segunda-feira, novembro 23, 2020

    Tag: #BlackLivesMatter

    Jogador está emprestado no clube russo - GettyImages

    Jóia do Vasco fala de genocídio negro e pede posicionamento de colegas: ‘Não posso me alienar’

    Em entrevista ao El País, o jogador do Vasco Lucas Santos, 20 anos, mostrou preocupação com o que chama de “genocídio negro” que vem ocorrendo no Brasil. Criado na favela Para-Pedro, no bairro de Irajá, Rio de Janeiro, Lucas frequentava a barbearia em que o mototaxista Kelvin Cavalcante foi morto em outubro, durante uma operação policial. No Hypeness O jogador Lucas Santos está emprestado ao CSKA da Rússia (Foto: Getty Images) Ao jornal, o jogador diz ter se sentido revoltado pela morte do jovem e ressalta o aumento nos índices de pessoas negras e pobres que são vítimas da violência. Na época, Lucas chegou a se manifestar nas redes sociais contra o que chamou de espírito genocida do governador Wilson Witzel.   Ver essa foto no Instagram   Parabéns por seus 121, meu amigão! Eu te amo @vascodagama ❤️❤️ Uma publicação compartilhada por Lucas Santos 🌍 ...

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    Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

    Jovens se divertindo foram trucidados, afirma ex-ministro da Justiça

    Em reunião extraordinária nesta segunda-feira, integrantes da Comissão Arns — coletivo que atua em situações em que há graves violações de direitos humanos — decidiram acompanhar de perto a investigação sobre a atuação da Polícia Militar em Paraisópolis, São Paulo. Por Maria Carolina Trevisan, do UOL Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio) A ação truculenta dos policiais durante um baile funk com 5.000 pessoas gerou tumulto. Nove jovens entre 14 e 23 anos foram pisoteados e morreram por asfixia mecânica, segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML). "O caso é gravíssimo. É uma população pobre que estava se divertindo e de repente é trucidada pelos agentes do Estado", afirma o ex-ministro da Justiça e advogado José Carlos Dias, um dos membros da Comissão Arns. "Temos o dever de interceder e cobrar do poder público que os fatos sejam apurados com todo o rigor e ...

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    Paraisópolis (Lalo de Almeida/UOL)

    Abusos provam que estamos por nossa conta

    Projeto brasileiro de extermínio da racialidade indesejada se escancara em situações como a vivida em Paraisópolis Por Bianca Santana e  Douglas Belchior, na Folha de S.Paulo    Paraisópolis (Lalo de Almeida/UOL) “Em nenhum outro momento do pós-abolição o projeto de extermínio da racialidade indesejada se tornou tão evidente no Brasil e com tamanho apoio ou indiferença social, expondo negras e negros a iniquidades sociais como chacinas, extermínios, genocídio, feminicídios e mortes preveníveis e evitáveis. Estamos por nossa conta”, afirmou Sueli Carneiro na mesa de abertura do 1º Encontro Internacional da Coalizão Negra por Direitos, realizado nos dias 29 e 30 de novembro. A afirmação contundente ganhou materialidade na ausência de três militantes, que precisaram ficar nos territórios para enterrar nossos mortos. Na segunda (25), seu Vermelho, 89, líder do quilombo Rio dos Macacos, na Bahia, foi assassinado a machadadas. Rose e Franciele, que participariam do encontro, ...

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    Paraisópolis (Lalo de Almeida/UOL)

    Nove pessoas morrem pisoteadas em baile funk de Paraisópolis

    Secretaria Municipal de Saúde confirma mortes; polícia diz que agentes foram atacados Por Artur Rodrigues e Laíssa Barros, da Folha de S.Paulo Paraisópolis (Foto:Lalo de Almeida/UOL) Uma ação policial em um baile funk na madrugada de domingo (1º) terminou com nove pessoas mortas por pisoteamento e outras sete feridas, na favela de Paraisópolis (zona sul de SP). O tumulto aconteceu em evento com mais de 5 mil pessoas. Imagens e relatos indicam que a multidão acabou encurralada pela polícia em vielas estreitas—alguns tropeçaram e acabaram mortos. Jovens afirmaram que a ação foi uma "emboscada". A Polícia Militar afirma que ainda não é possível saber se a ação ocorreu de maneira correta, que algumas imagens divulgadas sugerem abusos e que tudo será investigado. A corporação sustenta, porém, que a confusão começou após uma perseguição a suspeitos em uma moto, com quem trocaram tiros. Segundo a polícia, a fuga se deu por ...

