terça-feira, janeiro 19, 2021

Tag: funk

Luyara Franco (Foto: JULIA DIAS CARNEIRO/BBC NEWS BRASIL)

Minha mãe, Marielle Franco, e o funk dentro de mim

O destino já estava traçado, em 1998: no famoso e nobre Complexo da Maré, nasceu uma funkeira. Na família referência forte, a mãe, durante o auge das equipes de som que formavam paredes inteiras com alto-falantes poderosos, foi “garota furacão 2000”. E, quando a moda era usar roupa de veludo e as favelas se divertiam e se dividiam entre o lado A e lado B nos famosos bailes de corredor, meu pai estava lá. Essa menina sou eu, Luyara Franco. Hoje com 21 anos, entendo a potência do funk como uma expressão em um quase-grito de urgência para as realidades que vivemos na favela e, exatamente por isso, consigo perceber uma crescente escalada de criminalização desse ritmo que movimenta tanta coisa dentro e fora da favela. O funk se impõe como expressão cultural de resistência a uma sociedade na qual, desde a sua constituição, o atrasado modelo educacional e racismo ...

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Funk, reprimido na rua e ignorado na escola

Tese demonstra que professores — como a maioria da população — desconhecem e têm preconceito pelo ritmo, apreciado por quase 70% dos alunos. Não exploram a rica possibilidade de usar essa referência musical na educação Por Rogério Pelizzari, do Outras Palavras Imagem: Guilherme Rolfsen Após a tragédia na madrugada de 1 de dezembro, que deixou nove mortos na favela de Paraisópolis, multiplicaram-se manifestações em apoio à atuação da polícia entre autoridades e populares. O Governador de São Paulo tratou de esclarecer, antes de qualquer apuração sobre o episódio, que as ações ostensivas seriam mantidas. Nas redes sociais, pipocaram mensagens que tratavam de responsabilizar as próprias vítimas, sob o argumento de que aqueles não eram nem lugar, nem horário e nem trilha sonora para pessoas de bem. Parece óbvio que não podemos ignorar os problemas decorrentes da realização de eventos que atraem multidões, especialmente em espaços públicos ...

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Karol, Lanor e Ana, trio de pop funk Donas, na Parada Gay em Copacabana Foto- Arquivo : 30:09:2018 : AFP : Carl de Souza

Prefeitura dá o primeiro passo para reconhecer o funk como Patrimônio Cultural da cidade

Município criou programa de desenvolvimento para fortalecer o gênero, inclusive por meio de capacitação profissional por Renan Rodrigues no O Globo Karol, Lanor e Ana, trio de pop funk Donas, na Parada Gay em Copacabana Foto- Arquivo : 30:09:2018 : AFP : Carl de Souza A Prefeitura do Rio deu o primeiro passo para, no futuro, reconhecer o funk como Patrimônio Cultural da Cidade. O município criou o Programa de Desenvolvimento Cultural do Funk Tradicional Carioca. O decreto de criação da ação é assinado pelo prefeito Marcelo Crivella e foi publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial. O texto de criação do programa menciona a identidade cultural da diáspora africana no movimento, influenciado pela música eletrônica negra norte americana, o Hip hop e ritmos do subúrbio negro carioca do final da década de 1970. — O funk é um movimento cultural da cidade que precisa ...

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O preço do funk

Em ambiciosos produtos audiovisuais, os funkeiros cariocas Anitta e Nego do Borel embolam alta tecnologia pop, discursos identitários e preferências ideológicas Por Pedro Alexandre Sanches, da Carta Capital  Um repaginado Nego do Borel se veste de mulher (Reprodução/YouTube) O gênero musical que um dia foi conhecido como funk carioca parece disposto a capturar o mundo na figura de Anitta, cantora e compositora nascida em Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio. O videoclipe de Medicina coroa uma temporada dedicada a transações musicais transnacionais e elege sublinhar um imaginário BRICS, somando cenas em que a funkeira canta em espanhol nas ruas da Colômbia a imagens corais de figurantes com fisionomias brasileiras (amazônicas e indígenas), russas, indianas, chinesas/japonesas e africanas. Além de alavancar o próprio trabalho, a artista tem se empenhado em defender a nova empreitada do também funkeiro carioca Nego do Borel, ruidoso no lançamento do videoclipe Me Solta, uma versão masculina do anterior Vai Malandra (2017), de Anitta. Em ...

