Tag: infância

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Diversidade e inclusão na infância são tema de congresso online

O 5º Congresso Internacional Sabará de Saúde Infantil, realizado em ambiente online em novembro, trouxe cerca de 300 palestrantes para discutir bem mais do que pediatria e tratamentos clínicos. Na última conferência magna, a socióloga Suelaine Carneiro, da ONG Geledés, defendeu a urgência do combate às desigualdades raciais para preservar a saúde das crianças negras. “Neste momento, são necessários o compromisso e a atuação da sociedade para evitar o aprofundamento das violações de direitos das meninas negras”, disse Suelaine. Sociólogo, o fundador do Observatório de Favelas, Jailson de Souza e Silva, explicou como a cultura racista e elitista acaba transformando moradores de comunidades em “seres descartáveis e desumanizados". Também participou da conversa o presidente da Fundação Ford, Darren Walker, que enfatizou a importância de uma filantropia atenta às injustiças econômicas. O congresso é uma iniciativa da Fundação José Luiz Egydio Setúbal (FJLES), mantenedora do Sabará Hospital Infantil e do Instituto ...

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Reprodução/Facebook

Instituto Liberta lança campanha #nãosecale para incentivar denúncias de exploração sexual infantil

Lançada em julho deste ano, a campanha #nãosecale é uma ação do Instituto Liberta - que tem como missão o enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil - e parceiros, que estimula as denúncias de violências sofridas neste momento de flexibilização da quarentena e retorno das pessoas às ruas e às escolas. O foco da campanha é o ambiente escolar, visto que grande parte dos casos são relatados neste local. Segundo os registros do SINAN, mais de 70% dos casos de violência sexual entre crianças e adolescentes acontecem na casa da vítima. Com a pandemia do Covid-19, a estimativa é que os casos tenham aumentado pela convivência das vítimas com seus agressores. Por este motivo, a volta às aulas é uma oportunidade para que os alunos encontrem um lugar de segurança nas escolas para falarem sobre os casos ocorridos. Luciana Temer, presidente do Instituto, reforça: "Nosso objetivo ...

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Relações de gênero na infância: a experiência em uma escola democrática

Como mulher, assim como professora, minha percepção sobre a desigualdade social do gênero feminino nunca me foram indiferentes. Sempre permearam minhas vivências, tanto pessoais como profissionais. Mas foi no início do processo de mestrado que realmente me aprofundei nas questões de gênero. Com este aprofundamento no estudo histórico e conceitual das desigualdades que permeiam tudo que é relacionado ao “feminino” pude também contar com um movimento de reconstrução pessoal, de reformular tudo o que estava (nunca acabado) naturalizado porque nascemos e somos criados dentro de uma leitura de mundo, de uma história androcêntrica cultural. Entender que tudo que tange as masculinidades e as feminilidades é relacional, ou seja, que é uma construção social e que, portanto, pode ser mudado, levou certo tempo. Penso que é um exercício contínuo, em constante processo. por Divimary Borges, do Ensaios de Gênero A pesquisa em tela foi orientada pela seguinte pergunta: como as crianças constroem suas ...

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7 perguntas para o pediatra Daniel Becker: “Seu filho deve aprender que não é o centro do mundo”

O pediatra Daniel Becker é o criador da Pediatria Integral: um conceito de que a criança precisa ser vista de forma mais abrangente. Não é apenas tratar e prevenir doenças, mas cuidar do bem estar emocional, social e até espiritual da criança e da família. São 20 anos de experiência de consultório no Rio de Janeiro. Formado pela UFRJ, ele é especialista em Homeopatia e mestre em Saúde Pública. Médico do Instituto de Pediatria da UFRJ, ele foi pediatra da Médicos sem Fronteira em campos de refugiados na Ásia e fundador de uma ONG, o CEDAPS, Centro de Promoção da Saúde, com atuação em comunidades carentes. Por Fabiana Santos, do Tudo Sobre Mãe  Foto: Daniel Becker / Acervo pessoal/Divulgação Becker é um apaixonado pela profissão e conta que ao olhar sua trajetória se diz satisfeito pelas escolhas que fez. Ele é separado, pai de dois filhos, um menino de 17 anos, ...

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Male equals female concept with businessman hand holding against blackboard background.

O que você pode fazer pela igualdade de gênero na infância?

