Tag: povos indígenas

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    E mataram um menino kaigang

    O primeiro originário dessas terras a perceber que os homens brancos e barbudos que chegavam pelo mar, naquele distante 1492, não eram “flor que se cheirasse” foi  Hatuey, um jovem cacique da etnia Taíno, que vivia onde hoje está a República Dominicana, lugar onde desembarcou o grupo de Cristóvão Colombo. Bastaram alguns encontros para que ele percebesse que a cobiça e a violência eram tudo o que eles traziam. Foi então que decidiu dar combate aos espanhóis, mesmo em desvantagem no quesito armas. Percebeu aí que sozinho não poderia vencer e decidiu ir remando até a ilha próxima, onde hoje fica Cuba, para avisar aos demais povos da região sobre as atrocidades  que o grupo estava cometendo e preparar a resistência. Junto a um baú com ouro e joias, ele falou aos parentes: Por Elaine Tavares Do Desacato “Este é o Deus que os espanhóis adoram. Por isso eles lutam e ...

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    1500, o ano que não terminou

    Quem chorou por Vitor, o bebê indígena assassinado com uma lâmina enfiada no pescoço? Por ELIANE BRUM, do El Pais  Um menino de dois anos foi assassinado. Um homem afagou seu rosto. E enfiou uma lâmina no seu pescoço. O bebê era um índio do povo Kaingang. Seu nome era Vitor Pinto. Sua família, como outras da aldeia onde ele vivia, havia chegado à cidade para vender artesanato pouco antes do Natal. Ficariam até o Carnaval. Abrigavam-se na estação rodoviária de Imbituba, no litoral de Santa Catarina. Era lá que sua mãe o alimentava quando um homem perfurou sua garganta. Era meio-dia de 30 de dezembro. O ano de 2015 estava bem perto do fim. E o Brasil não parou para chorar o assassinato de uma criança de dois anos. Os sinos não dobraram por Vitor. Sua morte sequer virou destaque na imprensa nacional. Se fosse meu filho, ou de qualquer ...

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    O ouro canibal

    Em “A queda do céu”, primeiro livro escrito por um Yanomami, o xamã Davi Kopenawa elabora, em interlocução com o etnógrafo Bruce Albert, um complexo manifesto cosmopolítico. Leia um trecho por Davi Kopenawa e Bruce Albert no Outras Palavras As coisas que os brancos extraem das profundezas da terra com tanta avidez, os minérios e o petróleo, não são alimentos. São coisas maléficas e perigosas, impregnadas de tosses e febres, que só Omama conhecia. Ele porém decidiu, no começo, escondê-las sob o chão da floresta para que não nos deixassem doentes. Quis que ninguém pudesse tirá-las da terra, para nos proteger. Por isso devem ser mantidas onde ele as deixou enterradas desde sempre. A floresta é a carne e a pele de nossa terra, que é o dorso do antigo céu Hutukara caído no primeiro tempo. O metal que Omama ocultou nela é seu esqueleto, que ela envolve de frescor úmido. São essas as palavras dos nossos ...

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    Índios já viviam na Amazônia 11 mil anos antes da chegada dos colonizadores

    Quando os primeiros exploradores espanhóis e portugueses descobriram a Amazônia, pouco mais de 1500 anos atrás, ela já havia sido descoberta por populações indígenas há mais de 11 mil anos. As pesquisas arqueológicas na região revelam uma sociedade complexa, cujas obras impressionantes em madeira não resistiram ao tempo. por Glauce Monteiro Do UFPA A arqueóloga e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Denise Schaan, fala sobre as sociedades que viviam na região muito antes do “Novo Mundo” ser descoberto. “Em vez de construírem templos e pirâmides de pedra, na falta dessas, utilizaram construções de terra e madeira. O problema é que a madeira não sobreviveu”, considera. Isso porque há problemas de preservação de artefatos nos solos tropicais. A pesquisadora conta que as descobertas arqueológicas validam os relatos históricos, na maioria das vezes, mas são importantes por fornecer provas materiais sobre o modo de vida ...

