quinta-feira, agosto 6, 2020

    Tag: sexualidade

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    Sexualidade, apenas

    Comentando a Pergunta da Semana Por: Regina Navarro Lins A grande maioria das pessoas que responderam à enquete da semana afirma que se relacionaria com uma pessoa bissexual. Essa é mais uma demonstração de que as mentalidades estão mudando. Até a revolução sexual e o movimento feminista, as atitudes e o comportamento de homens e mulheres eram bem definidos. A expectativa da sociedade é de que as pessoas cumpram seu papel sexual, que sofre variações de acordo com a época e o lugar. Há algumas décadas, não se admitia que um homem usasse cabelo comprido e muito menos brinco. Eram coisas femininas. As mulheres, por sua vez, não sonhavam usar calças, nem dirigir automóveis. Era masculino. As qualidades que se enquadram nos estereótipos masculinos e femininos são facilmente observáveis. Os homens devem ser fortes, ousados, corajosos, agressivos, dominadores, competitivos, racionais, e devem perseguir o sucesso e o poder. As mulheres ...

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    Eu não devia precisar de uma desculpa para ser virgem

    Eu não devia precisar de uma desculpa para ser virgem

    Texto de Shae Collins. Tradução de Bia Cardoso. Publicado originalmente com o título: ‘I shouldn’t need an excuse to be a virgin‘ no site Xojane.com em 10/03/2014. Feministas têm trabalhado incansavelmente para incentivar jovens mulheres a abraçarem sua sexualidade, 22 anos parece um pouco fim de jogo. Meus poucos amigos virgens e eu somos vistos como os esquisitos. Há alguns meses atrás, minhas amigas estavam ao redor de uma mesa falando sobre os lugares mais bizarros em que já fizeram sexo. Quando chegou na minha vez, seus queixos caíram com minha resposta. Então, alguém soltou um suave “Awww”, — do tipo que você faz para um bebê, logo depois que ele solta um arroto. Foi a primeira vez que eu admiti para um grupo de feministas que eu era virgem — algo do qual eu tive vergonha por um tempo. Eu não sou religiosa, não tenho medo de sexo e tenho ...

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    O sexo como tática de atomização na contemporaneidade

    O sexo não é só uma atividade instintual, muito menos uma libertação do mundo das regras. Sexo não é a natureza imperando sobre a cultura, pois ele também é regido por normas e também tem objetos legitimados. Uma libertação sexual (como a dos anos 60), portanto, ao pé da letra não poderia existir, mas teria que ser interpretada como uma mudança das regras que regem a relação dos indivíduos com o sexo. O que acontece na pós-modernidade (e que tem como marco simbólico o Maio de 68), segundo Zygmunt Bauman, é um rearranjo das regras que possibilitam o sexo. Texto escrito por Vinícius Siqueira. Para entrar nesta questão, Bauman, em Mal Estar da Pós-Modernidade (1998), retoma os escritos de Michel Foucault sobre a sexualidade e vê uma inversão em relação ao tratamento que se dá às crianças. Pois a sexualidade infantil, pautada na repressão do instinto e que era ao mesmo tempo natural e proibido ...

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    Eu escolhi não julgar

    Eu escolhi não julgar

    O jogador David Luiz escolheu esperar. Foi só a notícia ser publicada para pessoas diversas começarem a zombaria. Momentos como esse sempre me lembram da necessidade de separar a crítica estrutural do julgamento individual. Quando lutamos contra um padrão de beleza que incita à magreza, não devemos, no caminho, zombar ou condenar as mulheres magras, não é? Então. Texto de Luciana Nepomuceno. Penso eu que nossa crítica e nosso olhar não deve se voltar pra quem está fazendo sexo ou não, pra quem escolheu esperar ou o contrário. Meu corpo, minhas regras serve pra todo mundo, não? Então, eu penso cá com meus botões que a sexualidade alheia não me interessa. Não devia nos interessar quem tá fazendo sexo ou não. Quem escolheu esperar, quem escolheu trepar, quem escolheu não escolher e deixar a vida levar, vida leva eu. Não me interessa se o David Luiz tá fazendo sexo, tá se preservando, ainda é ...

