terça-feira, julho 7, 2020

    Tag: Márcia Lima

    A professora e pesquisadora Márcia Lima durante entrevista à Folha - Karime Xavier / Folhapress

    Universidade pode tirar negros da mira da bala, diz pesquisadora

    Ser jovem e negro no Brasil é viver sob risco. A taxa anual de homicídios entre homens pretos ou pardos entre 15 e 29 anos é de 185 para cada 100 mil habitantes, segundo o IBGE. Entre brancos, do mesmo sexo e faixa etária, a média é de 63,5 por 100 mil. “Os nossos jovens negros têm que estar dentro das universidades para ficar bem longe da mira da bala”, afirma Márcia Lima, coordenadora do Afro —Núcleo de Pesquisa sobre Raça, Gênero e Justiça Racial do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e professora do Departamento de Sociologia da USP. Em entrevista à Folha, ela defende que a inclusão de pessoas negras no ensino superior é um dos melhores remédios para a violência racial, e que as cotas sociais e raciais são parte essencial dessa agenda de inclusão. Oficializadas em 2012, com a Lei de Cotas, essas medidas poderão ...

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    Márcia Lima, durante o seminário Diálogos, no auditório do Cebrap, em 2016 - Moacyr Lopes Junior - 2.mai.16:Folhapress

    Discriminação e desigualdades raciais no Brasil: obra de Carlos Hasenbalg quarenta anos depois

    Em 1978, Carlos Hasenbalg defendeu na Universidade de Berkeley, sob a orientação de Robert Blauner, a sua tese de doutorado intitulada Race Relations In Post-Abolition Brazil: The Smooth Preservation of Racial Inequalities. Em 1979, a tese foi publicada como livro com o título Discriminação e desigualdades raciais no Brasil, dando início a uma nova linha de interpretação sobre o lugar da raça na compreensão da desigualdade. Neste texto comemorativo dos quarenta anos desta obra, procuro registrar alguns aspectos que fazem desse livro um divisor de águas na literatura sobre o tema e demonstrar o porquê de esta obra permanecer crucial para aqueles que desejam entender as dinâmicas de raça e classe no Brasil. Por Márcia Lima, do Novos Estudos Márcia Lima, durante o seminário Diálogos, no auditório do Cebrap, em 2016 - Moacyr Lopes Junior - 2.mai.16:Folhapress Organizado em três partes – perspectivas teóricas, evolução das desigualdades raciais ...

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    Márcia Lima, pelo traço do ilustrador Caio Borges

    Maria vai com as outras #8: Feminismo Negro

    A socióloga Márcia Lima encerra a terceira temporada numa gravação especial com participação da platéia Da Rádio Piauí Márcia Lima, pelo traço do ilustrador Caio Borges Márcia Lima é doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e é professora do Departamento de sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, a Universidade de São Paulo – muito provavelmente os dois endereços mais sagrados à cátedra das ciências humanas. Sendo assim, Márcia se vê com frequência como a única mulher negra em meio a mestres e doutores, não só dessa área mas de tantas outras do universo acadêmico de excelência do Brasil. E aos 48 anos, ela acaba de assumir a coordenação do Núcleo AFRO, para pesquisa e formação em Raça, Gênero e Justiça Racial, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, o Cebrap. Nesta conversa, que encerra a terceira temporada ...

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    Márcia Lima: “o racismo é um problema que tem que ser enfrentado como racismo”

    Em 4 de novembro foi lançado o AFRO, décimo quarto núcleo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que vai se dedicar à pesquisa, formação e difusão da temática racial. Por Tiago Marconi, do Ciencia na Rua, no GGN Márcia Lima (Foto: Imagem retirada do site GGN) Na segunda-feira, 4 de novembro, foi lançado o AFRO, décimo quarto núcleo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que vai se dedicar a pesquisa, formação e difusão da temática racial. Na ocasião, em carta lida pelo diretor científico Raphael Neves, o presidente do Cebrap, Marcos Nobre, afirmou que “raça, racismo e justiça racial são temas cebrapianos há pelo menos quatro décadas, e é esse acúmulo que agora mudará de patamar com o AFRO”. À frente do núcleo, que tem como apoiadores principais a Fundação Tide Setúbal e o Instituto Ibirapitanga, está Márcia Lima, 48 anos, professora ...

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    Divulgação/Tide Setubal

    Como gênero e raça influenciam a vida acadêmica de alunos e professores?

