quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: colorismo

    Anna Ismagilova/Adobe

    Será que eu sou uma fraude? A mestiçagem e o meu não lugar

    A vida inteira fui chamada de branquinha pelo meu pai e era assim que eu me via, apesar dos constantes comentários acerca do meu cabelo “ruim”, do meu nariz de “barraca” e da minha boca de “nego”. Sempre ouvi que apesar da minha pele clara, eu tinha um “pezinho na senzala”. Quando eu entrei no Ensino Fundamental em uma escola pública perto da minha casa, eu e um primo íamos e voltávamos juntos, pela rua de barro. Eu adorava a escola, mas a gente tinha muitos problemas, como trocas de professores, greve, salas pequenas e abarrotadas de alunos. Todos nós queríamos a atenção da Tia, mas era impossível ela fazer um atendimento individualizado. Eu não me lembro de ter dificuldades de aprendizado nesta fase, mas acabei passando para a segunda série sem saber ler, ou pelo menos foi isso que disseram para os meus pais. Acho que foi aí que ...

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    Geledés

    Sou preto e não disputo migalhas com os pardos

    E a miscigenação, tema polêmico no gueto, Relação do branco, do índio com preto Fator que atrasou ainda mais a autoestima: Tem cabelo liso, mas olha o nariz da menina  - GOG, Carta a Mãe África Há muitos debates entre os negros acerca do modus operandi do racismo no tratamento dispensado às pessoas pretas e pardas, no entanto, as discussões são carregadas de sectarismo e sempre causam ressentimentos entre os envolvidos. Eu não desconsidero a importância das especificidades de cada grupo, apenas acredito que os debates deveriam ocorrer se a população negra − considerando a soma de pretos e pardos – estivesse em outro patamar de cidadania. No mínimo com o direito à vida sendo respeitado. Ao evocar o Colorismo¹, os pretos argumentam que os pardos são pessoas palatáveis dentro da estrutura racista, em função disso, conseguem as melhores oportunidades quando comparados a eles, que têm a pele mais escura. ...

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    (Ilustração: LINOCA SOUZA)

    O colorismo é um assunto nosso?

    Vamos pensar em uma perspectiva histórica. A Democracia Racial é uma ideia (teoria, mito, imagem…) que nos remete, automaticamente, a Gilberto Freyre. Isso porque, embora ele não tenha sido o primeiro a pensar o Brasil como um país sem barreiras de discriminação, conseguiu vender essa imagem internacionalmente com o peso da autoridade de um indivíduo branco intelectualizado e com conhecimento de dentro da casa grande, que lhe ofereceu riqueza de detalhes para a obra “Casa Grande e Senzala”. Hoje temos ao nosso favor o legado de um esforço político e intelectual enorme dos pensadores negros, que nos permitiu olhar para a “verdade” da Democracia Racial pelo retrovisor. No século XX não era bem assim. Ao defender a prática de miscigenação e a ideia de um “paraíso dos mestiços” em detrimento das teorias que os condenavam como degenerados (os mulas, como se registra a etimologia da palavra “mulato”), Gilberto Freyre criou ...

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    Foto: Divulgação/RLJ Entertainment / Pipoca Moderna

    Zoë Saldaña se diz arrependida por ter vivido Nina Simone no cinema

    A atriz Zoë Saldaña ("Guardiões da Galáxia") se disse arrependida por interpretar Nina Simone na cinebiografia "Nina", lançada em 2016. Na época da produção, a escalação de Saldaña rendeu polêmica entre ativistas negros, porque a atriz tem pele mais clara e traços latinos, que não condiziam com a negritude da cantora. "Eu nunca deveria ter interpretado Nina. Eu deveria ter feito tudo que podia, na época - porque eu tenho um tipo de poder, embora não seja o mesmo - para pressionar pela escalação de uma mulher negra para interpretar Nina, que era uma mulher negra excepcionalmente perfeita", disse a atriz numa live no Instagram, durante conversa com Steven Canals, criador da série "Pose", cujo tema era justamente afro-latinidade e "colorismo" (discriminação baseada em tons de pele negra). Filha de pai dominicano com raízes haitianas e de mãe porto-riquenha, Saldaña precisou usar maquiagem para escurecer sua pele, ...

