quinta-feira, abril 22, 2021

Tag: criança negra

Amarilis Costa (Foto: Arquivo Pessoal)

Pesadelo do Dia da Foto

A advogada preta, Amarilis Costa escreve: "Pesadelo do Dia da Foto. O racismo nos encontra ainda crianças, é praticado por adultos que convidam as demais crianças ao mesmo comportamento. Esse foi o fatídico dia da foto na terceira série do primário. Eu estudava da FIEB, em Alphaville/Barueri, era uma das poucas crianças pretas da escola. Comumente mal tratada, principalmente pelas professoras que me constrangiam e estimulavam e ensinavam as outras crianças à prática do cruel racismo. Não ande com ela, não abrace ela, não dê bola. Sente-se ali, deixa ela para lá. Especificamente neste dia a professora enfileirou todas as crianças para a famigerada foto. Empunhando uma escova, vinha afagando e penteando todos aqueles cabelos lisos e levemente encaracolados. Ao escovar os cabelos tipo tijela dos garotos dava beijinhos em suas cabeças. Quando ajeitava as longas madeixas das meninas, disparava elogios sucessivos. Eis que chega a vez dessa que vos ...

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Foto: @pixabay/ Nappy

E as nossas crianças negrxs da periferia?

Atualmente, nos últimos dias, viemos acompanhando no noticiário, em diversas mídias, o caso da criança Henry Borel, de 4 anos, que sofreu uma morte violenta por meio de tortura e consequentemente homicídio cometido pelo médico e vereador Jairinho, apontado como principal suspeito do assassinato. Sobre o principal acusado do crime temos a sua formação de médico que diante do seu juramento em que consagra a sua vida pela saúde e bem-estar dos pacientes, como pode aquele que deve cuidar do outro com zelo com o objetivo de curar as dores sendo ele, o médico, o próprio causador da dor? As faculdades de medicina aprofudam os seus conhecimentos nos Direitos Humanos? Jairinho, um homem branco formado em medicina, construiu sua campanha para vereador com base nos preceitos de familia, contra a ideologia de gênero e a favor da escola sem partido apoiado pelo então presidente genocida da República. Até quando iremos ...

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Montagem com as fotos dos três meninos desaparecidos no dia 27 de dezembro, em Belford Roxo. (REPRODUÇÃO / FACEBOOK)

Mais de 100 dias sem resposta sobre os três meninos desaparecidos de Belford Roxo

Mais de três meses se passaram desde que os meninos Lucas Mateus, de 8 anos, Alexandre, de 10 anos, e Fernando Henrique, de 11 anos, desapareceram enquanto brincavam. A única coisa que se sabe é que pouco antes de desaparecer, naquele 27 de dezembro de 2020, se encontravam num campo de futebol perto do condomínio onde moram, no bairro Castelar, em Belford Roxo, município de meio milhão de habitantes da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Desde então seus familiares não têm notícias —verdadeiras— sobre o paradeiro deles. Um inquérito foi aberto, mas a investigação policial está parada e não sai do lugar. O último fato relevante se deu há cerca de um mês, no início de março, quando o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) descobriu uma filmagem em que eles aparecem caminhando tranquilamente pela rua Malopia no dia em que desapareceram. As imagens já haviam sido apreendidas ...

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Viver o racismo, direta ou indiretamente, tem efeitos de longo prazo sobre desenvolvimento, comportamento, saúde física e mental (Foto: GETTY IMAGES)

4 efeitos do racismo no cérebro e no corpo de crianças, segundo Harvard

A conclusão é do Centro de Desenvolvimento Infantil da Universidade de Harvard, que compilou estudos documentando como a vivência cotidiana do racismo estrutural, de suas formas mais escancaradas às mais sutis ou ao acesso pior a serviços públicos, impacta "o aprendizado, o comportamento, a saúde física e mental" infantil. No longo prazo, isso resulta em custos bilionários adicionais em saúde, na perpetuação das disparidades raciais e em mais dificuldades para grande parcela da população em atingir seu pleno potencial humano e capacidade produtiva. Embora os estudos sejam dos EUA, dados estatísticos — além do fato de o Brasil também ter histórico de escravidão e desigualdade — permitem traçar paralelos entre os dois cenários. Aqui, casos recentes de violência contra pessoas negras incluem o de Beto Freitas, espancado até a morte dentro de um supermercado Carrefour em Porto Alegre em 20 de novembro, e o das primas Emilly, 4, e Rebeca, ...

