quarta-feira, maio 27, 2020

    Tag: Haiti

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    Os 216 anos da Revolução Haitiana, a maior revolta de negros em um país colonizado

    O primeiro dia de 2020 também foi o aniversário de 216 anos da Revolução Haitiana, cujo ápice se deu em 1º de janeiro de 1804, quando a colônia da América Central finalmente conquistou sua independência da França, produzindo a maior revolta bem-sucedida de escravizados no mundo colonial. Embora tenha custado muito a economia do novo país, continua sendo celebrada como marco da resistência negra no continente americano. O Haiti começou a ser colonizado em 1492, com o nome de Ilha de São Domingos, e, logo no início desse processo de colonização, houve o massacre dos seus povos originários. Com a vinda dos africanos como escravos para o país, esses foram submetidos a muita violência, a exemplo do que aconteceu no Brasil, e assim como ocorreu aqui, os negros criaram comunidades de resistência no Haiti, os Maroons, que equivaliam aos quilombos brasileiros. A história da revolução começa em 14 de agosto de ...

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    SAUDOSISMO. MOÏSE, O ATUAL PRESIDENTE, É ACUSADO DE CORRUPÇÃO. A MAIORIA POBRE DESEJA COMPLETAR A REVOLUÇÃO DE DESSALINES. FOTO: VALERIE BAERISWYL / AFP

    Consumido pela crise, Haiti sonha com promessas do passado

    Nos muros da capital do Haiti, Porto Príncipe, encontramos uma imagem pintada a estêncil. Retrata uma figura com chapéu tricorne da época napoleônica e casaca militar, e surgiu pela primeira vez em meio à insistente crise política e de segurança que começou no ano passado no país caribenho. O homem retratado é Jean-Jacques Dessalines – imperador Jacques I do Haiti –, general rebelde que derrotou as forças francesas na Batalha de Vertières e fundou o Estado do Haiti, em 1804. E não é apenas em grafites que o legado de dois séculos de Dessalines foi visto nos últimos meses da turbulência política. Nos protestos de rua em massa que explodiram de maneira intermitente ao longo deste ano contra o governo do presidente Jovenel Moïse, envolvido em um escândalo de corrupção de bilhões de dólares, os haitianos apareceram nas ruas vestidos como Dessalines – principalmente durante as enormes manifestações de 17 ...

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    Foto: Bruna Barbosa/ G1

    Trabalhadora que era modelo no Haiti denuncia padaria de Cuiabá

    Os sete meses em que trabalhou como operadora de caixa em uma padaria localizada no Bairro Jardim Aclimação, em Cuiabá, a haitiana Najeda Redon, de 23 anos, disse ter sofrido humilhações diárias e racismo por parte dos administradores do local. Ela denunciou o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que informou ter aberto um inquérito para apurar a situação. A Padaria do Moinho negou ter cometido quaisquer irregularidades e disse que cumpre com o previsto na legislação trabalhista. "Jamais houve trabalho análogo a escravidão", diz trecho da nota divulgada pelo estabelecimento. A jovem, que no Haiti trabalhou como agente de viagens e modelo, afirmou que não podia ir ao banheiro sem autorização dos superiores, nem manter nenhum tipo de contato com os clientes e colegas de trabalho, além do que era proibida de fazer compras na padaria. Com base na denúncia feita pela trabalhadora, o Ministério Público do Trabalho ...

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    Ai de mim e de ti Haiti

    Existem fatos que, por maior que sejam os nossos esforços para não ter um olhar racial, as imagens falam por si. Assistindo recentemente a um documentário sobre o terremoto do Haiti nos veio à mente como a história do negro na diáspora africana é a mesma, não importando se somos ou não a maioria da população. A história haitiana tem mais a ver com a luta de libertação dos negros em nosso país e nas Américas do que possamos imaginar ou nos foi contado nos livros escolares. Basta lembrar que alguns anos após o Haiti se tornar o segundo país livre das Américas, aqui no Brasil, mais precisamente em Salvador, ocorria a Revolta dos Búzios, conhecida também como Revolta dos Alfaiates, inspirada nos ventos vindos do Caribe e na Revolução Francesa. O pequeno país caribenho, desde aquela época, vivencia o drama de ser o vizinho indesejado, aquele que ninguém gostaria ...