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    Bianca Santana (Foto: Natália Sena)

    Nossa negritude de pele clara não será negociada

    Não ser branco nem preto, em uma sociedade racializada como a brasileira, permite a pessoas negras de pele clara negociarem benefícios o tempo todo. Para se aproveitarem das cotas raciais, soltam o black power; para conseguirem emprego, alisam o cabelo. A passabilidade — serem mais aceitas pelos brancos, quem realmente têm poder — oferece mais posições subalternas a essas pessoas. Privilégio que se pode constatar nas estatísticas. Segundo dados divulgados pelo IBGE em 2017, enquanto o rendimento médio real de um trabalhador branco era de R$ 2.660 e dos pretos era R$ 1.461, o do pardo era R$ 1.480. Percebem a vantagem social? Do mesmo modo, enquanto o desemprego entre brancos era de 9,5%, dentre os pretos era de 14,4%, dentre os pardos era 14,1%. Sei que os dados cansam. Apresento só mais alguns. Dentre as empregadas domésticas, 50% são pardas (as quais somam 40% do total de mulheres), 13% ...

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    Ilustração/ Thaddeus Coates

    O colorismo e o privilégio que ninguém te deu

    Provocada por registros recentes nas redes sociais acerca do colorismo, me senti convidada a compartilhar um pouco das reflexões que tenho desenvolvido no meu trabalho de Mestrado.  Confesso que as declarações recentes da Dr. Sueli Carneiro sobre a necessidade de unirmos pretos e pardos na luta contra o racismo, foram o incentivo final para que eu desviasse dessa escrita densa, e me permitisse dividir algo dessas análises que tem me ocorrido.  À Dra. Sueli Carneiro eu também devo a compreensão que tive pela primeira vez, quando li o texto da sua autoria “Negros de pele clara”, onde ela me explicou que é bem fácil para nós reconhecermos como os brancos são diversos entre si, sendo eles loiros, ou ruivos, ou morenos... e por outro lado, como é difícil para nós reconhecermos que também há diversidade entre a população negra.  Nesse texto selecionei um tópico do meu trabalho para compartilhar. Ele ...

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    Cleidiana e seu pai. Foto: arquivo pessoal

    O dia em que meu nariz me definiu como negra – notas sobre o racismo à brasileira

    Em 1996 eu estava na metade do curso de jornalismo na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom- Ufba). Nesse ano, meu pai Pacífico Teixeira Ramos (1933-2004), conhecido como Chico Preto, foi candidato a prefeito em Iaçu, município onde cresci e que fica a 275 km de Salvador na região da Chapada Diamantina. Era uma campanha dura, sem dinheiro e em oposição às três esferas de governo. Mas meu pai era muito carismático e tinha toda uma trajetória vinculada às pautas progressistas ao longo da sua trajetória. Assim sua campanha contava até com vaquinha dos próprios eleitores. Em uma dessas ações tive que ir na cidade vizinha, Itaberaba, com uma amiga da família. Lá encontramos uma pessoa que conhecia meu pai, mas não sabia que ele tinha outra filha – a minha distância etária para meu irmão Gildásio Ramos é de 11 anos. Em meio a essa conversa, ...

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    Adobe

    Sobre a falta de coroas: A dificuldade de se reconhecer homem negro tendo cabelo liso

    Eu preciso confessar uma atitude que venho tendo, de maneira recorrente, já faz algum tempo: o ato de procurar por fotos de homens pretos de cabelo liso no Google. Desde criança qualquer pessoa de cor já passou pela experiência de não se encontrar em desenhos e seriados de TV. É quase um rito de passagem, notar que as percepções de beleza, o que deve ser visto, não repassa pela aparência de seus semelhantes. Eu passei por essa experiência e sem duvida alguma vibrei de alegria ao conhecer produções antigas e perceber novas criações que tensionavam os padrões estéticos ao que se estava acostumado. Mas de certa forma, para mim, ainda faltava algo. Vindo de avós e avôs tanto brancos quanto pretos retintos de cabelo 4b/4c, eu nasci sendo um preto de pele clara e de cabelo liso. Ao observar todos esses exemplos na TV, no cinema, na música, por mais ...