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    Protesto por morte de Ágatha reuniu moradores do Complexo do Alemão e de outras áreas do Rio em 22/09. (Foto: L. Correa/AP)

    A segunda morte da menina Ágatha

    Ágatha Félix morreu atingida por tiro durante operação policial Por Chico Alves, do UOL Protesto por morte de Ágatha reuniu moradores do Complexo do Alemão e de outras áreas do Rio no dia 22/09. (Foto: L. Correa/AP) Foi fácil prever: depois da comoção nacional, a morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, assassinada com tiro de fuzil no Complexo do Alemão, em 20 de setembro, cairia no esquecimento. Escrevi isso em um artigo para o UOL. Acabou acontecendo. Não era preciso ter bola de cristal. No calor dos acontecimentos, o assassinato de uma criança ainda faz com que mesmo aqueles que aplaudem incondicionalmente as operações de guerra da polícia nas favelas cariocas derramem uma lágrima. Essa dor na consciência, porém, dura pouco. Foi o que aconteceu antes com outras crianças, como Maria Eduarda Conceição, a Duda, de 13 anos, morta dentro da escola, em Acari; ...

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    Preso em flagrante por morte em posto de gasolina, jovem é solto após imagens provarem sua inocência

    Guardas civis reagiram à ação de assaltantes em Itaquaquecetuba e mataram outros dois rapazes sem envolvimento com o crime; namorada de um dos agentes também morreu na troca de tiros Por Suzana Correa, do  O Globo  Imagens da câmera de segurança do posto de gasolina (Foto retirada do site O Globo) Uma investigação a respeito de um assalto que deixou três mortes em um posto de gasolina no último sábado em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, teve uma reviravolta na quarta-feira. Câmeras de segurança do local mostraram que Kauê Oliveira Francisco, detido desde sábado como suspeito do roubo, e Rodinei Alves dos Reis e Bruno Nascimento de Souza, mortos durante troca de tiros no local, não tinham envolvimento com o crime. O crime Eram 14h15 do último sábado quando dois funcionários da Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapecerica da Serra retornavam de moto com ...

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    Atatiana Jefferson tinha 28 anos — Foto: Reprodução/BBC

    Policial dispara pela janela e mata mulher negra em seu próprio quarto nos EUA

    Uma mulher negra foi morta a tiros pela polícia pela janela do seu quarto nas primeiras horas da manhã do sábado (12/10), após um pedido de seu vizinho para verificar se ela estava bem. No BBC Atatiana Jefferson tinha 28 anos — Foto: Reprodução/BBC Atatiana Jefferson, de 28 anos, estava em sua casa, em Fort Worth, no estado americano do Texas, acompanhada do sobrinho de oito anos. O vizinho telefonou para a polícia depois de ficar preocupado ao ver a porta da frente da casa de Atatiana aberta durante a noite. A polícia divulgou imagens que mostram um policial atirando alguns segundos depois de vê-la. O registro foi feito por meio de uma câmera acoplada ao uniforme do policial. O vídeo mostrao policial fazendo buscas ao redor da casa, antes de notar uma figura na janela. Depois de solicitar que a pessoa levantasse as mãos, um ...

