Tag: poesia

    @LEXSHOTZPANDM/Nappy

    Nasceu

    Ela nasceu assim, atrasada, recatada sem ter hora pra vir. Na hora do choro, grito. Desmedido. Na hora da euforia. Alegria. Pronto cheguei. Ela se calou, encolheu os braços, não chorou. Foi assim que vim ao mundo. Sem choro, sem grito, sem riso… Parece melancolia, dor, desrazão, mas foi assim que meus olhos viram a cor dessa imensidão. Ela me traz essas histórias. Menina roxinha, miudinha. Descabelada. Como sempre. Hoje ela canta, faz roda, ciranda. Não encontra. Perturba. Se pergunta. Recria, cria, a dor da sua cor. Diferente. Do riso ao siso. Dos cachos aos lisos. Assumiu. Sumiu. Passou. Mas ela dança, encanta. Pula no pula-pula, mulher. Fala dos seus segredos. Queria ser perfeita, enfeita, sincera. Mas dói dizer que sinto saudades, que tenho medo, que sou insegura. Segura, que sonha fantasia. Ela parece loucura, um riso que dá medo, gargalhada que mais parece um trovão. Já ouviu? Música. Só ...

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    Um dos criadores do Dia da Consciência Negra, poeta é influência para novas gerações TÂNIA MEINERZ/GAZETA DE ROSÁRIO/DIVULGAÇÃO/JC

    A poesia universal do negro-gaúcho Oliveira Silveira

    Em seu cartão de visita, Oliveira Silveira se definia como pesquisador da cultura afro-brasileira e escritor de literatura negra. Falecido no dia 1 de janeiro de 2009, o poeta, professor e intelectual, com grande trabalho dentro do movimento negro (foi um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra), deixou um legado vivo e que segue sendo objeto de pesquisas e influenciando novas gerações. Nascido no distrito de Touro Passo, na Serra do Caverá, em Rosário do Sul, Oliveira fez uma poesia que refletiu sobre o seu tempo e que se mostra, cada vez mais, universal. Por Rafael Gloria, do Jornal do Comércio Um dos criadores do Dia da Consciência Negra, poeta é influência para novas gerações. (Foto: TÂNIA MEINERZ/GAZETA DE ROSÁRIO/DIVULGAÇÃO/JC) O poeta, letrista e crítico de poesia Ronald Augusto conta que conheceu Oliveira no início da década de 1980, quando procurou saber mais sobre o ...

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    Vencedora do Slam BR 2019, Kimani transforma raiva em versos e vai representar o Brasil no campeonato mundial de poesia falada na França

    Quando escolheu o codinome pelo qual ficaria conhecida na cena da poesia marginal de São Paulo, a poeta Cynthia Santos decidiu-se por Kimani. O nome de origem africana-americana, que significa “meiga e doce”, parecia perfeito para alguém que descobriu o talento com as palavras escrevendo cartinhas no jardim de infância. Por NATALIA GUARATTO, Da TPM (Foto: Sérgio Silva/Slam BR) O tempo passou e as frases de amor e carinho deram lugar ao desabafo em forma de versos e gestos potentes sobre ser mulher, ser negra e ser da periferia. “Sempre consigo escrever quando estou muito puta”, diz a artista, que foi consagrada campeã do Slam BR 2019, maior competição de poesia falada do país, em dezembro deste ano. Nascida no Grajaú, zona sul de São Paulo, Kimani cresceu dentro da Igreja Católica, onde certa vez escutou uma profecia. “Uma moça me disse que eu seria uma ...

