quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: pobreza

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Pobreza extrema afeta 13,7 milhões brasileiros, diz IBGE

    O Brasil tinha 13,7 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza extrema em 2019. Apesar de o percentual de pessoas nessa condição ter caído em relação a 2018, em termos absolutos, o número se mantém estável na comparação com anos anteriores. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em sua Síntese dos Indicadores Sociais, o contingente representa 6,5% da população brasileira vivendo com menos de US$ 1,90 por dia (R$ 151 por mês, segundo a cotação e a metodologia utilizadas na pesquisa). O número indica um aumento de dois pontos percentuais na comparação com 2014, quando a série atingiu seu menor indicador, de 4,5%. Porém, o índice passou a crescer em 2015 e apresenta estabilidade desde 2017, quando chegou a 6,4%. Por outro lado, se considerada a linha recomendada internacionalmente para o Brasil pelo Banco Mundial, o total de pobres do país —com renda ...

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    Sérgio Lima/Poder360 – 3.set.2018

    Negros e ricos?

    Eu sou rycaaa!?? Então, depende neh mores?! Brincadeiras a parte, há alguns anos desde que fiz meu trabalho de final de curso, há um questionamento que sempre me deixa inquieta, e não sou capaz de responder: Será que existe no Brasil algum negro plenamente rico? Para tentar explicar as causas dessa dúvida, traçarei uma linha de raciocínio, que vai explanar diferentes conceitos de pobreza, para posteriormente contrastar com a realidade em que estamos inseridos e, assim podermos refletir sobre essa questão. Afinal o que é pobreza? Embora sempre relacionada a escassez de algo, esse é um problema estrutural da sociedade que advem de inúmeros fatores, e como um fenômeno multi-facetado, a sua definição é algo complexo que vai se guiar pela vertente de estudo, pelo período e as características sociais desse intervalo, entre outros. De forma gradativa de complexidade trabalharei com três enfoques, que não são contrários entre si e, ...

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    'Testemunhos de pessoas em áreas de vulnerabilidade social indicam que (a merenda escolar) acaba sendo a garantia de consumo mínimo de alimentos durante o ano letivo para parte das crianças', diz especialista; acima, merenda de escola cearense, em foto de arquivo (Direito de imagemEDUARDO AIGNER/MDS)

    Sem merenda: quando férias escolares significam fome no Brasil

    O pano de prato vermelho adorna há dias a tampa do fogão e não existe expectativa de que ele seja retirado dali em breve: não há comida para preparar no barraco em que Alessandra, de 36 anos, mora com cinco filhos - o mais velho de nove anos e o menor de 16 dias. As crianças, em férias escolares, pulam e correm agitadas, se escondem entre as vielas, e Alessandra sabe que em breve chegará o momento em que elas vão pedir para almoçar. Por Paula Adamo Idoeta e Mariana Sanches, da BBC "Me corta o coração eles quererem um pão e eu não ter. Já coloquei os meninos na escola pra isso mesmo, por causa da merenda. Um pouquinho de arroz sempre alguém me dá, mas nas férias complica", afirma Alessandra, que, desempregada, coleta latinhas na favela de Paraisópolis, em São Paulo, onde mora. No dia da entrevista à ...

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    Seis em cada dez crianças brasileiras vivem na pobreza, diz Unicef

    Dos 32 milhões de brasileiros de até 17 anos que vivem em situação de privação, quase um terço sofre com renda insuficiente e direitos negados Por Deutsche Welle , da Carta Capital  Foto: Rizwan Tabassum/AFP Seis em cada dez crianças e adolescentes brasileiros vivem na pobreza, aponta um estudo divulgado nesta terça-feira 14 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O levantamento considera não apenas a renda insuficiente das famílias como uma das faces da pobreza, mas também situações de privação de direitos. Foram analisados a renda familiar de meninas e meninos de até 17 anos e o acesso deles a seis direitos básicos: educação, informação, água, saneamento, moradia e proteção contra o trabalho infantil. Baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, o estudo "Pobreza na Infância e na Adolescência" divide os 32 milhões de meninos e meninas brasileiros que vivem na pobreza em três grupos. A primeira categoria é a de ...