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    Indígenas dos cinco continentes participam de Jogos inéditos

    Até o dia 31 de outubro, Palmas, a capital do Tocantins, sedia a primeira edição dos Jogos Mundiais Indígenas, com cerca de mil atletas brasileiros e 700 vindos de países como Rússia, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Mongólia, Chile, Etiópia e Finlândia. Por Mama Press Os Jogos Indígenas já tiveram 12 edições nacionais, desde 1996, em diferentes cidades do país, com apoio do governo federal, patrocínio das prefeituras e, eventualmente, de estatais como Caixa Econômica e Eletrobras. Mas o primeiro evento esportivo e cultural internacional foi ideia dos povos brasileiros terenas e pode impulsionar a criação de uma espécie de comitê para organizar as próximas edições no exterior. Mais de 20 etnias brasileiras – como os Xerente (os anfitriões, do Tocantins), Bororo Boe (Mato Grosso), Asurini (Pará), Pataxó (Bahia) e Canela (Maranhão) – participam dos Jogos. O evento, no entanto, também foi boicotado por etnias como os Krahô e ...

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    Índios poderão ter direito a nome de sua etnia em documentos

    A população indígena do Brasil poderá conquistar o direito de ter o nome de sua etnia em seus documentos de identidade. Projeto nesse sentido consta da pauta da reunião que a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) fará nesta quarta-feira (14), após audiência pública sobre crianças desaparecidas. Do Senado De autoria do senador Telmário Mota (PDT-RR), o PLS 161/2015 altera a Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/1973) e a Lei 7.116/1983 para assegurar a qualquer indígena o direito a ter tal condição — assim como a indicação da sua etnia — expressa em certidão de nascimento, certidão de casamento e carteira de identidade. Para isso, bastará requerer a inclusão, sem necessidade de comprovar a origem étnica. Na justificação do projeto, Telmário afirma que o “reconhecimento e o prestígio aos costumes e as tradições das comunidades indígenas são mandamentos constitucionais”. Ele acrescenta que a aprovação da proposta vai corrigir ...

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    Fazendeiro vira réu por suspeita de racismo contra índios

    A Justiça Federal em Mato Grosso aceitou, no fim de agosto, uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de crime de racismo supostamente praticado contra índios na região do Araguaia-Xingu. O presidente da associação dos fazendeiros da região, Carlos Alberto de Oliveira Guimarães, virou réu por ter afirmado em entrevista: “Nunca vi índio plantar nada, nunca vi índio produzir nada, índio vive praticamente é de cesta básica, de Bolsa Família e de algum recurso mais de pedágio que eles cobram de nós aí.” Do DM A fala do produtor rural, que gerou uma denúncia e a aceitação da acusação na primeira instância da Justiça, lembra afirmações de parlamentares contra populações indígenas. Até agora, esses políticos com foro privilegiado se livraram de investigação e punição. A Associação dos Fazendeiros do Araguaia-Xingu planejava acionar a Fundação Nacional do Índio (Funai) na Justiça, para impedir a continuidade da delimitação de terra indígena em ...

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    “Eu já estava jogada no chão, algemada, e o PM ainda colocou a perna em cima da minha cabeça”

    Índia xacriabá denuncia ação violenta da Polícia Militar A índia xacriabá relatou a violência de que foi vítima durante o Grito dos Excluídos Por Rogério Correia, do Viomundo  A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizará audiência pública em Montes Claros (Norte de Minas) para apurar a denúncia de que agentes da Polícia Militar (PM) teriam cometido abuso de poder e intimidação contra uma índia xacriabá. O caso ocorreu na cidade durante manifestação do Grito dos Excluídos no dia 7 de setembro. A vítima, Juvana Xakriabá, compareceu à reunião da comissão, nesta quarta-feira (09), para dar o seu testemunho. Segundo Juvana Xacriabá, a ação que culminou em sua detenção foi iniciada por uma postura de deboche agressivo por parte do prefeito Ruy Muniz (PRB), que teria provocado os manifestantes com gestos e postura zombeteira. A atitude teria inflado os ânimos, levando ao abalo de uma ...

