sexta-feira, abril 16, 2021

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WALLACE TEIXEIRA/FUTURA PRESS

“Chega de perseguir os negros e pobres”, gritou Elza Soares no Rock in Rio depois de citar Ágatha e Marielle

Elza prestou homenagem à menina Ágatha Félix, Marielle Franco e ao músico Evaldo Rosa, para depois gritar "chega!" em coro com o público que a assistia; confira o vídeo Da Revista Fórum Foto: Wallace Teixera/Futura Press A cantora Elza Soares protestou neste domingo (29) durante seu show no Rock in Rio contra o genocídio do povo negro e pobre no Brasil. Elza prestou homenagem à menina Ágatha Félix, Marielle Franco e o músico Evaldo Rosa, para depois gritar “chega” em coro com o público que a assistia. “Ágatha Félix tinha 8 anos, o músico Evaldo Rosa levou 80 tiros. Marielle lutava pelos pobres, pelos negros, pelos pretos, pelo nosso povo. Chega!”, gritou a cantora. “Chega de perseguir os negros, chega de perseguir os pobres. Mulher negra, coragem, pra frente!”, continuou, sendo ovacionada pela plateia. Em outro momento do show, Elza destinou seu discurso às mulheres e ...

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Reprodução/Globo

Mais quantas Ágathas vão precisar morrer?

Segurança Pública e Política de Morte no século XXI Por: Crislayne Zeferina enviado para o Portal Geledés  mães de vítimas de bala perdida fizeram manifestação no Rio (Foto: Reprodução/Globo) Zona norte do Rio de Janeiro, dia 22 de setembro de 2019, mais um enterro de uma criança que a bala do governador Wilson Witzel achou. Uma criança que tinha sonhos e perspectivas e só queria viver como outra qualquer, mas a necropolítica do senhor governador não deixou, pois a política de vida é selecionada e, nesta seleção, Ágatha, morta com um tiro nas costas, dentro de uma Kombi no Conjunto de Favelas do Alemão, não passou, como outras dez crianças, que também tiveram suas vidas retiradas por um Estado que se auto promove com a quantidade de corpos mortos. O Brasil vive o maior caos do mundo. Liberaram a chave do fascismo, do fundamentalismo e do ...

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Ato ecumênico em frente ao Palácio Guanabara lembra a menina Ágatha, morta há uma semana Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo

Caso Ágatha: Falhas na obtenção de provas podem atrapalhar as investigações

Kombi onde menina estava foi limpa antes de perícia; veja os pontos No O Globo Ato ecumênico em frente ao Palácio Guanabara lembra a menina Ágatha, morta há uma semana Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo Falhas na condução das investigações sobre a morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, há uma semana, podem dificultar o trabalho da Delegacia de Homicídios da Capital (DH) para chegar à autoria dos disparos que atingiram a criança de 8 anos no Complexo do Alemão. Um dos principais erros foi a polícia não ter apreendido, de imediato, a Kombi onde a criança foi baleada. Na madrugada do dia 21, cerca de 24 horas após o crime, o veículo chegou a ser lavado numa ducha da comunidade, na Avenida Itaoca, na subida da comunidade, antes de ser periciado. Além disso, o carro só foi apresentado à DH um dia depois ...

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Foto Marta Azevedo

Com Ágatha foi-se a utopia da inclusão

Morreu o sonho de uma família que acreditou na educação como passaporte da mobilidade social Por FLÁVIA OLIVEIRA, do O Globo FLÁVIA OLIVEIRA /Foto Marta Azevedo Quando percebi minha mãe morta, oito anos atrás, faltaram-me primeiro as pernas, depois a linguagem. Eu tive de permanecer sentada ou ser amparada, porque a orfandade faz desmoronar os alicerces. Ela também me devolveu ao antigo primário, quando a voz era aguda, o vocabulário restrito e os tempos verbais, uma confusão. Atravessei os primeiros dias de luto com comida quente, de preferência caldos, e muita raiva do amanhecer — eu ficara órfã e o tempo teimava em passar, a vida a correr. No sétimo dia, escrevi. Mas até hoje não sei se me conjugo filha única no presente ou no pretérito: sou ou fui. Foi assim que comecei a observar corpos e palavras dos enlutados — e a sofrer intensamente ...