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    Arquivo Pessoal

    Negra sim!?

    Cresci sem me reconhecer como criança negra, apesar dos inúmeros apelidos ofensivos, referentes ao meu cabelo, minha pele não é retinta e isso me fazia acreditar que era branca. Meu pai é um homem negro, minha mãe uma mistura que a deixou mais próxima da branquitude, cabelo liso, lábios e nariz finos, pele clara. Só na Universidade, durante o Mestrado, que me descobri negra. Foi um processo doloroso, pois tive consciência de que muitas experiências que vivi na infância e em relacionamentos afetivos, na verdade era racismo. Suspeito que muitas meninas negras de pele clara, assim como eu, viveram um dia a sensação de um não lugar, é justamente isso que me leva a escrever este ensaio.  Há mais ou menos dois anos venho me aprofundando nas leituras sobre as questões raciais. O livro "Racismo Estrutural", do professor, filósofo e advogado Silvio Almeida, tem sido um importante aliado neste processo ...

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    As não Brancas- Identidade Racial e Colorismo no Brasil

    No decorrer da história, as classificações raciais no Brasil sofreram diversas mudanças. Por volta do século XV, a Europa era considerada o centro do mundo – em uma visão de 3 continentes, agrupando também África e América. As relações econômicas eram baseadas no trabalho escravo. O africano escravizado era um objeto, uma máquina de trabalho. Ao mesmo tempo, um produto mercantil de grande valor. Por Gabriele de Oliveira da Silva, Do Fala Universidades  As mulheres não brancas. (Ilustração: Ana Luiza Pips) Posteriormente, com a abolição da escravatura, em 1888, o negro torna-se livre no Brasil. Porém, é marginalizado por diversos setores da sociedade, inclusive o Estado. Iniciou-se, então, um projeto de miscigenação, cujo objetivo era o extermínio gradativo da população negra. O processo ocorreu através do estupro de mulheres negras e indígenas – medida considerada civilizatória, na época. No primeiro censo demográfico nacional, em 1872, as ...

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    O que o colorismo diz sobre as relações raciais brasileiras?

    Herança direta do modo de agir/pensar racista e escravocrata, o glossário colorimétrico da tez humana revela o mais tenebroso espectro de todos os matizes: a cor do invisível por Flávia Rios / Ilustração: Indio San para o Portal Geledés Episódios como os protagonizados por Fabiana Cozza, cantora paulistana constrangida a não interpretar a sambista carioca Dona Ivone Lara (1922-2018) no musical homônimo, ou a da atriz Taís Araújo que também teve a coloração da pele questionada para dar vida à personagem da cientista Joana D’Arc de Souza, tomaram a mídia de assalto nos últimos tempos. Nomeado como “colorismo”, o tema deixou muitas pessoas com a pulga atrás da orelha. Perplexos, muitos acharam que o tema era superficial demais para demandar tanta energia das pessoas. Muitos, porém, pas- saram a se perguntar: afinal, seriam essas intervenções públicas pa- trulhas ideológicas? Seriam as pessoas pretas ou de pigmentação mais escura ressentidas em relação ...

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    Me descobri negra aos 67 anos

    Uma crônica sobre identidade Por Rafaella Martinez, no Diário do Litoral 67 anos depois que chegou ao mundo naquele duro semiárido da pequena Angelin, cidadezinha de Pernambuco, Edileuza Gomes Costa se descobriu negra. (Foto: Rodrigo Montaldi/DL) Foi um exercício de olhar. Desses bem demorados, típicos de quem busca algo além do que o espelho próprio já se acostumou a refletir com o passar dos anos. E exatos 67 anos depois que chegou ao mundo naquele duro semiárido da pequena Angelin, cidadezinha de Pernambuco, Edileuza Gomes Costa se descobriu negra. Foi simples e forte assim: bastou um olhar mais demorado no espelho após uma conversa sobre identidade com o filho, o ator Zecarlos Gomes. Coube a ele, ‘em uma conversa com amor e escuta, porque o amor transforma e educa’ fazer a mãe notar os traços do rosto, o tom da pele e o jeito do cabelo. Sinais de ...