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    Povos indígenas no Brasil na visão de Eduardo Viveiros de Castro

    Antropólogo revela faceta pouco conhecida de sua trajetória e fala da situação dos povos indígenas no Brasil Por André Goldfeder Do Uol Apontado pelo antropólogo e pensador francês Claude Lévi-Strauss como o “fundador de uma nova escola na antropologia” e referência para diversas áreas como a filosofia, a literatura e arte , Eduardo Viveiros de Castro é dono de uma das mais sólidas obras teóricas da antropologia contemporânea. Desta vez, no entanto, o que está em destaque é sua produção fotográfica, que a partir do dia 30 de agosto de 2015 estará em exibição no Sesc Ipiranga, na mostra Variações do corpo selvagem, cuja curadoria é assinada por Eduardo Sterzi e Veronica Stigger. Viveiros de Castro conversou com a CULT a respeito desta faceta pouco conhecida de sua trajetória e da situação dos povos indígenas no Brasil.   CULT – Sua experiência com fotografia remonta a um período anterior a sua atividade como antropólogo ...

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    Fazendeiros transformam MS em Estado sem lei

    Força Nacional cruza os braços na morte do índio Semião Vilhalva e invasão, por sessenta pistoleiros, do território indígena demarcado. A omissão criminosa do ministro da Justiça No Outras Palavras  Desta vez o acampamento de retomada das famílias Guarani e Kaiowá foi invadido por mais de 60 pistoleiros, que entraram realizando disparos e ameaçando crianças, velhos, mulheres e homens. O novo ataque foi realizado sobre o território sagrado de Ñanderú Marangatú, no local onde se encontra a fazenda denominada Piquiri, sobreposta aos 9.300 hectares de chão tradicional homologados pela Presidência da República. Ainda com as cicatrizes e traumas do ataque anterior, em que Semião Vilhalva, indígena de 24 anos, foi assassinado pelas milícias dos ruralistas à beira de um córrego onde procurava seu filho, as famílias relatam que apenas tiveram tempo de juntar alguns poucos pertences ...

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    Brasil, Brasília, DF, 03/10/2013. O cacique Raoni, a índia Tuíra e lideranças indígenas exibem exemplar da Constituição Federal durante protesto contra a PEC 215, que transfere para o Congresso a palavra final sobre demarcação de reservas, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (DF). - Crédito:DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:145805

    Destino da demarcação de terras indígenas volta à pauta nas mãos dos ruralistas

    Depois de oito meses de discussão, o relatório da PEC 215/00, que transfere para o Legislativo a atribuição de demarcar as terras indígenas e quilombolas, volta nesta quarta-feira (2) para a pauta da comissão especial pronto para ser votado. A proposta é praticamente a mesma apresentada no fim do ano passado. Por Grasielle Castro Do Brasil Post O texto do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), integrante da bancada ruralista, também prevê indenização em dinheiro aos proprietários de áreas que venham a ser desocupadas para integrar território indígena. Pela proposta do peemedebista, o Congresso Nacional examinará projeto de lei e caberá ao Executivo, após aprovação da demarcação, promover a demarcação física. Para o deputado, esse método garante que os índios terão seus direitos resguardados. “Se aprovada nos termos originais, a Emenda Constitucional não redundará emnenhum prejuízo para os direitos dos índios, que estão garantidos na Constituição Federal, assim como não importará em violação ...

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    Intelectuais Indígenas e a construção da universidade pluriétnica no Brasil

    Um panorama da institucionalização dos Grupos PET-Indígenas nas universidades e institutos federais por meio do Programa de Educação Tutorial/Conexões de Saberes do Ministério da Educação no Brasil por Ana Elisa de Castro Freitas no Laced Em 2010 o Ministério da Educação/MEC publicou o Edital 09/2010 possibilitando às universidades e institutos federais brasileiros a criação de novos grupos de educação tutorial em nível de graduação. Neste Edi- tal, uma modalidade inovadora de educação tutorial foi instituída pelo MEC: partindo de uma articulação do Programa de Educação Tutorial com o Programa Conexões de Saberes, foi prevista a organização de grupos direcionados exclusivamente à formação de estudantes universi- tários indígenas. Com esta política, se estabeleceu um plano de institucionalização en- tão inédito no que se refere à educação superior para indígenas no Brasil. Dezessete grupos de educação tutorial indígenas foram constituídos em universidades e institutos federais nas cinco regiões do país. Em interfa- ...