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    “O futuro não ia ser assim”: Pobreza extrema volta a crescer no Brasil

    Mais de um milhão e meio de brasileiros despencam para nível social mais baixo em 2017, o segundo ano consecutivo que o número de pobres aumenta. Por TOM C. AVENDAÑO, do Vermelho Maria Siilva Nunes, no refeitório de uma escola de Heliópolis. (foto:Reprodução do site Vermelho) Em 14 de maio de 2017, Maria Silva Nunes, sexagenária, negra e com uma expressão de cansaço permanente no rosto, passou da classe social mais baixa do Brasil para a pobreza extrema. Era o Dia das Mães e sua família, com a qual levava uma vida precária em Heliópolis, a favela mais populosa de São Paulo, ia se reunir para comemorar. Ali estavam suas três filhas: a doente que ainda mora com ela, a que teve o primeiro de três filhos aos 16 anos e até a que está na prisão, beneficiada pelo indulto do Dia das Mães. O dia começou bem e terminou ...

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    Violência, pobreza, cultura e potência. A periferia e as tentativas de transformação da realidade. Entrevista especial com Tiaraju D’Andrea

    “A periferia paulistana passa por um período de transição”. Esse é um dos diagnósticos do sociólogo Tiaraju D’Andrea, que acompanha as transformações nas periferias nos últimos 25 anos. Segundo ele, embora o lulismo tenha representado “uma melhoria nas condições de vida” na periferia, “o desemprego ronda esta população, sendo as condições de trabalho uma preocupação concreta”, e “há uma descrença generalizada nos partidos políticos e no sistema representativo como um todo”. Por Por: Patricia Fachin, do IHU Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, D’Andrea explica as principais transformações ocorridas na periferia paulistana em duas décadas e meia, como o surgimento do Primeiro Comando da Capital - PCC, o crescimento dos evangélicos e a explosão de coletivos artísticos. “Esses três fenômenos foram saídas encontradas pela própria população da periferia para superar o contexto de violência e pobreza da década de 1990. Foram formas de superar o esgarçamento do tecido social ...

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    “A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza”, por Mia Couto

    Trecho de discurso proferido por Mia Couto na abertura do ano letivo do Instituto Superior de Ciências e Técnologia de Moçambique: por Mia Couto Do Pensar Contemporaneo “A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza. A nossa pobreza não pode ser motivo de ocultação. Quem deve sentir vergonha não é o pobre mas quem cria pobreza. Vivemos hoje uma atabalhoada preocupação em exibirmos falsos sinais de riqueza. Criou-se a ideia que o estatuto do cidadão nasce dos sinais que o diferenciam dos mais pobres. Recordo-me que certa vez entendi comprar uma viatura em Maputo. Quando o vendedor reparou no carro que eu tinha escolhido quase lhe deu um ataque. “Mas esse, senhor Mia, o senhor necessita de uma viatura compatível”. O termo é curioso: “compatível”. Estamos vivendo num palco de teatro e de representações: uma viatura já é não um objecto ...

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    Eu, Daniel Blake: se você é pobre, a culpa é sua!

    No filme de Ken Loach, Daniel Blake vai sendo, aos poucos, sufocado e triturado pela máquina de uma cruel espiral burocrática, puro Kafka neoliberal. Por Léa Maria Aarão Reis Embora 2017 ainda dê os primeiros passos, Eu, Daniel Blake, o filme de Ken Loach realizado dois anos atrás e premiado pela segunda vez (fato raro) com a Palma de Ouro em Cannes, em 2016, se revela como uma das melhores e mais emocionantes produções cinematográficas do período. É um imenso sucesso de bilheteria no Brasil e na Europa e cotado para ganhar, concorrendo com o nosso Aquarius, o francês Cesar de melhor filme estrangeiro, este ano. Trata-se de mais um trabalho de Loach, de 80 anos, filme espartano e sem firulas, como é toda a sua vasta obra de cinema documental. Nele, mais uma vez, o diretor assume a defesa dos mais vulneráveis (neste caso, os idosos) no embate inglório com ...