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    Trabalhando com a noção de interseccionalidades

    Trabalhando com a noção de interseccionalidades

    O debate sobre a noção de interseccionalidades vem sendo feito já há alguns anos dentro da teoria feminista. Pretendo trazer, aqui, algumas considerações sobre a temática, tentando interseccioná-la com alguns exemplos práticos. Adriana Piscitelli (2008) nos conta, ao realizar um estudo sobre migrantes brasileiras – ou a feminização da migração brasileira –, que as categorias de articulação, ou interseccionalidades, surgiram em um contexto de crítica às primeiras formulações do conceito de gênero, no bojo da chamada Segunda Onda do feminismo. Por Matheus França Tais conceituações, que inicialmente buscavam localizar a origem da subordinação universal das mulheres, ou a essência da dominação masculina, especialmente dentro das linhas radicais ou socialistas do feminismo, foram criticadas mais à frente, já no final dos anos 80 e durante toda a década de 90. É nesse contexto que vão surgir novas formulações sobre o conceito de gênero, (re)trabalhado por autoras como Joan Scott, Marylin Strathern, Donna Haraway, Judith Butler, ...

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    Imagem: Aleksandra Pawloff (Courtesy Photo)

    Projeto de teatro aborda a temática do preconceito na sala de aula em Manaus

    Para esta edição, os atores do projeto apresentarão a peça “A Legião dos Cinco”, escrita pela coordenadora do Núcleo, Guta Rodrigues, que aborda o universo jovem. Do Dia 24am Imagem: Aleksandra Pawloff (Courtesy Photo) A Escola Municipal Joana Vieira, localizada no Km 32 da AM-010, estrada que liga Manaus a Itacoatiara, vai receber, nesta sexta-feira (16), o projeto “Teatro nas Escolas”. A atividade será realizada a partir das 9h, com a proposta de educar e conscientizar os jovens por meio da arte teatral. Para esta edição, os atores do projeto apresentarão a peça “A Legião dos Cinco”, escrita pela coordenadora do Núcleo, Guta Rodrigues, que aborda o universo jovem. Temas como bullying, preconceito, sexualidade, relação familiar e relação escolar serão colocados em pauta. A direção é colaborativa do elenco, contando com estagiários estudantes de Teatro da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Dinne Queiroz, Débora Ohana, Emille ...

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    Discriminação e nojo: até quando vamos ignorar o que vemos e vivemos?

    Por: JACY AFONSO As discriminações e as dificuldades estão às claras. Não se pode mais tentar tapar o sol com a peneira. É preciso ter olhos de ver e ouvidos de ouvir para que a história seja, finalmente, outra O sociólogo alemão Norbert Elias (1897-1990) desenvolveu uma teoria social que serviu para alargar o campo dos estudos sociológicos voltados à elucidação dos processos de interação humana no âmbito da sociedade. Segundo ele, nos séculos XVII e XVIII, na maioria dos países da Europa ocidental havia o que chamou de sociedade de corte, destacando especificamente a francesa. Nesse período não eram as cidades, e sim a corte que constituía o centro representativo, o local de origem de toda a experiência e toda a compreensão do homem e do mundo. O sociólogo afirma que as cortes foram se transformando em modelos concretos e centros formadores de disseminadores do estilo. Mais além, significaram fonte ...

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    A erotização e objetificação da mulher negra e a sexualidade feminina como tabu

    A erotização e objetificação da mulher negra e a sexualidade feminina como tabu

    Porque tantos homens ainda acham que a mulher está a sua disposição, assim como ele está para ser o macho alfa, porém quando a consciência sexual desta mulher, seu desejo e posicionamento são os mesmos que os dele, ela é vista como vadia? (Sim vadia, sem eufemismos!)Porque ainda hoje, vivemos numa sociedade na qual, apesar de nem sempre terem os mesmos direitos, as mulheres tem tantos deveres? Porque esse pensamento ainda persiste?! Creio eu que estes sejam questionamentos que muitas de nós se fazem, assim como muitas de nós ainda se anulam em nome do sonho do casamento, da maternidade… Mas será que esse sonho é real mesmo? por Anne Dourado Trabalhamos, estudamos, conquistamos cada vez mais autonomia e independência para finalmente um dia assumir uma família bonita, com filhos… De preferência hétero! Não, espera… Mas e o cara? Você não vai perguntar se ele é rodado, no seu circulo ...