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    Munduruku leva batalha épica por direitos indígenas às Nações Unidas

    Em Genebra, Ademir Kaba denuncia falta de consulta e violações de direitos territoriais pelo governo brasileiro em corrida para construir hidrelétricas na Amazônia No Racismo Ambiental  Genebra, Suíça – Num evento paralelo à 29ª Reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que aconteceu na tarde desta quarta, 24, o líder indígena Ademir Kaba Munduruku denunciou o agravamento de abusos de direitos indígenas pelo governo brasileiro na sua corrida para construir uma quantidade sem precedentes de hidrelétricas na Amazônia. Grande parte de sua crítica teve como enfoque as repetidas violações dos direitos dos povos indígenas a processos de consulta e consentimento livre, prévio e informado sobre barragens que teriam consequências devastadoras para seus territórios e meios de vida. Ademir também condenou a recusa do governo brasileiro de demarcar um território Munduruku conhecido como Sawre Muybu, que sofreria inundações pela mega-barragem São Luiz do Tapajós. As exigências do líder Munduruku ...

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    Violência contra os indígenas é um problema ético

    “Vivemos um problema ético no Brasil, porque o não reconhecimento dos direitos indígenas e dos direitos sociais, em geral, é uma questão que só pode ser discutida e colocada no âmbito da ética”, afirma a antropóloga. “O número de casos de violações e violência contra indígenas aumenta, diminui, aumenta, diminui, mas o padrão da violência contra os indígenas não se modifica”, diz Lucia Helena Rangel à IHU On-Line, na entrevista a seguir, em que comenta o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2014, lançado pelo Conselho Indigenista Missionário - Cimi no dia 19-05-2015, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, em Brasília. De acordo com a antropóloga, que há anos trabalha em conjunto com o Cimi na avaliação dos dados do Relatório, é “bastante delicado” buscar as causas desta violência, porque a relação de causa e efeito “não é tão nítida, na medida em que há uma série de fatores que contribuem para essa situação”.Além ...

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    Você sabia que existe diferença entre as palavras índio e indígena?

    Quem explica é Daniel Munduruku. Com 45 livros escritos, ele já recebeu diversos prêmios no Brasil e no exterior, entre eles o Prêmio Jabuti Do EBC Você sabia que existe diferença entre as palavras índio e indígena? Quem explica essa diferença é o escritor Daniel Munduruku, da etnia Munduruku, que é formado em Filosofia, História e Psicologia, com doutorado em Educação e pós-doutorado em Literatura. Ele acredita que a palavra índio entrou no imaginário no século XVI, que a palavra muda de conotação ao longo da história, e virou apelido. "Um apelido traz sempre um aspecto negativo e reforça algo ruim", reforça. Daniel Munduruku explica que a palavra índio também tem uma conotação ideológica muito forte, e faz com que as pessoas liguem a aspectos ruins, como achar que índio é preguiçoso, selvagem, canibal ou atrasado. Por outro lado, ele acredita que "há pessoas que ao falar índio ...

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    Atores Indígenas protestam contra Racismo no novo filme de Adam Sandler

    A comédia western “The Ridiculous Six”, primeira produção da parceria entre o ator Adam Sandler (“Juntos e Misturados”) e o site de streaming Netflix, está sendo alvo de protestos por parte do seu elenco indígena. A informação é do site Deadline. por Daniel Medeiros Do Pipoca Moderna Cerca de 12 atores indígenas abandonaram o filme, acusando-se de insultar as mulheres e anciãos nativos americanos e de mostrar a cultura apache de maneira “grosseira”. Mas, segundo o Netflix, essa era exatamente a proposta do longa. “O filme tem a palavra ‘ridículo’ no seu título por uma razão: porque é ridículo”, disse um porta-voz do site de streaming. “É uma sátira aos filmes de western e aos estereótipos que eles popularizaram, com um elenco diverso que não é apenas parte, mas também é a piada”. Apesar da saída dos atores, a produção não sofrerá nenhum atraso. Na trama, Sandler será um órfão ...