    Neste episódio de Vozes Urbanas, Márcia Lima, professora do departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo (USP), e membro do Conselho Consultivo da Fundação Tide Setubal, fala sobre como gênero e raça afetam o desempenho e a vivência de alunos e professores negros na universidade, no que diz respeito à baixa representatividade acadêmica e aos temas que eles são condicionados a pesquisar em tais espaços. Da Fundação Tide Setubal   Leia Também: Desigualdades no acesso às universidades e no mercado de trabalho ‘A inclusão não termina com o ingresso’, diz socióloga da USP Racismo e insulto racial na sociedade Brasileira

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    Imagem retirada do site fflch

    Desigualdades no acesso às universidades e no mercado de trabalho

    Nas últimas décadas, observamos um cenário positivo de inclusão de jovens negros, pardos e indígenas no ensino superior brasileiro. No entanto, ainda há muito com o que se avançar. Neste vídeo, a socióloga Márcia Lima expõe alguns de seus principais resultados da pesquisa publicada no livro "Trajetórias das Desigualdades no Brasil", que retrata a desigualdade racial no acesso à universidade e ao mercado de trabalho. "Só existe meritocracia se há igualdade de competição." Do Enfrente Entre Dados traduz de maneira didática e provocativa a desigualdade socioespacial do Brasil com dados, personagens e fontes confiáveis. Este canal compartilha histórias e encontros para inspirar a construção coletiva. Depoimentos, debates, pesquisas, rodas de conversa, seminários e outros eventos apresentam informações, inovações e questionamentos sobre iniciativas voltadas ao enfrentamento das desigualdades socioespaciais e ao desenvolvimento sustentável das periferias. A Fundação Tide Setubal é uma fundação familiar que fomenta estas iniciativas em articulação com agentes ...

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    Márcia Lima, durante o seminário Diálogos, no auditório do Cebrap, em 2016 - Moacyr Lopes Junior - 2.mai.16:Folhapress

    Justiça racial: sociedade e Estado em prol da igualdade

    Por muito tempo, discriminação foi tema ignorado por Marcia Lima consultora de Geledés no Folha de São Paulo Márcia Lima, durante o seminário Diálogos, no auditório do Cebrap, em 2016 - Moacyr Lopes Junior - 2.mai.16:Folhapress Celebramos nesta terça-feira (20) os 323 anos da morte de Zumbi dos Palmares. Já existe no país uma tradição de promover, ao longo desta semana ou deste mês, reflexões sobre a questão racial. Precisaríamos muito mais do que isso para avançarmos neste debate. Mesmo assim, é importante, neste dia, registrarmos as conquistas, os entraves e, acima de tudo, ficarmos atentos em relação ao futuro. O cenário das desigualdades raciais no Brasil em suas amplas dimensões --acesso à educação, progressão escolar, emprego, rendimentos, violência racial, dentre outros-- tem sido alterado em razão de três aspectos fundamentais: denúncia, pesquisa e ação estatal. No campo da denúncia, as lutas contra a opressão racial ...

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    #Geledés30anos: Educação –  atuações por ações afirmativas e pela educação como um direito humano – Video

    A partir de reflexão sobre o projeto Geração XXI, uma iniciativa de ação afirmativa na educação, abordará os desafios para a implementação de ações anti-racista e anti-sexistas, de valorização da presença negra, de sua história e cultura, além dos desafios atuais para a permanência de políticas públicas de redução das desigualdades e de enfrentamento das discriminações e preconceitos. Palestrantes: Cidinha da Silva Escritora. Doutoranda no Programa Multi-institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento /UFBA. Juarez Tadeu de Paula Xavier Doutor em Comunicação e Cultura; assessor da Pró Reitoria de Extensão – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP. Márcia Lima Professora do Departamento de Sociologia – FFLCH/USP; Pesquisadora Senior do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento associada ao Centro de Estudos da Metrópole (CEPID-FAPESP). Debatedoras:  Débora Silva Professora de matemática; educadora social de juventudes; integrante do Coletivo Sociocultural Macambira. Edilza Sotero  Doutora em Sociologia; professora da Faculdade de ...

