sexta-feira, outubro 16, 2020

    Tag: Racismo Institucional

    Mulheres negras usam a tecnologia na articulação de rede contra o racismo no interior da Bahia

    Mulheres negras usam a tecnologia na articulação de rede contra o racismo no interior da Bahia

    A Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, ainda atuante em Cachoeira (a 115 km de Salvador), é um bom exemplo de como as mulheres negras, historicamente, atuam em rede para combater o racismo e seus efeitos. A instituição é uma das que disseminam lições para novas experiências como a organização da I Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem-Estar. A marcha será realizada em Brasília, no dia 13 de maio de 2015, mas a mobilização já está em andamento por meio de redes sociais como o Facebook. Tornou-se comum a disseminação de posts sobre o evento nos perfis do Face e também uma corrente de informações em  blogs e sites. "Utilizar as redes sociais é uma forma de ampliar as nossas discussões para um público que, no cotidiano, a gente não tem acesso", aponta Maria Lúcia da Silva, diretora do  Amma Instituto Psiquê e ...

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    A mulher negra e o racismo institucional.

    A mulher negra e o racismo institucional.

    Há diversas pesquisas que confirmam as dificuldades de ser mulher negra no Brasil. O IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada indica que elas ganham menos, são maioria entre as que sofrem violência sexual e doméstica, são mais mal tratadas no atendimento público de saúde e também são vítimas seletivas de assassinato. por Ana Afro Uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto. Os dados do estudo ”Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado“, mostram em escala nacional a incidência dos maus tratos contra parturientes. Xingamentos, recusa em oferecer algum alívio para a dor, realização de exames dolorosos e contraindicados, ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto à classe social ou cor da pele foram apontados como tipos de maus tratos sofridos por elas. O dossiê elaborado pela Rede Parto do Princípio, para ...

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    Pacientes abandonados – por Mônica Francisco

    Ouvi uma frase que me chamou a atenção, primeiro por sair dos lábios de uma profissional de saúde, uma médica e, segundo, porque pela primeira vez não ouvi críticas ao paciente e ao sistema cruel de saúde pública. A médica afirmou que em muitos casos onde o paciente é acusado de desinteressar-se ou  abandonar um tratamento, na verdade é o contrário, ele é que é abandonado. Há alguns meses ouvíamos críticas à "importação" de médicos pelo programa Mais Médicos do governo federal por parte dos próprios  médicos que, com passeatas e com ferozes pareceres em relação ao assunto. Mas, o que mais me chamou  a atenção de fato neste episódio foi que em nenhum momento se ouvia a defesa dos pacientes, a  vontade de ver as pessoas sendo tratadas com a merecida dignidade por parte do sistema e de seus operadores diretos e indiretos. De lá pra cá, alguns partos nas calçadas dos ...

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    Discriminação e racismo institucional – Brasil 2014

    Um debate-denúncia sobre a discriminação racial e o racismo institucional que permeiam as relações sociais e contaminam o mercado de trabalho brasileiro (2014). O programa 3 a 1, da TV Brasil/EBC, nas vésperas do dia 21 de março, Dia Internacional da Luta Contra a Discriminação Racial, debateu a questão do racismo enraizado na sociedade brasileira, não obstante a miscigenação prevalecente no país mascare a desigualdade racial, que é revelada, contudo, sem velamentos, pelas estatísticas do IBGE , que demonstram que os trabalhadores negros ganham menos da metade dos que exercem a mesma função de trabalho, mas têm a pela clara, assim como enfrentam obstáculos insidiosos no acesso e escalonamento profissional em suas carreiras. A mediadora deste programa foi a jornalista Luciana Barreto. Participantes: Paulo Rangel - O primeiro afrodescendente a alcançar o cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sendo ainda professor de Direito da Universidade ...