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    Grupo de mães se reuniu nesta terça com deputados federais, entre eles Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Alessandro Molon. (TWITTER ALESSANDRO MOLON)

    Ciclo de impunidade em operações policiais com mortes ronda o caso Ágatha

    Estudos mostram que mais de 90% dos casos de mortes cometidas por agentes do Estado não são investigados ou acabam arquivados Por FELIPE BETIM, do El País  Grupo de mães se reuniu nesta terça com deputados federais, entre eles Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Alessandro Molon. (TWITTER ALESSANDRO MOLON) As ações policiais no Rio de Janeiro raramente passam pelo escrutínio das autoridades competentes, seja a Polícia Civil ou o Ministério Público, quando resultam em mortes. Ao menos três estudos e relatórios recentes indicam que mais de 90% dos autos de resistência — como são chamadas as mortes cometidas por agentes de Estado durante uma operação — não são investigados ou acabam arquivados. Trata-se de um cotidiano de impunidade que estimula toda sorte de abuso por parte dos agentes públicos. E que agora ronda o caso Ágatha Félix, a menina de oito anos que morreu baleada ...

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    “A lógica racista naturaliza e romantiza a violência sofrida pela população negra”

    De uns tempos pra cá me pus a observar um pouco mais as facetas do comportamento humano e chego a conclusão óbvia de que vivemos numa dualidade. O ano era 2012 quando fui apresentada à obra coreográfica de Marcela Levi e Lucía Russo, chamada Natureza Monstruosa. Com micronarrativas, a animalidade humana é exposta na sua forma mais pura e terrível e fala sobre o quanto nosso lado monstruoso nos assombra e é ativado em momentos comuns do cotidiano. Mas até que ponto essa monstruosidade é algo inconsciente? Ou será que damos lugar a ela quando invisibilizamos algo que não é inerente ao interesse pessoal? Pois bem, acho que primeiro vale uma ilustração bem básica, uma comparação que até certo ponto faz sentido. Por exemplo, o comportamento de um cachorro: animal sem racionalidade considerada que é capaz de ver outro da mesma espécie morto, putrificado e não ser impactado por isso. ...

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    Protesto contra mortes de Ágatha e de outras crianças ocorreu em frente à Alerj, no centro do Rio / Eduardo Miranda/Brasil de Fato

    “Parem de nos matar”, pedem moradores em ato no Rio contra morte de Ágatha, de 8 anos

    Movimentos populares, civis, lideranças e moradores de favelas, estudantes e professores do ensino médio e universitário participaram de um grande protesto em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta segunda-feira (23), contra a morte de Agatha Vitória Sales Félix, de oito anos. A menina foi vítima de um tiro de fuzil da Polícia Militar, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, na última sexta-feira (20). “Exigimos justiça pela Ágatha, não vamos deixar que ela vire mais uma nas estatísticas”, afirmou Daniele Félix, tia da menina, sendo acompanhada por um coro de pessoas presentes no ato. A tia de Ágatha estava acompanhada de outros familiares e disse que os pais da menina, que não foram ao ato, “estão destruídos”. “Somos vítimas da violência do Estado do Rio de Janeiro. Repudiamos essa situação de insegurança e terrorismo do governador contra as comunidades. Ele está nos forçando a ...

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    Geledés

    Polícia não chegou à autoria do crime em nenhum dos casos de crianças mortas por balas perdidas este ano

    Além do caso de Ágatha, três meninos e uma menina foram baleadas em 2019, mas apenas um inquérito foi concluído Por Vera Araújo, do O Globo Geledés Em nenhuma das investigações das quatro crianças mortas este ano, antes do caso de Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, a Polícia Civil chegou à autoria. Segundo dados da Secretaria de Estado da Polícia Civil, no homicídio mais antigo dos cinco, o da menina Jenifer Cilene Gomes, de 11 anos, morta em fevereiro, a vítima teria sido atingida durante troca de tiros entre "traficantes de facções rivais", numa comunidade no bairro da Triagem. A polícia informou que, "até o momento", não há indícios da participação de policiais. Jenifer estava na porta do bar da família, na Triagem, quando foi atingida por uma bala perdida. Na época, parentes da menina acusaram policiais militares. Em 2012, dois irmãos de Jenifer ...