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    O Haiti e a comoção seletiva

    A força da natureza voltou a implantar a sua fúria contra o Haiti. O furacão Matthew derrubou ‘os castelos’ de madeira e plástico em que sobrevivia o haitiano. Depois do terremoto com o resultado mais letal da história de acidentes naturais em 2010, vimos agora, o pouco construído, sendo devastado e destruído pelo furacão. São quase 1000 mortos contabilizados, são famílias que voltam a viver sem nada, pois suas ‘casas’, as tendas que nações unidas tinham colocado após 2010, foram despedaçadas e quebradas. A Eletricidade, um emaranhado de fios que todos se conectam comprometendo a vida de todos. O Abastecimento de água está escasso, não existe mais o serviço de limpeza urbana, a ausência de uma segurança pública leva o povo a barbárie. As autoridades locais apontam que mais de 300 mil pessoas necessitam de recursos básicos e atendimento médico. Algumas perguntas ficam no ar, e precisam de uma reflexão ...

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    Maurício Pestana

    Haiti – Por Maurício Pestana

    O Haiti é mais uma vez vítima da natureza. Se em 2010 um terremoto destruiu grande parte da capital Porto Príncipe e deixou mais de 200 mil mortos, na última quarta-feira o furacão Matthew passou pelo país e o resultado é um cenário de devastação: casas destruídas e sem teto, árvores derrubadas, cidades ilhadas por alagamentos e lama dos rios tomando as ruas. O número de mortos já ultrapassa mil pessoas e a ONU (Organização das Nações Unidas) estima que existem mais 1,4 milhão com necessidade de ajuda humanitária. Com os efeitos do desastre cada vez mais evidentes, vários países do mundo estão enviando ajuda aos afetados, inclusive a Venezuela, que doou cargas de alimentos mesmo enfrentando uma crise interna de desabastecimento. O Brasil atua no Haiti desde 2004, comandando a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti – MINUSTAH, e deslocou mais de 600 militares para o sul do país, a zona mais afetada pelo furacão. Apesar das ...

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    Nem terremoto, nem furacão, o Haiti é até hoje punido por sua revolução negra

    Em 14 de janeiro de 2010, logo após o terremoto que devastou o Haiti, escrevi uma reportagem-análise para o UOL partindo de uma declaração polêmica de um pastor e chegando às raízes da permanente devastação por que passa o país: o mundo ocidental até hoje pune o Haiti por sua histórica revolução negra. Troque terremoto por furacão e tudo o mais segue valendo no texto abaixo. Pastor americano atribui terremoto a ‘pacto com o Diabo’ e provoca protestos; país se libertou da França em 1804 Um dia depois do terremoto que destruiu a já precária infraestrutura do Haiti e causou milhares de mortes, o pastor evangélico Pat Robertson afirmou que o fenômeno está ligado ao fato de o país da América Central ter sido “amaldiçoado” por ter feito um “pacto com o Diabo”. Houve uma coisa que aconteceu no Haiti muito tempo atrás, e as pessoas não querem falar sobre ...

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    ONU admite culpa por surto de cólera no Haiti

    Cerca de seis anos após a epidemia de cólera que matou milhares de pessoas no Haiti, pela primeira vez, as Nações Unidas reconheceram seu envolvimento involuntário na disseminação do surto. Em nota, representantes do secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, explicaram que “no ano passado, as Nações Unidas se deram conta de que precisam fazer muito mais a respeito de seu envolvimento desde o início da epidemia e do sofrimento das pessoas afetadas pelo cólera”. Um deles, Farhan Haq, afirmou que uma resposta será elaborada. No comunicado, Haq afirmou que a ONU está considerando “uma série de opções” e “uma nova e significativa série de ações por parte da organização” será apresentada publicamente nos próximos meses. O caso foi noticiado ontem pelo New York Times. A declaração foi feita após, no começo do mês, um relatório apontar que a doença chegou ao país com os capacetes azuis do Nepal, provavelmente, no ...