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    Programa de pesquisa britânico é condenado por racismo contra médicos quenianos

    Pesquisadores teriam sido passado para trás em promoções e financiamentos Seis médicos quenianos foram indenizados em cerca de R$ 700 mil, no total, em compensação por terem tido suas carreiras "empacadas" por "racismo institucional" em um programa de pesquisa em parceria com o Reino Unido, noticiou na terça-feira a revista Nature. A decisão foi proferida no dia 18 pelo tribunal industrial do Quênia, que considerou que os médicos enfrentaram "discriminação sistemática" enquanto trabalharam no Instituto de Pesquisa Médica do Quênia - Programa de Pesquisa do Wellcome Trust, maior instituição de caridade em saúde do Reino Unido. Samson Gwer, Michael Mwaniki, Nahashon Thuo, John Wagai, Moses Ndiritu e Albert Komba alegaram que foram passado para trás em promoções e financiamentos do programa, tocado em parceria com a Universidade de Oxford. Os médicos também relataram que não recebiam o devido crédito por sua pesquisa e que eram sucessivamente submetidos a contratos de curto prazo enquanto seus colegas ...

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    Morto na porta de hospital sofreu discriminação, diz família

    Familiares do vigilante que morreu após ser vítima de suposta omissão de socorro em um hospital privado da zona leste de SP vão acionar CRM e Justiça para punir eventuais responsáveis Janaina Garcia - Foto: Alan Morici / Terra A família do vigilante Nelson Santos, 48 anos, disse nesta segunda-feira que ele foi vítima de discriminação social e racial ao ter o atendimento negado em um hospital particular de Itaquera, zona leste de São Paulo, na noite da última quarta-feira. Santos morreu depois de passar mal e ser levado ao hospital pelo motorista e o cobrador de uma lotação na qual seguia para o trabalho. Em entrevista coletiva, familiares classificaram o caso como “uma sentença de morte”. As imagens do vigilante, negro, agonizando e se contorcendo de dor em frente ao hospital Santo Expedito, em Itaquera, foram parar na internet, onde repercutiram porque denotaram suposta omissão de socorro por parte de médicos e ...

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    A favela não é mais a mesma

    A favela não é mais a mesma

    Mônica Francisco Na última semana, as discussões das quais participei em seminários e fóruns trouxeram uma reflexão que me acompanhou ao longo dos dias subsequentes. A mudança na forma e no perfil de quem hoje representa a favela, ou melhor, nas ex- lideranças, atuais representações das favelas. Sim, me dei a liberdade de dizer ex-lideranças comunitárias, termo pelo qual não simpatizo muito. Muitos jovens, muitas jovens, e apertando ou ampliando mais o olhar, vejo que esta participação, com cara e jeito diferente(espero que para muito melhor), se mescla com uma série de situações desencadeadas por mudanças pelas quais o Brasil vem passando. Talvez minha análise seja equivocada e então peço desculpas aos que me leem neste momento e estou aberta a outras tantas importantes opiniões e olhares, mas acho que pelo menos não é tão simplória assim. Não posso citar um determinante apenas, mas as ações afirmativas, capitaneadas pelos PVNCS (Pré vestibulares para ...

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    Racismo institucional impede combate à violência contra negros

    Segundo dados, a cada meia hora morre um jovem negro entre 15 e 29 anos no País, o que corresponde a cerca de 18 mil mortes ao ano por Portal Brasil “O racismo institucional é um dos grandes desafios do País”. Com esta frase, Larissa Borges, coordenadora do Projeto de Articulação Nacional do Plano Juventude Viva, embasou sua fala no segundo dia do 1º Encontro Nacional de Núcleos de Formação de Agentes de Cultura (NUFAC) promovido pela Fundação Cultural Palmares (FCP), em Brasília (DF). De acordo com Larissa, o caminho escolhido para o enfrentamento à violência racial precisa ser repensado sob o ponto de vista da prevenção. De acordo com dados do Projeto, a cada meia hora morre um jovem negro com idade entre 15 e 29 anos no Brasil, o que corresponde a aproximadamente 18.000 mortes ao ano de pessoas com esse perfil. Ela comparou o número de jovens ...