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    Geledés

    Ágatha, 8, a mais nova vítima da violência armada que já atingiu 16 crianças no Rio neste ano

    Menina morreu na noite de sexta, com um tiro nas costas, quando estava dentro de uma kombi no Complexo do Alemão, zona norte da cidade Do EL PAÍS Geledes A morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, durante uma operação policial no Complexo do Alemão, voltou a despertar a indignação contra a violência que assola as periferias do Rio de Janeiro, onde traficantes, agentes policiais e milícias travam uma guerra que se arrasta há anos. A menina estava dentro de uma Kombi junto com a avó, e voltava para casa na comunidade da Fazendinha, na sexta-feira à noite, quando foi baleada nas costas. Ágatha chegou a ser levada às pressas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu ao ferimento. De acordo com a plataforma Fogo Cruzado, Ágatha foi a 16º criança vítima de violência armada neste ano no Grande Rio, e ...

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    Geledés

    #ACulpaEDoWitzel: Assassinato de menina de 8 anos no Alemão causa revolta nas redes

    Morte de uma menina de apenas 8 anos, vítima de um disparo de fuzil feito por um PM no Complexo do Alemão, vem em meio a inúmeras mortes em comunidades, em decorrência de operações policiais, que entraram em escalada desde que Witzel assumiu como governador do RJ Da Revista Fórum Imagem: Geledés 'A morte de Agatha Félix, de apenas 8 anos, gerou revolta nas redes sociais na manhã deste sábado (21). A criança morreu na madrugada em decorrência de um tiro de fuzil que, segundo moradores da favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão (RJ), teria sido efetuado por um PM. De acordo com relatos de testemunhas, Agatha estava dentro de uma Kombi, indo para casa, quando foi atingida por um tiro que teria sido disparado por um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O agente teria desconfiado de um motociclista e disparou, acertando, porém, ...

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    Geledés

    Morre criança de 8 anos baleada pela PM no Complexo do Alemão

    A política de segurança pública do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, fez mais uma vítima: Agatha Félix, criança de 8 anos que foi baleada na favela Fazendinha, do Complexo do Alemão, morreu na madrugada deste sábado (21). De acordo com relatos de testemunhas, Agatha estava dentro de uma Kombi, indo para casa, quando foi atingida por um tiro que teria sido disparado por um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O agente teria desconfiado de um motociclista e disparou, acertando, porém, a criança dentro do veículo. Ela chegou a ser socorrida no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte de Rio de Janeiro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. “Quem tem que dar informações é quem deu o tiro nela. Matou uma inocente, uma garota inteligente, estudiosa, obediente, de futuro. Cadê o policiais que fizeram isso? A voz deles é a arma. Não é a ...

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    11 a cada 100 mortes violentas intencionais foram provocadas pelas Polícias

    Na obra Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua, Agamben pontua o conceito do que é o Homo Sacer. Homem sacro é “aquele que o povo julgou por um delito; e não é lícito sacrificá-lo, mas quem o mata não será condenado por homicídio.” Por Maciana Freitas e Souza, do Justificando Desse modo, a vida do homo sacer está exposta à violência da morte dado uma política estrutural fundada numa exclusão da vida. A lei possui, assim, a estrutura da exceção. O pensamento de Agamben relaciona-se à perspectiva da biopolítica, trabalhada nas obras de Foucault, na qual o poder se configura como direito de vida e de morte, e como esse direito é assimétrico. Para compreendermos o sentido da exclusão política fundamental de que nos fala Agamben, o 13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) com auxílio do Instituto de ...

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    Imagem: Geledés

    PM flagrado dando cascudo em suspeito será punido, diz comandante

    Durante operação no Jacarezinho, Globocop mostrou agressão a homem imobilizado. Quatro pessoas morreram e três foram feridas, entre elas um policial. No G1 Imagem: Geledés O policial militar que deu um cascudo em um suspeito durante uma operação no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (16) será punido. Na operação, quatro pessoas morreram e três foram feridas, entre elas um policial atingido por estilhaços. Os feridos foram levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier. Uma arma foi apreendida. O flagrante da agressão foi feito pelo Globocop no Bom Dia Rio. Um homem detido estava imobilizado quando recebeu o soco na cabeça. Em nota, o comandante do Batalhão de Choque do RJ, coronel André Batista, afirmou lamentar a “atitude indesejada”. “Lamento que todo esforço para o êxito seja posto em xeque pela atitude indesejada de um policial”, afirmou Batista. “Não há por que dar cascudo ...

