fugir da escravidão. A população de Palmares em pouco tempo já contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções dos quilombos eram a subsistência e a proteção dos seus habitantes, e eram constantemente atacados por exércitos e milícias. • 1630: Começam as invasões holandesas no nordeste brasileiro, o que desorganiza a produção açucareira e facilita as fugas dos escravos. Em 1644, houve uma grande tentativa holandesa de aniquilar com o quilombo de Palmares, que como nas investidas portuguesas anteriores, foi repelida pelas defesas ...

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    Ilustração representando Ganga Zumba (Foto: Imagem retirada do site Toda Matéria)

    Ganga Zumba

    Ganga Zumba, ou Grande Senhor, foi o primeiro líder do Quilombo dos Palmares, governando entre 1670 e 1678. Foi o antecessor de seu sobrinho Zumbi. Sobre sua vida foi feito um filme homônimo, dirigido por Cacá Diegues e que contou com a participação do músico Cartola. História Ganga Zumba foi o primeiro líder do Quilombo dos Palmares, ou Janga Angolana, no atual estado de Alagoas, Brasil. Zumba era filho da princesa Aquatune e assumiu a posição de herdeiro do reino de Palmares e o título de Ganga Zumba. Apesar de alguns documentos portugueses lhe darem este nome e o traduzirem como "Grande Senhor", ele provavelmente não está correto. Entretanto, uma carta endereçada a ele pelo governador de Pernambuco em 1678, que se encontra hoje nos Arquivos da Universidade de Coimbra, chama-o de Ganazumba, que é a melhor tradução de Grande Lorde (em Kimbundu), e portanto o seu nome correto. Os ...

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    Clara Nunes e os tradicionais arranjos que usava na cabeça (Foto: Wilton Montenegro)

    Canto das três raças (1974)

    Composição: Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte Interpretação: Clara Nunes Música do LP "Clara" de 1974, de Clara Nunes. Nascida em 12/09/1942 na cidade de Caetanópolis MG, Clara desde cedo demonstrou muito gosto por música e canto. Venceu concursos de calouros e foi contratada pela Radio Inconfidência de Belo Horizonte. Trabalhou como cantora em boates, inclusive tendo como baixista Milton Nascimento. Em 1963 foi contratada pela TV Itacolomi apresentando o programa "Clara Nunes apresenta". Pelo seu grande sucesso, em 1965 foi para o Rio de Janeiro atuando em vários programas de TV, cantando vários gêneros de músicas. Em 1966 gravou seu primeiro LP, com predominência de sambas. Em 1968 gravou seu segundo LP "Você passa eu acho graça" mesmo nome da principal música; foi uma das melhores cantoras de samba fazendo muito sucesso em disco, rádio e TV. Seus discos de maior sucesso foram: "A beleza que canta", "Alvorecer", "Brasileiro ...

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    Ricardo Stuckert/Agência Brasil

    Plano de aula – Por que os heróis nunca são negros?

    Por que os heróis nunca são negros visa mostrar que existe um racismo velado no Brasil e que a imagem dos negros nos livros ainda é inferiorizada perante o branco. Aumentar a auto-estima dos alunos afro-descendentes, despertar a turma para a diversidade da raça humana e promover o respeito pelas diversas etnias. Tema: Preconceito racial Como chegar lá Faça um levantamento dos heróis e heroínas conhecidos pelo grupo. Provavelmente os de cor branca serão maioria. Em seguida apresente personagens negras de livros e filmes (como o desenho animado Kiriku e a Feiticeira, disponível em fita VHS) e pessoas notórias que sejam representadas de maneira positiva. Discuta os motivos dessa diferença, peça pesquisas em jornais e revistas que comprovem a discriminação Dica Não chegue com discurso pronto sobre o racismo. Deixe os alunos concluírem que o preconceito e a discriminação existem, sim, no Brasil e que precisam ser combatidos. Ao falar da ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    A carta da Princesa por Sueli Carneiro

    A televisão, em 30 de abril, divulgou o conteúdo de uma carta da princesa Isabel datada de 11 de agosto de 1889 endereçada ao visconde de Santa Victória. Nela se revelam os seus esforços e de seu pai, o imperador D. Pedro II, para prover condições dignas de sobrevivência e inserção da população ex-escrava na sociedade brasileira. O texto da princesa defende a indenização aos ex-escravos, a constituição de um fundo para a compra e doação de terras que lhes permitissem sobreviver e se inserir socialmente pela exploração agrária e pecuniária sustentada. Mas há coisas que só podem ocorrer no Brasil. A revelação de um documento histórico cujo conteúdo é de grande importância para milhões de brasileiros descendentes de escravos reduziu-se, na matéria produzida pela TV, a mera reatualização dos nossos antigos manuais didáticos que eram prenhes na reiteração do caráter benevolente da princesa por decretar a Abolição. Mais que ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    Em Legítima Defesa, por Sueli Carneiro