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    Banco Mundial: Para além dos campos, racismo é inimigo de milhões na América Latina

    Banco Mundial: Para além dos campos, racismo é inimigo de milhões na América Latina

    Desde bananas lançadas nos jogadores até insultos de seus próprios funcionários, as mais recentes manifestações de racismo no esporte são um indicador de o quão enraizada ainda está a discriminação contra os afrodescendentes – inclusive na América Latina, onde representam 50% dos mais pobres. Recentemente, as redes sociais repercutiram intensamente depois do incidente racista contra o lateral do Barcelona, o brasileiro Daniel Alves, durante um jogo de futebol: um torcedor que estava na arquibancada jogou uma banana e o jogador, sem fazer muito caso, a pegou e a comeu. Simultaneamente outra onda de indignação desatava-se nas redes sociais dos Estados Unidos depois dos comentários ofensivos contra os afro-americanos vindos do proprietário da equipe de basquete Los Angeles Clippers. As hashtags #somostodosmacacos e #ClippersOwnerIsaRacist estiveram entre as mais usadas no Twitter nesta semana. E, no caso do Brasil, gerou uma contra resposta dos ativistas – com os #nãosomosmacacos –, que advertem que o ...

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    “Eu não sou racista. Mas, se a sociedade é, o que posso fazer?”: bem-vindo ao mundo do racismo situacional

    “Eu não sou racista. Mas, se a sociedade é, o que posso fazer?”: bem-vindo ao mundo do racismo situacional

    David Campayou, o torcedor espanhol que arremessou uma banana em direção a Daniel Alves, se defendeu. É mentira que seja racista. Para ele, “tanto faz se uma pessoa é negra, branca ou chinesa”, mas “o mundo é mais complicado”. Kiko Nogueira no DCM Donald Sterling, o dono do time LA Clippers flagrado numa conversa em que mandava a namorada não se meter com negros, negou o racismo. Ele “não se importa se alguém é branco, preto, amarelo ou púrpura”. Mas “é assim. Nós vivemos numa sociedade, numa cultura. Eu não posso mudar a cultura. É grande demais”. O que eles têm em comum? Kareem Abdul-Jabbar, num bom artigo para a Time, fala do “racismo situacional”, algo que se aplica a ambos os casos: como na ética situacional, o racismo, hoje, não tem mais um só modelo ou padrão e sim um contexto que determina a escolha moral correta. É um princípio ...

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    “O Racismo Institucional se constata exatamente quando não se coloca em questão o já estabelecido

    Psicologia:“O Racismo Institucional se constata exatamente quando não se coloca em questão o já estabelecido”

    Uma das frentes de discussão da Psicologia brasileira na atualidade é o chamado Racismo Institucional, tema que tem ganhado cada vez mais espaço nos debates e lutas políticas da nossa categoria profissional. Em termos gerais, o Racismo Institucional se caracteriza pelo fracasso das instituições, públicas e/ou privadas, em atuar de forma equânime com os cidadãos em função da sua cor, origem, local de residência e/ou condição sócio-econômica. Essa situação é bastante sensível no plano público, onde, por exemplo, muitas políticas públicas – e as respectivas redes de serviços delas derivadas – não chegam da mesma forma para determinados grupos sociais. Essa é, portanto, uma perversa manifestação de racismo que se estabelece nas estruturas de organização da sociedade e de suas instituições, traduzindo os interesses, ações e mecanismos de exclusão e discriminação executado pelos grupos hegemônicos e dominantes. Entre os dias 1º e 3 de maio, foi realizada a 2ª edição ...

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    O lado sujo da Ciência e a consolidação do Racismo Científico

    O lado sujo da Ciência e a consolidação do Racismo Científico

    A animalização do diferente foi uma prática bastante comum realizada por estudiosos em nome do progresso científico no Brasil e no mundo. Atos de crueldade e racismo podiam ser conferidos e mesmo aplaudidos em Exposições Antropológicas, os “freaks shows”, considerados marcos da popularização da Ciência à época. NÁDIA CONCEIÇÃO*  A existência de uma raça ariana superior não é um pensamento excludente que ficou no passado. Ainda podemos testemunhar a perpetuação de teorias que reforcem a permanência de um racismo velado e extremamente cruel que, muitas vezes, fica camuflado, porém reforçado por leigos e cientistas renomados dentro do campo científico. Pois bem, esses cientistas acabam reproduzindo, por gosto ou não, um tipo de racismo denominado de Racismo Científico. O Racismo Científico tem registro desde os primórdios da teoria da evolução humana de Charles Darwin, quando atestava a existência de raças inferiores e que poderiam ser capazes de evoluírem com o passar ...