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Entrada do Hospital Municipal Souza Aguiar Imagem: Reprodução/Google Maps

Vitória Ferreira da Costa de 11 anos é baleada no Rio quatro dias após a morte de Ághata

Uma criança e uma mulher foram baleadas na tarde de hoje, no morro da Mineira, no Catumbi, região central do Rio de Janeiro. O caso será investigado pela 6ª Delegacia de Polícia da Cidade Nova. por Pauline Almeida no UOL Entrada do Hospital Municipal Souza AguiarImagem: Reprodução/Google Maps Populares socorreram Vitória Ferreira da Costa, 11, e a levaram ao Hospital Municipal Souza Aguiar. Ela estaria voltando da escola quando acabou atingida na perna, perto do joelho. Já uma mulher identificada como Antônia Fábia Rodrigues de Souza, de 33 anos, também foi baleada no morro da Mineira e deu entrada na mesma unidade de saúde, atingida na coxa. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, o estado das duas é estável. Em nota, a Polícia Militar negou qualquer operação na comunidade no momento dos tiros. A versão é de que a menina e a mulher foram vítimas ...

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As vítimas da violência em apenas uma semana no Brasil — Foto: Editoria de Arte / G1

Monitor da Violência: 2 anos depois, 73% dos inquéritos de homicídios ainda estão em andamento no RJ

Novo levantamento feito pelo G1 mostra que os inquéritos de 62 dos 84 casos registrados durante uma semana, em 2017 no estado continuam em andamento. Apenas 25% dos crimes têm um autor identificado e 12% têm suspeitos presos. Houve só uma condenação. Por Felipe Grandin, Henrique Coelho e Matheus Rodrigues, do G1 As vítimas da violência em apenas uma semana no Brasil — Foto: Editoria de Arte / G1 Levantamento exclusivo do G1 mostra que 73% dos inquéritos de homicídios continuam em aberto dois anos após o crime no Rio de Janeiro. Dos 84 casos registrados, 62 ainda estão em andamento. Os dados são do Monitor da Violência, um trabalho inédito que acompanha todos os casos de morte violenta ocorridos ao longo de uma semana. De 84 casos, 62 estão na fase de investigação; o autor do crime foi identificado em 20 casos (25%); houve prisão ...

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Atriz Juliana Alves é uma das participantes do projeto Foto: 342 / Reproducao

Artistas gravam vídeos em que leem cartas de crianças da Maré com relatos de violência

O Movimento 342 lança nesta segunda-feira uma série de vídeos nos quais personalidades leem cartas escritas por crianças da Maré com relatos do cotidiano de violência na comunidade, conforme antecipou jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Ao todo, a atriz Deborah Bloch, o ator Fabio Assunção e outras 13 pessoas participam do projeto. Do Extra  Atriz Juliana Alves é uma das participantes do projeto Foto: 342 / Reprodução/Extra  O lançamento da iniciativa acontece três dias após a menina Ágatha Felix, de 8 anos, ser baleada no Complexo do Alemão. Entre os participantes do projeto está Monica Benício, viúva de Marielle Franco. Realizado pela ONG Redes da Maré em sua fase inicial, o trabalho resultou em 1500 cartas escritas por crianças e moradores da comunidade da Zona Norte do Rio e esteve no centro de uma polêmica em agosto. Naquela ocasião, as cartas foram encaminhadas ao ...