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    Brasil terá ao menos 2,5 milhões de ‘novos pobres’ até o fim do ano

    Estudo inédito do Banco Mundial aponta medidas para conter avanço da pobreza Por RENATA MARIZ, do O Globo  Celiane da Silva Neves com o filho Hyago, de 1 ano e 3 meses - André Coelho / Agência O Globo Estudo inédito do Banco Mundial, ao qual o GLOBO teve acesso, aponta que o número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil aumentará entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o fim deste ano. Denominados de “novos pobres” pela instituição internacional, porque estavam acima da linha da pobreza em 2015 e já caíram ou cairão abaixo dela neste ano, eles são na maioria adultos jovens, de áreas urbanas, com escolaridade média e que foram expulsos do mercado de trabalho formal pelo desemprego. Se quiser estancar o crescimento da pobreza extrema aos níveis de 2015, base mais atual de dados oficiais sobre renda, o governo terá que aumentar o orçamento do Bolsa ...

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    Os 8 bilionários que têm juntos mais dinheiro que a metade mais pobre do mundo

    Os oito homens mais ricos do mundo possuem tanta riqueza quanto as 3,6 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre do planeta, segundo a ONG britânica Oxfam. A organização de assistência social afirmou que a comparação, questionada por críticos, é resultado de uma coleta mais precisa de dados, e que o fosso entre ricos e pobres se revelou "bem maior do que temia". Fonte: BBC Brasil A divulgação do relatório da ONG coincide com o início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Mark Littlewood, do centro de estudos londrino Institute of Economic Affairs, disse que a Oxfam deveria se concentrar em sugestões para elevar o crescimento. "Como uma organização 'antipobreza', a Oxfam parece estranhamente preocupada com os ricos", afirmou o diretor-geral do centro de estudos, conhecido pela defesa da economia de mercado. Grandes iates são peças de consumo recorrentes entre bilionários do planeta Ben Southwood, chefe ...

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    Por que pobre vota em rico?

    Para ela, só existe uma explicação para esse fenômeno brasileiro: disforia de classe. Veja se você é um disfórico classista. por Ana Roxo no Nocaute Porque pobre vota em rico? Vamos elaborar alguns conceitos a partir disso. O primeiro conceito que eu gostaria de jogar na roda, criado por mim mesma, é o conceito de disforia de classe. Se você não sabe o que é disforia, é um termo emprestado da discussão de identidade de gênero, e disforia literalmente significa: sensação vaga, subjetiva e indeterminada de mal-estar. Quando a gente está falando de disforia de gênero é uma sensação vaga, subjetiva de mal-estar com o gênero que você nasceu, com o seu corpo, não sei, não quero entrar nessa discussão, é muito complexa. O que seria então disforia de classe, é um nome bonito pro bom e velho “come mortadela e arrota peru”, não, mortadela não pode falar mais, “come ...

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    Sabemos que os mais pobres sempre vão sofrer mais

    A constante e crescente tensão nas favelas do Rio de Janeiro, e consequentemente as mortes que vão ocorrendo em uma escala ascendente, vem preocupando seus moradores, moradores da cidade que circulam ou trabalham nelas e suas instituições. Por Mônica Francisco Do Jornal Do Brasil Em um momento de turbulência nacional, de incertezas políticas em um quadro que manifesta cada vez menos investimentos nas áreas sociais, que aliás, sempre foram a nossa maior chaga, produzida por um quadro brutal de desigualdades ao longo de mais de quatro séculos e diminuição de possibilidades para muitos cidadãos e cidadãs. Há cinco dias "celebrávamos " o silencioso 13 de Maio; e ainda que a  avaliação de muita gente seja de que apesar de tudo, a luta do movimento negro produziu positivas conquistas adquiridas pelos descendentes das populações escravizadas pelos portugueses que aqui viviam, muito ainda há por se conquistar, muitas das conquistas advindas das políticas ...