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    Pieta Poeta foi a vencedora da edição de 2018; organização afirma que a presença de mulheres tem crescido cada vez mais (Foto; SÉRGIO SILVA/PONTE JORNALISMO)

    Espaço de fala da juventude da periferia, Slam BR reúne representantes de todo o país

    Em sua sexta edição, edição será realizado no Sesc Pinheiros, a partir desta quinta (12). Organização diz que este ano a batalha será a maior de todas. Destaque para a participação das mulheres negras Do Rede Brasil Atual Pieta Poeta foi a vencedora da edição de 2018; organização afirma que a presença de mulheres tem crescido cada vez mais (Foto: SÉRGIO SILVA/PONTE JORNALISMO) São Paulo – A 6ª edição do Slam BR, campeonato brasileiro de poesia falada, será realizada desta quinta-feira (12) até o próximo domingo (15), no Sesc Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. Com representantes de todas as regiões do Brasil, poetas e poetisas se enfrentarão num movimento que mantém vigoroso ritmo de crescimento. Presente em pelo menos 20 estados brasileiros e em 200 comunidades, a batalha surgiu em 2008. No slam, o júri é formado pelo próprio público, que atribui notas aos ...

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    Sarau da Ponte Pra Cá pela primeira vez acontece no Centro de São Paulo – hoje as 19h

    O SARAU DA PONTE PRA CÁ nasceu em 2014 e surgiu como uma alternativa na região do Campo Limpo para disseminar a arte em todas as vertentes! Avante! Hoje se apresentará no Centro de São Paulo. “O Sarau da Ponte pra Cá, nômade nessa edição , migrando das periferias ao centro, trazendo artistas diversos . A estação de trás o protagonismo de artistas negros , uma vez que estamos em novembro, porém esse diálogo é feito nos 12 meses do ano pelo Sarau.” Os Artistas Alice dos Santos (DJ Licciss) Usa a musica para conectar as pessoas, tem a leitura de que a musica é a fala universal e desenvolve esse trabalho como uma multiartista no território do Grajau, DJ, atriz e figurinista. Atualmente integrante do Grupo 011 de teatro e dança, Produtora e DJ do Slam do Grajau. Di Nanã Turbantes Surgiu com o objetivo de proteger o Orì ...

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    UFRGS e Unipampa lançam curso EaD sobre o poeta gaúcho Oliveira Silveira

    Vida, obra e consciência negra serão temas dos módulos Por Sátira Machado, enviado para o Portal Geledés  Divulgação/Oliveira Silveira: o poeta da consciência negra brasileira Em alusão ao 10 anos de morte de Oliveira Silveira, no dia 12 de novembro será lançado o curso “Oliveira Silveira: o poeta da consciência negra brasileira”, a partir das 18 horas, na Sala II do Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre.  O curso será ofertado na modalidade de educação a distância (EaD) na plataforma Lúmina (https://lumina.ufrgs.br/), com acesso gratuito a qualquer público, sem pré-requisitos e sem limite de vaga, bastando inscrever-se. Depois do lançamento do curso, estarão disponíveis as videoaulas, os materiais de apoio e as atividades para alunos e alunas logados/as, que poderão estudar de forma auto instrutiva conforme sua disponibilidade, já que o curso não tem restrições para o término. ...

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    Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann - Divulgação

    Rimas sobre racismo, misoginia e miséria brotam em filme sobre slam de poesia

    Co-dirigido por Roberta Estrela D'Alva, longa mostra a prática dos EUA às periferias do Brasil por Andrea Ormond no Folha de São Paulo Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann - Divulgação “Poetry slam” é a competição entre poetas que recitam os próprios versos em, no máximo, três minutos. Sem acompanhamento musical, no ritmo de stand-up. A plateia faz parte do evento: todo silêncio e todo grito cortam o ar –para felicidade ou desespero dos participantes. A cada rodada, jurados levantam placas com notas, até que alguém sai vencedor. O esquema foi criado em Chicago, na década de 1980. Depois disso, abraçou o mundo. Do jazzismo “beatnik” ao estilo hip hop. Do existencialismo à política. Das batalhas de menor duração (dez segundos) ao “slam do corpo” (voltado para deficientes auditivos). Cabe de tudo no caldeirão. “Slam: Voz de Levante” apresenta ...