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O funk da periferia: o feminismo das mana e o feminismo bwana, por Roberta Gresta

Era certo que o clip “Vai, Malandra”, da Anitta, ia gerar problematização. Gerou a problematização da celulite, a do biquíni de fita isolante, a do diretor do clipe, até a que discute se o correto não é “vá, malandra”. Gerou a metaproblematização – a problematização sobre Anitta ser digna de problematização. No GGN Eu vinha acompanhando quieta. Não porque sou contra problematizar esses pontos (ok, sou contra problematizar o título de uma música popular com base em regras de gramática e acho mais do mesmo jeito de desvalorizar mulheres esse desdém com uma cantora brasileira que sabe fazer de seus clipes excelente peça de marketing  – como sabia Michael Jackson, por exemplo – e que não à toa entrou na lista da Billboard de 50 artistas mais influentes nas redes sociais em 2017, no mundo). O que rolou é que eu estava confortável como espectadora de discussões em que eu ...

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Proposta de criminalização do funk é rejeitada em comissão no Senado

Sugestão legislativa será arquivada; Romário (Podemos-RJ) foi o relator e votou pela rejeição Do O Globo A sugestão de lei que propunha a criminalização do funk foi rejeitada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), nesta quinta-feira. Assim, a matéria será arquivada. O senador Romário (Podemos-RJ), relator da proposta, alegou que a sugestão era inconstitucional por cercear a livre manifestação cultural e de pensamento, garantida pelo artigo 5º da Constituição Federal. O senador criticou ainda o mérito da proposta e lembrou que outros gêneros musicais, como o samba e o jazz, também sofreram tentativas de perseguição no passado. Romário disse que o fato de crimes serem praticos nos bailes funk não justifica a criminalização. — Infelizmente a prática de crimes ocorre nos mais diversos ambientes da sociedade brasileira, inclusive nos bailes funk. Para isso, já existem aparatos de repressão e judiciais que devem cumprir seu dever. ...

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04/03/2017- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- Carnaval de rua: Anitta no bloco das Poderosas. Foto: Fernando Maia / Riotur

Proposta que criminaliza funk lembra investidas contra o samba no século 19

Cantora Anitta criticou projeto: ‘Desinformados’ Senador Romário (PSB) será o relator do projeto Por Renan Melo Xavier Do Poder360 A proposta popular que torna o funk 1 crime de saúde pública no país tem gerado polêmica. Na última 6ª feira, a cantora Anitta criticou fortemente a proposta ao compartilhar uma publicação do Poder360:   22 mil desinformados que estão precisando sair do conforto de seus lares para conhecer um pouquinho mais do nosso país https://t.co/TYnUUGSh9R — Anitta (@Anitta) 9 de junho de 2017 A ideia recebeu 21.983 assinaturas em todo o país e virou sugestão legislativa no Senado Federal. A proposta foi apresentada pelo empresário paulista Marcelo Alonso. Ele afirma que os bailes funk “são somente um recrutamento organizado nas redes sociais por e para atender criminosos, estupradores e pedófilos a prática de crime contra a criança e o menor adolescentes (sic).” O relatório final será feito pelo senador Romário (PSB-RJ), ...

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Anitta e Valesca são convidadas por Romário para debater funk no Senado

Nego do Borel e MC Marcinho também foram convidados Do Poder360 O senador Romário (PSB-RJ) convidou as cantoras Anitta e Valesca Popozuda e os funkeiros Nego do Borel e MC Marcinho para participar de uma audiência pública sobre o projeto que pede a criminalização do funk. A proposta é de autoria popular, assinada por 1 empresário paulista. A CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) do Senado aprovou o requerimento de audiência. Ainda não há data para o debate. Além dos artistas, antropólogos que estudam o funk serão convidados. Romário já se manifestou contrário à criminalização do estilo musical: “Como carioca nato e eterno funkeiro, faço questão de defender essa bandeira”, declarou o senador. Criminalizar o funk é ir contra a liberdade de expressão. Como relator, vou votar contra essa proposta no @SenadoFederal #funkNÃOécrime pic.twitter.com/qDWTLHmrL8 — Romário (@RomarioOnze) 19 de junho de 2017 O projeto chegou à comissão após receber quase 22 ...