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    Xuxa e a fetichização da pobreza

    Ao dizer que os três meninos negros no sinal estavam “ralando para conseguir um dindin”, Xuxa não percebe a violência e o racismo da situação Por Djamila Ribeiro Do CartaCapital 'Daivison, João e Pedro...meus novos amiguinhos ralando para conseguir um dindin', escreveu Xuxa no Facebook No dia 5 de março, sábado último, a apresentadora Xuxa postou em sua página do Facebook uma foto de, no mínimo, mau gosto. Na foto, a “rainha dos baixinhos” está dentro de seu carro importado e, do lado de fora, estão três meninos negros, segurando bolas que sugerem o trabalho em algum semáforo, com a seguinte legenda: “Daivison, João e Pedro...meus novos amiguinhos ralando para conseguir um dindin”. De imediato, a foto viralizou (eram mais de 5 mil compartilhamentos até a manhã da segunda) e várias críticas surgiram. São tantos os erros nessa atitude que fica difícil nomear. Primeiro,  trabalho infantil é crime e não deve ...

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    contardo-calligaris

    Pobres meninos ricos

    A pobreza não é boa para a saúde física (hospitais lotados, hábitos alimentares baratos e ruins etc.). por Contardo Calligaris na Folha Também a pobreza não é boa para a saúde mental. Há o estresse da luta para colocar comida na mesa. Há a frustração produzida pelo triunfo da necessidade sobre os desejos ("Pense no pão, esqueça-se dos seus sonhos"). E falta dinheiro para terapia e medicação. Além disso, numa sociedade vaidosa e exibicionista, a falta de meios e perspectivas encoraja "vacilações" morais: tentações e condutas criminosas. Nessa direção, aliás, é quase sempre proposta uma distinção entre 1) pobreza (que, por si só, não "explica" nada), 2) miséria (extrema necessidade que quase justifica o crime) e 3) exclusão social (em que a lei e os princípios da comunidade não valem para mim porque, se não faço parte da comunidade, não tenho por que obedecer às suas regras). Agora, se estamos ...

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    Gregório Duvivier: “Eu tenho pé de maconha em casa. Por que não me prendem?”

    Em sua fala durante debate com o coletivo antiproibicionista “Quebrando o Tabu”, o humorista ironizou o fato de que há mais de um ano afirma que cultiva maconha em casa e que até agora a polícia não bateu em sua porta; “É porque sou branco, rico e moro no Rio de Janeiro (…) O crime no Brasil é ser pobre”. Assista Da Revista Fórum  Foi realizado na última terça-feira (24), em São Paulo, o primeiro debate “Quebrando o Tabu”, do coletivo antiproibicionista que leva o mesmo nome. Divulgada a íntegra do vídeo da discussão, a fala de um dos participantes – o humorista e ator Gregório Duvivier – ganhou repercussão pela sinceridade e ironia. Em um dado momento, Duvivier assume que planta maconha em casa e ironiza o fato de a polícia até hoje não ter o prendido, tendo em vista que ele já havia tornado a informação pública em ...

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    ‘Pela primeira vez no Brasil, temos gente rica assustada’

    Sócio majoritário do conglomerado Semco Partners e ex-professor de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ricardo Semler tornou-se um dos empresários brasileiros mais conhecidos no exterior nos anos 90 por aplicar em sua empresa princípios gerenciais que ficaram conhecidos como 'democracia corporativa'. Por Ruth Costas, do BBC Na Semco, os trabalhadores escolhem seus salários, horário e local de trabalho, além dos seus gerentes. A hierarquia rígida foi substituída por um regime em que todos podem opinar no planejamento da empresa. Recentemente, Semler voltou a ganhar notoriedade no Brasil e no exterior por dois motivos. Primeiro, porque o desempenho extraordinário de algumas empresas criadas por jovens empreendedores (como Facebook e Google) aumentou o interesse por práticas gerenciais inovadoras. Segundo, em função de um artigo polêmico publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, em que, ao comentar o caso de corrupção na Petrobras, Semler defendeu que "nunca se roubou tão pouco" ...