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    “A poesia nos une pela cor, pela dor e pelo amor”, diz o poeta Sérgio Vaz

    Mineiro de Ladainha, o aclamado poeta da periferia, Sérgio Vaz, chegou à periferia de São Paulo, aos quatro anos. Através do pai, desde menino, criou intimidade com os livros. Primeiro conheceu o romance para depois apaixonar-se pela poesia, e nunca mais a largou. A paixão pela rima levou-o a criar, com o poeta Marco Pezão, há 17 anos o Sarau da Cooperifa, no bar do Garajão, em Taboão da Serra. Vaz se tornou um grande mobilizador de jovens da preferia rumo à poesia, e os rappers Mano Brown e MV Bill, a atriz Zezé Motta e o escritor moçambicano Mia Couto já frequentaram seu sarau. Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, o poeta destaca que precisamos "construir mais pontes e menos muros" para conhecer realmente a periferia e quem nela habita. Ainda ressalta que para entendê-la “não basta ser de centro, esquerda ou de direita, tem que entender de humanidade”. ...

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    Poesia no metrô faz viagem ficar mais leve e dá sustento

    O trajeto de ida e volta para casa do trabalho pode ser cansativo, estressante, sem graça. Com isso em mente, os jovens do coletivo Poetas no Vagão decidiram levar um pouco de sua arte para dentro do metrô. Atuando no início da Linha 4, onde os intervalos entre as paradas são maiores, o grupo rapidamente transforma passageiros em público ao pedir licença para declamar seus poemas, que versam sobre racismo, violência, machismo e corrupção. Assim, nos sete minutos entre as estações Jardim Oceânico e São Conrado, os 20 membros do grupo encontraram uma forma de sustento, enquanto lidam com diferentes formas de preconceito. Por Paulo Assad Do Extra Os jovens do coletivo Poetas no Vagão começaram a se apresentar na Linha 4 no ano passado: sete minutos para fazer arte Foto: Paulo Assad — Lidamos com muitas críticas. Falam mal da nossa aparência, do nosso vocabulário. Já ...

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    Eliane Marques: A delicadeza da poesia que se transforma em revolução

    Ela escreve, faz poesia, e estudou muito para chegar onde está, motivada por conquistar algo que era seu por direito: "Se, para os outros, estudar é sacrifício, para mim, é um prazer" Por Isabel Marchezan Do Huffpost Brasil CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL Eliane Marques é a 117ª entrevistada do projeto "Todo Dia Delas", que celebra 365 Mulheres no HuffPost Brasil. Ela mede as palavras - ao falar e ao escrever. Para, pensa, escolhe bem. Mas se, ao narrar a própria vida em entrevista ao HuffPost Brasil, a poeta gaúcha Eliane Marques faz um esforço de encadeamento das frases, para que o raciocínio fique bem claro, quando senta para dedilhar seus versos no computador a intenção é inversa: embaralhar, confundir, provocar. "Eu trabalho desconectando as palavras do discurso ordinário, para que elas signifiquem outra coisa, que não é a do dicionário, do nosso dia a dia", explica. Eliane, ...

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    Amálgama – por Adriana Graciano

    por Adriana Graciano para o Portal Geledés shutterstock Para Wallace Nosso amor é uma força atemporal Que desafia o espaço Que redesenha a fé Que transporta religiões para seu princípio original Que une o Islã e o Candomblé Nas nossas formas Etéreas e terrestres Água e água O gênio e Iansã Profanos e sagrados Cavalgando os céus Transgredindo os infernos No instante do olhar

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    Drama do povo negro é retratado em livro de Cristiane Sobral

    O tema está em 'O tapete voador' Por Geraldo Lima Do Correio Braziliense Cristiane Sobral: ideologia e poesia ao narrar a vida dos negros (foto: RicardoPacheco/Divulgação) Cristiane Sobral, poeta, escritora, atriz, diretora e professora de teatro, nascida no Rio de Janeiro e radicada em Brasília, é uma das vozes mais contundentes da literatura negra brasileira. E, ao falar de literatura negra, falo do texto literário (poesia ou prosa) que, segundo Zilá Bernd, no seu livroIntrodução à literatura negra (Editora Brasiliense, 1988), “configura-se como uma forma privilegiada de autoconhecimento e de reconstrução de uma imagem positiva do negro”. E é assim nos 18 contos que compõem o livro O tapete voador (Editora Malê, 2016), de Cristiane Sobral. Nesse seu livro, Cristiane Sobral nos dá mostra de como esse tipo de narrativa se propõe como objeto estético e, ao mesmo tempo, como instrumento de conscientização do indivíduo negro sobre a importância de assumir ...