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Most Team Spirit, crédito CreativeSoul Photography

Crianças negras e a liberdade para sonhar

Maternidade e paternidade estão entre as maiores e mais intensas aventuras que um adulto pode encarar. Ainda na gestação, convivemos com alegrias, dúvidas e preocupações. Exames, preparativos, escolhas de nomes e tantas outras coisas que qualquer mãe e pai irão ter pela frente, não se comparam às perguntas que martelam na mente e no coração, quando se trata de trazer ao mundo uma criança negra...  Como será a vida do/a nosso/a filho/a? Será melhor que a nossa? Será que ele/a vai passar pelo que passamos? Como garantir uma vida plena apesar do racismo?  A falta de representatividade em produtos voltados aos cuidados com gestantes e bebês, os índices desiguais de violência obstétrica – muito maiores quando se trata de mães negras - e de mortalidade de nascituros não brancos evidenciam que, ao longo de toda essa nova vida, será preciso lidar com questões raciais.  Enquanto mães, pais e responsáveis, quando ...

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Edifício Pier Maurício de Nassau em Recife, de onde o menino Miguel caiu do 9º andar (Reprodução / TV Globo)

Entre o direito a infância e negação de direitos as meninas e meninos pretos: racismo estrutural desde a estirpe da existência humana

O Estatuto da Criança e do Adolescente, preconiza em seu terceiro artigo, que: "A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. “ Apesar da pandemia causada pela COVID 19, apesar das mais de 31 mil vidas ceifadas nos últimos meses, apesar da necessidade de isolamento social, Miguel, menino negro, de olhos vívidos e cheio de sonhos, traços peculiares de quem vive a primeira infância, estava em companhia de sua mãe, uma mulher negra, assalariada que servia a uma família branca de Recife.  Miguel de 5 anos estava lá em cima acompanhado por adultos, enquanto sua mãe passeava na rua com ...

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Luís e a mãe dele (Foto: Reprodução/TV Globo)

Família entra na Justiça após escola no DF proibir aluno de ter cabelos longos

Mãe tinha feito promessa e só vai poder cortar madeixas dele daqui a dois anos. Escola diz que regra está no regimento. Do G1  Um menino de 11 anos precisou mudar de escola no Distrito Federal porque o estabelecimento não aceitava que ele continuasse com os cabelos longos. Segundo a mãe, a família fez uma promessa e só vai poder cortar as madeixas de Luís Phelipe Oliveira daqui a dois anos. Agora, o caso foi parar na Justiça. A pressão para cortar o cabelo teria começado antes das férias de julho. A direção do Colégio Adventista de Planaltina chegou a mandar uma notificação para os pais, alertando que o aluno não poderia frequentar as aulas se continuasse com o cabelo comprido. Em nota, a escola diz que é contra qualquer tipo de preconceito ou discriminação. No entanto, afirma que o código disciplinar tem regras gerais de conduta válida para todos ...

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Pixabay

Hoje na História, 16 de Junho, celebra-se dia da Criança Africana

O dia da criança Africana é celebrado todos os anos a 16 Junho, que assinala-se em memória das crianças negras que foram mortas nesse dia, em 1976, no Soweto -África do sul, quando ergueram as suas vozes para recusarem que o ensino da língua affrikaans se tornasse obrigatório nos currículos escolares, reivindicavam o direito a aprender a sua língua materna (não apenas o Inglês) e melhoria da qualidade de Ensino. no CNC Angola Pixabay A manifestação durou 14 dias e pretendia ter carácter pacífico, mas acabou em extrema violência, tendo morrido mais de cem pessoas e ficando feridas cerca de mil crianças e jovens que estavam em pleno exercício de um direito fundamental, reconhecido pela Declaração Universal de Direitos Humanos. Hector Pieterson, Soweto, 1976 - Foto: Sam Nzima Em 1991, a OUA-Organização de Unidade Africana escolheu o dia 16 de Junho para ...