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    Imagem- Napy

    Sobre colorismo, privilégios e identidade racial

    Durante a maior parte da minha vida eu me senti confortável com a denominação de “morena”. Filha de mãe branca e pai negro, me definir como uma mistura que transita no espectro racial sempre me pareceu a opção mais viável. E mais do que isso, a mais apaziguadora, por assim dizer. Negra, eu? Jamais. Até sardas no rosto eu tenho, ué. Boca fina, corpo nada curvilíneo. Morena parecia ser o termo certo pra mim. por Letícia Castor Moura de Sousa para o Portal Geledés Imagem- PASHA GRAY - Napy Até fazia mais sentido, se parássemos para pensar. Tive privilégios socioeconômicos desde sempre, estudei em ótimas escolas particulares e tive acesso a espaços cujo tratamento raramente seria direcionado a uma pessoa negra. Pelo menos negra de verdade, sabe?Pele escura, nariz largo, gengiva protuberante, os traços estereotipados a imagem que temos no imaginário social. Mas, não posso negar que, ...

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    Reprodução BBC

    Colorismo? Top model africana fala sobre ser vítima de racismo por ser ‘negra demais’

    Da BBC  "Nunca trocaria minha cor de pele por nada no mundo. Se nascesse de novo, ainda escolheria ser negra". A modelo queniana Olivia Sang diz querer empoderar mulheres de todas as raças. Vinda de uma família humilde, ela hoje possui um contrato com uma agência sul-africana e seu rosto estampa a campanha de uma famosa marca de roupas. Mas seus feitos não vieram sem obstáculos. Pelo contrário, Olivia diz ter sido vítima de racismo quando era criança. "Quando estava crescendo, as pessoas zombavam de mim por ser muito escura", conta. "Achava que era sensível demais. Mas, na verdade, isso é algo que fica com você e faz com que você pense: 'Não sou bonita'". Segundo Olivia, o colorismo - discriminação pela cor da pele – existe até dentro da própria comunidade negra. "Uma menina de pele mais escura ainda é vista de uma forma diferente. O colorismo existe e ...

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    Adilton Venegeroles / Ag. A Tarde

    Kabengele Munanga: “É preciso unir as lutas, sem abrir mão das especificidades”

    Kabengele Munanga anda apressado pelas ruas de Cachoeira, como se tivesse sempre um destino certo, a ponto de ser preciso perguntar que idade tem. Conta que no próximo dia 22 faz 78 anos. “Portanto, já pode botar assim”. Desde 2014, quando se tornou professor visitante sênior da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), ele vive na cidade. Gosta de quando ouve estranhos cumprimentado-o com um “boa tarde, pai”.  Antes disso, passou mais de 30 anos dando aulas na Universidade de São Paulo (USP), onde se aposentou. Foi lá também que concluiu seu doutorado em antropologia, após deixar contra a vontade seu país de nascença, o Congo, exilado do regime militar. Aqui, interessou-se logo por descobrir a África que existia no Brasil, por entender como viviam as comunidades negras no país e, especialmente, investigar como se construíram nossas relações raciais. Lembra que nos primeiros encontros em que foi para discutir ...

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    De Ivone Lara à Fabiana Cozza: Colorismo, uma conversa necessária

    Saber identificar o colorismo e usar nosso ‘lugar de fala’ para denunciá-lo nunca pode significar desalojar negras e negros claras/os da sua negritude, mas sem dúvidas usar essa passabilidade dos corpos para enegrecer cada vez mais os espaços. Por Juliana Gonçalves, do Nós, mulheres da periferia Foto: Nappy .co A polêmica da última semana em torno da atriz Fabiana Cozza viver no teatro Dona Ivone Lara trouxe a discussão sobre colorismo para o debate público. Talvez, pela primeira vez, com a força necessária para ultrapassar conversas entre os militantes negros. Grandes veículos hegemônicos da imprensa como Folha, Yahoo, CBN, entre outros, trataram o assunto, principalmente depois da renúncia de Cozza ao papel, após os enfrentamentos feitos nas redes sociais. Se o debate apareceu com força na arena pública online e física, isso não significa que o assunto foi tratado com qualidade. Uma amostra disso é a síntese feita pelos sites de opinião ...