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    Quando um é mais do que sete: Marcelin, o sobrevivente do terremoto que virou herói do Haiti

    James Marcelin nunca havia calçado chuteiras até os 15 anos de idade. Às vésperas de completar 30, coube justo a ele anotar um dos gols mais importantes da história da seleção haitiana. No placar, aquela bola pode ter representado pouco, diante dos sete tentos do Brasil. Porém, a importância do gol do meio-campista é incomparável. Para o país que vê a Copa América como um motivo de orgulho e a seleção brasileira como um símbolo de esperanças, o chute certeiro de Marcelin tem enorme significado. Algo perceptível principalmente pela vibração nas arquibancadas, onde a maioria era haitiana. A história de Marcelin, por si, ainda o torna um herói mais emblemático. Afinal, ele é um sobrevivente do terremoto que atingiu o país em 2010 e deixou mais de 100 mil mortos. Nascido na cidade de Saint-Marc, o meio-campista começou a ganhar reconhecimento com o Puerto Rico Islanders, se destacando na Concachampions ...

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    “A minha escrita é negra, mas gosto de contos de fadas”

    Roxane Gay pertence à geração de escritores que está a fazer uma literatura vibrante nas Caraíbas. Vive nos Estados Unidos, mas diz-se, antes de mais, haitiana. O seu romance de estreia, Um Estado Selvagem, é uma descida ao inferno. Não estamos perante uma escritora atormentada, apesar do tema do seu romance de estreia, Um Estado Selvagem, que agora é publicado em Portugal. É uma história dura sobre uma mulher raptada e violada no Haiti e uma reflexão sobre clivagens sociais e relações entre pessoas com uma interrogação muito premente: pode o amor sobreviver a um grande trauma (e como)? Na vida da protagonista deste livro há um antes e um depois, como há um antes e um depois do terramoto de 2010 no Haiti. É o país onde nasceram os pais de Roxane Gay e aquele a que a escritora sente pertencer apesar de ter nascido nos Estados Unidos há ...

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    Capacetes azuis trocam produtos por sexo no Haiti e na Libéria

    Os casos de exploração sexual por parte dos capacetes azuis das Nações Unidas continuam sendo algo sistêmico. O último relatório de supervisão interna da organização concentra-se na conduta dos soldados no Haiti (onde o Brasil tem o comando militar da missão da ONU) e na Libéria, dois dos países mais pobres do planeta e os mais afetados por esses abusos. O estudo revela que o sexo utilizado como moeda de troca é “bastante comum”, ainda que as vítimas tendam a não denunciar – o que dificulta a assistência adequada. A ONU tem cerca de 125.000 capacetes azuis mobilizados no mundo todo, em missões de manutenção da paz em zonas de conflito ou realizando tarefas de assistência em países atingidos por desastres naturais. A prática de pagar por sexo é proibida aos capacetes azuis, pois coloca em risco a credibilidade da instituição de proteger a população civil mais vulnerável. É inclusive desaconselhada a ...

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    Para além da tragédia: Mostra em SP explora paraísos coloridos e misticismo vudu do Haiti

    “O Haiti é um país invisível”, disse o escritor Eduardo Galeano (1940-2015) em um discurso em frente à Biblioteca Nacional de Montevidéu em 2011 para reforçar que a ilha caribenha só era lembrada pelas sucessivas catástrofes que acometeram a sua história. Na contracorrente da narrativa trágica, a mostra “Haiti - Vida e Arte”, em cartaz na Galeria Olido, no centro de São Paulo, explora com 80 obras o lado positivo — e colorido — do país, ressaltando a importância da cultura vudu para a emancipação do povo haitiano, a primeira nação a se tornar independente da história da América Latina. “Por todos os lugares, há pessoas que acham que os haitianos não têm muita capacidade de reflexão. Mas nós temos muita imaginação e diversidade em nossa pintura. E nós levamos ao Brasil a alma imaginativa de nossa arte”, afirmou em entrevista a Opera Mundi Emmanuel Saincilus, um dos quase 30 artistas ...