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    Favela da Maré. (Foto: Getty Images/AFP/V. Almeida)

    A violência não é normal… O uso da força contra a população das favelas não é normal…

    Redes da Maré se manifesta sobre operação policial no Conjunto de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, ocorrida em 06 de setembro de 2019 No Redes da Maré Favela da Maré. (Foto: Getty Images/AFP/V. Almeida) A violência não é normal ... O uso da força contra a população das favelas não é normal ... O Estado matar não é normal ... Viver é Normal ... Essa poderia ser qualquer sexta-feira de qualquer mês ou ano. Mas foi o dia 06 de setembro de 2019. O dia que um grupo de crianças e adolescentes moradoras de algumas das 16 favelas que formam a Maré, acompanhadas por mães e educadores da Redes da Maré, foram à Bienal do Livro, no espaço Riocentro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Essa era a primeira vez que algumas dessas pessoas participavam de um evento literário do porte da ...

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    Imagem: Geledés

    Proporção de negros, pardos e adolescentes cresce entre mortos pela polícia no Rio

    A proporção de negros e pardos entre os mortos pela polícia no Rio cresceu em 2019. Microdados do Instituto de Segurança Pública (ISP), obtidos pelo EXTRA via Lei de Acesso à Informação, revelam que, juntos, negros e pardos representam 78,4% — 342 de um total de 436 — das vítimas de homicídios decorrentes de intervenção policial no primeiro trimestre do ano. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 71,5%. Por outro lado, a proporção de brancos vítimas de homicídios em confrontos caiu de 17,9% para 12,8%. Por Rafael Soares, do Extra  Bope matou nove homens numa casa no Fallet em fevereiro Foto: Pilar Olivares / Reuters Os irmãos Victor Hugo e Roger dos Santos Silva, de 16 e 18 anos, fazem parte dessa estatística. O mais novo é negro, o mais velho, pardo. Os dois foram mortos por PMs do Batalhão de Choque ...

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    Essas e as outras 6.800 chicotadas

    Dentro de uma unidade da rede de supermercados Ricoy, na zona sul de São Paulo, um adolescente negro de 17 anos foi chicotado em vídeo produzido por seus próprios torturadores. Pause por um minuto. Pondere o que comunica a violência, e para quem. Pense no poder da imagem. Do corpo negro adolescente fazemos um palco para o espetáculo da violência: curtido, compartilhado, desumanizado. Não é apenas o corpo negro nu que os torturadores querem açoitar. Filmando-no, querem destituí-lo de sua própria humanidade. No estado de São Paulo, entre 2008 e 2017, 6.800 adolescentes entre 15 e 19 anos foram vítimas de homicídio, sendo que a probabilidade de um adolescente negro ser morto é 75% maior do que a de um adolescente branco. Apesar dos avanços em São Paulo na redução de homicídios da população em geral neste período (15,3 para 10,6/100 mil habitantes), adolescentes tem sido mortos a proporções ainda ...

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    PAREM DE NOS MATAR - imagem Geledes Instituto da Mulher Negra

    Não há mais urgente debate no país que o genocídio da juventude negra

    Enquanto a classe média não cair em si para entender o drama da situação, seguirá alienada e reproduzindo outras violências Por  ANA INÊS ALGORTA LATORRE, da Carta Capital    PAREM DE NOS MATAR - imagem Geledes Instituto da Mulher Negra Ao acordar, leio estarrecida mais uma notícia sobre a letalidade policial no Rio de Janeiro. Do início do ano até maio, 434 pessoas – sim, 434 vidas humanas – foram mortas pela polícia carioca, o maior número em 21 anos, e segue crescendo. Enquanto isso, ao invés de manifestarem preocupação com a situação, que seria o mínimo a esperar delas, as autoridades estaduais e federais seguem prometendo o aumento no número de mortes. Fico sabendo de Gabriel, Elisabeth, Dyogo. Mortos aos 18, 17, 16 anos, todos jovens negros moradores de favelas do Rio. Dyogo foi morto pelas costas com um tiro de fuzil. Elisabeth recebeu dez ...

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