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    12 filmes para refletir sobre Descolonização da Educação e Povos Indígenas

    A Equipe da Rádio Yandê reuniu uma lista com 12 filmes para refletir sobre Descolonização da Educação e Povos Indígenas. Do Rádio Yandê 1 - Escolarizando o Mundo (Schooling the World, 2010) O filme mostra como educação ocidental foi imposta aos povos, modificando seu modo de viver e crenças. A força do etnocentrismo por trás dos projetos educacionais, que dizem querer ajudar os jovens conquistar uma vida melhor. As falhas da educação institucional e desvalorização das culturas que não fazem parte das correntes de pensamento ocidentais.Os questionamentos sobre definições de riqueza e pobreza ou conhecimento e ignorância são feitos durante todo o documentário.O papel das escolas na época da colonização na destruição do conhecimento tradicional. 2- Enterrem meu coração na Curva do Rio (Bury My Heart at Wounded Knee, 2007) Baseado no best-seller de Dee Brown, o filme mostra o processo de integração indígena junto da sociedade americana, marcado por discriminação ...

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    A marcha dos invisíveis

    por Pedro Alexandre Sanches, do Farofafá, com fotos de Jardiel Carvalho, do R.U.A Foto Coletivo para os Jornalistas Livres O Palácio do Planalto é o próximo alvo. No segundo dia da 11ª edição do Acampamento Terra Livre, cerca de 1.500 indígenas de Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil desfilam pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, desta vez tentando atrair a atenção da presidenta Dilma Rousseff para sua causa. Do Medium  Ontem, o cerco da Polícia Militar se fechou sobre o Supremo Tribunal Federal, quando o poder judiciário esteve na mira simbólica das flechas reais dos arqueiros da Mobilização Nacional Indígena. Hoje, PM e Polícia Legislativa (essa postada ostensivamente diante dos vários acessos à cúpula da Câmara Federal) amedrontam [email protected] originá[email protected] ostentando cassetetes, armas de fogo, capacetes, escudos, a parafernália toda. Foto: Jardiel Carvalho / R.U.A Foto Coletivo Diante do Palácio do Itamaraty, motocicletas cyborg ...

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    Artistas abraçam causa indígena

    A segunda fase da campanha Tamuaté-Aki, em apoio à Mobilização Nacional Indígena, teve início esta semana nas redes sociais, e conta com a participação de várias personalidades, como os bateristas Charles Gavin, ex-Titãs, e Marcelo Bonfá, Legião Urbana, os atores Bianca Comparato, Ana Lima, Johnny Mascaro, Christine Fernandes, Eriberto Leão, Jorge Pontual, Marcos Palmeiras, entre outros. As fotos dos artistas com cartazes em apoio à Mobilização vão estampar parte do material da campanha, como outdoors e posts nas redes sociais. No Racismo Ambiental A Mobilização Nacional Indígena reunirá entre os dias 13 e 16 de abril lideranças indígenas de todo o país em Brasília, no acampamento Terra Livre, e conta com o apoio de diferentes organizações que atuam em prol dos direitos indígenas e das comunidades tradicionais, como os Quilombolas. Na primeira fase, a campanha Tamuaté-Aki enviou ao Congresso Nacional mais de quatro milhões de e-mails, lembrando aos congressistas que ...

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    ‘A PEC 215 ameaça todos os segmentos sociais’, diz o antropólogo Gersem Baniwa

    Um dos mais respeitados ativistas e estudiosos da questão indígena na Amazônia alerta a sociedade sobre o agravamento dos ataques aos direitos de índios, quilombolas e à biodiversidade brasileira Por IVÂNIA VIEIRA, do A Critica  Os povos indígenas terão este ano um cenário nebuloso sujeito ao agravamento de todas as formas de violência das quais têm sido vítimas no Brasil. A avaliação é do antropólogo e professor-doutor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Gersem José dos Santos Luciano Baniwa, e tem base nos indicadores político-econômico colocados como esteios do projeto de desenvolvimento do País. Um dos embates difíceis dos indígenas é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no 215 (transfere para o Congresso a responsabilidade de aprovar a formalização de Terras Indígenas, de Unidades de Conservação e dos Territórios Quilombolas hoje de competência da União). Arquivada no ano passado, a matéria voltará a tramitar no Congresso Nacional nessa nova legislatura. ...

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