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Do samba ao funk: a voz dos excluídos

Gêneros musicais foram perpetuados na periferia carioca e se tornaram símbolos da cultura popular do Brasil. O canto do morro transformou-se Por Roberta Jansen, da Carta Capital  Centenário, o samba deu voz aos pobres, excluídos, iletrados e negros das periferias brasileiras O samba surgiu há 100 anos como a voz dos pobres, dos excluídos, dos iletrados, dos negros. De lá para cá, no entanto, sofreu inúmeras mudanças, se tornou um dos mais poderosos símbolos da identidade nacional, ganhou o mundo, mas ficou mais "branco". A "voz do morro" hoje, tanto nas comunidades quanto na periferia, é o funk. "Na época do Donga (autor de Pelo Telephone, considerado o primeiro samba), o samba era coisa de iletrados ou de semiletrados, como eram os negros da época; Pixinguinha era a exceção da exceção", explica o curador do novo Museu da Imagem e do Som (MIS), Hugo Sukman, autor de diversos livros sobre ...

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Filho da funkeira Tati Quebra Barraco é morto a tiros na Cidade de Deus

Um dos filhos da cantora de funk Tati Quebra Barraco foi morto a tiros na madrugada deste domingo na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. De acordo com parentes de Yuri Lourenço da Silva, de 19 anos, ele foi baleado no rosto pouco depois de 1h. O jovem chegou a ser socorrido para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu. A família acusa policiais militares da UPP local de terem disparado contra o jovem. Segundo parentes de Yuri, outro rapaz que estava com ele também foi baleado e morreu. Do Extra Policiais da UPP local confirmaram que houve tiroteio e duas pessoas foram atingidas, mas afirmam que houve confronto com traficantes de drogas. De acordo com eles, um grupo de PMs que fazia patrulhamento de rotina foi surpreendido por criminosos armados na Rua Quintanilhas. Segundo os PMs, houve confronto e dois criminosos foram baleados e, ...

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De testemunha de Jeová a voz do funk LGBT, MC Linn da Quebrada se diz ‘terrorista de gênero’

MC Linn da Quebrada cresceu no interior paulista em uma família simples e religiosa. A mãe, alagoana, era empregada doméstica, e ela cresceu entre Votuporanga e São José do Rio Preto, até retornar à zona de leste de São Paulo e se tornar uma das novas vozes de um movimento crescente na música brasileira: a dos artistas que colocam em pauta a questão do gênero. Por Néli Pereira, da BBC  Transexual de 25 anos, MC Linn não fala só sobre os direitos TLGB (Transexuais, Lésbicas, Gays e Bissexuais), mas trata também do direito de ser afeminada, ou de "enviadecer", como ela coloca em uma das suas músicas com conteúdo bem explícito e cujos videoclipes já têm mais de cem mil visualizações no YouTube. "Passei uma vida inteira ouvindo que 'ser viado não é uma coisa legal', que ser travesti é perigoso e vai trazer problemas. E eu não estou dizendo que ...

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No ritmo: professora convida alunos MCs para compor funks sobre as aulas

Em São Paulo, inovação no ensino de História mostra novos caminhos para tornar as matérias interessantes. “De repente o menino que é considerado o pior da escola é o que mais participa” Por Sarah Fernandes Do Rede Brasil Atual Pelo menos 40 alunos na sala de aula em uma escola sem infraestrutura, com material didático engessado e professores mal remunerados, como é comum na rede estadual de São Paulo. Um dos muitos desafios da professora de História Ane Sarinara, de 27 anos, é tornar o ensino interessante para os jovens, em geral moradores da periferia de Osasco, na região metropolitana de São Paulo. A solução não estava na trilha do ensino tradicional: o funk, malvisto por parte dos colegas docentes, foi parar na sua aula. Professora há oito anos, Ane tem o hábito de sentar com os alunos no pátio durante o recreio para ouvir o que acham da escola. "Sempre ...