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    Para Ives Gandra: sobre direitos e privilégios

    São Paulo, 20 de novembro de 2017. Prezado Ives Gandra, Márcia Lima  para o Portal Geledés   Hoje, 20 de novembro, feriado nacional,  resolvi dedicar parte do meu dia  para responder às suas perguntas tão sinceras: “Não sou nem negro, nem homossexual, nem índio, nem assaltante, nem guerrilheiro, nem invasor de terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais?” “E são tantas as discriminações, que chegou a hora de se perguntar: de que vale o inciso IV, do art. 3º, da Lei Suprema?” Podemos começar pelo feriado de hoje que acredito ser mais um incômodo na sua lista. Hoje o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, uma data que para muitos é um absurdo. Afinal, mais um feriado. Celebramos Tiradentes, Independência, Proclamação da República porque não celebrar e reconhecer a luta contra escravidão, um massacre histórico contra uma população? Saiba que como um homem branco heterossexual, o senhor ...

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    ‘A inclusão não termina com o ingresso’, diz socióloga da USP

    Permanência dos estudantes na universidade depende de monitoramento da política e apoio acadêmico e financeiro Por Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo Embora atrasada em relação às outras universidades, a USP deverá ganhar em qualidade e diversidade com a aprovação das cotas em todas as suas unidades a partir do ano que vem. Mas tal inclusão deverá vir ancorada em um amplo apoio da instituição aos alunos, não só de monitoramento da política, mas também financeiro. É o que aponta a professora e pesquisadora de políticas afirmativas do Departamento de Sociologia da USP, Márcia Lima. “Hoje a manutenção dos alunos mais pobres na USP já é um problema. A universidade terá de pensar isso e assumir esse compromisso, pois a inclusão não termina com o ingresso. Em outras palavras, a universidade vai ter de gerir a diversidade que criou. Não se pode desistir de um projeto deste tamanho por ...

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    Racismo e insulto racial na sociedade Brasileira

    Resumo O objetivo deste artigo é analisar a forma como os mecanismos legais do antirracismo brasileiro têm funcionado e os principais obstáculos à sua aplicação visa a dinâmica social do estigma e insultos raciais. Nosso argumento é que existe uma dificuldade em conciliar as categorias da lei interpretadas pelos juízes com a forma real do racismo brasileiro no qual prevalece atos sutis de discriminação assim como o uso de insultos raciais em situações cotidianas. Por Márcia Lima, Marta Rodriguez de Assis Machado, Natália Neris para o Portal Geledés INTRODUÇÃO A política pública brasileira sobre a temática racial esteve por um longo período limitada à aplicação de uma legislação antirracismo punitiva ou marcada por políticas de cunho cultural valorativas. O investimento do Estado em políticas redistributivas que impactassem as consequências da discriminação na posição socioeconômica dos negros foi postergado até o início deste século. Nesses últimos quinze anos, o debate público brasileiro ...

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    As novas políticas de inclusão escolar e as famílias

    O caso dos beneficiários do Prouni na região Metropolitana de São Paulo por Márcia Lima enviado para o Portal Geledés Nas últimas decadas o Brasil passou por profundas transformações que tem contribuido para uma redefinição de seu cenário social. Dentre elas des­tacam-se a redução do número de pessoas em situação de pobreza e a diminuição das desigualdades sociais. Isso foi possivel graças a mudanças estru­turais de carater demográfico, mas também devido a importantes transformações no âmbito da economia e do mercado de trabalho que propiciaram a retomada do crescimento econômico, a redução das taxas de desemprego, o aumento da formalização dos empregos, bem como a valorização do salário mínimo. Essas mudanças tem efeitos importantes no campo educacional, uma vez que geram efeitos positivos nas condições socioeconômicas das famllias, aumentando seus recursos para investimento educacional e diminuindo a participayao de crianças e adolescentes no mercado de trabalho - problema marcante na decada de 1990 -ao mesmo ...

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    Trabalho doméstico no Brasil: afetos desiguais e as interfaces de classe, raça e gênero

    Marcia Lima O documentário "Domésticas” causa múltiplas sensações. É um cenário repleto de desigualdades e de histórias duras que envolvem pobreza, solidão, violência, preconceitos dos mais diversos, tudo isso costurado por relações de convivência e afeto muito familiares aos olhos de quem vê. Ou seja, é desconfortavelmente familiar. por Marta Rodriguez de Assis Machado  e Márcia Lima enviado para o Portal Geledés Não pretendemos neste texto fazer uma análise do filme - o que mereceria certamente autores mais qualificados - mas buscamos enfrentar alguns desafios do tema considerando o significado do emprego doméstico no Brasil bem como as distintas percepções acerca das relações patrões e empregados propostas no filme. Tentaremos nos aproximar de algumas das questões suscitadas pelo documentário no intuito de evidenciar os elementos que marcam a especificidade da subalternidade do emprego doméstico. E que a nosso ver são traduzidos nos desafios de lidar com os problemas sociais ligados ...

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