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    “Uma ferramenta de resistência identitária” chamada Djidiu

    Ao longo de um ano, vários afrodescendentes reuniram-se em Lisboa para dizer poesia e partilhar a experiência de ser negro. A associação Afrolis edita agora algumas dessas vozes em formato de livro. O lançamento é esta terça-feira, no Museu do Aljube. Por Joana Gorjão Henriques Do Publico Carla Fernandes fundou a o audioblogue Afrolis e dinamizou as sessões Djidiu que deram origem ao livro agora editado ENRIC VIVES-RUBIO Quando tudo isto começou, em Março de 2016, praticamente nenhum dos intervenientes tinha livros publicados. Chegavam às sessões e diziam poemas escritos de propósito para o evento, poemas que estavam na gaveta, poemas que estavam encravados. Quase dois anos depois, eis que a primeira frase deste texto já não se aplica. O Djidiu – a Herança do Ouvido, uma espécie de clube de poetas negros que tinha como objectivo produzir conhecimento sobre a condição dos afrodescendentes em Lisboa, passou dessas ...

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    Slams movimentam as periferias de Salvador (BA)

    Nas rimas, os problemas sociais são trazidos ao público pela juventude de forma criativa e potente por Elen Carvalho no Brasil de Fato Nas periferias de Salvador, as batalhas de poesia são momentos de criação e resistência cultural e política. Popularizadas como Slams desde a década de 1990, essas disputas remontam aos griots, aos movimentos pelos direitos civis e afirmação negra norte-americana, às performances literárias contemporâneas e ao hip hop. A potencialidade desses espaços está no diálogo entre as diferenças, na troca de conhecimentos, na irreverência e na livre expressão de cada participante. Slam da Onça, Slam da Raça e Slam das Minas são alguns exemplos que acontecem na capital baiana. O Sarau da Onça, coletivo que promove atividades culturais no bairro de Sussuarana, realiza o Slam da Onça desde 2014. A produtora Brenda Gomes explica que a vontade de organizar o Slam surgiu quando integrantes do Sarau participaram de ...

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    Poesia e rebeldia negra no Brasil

    Herdeira do patriarcalismo e do escravismo, a civilização burguesa é antipoética na medida em que apoia seus pilares na exploração do proletariado moderno. O rosto representativo desta civilização é o do homem branco, autor de mil e uma artimanhas ideológicas por onde o racismo jorra feito veneno cultural. Para reunirmos as forças revolucionárias da poesia, ou seja, a artilharia simbólica necessária para realizarmos a oposição frente aos padrões culturais da classe dominante, precisamos mergulhar nas formas de rebeldia dos negros brasileiros. Esta afirmação, que remete à questão de gênero, não está apoiada num mero fragmento cultural: a perspectiva cultural do socialismo exige uma grande atenção para estas questões que são a um só tempo políticas e estéticas. no Esquerda Diário A presença africana na cultura brasileira vai muito além de meras contribuições: ela é um dos traços definidores da nossa própria cultura. Obviamente não é a falsa inserção do negro ...