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Sobre o funk carioca e a cultura do estupro

Boa parte do funk é, sim, expressão do horror e da barbárie que nos assola. Mas é possível criticá-lo sem criminalizar a periferia? Uma reflexão de Acauam Oliveira Por Acauam Oliveira, do Farofafá Fotos de perfil no Facebook com filtro para protestar contra o estupro coletivo de uma jovem de 16 anos – Foto: Reprodução Facebook Diante da comoção geral ocasionada pelo caso estarrecedor de estupro de uma jovem de 16 anos por 33 homens no Rio de Janeiro, diversos textos e artigos passaram a enfatizar a necessidade de tratarmos da cultura do estupro vigente no Brasil. Como era de se esperar, o debate se polarizou entre visões mais progressistas – com o levantamento de centenas de dados estarrecedores e exposição sistemática das práticas de perpetuação do estupro e proteção aos estupradores – e olhares mais conservadores, dos mais “leves” aos mais agressivos. Entre esses, o posicionamento mais comum foi o ...

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O funk e a memória das favelas do Rio de Janeiro

Raphael Calazans, 24, integrante do Coletivo Papo Reto, escreveu artigo onde defende o funk como o lugar de memória das favelas: "Por isso, na favela a memória é ativa. É bandeira de reivindicação do direito à vida. Ela recusa depositar num espaço a saudade e as lembranças. Não é possível ter passado, para quem não consegue garantir o futuro. Por isso o lugar da memória na favela é o presente. Um presente dado à vida. Embrulhado e animado pelo funk. Que dentro do pacote tem um coração. E nesse presente, tem um cartão, que é um convite: Somos convidados, todos nós, ao despertar a memória, viver. E se há algo de passado e de lembrança, é esse: O presente da memória, dado à vida, é um convite e uma lembrança para aquilo que somos e que nunca poderemos deixar de ser: [email protected] Com todas as narrativas, discussões e lutas que ...

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Funkeiro vira profissão dos sonhos na periferia e garante cachê de R$ 25 mil por show de dez minutos

"O Rio inventou o funk, São Paulo profissionalizou o estilo". É com essa frase que o produtor Juninho Love explica o bom momento do gênero no estado. Produtor executivo da GR6, uma das maiores empresas do ramo no Brasil, ele garante que o estilo deixou de ser marginalizado entre as classes sociais mais favorecidas e virou um refúgio para pais que almejam futuro melhor para os filhos. Do Olhar Direto  — Já perdi a conta de pais que chegam aqui na GR6 dizendo que gostariam muito que dessemos uma oportunidade para os filhos deles. Hoje, cantar funk é mais ou menos igual a ser jogador de futebol. É um atalho para sair da pobreza. MC KS, de 19 anos, é um exemplo de funkeiro que teve um empurrão da família para garantir o sonho de ser um MC famoso. O adolescente de Guaianazes, extremo leste de São Paulo, contou com ...

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PaguFunk, do ‘pancadão’ feminista às ameaças de morte

Elas usam o funk para falar em feminismo, mas letra polêmica gera represálias “O medo da morte é uma companhia constante”, diz MC Lidi Do El Pais  Elas usam o funk como ferramenta para falar sobre feminismo na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, com composições que abordam desde o racismo e a luta pela igualdade de direitos à violência contra as mulheres e a homofobia. Mas foi com uma letra polêmica – em que falam em "cortar a pica" de quem "chega na favela com papo de machista" – que as meninas do PaguFunk sentiram o que é a fúria da internet. O proibidão feminista (que foi pensado como uma paródia de outro funk) acabou viralizando no YouTube, tornando o grupo conhecido na web. O preço da fama foi alto: ameaças de mortes e de estupro, agressões físicas na rua e xingamentos frequentes durante os shows. “O medo da morte é ...