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Geledés

Polícia não chegou à autoria do crime em nenhum dos casos de crianças mortas por balas perdidas este ano

Além do caso de Ágatha, três meninos e uma menina foram baleadas em 2019, mas apenas um inquérito foi concluído Por Vera Araújo, do O Globo Geledés Em nenhuma das investigações das quatro crianças mortas este ano, antes do caso de Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, a Polícia Civil chegou à autoria. Segundo dados da Secretaria de Estado da Polícia Civil, no homicídio mais antigo dos cinco, o da menina Jenifer Cilene Gomes, de 11 anos, morta em fevereiro, a vítima teria sido atingida durante troca de tiros entre "traficantes de facções rivais", numa comunidade no bairro da Triagem. A polícia informou que, "até o momento", não há indícios da participação de policiais. Jenifer estava na porta do bar da família, na Triagem, quando foi atingida por uma bala perdida. Na época, parentes da menina acusaram policiais militares. Em 2012, dois irmãos de Jenifer ...

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'O inaceitável é que tenha tiroteio todo dia e a sociedade não está nem aí', diz ex-comandante da PM. (Foto: Reuters)

Policial aprende a ser autoritário na favela e submisso fora, diz ex-comandante da PM do Rio

"Sabe aqueles filmes americanos de faroeste onde as pessoas dizem que lá tudo pode acontecer?", pergunta o coronel da reserva Ubiratan Ângelo, ex-comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro e hoje coordenador de segurança pública da ONG Viva Rio. "No Rio de Janeiro está acontecendo a mesma coisa", ele mesmo responde à pergunta feita à BBC News Brasil. Por Luiza Franco, da BBC 'O inaceitável é que tenha tiroteio todo dia e a sociedade não está nem aí', diz ex-comandante da PM. (Foto: Reuters) O coronel que comandou a PM fluminense em 2007 e 2008 comentava a morte de Ágatha Félix, menina de oito anos atingida por tiros nas costas enquanto estava dentro de uma kombi, no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte do Rio. Moradores e parentes de Ágatha dizem que o tiro foi disparado pela polícia. A versão da polícia ...

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Vista aérea do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ) (Giuseppe Cacace/AFP)

Grupo Prerrogativas denuncia o genocídio negro no Brasil

"O Brasil tem uma dívida histórica com a população negra e só será efetivamente democrático quando a luta antiracista for pauta central. Seguimos pela equidade racial e por reparação histórica para o povo Preto. Nossos mortos têm voz e por eles nenhum minuto de silêncio", diz a nota divulgada pelo grupo de juristas No Brasil 247 Vista aérea do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ) (Giuseppe Cacace/AFP) O Grupo Prerrogativas se soma a luta antirracista e se propõe a pensar organicamente, de maneira aprofundada, medidas contundentes para o enfrentamento do Genocídio Negro no Brasil, o que por princípio, que não pode ser feito, sem o diálogo e a troca com as lideranças de movimentos negros e sociais que há décadas denunciam a necropolítica estatal. NOTA DO GRUPO PRERROGATIVAS É com indignação, pesar e profunda tristeza que recebemos a notícia de mais uma vida que ...

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Camila Pitanga, Angelica e outros artistas se manifestam sobre morte da menina Ágatha

Famosos se mostram indignadas com situação, transmitem sentimentos à família e criticam postura do governador No O Globo Ilustração: Pevê Azevedo/Instagram/@peveazevedo Vários artistas usaram suas páginas nas redes sociais para se manifestar sobre a morte de Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos. A menina foi baleada nas costas quando estava dentro de uma van no Complexo do Alemão na última sexta-feira. "Quem consegue viver nessa cidade e achar isso normal? Quem consegue não se revoltar?", perguntou a atriz Leandra Leal. Já a apresentadora Angelica transmitiu seus sentimentos à família e chamou Ágatha de anjo. "O que falta pra gente entender que a morte de Agatha é o fracasso dessa indiferença?", questionou a atriz Camila Pitanga. Outros artistas criticaram a postura do governador Wilson Witzel que, dois dias após o assassinato, ainda não se manifestou sobre o assunto. Foi o caso da cantora Zelia Duncan, que ...