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O isolamento de crianças negras

reprodução/Instagram Texto reproduzido do perfil de Ana Paula Xongani No Midia Ninja  “Em lágrimas escrevo: Tem muita coisa linda na maternidade, mas tem muitas dores também. Ser mãe de uma menina preta me trouxe muitos medos, muitos desafios e muita força. É muito triste ver a sua filha sendo rejeitada! Mesmo antes de dizer “Olá!” ela chega perto e todas correm, ela se aproxima, e todas as outras se agrupam, ela chama e ninguém responde. Isolam-a, excluem-a, a machucam. Ela não entende, mas sente. Não reclama, mas entristece. Meu coração parte! Dessa vez eu tava aqui espiando, chorando e pensando em formas de acolher a minha filha. Dessa vez eu chamei ela pro meu colo, abracei, disse que ela era linda e inteligente, falei que a amava. Mas e quando eu não estiver? A gente sempre fala da solidão da mulher negra, muitas vezes relacionada a afetividade adulta. Mas essa solidão ...

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Quilombinho – lounge infantil (pintura de rosto, oficinas, brinquedos, cineminha, contação de histórias), no Festival Latinidades (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Mais de 60% das crianças que trabalham no Brasil são negras

A infância é associada à brincadeira, ao belo e ao inocente. Entre adultos, uma criança sempre arranca sorrisos. Ou quase sempre. Quando são pobres e negras, em situação de trabalho, pedindo entre mesas de restaurantes, no metrô e pelas ruas, a reação pode ser de rejeição ou descaso. Vale a reflexão: por que estamos tratando nossas crianças com tanta indiferença? POR BRUNA RIBEIRO, do Rede Peteca De acordo com o estudo Trabalho Infantil e o Trabalho Infantil Doméstico no Brasil, do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), em 2013, das 3,187 milhões de crianças em situação de trabalho infantil, 1,99 milhão (62,5%) são negras. O estado de Roraima concentra o maior percentual de crianças negras trabalhando, o equivalente a 92,3%. Os tristes números refletem na vida adulta. Segundo informações do projeto Jovem Negro Vivo, da Anistia Internacional, o Brasil é o país onde se mais mata no ...

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Criança que tenta estudar enquanto vende legumes na feira ganha ajuda graças ao poder da internet

A internet pode mostrar facetas assustadoras da pessoas de vez em quando, mas é sempre bom lembrar do poder que ela tem de ajudar a transformar vidas. É o que pode acontecer com um garotinho nigeriano que foi fotografado estudando enquanto vendia legumes na feira. Do Hypeness A imagem foi publicada por Blissfield Ayo no dia 16 de outubro e chamou a atenção de bastante gente, inclusive de alguém que se dispôs a pagar pela educação do menino “até ele se tornar um PhD ou mais”. A questão então se tornou localizar o garoto. Quase um mês depois, Blissfield Ayo finalmente encontrou o menino. Ele foi até a feira onde a primeira foto foi tirada e diz ter mostrado a imagem para as pessoas até conseguir encontrar a mãe do garoto, que ficou receosa de que ele tivesse feito algo errado e se negou a identifica-lo até que a proposta fosse explicada. ...