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“Não foi Cabral” : Professores analisam funk de MC Carol que contesta a história do Brasil

'Quem descobriu o Brasil / Não foi Cabral', diz letra da funkeira niteroiense. Docentes acreditam que música pode aumentar interesse pela disciplina. por Cristina Boeckel no G1 Mc Carol lançou a música 'Não foi Cabral' (Foto: Divulgação/ Marcella Zamith - I hate Flash) A cantora niteroiense MC Carol lançou na sexta-feira (3) uma música que tem chamado a atenção pela letra. Em vez de sexo, ostentação ou apologia à violência, temas recorrentes em funks, “Não foi Cabral” desafia a história do Brasil contada na maior parte dos livros escolares. O G1 conversou com a funkeira e entrevistou professores para analisarem os versos que falam do descobrimento do país, do genocídio de indígenas e cobra destaque para Dandara, a mulher de Zumbi de Palmares. A música, que começa com um remix do Hino Nacional, contesta o descobrimento, em tom de voz agressivo. “Nada contra ti / Não me leve a mal / Quem descobriu ...

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Funkeiro Naldo publica foto ao lado de Mano Brown, vocalista dos Racionais MC's (Foto: Reprodução/Facebook)

Naldo anuncia participação de Mano Brown em seu novo disco

O funkeiro carioca Naldo anunciou nesta quinta-feira (7), em sua página no Facebook, que Mano Brown vai participar de seu novo disco. "É Nox nu FLOWW aqui no RJ, meu brother @manobrown10 gravando juntão no meu novo CD, vem aí MIX VALEU JOWW SEMPRE BEM VINDO, minha casa de portas abertas, valeu joww, da lhe mano Brown!!! Da lhe Racionais", escreveu, em uma primeira foto. Algumas horas depois, Naldo publicou outra imagem, com a legenda "Vila do Pinheiro, Capão Redondo". Alguns fãs de Mano Brown ficaram indignados com a parceria e comentaram a publicação no Facebook de Naldo. "Perdemos um grande rapper", disse um deles. "Exemplo pra nós mó moral mó ibope, mas começou colar com os branquinho do shopping", escreveu outro. Naldo Benny lançou seu primeiro álbum, "Na veia", em 2009, mas ficou famoso três anos com o sucesso do hit "Amor de chocolate". No ano passado, ele lançou ...

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O machismo e o preconceito cultural mataram Amanda Bueno

Mesmo após ter sido assassinada, dançarina de funk foi condenada pela opinião pública por seguir a profissão que escolheu Por  Nathália Lausch, do Carta Capital  Cícera Alves de Sena tornou-se parte das estatísticas que comprovam a necessidade de existir uma lei como a do Feminicídio: foi assassinada por seu companheiro ao ter a cabeça batida diversas vezes no chão. Depois de morta, levou um tiro, tudo porque desconfiou de uma ligação recebida pelo noivo em seu celular. O feminicídio foi tido como corriqueiro inclusive pela mídia, que ajudou a disseminar o estigma envolto no tipo de trabalho exercido pela vítima. Cícera, mais conhecida como Amanda Bueno, era uma dançarina de funk que participou do grupo Gaiola das Popozudas, do qual fazia parte também Valesca Popozuda. As manchetes traziam os dizeres: “Dançarina de funk é morta pelo noivo”, ou “Dançarina de funk é assassinada”. A humanidade de Cícera/Amanda foi-lhe retirada à ...

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Marido é indiciado por feminicídio após matar dançarina de funk

Mais um caso absurdo de violência contra a mulher aconteceu nesta quinta-feira (16), em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. A dançarina de funk Amanda Bueno, 29, foi brutalmente assassinada pelo marido, Milton Severiano Vieira, 32, dentro de casa. Ele foi indiciado por feminicídio. Por  Luciana Sarmento, no Brasil Post  Imagens do sistema de segurança instalado por Vieira três dias antes do crime mostram o momento do assassinato. O casal começou discutir no fim da tarde, e obate-boca vira agressão: ele a derruba no chão e bate com a cabeça de Amanda no chão. Em seguida, atira por várias vezes contra a cabeça da mulher com uma pistola. A dançarina já está morta quando Vieira troca de arma e faz mais cinco disparos com uma escopeta calibre 12. O delegado Fábio Salvadoretti, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), classificou as imagens como "cruéis a ponto de chocar até os policiais ...

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