    Marcharemos em 16 de novembro próximo sobre Brasília em ato de indignação e protesto convocado pelo Movimento Negro Brasileiro. Por que o faremos? Por Sueli Carneiro, do Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Muitas são as razões que advêm de uma realidade inaceitável contra a qual a militância negra vem historicamente lutando e frente à qual as respostas do Estado permanecem insuficientes, exigindo permanente esforço de compreensão. Assim, contrato racial, biopoder e epistemicídio, por exemplo, são conceitos que se prestam como contribuição ao entendimento da perversidade do racismo.São marcos conceituais que balizaram a tese de doutorado que defendemos junto à USP em agosto passado sob o título "A construção do outro" como não-ser como fundamento do ser. Nela procuramos demonstrar a existência no Brasil de um contrato racial que sela um acordo de exclusão e/ou subalternização dos negros, no qual o epistemicídio cumpre função estratégica em conexão com a tecnologia do ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    Hoch lebe Zumbi dos Palmares, por Sueli Carneiro

    Não, caro leitor, não é o samba da crioula doida não. O título acima significa Viva Zumbi dos Palmares em alemão. Por: Sueli Carneiro no Correio Braziliense No ano passado escrevi nesta coluna que Zumbi cada vez mais se espraiava, ganhando o mundo e um reconhecimento que por muito tempo a história oficial lhe negou no Brasil.  Ei-lo agora em Berlim, provocando mais uma jornada cultural dos afro-brasileiros aqui residentes. E como em Palmares, e como também é de sua natureza e de sua história, eis Zumbi juntando comunidades, facilitando diálogos entre afro-brasileiros, afro-alemães, judeus, turcos, africanos, todos empenhados em construir pontes que permitam um agir em concerto na luta anti-racista. Sob a coordenação de Wagner Carvalho, um dos mais ativos agentes culturais afro-brasileiros aqui residente, e com o apoio da Werkstatt der Kulturen, (Oficina das Culturas) do Senado de Berlim e da Fundação Heinrich-Böll, realiza-se nesse momento o Blequitude ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    Valeu Zumbi! – Por: Sueli Carneiro

    Sempre que penso em Zumbi dos Palmares, reafirma-se a minha confiança na história, na capacidade do tempo de rever e recontar a história, em aliança com os seres humanos sinceramente empenhados na busca da verdade. Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Me lembro das incontáveis vezes em que a palavra zumbi era usada na minha infância para assustar as crianças travessas. E é admirável como de lá para cá a palavra vem sendo resignificada. Tornou-se nome próprio, tendo por sobrenome um território, Palmares, símbolo da resistência dos negros à escravidão. O "morto-vivo" levado para o imaginário popular através das versões oficialescas sobre a escravidão dá lugar ao escravo rebelde e libertário que exige o seu lugar na história, e ao fazê-lo revela uma outra narrativa. É o primeiro herói popular do Brasil, encarnando, contra o mito da passividade do negro, a luta da dignidade humana contra toda forma de opressão. ...

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    O matriarcado da miséria, por Sueli Carneiro

    De 01 a 03 de setembro, reuniram-se na cidade do Rio de Janeiro, 13 organizações de mulheres negras brasileiras para deliberarem sobre a participação das mulheres negras na III Conferência Mundial contra o Racismo, Xenofobia e formas Correlatas de Intolerância a se realizar no final de agosto de 2001 na África do Sul. Desta reunião nacional, organizada pelas ONGs Geledés Instituto da Mulher Negra de São Paulo, Criola, do Rio de Janeiro e Maria Mulher do Rio Grande do Sul, resultou uma declaração pró Conferência de Racismo que configura, o matriarcado da miséria que caracteriza as condições de vida das mulheres negras no Brasil. Por Sueli Carneiro Nesta declaração constata-se que a conjugação do racismo e o sexismo produzem sobre as mulheres negras uma espécie de asfixia social com desdobramentos negativos sobre todas as dimensões da vida. Esses se manifestam em seqüelas emocionais com danos à saúde mental e rebaixamento ...

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