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Erê pode tudo: crianças conversam sobre representatividade negra

O Imagina Coletivo, iniciativa especialista em comunicação e em inspirar pessoas para ações transformadoras, lança hoje a campanha "Erê Pode Tudo". O coletivo convida pessoas a trilharem uma jornada que incentiva a aplicar uma educação (de casa às instituições) inclusiva e para além do mês de novembro. Do Catraquinha  A primeira etapa da campanha é uma convocação das crianças para um mundo melhor. "Eu mudaria o racismo, que tem muito", disse Zion Oliveira. "Quem tem o cabelo como o meu, crespo, não alisem, por que ter o cabelo assim é muito legal", foi o conselho da Maria Júlia Silva". Assista ao vídeo Para preparar a campanha, cerca de 30 pessoas foram ouvidas para pesquisa e execução. A necessidade de compreender que, no Brasil, o racismo é estrutural e institucionalizado foi um dos aspectos mais reforçados. “A construção da identidade na infância se dá nas comunidades - escola, casa, espaços de lazer - e ...

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Dia das Crianças: Taís Araújo relembra bullying na infância

Taís Araújo já sofreu com o preconceito em ataques virtuais e comentários racistas em suas redes sociais. Do Brasil Post Na semana em que se comemora o Dia da Criança, a atriz postou uma foto dela mais jovem e aproveitou para tratar de um tema muito recorrente entre os pequenos: o bullying. Na legenda, ela compartilhou que apesar da violência verbal que já sofreu, ela se fortaleceu e conseguiu trabalhar sua autoestima. "Tá vendo essa menina com cara de brava na foto? Ela sofreu muito bullying na escola, mas aprendeu a se defender. Com apoio da família, trabalhando a autoestima e o amor próprio das crianças, não há espaço pra bullying. ? #SemanaDaCriança"   Hoje, bem-sucedida profissionalmente, Taís utiliza seu poder de influência com campanhas contra todos os tipos de preconceitos, repletas de mensagens empoderadoras.

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Leitora voraz de 11 anos lança campanha para ajudar mais garotinhas negras a se sentirem representadas em livros

Nada como tomar uma atitude para mudar algo que você acha errado. Ainda mais quando o assunto é representatividade. Por. Caio Delcolli, do HuffPost Brasil A leitora voraz Marley Dias, estudante de 11 anos em Nova Jersey, EUA, ficou frustada com a quantidade de livros sobre "garotos brancos e seus cachorros" no currículo escolar. Durante um jantar com a mãe, Janice, a garotinha fez a reclamação. A mãe respondeu perguntando o que ela faria para mudar isso. Marley pensou em uma solução e a colocou na prática: ela decidiu ajudar a expandir o alcance de livros protagonizados por meninas negras. O nome do projeto, que busca coletar mil livros, é #1000BlackGirlBooks ("mil livros com garotas negras", em português), e faz parte da iniciativa anual do acampamento para meninas negras GrassROOTS Community Foundation, na Filadélfia, para ajudar crianças que vivem na pobreza. Janice é cofundadora da organização. E Marley realmente tem obtido resultado. ...

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Gradyreese via Getty Images

Por uma pedagogia anti-racista desde a creche: descolonizando as armadilhas da educação básica

Este artigo parte da intersecção entre os estudos das relações raciais brasileiras e a sociologia da infância, procurando responder ao questionamento: as crianças pequenininhas2 percebem os processos de discriminação racistas presentes nas pedagogias desenvolvidas nas creches? Para respondermos a esta pergunta fazemos um convite ao/a leitor/a para olhar conosco o mundo de ponta-cabeça e abrindo-se à possibilidade de ouvir outros sons, desvencilhando-se das amarras do adultocentrismo3 que cerca a infância e a vida das crianças, presentes dentro e fora da educação infantil. Enviado por Flávio Santiago via Guest Post para o Portal Geledés  A disposição de escuta da infância e das crianças exige que nos arrisquemos a ouvir os gestos, as paredes, as brincadeiras, os movimentos, abrindo os ouvidos até mesmo para aquilo de que não ecoa nenhum som. Como destaca Faria (2007), é necessário que deem oportunidade para as crianças serem ouvidas, pois voz elas têm, e como já dito anteriormente, aproveitam-se dela. Portanto, precisamos ouvi-las mesmo quando elas ainda não ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

O que o descaso de uma escola com uma criança nos ensina sobre a criminalização do homem negro