Há exatamente um ano, o mundo tinha seus olhos voltados para Nova York onde foram definidos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). Eles pautarão os esforços para a construção de um mundo sustentável até 2030 e, para isso, estabelecem 17 objetivos e 169 metas que devem ser alcançados no menor tempo possível. Neste sentido, foi definido um objetivo específico para a igualdade de gênero, uma mostra clara de que todos - homens e mulheres, meninos e meninas, devem ser considerados dentro dos objetivos. Do Brasil Post O mundo reconheceu que, independente de gênero, todos têm os mesmos direitos, mas na prática isso não acontece - meninas e mulheres estão em desvantagem. Falamos muito sobre objetivos para 2030, mas em pleno século 21, meninos e meninas ainda são tratados de forma desigual. Essa realidade só será mudada quando a sociedade começar a questionar seus hábitos, mudar o comportamento e a forma ...

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O Brasil pelos olhos de nove crianças refugiadas que vivem em São Paulo

Quando viviam em seus países - Haiti, Síria, Arábia Saudita e Congo -, o cotidiano deles era bem diferente. Mas hoje, esses meninos e meninas que são refugiados em São Paulo têm muito em comum: comem arroz e feijão, gostam da liberdade que têm no Brasil e jogam futebol (ou queimada) na escola. Por Gabriela Di Bella e Gui Christ Do BBC "No Brasil é melhor porque não tem guerra", resume a síria Ritag Youssef, de 8 anos, refugiada há quase três anos. Ela foi uma desses novos brasileiros que conversaram com a reportagem da BBC Brasil em bairros de São Paulo, onde vivem. Eles fazem parte de uma estatística que não para de crescer. Segundo a ONU, em 2015, o número de refugiados no mundo ultrapassou os 60 milhões, um recorde histórico desde a Segunda Guerra Mundial. Desse número, quase metade são crianças - cerca de 28 milhões conforme dados ...

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Politização da infância? Acirramento chega ao playground e preocupa terapeutas

No meio da aula, uma criança desenha a presidente Dilma sendo enforcada, provocando polêmica entre os colegas, deixando a professora confusa e a mãe, em desespero. Por Mariana Della Barba Do BBC A cena, ocorrida em uma escola de São Paulo, dá a medida de como o clima de acirramento político que vive o país está afetando as crianças e deixando pais e escolas sem saber como agir. O clima de tensão está inclusive deixando as salas de TV, de aula e as ruas e virando assunto de terapia infantil ou entre terapeutas da área. "Tenho consultório há mais de 20 anos, atendendo crianças de todas as idades. E posso afirmar que nunca vi nada parecido. Nunca um mesmo tema permeou as questões de todas as crianças, seja diretamente ou nas brincadeiras", diz psicanalista Ilana Katz, doutora em Psicologia e Educação pela FE/USP e pesquisadora do Laboratório de Teoria Social, Filosofia ...

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Cinedebate: a sobrevivência dos sonhos

Alana e Outras Palavras promovem nesta segunda, 5 de outubro, exibição de Sonhos Roubados e debate sobre a luta de jovens das periferias para manter alegria e esperança em meio à desigualdade e à violência Do Outras Palavras O Projeto Criança e Consumo,  do Instituto Alana, e Outras Palavras convidam para o Cinedebate ‘Infância, Gênero, Consumo e Violência’, com exibição e debate de Sonhos Roubados. Dirigido por Sandra Werneck, foi eleito o melhor filme (Juri Popular) e melhor atriz (Nanda Costa) no Festival do Rio de Janeiro de 2009. Tem ótimo elenco, premiado com a presença de Marieta Severo e MV-Bill. Após a exibição pesquisadores sobre questões da infância, gênero, consumo e violência debaterão o filme: Eliane Trindade, jornalista e autora do livro que inspirou o filme; Ana Olmos, psicanalista especialista em crianças e adolescentes; e Jailson de Souza e Silva, geógrafo, educador e fundador do Observatório de Favelas. A mediação ...

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Existe princesa negra? Fábula de Vó Ita, um curta sobre racismo e representatividade na infância

Quando Gisele chegou do colégio, sua avó Ita percebeu que havia algo errado. Um desenho feito pela menina revelou o que estava acontecendo: Gisele era vítima de racismo. A ilustração mostrava colegas zombando de seu cabelo crespo. Para ajudar a neta a superar o problema, Ita cria uma história fantástica. Nasce assim Fábula de Vó Ita, curta-metragem que precisa arrecadar R$ 10 mil até dia 10 de agosto para ser finalizado (colabore!). Por CAIO COSTA, no Catarse Na história criada por Ita, Gisa, uma menina negra, sente-se isolada em um reino onde ninguém se parece com ela. Cansada de sofrer discriminação, ela procura uma bruxa para modificar seu visual, mas é justamente por causa de seus cabelos – que se alteram conforme suas emoções – que ela é reconhecida por sua mãe, a rainha Andrea, que há anos procurava a filha perdida. Apesar de ficcional, o enredo do filme de Joyce Prado e Thallita ...