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    Guia de Enfrentamento do Racismo Institucional

    Guia de Enfrentamento do Racismo Institucional

    Guia de Enfrentamento do Racismo Institucional Seu objetivo é o de oferecer novos elementos para a construção de diagnósticos, planos de ação e indicadores que permitam o enfrentamento do Racismo Institucional e de contribuir para a criação de um ambiente favorável à formulação e implementação de políticas públicas, buscando equalizar o acesso a seus benefícios.   Seu objetivo é o de oferecer novos elementos para a construção de diagnósticos, planos de ação e indicadores que permitam o enfrentamento do Racismo Institucional Racismo Institucional uma abordagem teórica O texto apresentado visa oferecer novos elementos que ampliem a visão do marco conceitual sobre Racismo Institucional, que permitam incidir na formulação e monitorar a implementação de políticas públicas nas áreas de Seguridade Social e Trabalho, com especial enfoque para a mulher negra, promovendo o reconhecimento do racismo institucional como violação dos direitos da população negra. Baixe os Manuais sobre Racismo ...

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    Mulher negra continua em desvantagem: Racismo Institucional

    "Observamos no Brasil que, além do racismo social, sofremos com o racismo institucional, que inviabiliza o acesso aos instrumentos do Estado e dificulta o combate ao preconceito em nosso país". Foi o que constatou Luana Natieli, advogada do Cfemea e da Articulação das Mulheres Negras Brasileiras, ao falar sobre a luta das mulheres, especialmente das mulheres negras no Brasil.   Joanne Mota,  De acordo com o Ipea, as mulheres negras têm um índice maior de desemprego em qualquer lugar do país (Foto: Agência Brasil). Segundo ela, a situação da mulher negra, no Brasil de hoje, é resultado de uma realidade vivida no período de escravidão e que ainda está incrustado nas instâncias sociais. "Ao estudarmos este problema verificamos que a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, trabalha mais e tem rendimento menor".Para se ter uma ideia do cenário enfrentado pela mulher negra brasileira, dados publicados em 2012 pelo Ministério ...

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    Foto: IEA

    “As facetas de um racismo silenciado” de Kabengele Munanga

    Resenha de "As facetas de um racismo silenciado" de Kabengele Munanga Foto: IEA Por Vinicius Becker de Souza O texto começa diferenciando dois tipos de racismo: um institucionalizado, explícito, com consentimento do poder público e da sociedade como um todo; outro implícito, "silenciado" e negado por todos. No Brasil, temos o segundo caso, "tem-se o preconceito de se ter preconceito" (Fernandes apud Munanga). Munanga busca a origem desse comportamento na ideologia da elite dominante – o já discutido mito da democracia racial – em contraponto com o senso comum que coloca a culpa na falta de instrução. A visão do Brasil como um país mestiço, onde há um convívio harmonioso entre as diferentes raças, esteve bastante difundida entre todas as camadas da sociedade para fomentar a unidade nacional. Mas a "mistura" entre brancos, índios e negros não produziu igualdade de condições aos seus descendentes, antes pelo ...

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    Gênero e Raça em debate na #arenario20

    Gênero e Raça em debate na #arenario20

    As mulheres estiveram no centro dos debates da Arena Encontros Globais nesta quarta-feira. Para os debatedores, a pobreza tem cor e sexo e buscar equidade significa considerar as dimensões étnico-raciais e de gênero nas políticas públicas de inclusão social. "Uma série de países se associaram para deixar fora do documento trechos sobre igualdade de gênero. O Brasil e outros países defenderam veementemente os os direitos reprodutivos". Sônia Malheiros, representante da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres. A filosofa da educação, feminista e uma das criadoras do Geledés, Sueli Carneiro fez críticas contundentes ao persistente racismo institucional que vitimiza jovens negros criando déficit censitário deste grupo na faixa dos 15 aos 24 anos; ao racismo que atinge todas as dimensões da vida das mulheres negras, que viola direitos humanos e territoriais: "Comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, não podem permanecer sendo tratados como obstáculos ao desenvolvimento", pois "a ...

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