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    Imigrantes haitianos fundam associação com o apoio da CSP-Conlutas

    Neste domingo, 1º de fevereiro, trabalhadores e trabalhadoras do Haiti radicados no Brasil fundaram uma associação para lutar por seus direitos. A assembleia de fundação da USIH (União Social dos Imigrantes Haitianos) ocorreu na sede da Apeoesp, na capital paulista, e contou com cerca de 50 pessoas. "Reunimos os haitianos para organizar a nossa luta para resolver problemas de trabalho, discriminação, a falta de documentos, o genocídio que sofre os negros nesse país, porque também somos negros", explicou Fedo Bacoua, eleito secretário-geral da nova entidade. O dirigente da nova associação, que está há um ano e meio no país, afirma que a ideia da entidade veio da constatação das sérias dificuldades vividas pelos seus conterrâneos no Brasil. "Passamos muitas vezes no Glicério, vemos os haitianos dormindo na rua, quando chove eles não tem onde entrar, muitas vezes não têm o que comer, então pensamos no que fazer para ajudá-los", relata. ...

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    Toussaint L'Ouverture segura a Constituição Haitiana de 1801. (Library of Congress Prints and Photographs Division)

    O Haiti é aqui: a fresta entre a ficção e realidade, por Heloisa Pires

    Em dezembro eu participei do Salon du Livre de Martinica- Les Mondes Crèoles- cujo homenageado foi o vizinho Haiti, o que colocou em destaque e, em debate, a literatura produzida naquele país. O ensejo expôs o quanto os haitianos escrevem, publicam e consomem suas obras sendo a própria história uma temática recorrente. E esta é referência forte não apenas para os locais. Os ventos caribenhos já criaram movimentos expressivos como o Négritude que reuniu intelectuais da estatura dos martiniquenses Aimé Césaire e sua interlocução com Franz Fanon que alcança o senegalês Leopold Senghor, só para alargarmos o escopo de visão nessa perspectiva bibliográfica. O país foi a primeira República das Américas que, conjuntamente, realizou a emancipação de sua população escravizada. Um país negro, com protagonismo negro para a questão da emancipação negra não é um detalhe de cena para as narrativas tropicais. Retroagindo no tempo, aquelas terras foram habitadas por ...

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    Bolívia, ontem; Haiti, hoje

    Bolívia, ontem; Haiti, hoje

    Não é do desconhecimento de ninguém que o mundo vive atualmente uma onda que busca no conservadorismo mais arcaico a solução de todos os problemas econômicos e sociais. O xenofobismo, para dar um exemplo, renasce na Europa com uma força impressionante e não será surpresa se, no rastro dessa pólvora, até mesmo o nazifascismo reaparecer. No livro “Os inimigos íntimos da democracia” (Companhia das Letras, 2012), o filósofo húngaro Tzvetan Todorov alerta que “o discurso democrático (...) vem sendo corroído pela proliferação dos populismos de diversos matizes ideológicos”. Nesse cenário, onde a crise mundial de 2008 lançou pitadas ainda maiores de instabilidade e insegurança, em cada país se vive preconceitos particulares na firme crença de que segregacionismos de toda ordem terão o poder de preservar a unidade social. Assim, quando grupos imigrantes decidem aportar em outros horizontes para fugir da miséria, nada mais natural que as vozes do atraso, que ...

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    Jesus Chucho Garcia: HAITÍ …..el costo de la dignidad histórica

    Occidente históricamente no perdona que ese pueblo de esclavizados en el pasado venciera a los ejércitos más poderosos de la tierra, y se atreviera a construir un modelo social diferente que inmediatamente abolió la esclavitud, acabó con el tráfico negrero y contribuyera a la independencia a los otros pueblos oprimidos del continente Cuando Haití logró convertirse, después de tres siglos de lucha permanente, en la primera República libre de America del Sur y del Caribe, su antigua colonia dominadora, Francia, le lanzó un bloqueo económico, similar al de Estados Unidos a Cuba. Esa Haití irreverente ante Occidente, bajo la dirección de Jean Jacques Desalinees, quien firmó su independencia el 1 de enero de 1804, sufriría un segundo bloqueo de parte de la Iglesia Católica Apostólica y Romana, por atreverse a eliminar esa religión dominante y sugerir el vudú como el credo pueblo. Contra Haití también surgió la indiferencia al no ...