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    Elisa Lucinda: “Equívocos de uma exclusão” ou “Os componentes da guerra”

    Estou ensaiando em Brasília L, o musical, uma peça cuja história é absolutamente lésbica e cujas personagens gravitam à volta do tema do amor entre mulheres. Peço então agora, meus senhores e senhoras, a atenção ao tema. Vamos olhar para este assunto com o que meu amigo querido, “filósofo” pop, pensador, produtor e agitador cultural Diogo Rodrigues, chama de “comunicação compreensiva”, a prática da anti-intolerância. Por Elisa Lucinda Do Jornalistas Livres   Então, vamos lá: Quando Sérgio Maggio, jornalista, escritor, dramaturgo e diretor, me convidou para tanto, o primeiro espanto foi concluir que, em trinta anos de carreira, é a primeira vez que me convidam para interpretar uma mulher que gosta de namorar outra mulher. Que absurdo! Então a ficção está atrasada assim em relação à realidade? Então a ficção ainda está tímida para contar as inúmeras histórias de amor e os dramas que envolvem romances homoafetivos? Então a ficção está ...

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    Seis Poemas de Ronald Augusto

    Ronald Augusto (1961) é poeta, músico, ensaísta. Do Poesia Avulsa As principais temáticas presentes em seu repertório intelectual referem-se à poesia contemporânea e à vertente negra na literatura brasileira. Atualmente Ronald Augusto realiza palestras e oficinas/cursos abordando assuntos como música, poéticas contemporâneas, literatura negra e poesia visual. Entre 2007 e 2012 manteve ao lado do poeta Ronaldo Machado a Editora Éblis, voltada para a poesia. De 2009 a 2013 foi editor associado do website www.sibila.com.br. Tem colaborações (resenhas e artigos de cultura e arte) nos cadernos Cultura doDiário Catarinense e do jornal Zero Hora. Publicou, entre outros, Homem ao Rubro (1983), Puya (1987), Kânhamo (1987), Vá de Valha (1992), Confissões Aplicadas (2004), No Assoalho Duro (2007), Cair de Costas (2012), Oliveira Silveira: poesia reunida (2012), Decupagens Assim (2012) e Empresto do Visitante (2013). Dá expediente no blog www.poesia-pau.blogspot.com e é colunista do site http://www.sul21.com.br/jornal/  Os poemas abaixo foram selecionados especialmente para a revista POESIA AVULSA.   alvéolos ínferos obra sucata de coração imprudente fez                aquele não permitindo entre corpo e linguagem sinal de menor ...

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    Luz Ribeiro irá para a França representar o Brasil no campeonato mundial de poesias autorais

    A paulistana Luz Ribeiro irá para a França em maio representar o Brasil no campeonato mundial de Slam, que faz batalha de poesias autorais por Fernanda Miranda no Catraca Livre A poeta Luz Ribeiro, 29 anos, não faz parte das estatísticas que lhe foram esperadas. Mulher, negra e criada na periferia de São Paulo, ela abriu mão de sua formação como profissional de educação física para lutar e se firmar como escritora e atriz neste que é um dos países mais machistas e racistas do mundo. Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), coordenada pela professora Regina Dalcastagnè, revela que, entre os romances publicados por algumas das principais editoras brasileiras, os autores são, na maioria, brancos (93,9%) e homens (72,7%). Em paralelo a esse fato, um relatório da CPI mostra que, a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. Diante do descaso generalizado com o que esses números representam, Luz ...

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    Bahia: Vem aí o Segundo Festival Cultural e Concurso Literário do Sarau da Onça

    Vem aí o Segundo Festival Cultural e Concurso Literário do Sarau da Onça O II Festival de Arte, Cultura e Concurso Literário Sarau da Onça foi aprovado no edital Setorial de Literatura da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). "O projeto tem patrocínio do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia". Fonte: Pravda O Sarau da Onça divulgará em 10 de janeiro de 2017 um edital que visa selecionar dois poemas de cinquenta autores de Salvador nas categorias: Poesia (quarenta textos de 25 linhas, no máximo) e Conto (dez textos de no máximo 25 linhas) e consequente publicação em 5000 exemplares de uma antologia, sem custo para os participantes, que receberão cinco exemplares cada um, a título de direitos autorais. Além do concurso literário, serão oferecidas oficinas de teatro, dança, Hip Hop, criação literária, que vão ser ministradas por ...

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