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    #TetoColeta: ONG faz campanha para escancarar pobreza no Brasil e recrutar voluntários

    A ONG internacional TETO preparou um impactante ensaio fotográfico para conscientizar sobre a extrema pobreza no Brasil. Por Diego Iraheta, do Brasil Post  As imagens retratam pessoas de uma comunidade carente de Guarulhos (SP), próxima ao aeroporto internacional. Elas seguram cartazes com manchetes de sites sobre celebridades, com ~notícias~ como o famoso que estaciona o carro ou a artista que é vista comendo pastel. A ideia é comparar a baixa visibilidade que a imprensa dá para a miséria no País com a alta repercussão midiática de qualquer bobagem na rotina de artistas:   O diretor comercial da TETO, Pedro Oliveira, explicou ao Brasil Post o propósito da ação: "Queremos evidenciar a pobreza no Brasil. Só conhecemos a fundo essa realidade quando colocamos o pé na lama e visitamos as favelas e comunidades, como fazemos todo fim de semana." A série de fotos pavimenta o caminho para a campanha #TETOColeta, que ocorre ...

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    Artigo revolta morador da favela da Rocinha

    O infeliz artigo de Silvia Pilz, em que ela humilha e estigmatiza a população que na última década começou a ter acesso a serviços antes reservados às elites, causa revolta em muitas pessoas. Davison Coutinho, 24, morador e líder comunitário da Rocinha, criticou o texto da jornalista: "Essa senhora reprova e exclui o outro apenas por não ser da mesma classe social que ocupa e, por isso, faz declarações ignorantes. Em meio aos problemas de guerra que vivemos no mundo, precisamos de mais tolerância e amor e não perder tempo lendo ofensas intolerantes e discriminatórias. Não toleramos mais um país ou uma cidade partida por preconceitos" Do Brasil247 A jornalista Silvia Pilz publicou ontem em seu blog o artigo "O plano cobre", onde ela destila todo seu preconceito contra as classes populares que nos últimos anos começaram a ter acesso aos serviços de saúde antes reservados às elites. Seu artigo atiçou a fúria ...

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    monica-francisco

    As empreiteiras, a Justiça e a impunidade

    Mônica Francisco * Ao ouvir o senso comum nas ruas e nas vielas das favelas, bares, "tendinhas", esquinas ou outra roda de conversa qualquer onde o assunto seja a tão propalada e desejada justiça, vem logo a célebre frase: "Cadeia é para pobre, preto e favelado." Em seguida um sem número de exemplos vêm como enxurrada: corruptos que recebem tratamento privilegiado desde a suspeita até o momento que culmina com o breve ato da prisão. Algemas, exposição vexatória, algum "carimbo" especial deixado por alguma utilização de força "desproporcional" não cabem nesta "agenda". Sabe-se exatamente qual será o futuro do pretenso ato de fazer justiça e dar uma satisfação à sociedade. Tudo isso acaba com um arquivamento aqui, uma pessoa que era ligada a tal político ou empreiteiro, empresário ou afins e que fazia tudo sem conhecimento da vítima injustiçada e caluniada. Tudo ficará esclarecido e nada terão contra o dito ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    Que país é esse?

    Os novos dados sobre pobreza divulgados pelo IPEA falam em aumento do desemprego e da violência e em queda da renda. Estimam em 53,9 milhões o número de pobres, dos quais 44% são negros e 20,5% são brancos. Isso corresponde a aproximadamente 24 milhões de negros e 11 milhões de brancos. Desse contingente de pobres, 22 milhões encontra-se em condições de indigência. Suspeito que entre os 11 milhões de brancos pobres, encontram-se muitos como Ronaldo, o Fenômeno, que até se iniciar no futebol também era branco, segundo ele, e pobre, conforme sua história de vida. Se o número de negros pobres é mais do que o dobro do de brancos pobres, isso significa que ser branco implica em 50% de chances a menos de ser pobre ou indigente no Brasil? Os números indicam que sim, e isso quase equivale a um seguro de vida. Outra informação que sobressai dos dados ...

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