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    Foto: Marta Azevedo

    Falar é preciso

    Temos de debater colorismo, porque cor de pele conta no país que foi miscigenado para tornar-se branco Da Flavia Oliveira no O Globo Montagem G1 Fabiana Cozza ficou só e exposta. Ninguém ganha quando uma mulher negra é relegada à solidão que a sociedade brasileira naturalizou. Terminou sem vencedor o Fla-Flu do feriadão nas redes sociais, porque vitimou uma artista de incontestável talento, cantora de repertório impecável. Fabiana é filha de pai preto e mãe branca, se autodeclara negra. Sambista de raiz, conhece a obra e a trajetória de Dona Ivone Lara e tinha relações pessoais com a compositora, a maior que o Brasil já conheceu. Fabiana foi atacada em sua identidade racial — e isso é inadmissível. Ponto. Mas o país que tem por hábito invisibilizar personalidades negras, que clareou seu maior escritor, Machado de Assis, e eternizou Lucélia Santos no papel de uma jovem ...

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    magem: Reprodução/Instagram/joiceberth...

    Embranquecimento e Colorismo: estratégias históricas e institucionais do racismo brasileiro

    (na foto abaixo, 4 dos diversos personagens negros históricos que foram embranquecidos para o bem da aceitação branca. veja a matéria completa em http://www.vermelho.org.br/noticia/284391-1 ) Por Joice Berth, no Medium  “Políticas de incentivo a imigração de alemães, italianos e espanhóis foram intensas no decorrer do século XIX e XX. Com o branqueamento da nação pretendia-se atingir uma higienização moral e cultural da sociedade brasileira. Clarear a população para progredir o país passou a ser um projeto de nação defendido no século XIX, mas que avançou pelo século XX. Projeto que envolvia eugenização e a higienização social enquanto políticas públicas”(Antonio Carlos Lopes Petan, 2013) O racismo estrutural tem feito um trabalho de eliminação da população preta de diversas formas: pelo genocídio, pela exclusão territorial, pela fome, pelo apagamento e silenciamento, pela apropriação cultural, pelo epstemicidio, entre outros métodos. O branqueamento é também um dessas estratégias. Existem diversas figuras negras que foram embranquecidas pela história ...

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    Foto - André Teixeira / Agência O Globo

    Resposta a Risério

      Domingo, 17/12/2017, foi publicado na Folha de S. Paulo o artigo do antropólogo Antônio Risério. Tivemos contato com o texto em função do seu número significativo de compartilhamentos nas redes sociais. Dado isso, e o fato de o tema abordado ser orgânico não somente nos nossos estudos e pesquisas, mas no modo como aprendemos a enxergar a sociedade, achamos importante travar um diálogo com o texto, a partir de nossa perspectiva – intelectual, epistemológica e política – sobre a questão. O antropólogo escreve pontos realmente importantes para o debate racial, como as categorias de classificação raciais e seu uso, a mestiçagem brasileira, o lastro político em que se assentam nossas condutas pessoais no que tange à raça. Contudo, o texto recai exatamente sobre o erro que pretende combater. Afirmamos isso a partir da análise de três questões fundamentais que o texto aborda. E pretendemos ilustrar nossa afirmação da maneira ...

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    Grupo de Estudos – Tema: Colorismo

    Grupo de Estudos promovido pelo Coletivo de Negras e Negros na EACH USP DO Facebook  Tema: Colorismo O OBJETIO DO GRUPO DE ESTUDOS É APRENDER COLETIVAMENTE ATRAVÉS DA TROCA DE SABERES PORTANTO FIQUE A VONTADE PRA INDICAR LEITURAS, FILMES E AFINS NÃO É UMA AULA, NEM PALESTRA E SIM UM CONJUNTO DE PESSOAS CURIOSAS QUERENDO TROCAR SABERES* Sugestão de vídeos e leituras: http://www.geledes.org.br/colorismo-o-que-e-como-funciona/ https://www.youtube.com/watch?v=DGGaLz_NYDo http://nodeoito.com/documentarios-sobre-colorismo/   Para maiores informações clique aqui  *o grupo de estudos não é uma organização da Biblioteca Mário de Andrade e nem faz parte da programação oficial da Biblioteca. O local só é um dos muitos escolhidos pra estudar em grupo na cidade

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