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    O Vodu e a Resistência Negra no Haiti

    Resumo No dia 12 de janeiro de 2010 o Haiti foi atingido por um terremoto que destruiu parte do território do país e deixou milhares de mortos e feridos. O Haiti teve uma árdua experiência de luta contra a colonização e foi o primeiro país das Américas a acabar com a escravidão e se tornar independente. Essa luta protagonizada pela população negra do país desembocou na primeira república negra das Américas. Após esse terremoto declarações de um pastor norte-americano e do cônsul do Haiti no Brasil geraram polêmicas na mídia a nível mundial, ambos associam a catástrofe ambiental a escolha religiosa do povo haitiano, o Vodu. Este presente ensaio aborda a trajetória que levou o Haiti a independência em 1804 e o papel que o Vodu cumpriu nesse processo, além da perseguição religiosa sofrida pelos praticantes do Vodu antes e depois desse período. Palavras-chave: Vodu, Haiti, Intolerância religiosa, negros. Os comunicados ...

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    Negro, não

    Estremecimentos no meio diplomático

    A notícia sobre as declarações do cônsul geral do Haiti em São Paulo me chegou  primeiro pela CBN, no dia seguinte a sua participação no programa "SBT Brasil". Fiquei impressionado com a indignação do locutor, que recomendava ao Itamaraty a expulsão de George Samuel Antoine. Sabe aquela indignação justa diante de uma manifestação inequívoca de racismo?  O locutor da CBN parecia não querer perder a oportunidade de reafirmar valores caros aos brasileiros: impossível conviver, numa sociedade como a nossa, com uma pessoa dessas - fora! Eu estava na cozinha, preparando meu café e ouvindo rádio e me convenci de que já havia ganhado meu dia. Na manhã  seguinte, ganhei  também o mês ao ler a reportagem da "Folha de S. Paulo" sobre o mesmo episódio (FSP, edição de 16/01/2010. p. A21). O repórter Vinícius Queiroz Galvão referiu-se a "um mal-estar nos meios diplomáticos", causado pelas declarações do cônsul do Haiti. ...

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    Jacobinos Negros: O épico e o trágico na história do Haiti

    RESUMO  O AUTOR apresenta uma resenha crítica do livro de C. L. R. James, editado, no Brasil, pela Boitempo, intitulado Os jacobinos negros. Toussaint L'Ouverture e a revolução e São Domingos. James narra e analisa a rebelião dos escravos da colônia francesa situada na ilha de São Domingos, no final do século XVIII, como conseqüência da ação da Convenção surgida da Revolução Francesa de 1789, a qual proclamou a emancipação dos escravos. Nessa rebelião, o autor destaca a ação do líder negro Toussaint L'Ouverture, que, após derrotar exércitos da França, Eha e Inglaterra, ganhou o domínio da colônia francesa. Em seguida, a obra de James se detém na determinação de Bonaparte de restaurar a escravidão e o envio da força expedicionária francesa comandada por Leclerc. Toussaint L'Ouverture viria a ser derrotado e aprisionado. Seus companheiros, Dessalines e outros, os jacobinos negros, prosseguiram o combate e conquistaram, em 1804, a Independência ...

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    François-Dominique Toussaint Louverture

    - Outro (s) nome (s) - Toussaint Louverture - Data de nascimento: 1743 - -Local: Haiti (então Saint-Domingue) - Data de falecimento: 8 de abril de 1803, aos 59 anos - -Local: França - Movimento: Revolução haitiana - François-Dominique Toussaint Louverture Toussaint Bréda, Toussaint-Louverture (20 de maio de 1743 - 8 de abril de 1803) foi um líder da revolução haitiana. Nascido em Saint-Domingue, no decorrer de uma prolongada luta pela independência Toussaint conduziu os africanos escravizados a uma vitória sobre os europeus, aboliu a escravidão e assegurou o controle da colônia pelos nativos em 1797, enquanto era nominalmente seu governador. Expulsou o comissário francês Léger Félicité Sonthonax, bem como o exército britânico, invadiu Santo Domingo para libertar os escravos que ali havia e redigiu uma constituição, auto-nomeando-se governador vitalício e estabelecendo uma nova política para a colônia. François-Dominique Toussaint Louverture Toussaint Bréda, Toussaint-Louverture (20 de maio de 1743 - 8 de abril de 1803) foi ...

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