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    luizamaia

    Chega de desrespeitar a nossa sexualidade, diz Luiza Maia

    Tratada, no início, com chacotas pelos seus pares, por defender a bandeira contra as músicas de pagode que humilham as mulheres, a deputada estadual Luiza Maia (PT) além de conseguir aprovar a lei antibaixaria na Assembleia Legislativa, com a ajuda da pressão da sociedade organizada, levou sua cruzada para o interior onde leis similares já estão vigorando em 17 municípios. Lutando pela valorização da mulher, ela vê com simpatia tanto a candidatura de Lídice da Mata (PSB) como a estratégia do seu partido de colocar uma mulher como vice na chapa do pré-candidato ao governo Rui Costa (PT). Qual o balanço do projeto anti-baixaria, que proíbe a contratação pelo governo de bandas de pagode que executam músicas que depreciam a mulher? Além de ser aprovado no âmbito do governo do Estado, 17 municípios baianos já adotaram leis similares e, em mais uns trinta, o projeto está em tramitação. A insistência ...

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    A hipocrisia e a sexualidade da mulher negra – Por Paula Libence

    Bonde das Maravilhas, a sexualidade da mulher negra e a hipocrisia nossa de cada dia Há algum tempo, tenho visto algumas repercussões nas redes sociais extremamente ofensivas e incômodas em relação a um grupo de jovens dançarinas do Rio de Janeiro, o chamado Bonde das Maravilhas. As meninas, adolescentes na faixa dos 13 aos 20 anos de idade, vieram a público mostrar o inacreditável. Danças tão cheias de contorcionismos que confesso que a primeira vez que assisti ao vídeo, julguei ser humanamente impossível se equilibrar na nuca para dançar. Tanto que vi outras vezes e, boquiaberta, não conseguia crer, enfim. Mas o que tem causado tanta polêmica, se assim posso dizer, na mídia, não são os contorcionismos dançantes que as meninas do Bonde das Maravilhas apresentam ao seu público, e sim a estranheza social de ver garotas jovens, bonitas, negras e periféricas dançando e cantando de modo tão singular. Fiquei a me ...

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    A cor do pecado: no século xix, a sensualidade da mulher negra

    ______________________   Resumo Esta pesquisa tem por objetivo principal analisar a presença do erotismo em torno da mulher negra durante a escravidão, sobretudo no século XIX. Também serão abordados o uso das vestimentas e os diferentes tipos de agressões sofridos por elas nesse período. Por: ALEXANDRE VALDEMAR DA ROSA* Summary The research's main objective is to analyze the presence of eroticism around the black woman during slavery especially in the nineteenth century. It will examine also the use of clothing and different types of assault suffered by them during this period. Keywords: Black Women, Sensuality, Sexual abuse, discrimination INTRODUÇÃO Pensar em falar de um assunto como o da sensualidade da mulher negra nos tempos escravistas, sobretudo no século XIX é algo realmente desafiador. Isto porque, as informações no que tange esta questão são notoriamente carregas por estereótipos negativos, como se elas tivessem a obrigação de sempre estarem prontamente dispostas a ...

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    Cursos-EAD-Para-Professores-Gestores-e-Alunos-da-Rede-Estadual-de-Paraíba-3

    Especialistas: professores não sabem lidar com sexualidade

    Apesar de avanços sensíveis na formação dos profissionais de educação, os professores, em geral, não estão preparados para orientar os alunos quanto à sexualidade e, principalmente, à diversidade de gênero. Isso é consequência de uma defasagem entre a capacitação dos professores e a realidade vivida por crianças e adolescentes em sala de aula. A avaliação foi feita por especialistas na manhã desta sexta-feira, em Brasília, durante a mesa Educação Integração em Sexualidade dos Jovens, da Oficina de Trabalho Compromissos do Governo Brasileiro com a Plataforma da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento: Rumos para Cairo + 20, promovida pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), da Presidência da República. Para a pesquisadora do Centro Latino Americano de Sexualidade e Direitos Humanos (Clam), vinculado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Cristiane Cabral, é necessária uma mudança na perspectiva do tratamento dado em sala de aula, de temas como ...

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