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“Nos EUA, houve um aumento nas taxas de detenção entre negros e latinos, o que me levou à uma nova pesquisa” diz Natalie Byfield

Natalie Byfield, de 59 anos, socióloga e professora associada do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade St. John, em Nova York, deu uma palestra na quarta-feira 28 na FFLCH (USP), São Paulo, sobre um tema que vem há anos pesquisando: a abordagem policial na cidade nova-iorquina e suas consequências para a população negra. A socióloga debruça-se sobre questões como a hegemonia, especificamente a construção e reprodução das desigualdades no mundo ocidental moderno e a resposta da justiça social a elas. Seu trabalho centra a subjugação da negritude em seus exames de opressão e desigualdades sob o capitalismo. Natalie também explora a resistência que contesta essa subjugação. Como ela mesmo contou à coluna Geledés no debate, seus estudos começaram quando era repórter e realizou a cobertura jornalística do caso Central Park Five, que ficou internacionalmente conhecido por ser marcado pela ausência de evidências sobre a culpabilidade de cinco adolescentes negros ...

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“Mercado de trabalho desperdiça oportunidade por não dar as mesmas possibilidades para trabalhadores negros”, diz especialista

O racismo chegou no Brasil pelo mar. Atracou por aqui conduzindo navios que carregaram, por quase quatro séculos, cerca de 5 milhões de pessoas (famílias inteiras negras). Arrancadas de seus países de origem, tiveram suas histórias e raízes negadas para servir à corte portuguesa, mas especialmente aos grandes proprietários brasileiros, da maneira mais violenta que existe: escravizados. Com forte acento na efetivação do mercado transatlântico de escravos, o Brasil foi o país que mais importou africanos no período da escravidão, um título que, além de vergonhoso, reverbera pelos séculos da história do país até hoje em todos os campos. Há uma série de esforços internos de vários países e destes em coletivo com vistas a equiparar os direitos negados às populações negras por meio de pressão internacional com tratados construídos desde 1945 compondo um amplo arcabouço de direitos humanos. Mais especificamente falando de equidade racial, estão a Convenção Internacional sobre a ...

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Logo Habib´s/Divulgação

Menino de 13 anos morre espancado por seguranças do Habib’s, diz família

Um garoto de 13 anos, João Victor, morreu neste domingo (26), após levar um soco no rosto dos seguranças do Habib’s, na Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo, segundo familiares. Segundo a prima do menino Aline Cardoso, João Victor costumava frequentar a calçada em frente à lanchonete e era conhecido por todo mundo no bairro. “Ele era um menino bom, nunca pegou nada de ninguém. Ele ganhava umas moedas e sempre trazia alguma comida pra casa.” Aline disse à Fórum que o garoto havia contado a seu pai que “os caras do Habib’s tinham corrido atrás dele e estava com medo”. “Ele estava se sentindo ameaçado.” De acordo com o R7, os seguranças dizem, no boletim de ocorrência, que ele saiu correndo e teria sofrido uma parada cardiorrespiratória. Aline nega e diz que tem testemunhas falando que ele morreu no local. O pai do garoto afirmou que ...

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O haitiano assassinado no Sul e o besteirol da ‘imigração africana’, por Cidinha Silva

Impressionante a forma como o racismo institucional desdenha da inteligência de quem conhece os modos de operação do racismo em profundidade. É o que se observa na campanha recente do Ministério da Justiça contra a xenofobia e em apoio aos novos imigrantes do século XXI. No primeiro momento lançaram um cartaz com um garoto negro muito bonito, Matheus Gomes, com os seguintes dizeres: “meu avô é angolano, meu bisavô é ganês. Brasil, a imigração está no nosso sangue”. Matheus tem 18 anos, o cartaz nos informa também. Se fizéssemos um cálculo rápido e bastante superficial, poderíamos pensar que seu pai teria 40 anos; seu avô 60 e seu bisavô 80. O avô teria nascido em 1955 e o bisa em 1935. O bisa fora criança então em pleno período de vigência do Decreto-lei 3010 de 1938 que exigia a presença do estrangeiro solicitante de visto (o pai do bisa se ...

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