Uma escola não é o Show de Truman. O futuro de uma criança não pode ser vinculado à deturpação de sua imagem como um hipotético criminoso em miniatura Por Cidinha da Silva Do Revista Fórum Algumas pessoas ficaram estarrecidas com a atitude da criança negra de sete anos, aluna do primeiro ano fundamental na Escola Paulo Freire, em Macaé, Rio de Janeiro, fartamente divulgada na internet. O menino desarrumou estantes, quebrou objetos, lançou-os à parede e sobre professoras que, de maneira passiva o observavam. Umas tantas chegaram mesmo a encaminhar a filmagem, feita por professores, tratando-a como caso de possessão pelo demônio. “Esse menino está com o diabo no corpo”, diziam. Outras pessoas, entretanto, chocaram-se com o despreparo de três professoras e um professor para lidar com uma criança de sete anos, de rosto aparentemente tranqüilo, mas desafiador, irônico em certos momentos, que, num surto de fúria desarrumou prateleiras, quebrou objetos ...

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Existe princesa negra? Fábula de Vó Ita, um curta sobre racismo e representatividade na infância

Quando Gisele chegou do colégio, sua avó Ita percebeu que havia algo errado. Um desenho feito pela menina revelou o que estava acontecendo: Gisele era vítima de racismo. A ilustração mostrava colegas zombando de seu cabelo crespo. Para ajudar a neta a superar o problema, Ita cria uma história fantástica. Nasce assim Fábula de Vó Ita, curta-metragem que precisa arrecadar R$ 10 mil até dia 10 de agosto para ser finalizado (colabore!). Por CAIO COSTA, no Catarse Na história criada por Ita, Gisa, uma menina negra, sente-se isolada em um reino onde ninguém se parece com ela. Cansada de sofrer discriminação, ela procura uma bruxa para modificar seu visual, mas é justamente por causa de seus cabelos – que se alteram conforme suas emoções – que ela é reconhecida por sua mãe, a rainha Andrea, que há anos procurava a filha perdida. Apesar de ficcional, o enredo do filme de Joyce Prado e Thallita ...

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O racismo que nos tira a autoestima já na infância

Lembro que, ano passado, ao conversar com a professora de artes do colégio no qual eu fazia estágio, ela me disse que, quando pedia pra turma fazer um autorretrato, as crianças negras (principalmente as meninas) se desenhavam como brancas, com cabelos lisos. E ao serem questionadas por ela, respondiam, com toda a sinceridade do mundo, que daquele jeito "era mais bonito". Quando eu ouvi aquilo, fiquei meio perplexo. Por mais que eu soubesse que se amar e ver beleza em si mesmo fosse difícil pra nós negros, eu não imaginava que começasse tão cedo. O relato era sobre alunos entre 9 e 11 anos. Enviado Caio Cesar dos Santos via Guest Post para o Portal Geledés Mas pensando aqui e relembrando a minha vida, vejo que eu era igualzinho. Quem joga vídeo game vai saber que, nos jogos de futebol, é possível criar bonecos, dar nome, características etc., e eu sempre fazia os meus. ...

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As coisas que uma criança negra é ensinada a NÃO fazer e seus amigos brancos PODEM fazer. É triste!

O Brasil se diferencia dos Estados Unidos de diversas formas, mas tem algumas semelhanças. Infelizmente, o passado (e o presente?) racista é algo cravado na história dos dois países. Por Willian Binder,  Do Awebic Por isso o discurso emocionado do americano Clint Smith cabe muito bem para a realidade brasileira. Escritor, poeta e professor, Clint soube expressar com desenvoltura como é ser criado como uma criança negra. Quando criança, todo mundo recebe conselhos que não entende muito bem… Foto: Ted Clint começa seu discurso de 5 minutos contando que, certa noite, ele recebeu um conselho estranho de seu pai quando brincava com armas de água em um estacionamento escuro com seus amigos brancos. Numa obra sincera, o poeta retrata a cena da reação furiosa e terrível de seu pai. Clique no play e assista. Se por algum motivo você não estiver convencido, aqui vai alguns números… Um estudo da Universidade de Chicago ...

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