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O que é ser menina no Brasil? – Desigualdade de gênero desde a infância

Desde que a entrada da mulher no mercado de trabalho se consolidou, nos acostumamos a ouvir a expressão “jornada dupla”. Ela serve para explicar que a mulher trabalha fora de casa e quando volta ainda tem que realizar todas as tarefas de casa, diferentemente dos homens que, em geral, assumem bem menos atividades no lar. O que revela uma pesquisa inédita realizada pela Plan, organização internacional que atua na defesa de direitos da criança, é que essa jornada dupla feminina, no Brasil, começa já na infância. POR ELIZIANE LARA no Oficina de Imagens Fotografias: Bruno Vilela Intitulado “Por ser menina no Brasil: crescendo entre direitos e violências”, o estudo ouviu 1.771 meninas de 6 a 14 anos nas cinco regiões do país e constatou uma desigualdade gritante na distribuição de tarefas domésticas entre meninas e meninos. Para se ter uma ideia do tamanho desse abismo, 81,4% das meninas relataram que arrumam a própria cama, tarefa que só é executada por 11,6% dos irmãos meninos. 76,8% das meninas lavam ...

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Chester Higgins

Maya Angelou e Basquiat juntos: a infância sem medo

Roberto Almeida  "As imagens de Maya com as pinceladas duras e assustadoras de Basquiat, criam uma narrativa de que o medo e o terror está nos olhos de quem os vê" O viver com imensa intensidade une as histórias da escritora Maya Angelou e do pintor Jean-Michel Basquiat. Maya, que morreu dia 28 de maio, aos 86 anos, escreveu nada menos que 7 (sete!) autobiografias. E Basquiat, expoente da arte urbana novaiorquina, morreu precocemente em 1988, aos 27 anos, quando experimentava o sucesso. A união artística de ambos, em um raro livro para crianças, virou uma explosão de cores e sentimentos – mesmo que escritora e pintor não tenham trabalhado juntos originalmente. Life Doesn’t Frighten Me (ou A vida não me assusta), sem tradução ou edição no Brasil, foi uma aposta de Sara Jane Boyers, da editora Stewart, Tabori & Chang, de Nova York. Ela combinou o famoso poema de ...

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O desenvolvimento do racismo na infância – por Gabriela Pires

Como adulta sempre tive uma relação um tanto estranha com crianças. Certamente eu nutro certa afeição por elas, amo as crianças que fazem parte da minha vida. Mas quando preciso me socializar com elas eu entro num estado meio catatônico. Não sei lidar, não sei conversar, fico meio apavorada. Pode parecer uma situação um pouco engraçada inicialmente, um sentimento de uma pessoa sem experiência com crianças. Há os que dirão “é porque você ainda não tem seus próprios filhos” (sinto dizer, mas parir não é a minha praia), mas penso que essa relação um pouco turbulenta com elas pode ter uma origem um pouco mais complicada. por Gabriela Pires, das Blogueiras Negras Imagem: Eduardo Cunha, de 8 anos, de São Paulo. Desde muito cedo as crianças sofrem influências do meio em que vivem e invariavelmente as reproduzem. Isso significa que se estiverem crescendo em um ambiente em ...

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Em busca de uma infância cidadã: socialização, identidade e pertencimento racial

Eliane Cavalleiro2 Referência bibliográfica: COSTA, M. F. V. ; COLACO, V. F. R. ; CAVALLEIRO, E. . Em busca de uma infância cidadã: socialização, identidade e pertencimento racial. In: Fátima Vasconcelos da Costa,Veriana Rodrigues Colaço e Nelson Barros da Costa. (Org.). MODOS DE BRINCAR,LEMBRAR E DIZER: DISCURSIVIDADE E SUBJETIVAÇÃO. 01 ed. Fortaleza: Editora da UFC, 2007, v. , p. 117-139. Considerações iniciais Quando pensamos na infância, no direito à proteção e aos cuidados que toda criança deve ter, consideramos importante trazer à luz um tema controverso: o racismo presente na sociedade brasileira e a maneira como esse afeta o processo de socialização das nossas crianças. O debate, no Brasil, em torno das relações raciais mostra-se em crescente visibilidade desde o final do século passado. A atualidade da discussão evidencia a existência e a permanência do racismo e seus derivados na dinâmica sociedade. Torna-se portanto necessária a compreensão de como os ...

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